sábado, 28 de maio de 2022

Biografia de Andrea Bocelli


 Andrea Bocelli OMRI (Lajatico, 22 de setembro de 1958) é um tenor, compositor e produtor musical italiano.[1][2][3] Vencedor de cinco BRIT Awards e três Grammys, Bocelli gravou nove óperas completas (entre as quais: La bohème, Il trovatore, Werther e Tosca), além de vários álbuns clássicos e populares, tendo vendido mais de 70 milhões de cópias em todo o mundo.[4][5]

Biografia

Andrea Bocelli nasceu na cidade de Lajatico em 1958. Filho de Alessandro e Edi Bocelli, Andrea cresceu na fazenda da família, a cerca de 40 km da cidade de Pisa.[6]

Aos seis anos de idade, iniciou aulas de piano e depois de flautasaxofonetrompeteharpaviolão e bateria. Andrea Bocelli nasceu com glaucoma congênito que o deixou parcialmente cego.[7] Com doze anos, durante uma partida de futebol levou um golpe na cabeça que fez com que sua cegueira fosse total.[8][6] Na infância, Andrea tocava órgão na igreja que se situava próxima à casa, onde ia todos os domingos com a avó.[9] Também aos doze anos de idade venceu o prêmio Margherita d'Oro, em Viareggio, com a canção "O Sole Mio", constituindo a primeira vitória numa competição musical.[10]

Após a conclusão do seu ensino médio, em 1980, Bocelli foi para a Universidade de Pisa, onde mais tarde foi graduado em Direito.[4] Depois de trabalhar por um ano como advogado, Andrea teve aulas de canto do maestro Luciano Bettarini, dedicando-se à música em tempo integral.[11]

Bocelli nunca parou o treinamento vocal, atendendo "master classes" com o renomado tenor Franco Corelli, em Turin.[12]

Em 1992 o astro do rock italiano Zucchero Fornaciari testou Andrea enquanto procurava por tenores para fazer um dueto com ele na canção "Miserere"; quando ouviu a gravação, o tenor Luciano Pavarotti implorou a Zucchero para usar Andrea em vez dele mesmo. Enfim, a música foi gravada com Pavarotti, mas Andrea Bocelli acompanhou Zucchero na gira européia.[13]

Em 1994 Andrea apresentou-se no Festival de San Remo (Festival da canção italiana), ganhando o evento com a canção "Il mare calmo della sera", o que levou ao primeiro disco de ouro. No mesmo ano, estreou na ópera Macbeth, de Giuseppe Verdi, com o papel de Macduff, cantou no concerto beneficente de Pavarotti em Modena e apresentou-se para o Papa João Paulo II no Natal. Em 1995 sua canção "Con te partirò" ficou em quarto lugar no Festival de San Remo.

Bocelli tem três filhos: Amos (nascido em 1995) e Matteo (nascido em 1997) do seu casamento com Enrica Cenzatti; e Virginia (nascida em 2012) do seu relacionamento com Veronica Berti, que foi transformado em casamento em março de 2014.

O ídolo de infância era Eusébio da Silva Ferreira, jogador de futebol português. Quando Andrea Bocelli se tornou famoso, foi Eusébio que o quis conhecer e as posições trocaram-se.[14]

Carreira

Andrea Bocelli em inauguração de sua estrela na Calçada da Fama de Hollywood2010.

1992 - 94: Festival de Sanremo

Em 1996 cantou com a soprano inglesa Sarah Brightman uma versão em dueto de "Con te partirò", intitulada "Time to Say Goodbye" ("Hora de Dizer Adeus"), que bateu recordes de vendas e ficou no topo das dez canções mais tocadas no mundo por quase seis meses. Nos anos seguintes, Andrea apresentou-se em ParisBolognaTorre del Lago e Vaticano. Lançou mais álbuns até a sua entrada no mercado americano, com um concerto no "John F. Kennedy Center for the Performing Arts" em Washington D.C. e uma recepção na Casa Branca. Naquele ano e em 1999 Andrea partiu em turnê (excursão) pela América do Norte e América do Sul e fez duetos com Céline Dion, além de apresentar-se na primeira ópera totalmente transmitida ao vivo pela Internet da "Detroit Opera House" ("Ópera de Detroit"), com Denyce Graves.

1995 - 97: Bocelli e Romanza

Como vencedor do Festival de Sanremo, Bocelli foi convidado a retornar no ano seguinte. Competindo com "Con te partirò", o tenor ficou em quarto lugar.[13] A canção foi incluída em seu segundo álbum de estúdio Bocelli, produzido por Mauro Malavasi e lançado em novembro de 1995. Na Bélgica, "Con te partirò" tornou-se o single mais vendido de todos os tempos e tornou-se a sua canção assinatura, que nunca pode faltar em shows.

Seu terceiro álbum, Viaggio Italiano, foi lançado na Itália em 1996.[13] Bocelli foi convidado para um dueto com a soprano inglesa Sarah Brightman a canção "Con te partirò" na última partida do boxeador Henry Maske. Brightman havia conhecido Bocelli após ouvi-lo cantar a canção em um restaurante. Com o título da canção alterado para "Time to Say Goodbye", os cantores a gravaram com membros da Orquestra Sinfônica de Londres. O single despontou nas paradas musicais da Alemanha, onde permaneceu em primeiro lugar por catorze semanas. Com as vendas aproximando-se das milhões de cópias e um certificado de platina sêxtuplo, "Time to Say Goodbye" tornou-se a canção de maior sucesso do artista.[13] Bocelli também liderou as paradas da Espanha em 1996 com a canção "Vivo por Ella" (um dueto com Marta Sánchez). Em 1998, foi lançada uma versão em português com a cantora brasileira Sandy, intitulada "Vivo por Ela".[15]

No mesmo ano, Bocelli gravou "Je vis pour elle", a versão em francês de "Vivo per lei", em dueto com a cantora francesa Hélène Ségara. Lançada em dezembro de 1997, a canção tornou-se um sucesso de vendas na Bélgica e na França, onde atingiu a primeira colocação nas paradas musicais. Até então, a canção é o maior recorde de vendas de Ségara e o segundo maior de Bocelli, depois de "Time to Say Goodbye". Em março do mesmo ano, Bocelli e Brightman receberam o Prêmio ECHO de "Melhor Single do Ano".[13]

No verão de 1997, Bocelli realizou uma série de 22 concertos a céu aberto pela Alemanha e um concerto fechado em Oberhausen. Em setembro, apresentou-se na Piazza dei Cavalieri, em Pisa, para a gravação de A Night in Tuscany, com a participação especial de Nuccia Focile, Sarah Brightman e Zucchero. O concerto foi também a primeira apresentação clássica televisionada do artista, tendo sido transmitida pela PBS. Em 14 de setembro, em Munique, Bocelli recebeu o Prêmio ECHO de "Álbum Mais Vendido do Ano" por Viaggio Italiano.[16]

1998 - 99: Aria: The Opera AlbumSogno e Sacred Arias

Bocelli estreou nas gravações de ópera em 1998, quando interpretou Rodolfo numa produção de La bohème em Cagliari. Seu quinto álbum, Aria: The Opera Album, foi lançando em março do mesmo ano.

Em 19 de abril, Bocelli fez sua estreia em solo estadunidense com um concerto no John F. Kennedy Center, em Washington, D.C., seguido de uma recepção na Casa Branca pelo Presidente Bill Clinton.[17] Em maio, em Monte-Carlo, Bocelli recebeu o World Music Awards nas categorias "Melhor Artista Italiano" e "Melhor Performance Clássica".[18] Também foi listado entre as "50 Pessoas mais bonitas de 1998", pela revista People.[8]

Entre junho e agosto de 1998, Bocelli realizou uma turnê pelo continente americano. Em setembro, recebeu seu segundo Prêmio ECHO Klassik, desta vez na categoria "Álbum Clássico Mais Vendido", por Aria: The Opera Album. Na noite de Ação de Graças, Bocelli foi convidado especial de Céline Dion durante o especial televisivo These Are Special Times, no qual performaram o dueto "The Prayer" e "Ave Maria". O dueto foi incluído no álbum de Dion, These Are Special Times, lançado no mesmo ano, e integrou a trilha sonora da animação Quest for Camelot. A canção foi re-lançada no álbum Sogno, de Bocelli.

No 56º Globo de Ouro, a canção "The Prayer" venceu o prêmio na categoria Melhor Canção Original. No Grammy Awards, Bocelli foi indicado na categoria Best New Artist ("Artista Revelação"), porém a cantora estadunidense Lauryn Hill venceu a disputa.[19] Bocelli e Dion realizaram uma performance da canção durante a cerimônia.[20] A canção também foi indicada ao Óscar de Melhor Canção Original.

Na Itália, Bocelli se apresentou em Florença durante um encontro de chefes de Estado de centro-direita. Em 29 de novembro de 1998, convidado pela Rainha Elizabeth II, Bocelli se apresentou em Birmingham.[21] Em 30 de novembro, lança sua autobiografia, intitulada La musica del silenzio. Durante o mês de dezembro, Bocelli realizou uma série de seis concertos em BarcelonaEstrasburgoLisboaBudapeste e Messina, alguns dos quais foram televisionados internacionalmente. O tenor italiano também performou na televisão alemã, no programa Wetten, dass..? e pouco tempo depois participou de um concerto de José Carreras em Leipzig. Em 31 de dezembro, Bocelli fechou uma série de 24 concertos, com uma apresentação de Ano Novo no Nassau Veterans Memorial Coliseum, em Nova Iorque.[22]

Presença internacional

Gravou em 1997 com a cantora brasileira Sandy a canção "Vivo por Ella", música que foi muito executada nas rádios do Brasil.

Em 2002, Andrea repetiu a turnê (excursão) pela América, ganhando dois "World Music Awards". Desde então, Andrea continuou a carreira com aparições em concertos no mundo inteiro, cantando inclusive durante o All-Star Weekend da NBA de 2006 em Houston, Texas. Cantou "Because We Believe" ("Porque Nós Acreditamos"), do seu álbum Amore (lançado em 2006), na cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2006 em TurimItália.

Em 2006, Bocelli trabalhou com os seis finalistas do programa de televisão American Idol, ajudando-os a cantar as canções escolhidas segundo o tema da semana: "classic love songs" (músicas românticas clássicas).

Em 2016, foi indicado ao Grammy Latino de Gravação do Ano por sua canção "Me Faltarás".[23]

Foi anunciada a sua presença para um recital especial em FátimaPortugal no dia 13 de maio de 2018 , para ação de graças pelo centenário das aparições de Nossa Senhora na Cova da Iria.[24][25]

Vida pessoal

Bocelli conheceu sua primeira esposa, Enrica Cenzatti, enquanto cantava em bares no início de sua carreira.[26] Se casaram em 27 de junho de 1992 e tiveram dois filhos.[13] Seu primeiro filho, Amos, nasceu em fevereiro de 1995. O segundo filho, Matteo, nasceu em outubro de 1997. O casal se separou em 2002.[27] Atualmente, Bocelli vive com sua empresária e esposa, Veronica Berti, que conheceu pouco tempo depois. Em setembro de 2011, o casal anunciou oficialmente que Berti esperava seu primeiro filho.[28][29] Virgina nasceu em 21 de março de 2012.[30][31] O casal vive em uma villa em Forte dei Marmi, no Mediterrâneo. A ex-esposa e os filhos mais velhos de Bocelli vivem em Versilia, na mesma comuna.[12] Bocelli e Berti oficializaram a união em 21 de março de 2014, em uma cerimônia no Santuário de Montenero, na cidade de Livorno.[32]

Caridade e outros trabalhos

Bocelli tem se apresentado em inúmeros eventos de caridade e em outras várias ocasiões do tipo em todo o mundo, como uma apresentação no local das ruínas do World Trade Center, o Ground Zero, em outubro de 2001.[33] Bocelli também participou de várias edições do projeto "Pavarotti & Friends" (Pavarotti e Amigos, no Brasil), liderado por seu amigo pessoal Luciano Pavarotti. Também nos concertos para a Fundação ARPA (da qual ele é presidente honorário). Em 2004, participou do concerto de Sharon Osbourne para arrecadação de fundos para as vítimas do Tsunami de 2004 e, no ano seguinte, performou num concerto televiso intitulado "Music for Asia".[34]

Não se limitando só a cantar, Andrea contribuiu para vários trabalhos escritos, incluindo pequeno texto sobre amizade em compilação feita por Doris S. Platt e o prefácio e um "capítulo-entrevista" para um livro italiano sobre guarda conjunta. Ele também escreveu uma autobiografiaLa musica del silenzio (A música do silêncio), que foi publicada em 1999. A tradução inglesa do livro foi lançada no ano seguinte, com o nome Andrea Bocelli: The Autobiography (Andrea Bocelli: A Autobiografia).

Discografia

Ver artigo principal: Discografia de Andrea Bocelli

Álbuns de estúdio

Álbuns ao vivo

Coletâneas

Óperas gravadas



Poemas cantados de Chico buarque


 Construção

Chico Buarque

 

Amou daquela vez como se fosse a última

Beijou sua mulher como se fosse a última

E cada filho seu como se fosse o único

E atravessou a rua com seu passo tímido


Subiu a construção como se fosse máquina

Ergueu no patamar quatro paredes sólidas

Tijolo com tijolo num desenho mágico

Seus olhos embotados de cimento e lágrima


Sentou pra descansar como se fosse sábado

Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe

Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago

Dançou e gargalhou como se ouvisse música


E tropeçou no céu como se fosse um bêbado

E flutuou no ar como se fosse um pássaro

E se acabou no chão feito um pacote flácido

Agonizou no meio do passeio público

Morreu na contramão, atrapalhando o tráfego


Amou daquela vez como se fosse o último

Beijou sua mulher como se fosse a única

E cada filho seu como se fosse o pródigo

E atravessou a rua com seu passo bêbado


Subiu a construção como se fosse sólido

Ergueu no patamar quatro paredes mágicas

Tijolo com tijolo num desenho lógico

Seus olhos embotados de cimento e tráfego


Sentou pra descansar como se fosse um príncipe

Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo

Bebeu e soluçou como se fosse máquina

Dançou e gargalhou como se fosse o próximo


E tropeçou no céu como se ouvisse música

E flutuou no ar como se fosse sábado

E se acabou no chão feito um pacote tímido

Agonizou no meio do passeio náufrago

Morreu na contramão atrapalhando o público


Amou daquela vez como se fosse máquina

Beijou sua mulher como se fosse lógico

Ergueu no patamar quatro paredes flácidas

Sentou pra descansar como se fosse um pássaro

E flutuou no ar como se fosse um príncipe

E se acabou no chão feito um pacote bêbado

Morreu na contramão atrapalhando o sábado


Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir

A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir

Por me deixar respirar, por me deixar existir

Deus lhe pague


Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir

Pela fumaça, desgraça, que a gente tem que tossir

Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair

Deus lhe pague


Mulheres de Atenas

Chico Buarque

 

Mirem-se no exemplo

Daquelas mulheres de Atenas

Vivem pros seus maridos

Orgulho e raça de Atenas


Quando amadas, se perfumam

Se banham com leite, se arrumam

Suas melenas

Quando fustigadas não choram

Se ajoelham, pedem imploram

Mais duras penas; cadenas


Mirem-se no exemplo

Daquelas mulheres de Atenas

Sofrem pros seus maridos

Poder e força de Atenas


Quando eles embarcam soldados

Elas tecem longos bordados

Mil quarentenas

E quando eles voltam, sedentos

Querem arrancar, violentos

Carícias plenas, obscenas


Mirem-se no exemplo

Daquelas mulheres de Atenas

Despem-se pros maridos

Bravos guerreiros de Atenas


Quando eles se entopem de vinho

Costumam buscar um carinho

De outras falenas

Mas no fim da noite, aos pedaços

Quase sempre voltam pros braços

De suas pequenas, Helenas


Mirem-se no exemplo

Daquelas mulheres de Atenas

Geram pros seus maridos

Os novos filhos de Atenas


Elas não têm gosto ou vontade

Nem defeito, nem qualidade

Têm medo apenas

Não tem sonhos, só tem presságios

O seu homem, mares, naufrágios

Lindas sirenas, morenas


Mirem-se no exemplo

Daquelas mulheres de Atenas

Temem por seus maridos

Heróis e amantes de Atenas


As jovens viúvas marcadas

E as gestantes abandonadas

Não fazem cenas

Vestem-se de negro, se encolhem

Se conformam e se recolhem

Às suas novenas, serenas


Mirem-se no exemplo

Daquelas mulheres de Atenas

Secam por seus maridos

Orgulho e raça de Atenas


Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir

E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir

E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir

Deus lhe pague


A Banda

Chico Buarque

 

Estava à toa na vida

O meu amor me chamou

Pra ver a banda passar

Cantando coisas de amor


A minha gente sofrida

Despediu-se da dor

Pra ver a banda passar

Cantando coisas de amor


O homem sério que contava dinheiro parou

O faroleiro que contava vantagem parou

A namorada que contava as estrelas

Parou para ver, ouvir e dar passagem


A moça triste que vivia calada sorriu

A rosa triste que vivia fechada se abriu

E a meninada toda se assanhou

Pra ver a banda passar

Cantando coisas de amor


Estava à toa na vida

O meu amor me chamou

Pra ver a banda passar

Cantando coisas de amor


A minha gente sofrida

Despediu-se da dor

Pra ver a banda passar

Cantando coisas de amor


O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou

Que ainda era moço pra sair no terraço e dançou

A moça feia debruçou na janela

Pensando que a banda tocava pra ela


A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu

A Lua cheia que vivia escondida surgiu

Minha cidade toda se enfeitou

Pra ver a banda passar cantando coisas de amor


Mas para meu desencanto

O que era doce acabou

Tudo tomou seu lugar

Depois que a banda passou


E cada qual no seu canto

Em cada canto uma dor

Depois da banda passar

Cantando coisas de amor

Depois da banda passar

Cantando coisas de amor



Biografia de Amélia Muge

Amélia Muge (de seu nome completo Maria Amélia Salazar Muge[1]) é uma cantora, instrumentista, compositora e escritora de letras para canções, portuguesa nascida em Moçambique em 1952.

A sua música junta tradição e inovação, partindo da música tradicional portuguesa e africana para alcançar uma grande modernidade. Recorre tanto a instrumentos tradicionais como a "novas tecnologias" nessa busca de inovação.

A música da Amélia Muge destaca-se também pela beleza das letras das suas canções, musicando tanto poemas seus como poemas de vários poetas da língua portuguesa, entre os quais se destacam Fernando Pessoa e Grabato Dias, sem esquecer os poemas de origem tradicional.


Carreira

Acadêmica

Recém-formada na Universidade Eduardo Mondlane, fez parte de um primeiro grupo de ex-alunos convidado a compor o quadro de docentes da universidade, nos primeiros momentos da pós-independência moçambicana. Trabalhou na universidade principalmente para montar os cursos das Ciências Sociais, tendo como companheiros nomes como Ruth First, Marc Eric Wuyts, Aquino de Bragança, Bridget O'Laughlin, Barry Munslow, Dan O'Meara e Jacques Depelchin, além de contemporâneos recém-formados como Ana Loforte e Isabel Casimiro.[2]

Artística

Formou o grupo Irmãs Muge, com a sua irmã Teresa, que em 1967 ficaram em 3.º lugar no I Festival da Canção Ligeira de Lourenço Marques.

Vive em Portugal desde 1984. Aparece no disco "Braguesa" de Júlio Pereira. Em Portugal estudou Belas Artes e História.

O seu primeiro disco a solo, "Múgica", foi lançado em 1992. Em 1994 editou o álbum "Todos os Dias". É nomeada com como melhor cantora nos prémios Blitz.

Com João Afonso e José Mário Branco gravou em 1995 o disco "Maio Maduro Maio" dedicado à obra de José Afonso. O disco recebeu o Prémio José Afonso atribuído pela Câmara Municipal da Amadora.

Em 1998 participa no colectivo "Terras de Canto", com Lucilla Galiazzi e Elena Ledda. Na Expo 98 toca com Vozes Búlgaras do Pirin Folk Ensemble. O disco "Taco A Taco" é editado nesse ano. Volta a vencer o Prémio José Afonso com esse disco.

Em conjunto com os Gaiteiros de Lisboa participa no disco "Novas Vos Trago", promovido pela Comissão Nacional para os Descobrimentos Portugueses, onde são recriados alguns romances da tradição portuguesa.

Participa no disco "Habelas Hailas" do galegos Camerata Meiga. Os Underground Sound of Lisbon incluem a sua remistura de "Taco a Taco" no seu álbum "Etnocity".

Amélia Muge e António José Martins produziram o álbum "Esta Voz Que Me Atravessa" de Mafalda Arnauth editado em 2001.

Regressa aos discos em 2002 com o disco "A Monte" que é intercalado com alguns textos de alguns dos autores e compositores mais marcantes no percurso artístico de Amélia Muge.

Estreia-se na dramaturgia com "O Dono do Nada", uma peça pensada para crianças e adultos, estreada em Outubro de 2003.

Com António José Martins produziu, em 2006, o álbum "Cantos da Língua" do ACERT. Participa também no tema "Senhora de Dois Nomes" do disco "Popétnico" dos Fadomorse.

Em 2007 é editado o disco "Não Sou Daqui" gravado desde o início de 2006.

É a autora de "O Fado da Procura", um dos grandes sucessos do disco "Para Além da Saudade" de Ana Moura.

Em fins de 2008 apresenta-se ao vivo no espectáculo "Uma Autora, 202 Canções". O registo desse concerto é lançado em 2009 num formato livro+CD com ilustrações da própria cantora.

É lançado o CD "Periplus" de Amélia Muge e do grego Michales Loukovikas. O disco, com "deambulações luso-gregas", foi um dos nomeados para o Prémio Autores da Sociedade Portuguesa de Autores na categoria de Melhor Álbum do Ano de 2012.

No concerto "Uma Autora, 202 Canções" incluiu temas compostos para si e também cantados por outros, como Camané ou Ester Formosa (Espanha), Ana MouraMafalda Arnauth ou Mísia e temas com letras dela como no caso dos Gaiteiros de Lisboa.

Com o apoio da Fundação GDA é editado o disco "Amélia Com Versos de Amália" onde são interpretados poemas de Amália Rodrigues [3].

Continua a colaboração com Michales Loukovikas no disco "Archipelagos" de 2018.

Curiosidades

Escreveu para nomes como Pedro MoutinhoRui Júnior e O Ó que Som temCristina Branco, entre outros.

Trabalhou com artistas internacionais como Amancio PradaPirin Folk EnsembleCamerata Meiga, Elena Ledda e Lucilla Galiazzi no colectivo "Terras do Canto", Carlo Rizzo e Ricardo Tesi, entre outros.

Discografia

  • Múgica (UPAV, 1992)
  • Todos os Dias (Sony, 1994)
  • Maio Maduro Maio - com João Afonso e José Mário Branco(Sony, 1995)
  • Taco a Taco (Polygram, 1998)
  • Novas vos Trago (1998) - com Sérgio Godinho, Brigada Vitor Jara
  • A Monte (Vachier, 2002)
  • Não Sou Daqui (Vachier, 2007)
  • Uma Autora, 202 Canções (Caracter Ediora, 2009)
  • Periplus Deambulações Luso-gregas (2012) - com Michales Loukovikas
  • Amélia Com Versos de Amália (2014)
  • Archipelagos (Uguru, 2018) - com Michales Loukovikas
  • Amélias (2022)

 


Partilhar      https://disk.yandex.ru/d/qeNuNMKRk2bEh

Destaque

Em 02/04/1964: Elvis Presley lança o álbum Kissin' Cousins

Em 02/04/1964: Elvis Presley lança o álbum Kissin' Cousins. Kissin 'Cousins o oitavo álbum de trilha sonora do cantor americano Elvi...