Ano: 26 de março de 1976 (CD lançado em 20 de abril de 1990)
Gravadora: Vertigo Records (EUA), 822 785-2
Estilo: Hard Rock, Classic Rock
País: Dublin, Irlanda
Duração: 36:18
Paradas musicais: AUS #51, UK #10, US #18, CAN #5, SWE #21. CAN, UK e US: Disco de Ouro.
Considerando que minhas últimas fixações de rock clássico incluem o melhor do Def Leppard e do Thin Lizzy, outro disco old school altamente inspirador de outros tempos que merece reconhecimento contemporâneo é o incongruente, porém infinitamente didático, Jailbreak, do Thin Lizzy, de 1976. Resumindo, tenho ouvido bastante as músicas mais ousadas dessa joia que um dia tive em vinil, e finalmente me acostumei com seu lado mais pop, já que o som da guitarra continua ótimo, embora decididamente mais suave e tranquilo em comparação com a enxurrada de clássicos eletrizantes que aprendemos a amar. Dito isso, mesmo que você não seja o fã mais fervoroso do Thin Lizzy (exceto Borden), não dá para negar que boa parte desse disco é pura magia do rock and roll, potencializada pela herança irlandesa do guitarrista, com seus riffs e solos marcantes. Assim como em Impeckable, do Budgie, se você conseguir superar o ritmo excêntrico, há muito o que aprender com o saudoso Phil Lynott e sua banda (a ponto de seu espírito ainda pairar alegremente, no sentido original da palavra).
Em termos de faixas de abertura arrasadoras, é difícil superar a simples, porém cativante, faixa-título – com riffs que remetem ao clássico "Paranoid" do Black Sabbath e ao irritante "Smoke On The Water" do Deep Purple, seu ritmo crocante e envolvente é irresistível. Essa música incrivelmente divertida também demonstra a predileção do veterano da banda por staccato habilmente equilibrado e abafado, levado ao seu nível mais hipnotizante em "Warriors", que esses dedos inexperientes dominam com maestria, com seu solo de blues (metal) no estilo Ace Frehley, com wah-wah. Seus inúmeros pequenos fills de guitarra proporcionam uma sensação climática de camaradagem perfeita. Seja como for, "Jailbreak" é tão boa quanto a versão igualmente clássica do AC/DC. Ok, eu entendo que as três faixas seguintes possam incomodar os fãs de metal com pegada mais pesada, mas, analisadas individualmente — fora de contexto —, elas são muito boas. Por exemplo, "Angel From The Coast" é uma balada sensual com uma pegada havaiana!
Não tenho dificuldade nenhuma em me empolgar com a valsa saxofonizada "Running Back", mas admito que a extravagância começa a cansar quando "Romeo and the Lonely Girl" entra em cena. Felizmente, a dupla eletrizante de Scott Gorham e Brian Robertson compensa com um de seus solos de tango clássicos e poderosos. Assim como Wishbone Ash e UFO (ou o lobo solitário Jimi Hendrix), é fácil perceber a influência da dupla de guitarristas gêmeos no Iron Maiden. Isso fica ainda mais evidente em "Warriors", com seu riff de introdução relaxado, porém auspicioso, e a linha de baixo que culmina em um dos riffs mais pesados e precisos da banda, aprimorado, é claro, por aquele muffle-shuffle intrincado... impulsionado para o espaço sideral quando o clímax final sela o destino. Também curto o interlúdio de acordes à la Black Sabbath. Vale destacar que a técnica de Brian Downey, com sua batida meio breakbeat, me faz lembrar um Bill Ward menos embriagado e desgrenhado, mas igualmente groovy. O Lado A é magistralmente emoldurado; o mesmo se aplica ao Lado B, um pouco mais curto.
Primeiro, as faixas menos interessantes: tanto "Fight Or Fall" quanto "Cowboy Song" diluem um pouco a genialidade de Jailbreak. É aqui que eu me irrito e exclamo: "Por quê?". No entanto, elas não são totalmente perdidas, já que a homenagem aleatória ao Velho Oeste brilha graças ao canto solene de Phil, que mais uma vez se prova um vocalista e baixista talentoso e completo, que nos deixou cedo demais. Musicalmente, é divertida, mas sua antecessora insossa merece ser pulada. A faixa de encerramento, "Emerald", é realmente incrível; Junto com o mega sucesso radiofônico "The Boys Are Back In Town", a música apresenta a icônica facilidade da banda com melodias folclóricas irlandesas, riffadas até a exaustão, especialmente o matador pré-solo da primeira, que se traduz em solos ainda mais habilmente fraseados. Quanto ao clássico seminal, fiquei encantado ao descobrir que, assim como o maior sucesso do Judas Priest, "You've Got Another Thing Coming", ela esconde, dentro de seus limites alegres, mais do que aparenta, principalmente em termos de ritmo.
01. Jailbreak (04:04)
02. Angel From The Coast (03:06)
03. Running Back (03:16)
04. Romeo And The Lonely Girl (03:58)
05. Warriors (04:12)
06. The Boys Are Back In Town (04:30)
07. Fight Or Fall (03:48)
08. Cowboy Song (05:18)
09. Emerald (04:04)
Considerando que minhas últimas fixações de rock clássico incluem o melhor do Def Leppard e do Thin Lizzy, outro disco old school altamente inspirador de outros tempos que merece reconhecimento contemporâneo é o incongruente, porém infinitamente didático, Jailbreak, do Thin Lizzy, de 1976. Resumindo, tenho ouvido bastante as músicas mais ousadas dessa joia que um dia tive em vinil, e finalmente me acostumei com seu lado mais pop, já que o som da guitarra continua ótimo, embora decididamente mais suave e tranquilo em comparação com a enxurrada de clássicos eletrizantes que aprendemos a amar. Dito isso, mesmo que você não seja o fã mais fervoroso do Thin Lizzy (exceto Borden), não dá para negar que boa parte desse disco é pura magia do rock and roll, potencializada pela herança irlandesa do guitarrista, com seus riffs e solos marcantes. Assim como em Impeckable, do Budgie, se você conseguir superar o ritmo excêntrico, há muito o que aprender com o saudoso Phil Lynott e sua banda (a ponto de seu espírito ainda pairar alegremente, no sentido original da palavra).
Em termos de faixas de abertura arrasadoras, é difícil superar a simples, porém cativante, faixa-título – com riffs que remetem ao clássico "Paranoid" do Black Sabbath e ao irritante "Smoke On The Water" do Deep Purple, seu ritmo crocante e envolvente é irresistível. Essa música incrivelmente divertida também demonstra a predileção do veterano da banda por staccato habilmente equilibrado e abafado, levado ao seu nível mais hipnotizante em "Warriors", que esses dedos inexperientes dominam com maestria, com seu solo de blues (metal) no estilo Ace Frehley, com wah-wah. Seus inúmeros pequenos fills de guitarra proporcionam uma sensação climática de camaradagem perfeita. Seja como for, "Jailbreak" é tão boa quanto a versão igualmente clássica do AC/DC. Ok, eu entendo que as três faixas seguintes possam incomodar os fãs de metal com pegada mais pesada, mas, analisadas individualmente — fora de contexto —, elas são muito boas. Por exemplo, "Angel From The Coast" é uma balada sensual com uma pegada havaiana!
Não tenho dificuldade nenhuma em me empolgar com a valsa saxofonizada "Running Back", mas admito que a extravagância começa a cansar quando "Romeo and the Lonely Girl" entra em cena. Felizmente, a dupla eletrizante de Scott Gorham e Brian Robertson compensa com um de seus solos de tango clássicos e poderosos. Assim como Wishbone Ash e UFO (ou o lobo solitário Jimi Hendrix), é fácil perceber a influência da dupla de guitarristas gêmeos no Iron Maiden. Isso fica ainda mais evidente em "Warriors", com seu riff de introdução relaxado, porém auspicioso, e a linha de baixo que culmina em um dos riffs mais pesados e precisos da banda, aprimorado, é claro, por aquele muffle-shuffle intrincado... impulsionado para o espaço sideral quando o clímax final sela o destino. Também curto o interlúdio de acordes à la Black Sabbath. Vale destacar que a técnica de Brian Downey, com sua batida meio breakbeat, me faz lembrar um Bill Ward menos embriagado e desgrenhado, mas igualmente groovy. O Lado A é magistralmente emoldurado; o mesmo se aplica ao Lado B, um pouco mais curto.
Primeiro, as faixas menos interessantes: tanto "Fight Or Fall" quanto "Cowboy Song" diluem um pouco a genialidade de Jailbreak. É aqui que eu me irrito e exclamo: "Por quê?". No entanto, elas não são totalmente perdidas, já que a homenagem aleatória ao Velho Oeste brilha graças ao canto solene de Phil, que mais uma vez se prova um vocalista e baixista talentoso e completo, que nos deixou cedo demais. Musicalmente, é divertida, mas sua antecessora insossa merece ser pulada. A faixa de encerramento, "Emerald", é realmente incrível; Junto com o mega sucesso radiofônico "The Boys Are Back In Town", a música apresenta a icônica facilidade da banda com melodias folclóricas irlandesas, riffadas até a exaustão, especialmente o matador pré-solo da primeira, que se traduz em solos ainda mais habilmente fraseados. Quanto ao clássico seminal, fiquei encantado ao descobrir que, assim como o maior sucesso do Judas Priest, "You've Got Another Thing Coming", ela esconde, dentro de seus limites alegres, mais do que aparenta, principalmente em termos de ritmo.
02. Angel From The Coast (03:06)
03. Running Back (03:16)
04. Romeo And The Lonely Girl (03:58)
05. Warriors (04:12)
06. The Boys Are Back In Town (04:30)
07. Fight Or Fall (03:48)
08. Cowboy Song (05:18)
09. Emerald (04:04)

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