O progressivo brasileiro me surpreende a cada dia. O surgimento de novas bandas vem trazendo certo fôlego para o gênero que luta por espaço, em um país onde se consome basicamente música de péssimo nível nos dias atuais. Ainda salvam-se algumas boas bandas que persistiram em manter continuidade em seus trabalhos e outras que resolveram reaparecer após alguns anos de inatividade, com novos projetos e discos inéditos. Tenho fé na continuidade do gênero progressivo no Brasil e ainda espero ver coisas novas e de muita qualidade.
Acontece que ás vezes, muitas vezes, a vida dá uma rasteira e algumas bandas passam despercebido por esse universo chamado Rock Progressivo. São infinitas bandas e é praticamente impossível ter conhecimento de pelo menos 40% delas. Muitas excelentes e até conhecidas, com trinta, quarenta anos de estrada ainda são 'novas' para mim e, certamente, ainda há muitas surpresas guardadas. O Brasil ainda é um país ao qual me traz boas surpresas em termos de bandas veteranas as quais passaram batido e somente agora tive acesso a bons e interessantes materiais.

Acervo Sigma
Um exemplo disso é a banda paulistana Sigma, formada nos anos 90 (creio), a qual me foi apresentada pelo amigo e fotógrafo Carlos Vaz, durante seu programa semanal na Rádio RST. Me interessei logo de cara pelo tipo de som executado e pouco tempo depois tive acesso ao CD físico, gentilmente enviado pelo Vaz.
Poucas informações se tem sobre o Sigma, até mesmo a página oficial no Facebook não ajuda muito. Pelo menos a boa notícia é que os músicos se reuniram em estúdio e já lançaram um novo trabalho. Já é possível ter acesso a íntegra do disco inédito (Singularity) nos canais de streaming. Até mesmo pela minha desinformação, peço que alguém se pronuncie caso tiver alguma novidade e mais detalhes sobre essa banda a qual tanto me interessou.
A formação do disco intitulado por Implemental View é composta pelos irmãos Sergio e Claudio Penna, bateria e teclados respectivamente, acompanhados pelo guitarrista e também tecladista Cristiano Moro e Jameson Trezena, fazendo com que o baixo seja um instrumento de incrível destaque em todas as faixas que compõe esse ótimo trabalho.
Trata-se de um álbum inteiramente instrumental, sinfônico, demasiadamente melódico, com alguns toques pontuais voltados para uma agradável atmosfera jazzy. Na maioria das composições, nota-se claramente uma forte influência ao Camel no fim dos anos 70 por suas tenras timbragens de guitarra, seguidos por fortes solos de sintetizadores. Destaque para a faixa 'Run', que ilustra bem a junção entre baixo e Hammond, acompanhados por um baterista de alto nível.
Talvez deva ser somente impressão ou falta de conhecimento técnico de minha parte mas algumas poucas passagens me remeteram a algumas lembranças que envolvem a banda mineira Dogma, a qual tenho grande admiração. Fernando Campos é ídolo por essas terras onde o progressivo anda meio esquecido e empoeirado. Uma volta do Dogma aos palcos com sua nova nova formação de jovens e competentes músicos, seria um alento para nós mineiros que tanto prezamos a boa música.
TRACKS:
01. Falling Man
02. Second Trick
03. Soundscape
04. Daydreams
05. Misleading You
06. Silent Sun
07. Run
08. Get Out
09. Keep the Flags On
10. Waves
Acontece que ás vezes, muitas vezes, a vida dá uma rasteira e algumas bandas passam despercebido por esse universo chamado Rock Progressivo. São infinitas bandas e é praticamente impossível ter conhecimento de pelo menos 40% delas. Muitas excelentes e até conhecidas, com trinta, quarenta anos de estrada ainda são 'novas' para mim e, certamente, ainda há muitas surpresas guardadas. O Brasil ainda é um país ao qual me traz boas surpresas em termos de bandas veteranas as quais passaram batido e somente agora tive acesso a bons e interessantes materiais.
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| Acervo Sigma |
Um exemplo disso é a banda paulistana Sigma, formada nos anos 90 (creio), a qual me foi apresentada pelo amigo e fotógrafo Carlos Vaz, durante seu programa semanal na Rádio RST. Me interessei logo de cara pelo tipo de som executado e pouco tempo depois tive acesso ao CD físico, gentilmente enviado pelo Vaz.
Poucas informações se tem sobre o Sigma, até mesmo a página oficial no Facebook não ajuda muito. Pelo menos a boa notícia é que os músicos se reuniram em estúdio e já lançaram um novo trabalho. Já é possível ter acesso a íntegra do disco inédito (Singularity) nos canais de streaming. Até mesmo pela minha desinformação, peço que alguém se pronuncie caso tiver alguma novidade e mais detalhes sobre essa banda a qual tanto me interessou.
A formação do disco intitulado por Implemental View é composta pelos irmãos Sergio e Claudio Penna, bateria e teclados respectivamente, acompanhados pelo guitarrista e também tecladista Cristiano Moro e Jameson Trezena, fazendo com que o baixo seja um instrumento de incrível destaque em todas as faixas que compõe esse ótimo trabalho.
Trata-se de um álbum inteiramente instrumental, sinfônico, demasiadamente melódico, com alguns toques pontuais voltados para uma agradável atmosfera jazzy. Na maioria das composições, nota-se claramente uma forte influência ao Camel no fim dos anos 70 por suas tenras timbragens de guitarra, seguidos por fortes solos de sintetizadores. Destaque para a faixa 'Run', que ilustra bem a junção entre baixo e Hammond, acompanhados por um baterista de alto nível.
Talvez deva ser somente impressão ou falta de conhecimento técnico de minha parte mas algumas poucas passagens me remeteram a algumas lembranças que envolvem a banda mineira Dogma, a qual tenho grande admiração. Fernando Campos é ídolo por essas terras onde o progressivo anda meio esquecido e empoeirado. Uma volta do Dogma aos palcos com sua nova nova formação de jovens e competentes músicos, seria um alento para nós mineiros que tanto prezamos a boa música.
TRACKS:
01. Falling Man
02. Second Trick
03. Soundscape
04. Daydreams
05. Misleading You
06. Silent Sun
07. Run
08. Get Out
09. Keep the Flags On
10. Waves

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