"Sem Tony, o Heavy Metal não existiria. Ele é o criador do Heavy! Tony é uma lenda. Ele pegou o Rock'n'Roll e o transformou em Heavy Metal" (Eddie Van Halen dizendo ao mundo como ele se sente sobre Tony Iommi).
Tony Martin, Bobby Rondinelli, Tony Iommi e Geezer Butler
Não muito depois da segunda saída de Ronnie James Dio (assim como do baterista Vinnie Appice) em 1992, Tony Iommi começou a formular seu plano para remontar o Black Sabbath. Em seu livro "Iron Man: My Journey Through Heaven and Hell with Black Sabbath" (uma das melhores biografias de Rock), Iommi contou em detalhes sua experiência de reconstruir o Black Sabbath, mais uma vez. No processo de audição de novos bateristas, Iommi recebeu uma ligação de Bobby Rondinelli, que estava muito interessado. De acordo com Iommi, Rondinelli voou para tocar para o guitarrista e Iommi o contratou na hora. Com Tony Martin de volta aos vocais (pela primeira vez, desde 1990), o tecladista de longa data do Sabbath, Geoffrey Nicholls, e Geezer Butler firme no baixo, esta versão do Black Sabbath iniciou o processo de composição e gravação de seu 17º álbum, "Cross Purposes", no Monnow Valley Studios, no País de Gales. Enquanto o Sabbath estava ocupado trabalhando, o Van Halen (ou Van Hagar, como em 1993) estava perto de encerrar a parte europeia de sua turnê "Right Here, Right Now", parando no National Exhibition Center (em Birmingham), em 25/abr/93. Quando o telefone de Iommi tocou, era Eddie Van Halen do outro lado, perguntando a Tony se ele tinha tempo para sair, enquanto estava na cidade. E foi aí que um dos maiores rumores do Rock surgiu.
A caminho do local de ensaio, Eddie perguntou se Iommi gostaria de comprar umas cervejas. Como Iommi estava dirigindo, ele se recusou a beber, mas Ed, aparentemente "com muita sede", pegou uma caixa de cerveja e a trouxe com ele. Antes de Eddie ficar, nas palavras de Iommi, 'sem pernas' (por causa da bebida), Eddie tocou um solo sobre o riff original de Iommi para "Evil Eye". O que aconteceu depois meio que ecoou os dias problemáticos de "vamos detonar toda a cocaína" do Sabbath nos anos 70, quando eles ficavam completamente zoados o tempo todo, inclusive enquanto estavam no estúdio gravando músicas para um álbum. Em entrevista à revista High Times em 1994 com Iommi e Ozzy Osbourne, Ozzy lembrou, de forma bastante surpreendente, que a banda constantemente 'esquecia' o que estava fazendo, inclusive não lembrando de apertar o botão 'play/record' no estúdio. por horas a fio! Desta vez, entretanto, conforme está no seu livro, Iommi assumiu a culpa diretamente por estar totalmente consciente e sóbrio e, mesmo assim, não ter gravado esta colaboração épica dele e Eddie:
"Nós (Eddie, eu e o Sabbath) fizemos uma jam e ele tocou em 'Evil Eye'. Eu fiz o riff e Eddie tocou um ótimo solo sobre ele. Infelizmente, não gravamos corretamente em nosso pequeno toca-fitas, então nunca tive a chance de ouvi-lo de novo! Foi um dia divertido".
Putz, aqui está um caso envolvendo os grandes Black Sabbath e Van Halen que não podemos culpar ninguém pela cocaína, principalmente porque os 'cheiradores competitivos' Ozzy Osbourne e David Lee Roth não estavam envolvidos neste encontro. É mole? No final, o solo inspirado de Eddie não entrou no álbum, embora muitas pessoas ainda acreditem piamente que o solo em questão tocado por Iommi seja na verdade tocado por Eddie Van Halen. Eddie também não foi creditado no álbum, mas como Iommi confirma em seu livro, Eddie veio, tocou, mas o solo que se ouve em "Evil Eye" não é Eddie. A parte em questão deste solo acontece em torno da marca de três minutos e soa muito com o que muito bem poderia ser sim EVH detonando sua guitarra na velocidade da luz. Será que Tony Iommi conseguiria replicar o estilo único de tocar de EVH? Será? Uau.
Vou fechar com um áudio do Van Halen mergulhando fundo no repertório do Sabbath com um cover de "Tomorrow's Dream" (do álbum "Vol. 4", de 72) em 1976 no lendário clube Gazzarri's, na Sunset Strip. Repita alto: putz, esse Mural Cultural é duca mesmo!



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