Big Band Machine (1975)
Existem álbuns por aí, aparentemente sem motivo algum, que são vendidos a preços irrisórios quando a demanda deveria superar a oferta. Big Band Machine é um exemplo disso. Embora eu tenha certeza de que vendeu uma boa quantidade de cópias na época, não é de forma alguma uma raridade como os álbuns de Sergio Mendes. Menciono este último porque grande parte do trabalho dele também é brilhante, mas pelo menos a oferta é tão vasta que explica sua popularidade em sebos. E o fato de esta ser a primeira cópia que encontrei em seis anos de busca árdua me diz que também não é tão comum assim. Basta uma pessoa influenciando o mercado e pode apostar que esses álbuns vão se esgotar rapidamente, e boa sorte em encontrá-los novamente por US$ 2. De qualquer forma, o que importa é a música e com ela...
Musicalmente, não é tão diferente de The Roar of '74, um álbum que pelo menos tem algum público fiel. É música de big band para o público do rock e funk. A capa sugere uma apresentação um tanto formal, com o palco lotado de músicos vestidos a caráter para tocar as músicas que estavam nas paradas. Mas a música não é composta por standards. Mesmo o "Tommy Medley" é quase irreconhecível como uma composição do The Who. Embora Rich inclua alguns solos de bateria, eles são bem curtos e objetivos, como a maioria das bandas de palco costuma fazer. O álbum tem um som rock bem legal, com bastante jazz funk para curtir. É um daqueles álbuns que você não vai conseguir vender, mas por que venderia, afinal?
The Roar of '74 (1974)
O álbum "The Roar of '74" representa o tipo de disco que eu estava procurando há tempos: aquele som de big band rock funky. Como ex-integrante de banda de palco, ocasionalmente tocávamos músicas bem legais que tornavam tudo divertido. Também tocávamos standards, que eram obrigatórios para uma banda escolar. "The Roar of '74" começa com três faixas incríveis que não dão trégua. Mostra o potencial de uma big band no rock. Depois disso, cerca de metade das faixas mantém a pegada funky, enquanto as outras três são mais o que se esperaria. As resenhas sugerem, na melhor das hipóteses, que não passa de "música de série policial". Bem... eu gosto de "música de série policial". Buddy Rich tinha 56 ou 57 anos quando este álbum foi gravado. Ele estava em plena forma no final da vida, especialmente para a sua geração. Também gosto da capa bacana que representa bem a época.


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