sexta-feira, 27 de maio de 2022

Biografia de Adriano Correia de Oliveira

 Adriano Maria Correia Gomes de Oliveira GOIH • ComL (Porto, 9 de abril de 1942  Avintes, 16 de outubro de 1982) foi um músico português, intérprete da canção de Coimbra e cantor de intervenção.

Filho de Joaquim Gomes de Oliveira e da sua mulher, Laura Correia, Adriano mudou-se para Avintes ainda com poucos meses de vida. Criado numa família profundamente católica, a infância de Adriano Correia de Oliveira é marcada pelo ambiente que descreverá mais tarde como «marcadamente rural, entre videiras, cães domésticos e belas alamedas arborizadas com vista para o rio [Douro]».

Após concluir os estudos secundários, no Liceu Alexandre Herculano, no Porto, Adriano Correia de Oliveira matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em 1959. Durante os anos passados em Coimbra, tem uma intensíssima participação no meio cultural e desportivo ligado à academia. Viveu na Real República Ras-Teparta, foi solista no Orfeon Académico, membro do Grupo Universitário de Danças e Cantares, ator no CITAC, guitarrista no Conjunto Ligeiro da Tuna Académica e jogador de voleibol na Briosa.

Na década de 1960 adere ao Partido Comunista Português, envolvendo-se nas greves académicas de 62, contra o salazarismo. Nesse ano foi candidato à Associação Académica de Coimbra, numa lista apoiada pelo MUD.

Data de 1963 o seu primeiro EPFados de Coimbra. Acompanhado por António Portugal e Rui Pato, o álbum continha a interpretação de Trova do vento que passa, poema de Manuel Alegre, que se tornaria uma espécie de hino da resistência dos estudantes à ditadura. Em 1967 gravou o álbum Adriano Correia de Oliveira, que, entre outras canções, tinha Canção com lágrimas.

Em 1966 casa-se com Maria Matilde de Lemos de Figueiredo Leite, filha do médico António Manuel Vieira de Figueiredo Leite (CoimbraTaveiro, 11 de outubro de 1917 - Coimbra, 22 de março de 2000) e da sua mulher Maria Margarida de Seixas Nogueira de Lemos (Salsete, São Tomé, 13 de junho de 1923), depois casada com Carlos Acosta. O casal, que mais tarde se separaria, veio a ter dois filhos: Isabel, nascida em 1967 e José Manuel, nascido em 1971.

Chamado a cumprir o Serviço Militar, em 1967, Adriano Correia de Oliveira ficaria a uma disciplina de se formar em Direito. Ainda em 1969 vê editado o álbum O Canto e as Armas, revelando, de novo, vários poemas de Manuel Alegre. Pela sua obra recebe, no mesmo ano, o Prémio Pozal Domingues. Lança Cantaremos, em 1970, e Gente d'aqui e de agora, em 1971, este último com o primeiro arranjo, como maestro, de José Calvário, e composição de José Niza.

Em 1970, já licenciado da tropa, decide trocar Coimbra por Lisboa, e vai exercer funções no Gabinete de Imprensa da FIL - Feira Industrial de Lisboa, até 1974. Em 1973 lança Fados de Coimbra, em disco, e funda a Editora Edicta, com Carlos Vargas, para se tornar produtor na Orfeu, em 1974.

Com a Revolução dos Cravos, Adriano Correia de Oliveira está entre os fundadores da Cooperativa Cantabril. Em liberdade, esteve envolvido na organização de centenas de iniciativas do PCP em todo o país, nas quais tocou. Integra o Comité Organizador da Festa do Avante! do PCP desde a primeira edição, ao qual pertenceria até à sua morte.[1]

Em 1975 lança Que nunca mais, onde se inclui o tema Tejo que levas as águas. A revista inglesa Music Week elege-o Artista do Ano. Em 1980 lançaria o seu último álbum, Cantigas Portuguesas, ingressando no ano seguinte na Cooperativa Era Nova, em rutura com a Cantabril.

Vítima de uma hemorragia esofágica, morreu na quinta da família, em Avintes, nos braços da sua mãe.

Reconhecimento

A 24 de setembro de 1983 foi feito Comendador da Ordem da Liberdade e a 24 de abril de 1994 foi feito Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, ambas as condecorações a título póstumo.[2]

Lisboa, Avintes, Charneca da Caparica, Vila Nova de Gaia, Samora Correia, Almada, Barreiro, Grândola, Montijo e Fânzeres (concelho de Gondomar) são algumas das localidades portuguesas em que o seu nome faz parte da toponímia. 

Discografia


Álbuns

  • 1967 - Adriano Correia de Oliveira (LP, Orfeu, XYZ 104)
  • 1969 – O Canto e as Armas (LP, Orfeu, STAT 003)
  • 1970 – Cantaremos (LP, Orfeu, STAT 007)
  • 1971 – Gente de aqui e de agora - LP STAT 010)
  • 1975 – Que nunca mais (LP, Orfeu, STAT 033)
  • 1980 – Cantigas Portuguesas (LP, Orfeu, STAT 067)

Compilações

  • 1973 - Fados de Coimbra
  • 1982 - Memória de Adriano
  • 1994 - Fados e baladas de Coimbra
  • 1994 - Obra Completa
  • 1995 - O Melhor dos Melhores
  • 2001 - Vinte Anos de Canções (1960-1980)
  • 2007 - Obra Completa

Singles e EP

  • Noite de Coimbra (EP, Orfeu, 1960) [Fado da Mentira/Balada dos Sinos/Canta Coração/Chula] Atep 6025
  • Balada do Estudante (EP, 1961) [Fado da Promessa/Fado dos Olhos Claros/Contemplação/Balada do Estudante] Atep 6033
  • Fados de Coimbra (EP, 1961) [Canção dos Fornos/Balada da Esperança/Trova do Amor Lusíada/Fado do Fim do Ano] Atep 6035
  • Fados de Coimbra (EP, 1962) [Minha Mãe/Prece/Senhora, Partem Tão Tristes/Desengano] Atep 6077
  • Trova do vento que Passa (EP, 1963) [Trova do Vento que Passa/Pensamento/Capa Negra, Rosa Negra/Trova do Amor Lusíada] Atep 6097
  • Adriano Correia de Oliveira (EP, 1964) [Lira/Canção da Beira Baixa/Charama/Para que Quero Eu Olhos] Atep 6274
  • Menina dos Olhos Tristes (EP, 1964) [Menina dos Olhos Tristes/Erguem-se Muros/Canção com Lágrimas/Canção do Soldado] Atep 6275
  • Elegia (EP, 1967) [Elegia/Barcas Novas/Pátria/Pescador do Rio Triste] Atep 6175
  • Adriano Correia de Oliveira (EP, 1968) [Para que Quero Eu Olhos/Canção da Terceira/Sou Barco/Exílio] Atep 6197
  • Rosa de Sangue (EP, Orfeu, 1968) Atep 6237
  • Cantar de Emigração (EP, Orfeu, 1971) Atep 6400
  • Trova do Vento Que Passa n.º2 (EP, Orfeu, 1971) Atep 6374
  • Lágrima de Preta (EP, Orfeu, 1972) Atep 6434
  • Batalha de Alcácer-Quibir (EP, Orfeu, 1972) Atep 6457
  • O Senhor Morgado (EP, Orfeu, 1973) Atep 6542
  • A Vila de Alvito (EP, Orfeu, 1974) Atep 6588
  • Para Rosalía (EP, Orfeu, 1976) Atep 6604
  • Notícias de Abril (Single, Orfeu, 1978) [Se Vossa Excelência.../Em Trás-os-Montes à Tarde] KSAT 633



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Recordar é viver - Vendas de discos em Portugal em 1972

 

Vendas de discos 1972


O suplemento DL Show do Diário de Lisboa foi publicando, ao longo do ano de 1972, uma lista com os discos em maior destaque nas lojas de discos de Lisboa. As listas englobavam tanto singles como Lp's mas não foram publicadas em todas as semanas do ano.

Maggie May - Rod Stewart [#1]
Vamos Cantar de Pé - Paco Bandeira [3]
A Festa da Vida - Carlos Mendes [#1]
Shaft - Isaac Hayes [3] LP
Vamos Cantar de Pé - Paulo de Carvalho [#1]
Fireball - Deep Purple [3] LP
Bangla Desh - George Harrison [2]
American Pie - Don McLean [3]
Imagine - John Lennon [4]
How Do You Do - Tek and John [#1]
Paul Simon - Paul Simon [2] LP
Aprés Toi - Vicky Leandros [#1]
Harvest - Neil Young [3] LP
Beg, Steel Or Borrow - The New Seekers [#1]
Mother And Child Reunion - Paul Simon [3]
Without You - Nillsson [#1]
How Do You Do - Cat and Sullivan [#1]
I Giorno Dell'Arcobaleno - Nicola di Bari [3]
Duke Of Burlington - Flash [2]
Cigano do Amor - Francisco Petrónio [#1]
How Do You Do - Mouth And McLean [2]
Trinitá - Annibale [#1]
Medle - Pink Floyd [3]
+
Taca-Taca - Donald [#1]
Popcorn - The Popcorn Makers [#1]
Vincent - Don McLean [2]
Alone Again (Naturally) - Gilbert O'Sullivan [3]
Canto À Galicia - Julio Iglésias [3]
Because I Love You - Majority One [#1]
Amarillo - Tony Christie [2]
Conquistador - Procol Harum [3]
Song Sung Blue - Neil Diamond [5]
Popcorn - Rod Hunter [#1]
Melody - Bee Gees [3]
Desiderata - Ruy de Carvalho / Desiderata - Les Crane[4]
Trilogy - Emerson Lake And Palmer [3]
My Reason - Demis Roussos [#1]

Godfather (O Padrinho) - Andy Williams [#1]
Um Violino No Telhado [#1]
Fado Fadinho - Raul Solnado [2]

++

Portugueses

Vamos Cantar de Pé - Paco Bandeira [3]
Vem O Caminheiro - Manuel Vargas [5]
A Festa da Vida - Carlos Mendes [#1]
Vamos Cantar de Pé (versão) - Paulo de Carvalho [#1]
São Horas Meninos - Família Pituxa [9]
Discursos de Salazar [8] LP
Tango dos Pequenos Burgueses - José Jorge Letria [8]
Desiderata - Ruy de Carvalho [4]
Fado Fadinho - Raul Solnado [2]
Gloria Gloria Aleluia - Tonicha [6]




Recordar é viver - Vendas de discos Portugal década 1960 e 1970

 


Vendas nas décadas de 1960 e 1970

A seguir transcrevemos alguns dados encontrados na internet. Muitas vezes ocorrem alguns exageros quando se fala em quantidade de discos vendidos.

1962 - RAUL SOLNADO

(...) o disco que reunia A História da Minha Ida à Guerra de 1908 e A História da Minha Vida, que bateu todos os recordes de vendas de discos até então, vendendo até mais do que Amália!

(...) as gravações dos monólogos que criou em revistas nos anos sessenta bateram recordes de vendas na altura - mas Solnado chegou igualmente a gravar canções, tornando-se Malmequer um enorme êxito em 1972 (Biografia Macua)

Nesses tempos 5.000 era uma edição muito especial e 10.000 seriam raríssimos os que o atingiram.

Em Portugal uma venda, não confundir com prensagem, de mais de 10.000 exemplares nos finais de 60 e princípios de 70 foi raríssimo (Solnado com a Ida à Guerra, por exemplo), o cálculo dos direitos de autor feito com base nos exemplares facturados pela editora aos revendedores e não com base nas cópias prensadas.

No caso de exemplares facturados, podiam ainda ser descontados os que fossem devolvidos, quando as revendedoras tivessem direito ao chamado "retorno", o que nem sempre sucedia.

O cálculo dos direitos de autor e de artista, quando aplicável, era feito com base no valor de revenda do exemplar, não incluindo é claro os impostos devidos

Manuel Pinto Jorge, 06/03/2012

1966 - ANTÓNIO MOURÃO (Oh Tempo Volta P´ra Trás)

É impossível referir os anos 60 sem mencionar o enorme êxito do fadista António Mourão e o seu EP "Oh Tempo Volta P'ra Tràs", que se dizia ter vendido mais de 200.000 exemplares até ao final da década. (comentário de A. Guedes)

Outra curiosidade tem a ver com as vendas deste EP, que no ano da sua edição, 1966, proporcionou a António Mourão o Disco de Prata pelas suas 30.000 unidades vendidas. Em meados da década de 70, com este número, António Mourão teria recebido um Disco de Ouro, mas ao contrário da canção, o tempo não voltou atrás e distinguiu o fadista com o almejado galardão. Em boa verdade isso deveria ter acontecido, pois ao longo dos anos foi um dos EP's com mais reedições no mercado discográfico, ultrapassando mesmo a fasquia dos 100 mil exemplares. http://ocovildovinil.pt/oh-tempo-volta-para-tras.html
Em 1966 saia o Disco com o Famoso Tema da Revista,vendeu 30.000 exemplerares, caso raro num Artista em Portugal, foi nesse ano o Artista que mais discos vendeu.

Foto 1-António Mourão Recebe o disco de Ouro ladeado pelos autores Manuel Paião e Eduardo Damas

https://www.facebook.com/pages/Enciclop%C3%A9dia-Virtual-Artistas-do-Teatro-de-RevistaCinemaCan%C3%A7%C3%A3o-e-Fado/403659276367710

Composto por Eduardos Damas e Manuel Paião o single atinge em poucos anos um recorde de vendas perto dos 100 mil discos vendidos. (CDGo.com)

1967 - AMÁLIA RODRIGUES (A Júlia Florista)

"Júlia Florista", bateu todos os recordes de vendas de discos em Portugal, proporcionando-lhe a conquista do troféu "Disco de Ouro", foi esta, aliás, a primeira vez que Joaquim Pimentel conquistou prémios. - Revista de Portugal - Volume 2, Edições 13-23, 1967

"Joaquim Pimentel, compositor português radicado há muitos anos no Brasil, será homenageado sexta-feira, no Lisboa À Noite. Motivo: seu fado, "Júlia Florista" recebeu o disco de ouro de 1967, outorgado pela imprensa lisboeta. - Correio da Manhã (brasil), 11/01/1968


1968 - AMÁLIA RODRIGUES (Vou Dar De Beber À Dor)

Foi distinguida pelo Grémio Literário, em 1973, com um Disco de Ouro devido à venda de 250.000 exemplares do seu disco "Vou dar de beber à dor".

Amália Rodrigues recebeu três Prémios Midem (Disco de Ouro) para a artista portuguesa que mais vendeu.

1969/1970 - TONICHA (Vira dos Malmequeres / Resineiro)

A ideia de Tonicha gravar folclore português partiu do seu marido, o etnólogo João Viegas. Ao "Vira dos Malmequeres", canção recolhida na zona de Santarém, seguiu-se "Resineiro" um tema gravado por indicação de José Afonso que o tinha gravado anteriormente. Estes dois discos, editados pela RCA Victor/Telectra, venderam mais de 80.000 cópias.

*Modas do Ribatejo [RCA TP-473, 1969)] [Vira dos Malmequeres/Moda das Carreirinhas/Erva Cidreira/Vira da Rapioca]

*Foclore de Portugal [RCA TP-515] [Senhora do Almortão/Pesinho Do Pico/Resineiro/Lirio Branco]

1970 - FRANCISCO GOUVEIA (Canção de um Soldado)

Mais tarde, por volta dos anos de 1970, escrevi uma canção com o titulo "Canção de um Soldado", dedicada aos nossos gloriosos soldados que se batiam em Angola, nesse tempo. Esta canção obteve o maior sucesso do nosso conjunto, gravada pela etiqueta Alvorada cujo numero atingiu mais de 300 mil exemplares, por ser uma canção muito chocante no coração dos soldados e dos seus familiares. Mais tarde foi proibida a edição deste disco pelo regime anterior, pelo motivo de ser muito chocante, creio que os nossos leitores e ouvintes do nosso tempo se devem recordar desta canção. Mais tarde o governo autorizou novamente a reedição deste disco, pelos pedidos do público serem muitos, isto em 1970. FG

1973 - GREEN WINDOWS (Vinte Anos)

Todo o entusiasmo vivido com base na ideia de um possível êxito a nível internacional, acabou, no entanto, por não passar de um sonho, uma vez que os únicos sucessos conseguidos pelo colectivo foram vividos em território nacional, sempre cantados em português. No entanto, em Dezembro de 1972, o grupo foi para Inglaterra onde gravou quatro temas, em inglês e português, um das quais, intitulado "20 Anos", que foi editado em single, no ano seguinte, através da Decca. O registo rapidamente ultrapassou a fasquia dos 100 mil exemplares, tendo o grupo regressado a Inglaterra para gravar duas novas versões do temas, uma em espanhol e outra em francês.

1973 - FLORÊNCIA

Atribuição do Disco de Ouro pelas vendas relativas ao EP Moda da Amora Negra. Recebe outro disco de Ouro pelas vendas relativas ao LP Florência Sings The Best Of Amália.

1974 - ERMELINDA DUARTE (Somos Livres)

1976 - ABBA (Fernando)

O single vendeu 80.000 exemplares. (Billboard)

1977 - JOSÉ CID, JOSÉ AFONSO e CONJUNTO MARIA ALBERTINA

Atribuição dos primeiros Discos de Ouro (50.000) pela editora Arnaldo Trindade.

1977 - PAULO ALEXANDRE (Verde Vinho)

O single "Verde Vinho" de Paulo Alexandre recebeu vários discos de ouro correspondentes a vendas de 200.000 discos.


1978 - VICTOR ESPADINHA (Recordar é Viver)

P: Como entrou no mundo da música?

Com um número em que fazia de palhaço, em 1977. Depois o Raul Solnado convidou-me para ir à televisão, a Polygram viu e propôs-me gravar um disco. "O Palhaço" não vendeu nada e o segundo disco é o "Recordar é Viver". Vendeu pouco: um milhão [risos].

P: A Polygram não acreditava no "Recordar é viver"?

Nada. Um tipo chamado Carlos Pinto, que era administrador, disse à minha frente: "Vamos lá fazer esta merda deste disco para acabar com o contrato, que a gente enganou-se e essa merda do Palhaço não vendeu nada."

Entrevista de Nuno Castro e Vanda Marques, Jornal I, 11/07/2009

Em 1979 escreveu "Recordar é viver", tema que vendeu mais de 500 mil exemplares, "incluindo as cassetes", referiu Francisco Mendes o apresentador do espectáculo [de homenagem a Tozé Brito]. Este tema foi recordado na baía por Victor Espadinha, músico que o interpretou na altura.

http://www.hardmusica.pt/noticia_detalhe.php?cd_noticia=9791

1979 - JOSÉ MALHOA (Cara de Cigana)

Um dia arranjaram-me uma cassete de Espanha do Juan Sebastian. Gostei muita da música e fiz uma versão da música dele que foi um sucesso, a "Cara de Cigana". Isto saiu há 35 anos. Depois de fazer a versão fui à Orfeu no Porto. Entreguei a música ao Fernando Pereira e ele disse-me: "Venha cá receber a resposta dentro de oito dias." Andei seis meses a correr até ao quarto andar e nada de resposta. Um belo dia cheguei lá zangado e ele diz-me: "Chegou em boa altura. Arranje-me outra faixa que vamos ter êxito." Desci o quarto andar a saltar de cinco em cinco degraus. (...) Aquela canção vendeu 600 mil cópias. Foi o que me deu abertura para todas as editoras.

[Nessa altura aparece a Discossete, e é lá que gravo as "24 Rosas". A senhora da editora dizia que tinha uma piscina olímpica forrada com o dinheiro que ganhou.]


Entrevista de Vanda Marques, Jornal I, 03/08/2011

A versão de José Malhoa atingiu o disco de prata enquanto a do original (Daniel Magal) recebeu o disco de Ouro. Mesmo somadas as vendas das duas versões não poderiam ter vendido tanto. Há uma outra confusão pois Joan Sebastian é o autor de "24 Rosas".







Biografia The Hollies

 The Hollies é uma banda britânica de rock and roll formada no princípio dos anos 1960. Eles foram contratados pela Parlophone em 1963 como colegas de selo dos Beatles, e lançaram seu primeiro álbum nos Estados Unidos em 1964 durante a primeira leva da Invasão Britânica. Eles são comumente associados a Manchester, pois vários de seus integrantes originais vinham da cidade e de comunidades vizinhas. Em 2010 a banda entrou para o Hall da Fama do Rock and Roll.

História

O grupo foi criado pelos amigos de infância Allan Clarke, vocalista, e Graham Nash, em meados de 1962. Em seguida juntaram-se Don Rathbone na bateriaEric Haydock no baixo, e Vic Steele na guitarra-solo. Steele foi rapidamente substituído por Tony Hicks. Em 1963, quando o grupo começou a fazer um certo sucesso, Don Rathbone passou ao posto de "roadie" e foi substituído por Bobby Elliot, considerado por muitos como um dos melhores bateristas ingleses do período do Merseybeat.

Apesar de normalmente não ser lembrada como uma das principais bandas de rock dos anos 1960, os Hollies emplacaram diversos sucessos e se tornaram, ao longo da década, o segundo grupo de maior sucesso da Grã-Bretanha em termos de vendagem de discos, atrás apenas dos Beatles. O grupo se caracterizou por impecáveis trabalhos vocais, duplos ou triplos, com Clarke, Nash e Hicks, o que ainda rende comparações com o trabalho feito anteriormente pelos Everly Brothers. Entre as canções mais populares do conjunto, destacam-se: Long Cool Woman in a Black DressStayStop In The Name Of LoveBus StopLook Through Any WindowSorry SuzanneJennifer EcclesThe Air That I Breathe, além da antológica He Ain't Heavy, He's My Brother, várias delas com versões em português, escritas ou gravadas por diversos artistas da Jovem Guarda.

Em 1967, os Hollies participaram do Festival de Sanremo com a música "Non Prego Per Me", em dupla com o cantor local Mino Reitano, mas, apesar da atitude incomum para os grupos ingleses de rock mais conhecidos da época, a gravação não empolgou os jurados, e a música não passou da primeira fase do concurso.

O conjunto passou por várias mudanças em sua formação, sendo a primeira delas a saída de Haydock, por desconfiar que o grupo não estava recebendo os pagamentos a que tinha direito pelos shows e pela venda de discos. Ele foi substituído no baixo por Bernie Calvert em 1966.

Em 1968, a canção "King Midas In Reverse", escrita por Nash e gravada com diversos recursos de estúdio que eram usados por grupos como os Beatles e os Beach Boys, não se tornou o sucesso que se esperava, o que fez o grupo voltar à fórmula pop original e lançar Jennifer Eccles com grande sucesso — mas o fiasco desanimou Nash, que vinha tentando impôr um novo estilo ao grupo, sem a respectiva aceitação pelos companheiros. Este fato é apontado pelos críticos de música como a principal causa da saída de Nash do conjunto e sua ida para os Estados Unidos, para integrar o trio Crosby, Stills and Nash. Em seu lugar, entrou Terry Sylvester, que tinha passado antes pelos grupos The Escorts e Swinging Blue Jeans.

No fim de 1971, abatido com a saída do conjunto de seu amigo de infância, Allan Clarke também deixou o conjunto para seguir carreira solo, e foi substituído pelo sueco Mikael Rickfors, então um cantor já popular na Europa. No entanto, apesar de cantar em inglês com facilidade, Rickfors não era fluente na língua, o que lhe rendeu dificuldades (segundo sua própria biografia, de 2002). O grupo mudou de gravadora, passando da Parlophone para a Polydor, e conseguiu um novo sucesso internacional com "The Baby", mas logo em seguida a ex-gravadora lançou a gravação, feita ainda com Clarke no vocal, de "Long Cool Woman", que rapidamente escalou as paradas de sucessos. A conjunção dos fatores fez com Clarke reassumisse o microfone dos Hollies em 1973, onde ficou até 2002.

Apesar das diversas mudanças na formação, o grupo continuou a gravar e a fazer concertos durante os anos 1970 e 1980. O Hollies ainda apresenta-se esporadicamente, com apenas dois de seus integrantes originais.

Em Março de 2010 os integrantes dos Hollies Allan Clarke, Graham Nash, Tony Hicks, Bobby Elliot, Erick Haydock, Bernie Calvert e Terry Sylvester entraram para o Rock and Roll Hall of fame.

Integrantes

Discografia

incompleta

  1. Stay With The Hollies1964
  2. In The Hollies Style1965
  3. The Hollies, 1965
  4. Would You Believe1966
  5. For Certain Because, 1966
  6. Would You Believe1967
  7. Evolution, 1967
  8. Butterfly, 1967
  9. The Vintage Hollies1967 (relançamento em estéreo de In The Hollies Style)
  10. Stay With The Hollies1968 (relançamento em estéreo)
  11. The Hollies' Greatest1968 (coletânea)
  12. The Hollies Sing Dylan1969
  13. Hollies Sing Hollies, 1969
  14. Reflection1969 (relançamento em estéreo de "The Hollies 1965")
  15. Confessions Of The Mind1970
  16. Distant Light1971
  17. Romany [[1972)
  18. Out On The Road 1973
  19. Hollies (Eyes) 1974
  20. Another Night 1975
  21. Write On 1976
  22. Russain Roulette 1976
  23. Hollies Live 1977
  24. A Crazy Steal 1978
  25. The Other Side Of The Hollies (B' sides) 1978
  26. Five Three One Double Seven O Four 1979
  27. Buddy Holly 1980
  28. What Goes Aaround 1983
  29. The Hollies 1985 Coletânea com algumas músicas inéditas
  30. The EP Collection 1987





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Os 100 melhores cantores de todos os tempos

 

Veja, em baixo, a lista completa de Os 100 melhores cantores de todos os tempos:



2. Ray Charles
3. Elvis Presley
4. Sam Cooke
5. John Lennon
6. Marvin Gaye
7. Bob Dylan
8. Otis Redding
9. Stevie Wonder
10. James Brown
11. Paul McCartney
12. Little Richard
13. Roy Orbison
14. Al Green
15. Robert Plant
16. Mick Jagger
17. Tina Turner
18. Freddie Mercury
19. Bob Marley
20. Smokey Robinson
21. Johnny Cash
22. Etta James
23. David Bowie
24. Van Morrison
25. Michael Jackson
26. Jackie Wilson
27. Hank Williams
28. Janis Joplin
29. Nina Simone
30. Prince
31. Howlin' Wolf
32. Bono
33. Steve Winwood
34. Whitney Houston
35. Dusty Springfield
36. Bruce Springsteen
37. Neil Young
38. Elton John
39. Jeff Buckley
40. Curtis Mayfield
41. Chuck Berry
42. Joni Mitchell
43. George Jones
44. Bobby 'Blue' Bland
45. Kurt Cobain
46. Patsy Cline
47. Jim Morrison
48. Buddy Holly
49. Donny Hathaway
50. Bonnie Raitt
51. Gladys Knight
52. Brian Wilson
53. Muddy Waters
54. Luther Vandross
55. Paul Rodgers
56. Mavis Staples
57. Eric Bourdon
58. Christina Aguilera
59. Rod Stewart
60. Björk
61. Roger Daltrey
62. Lou Reed
63. Dion
64. Axl Rose
65. David Ruffin
66. Thom Yorke
67. Jerry Lee Lewis
68. Wilson Pickett
69. Ronnie Spector
70. Gregg Allman
71. Toots Hibbert
72. John Fogerty
73. Dolly Parton
74. James Taylor
75. Iggy Pop
76. Steve Perry
77. Merle Haggard
78. Sly Stone
79. Mariah Carey
80. Frankie Valli
81. John Lee Hooker
82. Tom Waits
83. Patti Smith
84. Darlene Love
85. Sam Moore
86. Art Garfunkel
87. Don Henley
88. Willie Nelson
89. Solomon Burke
90. The Everly Brothers
91. Levon Helm
92. Morrissey
93. Annie Lennox
94. Karen Carpenter
95. Patti LaBelle
96. B.B. King
97. Joe Cocker
98. Stevie Nicks
99. Steven Tyler
100. Mary J. Blige

As 100 melhores cantoras de todos os tempos (Vozes femininas)

 

As 100 melhores cantoras de todos os tempos


No mundo da música, o vocal feminino sempre teve uma presença marcante. Diferente dos homens, as cantoras tiveram que, primeiro, abrir as portas e enfrentar preconceitos. Mas depois elas conquistaram seu espaço e hoje é impossível pensar no que teria sido da música sem Janis Joplin, Diana Ross, Tina Turner e tantas outras excelentes cantoras. Então preparamos uma lista com o que os internautas dos Estados Unidos consideram como as 100 melhores vozes femininas no mundo da música, escolhidas por fãs e críticos casuais, como eu e você, pessoas normais que apenas curtem uma boa música com vocal feminino! Fizemos um apanhado geral, pegando várias referências em sites especializados em música pela internet e que tinham esse tipo de votação. As vozes nesta lista são de cantoras de carreira solo ou vocalistas de bandas, sendo que os principais critérios de escolha são, claro, a beleza das vozes, a harmonia, afinação e a emoção que elas passam.

De Joss Stone a Whitney Houston, com certeza dentro destas 100 vozes escolhidas você vai encontrar diversas que são do seu gosto. E tem pra todos os gostos, passando pelo Jazz, Pop, Rock, R&B, Hip Hop, Country, Indie, New Wave, etc. E, claro, vozes de cantoras atuais e antigas, mas com certeza todas elas são atemporais por sua beleza vocal e arte musical.

A lista não tem a pretensão de ser unânime, mesmo porque os gostos variam muito. De uma dia para outro, ela pode sofrer mudanças, com a chegada de novas cantoras, tão talentosas quanto as que já estão aqui. Então veja, em ordem decrescente, as cantoras escolhidas. Depois aproveite e deixe seu comentário sobre as suas cantoras preferidas. Lembre-se, esta lista foi baseada em votações nos Estados Unidos, por isso, aproveite para nos falar quais são as melhores cantoras brasileiras também. É só chegar no final da lista e deixar seu comentário!

100. Joss Stone

99. Rihanna

98. Lana Del Rey

97. Anita Baker

96. Peggy Lee

95. Mahalia Jackson

94. Anne Murray

93. Florence Welch

92. Lauryn Hill

91. LeAnn Rimes

90. Janet Jackson

89. Susan Boyle

88. Bjork

87. Liza Minnelli

86. Anni-Frid Lyngstad

85. Chrissie Hynde

84. Demi Lovato

83. Cass Elliot

82. Leona Lewis

81. Bonnie Tyler

80. Doris Day

79. Sia Furler

78. Maria Callas

77. Gwen Stefani

76. Jewel

75. Ariana Grande

74. Shakira

73. Joan Jett

72. K.D. Lang

71. Sinéad O’Connor

70. Mary J. Blige

69. Bonnie Raitt

68. Reba McEntire

67. Gloria Estefan

66. Tracy Chapman

65. Faith Hill

64. Alison Krauss

63. Natalie Cole

62. Shirley Bassey

61. Kate Bush

60. Amy Lee

59. Chaka Khan

58. Dionne Warwick

57. Jennifer Hudson

56. Sheryl Crow

55. Agnetha Faltskog

54. Carly Simon

53. Bette Midler

52. Alanis Morissette

51. Roberta Flack

50. Joni Mitchell

49. Toni Braxton

48. Carrie Underwood

47. Édith Piaf

46. Sarah McLachlan

45. Patti LaBelle

44. Sarah Vaughan

43. Carole King

42. Norah Jones

41. Gladys Knight

40. Enya

39. Debbie Harry

38. Cyndi Lauper

37. Nina Simone

36. Shania Twain

35. Dusty Springfield

34. Sade Adu

33. Kelly Clarkson

32. Cher

31. Dolly Parton

30. Ann Wilson

29. Madonna

28. Pat Benatar

27. Lady Gaga

26. Pink

25. Beyoncé Knowles

24. Judy Garland

23. Olivia Newton-John

22. Julie Andrews

21. Patsy Cline

20. Etta James

19. Alicia Keys

18. Diana Ross

17. Linda Ronstadt

16. Janis Joplin

15. Amy Winehouse

14. Annie Lennox

13. Billie Holiday

12. Stevie Nicks

11. Donna Summer

10. Tina Turner

9. Karen Carpenter

8. Christina Aguilera

7. Ella Fitzgerald

6. Mariah Carey

5. Adele

4. Barbra Streisand

3. Celine Dion

2. Aretha Franklin

1. Whitney Houston

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