Papir - '7'
(14 de janeiro de 2022, Stickman Records)
Tudo novo da sede do grupo dinamarquês PAPIRÉ uma boa notícia, então... Boa sorte, temos à nossa disposição o novo trabalho do estúdio PAPIR! O álbum em questão leva o título muito esparso de “7”, algo comum na história atual do trio formado por Nicklas Sørensen [guitarras], Christian Becher Clausen [baixo] e Christoffer Brøchmann Christensen [bateria]; o disco em questão foi publicado no dia 14 de janeiro passado. Apesar do título, este é na verdade o oitavo álbum de estúdio da banda. O álbum que agora analisamos foi editado em CD e vinil pelo selo alemão Stickman Records, algo também comum no modus vivendi do PAPIR. Em linhas gerais, este álbum aprofunda generosamente o fator pós-rock que o grupo vem explorando dentro de sua proposta histórica de amálgama space-rock, stoner e progressivo psicodélico tenor krautrock centrado na guitarra, por isso podemos dizer que este novo trabalho é o mais suave dentro de seu extenso catálogo iniciado em 2010, dois anos após sua fundação na cidade de Gladsaxe; assistimos a um momento de renovação dentro da estratégia criativa da banda. Bem, vejamos agora os detalhes do repertório contido em “7”.
Continuando com a tradição de seus álbuns intitulados com números (que são a maioria), o pessoal do PAPIR inicia o álbum com a peça intitulada '7.1', desta vez dividindo-a em três partes ao longo de seus quase 20 minutos de duração. Tudo começa com vibrações parcimoniosas que permitem que o fraseado gracioso e flutuante da guitarra preencha os espaços. A partir daqui, o conjunto cria momentos alternados de crescendo e autoconstrição que nos remetem aos paradigmas MONO e MOGWAI. Pouco depois do sexto minuto e meio, a bateria monta um balanço um tanto tribal que abre o campo para a exibição de um brilho sonoro convincente, embora ainda contido. Os efeitos de fundo cósmicos ajudam a melhorar essa ligeira mudança sônica, e até servem de impulso latente para uma nova exibição de atmosferas majestosas marcadas por um cenário cinematográfico envolvente, que acaba por tomar conta do esquema musical antes de ultrapassar a barreira do décimo minuto. Nos últimos quatro minutos e meio desenvolve-se um motivo marcado por uma imponente candura sonhadora, o mesmo que se enquadra numa graciosa engenharia persistentemente motivada pelo standard post-rock. Já faz um tempo que o pessoal do PAPIR está flertando com o chefe do GODSPEED YOU! BLACK IMPEROR e o faz com uma facilidade convincente, reforçada pelo fechamento calmo e majestoso da suíte de abertura do álbum. '7.2' entra em cena para acelerar um pouco as coisas, criando um exercício reflexivo de rock espacial em um esquema rítmico razoavelmente sofisticado. As pessoas do PAPIR estabelecem confluências com AUTOMATISMO e RED KITE. Este segundo tema herda parte do brilho da suíte e a remodela através de uma aura de aconchego elegante. Quando chega a vez do '7.3', o conjunto volta ao campo do cósmico e do onírico que marcou enfaticamente as duas últimas seções da suíte. É neste momento que nos ocorre que o presente álbum é, talvez, uma contrapartida ao seu trabalho anterior, “Jams”, que era mais consistentemente musculoso através da sua paleta sonora. '7.3' exibe um minimalismo amigável e acolhedor à maneira de um crepúsculo que traz um manto de escuridão para abrigarmos nosso refúgio. Quando chega a vez do '7.3', o conjunto volta ao campo do cósmico e do onírico que marcou enfaticamente as duas últimas seções da suíte. É neste momento que nos ocorre que o presente álbum é, talvez, uma contrapartida ao seu trabalho anterior, “Jams”, que era mais consistentemente musculoso através da sua paleta sonora. '7.3' exibe um minimalismo amigável e acolhedor à maneira de um crepúsculo que traz um manto de escuridão para abrigarmos nosso refúgio. Quando chega a vez do '7.3', o conjunto volta ao campo do cósmico e do onírico que marcou enfaticamente as duas últimas seções da suíte. É neste momento que nos ocorre que o presente álbum é, talvez, uma contrapartida ao seu trabalho anterior, “Jams”, que era mais consistentemente musculoso através da sua paleta sonora. '7.3' exibe um minimalismo amigável e acolhedor à maneira de um crepúsculo que traz um manto de escuridão para abrigarmos nosso refúgio.
'7.4' fecha o repertório com um novo toque às vibrações crepusculares da peça anterior, mas desta vez há palpitações mais severas no delicado equilíbrio criado pelos instrumentos de atuação, que se reúnem em torno de uma aura misteriosa que impõe um obscurantismo etéreo. Essa obstinação tem um certo parentesco com o paradigma histórico do maconheiro, mas de forma bastante sutil. No final das contas, “7” deve ser valorizado como um planejamento sistemático para a criação de texturas e tons variados de dominância acinzentada dentro da essência prog-psicodélica da banda. É um álbum muito interessante por si só e seu impacto futuro terá que ser ponderado contra a chegada de álbuns subsequentes do grupo. Sem igualar nossos álbuns favoritos do PAPIR (de “IIII” a “VI”, totalmente majestosos), Este novo álbum trazido a nós pelo já mencionado trio dinamarquês mereceu um balanço geral positivo. Afinal, esse grupo é veterano e ainda mantém grandes doses de criatividade e bom trabalho; Somos gratos pelos novos ventos sônicos que a abertura deste sétimo selo dos PAPIRs nos traz.
- Amostras de '7':








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