terça-feira, 31 de maio de 2022

Biografia de Alceu Valença

Alceu Valença

Alceu Paiva Valença OMC (São Bento do Una1 de julho de 1946) é um cantorcompositorinstrumentista e advogado brasileiro.[1] Seu disco de estreia foi gravado em parceria com Geraldo Azevedo.

Nasceu no interior de Pernambuco, nos limites do agreste com o sertão. Influenciado pelos maracatuscocos e repentes de viola, Alceu conseguiu utilizar a guitarra com baixo elétrico e, mais tarde, com o sintetizador eletrônico nas suas músicas.

Biografia

Alceu Paiva Valença nasceu em São Bento do Una, agreste de Pernambuco, no dia 1 de julho de 1946. O envolvimento de Alceu com a música começa na infância, através dos cantadores de feira da sua cidade natal. Jackson do PandeiroLuiz Gonzaga e Marinês, três dos principais irradiadores da cultura musical nordestina, foram captados por ele. Em casa, a formação ficou por conta do avô, Orestes Alves Valença, que era poeta e violeiro. Aos 10 anos vai para Recife, onde mantém contato com a cultura urbana e ouve a música de Orlando Silva e Dalva de Oliveira, alternando com o ritmo de Little RichardRay Charles e outros ícones da chamada primeira geração do rock and roll.

Recém-formado em Direito no Recife,[2] em 1969, desiste das carreiras de advogado e jornalista - trabalhou como correspondente do Jornal do Brasil - e resolve investir na música.

Em 1971, vai para o Rio de Janeiro com o amigo e incentivador Geraldo Azevedo. Começa a participar de festivais universitários, como o da TV Tupi com a faixa Planetário.[2] Nada acontece. Nenhuma classificação, pois a orquestra do evento não conseguiu tocar o arranjo da canção.

Em 1980, lança o LP Coração Bobo (Ariola), cuja música de mesmo nome faz sucesso nas rádios de todo o país,[2] revelando o nome de Alceu Valença para o grande público. Apresenta-se em vários estados brasileiros.

Em 1996, ao lado de Geraldo Azevedo, Zé Ramalho e Elba Ramalho participa da série de shows O Grande Encontro, que percorreu diversas cidades brasileiras e registrada pela gravadora BMG no álbum de mesmo nome.

Em julho de 2000, participa da noite "Pernambuco em canto: carnaval de Olinda", no Festival de Montreux (Suíça),[3] ao lado de Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Naná Vasconcelos e Moraes Moreira.

Alceu Valença em 2006

Em maio de 2003, grava novo projeto ao vivo no Rio de Janeiro (Indie Records), reunindo vários sucessos em um álbum e, pela primeira vez, em DVD. Em julho, é agraciado com o Prêmio Tim de Música Brasileira na categoria "Melhor cantor regional", pelo álbum De Janeiro a Janeiro, em cerimônia realizada no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Ainda nesse mês chega às lojas o álbum Ao vivo em todos os sentidos. Em agosto o DVD do mesmo projeto é lançado.

Em março de 2004, casa-se com a advogada carioca Yanê Montenegro, em Olinda.[4]

Em 2009, trabalhou no seu filme Cordel Virtual (a Luneta do Tempo) um musical que não segue a linha de nenhum musical tradicional.[3] No fundo, é um mergulho que faz em sua infância, no seu passado e este tem a trilha sonora das ruas do Nordeste, dos cantadores anônimos, conquistas, violeiros, emboladores, cegos arautos de feira, da música de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, do samba-canção dos anos 50, da música contemporânea brasileira.

Em 2014, o álbum Amigo da Arte foi indicado ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Regional ou de Raizes Brasileiras.[5] Em 2015, ganhou o 26º Prêmio da Música Brasileira na categoria Melhor Cantor Regional.

Alceu Valença em Serra Talhada em 2011

Alceu lançou em janeiro de 2015 um livro de poesias pela Chiado Books. A obra O Poeta da Madrugada, segundo escreveu o jornalista e escritor José Eduardo Agualusa no prefácio, tem versos que "já trazem consigo a música, uma melodia interna, que permanece em nós, que continua reverberando em nós, mesmo depois que nos afastamos deles."[6]

No ano de 2016, durante seu show no carnaval do Recife na madrugada de 9 para 10 de fevereiro, marco esperado anualmente por pernambucanos e turistas, convida à todos a participarem do lançamento de seu filme a ocorrer em 24 de março seguinte. O convite, feito com o figurino do filme utilizado por ele e pela banda, viria a ser divulgado boca-a-boca por todos os que assistiram o show no marco zero e pela internet.

Uma mostra chamada Ocupação Alceu Valença, organizada pelo Instituto Itaú Cultural em São Paulo de dezembro de 2019 a fevereiro de 2020, apresenta audiovisuais com a trajetória do artista de 73 anos, desde sua infância em São Bento do Una. Serviu de base para compor a mostra, o longa-metragem A Luneta do Tempo, musical com direção e participação de Alceu, e que venceu como melhor trilha musical no Festival de Gramado em 2014.[7] A mostra passa pelas influências do circo e do cinema na carreira do artista pernambucano.[8]

Minha vida parece um filme, como se eu estivesse fazendo um documentário de tudo. As músicas guardam minha memória visual, são HDs de lembranças.
— Alceu Valença, dezembro de 2019.[8]

Discografia

Álbuns de estúdio

Álbuns ao vivo

  • "Vivo" (1976)
  • Ao Vivo (1982)
  • Brazil Night (1983)
  • Ao Vivo (1986)
  • Oropa, França e Bahia (1988)
  • O Grande Encontro (1996)
  • Todos os Cantos (1999)
  • O Grande Encontro 3 (2000)
  • Ao Vivo: em Todos os Sentidos (2003)
  • Marco Zero – Ao Vivo (2006)
  • Valencianas (ao vivo) (2014)

Coletâneas

  • "Acervo Especial" (1992)
  • "Minha História" (1992)
  • "O Melhor de Alceu Valença" (1994)
  • "Millennium" (1994)
  • "Meus Momentos" (1996)
  • "Maxximum" (1999)
  • "Novo Millenium" (2000)
  • "Coleção Bis" (2002)
  • "O Melhor dos Encontros" (2002)
  • "Série Sem Limite" (2004)
  • "Arquivo Essencial: Alceu Valença" (2004)
  • "A Arte de Alceu Valença" (2006)




 

segunda-feira, 30 de maio de 2022

Alguns discos de fados de fadistas de grande qualidade mas ainda pouco divulgados

BONS DISCOS DE FADOS


Filomena Rodrigues
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Alice Pimenta
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Amália do Rosário
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Helena Sarmento
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António Mello Corrêa
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DIVULGUE A MÚSICA PORTUGUESA



Afonso Oliveira
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Nascimento Rosa
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VOZES DO FADO





Inês Duarte
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Biografia Nino Ferrer

Nino Ferrer

Nino Agostino Arturo Maria Ferrari (Gênova15 de agosto de 1934 — Montcuq13 de agosto de 1998), conhecido artisticamente pelo nome artístico Nino Ferrer, foi um cantor, compositor, ator e pintor franco-italiano.

Carreira

Filho de um engenheiro, Nino Ferrer passou a infância na Nova Caledônia, onde seu pai trabalhava. Regressou à França em 1947 e inicia o curso de etnologia e arqueologia na Sorbonne, em Paris. Paralelamente aos estudos, despontou o interesse em música e pintura.

Em 1959 estreia como baixista do grupo Dixie Cats, em 2 discos.[1] Seu primeiro trabalho como cantor foi em 1963, lançando o álbum Pour Oublier Qu'On S'Est Aimé, onde teve como destaque C'est irreparable, que integrou a trilha sonora de Tacones lejanos, dirigido por Pedro Almodóvar em 1991. Após vários insucessos profissionais, grava o álbum Myrza em 1965. Neste disco, que rendeu a Ferrer o rótulo de "cantor cômico" por suas rimas, os destaques eram Les Cornichons (no Brasil, ganhou uma versão intitulada Deixa de Banca, gravada por Reginaldo RossiErasmo Carlos e o grupo Raça Negra), Oh! Hé! Hein! Bon! e Ma vie pour rien. Cansado da música, decide voltar para a Itália em 1967, permanecendo até 1970. No país natal, seu maior sucesso foi La Pelle Nera,[2] que chegou a participar em 2 edições do Festival de Sanremo.[2]

Novamente estabelecido em território francês, Ferrer se inconformou com a "espalhafatosa frivolidade" do show-business nacional, que ele referiu-se como "tecnocratas cínicos e gananciosos exploradores de talento". Ele ainda concordou com as opiniões de Serge Gainsbourg e Claude Nougaro de que as músicas eram apenas uma "arte menor" e também "um ruído de fundo".

Declínio artístico

Após 3 anos longe dos palcos, Nino Ferrer grava seu quinto disco, intitulado Métronomie, que teve repercussão baixa no cenário musical, embora a faixa principal, La Maison Près de la Fontaine, vendesse meio milhão de cópias.

Desde então, lançou outros 12 álbuns, que não tiveram o mesmo sucesso dos anteriores.

Morte

Em julho de 1998, Mounette Ferrer, a mãe do cantor, morre aos 86 anos. Enfrentando um grave quadro de depressão, ele, que obtivera a cidadania francesa em 1989 e estava gravando o décimo-sétimo disco da carreira, não consegue superar o drama pessoal e comete suicídio ao disparar um tiro no coração, a 2 dias de completar 64 anos.

Discografia

Álbuns de estúdio

  • 1966: Enregistrement public
  • 1967: Nino Ferrer
  • 1969: Nino Ferrer
  • 1972: Métronomie
  • 1972: Nino Ferrer and Leggs
  • 1974: Nino and Radiah
  • 1975: Suite en œuf
  • 1977: Véritables variétés verdâtres
  • 1979: Blanat
  • 1981: La carmencita
  • 1982: Ex-libris
  • 1983: Rock'n'roll cow-boy
  • 1986: 13e album
  • 1993: La désabusion
  • 1993: La vie chez les automobiles

Álbuns ao vivo

  • 1970: Rats and Rolls
  • 1995: Concert chez Harry

45 RPM singles e EPs de 4 faixas

  • 1963 Pour oublier qu'on s'est aimé; Souviens-toi / C'est irréparable; 5 bougies bleues
  • 1964 Ferme la porte; Je reviendrai / Oh ! Ne t'en va pas; Ce que tu as fait de moi (Nino Ferrer et les Jubilées)
  • 1964 Les Dolly Brothers (Nino canta em Hello, Dolly! Embora ele não seja creditado.)
  • 1965 Viens je t'attends; Au bout de mes vingt ans / Jennifer James; Tchouk-ou-tchouk
  • 1966 Mirza; Les cornichons / Il me faudra… Natacha; Ma vie pour rien
  • 1966 Le monkiss de la police; Monkiss est arrivé / Avec toi j'ai compris le monkiss; Y'a que toi monkiss (Nino Ferrer et les Gottamou)
  • 1966 Alexandre; Oh ! hé ! hein ! bon ! / Le blues des rues désertes; Longtemps après
  • 1966 Je veux être noir; Si tu m'aimes encore / La bande à Ferrer (parts 1 & 2)
  • 1967 Le téléfon; Je cherche une petite fille / Madame Robert; Le millionnaire
  • 1967 Mao et Moa; Je vous dis bonne chance / Mon copain Bismarck; N-F in trouble
  • 1968 Le roi d'Angleterre; Il me faudra… Natacha / Les petites jeunes filles de bonne famille; Monsieur Machin
  • 1968 Mamadou Mémé; Œrythia / Les yeux de Laurence; Non ti capisco più
  • 1969 Je vends des robes; La rua Madureira / Tchouk-ou-tchouk; Le show-boat de nos amours
  • 1969 Agata; Un premier jour sans toi / Justine; Les hommes à tout faire
  • 1970 Oui mais ta mère n'est pas d'accord / Le blues anti-bourgeois
  • 1970 Viens tous les soirs / L'amour, la mort, les enterrements
  • 1971 Les Enfants de la patrie / La Maison près de la fontaine
  • 1975 Le Sud / The garden (CBS) - aparece apenas nos relançamentos pós-1982 do álbum Nino and Radiah - seu maior sucesso, alcançando o número 1 em março de 1975
  • 1975 Alcina de Jesus / Les morceaux de fer (CBS)
  • 1976 Chanson pour Nathalie / Moon (CBS)
  • 1978 Joseph Joseph / L'Inexpressible (CBS)
  • 1981 Pour oublier qu'on s'est aimé / Michael et Jane (WEA)
  • 1982 Semiramis / Micky Micky (WEA)
  • 1983 Il pleut bergère / Blues des chiens (WEA)
  • 1986 L'arche de Noé : Création; Chita Chita / L'arche de Noé
  • 1989 La Marseillaise / Il pleut bergère (Barclay) - (a segunda faixa foi gravada com os moradores de sua aldeia natal)

Revival

  • 2015 Le Sud
  • 2019 La rua Madureira (creditado a Bon Entendeur vs Nino Ferrer)







 

Biografia the Impalas

The Impalas

Los Impala foi um grupo de rock venezuelano que surgiu na cidade de Maracaibo em 1959 , sendo considerado um dos pioneiros do gênero na Venezuela .



Em sua primeira formação, a banda tinha Henry Prado no piano , Gilberto Urdaneta no baixo e Servando Alzatti na bateria . Com o tempo eles mudariam sua formação muitas vezes, passando por suas fileiras Pedro Alfonso, Bob Bush, Bernardo Ball, Heberto Medina, Rafael Montero, Paco Piedrafita e Edgar Quintero, que mais tarde adotaria o nome artístico de Edgar Alexander .

História editar ]

A banda foi formada em 1959 e dissolvida em 1970 após a saída dos planos de estudos de Servando para os Estados Unidos . Dois anos depois, os membros dos extintos grupos Zuliana: Los Flippers, Los Impala e Los Tempest formam um novo grupo formado pelos Ex-flippers: Francisco Belisario (Baixo e Vocais), Henry Stephen (Baixo e Vocais), Nerio Quintero (Bateria), Edgar Quintero (Violão Ex-impala) e Omar Padauy (Bateria Ex-Tempest).

Em 1965 Omar deixou o grupo para retornar a Maracaibo com sua esposa e Bernardo Ball (ex Los Blonder ) se juntou.

Em 1966 Stephen partiu para iniciar sua carreira como solista, apoiado pelo renomado animador venezuelano Renny Ottolina , e em seu lugar entrou Rudy Márquez , que vinha do grupo de Caracas Los Dangers . Sendo o único membro não-zuliano do grupo.

Em setembro viajaram para a Europa e permaneceram até o final de 1969 , alternando sua estadia com turnês pela Inglaterra , Holanda , França , Dinamarca , Itália e Portugal . Depois de um concerto em Caracas no início de 1970 eles se dissolvem. Até o momento eles gravaram 8 LPs .

O grupo volta à Venezuela em 1970, onde se separa após uma série de apresentações na cidade de Caracas em fevereiro daquele ano.

Em 1990 , 20 anos após a separação, eles se reagruparam para oferecer um show em Maracaibo. Tal foi o sucesso que obtiveram, que em 1991 fizeram um show em Caracas e uma turnê nacional, para depois se separarem novamente.

Legado editar ]

Los Impala são considerados uma das primeiras bandas de rock venezuelanas . Em 1964, eles promoveram o movimento musical pop venezuelano em Caracas junto com os grupos Los Supersónicos , Los Claners , Los Darts e Los Dangers.

Omar Padauy morreu em 1996, enquanto Stephen, Márquez e Belisario continuaram com o grupo ao lado de Ruben "Micho" Correa, Iván "El Gordo" Marcano (ex- The Nasty Pillows , ex-grupo de Mike Kennedy e ex- Daiquiri ) e Marisela Pérez .

Los Impala gravou oito álbuns, sendo junto com Los Supersónicos (com seis produções) os grupos venezuelanos que mais gravaram discos segundo o livro "A história do rock na Venezuela" do musicólogo Eddio Piña. De suas produções, o fato de ter lançado um álbum em dois idiomas (espanhol e inglês) com o nome de "Los Impala y su Música", seu álbum de maior sucesso "Los Impala en Europa" e seu último álbum chamado Impala Syndrome pode ser destacado. , que, embora não tenha tido o impacto dos lançamentos anteriores, apresentou grandes avanços em nível composicional.

Em dezembro de 2006 surge um CD de compilação com 42 canções que inclui as consideradas melhores canções deste grupo formado em Maracaibo a partir da fusão de Los Flippers e Los Impala. Algumas dessas músicas são: Eu a vi parada ali , HullyGullySurf , Quero ter sua mão , Minha Bonnie , Do Wah Diddy , Com sua palidez branca , Ana , Vida normal e Taxi .

Discografia editar ]

1963 Conheça o Impala Velvets

1964 Os Veludos Impala

1965 Novamente The Impala Velvets

1966 Impala's 66 Velvet

1966 Los Impala y Su Música (em espanhol) Velvet The Impala and Their Music (em inglês) Velvet

1968 The Impalas In Europe Velvet *

1968 O Impala Marfer (Espanha) *

1969 Síndrome de Impala Marfer (Espanha)

  • Os álbuns Los Impala na Europa e Los impala ambos de 1968 são na verdade o mesmo álbum, apenas edições diferentes para Espanha e Venezuela. Ambos os álbuns têm capas diferentes e há até mudanças na ordem das músicas e substituição de temas em cada versão.

 






As melhores letras da música Portuguesa parte 11



Rio Grande

Dia de Passeio

(letra)

Pinta os lábios de vermelho
Passa meia hora ao espelho
Mostra-me do que és capaz
Hoje é dia de passeio
E enquanto eu me barbeio
Passa o pente no rapaz
A cidade é tão bonita
Quando vamos de visita
À saída da portagem
E mais tarde pela ‘linha’
Bebe-se a brisa marinha
E aprecia-se a paisagem
Quando acaba o casario
Onde não chega o Bugio
Vem a Boca-do-Inferno
O mar em contestação
Se isto é assim no Verão
O que fará no Inverno
Mandei vir o que pedias
Isto um dia são dias
Na esplanada das muralhas
Para nós são limonadas
O rapaz pediu queijadas
– Cuidado com as migalhas!
O Sol já se quer deitar
Está na hora de abalar
Arrepia-me esta aragem
Fui onde Deus pôs a mão
Volto à minha condição
De regresso à outra margem

(Joao Manuel Gil Lopes / Joao Daniel Pereira Nunes Monge)








Humanos

Muda de Vida

(letra)

 

Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se a vida em ti a latejar
Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será te ti ou pensas que tens… que ser assim
Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será te ti ou pensas que tens… que ser assim
Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver
Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se a vida em ti a latejar

António Variações







Lisboa Menina e Moça

Carlos do Carmo

No Castelo ponho um cotovelo
Em Alfama descanso o olhar
E assim desfaço o novelo de azul e mar
Á Ribeira encosto a cabeça
Almofada da cama do Tejo
Com lençóis bordados à pressa
na cambraia dum beijo

Lisboa menina e moça menina
Da luz que os meus olhos vêm tão pura
Teus seios são as colinas varina
Pregão que me traz à porta ternura
Cidade a ponto-luz bordada
Toalha á beira-mar estendida
Lisboa menina e moça amada
Cidade mulher da minha vida

No Terreiro eu passo por ti
Mas na Graça eu vejo-te nua
Quando um pombo te olha, sorri,
és mulher da rua
E no bairro mais alto do sonho
Ponho um fado que soube inventar
Aguardente de vida e medronho,
que me faz cantar

Lisboa menina e moça menina
Da luz que os meus olhos vêm tão pura
Teus seios são as colinas varina
Pregão que me traz à porta ternura
Cidade a ponto-luz bordada
Toalha á beira-mar estendida
Lisboa menina e moça amada
Cidade mulher da minha vida

Lisboa no meu amor deitada
Cidade por minhas mãos despida
Lisboa menina e moça amada
Cidade mulher da minha vida

(Fernando Tordo / Joaquim Pessoa / José Carlos Ary Dos Santos / Paulo de Carvalho)















 

Destaque

Álcool - Alta Velocidade [2019]

  Depois do EP, eis o primeiro álbum. 01 V8 (intro) 02 Alta Velocidade 03 Iremos Lutar 04 Falsos Heróis 05 Vítima Noturna 06 A Oferenda 07 D...