quarta-feira, 22 de abril de 2026

CRONICA - GALAXY | Day Without The Sun (1976)

 

Originária de Jacksonville, Flórida, a banda Galaxy foi formada no início de 1975 por Mark "Frenzi" (guitarra), acompanhado por um trio feminino: Marilyn "Space Mama" Geiger (teclados), Pepper Leonardi (baixo) e Miss Gunner Powell (bateria). Após três meses de ensaios, o quarteto fez sua estreia em um show de rua organizado pela Câmara de Comércio de Jacksonville Beach para o Dia da Independência dos Estados Unidos, apresentando-se para um público de mais de 30.000 pessoas, segundo a imprensa. Realizando inúmeros shows e festivais, a Galaxy gravou o álbum " Day Without The Sun" em 1976 para a Sky Queen Records, uma gravadora criada especificamente para a ocasião.

Provavelmente não ultrapassando mil cópias, este LP se encaixa numa vertente decididamente space rock, na encruzilhada do krautrock e das devaneios psicodélicos da primeira metade dos anos 70. O disco evoca tanto os longos e etéreos solos do Pink Floyd pós-Syd Barrett quanto as andanças interestelares do Hawkwind ou os experimentos livres do Gong, sem esquecer certos tons mais blues e pesados, bem como o uso do piano elétrico, que remetem ao The Doors ou até mesmo ao Iron Butterfly.

Seguindo os passos de Gilli Smyth, o álbum abre com sussurros espaciais na instrumental "Space Mountain", que lembra uma valsa garageira cósmica. Esse aperitivo dá lugar a "Green Stuff" e "Look What You Done", duas faixas de heavy rock crescente, com riffs robustos e solos de rock ácido, com um toque de soul e já vislumbrando o futuro através do uso de sintetizadores. Como o nome sugere, "Galaxy" é uma faixa de hard rock interestelar e densa, onde o centro do universo se torna uma vertigem, arrastando-nos de um buraco negro a outro. Já "Sky Queen" é como se o Black Sabbath e Ray Manzarek tivessem se encontrado em Marte, lutando contra forças obscuras.

Das profundezas do universo, como um monstro saído diretamente de um pesadelo de H.P. Lovecraft, emerge a peça central deste álbum como sua conclusão: "Day Without The Sun", com mais de 14 minutos de duração. Esta faixa elástica é um verdadeiro hino da música cósmica, com atmosferas nebulosas, estranhas e alucinatórias, uma presença imponente do espaço sonoro, um baixo pulsante, guitarras corrosivas, ataques de cordas esmagadores, um solo delirante, bateria convulsiva, teclados esquizofrênicos e o retorno dos sussurros espaciais.

Posteriormente, o Galaxy gravou algumas faixas entre 1979 e 1984, que só viriam à tona em 2000 sob o título Very 1st Stone – 1979 To 1984. Nesse ínterim, o grupo se dissolveu devido à falta de reconhecimento, reunindo-se ocasionalmente por conta da nostalgia.

O que resta é um enigmático disco de vinil, que vale a pena examinar mais de perto.

Títulos:
1. Space Mountain
2. Green Stuff
3. Look What You Done
4. Galaxy
5. Sky Queen
6. Day Without The Sun

Músicos:
Pepper Leonardi: Baixo;
Miss Gunner Powell: Bateria;
Frenzi Fabbri: Guitarra;
Space Mama Geiger: Teclados

Produção: Frenzi Fabbri, Space Mama Geiger




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