quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Thin Lizzy - Jailbreak (1976)

 


Ano: 26 de março de 1976 (CD lançado em 20 de abril de 1990)
Gravadora: Vertigo Records (EUA), 822 785-2
Estilo: Hard Rock, Classic Rock
País: Dublin, Irlanda
Duração: 36:18

Paradas musicais: AUS #51, UK #10, US #18, CAN #5, SWE #21. CAN, UK e US: Disco de Ouro.
Considerando que minhas últimas fixações de rock clássico incluem o melhor do Def Leppard e do Thin Lizzy, outro disco old school altamente inspirador de outros tempos que merece reconhecimento contemporâneo é o incongruente, porém infinitamente didático, Jailbreak, do Thin Lizzy, de 1976. Resumindo, tenho ouvido bastante as músicas mais ousadas dessa joia que um dia tive em vinil, e finalmente me acostumei com seu lado mais pop, já que o som da guitarra continua ótimo, embora decididamente mais suave e tranquilo em comparação com a enxurrada de clássicos eletrizantes que aprendemos a amar. Dito isso, mesmo que você não seja o fã mais fervoroso do Thin Lizzy (exceto Borden), não dá para negar que boa parte desse disco é pura magia do rock and roll, potencializada pela herança irlandesa do guitarrista, com seus riffs e solos marcantes. Assim como em Impeckable, do Budgie, se você conseguir superar o ritmo excêntrico, há muito o que aprender com o saudoso Phil Lynott e sua banda (a ponto de seu espírito ainda pairar alegremente, no sentido original da palavra).
Em termos de faixas de abertura arrasadoras, é difícil superar a simples, porém cativante, faixa-título – com riffs que remetem ao clássico "Paranoid" do Black Sabbath e ao irritante "Smoke On The Water" do Deep Purple, seu ritmo crocante e envolvente é irresistível. Essa música incrivelmente divertida também demonstra a predileção do veterano da banda por staccato habilmente equilibrado e abafado, levado ao seu nível mais hipnotizante em "Warriors", que esses dedos inexperientes dominam com maestria, com seu solo de blues (metal) no estilo Ace Frehley, com wah-wah. Seus inúmeros pequenos fills de guitarra proporcionam uma sensação climática de camaradagem perfeita. Seja como for, "Jailbreak" é tão boa quanto a versão igualmente clássica do AC/DC. Ok, eu entendo que as três faixas seguintes possam incomodar os fãs de metal com pegada mais pesada, mas, analisadas individualmente — fora de contexto —, elas são muito boas. Por exemplo, "Angel From The Coast" é uma balada sensual com uma pegada havaiana!
Não tenho dificuldade nenhuma em me empolgar com a valsa saxofonizada "Running Back", mas admito que a extravagância começa a cansar quando "Romeo and the Lonely Girl" entra em cena. Felizmente, a dupla eletrizante de Scott Gorham e Brian Robertson compensa com um de seus solos de tango clássicos e poderosos. Assim como Wishbone Ash e UFO (ou o lobo solitário Jimi Hendrix), é fácil perceber a influência da dupla de guitarristas gêmeos no Iron Maiden. Isso fica ainda mais evidente em "Warriors", com seu riff de introdução relaxado, porém auspicioso, e a linha de baixo que culmina em um dos riffs mais pesados ​​e precisos da banda, aprimorado, é claro, por aquele muffle-shuffle intrincado... impulsionado para o espaço sideral quando o clímax final sela o destino. Também curto o interlúdio de acordes à la Black Sabbath. Vale destacar que a técnica de Brian Downey, com sua batida meio breakbeat, me faz lembrar um Bill Ward menos embriagado e desgrenhado, mas igualmente groovy. O Lado A é magistralmente emoldurado; o mesmo se aplica ao Lado B, um pouco mais curto.
Primeiro, as faixas menos interessantes: tanto "Fight Or Fall" quanto "Cowboy Song" diluem um pouco a genialidade de Jailbreak. É aqui que eu me irrito e exclamo: "Por quê?". No entanto, elas não são totalmente perdidas, já que a homenagem aleatória ao Velho Oeste brilha graças ao canto solene de Phil, que mais uma vez se prova um vocalista e baixista talentoso e completo, que nos deixou cedo demais. Musicalmente, é divertida, mas sua antecessora insossa merece ser pulada. A faixa de encerramento, "Emerald", é realmente incrível; Junto com o mega sucesso radiofônico "The Boys Are Back In Town", a música apresenta a icônica facilidade da banda com melodias folclóricas irlandesas, riffadas até a exaustão, especialmente o matador pré-solo da primeira, que se traduz em solos ainda mais habilmente fraseados. Quanto ao clássico seminal, fiquei encantado ao descobrir que, assim como o maior sucesso do Judas Priest, "You've Got Another Thing Coming", ela esconde, dentro de seus limites alegres, mais do que aparenta, principalmente em termos de ritmo.

01. Jailbreak (04:04)
02. Angel From The Coast (03:06)
03. Running Back (03:16)
04. Romeo And The Lonely Girl (03:58)
05. Warriors (04:12)
06. The Boys Are Back In Town (04:30)
07. Fight Or Fall (03:48)
08. Cowboy Song (05:18)
09. Emerald (04:04)




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