Um rock instrumental agressivo e complexo, com os solos divididos entre uma guitarra pesada (não metal) e uma flauta em contraste. Me lembrou o obscuro grupo americano Atavism of Twilight, um som que praticamente desapareceu antes mesmo de começar. É mais complexo que o Tanger, da Argentina, mas não muito diferente. Kenso é outra referência, mas o Naikaku não é tão sinfônico.
Escrevi o texto acima para o próximo álbum deles, Shell, que ouvi primeiro. Essa sinopse certamente se aplica também ao álbum de estreia. Consegui Wheel of Fortune cerca de cinco meses depois, em 2007, e essa foi a última vez que o ouvi. A abertura de Wheel of Fortune poderia muito bem ser a palavra final sobre o que uma guitarra e flauta agressivas podem soar. Soa como Happy Family para o público do rock com flauta. A música às vezes se desvia para um tema de jazz mais solto, para depois retornar ao rock instrumental pesado e preciso. E o timbre da guitarra chega a soar como heavy metal. Pensando bem, ouço um pouco de Praxis no som deles. É mais focado e menos voltado para a música eletrônica, mas a guitarra e a base de jazz foram o que me fizeram pensar nisso. Eu realmente gosto do contraste entre a beleza (flauta) e a fera (guitarra). A seção rítmica também não deixa a desejar. Eles são bem ativos e levam a música a um nível mais cinético. A faixa final é um cover de "Hocus Pocus", do Focus, que se encaixa perfeitamente no som deles. E os instrumentos que eles usam para imitar o iodelei são hilários.

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