sábado, 22 de agosto de 2026

Iron Maiden - Seventh Son Of A Seventh Son [1988]

 



Do período mais curioso do Iron Maiden (entre a metade da década de 1980 e os primeiros anos da década de 1990), com certeza o álbum mais curioso é o dessa postagem. E foi a partir dele que a casa começou a cair e os relacionamentos entre os integrantes começaram a se desgastar um pouco.

Não é à toa que "Seventh Son Of A Seventh Son", o sétimo da discografia do grupo, foi o último a contar com o guitarrista Adrian Smith até a reunião, em 2000. Ironicamente, Smith saiu principalmente por conta de diferenças musicais. Estava insatisfeito com o direcionamento musical que o Iron Maiden estava tomando desde o antecessor "Somewhere In Time".

Essa mudança sonora ainda gera algumas controvérsias entre os fãs, pois o motivo, apesar de ser desconhecido, tende para a comercialização das composições. A participação de teclados e sintetizadores nas músicas, tocados pelo ótimo Michael Kenney, se tornou constante, apesar de ser menor nesse disco em relação ao anterior. Consequentemente algumas faixas ficaram mais acessíveis. Os singles definitivamente estavam com cara de singles - vide Can I Play With Madness? -, pois os caras investiram muito bem nos refrães, e essa não era uma característica muito notável nos primeiros álbuns da donzela.


Mas nada disso tira o mérito de "Seventh Son Of A Seventh Son", que é um disco inspiradíssimo e mais honrável que os mais recentes, por ter o intuito de renovação. A essência do Maiden estava lá: guitarras cruzadas e endiabradas, baixo estalado e cavalgado ao estilo Steve Harris, bateria precisa e sem firulas desnecessárias, linhas vocais que só Bruce Dickinson sabe fazer e composições líricas inteligentíssimas que construíram um conceito por acaso, baseado na história fictícia do sétimo filho de um sétimo filho, detentor de poderes sobrenaturais que podem ser utilizados para o bem ou o mal.

Trata-se de um álbum sensacional que deve ser apreciado de forma devida, principalmente evitando comparações, para ser realmente compreendido. Entre os destaques, estão a sensacional abertura Moonchild, a já citada Can I Play With Madness? e a cativante The Clairvoyant, esta um verdadeiro "clássico póstumo".

01. Moonchild
02. Infinite Dreams
03. Can I Play With Madness?
04. The Evil That Men Do
05. Seventh Son Of A Seventh Son
06. The Prophecy
07. The Clairvoyant
08. Only The Good Die Young

Bruce Dickinson - vocal
Adrian Smith - guitarra, backing vocals
Dave Murray - guitarra
Steve Harris - baixo, backing vocals
Nicko McBrain - bateria
Michael Kenney - teclados




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