sexta-feira, 27 de maio de 2022

Biografia dos AC/DC

 


AC/DC (estilizado como ACϟDC) é uma banda australiana de rock formada em SydneyAustrália em 1973, pelos irmãos escoceses Malcolm e Angus Young. O estilo musical da banda é normalmente classificado como hard rock e até mesmo blues rock. Mas seus membros sempre classificaram a sua música simplesmente como "rock and roll".[1][2][3][4]

O AC/DC passou por várias mudanças de alinhamento antes de lançarem o seu primeiro álbum, High Voltage, em 1975. A formação manteve-se estável até o baixista Cliff Williams substituir Mark Evans em 1977. Em 1979, a banda gravou o seu bem-sucedido álbum Highway to Hell. O vocalista e co-compositor Bon Scott morreu em 19 de fevereiro de 1980, após misturar na noite anterior Álcool e Heroína, o corpo foi encontrado no banco de trás do carro de Alistair Kinnear. O grupo considerou por algum tempo a separação, mas rapidamente o ex-vocalista dos Geordie, Brian Johnson, foi selecionado para o lugar de Scott. Mais tarde nesse ano, a banda lançou o seu álbum mais vendido, Back in Black.

O álbum seguinte da banda, For Those About to Rock We Salute You, foi também bem sucedido e tornou-se o primeiro álbum da banda a atingir o primeiro lugar nos Estados Unidos. O AC/DC caiu em popularidade pouco após a saída do baterista Phil Rudd, em 1983, depois que o mesmo estava com grande vício em drogas e álcool, além de ser descoberto que ele estava mantendo relações sexuais com uma garota menor de idade.

As fracas vendas continuaram até ao lançamento de The Razors Edge em 1990. Phil Rudd regressou em 1994 e contribuiu para o álbum de 1995 da banda, BallbreakerStiff Upper Lip foi lançado em 2000, sendo bem recebido pela crítica. Planos para um novo álbum foram anunciados em 2004, sendo cumpridos em 2008, com o lançamento do álbum Black Ice no dia 20 de outubro de 2008.[5] Em 2016, Brian Johnson foi afastado da banda por risco de surdez e Axl Rose completou a turnê do AC/DC como vocalista no seu lugar.

Em 2020, com o retorno de Johnson, Willams e Rudd, a banda lançou seu mais recente trabalho, Power Up, tendo boa aceitação pela crítica. O grupo ainda demonstrou interesse em uma eventual turnê mundial promocional, porém, tal evento apenas deverá ocorrer com o fim da pandemia de COVID-19.

A banda já vendeu mais de 200 milhões de cópias em todo o mundo,[6][7] incluindo 71 milhões somente nos Estados Unidos.[8] Back in Black já vendeu cerca de 50 milhões de cópias mundialmente,[9] das quais 22 nos Estados Unidos,[10] fazendo dele o segundo álbum mais vendido de todos os tempos e o quinto mais vendido nos Estados Unidos.[10] AC/DC ficou em quarto na lista da VH1 os "100 Maiores Artistas de Hard Rock"[11] e foram considerados pela MTV a sétima "Maior Banda de Heavy Metal de Todos os Tempos"[12] e em 2004, a banda ficou em 72.º na lista dos "100 Maiores Artistas de Todos os Tempos" feita pela revista Rolling Stone.

História

Antecedentes e nome

Logotipo do AC/DC

Os irmãos AngusMalcolm e George Young nasceram em Glasgow, Escócia, e se mudaram para Sydney com a maioria de sua família em 1963. George foi o primeiro a aprender a tocar guitarra. Ele se tornou um membro da Easybeats, uma das bandas mais bem sucedidas da Austrália da década de 1960. Em 1966, eles se tornaram o primeiro ato local de rock a ter um sucesso internacional, com a canção "Friday on My Mind".[13] Malcolm seguiu os passos de George tocando com uma banda de NewcastleNew South Wales, chamada de Velvet Underground (não deve ser confundida com a nova-iorquina Velvet Underground).[14]

No documentário produzido pelo programa Behind The Music a banda explica que precisava de um nome para sua primeira apresentação, os irmãos estavam nesta busca há várias semanas. Ao olhar para máquina de costura da irmã Margaret Young os Youngs observaram as iniciais "AC/DC".Os irmãos sentiram que esse nome simbolizava a energia da banda, um som puro, sem efeitos e o amor deles pela música.[15][16] "AC/DC" é uma abreviação que significa "corrente alternada/corrente contínua". No documentário produzido pelo programa Behind The Music Malcolm Young revela que pensou mudar o nome da banda após um taxista local afirmar que existia uma gíria relacionada ao nome.[17] O significado de AC DC na gíria da língua inglesa é gilete ou de forma não chula, bissexual[18].

"AC/DC" é pronunciado uma letra por vez, embora a banda seja conhecida popularmente pela pronúncia "Acca Dacca" na Austrália.[19][20]

Primeiros anos (1973-1974)

Em novembro de 1973, Malcolm e Angus Young formaram o AC/DC e recrutaram o baixista Larry Van Kriedt, o vocalista Dave Evans e o baterista Colin Burgess.[21] A banda se apresentou pela primeira vez em um clube chamado Chequers em Sydney em 1973, tocando músicas do Chuck Berry, justamente em uma virada de ano.[22]

Mais tarde assinaram com a Albert Productions. Burgess foi o primeiro membro demitido, e vários baixistas e bateristas passaram pela banda durante 1974.

Os irmãos Young decidiram que Evans não era o vocalista adequado para o grupo, porque eles sentiram que ele era mais um glam rocker como Gary Glitter.[23] Evans não se dava bem com Dennis Laughlin, o que também contribuiu para a saída de Dave Evans da banda.[23] Bon Scott, um vocalista experiente e amigo de George Young, estava interessado em se tornar o novo vocalista da banda. O único vídeo da banda com Dave Evans pode ser encontrado no YouTube procurando por "AC/DC before Bon Scott". O vídeo muito antigo mostra a banda tocando o single "Can I Sit Next to You Girl".

A entrada de Bon Scott (1974-1976)

Em setembro de 1974, Bon Scott substitui Dave Evans. A banda havia gravado apenas duas músicas com Evans, "Rockin' in the Parlour" e "Can I Sit Next to You Girl"; esta segunda música foi regravada com Bon Scott, tornando-se a sétima faixa da versão australiana do álbum T.N.T. e a sexta faixa da versão internacional do álbum High Voltage.

Em janeiro de 1975, foi lançado na Austrália o álbum High Voltage, levou apenas dez dias para ser gravado.[24] Em poucos meses, a formação da banda foi estabelecida, com Bon Scott nos vocais, Mark Evans no baixo e Phil Rudd na bateria. Mais tarde naquele ano eles lançaram o single "It's a Long Way to the Top (If You Wanna Rock 'n' Roll)", que se tornou o hino do rock para eles.[25] A música foi incluída em seu segundo álbum, T.N.T., que foi lançado apenas na Austrália e na Nova Zelândia. No álbum tinha outra música clássica, "High Voltage".

Sucesso internacional (1976-1979)

O vocalista Bon Scott (direita) e o guitarrista Angus Young (esquerda), tocando no Ulster Hall, em agosto de 1979.

Em 1976, a banda assinou com a Atlantic Records e fez turnê por toda a Europa. Eles ganharam muita experiência abrindo shows do Black SabbathAerosmithKissStyx e Blue Öyster Cult, e tocando ao lado do Cheap Trick.[24]

O primeiro álbum do AC/DC que teve lançamento internacional foi uma compilação lançada em 1976 com faixas do High Voltage e do T.N.T., o álbum vendeu 3 milhões de cópias no mundo.[26] Na seleção das faixas, foram incluídas apenas duas músicas do primeiro álbum. O próximo álbum da banda, Dirty Deeds Done Dirt Cheap, foi lançado nas versões australiana e internacional.

Em 1977 eles lançaram o álbum Let There Be Rock e o baixista Mark Evans foi substituído pelo Cliff Williams.

Estátua de bronze de Bon Scott inaugurada em Fremantle, Austrália em outubro de 2008.

AC/DC foi uma grande influência para as bandas de New Wave of British Heavy Metal. Em 2007, críticas notaram que AC/DC, juntamente com Thin LizzyUFOScorpions e Judas Priest estavam entre a segunda geração de estrelas do heavy metal.[27]

A primeira exibição do AC/DC nos Estados Unidos foi em Michigan, numa estação de rádio em 1977. O dono da estação, Peter C. Cavanaugh, reservou para a banda uma apresentação no Flint's Capitol Theater. AC/DC abriu com a famosa música "Live Wire" e fecharam com "It's a Long Way to the Top (If You Wanna Rock 'n' Roll)".[28]

Em 1978 lançaram o álbum Powerage, marcando o primeiro álbum gravado com o baixista Cliff Williams e com riffs mais pesados.[29] Apenas um single do álbum foi lançado, "Rock 'n' Roll Damnation". Foi o último álbum do AC/DC produzido por Harry Vanda e George Young.[30]

O grande avanço na carreira da banda veio na colaboração com o produtor Robert Lange no sexto álbum, Highway to Hell, lançado em 1979. Foi o último álbum do AC/DC com Bon Scott nos vocais. Foi o primeiro álbum do AC/DC a entrar no Top 100 Americano, alcançando o 17.º lugar.[24]

A morte de Scott

Túmulo de Bon Scott, localizado no cemitério de Fremantle, Austrália.

No dia 19 de fevereiro de 1980, Bon Scott passou a noite inteira bebendo em Londres. Na manhã seguinte, Alistair Kinnear (um conhecido de Scott) o levou para o hospital em Camberwell. Scott foi declarado morto quando chegou ao hospital.

Aspiração pulmonar de vômito foi a causa da morte de Bon.[31] No documento oficial de sua morte está listado como "intoxicação por álcool" e "morte por desventura".[32]

A família de Scott o enterrou no cemitério de Fremantle, na Austrália, local para onde emigraram quando Bon Scott ainda era criança.[33]

Inconsistências no documento oficial da morte de Scott tem sido citados em teorias da conspiração, que sugerem que Scott morreu de overdose por consumo de heroína, ou que foi morto dentro do carro, ou que Alistair Kinnear não existia.[32] Adicionalmente, Scott era asmático,[34] e a temperatura estava abaixo de zero na manhã de sua morte.

A chegada de Brian Johnson (1980-1982)

Cliff Williams em 1981 durante a turnê For Those About to Rock.

Após a morte de Bon Scott, a banda estava pensando em desistir, no entanto, Scott teria desejado que o AC/DC continuasse. Vários vocalistas foram citados para substituir Scott, incluindo Buzz Shearman, ex-vocalista do Moxy[35] e Terry Slesser, ex-vocalista do Back Street Crawler. Os membros do AC/DC finalmente decidiram que o novo vocalista seria Brian Johnson, ex-Geordie.

Com Brian Johnson a banda terminou de compor as músicas para o álbum Back in Black. A gravação ocorreu no Compass Point Studios em Bahamas, poucos meses após a morte de Scott. Back in Black foi produzido por Mutt Lange e gravado por Tony Platt, se tornando o álbum mais vendido da carreira de ambos. O álbum inclui hits como "Hells Bells", "You Shook Me All Night Long", "Shoot to Thrill" e "Back in Black". O álbum recebeu certificação platina um ano após o seu lançamento,[26] e em 2006 o álbum alcançou a marca de 22 milhões de cópias vendidas nos Estados Unidos.[10] O álbum alcançou o primeiro lugar no Reino Unido e o quarto nos Estados Unidos, onde ficou 131 semanas no Top 10.[24] Back in Black é o 5.º álbum mais vendido de todos os tempos nos Estados Unidos.

O próximo álbum, For Those About to Rock We Salute You, foi lançado em 1981, vendeu bem e recebeu críticas positivas. As faixas "Let's Get It Up" e "For Those About to Rock (We Salute You)", alcançaram o 13.º e 15.º lugar no Reino Unido respectivamente.[36]

Saída de Rudd e declínio comercial (1983-1987)

No meio de rumores de alcoolismo e drogas, o relacionamento do baterista Phil Rudd com Malcolm Young deteriorou e, após um longo período de ódio, eles brigaram. Rudd foi demitido duas horas após a briga.[16] Ele foi substituído por Simon Wright no verão de 1983.

Mais tarde naquele ano, a banda lançou o seu nono álbum, Flick of the Switch, que fez menos sucesso que seus álbuns anteriores, e foi considerado pouco desenvolvido. Um crítico afirmou que a banda "tem feito o mesmo álbum nove vezes".[37] Numa enquete da revista Kerrang!, AC/DC foi votado como a oitava maior decepção de 1984. Entretanto, Flick of the Switch alcançou o quarto lugar na parada de álbuns do Reino Unido,[16] e a banda teve menor sucesso com os singles "Nervous Shakedown" e "Flick of the Switch". O próximo álbum, Fly on the Wall, foi produzido por Angus e Malcolm Young e lançado em 1985, também foi considerado pouco inspirado e pouco desenvolvido.[38]

Em 1986, a banda retornou as paradas com a música "Who Made Who". O álbum Who Made Who foi trilha sonora do filme Maximum Overdrive de Stephen King. No álbum há músicas mais antigas como "You Shook Me All Night Long", "Ride On" e "Hells Bells", além de músicas inéditas como "Who Made Who" e duas instrumentais, "D.T." e "Chase the Ace".

Popularidade renovada (1987-2000)

AC/DC lançou em 1988 o álbum Blow Up Your Video, foi gravado no Miraval Studio in Le Val, na França, e reuniu a banda com seus produtores originais, Harry Vanda e George Young. A banda gravou dezenove músicas, escolhendo dez para o lançamento do álbum.[39] Blow Up Your Video foi um sucesso comercial, vendeu mais cópias que seus dois últimos álbuns juntos, e alcançou o 2.º lugar na parada de álbuns do Reino Unido, a melhor posição desde o Back in Black em 1980. A turnê mundial Blow Up Your Video começou em fevereiro de 1988, em Perth, Austrália.

Phil Rudd tocando na KeyArena em Seattle, durante a turnê Ballbreaker World Tour em 1996.

Após a turnê, Simon Wright saiu do AC/DC para trabalhar com a banda Dio no álbum Lock Up the Wolves, e foi substituído pelo veterano Chris Slade. Brian Johnson ficou indisponível vários meses enquanto finalizava seu divórcio,[16] então os irmãos Young escreveram todas as músicas do próximo álbum, prática que continuou para todos os álbuns seguintes até o Black Ice, lançado em 2008.

O novo álbum, The Razors Edge, foi gravado em VancouverCanadá e produzido por Bruce Fairbairn, que já havia trabalhado com Aerosmith e Bon Jovi. Lançado em 1990, foi um grande retorno da banda, e incluía os singles "Thunderstruck" e "Are You Ready" que alcançaram o quinto e o décimo sexto lugar respectivamente na Billboard Mainstream Rock Tracks, e "Moneytalks", que alcançou o vigésimo terceiro lugar na Billboard Hot 100. Vários shows da turnê Razors Edge foram gravados para o álbum ao vivo do AC/DC lançado em 1992, AC/DC LiveLive foi produzido por Fairbairn, e é considerado um dos melhores álbuns ao vivo da década de 1990.[40] No ano seguinte, a banda gravou a música "Big Gun", que fez parte da trilha sonora do filme de Arnold SchwarzeneggerLast Action Hero, e a música foi lançada como single, alcançando o primeiro lugar na Billboard Mainstream Rock Tracks, foi o primeiro single da banda a alcançar o 1.º lugar nessa parada.[24]

Em 1994, Angus e Malcom Young chamaram Phil Rudd para substituir Slade, eles tinham forte desejo em voltar a trabalhar com Rudd. Em 1995, a formação de 1980 está de volta, a banda lança Ballbreaker, gravado no Ocean Way Studios em Los AngelesCalifórnia, e produzido por Rick Rubin. O primeiro single do álbum foi "Hard as a Rock". Mais dois singles foram lançados do álbum: "Hail Caesar" e "Cover You in Oil".

Em 1997, foi lançado um box set chamado Bonfire. No box set contém quatro álbuns: uma versão remasterizada de Back in BlackVolts, e dois álbuns ao vivo, Live from the Atlantic Studios e Let There Be Rock: The MovieLive from the Atlantic Studios foi gravado no dia 7 de dezembro de 1977 no Atlantic Studios em Nova IorqueLet There Be Rock: The Movie é um álbum duplo gravado em 1979 no The Pavillon em Paris.

Stiff Upper Lip e turnês (2000-2007)

Angus Young tocando em ColôniaAlemanha em 2001 durante a turnê Stiff Upper Lip Tour.

Em 2000, a banda lançou o seu décimo quarto álbum de estúdioStiff Upper Lip, produzido por George Young no Warehouse Studio, em Vancouver. O álbum foi mais bem recebido pelas críticas do que o Ballbreaker, mas foi considerado necessitado de novas ideias.[41][42] A versão lançada na Austrália incluía um disco bônus com três videos promocionais e apresentações gravadas em Madrid no ano de 1996. Stiff Upper Lip alcançou o primeiro lugar em cinco países, incluindo Argentina e Alemanha; 2.º lugar em três países, Espanha, França e Suíça; terceiro lugar na Austrália; quinto lugar no Canadá e em Portugal; e sétimo lugar nos Estados Unidos, Noruega e Hungria. O primeiro single, "Stiff Upper Lip" ficou no topo da Billboard Mainstream Rock Tracks por quatro semanas.[24] Os outros singles lançados também foram muito bem, "Satellite Blues" e "Safe in New York City" atingiram o 7.º e 31.º lugar na Billboard Mainstream Rock Tracks respectivamente.

Em 2002 a banda assinou um longo contrato com a Sony Music,[43] que passou a lançar uma série de álbuns remasterizados da banda. Cada lançamento continha um livreto expandido, com fotografias raras, recordações e notas.[44] Em 2003, todos os álbuns (exceto Ballbreaker e Stiff Upper Lip) foram remasterizados e relançados. Ballbreaker foi eventualmente relançado em outubro de 2005 e Stiff Upper Lip foi relançado mais tarde, em abril de 2007.

No dia 30 de julho de 2003 a banda tocou com The Rolling Stones e Rush no Molson Canadian Rocks for Toronto. O concerto detém o recorde de maior número de pagantes da história na América do Norte.[45] O AC/DC se tornou a segunda banda australiana que mais faturou em 2005,[46] e a sexta que faturou em 2006.[47] Verizon Wireless ganhou o direito de lançar os álbuns de estúdio e todo o Live at Donington para download em 2008.[48]

No dia 16 de outubro de 2007, a Columbia Records lançou um duplo e triplo DVD intitulado Plug Me In. O conjunto é constituído de cinco e sete horas de filmagens raras, e ainda uma gravação da banda tocando no colégio: "School Days", "T.N.T.", "She's Got Balls" e "It's a Long Way to the Top (If You Wanna Rock 'n' Roll)". O disco um contém shows raros da banda com Bon Scott, e o disco dois é sobre a era de Brian Johnson. A edição de colecionador contém um DVD extra com mais 21 performances raras da banda e mais entrevistas.[49]

Black Ice e Iron Man 2 (2008-2012)

AC/DC em novembro de 2008 durante a turnê Black Ice.

No dia 18 de agosto de 2008, a Columbia Records anuncia o lançamento do décimo quinto álbum de estúdio da banda, Black Ice, dia 18 de outubro a versão australiana e dia 20 de outubro a versão internacional. Foi o primeiro álbum lançado em oito anos, e foi produzido por Brendan O'Brien. Assim como Stiff Upper Lip, ele foi gravado no The Warehose Studio em Vancouver.[50] Black Ice fez história estreando em número 1 na parada em 29 países. Com mais de 6.5 milhões de cópias vendidas no mundo, combinada com mais de 5,5 milhões vendidos no catálogo, AC/DC ultrapassou os Beatles como a artista No.1 na venda no catálogo nos Estados Unidos em 2008. Os 18 meses da World Tour Black Ice foi anunciada em 11 de setembro e começou em 28 de outubro, em Wilkes-Barre, Pennsylvania.[51]

"Rock 'n' Roll Train" é o primeiro single do álbum, foi lançado nas rádios no dia 28 de agosto. No dia 15 de agosto, AC/DC gravou um videoclipe para a música em Londres com uma seleção especial de fãs que tiveram a chance de participar do videoclipe.[52] Black Ice foi o segundo disco mais vendido do mundo em 2008.[53]

No dia 3 de junho de 2009, a banda apresentou-se em Portugal, num concerto no Estádio José Alvalade, em Lisboa.[54] No dia 27 de novembro de 2009, após 13 anos, o AC/DC retornou ao Brasil, fazendo o show no Estádio do Morumbi.[55][56]

No final de setembro de 2009, a banda remarcada seis shows quando Brian Johnson passou por uma cirurgia.[57] Em 29 de setembro, a banda anunciou uma coleção de raridades gravadas em estúdio e ao vivo, Backtracks.

Em 26 de janeiro de 2010, AC/DC anunciou em seu site oficial o lançamento de seu novo álbum AC/DC: Iron Man 2, uma coletânea com a trilha sonora do filme Iron Man 2.

Depois de 20 meses da turnê e tocando para mais de cinco milhões de pessoas em 108 cidades em mais de 28 países, a turnê do álbum chega ao fim em Bilbao, Espanha no dia 28 de junho de 2010. Eles lançaram um DVD dos seus concertos ocorridos na Argentina entre 2, 4 e 6 de dezembro de 2009, chamado Live at River Plate.[58]

Rock or Bust e mudanças na formação (2013-2018)

No dia 16 de Abril de 2014, O AC/DC manda um recado para os fãs na página oficial do Facebook: "Após 40 anos dedicando sua vida ao AC / DC, guitarrista e membro fundador Malcolm Young se ausentará da banda devido a problemas de saúde. Malcolm agradece a todos os verdadeiros fãs do mundo inteiro pela paixão inesgotável e apoio. Diante disso, o AC/DC pede que a privacidade de Malcolm e sua família seja respeitada durante este tempo. A banda vai continuar a fazer música.[59][60] Com a saída de Malcolm, Stevie Young, sobrinho de Malcolm e Angus, entra na banda.[61]

Após problemas judiciais, o baterista Phil Rudd também afasta-se da banda, cedendo lugar para o já conhecido Chris Slade.[62][63]

No dia no dia 28 de novembro de 2014, o AC/DC lança o Rock or Bust, seu décimo sexto álbum de estúdio. O lançamento ocorreu na Austrália, e no dia 2 de dezembro do mesmo ano ocorreu o lançamento mundial. Foi o primeiro álbum da banda sem o guitarrista e fundador Malcolm Young. Produzido por Brendan O'Brien o álbum conta com novas faixas com som característico da banda. Faixas como "Rock or Bust" lembra as notas da guitarra base da música "Nervous Shakedown" e as notas da "Rock the Blues Away" soa como a "Anything Goes (AC/DC)" e usa acordes da "Live Wire". Mesmo após tantos anos, a banda continua fiel as suas raízes e seu som.

O AC/DC finalizou sua turnê em 2016, tocando clássicos e músicas do novo disco de estúdio Rock Or Bust. A Rock Or Bust Tour já alcançou milhões de fãs.[64] Angus ainda impressiona com seus solos extremamente rápidos e sua energética apresentação mesmo aos 60 anos de idade. Em uma entrevista a The Red Bulletin[65] o guitarrista revelou como está seu status físico.

The Red Bulletin: Você tem 60 anos agora, mas continua soando como quando tinha 20. Como consegue fazer isso? Angus - …sabe de uma coisa? Você sempre soa como você se sente. Eu não me sinto em nada com sessenta anos. Quando estou tocando guitarra, sempre tenho 18 anos, da mesma forma como nos apresentamos pela primeira vez. Sou uma criança aprisionada em um corpo de adulto.[66]

A turnê marca a volta de dois antigos membros. Stevie Young já havia tocado com o AC/DC em 1988 substituindo Malcolm Young,[67] e Chis Slade. Stevie substituiu Malcolm após o mesmo sofrer de com demência.[68] Em entrevista, feita antes do lançamento do disco Rock or Bust, Angus e Brian comenta a forma que Stevie toca

"Stevie está fazendo o papel do Malcolm. Ele já tocou conosco antes, ele substituiu Malcolm nos anos 80. Ele toca igual ao Malcolm, ele tem o mesmo jeito" - Angus Young

"Ele trabalhou duro em estúdio para garantir que as coisas que ele tocou saíssem certas. Ele queria fazer as coisas corretamente. Ele é até um pouco parecido com Malcolm, um cara direto"[67] -Brian Jonhson.

Até o início das gravações do disco Power Up, o vocalista Brian Johnson encontrava-se afastado da banda momentaneamente devido a restrições médicas que informavam que o mesmo corria o risco de surdez total caso continuasse durante os shows.[69] No dia 17 de Abril de 2016, o vocalista Axl Rose do Guns N' Roses foi escalado para ser o vocalista convidado da banda, após a saída do Brian.[70] Sendo um vocalista convidado, e não um membro oficial da banda.

Power Up, retorno de membros e eventual turnê (2018-Presente)

Em 2018 começaram a aparecer rumores sobre um novo álbum contando com o retorno dos membros clássicos, incluindo o vocalista Brian Johnson. Em setembro de 2020, após alguns teasers misteriosos em suas redes sociais, o novo álbum Power Up é oficialmente anunciado pelo AC/DC, tendo sido publicados alguns singles antes do lançamento integral do disco, que viria a acontecer no dia 12 de novembro de 2020.

Foi o primeiro disco após a morte do membro fundador, líder e guitarrista base Malcolm Young, que veio a falecer em decorrência de demência em 2017.

Com uma relativa boa aceitação da crítica, a banda dá a entender que planeja uma turnê mundial assim que possível, provavelmente com o fim da pandemia do Covid-19.

Saída de integrantes

Malcolm Young

Malcolm Young — irmão de Angus, fundador e guitarrista base, líder do grupo desde sua fundação, em 1973, e o maior representante de guitarra rítmica do Rock — se afastou devido a problemas de saúde em abril de 2014. O substituto definitivo de Malcolm Young foi seu sobrinho, Stevie.

O guitarrista rítmico, vocalista de apoio foi diagnosticado com demência (perda ou redução progressiva das capacidades cognitivas), segundo a família de Malcolm ele foi tratado com os melhores procedimentos de saúde.

Em uma entrevista, Angus Young afirmou:

"Além da deterioração mental com a demência, ele também teve algumas complicações físicas. Ele passou por uma cirurgia bastante crítica no pulmão, mas ele teve o tratamento correto, pois o câncer tinha sido detectado cedo. Depois disso ele teve um problema no coração. Então pareceu que tudo estava atingindo ele de uma só vez… mas ele continuou [tocando] até não poder mais… Nós esperávamos que o estado de saúde melhorasse, sabe? Mas infelizmente o que ele tem é uma doença [degenerativa]… Para as complicações físicas, ele recebeu um excelente tratamento e, fisicamente, ele está totalmente recuperado. Mas o mental piorou. Ele mesmo disse: ‘Eu não vou mais conseguir tocar.’.”[71]

A doença começou a dar sinais ainda na produção do álbum Black Ice, Angus afirma que alguma coisa estava errada com o Malcolm:

“Naquela época, enquanto estávamos trabalhando no material para o álbum, eu sentia que algo não estava certo com o "Mal" (Apelido de Malcolm). Ele estava fazendo coisas que ele normalmente não faria. Principalmente com as coisas de memorização. Eu falei pra ele que era melhor procurar um médico. Ele disse: ‘Ahh, isso não é nada’. Mas, finalmente ele decidiu resolver isso antes de gravarmos o álbum"[68]

Mesmo diagnosticado com a doença, Malcolm terminou a gravação do álbum e completou a turnê. Os membros afirmam que às vezes, Malcolm costumava errar as notas e esquecer o momento certo de fazer o vocal de apoio, além disso, teve que reaprender os riffs que ele mesmo criou.[67]

Malcolm Young faleceu no dia 18 de novembro de 2017, aos 64 anos.[72]

Brian Johnson

No dia 8 de março Brian Johnson foi afastado do AC/DC após laudos médicos comprovarem que ele poderia perder totalmente a audição se prosseguisse com as turnês. Brian Já sofria com problemas auditivos desde seu transtorno com um carro de corrida. Porém no dia 17 de Abril de 2016, o AC/DC através de uma rede social, confirmou a oficial saída de Brian no AC/DC.[73]

"Os membros da banda gostariam de agradecer Brian Johnson por sua contribuição e dedicação à banda ao longo desses anos. Desejamos a ele tudo de melhor com seus problemas auditivos e projetos futuros. Queremos que esta turnê termine como começou, entendemos, respeitamos e apoiamos a decisão de Brian de interromper a turnê e salvar a sua audição. Estamos dedicados a cumprir o resto de nossos compromissos de turnê para todos que nos apoiaram ao longo dos anos, e somos afortunados que Axl Rose gentilmente ofereceu seu apoio para nos ajudar a cumprir esse compromisso."

Em nota, o cantor afirmou que não estava se aposentando e pretendia continuar a gravar álbuns de estúdio.

Após rumores, em 2020 seu retorno ao AC/DC é confirmado. Numa entrevista ao programa brasileiro Fantástico, o mesmo afirma estar apto a voltar aos palcos devido a "um novo protótipo de aparelho auditivo" Que estaria usando. [74]

Cliff Williams

Após o fim do Rock or Bust World Tour, em 20 de setembro de 2016, em um comunicado oficial, o baixista Cliff Williams anunciou a sua saída da banda, alegando que, devido a muitas mudanças, a sua hora também havia chegado. Cliff era membro do AC/DC desde 1977.

Apesar de ter anunciado sua aposentadoria em setembro de 2016, o Baixista e outros membros da banda foram fotografados em agosto de 2018 na cidade de Vancouver, no Canada,[75], aonde fica localizado o The Warehouse Studio, local em que a banda grava seus discos. Dois anos após as fotografias, seu retorno ao AC/DC foi oficialmente anunciado, em setembro de 2020.[76]

Reconhecimento

O AC/DC entrou no Rock and Roll Hall of Fame em março de 2003. Durante a cerimônia a banda tocou "Highway to Hell" e "You Shook Me All Night Long", com os vocais feitos por Steven Tyler do Aerosmith.[77] Durante o discurso, Brian Johnson citou a música deles "Let There Be Rock".[78]

No dia 1 de outubro de 2004, uma rua de Melbourne, Corporation Lane, foi renomeada para ACDC Lane em homenagem à banda.[79] A rua fica perto da Swanson Street, onde a banda gravou o videoclipe de 1975 da música "It's a Long Way to the Top (If You Wanna Rock 'n' Roll)".[25] Uma rua em LeganésEspanha recebeu o nome de "Calle de AC/DC" no dia 2 de março de 2000.[25][80]

Em 2005, a RIAA atualizou o número de álbuns vendidos pela banda nos Estados Unidos de 63 milhões para 69 milhões de cópias vendidas, fazendo do AC/DC a quinta banda que mais vendeu álbuns nos Estados Unidos e o décimo artista que mais vendeu álbuns nos Estados Unidos, vendendo mais que MadonnaMariah Carey e Michael Jackson.[8] A RIAA também certificou Back in Black como dupla platina (vinte milhões) nos Estados Unidos, o álbum já vendeu mais de 22 milhões de cópias, sendo o quinto álbum mais vendido da história do país.[10]

Prêmios e nomeações

A banda já recebeu várias indicações para o Grammy Awards, "Melhor Performance de Hard Rock" quatro vezes, "Blow Up Your Video" em 1989, "The Razors Edge" em 1991, "Moneytalks" em 1992 e "Highway to Hell" em 1994, e "Melhor Performance de Rock por um Dueto ou Grupo" em 2009 com "Rock N Roll Train".[81][82][83][84][85]

A banda já recebeu uma indicação para o American Music Awards em 1982 como "Melhor Banda/Dueto/Grupo de Pop/Rock".[86] E também já foi indicada no MTV Video Music Awards como "Melhor Videoclipe de Heavy Metal/Hard Rock" com "Thunderstruck".[87]

Já em 2010, na 52.ª edição do Grammy, a banda ganhou a premiação de "Melhor Performance de Hard Rock" com a música "War Machine" do álbum "Black Ice".

Integrantes


 



 

Discografia


Ver artigo principal: Discografia de AC/DC


 

Os 50 melhores discos de rock progressivo da revista Rolling Stone

Segue a lista elaborada pela “Rolling Stone”, 

01. Pink Floyd – 1973 – The Dark Side Of The Moon
02. King Crimson – 1969 – In The Court Of The Crimson King
03. Rush – 1981 – Moving Pictures
04. Pink Floyd – 1975 – Wish You Were Here
05. Yes – 1972 – Close To The Edge
06. Genesis – 1973 – Selling England By The Pound
07. Jethro Tull – 1972 – Thick As A Brick
08. Can – 1973 – Future Days
09. Genesis – 1974 – The Lamb Lies Down on Broadway
10. Yes – 1971 – Fragile
11. Rush – 1978 – Hemispheres
12. Emerson, Lake and Palmer – 1973 – Brain Salad Surgery
13. Pink Floyd 1977 – Animals
14. Genesis – 1972 – Foxtrot
15. King Crimson – 1974 – Red
16. Gentle Giant – 1972 – Octopus
17. Mike Oldfield – 1973 – Tubular Bells
18. Frank Zappa 1975 – One Size Fits All
19. Premiata Forneria Marconi – 1972 – Per un Amico
20. King Crimson – 1973 – Larks’ Tongues In Aspic
21. Camel – 1974 – Mirage
22. Rush – 1976 – RUSH
23. Tangerine Dream – 1974 – Phaedra
24. Magma – 1973 – Mekanik Destruktiw Kommandoh
25. The Mars Volta – 2003 – De-Loused In The Comatorium
26. Van Der Graaf Generator – 1971 – Pawn Hearts
27. Supertramp – 1974 – Crime of the Century
28. Opeth – 2001 – ‘Blackwater Park’
29. Dream Theater – 1999 – Metropolis PT 2 – Scenes From A Memory
30. U.K. – 1978 – U.K
31. Renaissance – 1973 – Ashes Are Burning
32. Kansas – 1976 – Leftoverture
33. Tool – 2001 – Lateralus
34. Caravan – 1971 – In The Land Grey and Pink
35. Banco Del Mutuo Soccorso – 1973 – Io Sono Nato Libero
36. Harmonium – 1975 – Si On Avait Besoin D’une Cinquieme Saison
37. Marillion – 1987 – Clutching at Straws
38. Gong – You
39. Porcupine Tree – 2007 – Fear of A Blank Planet
40. The Soft Machine – 1970 – Third
41. Amon Dl II – 1970 – Yeti
42. Meshuggah – 1995 – Destroy Erase Improve
43. Electric Light Orchestra – 1974 – Eldorado
44. Strawbs – 1973 – Hero and Heroine
45. Triumvirat – 1973 – Illusions On A Double Dimple
46. Carmen – 1973 – Fandangos in Space
47. Crack the Sky – 1975 – Crack the Sky
48. FM – 1977 – Black Noise
49. Ruins – 1995 – Hyderomastgroningem
50. Happy The Man – 1977 – Happy The Man


Biografia Arctic Monkeys


 Arctic Monkeys é uma banda britânica de rock formada em 2002 nos subúrbios da cidade de Sheffield, na Inglaterra. O grupo é formado por Alex Turner (vocal, guitarra), Matt Helders (bateria, backing vocal), Jamie Cook (guitarra) e Nick O'Malley (baixo, backing vocal).

A banda já lançou seis álbuns de estúdio: Whatever People Say I Am, That's What I'm Not (2006), Favourite Worst Nightmare (2007), Humbug (2009), Suck It and See (2011), AM (2013) e Tranquility Base Hotel & Casino (2018). Seu primeiro álbum foi o disco de estreia que vendeu mais rápido na história das paradas de sucesso britânicas e, em 2013, a revista Rolling Stone o nomeou como o 30º melhor álbum de todos os tempos.[1][2]

O grupo venceu sete prêmios Brit Awards – incluindo a categoria "Melhor Grupo Britânico" e três de "Melhor Álbum Britânico" – e foram também nomeados para três Grammy Awards.[3][4] Eles ainda venceram um Mercury Prize em 2006 com seu disco de estreia.[5] A banda já foi headliner de vários festivais pelo mundo, incluindo o de Glastonbury, em 2007 e 2013.

Arctic Monkeys foi uma das primeiras bandas a chamar a atenção pública na internet, causando um grande impacto em como os grupos musicais pelo mundo promovem seu trabalho.[6]

História

Após ganharem suas guitarras no natal de 2001, os vizinhos Alex Turner e Jamie Cook montaram uma banda com seus amigos da escola, Andy Nicholson, que tocava baixo, e Matt Helders, que se tornou o baterista.

Sob o nome "Bang Bang", eles tocavam versões cover de bandas como Led Zeppelin e cantavam com sotaque de Sheffield. Após Alex assumir o vocal e a tarefa de escrever canções (ele na verdade já tinha algumas), eles mudaram o nome da banda para "Arctic Monkeys", tirado de um grupo do qual o pai do baterista Matt Helders fez parte nos anos 70. Segundo Turner, o nome foi passado de geração em geração, como uma receita.[7]

Após alguns dos primeiros concertos, em 2003, eles começaram a gravar CD demos e distribuí-los para o público. Como a oferta era limitada, os fãs copiaram as canções e as disponibilizaram pela Internet. Até um perfil da banda no site MySpace foi criado, tudo sem que os próprios membros estivessem cientes. Graças a essa divulgação viral pela grande rede, logo não apenas os amigos, mas centenas de pessoas cantavam todas as letras nos concertos.

Em 2004, sua popularidade chamou a atenção da BBC Radio One e da imprensa britânica. Mark Bull, um fotógrafo amador local filmou uma apresentação ao vivo e fez o videoclipe para "Fake Tales Of San Francisco", lançando-o no seu site, juntamente com a coletânea Beneath The Boardwalk.

Em maio de 2005 a banda lançou seu primeiro EPFive Minutes with Arctic Monkeys, com apenas 1500 cópias em CD e 2000 em vinil de 7", mas também disponível na iTunes Music Store. Em junho assinaram contrato com a Domino Records e logo depois, tocaram no Carling Stage, palco dos festivais de Reading e Leeds reservado para bandas menos conhecidas.

Em outubro, o primeiro lançamento pela Domino, "I Bet You Look Good on the Dancefloor", foi direto para o primeiro lugar nas vendas de compacto simples do Reino Unido, com 38.962 cópias. No mesmo mês, estamparam sua primeira capa da revista New Musical Express.

O segundo compacto simples, "When The Sun Goes Down", saiu em 6 de janeiro de 2006 e vendeu 38.922 cópias, novamente alcançando o topo das vendas.

Mesmo com o vazamento na Internet e o intenso compartilhamento de arquivos, o álbum de estréia Whatever People Say I Am, That's What I'm Not, lançado em 2006, alcançou cifras recordes de venda. As 120 mil cópias no Reino Unido só no primeiro dia ultrapassavam a soma de todos os outros álbuns do "top 20" do país nessa data, e a primeira semana foi fechada como 363.735 cópias.

Sem deixar a poeira baixar, em abril de 2006 lançaram um EP com cinco faixas, Who the Fuck Are Arctic Monkeys?. Apesar das altas vendas, o linguajar sujo das canções resultou em baixas execuções no rádio, o que não incomodou a banda. Logo após o lançamento do EP, a banda apresentou um novo baixista, Nick O'Malley. Inicialmente, Nick apenas substituiria Andy na turnê pelos Estados Unidos, mas depois foi anunciado que ele tinha deixado a banda em definitivo.

A banda em concerto, 2006.

Em agosto, lançaram "Leave Before The Lights Come On", o primeiro compacto simples a não alcançar o primeiro lugar de vendas. Pouco depois, o álbum Whatever People Say I Am, That's What I'm Not ganhou o Mercury Music Prize,[8] deixando para trás álbuns como The Eraser de Thom YorkeThe Back Room dos Editors e Black Holes and Revelations dos Muse.

Em abril de 2007 lançaram o seu segundo álbum, Favourite Worst Nightmare, o qual no dia 29 do mesmo mês já apareceu na primeira posição nas paradas britânicas. Deste álbum surgiram três singles, "Brianstorm", lançado em abril, "Fluorescent Adolescent", em julho e "Teddy Picker" em dezembro, encerrando a digressão do álbum.

Em 2008, Alex Turner, o compositor e também vocalista da banda teve seu "caderninho" de músicas roubado, o que atrasou o inicio das gravações do terceiro álbum da banda. O vocalista conta que ao tentar lembrar das letras das músicas roubadas, ele acabava criando composições completamente novas, o que segundo o próprio, resultou em um trabalho único. No final do ano de 2008, já com alguns riffs de guitarra e as canções prontas, o grupo iniciou as gravações do terceiro álbum. Contando com a produção de James Ford, que já havia trabalhado com Alex em The Age of the Understatement do The Last Shadow Puppets e de Josh Homme, muito procurado para produzir trabalhos de diversas bandas e também vocalista do Queens of The Stone Age, a banda gravou Humbug que foi lançado em 19 de agosto de 2009 no Japão, 21 de agosto no Brasil, Irlanda, Australia e Alemanha, dia 24 no Reino Unido e dia 25 nos Estados Unidos. Em 6 de junho de 2011 a banda lançou seu quarto álbum de estúdio intitulado Suck It and See, que vendeu mais de 100 mil cópias no Reino Unido.

Em 26 de fevereiro de 2012, em meio a rumores da gravação de um novo álbum, a banda lançou uma nova canção intitulada "R U Mine?" e em 18 de abril lançaram seu b-side, "Electricity".

Ainda em 2012, a banda foi convidada pelo duo americano The Black Keys para abrir os shows da turnê do álbum El Camino nos Estados Unidos.[9]

Em 28 de julho, o Arctic Monkeys tocou na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres de 2012,[10] e desde então seu cover da música "Come Together", dos Beatles, disparou nas paradas britânicas, bem como seu álbum de estréia, Whatever People Say I Am, That's What I'm Not, atingindo o topo de vendas seis anos após seu lançamento.[11][12]

Em 9 de setembro de 2013, o álbum intitulado AM foi lançado. O primeiro single deste disco foi a canção "Do I Wanna Know?", lançada em 18 de junho do mesmo ano.[13]

Em 19 de Fevereiro de 2014, o Arctic Monkeys ficou com os prêmios de melhor grupo e melhor disco do ano, com o AM, no Brit Awards.[14] Em 26 de dezembro de 2016, a banda anunciou um novo álbum.[15]

Em abril de 2018, a banda anunciou o lançamento do seu sexto álbum de estúdio, intitulado Tranquility Base Hotel & Casino, lançado em 11 de maio daquele ano. O disco foi bem recebido pela crítica.[16]

Influências

A banda cita como influência grupos como OasisThe Strokes e Queens of the Stone Age. Em entrevista para a Pitchfork, Alex Turner diz ter impersonado o Oasis em apresentações na escola, juntamente com Matt Helders. "Matt e alguns amigos colocaram (What's the Story) Morning Glory? e nós 'tocamos' com raquetes de tênis, fingindo ser o Oasis." Ainda sobre o Oasis, Turner diz que "com eles, é a atitude, como se resistissem contra todas as outras coisas que acontecem no mundo da música. Não sei se dá pra entender isso completamente... é como um impulso, certo? Principalmente quando se é tão jovem, você não raciocina, apenas pensa "isso é demais".[17]

Sobre os Strokes, Turner afirma que a banda o fez mudar completamente sua perspectiva das coisas, e foi responsável por introduzi-los a vários outros artistas.[18] O Arctic Monkeys também fazia muitos covers dos Strokes durante o início de sua carreira.

Helders aponta o Queens of the Stone Age como a maior influência no seu desenvolvimento como baterista, dizendo: "A coisa que mais me marcou foi assistir ao Queens of the Stone Age em um festival... assim que eles saíram do palco, pensei: 'preciso começar a tocar mais pesado'."[19]

Além dessas bandas, o Arctic Monkeys também cita como forte influência o rap e o hip hop. "Ganhei minha guitarra quando tinha 15 anos, mas eu não escutava muito rock na época. Tenho certeza que havia ótimas bandas, mas elas não chegavam até o nosso pequeno bairro a 20 minutos do centro de Sheffield. Nós gostávamos muito de ouvir Hip Hop", diz Turner.[17] Matt Helders afirmou que o rap ainda o influencia na bateria,[20] e também inspirou bastante Alex Turner liricamente em suas composições.

Outra grande influência que Turner cita para as letras da banda é o poeta inglês John Cooper Clarke, que o inspirou a compor sobre situações de seu cotidiano através de descrições detalhadas, algo muito presente nas letras do Arctic Monkeys.[7] O poema de Clarke "Out of Control Fairground" foi impresso dentro do single Fluorescent Adolescent do Arctic Monkeys, lançado em 9 de julho de 2007, e foi escrito especialmente para o lançamento, tendo como inspiração a personagem da música. O clipe do single, que retrata uma briga entre palhaços, foi baseado no poema.[21][22][23] Em 2013, o Arctic Monkeys incluiu em seu álbum AM o poema “I Wanna Be Yours” de Clarke, faixa que encerra seu quinto álbum de estúdio.[24]

Membros

Formação atual
Alex Turner se apresentando no Rio de Janeiro, Brasil, em 15 de novembro de 2014.
Antigos membros
  • Andy Nicholson – baixo (2002–2006)
  • Glyn Jones – vocal, guitarra rítmica (2002)
Membros de turnê
  • John Ashton – teclados, guitarra, vocal de apoio (2009–2011)
  • Ben "Goldfingers" Parsons – teclados (2011–presente)

Discografia


Álbuns de estúdio


Destaque

Gnawa Bambara & Maâlem Abdenbi El Gadari - Sidi Mimoun (2006)

  Maâlem Abdenbi El Gadari  , originário de Marrakech e atualmente residente em Casablanca , lançou  Sidi Mimoun  com seu grupo  Gnawa Bamb...