segunda-feira, 13 de julho de 2026

Smoking Snakes - All Lights On (2026) Suécia

 

Há algo de profundamente nostálgico em All Lights On (2026). Os suecos dos Smoking Snakes não perderam tempo a tentar prever o futuro do rock; eles fizeram algo muito mais corajoso: sintonizaram o rádio numa frequência que muitos pensavam ter silenciado há décadas e aumentaram o volume até que a estática se transformasse em puro Sleaze Rock.

Este não é um álbum sobre inovação; é um álbum sobre convicção. É a celebração do espírito de 1984, onde a jaqueta de couro, as guitarras gémeas e a atitude eram mais do que uma imagem — eram uma religião.

Avaliação: Smoking Snakes – All Lights On (2026)

A Magia do Dial de Rádio

A intro do álbum, com o seu chiado e estática, é o cartão de visita perfeito. Os Smoking Snakes convidam-nos para um mundo onde o sábado à noite é a única coisa que importa. Ao contrário de tantas bandas que tentam "modernizar" o Hard Rock com polimento excessivo, estes suecos mantêm o som cru, malicioso e gloriosamente descomplicado. Pense no Mötley Crüe ou Ratt dos primórdios, quando o Heavy Metal ainda tinha um pé na sarjeta da Sunset Strip.

Mapeamento do "Sleaze" Sueco

Faixa

Atmosfera

O que esperar

"Don't Touch"

Maliciosa

O riff que define o tom; puro Sleaze Rock de 80.

"Trick Or Treat"

Hino

Riffs estrondosos e refrões feitos para cantar de punho no ar.

"Look In Your Eyes"

Atmosférica

O respiro necessário que mantém o ritmo sem perder o ímpeto.

"Screaming For More"

Técnica

Rob Raw demonstra que a arte dos riffs ainda está muito viva.

"Nasty & Wild"

Arena/Rock

Bateria de estádio, coros épicos e uma audácia contagiante.

"Pleasure & Pain"

Final Épico

Reminiscências de WASP com guitarras gémeas em chamas.

O Triunfo da Convicção

O guitarrista Rob Raw é, sem dúvida, o arquiteto desta sonoridade, disparando riffs que parecem saídos diretamente de um ensaio perdido de 1984. Por sua vez, Brett Martin assume o microfone com uma urgência que nos remete aos dias mais ferozes de Blackie Lawless (WASP).

O que torna All Lights On tão especial é a ausência total de ironia. O Smoking Snakes não está a gozar com o passado; eles estão a habitar esse passado com um entusiasmo que é, na falta de palavra melhor, contagiante. São 34 minutos de pura diversão descomprometida, daqueles que te fazem querer olhar para o espelho do quarto e fingir, só por um instante, que és a maior estrela de rock do planeta.

"All Lights On não tenta mudar o mundo, e é exatamente por isso que é um sucesso. Ele ilumina os cantos escuros do género e lembra-nos que o Rock 'n' Roll, quando feito com esta convicção, nunca deveria ser sobre mudar o mundo, mas sim sobre mudar a forma como nos sentimos nos próximos 34 minutos."

O Veredito Final

All Lights On é um disparo certeiro de nostalgia pura, executado com uma energia que só quem ama genuinamente o Sleaze Rock consegue produzir. Se sentes falta daquela sensação de encontrar uma música incrível no rádio à meia-noite, este disco é para ti. É divertido, é sujo, é alto e é exatamente o que o género precisava.

Nota: 8.9/10

Destaques: "Don't Touch", "Screaming For More", "Pleasure & Pain".

Recomendado para: Fãs de Mötley Crüe (era early), Ratt, WASP, Skid Row e qualquer pessoa que ainda acredite que o Rock 'n' Roll deve ser perigoso e divertido. 


Temas:

1. 103.1 The Scream – The 80’s Late Night Radio Broadcast
2. Don’t Touch
3. Trick Or Treat
4. All I Need
5. Look In Your Eyes
6. Last Man Standing
7. Screaming For More
8. Broken Heart
9. Nasty & Wild
10. Turn On The Lights
11. Pleasure & Pain
12. The Last Nightmare

Banda:

Brett Martin - Vocals, rhythm guitars
Rob Raw - Guitar (lead)
Andy Delarge - Bass
Mackey Gee - Drums


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