O disco I, da banda Petbrick, lançado em 2019, marcou a estreia oficial do projeto formado por Iggor Cavalera e Wayne Adams. O álbum apresenta uma mistura extremamente pesada e experimental de industrial, noise, metal extremo, eletrônico e música ambiente, criando uma sonoridade caótica e intensa que foge completamente dos formatos tradicionais do metal convencional. A proposta do duo era justamente construir algo agressivo, moderno e desconfortável, inspirado tanto pelo underground industrial europeu, quanto pelo peso percussivo característico de Iggor.
Musicalmente, I é um álbum denso e opressivo. As baterias tribais e mecânicas de Iggor se unem às guitarras distorcidas, sintetizadores ásperos e texturas eletrônicas barulhentas criadas por Wayne Adams. Em vários momentos, o disco parece mais uma experiência sonora do que um álbum de músicas tradicionais, com faixas que alternam entre explosões brutais de ruído e passagens atmosféricas quase cinematográficas. Há influências claras de bandas como Godflesh, Swans e até elementos do industrial clássico de Ministry, mas sempre com identidade própria.
O álbum também chamou atenção pela quantidade de participações especiais. Entre os convidados aparecem nomes importantes da música extrema e experimental, como Justin Broadrick, Max Cavalera e Franz Treichler. Essas colaborações ajudam a ampliar ainda mais o clima sombrio e industrial do trabalho. I recebeu elogios justamente por sua ousadia sonora e pela capacidade de unir música eletrônica experimental com a brutalidade do metal pesado de maneira pouco comum, consolidando o Petbrick como um dos projetos mais criativos envolvendo Iggor Cavalera após sua saída do Sepultura.

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