terça-feira, 7 de abril de 2026

Close Enemies - Close Enemies (2026) USA

 

Quando uma lenda viva como Tom Hamilton decide que ainda não é altura de pendurar o baixo após a reforma (ou pausa) dos Aerosmith, o mundo do rock presta atenção. Mas Close Enemies (2026) não é apenas o projeto a solo de um ícone; é um supergrupo improvável que trocou os grandes estádios pelo calor de um porão para redescobrir a alegria de tocar.

O resultado é um álbum homónimo de 10 faixas que soa a uma "joia perdida" da era de ouro do Rock N' Roll.

O "DNA" do Rock no Porão de Peter

A magia de Close Enemies reside na sua génese orgânica. Gravado no porão de Peter Stroud, o disco foge das produções digitais estéreis de hoje em dia. Tom Hamilton descreve o processo como algo "fácil e instintivo": chegar com uma demo crua e ver músicos veteranos transformarem-na em algo vibrante em apenas um dia. É o som de amplificadores a sério e de uma bateria que respira.

A Seleção Nacional do Classic Rock

O currículo desta banda é, no mínimo, assustador. Vejamos quem compõe este motor de alta cilindrada:

Músico

Histórico / Pedigree

Papel no Álbum

Tom Hamilton

Aerosmith

O pulso melódico e a alma do projeto.

Tony Brock

The Babys, Rod Stewart

O baterista que traz o "groove" clássico de arena.

Peter Stroud

Sheryl Crow, Don Henley

Texturas de guitarra sofisticadas e produção orgânica.

Trace Foster

Tech de AC/DC, Rolling Stones

A sabedoria de quem conhece o "som perfeito" por dentro.

Chasen Hampton

Mickey Mouse Club, The Party

A voz camaleónica e a "cola" que une tudo.

Chasen Hampton: O Camaleão Vocal

A grande surpresa do disco é Chasen Hampton. Vindo de um passado pop e televisivo, Hampton revela-se um "metamorfo" vocal capaz de guiar o ouvinte por uma jornada de 10 faixas. Ele não tenta imitar Steven Tyler ou Rod Stewart; em vez disso, adapta-se às nuances de cada composição, trazendo uma frescura que evita que o álbum caia na armadilha da pura nostalgia.


O Que Esperar do Som?

  • Vibe Anos 70: O álbum exala aquela atmosfera orgânica onde a imperfeição é bem-vinda porque soa humana.

  • Química de Estrada: Sente-se a experiência de décadas de turnés. Não há excessos; cada nota está lá porque serve a canção.

  • Essência Pura: É um disco impulsionado pela empolgação de começar um novo capítulo, despojado do peso das expectativas corporativas.


O Veredito Final

Close Enemies é um álbum refrescante precisamente porque não tenta seguir tendências. É o som de amigos que por acaso são alguns dos melhores músicos do mundo a divertirem-se. Para quem sente falta de guitarras que falam e de uma secção rítmica que te faz bater o pé involuntariamente, este é o disco de 2026.

É Rock N' Roll autêntico, feito por quem sabe que a música é, acima de tudo, uma linguagem de instinto.

Nota: 8.8/10

"Tom Hamilton encontrou nos Close Enemies a fonte da juventude. Este não é o som de alguém a olhar para o passado com saudade, mas sim de alguém a olhar para o futuro com o amplificador no máximo."

Destaques: A química rítmica entre Hamilton e Brock e a versatilidade de Chasen Hampton nas faixas mais mid-tempo.

Recomendado para: Fãs de Aerosmith, The Black Crowes, Faces e de qualquer pessoa que prefira um som de porão bem gravado a um estúdio de milhões.


Temas:

01. Rain 05:26
02. Sound Of A Train 05:06
03. Inside Out 03:08
04. Sweet Baby Jesus 03:58
05. Wink And A Feather 04:05
06. Take A Pill 04:32
07. More Than I Could Ever Need 05:12
08. Mystery Of Love 04:05
09. Battlefield 03:55
10. She's A Light 03:17

Banda:

Chasen Hampton - Vocals
Trace Foster (AC/DC) - Guitars
Peter Stroud (Sheryl Crow) - Guitars
Tom Hamilton (Aerosmith) - Bass
Tony Brock (The Babys) - Drums





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