sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Resenha: The Mute Gods – Tardigrades Will Inherit The Earth (2017)

 

Artist: The Mute Gods
Disco: Tardigrades Will Inherit The Earth
Data de lançamento: 24 de Fevereiro de 2017
Selo: InsideOut
Tempo total: 57:45
Disponível em: CD, LP & Digital

Resenha:

Vanguarda, no âmbito militar, é a primeira linha de um exército.

Com o tempo, a palavra foi adquirindo outros usos. Hoje ela é usada como um sinônimo de estar na frente, à dianteira.
Ou seja, vanguarda é uma palavra usada para representar um grupo, pessoa, ou ideia combativa. Algo pioneiro. Um precursor.

PROG AWARDS

Esse meu momento de professor Pasquale é para apresentar ao leitor esse relativamente novo trio, o The Mute Gods.
O trio é novo, mas os integrantes não são. Em um projeto liderado pelo baixista Nick Beggs, famoso por extensos trabalhos na cena prog (e outros trabalhos nem tão progs assim), o trio ainda conta com o alemão Marco Minnemann (The Aristocrats e Joe Satriani) e o norte-americano Roger King (Steve Hackett).

Os caras se destacaram em 2016 com o álbum de estreia, ‘Do Nothing Till You Hear From Me’. O bom trabalho resultou na conquista do famoso Prog Awards, na categoria Vanguarda.

Foi para tudo isso?
Bem… Deixarei esse tema para uma eventual resenha do tal álbum. Vou me limitar a falar do ‘…Tardigrades Will Inherit The Earth’, por hoje.

“Ouvi dizer que durante o discurso da conquista do Prog Awards, o Mute Gods lamentou bastante por não ter aparecido na nossa lista de melhores do ano. Mas isso é apenas um boato de uma fonte não muito confiável, nada oficial.”

VANGUARDISTA CLICHÊ

Se eu tivesse que escolher uma categoria de prêmio para esse novo álbum, acho que uma boa opção seria a de vanguardista clichê.

A parte clichê é por conta da temática do álbum, uma exploração sobre as tendências autodestrutivas da humanidade.
A parte vanguardista é pelas letras. Eles conseguem trabalhar bem, mesmo em cima de um tema já exaustivamente abordado, e adotam linhas de pensamento inusitadas.

Por isso não me leve a mal, ignore o paradoxo, e encare a expressão vanguardista clichê como um elogio. Foi uma proposta difícil e o The Mute Gods lidou bem com ela.
Afinal, quantas vezes você já viu alguma banda usar a palavra tardigrado no refrão? Isso é pura vanguarda!

Eis o tardigrado, criatura que deu nome ao álbum.

SOMBRIO E CONTROVERSO

‘…Tardigrades Will Inherit The Earth’ é predominantemente sombrio. O conjunto já deixa isso claro na faixa inicial. “Saltatio Mortis” introduz o álbum em um tom de marcha fúnebre.

A primeira música divulgada foi “We Can’t Carry On” (confira no final), e a polêmica gerada foi grande. Mais um indicativo de que o trio não iria aliviar no álbum.

“Nós estamos embarcando em uma guerra que não pode ser ganha/ …/ Você, que fecha seus olhos para o que está acontecendo”… A letra forte, em tom de protesto, associada à imagem de Donald Trump, acabou gerando reações meio extremadas.
Enfim, rolou algo muito parecido com as reações em torno do ‘Dystopia’ Dystopia (Megadeth, 2016), só que mostrando o outro lado da moeda.
Vivemos um momento de divisão política no mundo todo, e a música faz bem o seu papel de contestar e apontar.
Cabe ao público ter pensamento crítico e maturidade para debater o tema. Um dia chegaremos lá.

DIVERSIFICADO

Você pode até não gostar, mas não pode dizer que ‘…Tardigrades Will Inherit The Earth’ é entediante.

Além das músicas já citadas acima, outras chamam bastante atenção pela diversidade. Um exemplo é “Early Warning”: A canção é dividida em três atos, um é sobre uma mulher que descobre estar com câncer, outro sobre uma garota descobre que seu irmão se automutila, e o terceiro fala de uma cidade devastada pela guerra. As três histórias são encaixadas e formam uma bela composição.

A quase psicodélica “The Singing Fish Of Batticaloa” também adota um rumo curioso. De acordo com as palavras do próprio Nick, trata-se de “uma história verdadeira sobre um peixe cantante do Sri Lanka, incluindo o áudio original de uma gravação do organismo feita pela BBC”. A letra aborda o ponto de vista do peixe, que está tentando avisar a humanidade de seu eminente final.

OS TARDIGRADOS

Ok, ok, ok… Peixes cantantes foi demais? Então dê uma pausa meu jovem, porque agora vou falar sobre os tardigrados.

Nick Beggs, seu passado te condena. Mas… Quem nunca?

“…Tardigrades Will Inherit The Earth” é, sem sombra de dúvidas, o momento mais bisonho (e legal!) de todo o álbum.
A música é qualquer coisa, menos um rock progressivo. Está muito mais para um pós-punk oitentista e seus derivados.

Acha que estou viajando na maionese? Saiba que o próprio Nick Beggs já andou bem perto dessa sonoridade, não só flertando, mas mergulhando no synthpop e new wave.
Precisa ver para crer? Clique AQUI e divirta-se com o som do Kajagoogoo.

Em uma mistura de Doctor Who com O Guia do Mochileiro das Galáxias, o clipe é uma invasão de tardigrados pelo céu. Dê uma olhada (abaixo) antes de prosseguir!

Pode parecer nonsense, mas a letra faz todo o sentido. O tardigrado é o único ser terrestre capaz de sobreviver no espaço (sem trajes espaciais, obviamente), em radiações exorbitantes e temperaturas inferiores a 200°C negativos. O bichano sobreviveu às cinco principais extinções em massa ocorridas na Terra.
Nenhum outro animal conseguiu essa façanha.

Quando o The Mute Gods canta que tardigrados herdarão a terra, eles estão dizendo que nós caminhamos para uma autodestruição, e só sobrará esse ser highlander no planeta.

Então, por mais que pareça tudo uma grande zoeira, na verdade é uma letra muito séria e inteligente. A pitada de humor foi brilhante para tirar o peso desse assunto.

INCONSISTÊNCIAS

Até agora, só elogiei o álbum e não externei meu lado ranzinza. Devo dizer que o álbum não é perfeito… Pelo contrário, possui alguns momentos meio dispensáveis.
“The Dumbing Of The Stupid” é irritante, com seu vocal distorcido demais e abafado. E “Stranger Than Fiction” é meio melosa além da conta.

Ainda assim, isso não tira o fato de ‘…Tardigrades Will Inherit The Earth’ ser um bom álbum. Tem suas inconsistências, tem seus clichês, mas tem sua vanguarda e suas surpresas.

You and I are only here for a little while. So let’s TV shop; and fall in love; build a house; just big enough. Before the tardigrades inherit the earth.
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FICHA TÉCNICA:
Artista: The Mute Gods
Ano: 2017
Álbum: …Tardigrades Will Inherit the Earth
Gênero: Rock Progressivo
País: Inglaterra
Integrantes: Marco Minnemann (bateria), Nick Beggs (vocal e baixo), Roger King (teclado e guitarra).

MÚSICAS:
1 – Saltatio mortis
2 – Animal Army
3 – We Can’t Carry On
4 – The Dumbing of the Stupid
5 – Early Warning
6 – Tardigrades Will Inherit the Earth
7 – Window onto the Sun
8 – Lament
9 – The Singing Fish of Batticaloa
10 – The Andromeda Strain
11 – Stranger than Fiction


Ouça:

BIOGRAFIA DE Phil Manzanera


 

Phil Manzanera

Philip Geoffrey Targett-Adams, mais conhecido como Phil Manzanera (Londres31 de janeiro de 1951) é um produtor musical e músico do Reino Unido, conhecido a partir do início da década de 1970 como guitarrista da banda Quiet Sun e posteriormente do Roxy Music. Em 2006, co-produziu o álbum On an Island de David Gilmour, participando como músico nas turnês de suporte ao álbum na Europa e na América do Norte. Em 2015, co-produziu também o álbum Rattle That Lock de David Gilmour, do qual novamente participou como músico na turnê mundial de suporte ao álbum.

Discografia

Como músico

  • Taking Tiger Mountain By Strategy (1974) de Brian Eno
  • Fear (1974) de John Cale
  • Diamond Head (1975)
  • Mainstream (1975) de Quiet Sun
  • 801 Live (1976)
  • Listen Now (1977)
  • K-Scope (1978)
  • Primitive Guitars (1982)
  • Wetton/Manzanera (1987)
  • Nowomowa: The Wasted Lands (1988)
  • Crack the Whip (1988)
  • Up in Smoke (1989)
  • Mato Grosso (com Sérgio Dias) (1990)
  • Southern Cross (1990)
  • Live at the Karl Marx (1993)
  • One World (relançamento de Wetton/Manzanera) (1997)
  • Mainstream (1997)
  • A Million Reasons Why (1997)
  • Manzanera & MacKay (1997)
  • Live at Manchester University (1998)
  • Vozero (2001)
  • Manzanera Archives: Rare One (2000)
  • Manzanera Archives: 801 Live @ Hull (2001)
  • 801 Latino [live] (2002)
  • 6pm (2004)
  • 50 Minutes Later (2005)

Como produtor


Bret Nybo lança “Life Revisited”, álbum com imaginário cinematográfico

 

Bret Nybo lança “Life Revisited”, álbum com imaginário cinematográfico « Ambrosia

O novo álbum de Bret Nybo, “Life Revisited”, acaba de ser lançado em 28 de outubro de 2022. Bret faz uma revisão pessoal séria em seu primeiro álbum. Ele cantou novamente e reproduziu todo disco, além de adicionar quatro novas faixas. “Life Revisited” é na verdade um remake do primeiro álbum de Bret, “Life and Other Twisted Tales”.

 Bret também gosta de Old Time Radio. Ele tem uma paixão não apenas pela música, mas pelas histórias que elas contam. Como resultado, o novo lançamento de Bret, “Life Revisited”, inclui vários clipes da Old Time Radio de a quem ele considera alguns dos grandes nomes, incluindo Boris Karloff, Vincent Price e Peter Lorre. 

“Aprendi muito mais sobre música e produção desde aquele lançamento”, disse Bret. “Como resultado eu fiz uma reforma completa desse álbum e também adicionou quatro novas faixas.”

Como resultado, sua música fica em algum lugar entre o rock clássico e o experimental. Segundo Bret, ele escreve música com um pé plantado na era do rock clássico e o outro plantada nos sons de hoje.

Nascido em 12 de março de 1964, Bret Nybo é um artista que entra oficialmente no cenário musical em 2021. Bret sempre gostou de escrever e produzir música, como resultado, Bret transcende sua jornada musical criando não apenas um álbum, mas também uma história de aventura sobre a vida.   

Official music video from “Life Revisited”: 

Com som pesado, Smashing Dreams, lança single “Kiss .38”

 Com som pesado, Smashing Dreams, lança single "Kiss .38" « Ambrosia

Com seu som pesado e cheio de influências iconoclastas a Smashing Dreams, banda paulistana de Heavy Rock, lança KISS .38, novo single do grupo que traz os horrores de uma guerra para os nossos ouvidos. A faixa acaba de ser lançada em todas as plataformas de streaming via o selo latino americano Electric Funeral Records.

O conjunto formado por Victor Dehé (voz e guitarra) e Lucas Ribeiro (bate






O conjunto formado por Victor Dehé (voz e guitarra) e Lucas Ribeiro (bateria), traz seu primeiro single do EP Smashing Dreams com muitas influências de bandas como Ghost, Metallica e Foo Fighters. “KISS .38 tem riffs de peso, um som venenoso, e uma letra que retrata além dos males de conflitos causados pela polarização, o momento atual onde os ânimos políticos seguem essa orientação, tanto no Brasil como no restante do mundo”, afirma Dehé.

O trabalho foi produzido por Pedro Zomer (Zomer Studios) e lançado pelo Electric Funeral Records. Na execução da música, Victor faz um split em seu sinal de guitarra, gerando um som oitavado com fuzz no amplificador de baixo, e uma boa dose de distorção no de guitarra, fazendo com que os riffs ganhem peso.

Em 2017, a Smashing Dreams teve o single “A Spade is a Spade” como parte da coletânea Underground Voices da Fusa Records. No fim do ano seguinte, eles lançaram seu disco de estreia, homônimo. Desse trabalho, a música “Looks Real” figurou na programação da rádio 89 FM.

Sobre a Smashing Dreams: Criada em 2016 a Smashing Dreams traz em suas canções uma forte postura iconoclasta e niilista e une o alternativo com o heavy rock trabalhando texturas em sua sonoridade – que estilísticamente não conta com baixo em sua formação.

Com som pesado, Smashing Dreams, lança single "Kiss .38" « Ambrosia

Cláudio Teixeira lança a canção “Meu Amigo”

 Cláudio Teixeira lança a canção “Meu Amigo” « Ambrosia

Produtor de vários nomes do gospel, como Nani Azevedo, Raquel Mello, Thyago Férsil, Isabelle Dias, Thiago Delfim e Danielle Cristina, o cantor e compositor Cláudio Teixeira apresenta sua nova música de trabalho pela Central Gospel Music. Lançada nesta sexta-feira (04), a canção “Meu Amigo” foi composta e produzida pelo próprio artista e narra uma experiência vivenciada durante uma manhã de devocional com Deus.


Para este ano, Cláudio Teixeira ainda terá mais dois lançamentos que já estão em sua fase final de produção: “Majestoso És” e “Deus é Mais”.

NO BAIRRO DO VINIL

 Danielis Ricardus - Ineditus

Danielis Ricardus será provavelmente nome artístico que Daniel Ricardo (ou Ricardo Daniel) escolheu para se apresentar em disco. Sobre o artista nada sabemos, reconhecendo-lhe no entanto a ousadia, própria de um jovem, de ter criado a sua etiqueta discográfica com a indicação expressa no disco “Para lançar o meu som criei a minha editora”. Aliás, não é só através da criação da sua editora, que este artista manifesta o total domínio pela produção e idealização deste disco. A ele pertencem também as músicas e os poemas, sendo também Ricardus que toca órgão electrónico, sintetizador e programação, para além de se ter encarregado dos arranjos, direcção musical... e até da própria capa.
A acompanhar Danielis Ricardus nos dois temas deste single, estão os músicos Luis Duarte (viola-baixo), Fernando Falé (bateria) e Carlos Manuel (coros em “When I Wake”), interpretendo temas com uma forte componente instrumental, com influências bastante colocados ao rock progressivo anglo saxónico na sua vertente mais simplificada, destacando-se dos demais instrumentos, os sons dos vários teclados utilizados por Danielis Ricardus.
De Danielis Ricardus só podemos falar tendo em conta o som que o próprio artista nos oferece, muito cru, minimalista, provavelmente oriundo de um jovem músico com pretensões de explorar caminhos musicais fora do mainstream discográfico da altura.

Com a particularidade de cantar num inglês muito peculiar, sem rimas, Danielis Ricardus é para nós um mistério que gostaríamos de desvendar, sendo também dele a interessante arte gráfica idealizada para a capa do disco, curiosamente com uma estética totalmente ao arrepio das capas de rock progressivo da época (estilo de música marcadamente reflectido no disco).
Da nossa parte deixamos então um excerto das canções constantes no disco que adquirimos, curiosamente, assinado pelo próprio Artista e oferecido ao programa de Rádio “Musical 81”, pelo que acreditamos tratar-se de um disco editado em finais de 1980 ou em 1981.


Danielis Ricardus
1. Ineditus 2. When I Wake

Conexão Planetária estreia projeto em EP com crônicas urbanas

 Conexão Planetária estreia projeto em EP com crônicas urbanas « Ambrosia

Na faixa que dá nome ao projeto e seu EP de estreia, o duo carioca Conexão Planetária apresenta o caos momentâneo que uma aparição de outros corpos celestes no céu causou em uma cidade e como, logo após, foi substituído pela volta da rotina. Essa sensação de presenciar um pequeno conto, uma crônica urbana, com ironia e bom humor por algum tempo antes de voltar ao dia-a-dia, é a marca das quatro faixas do debut, que chegam junto do clipe “Garota de Cabelo Colorido”.

Formado pelo vocal de Mariana Moulin e a guitarra de Marco Lima, o próprio conceito de conexão é parte do processo criativo, unindo o conhecimento musical e espírito inquieto de Lima com as letras de Moulin. “Há uma conexão na nossa forma de dar vida às músicas. Cada um faz sua parte, e é assim que as músicas têm um pouco da identidade de nós dois”, conta Mariana.

Ela se dedica hoje a encontrar sua voz como compositora, após criar uma voz musical com aulas desde a infância e como intérprete em covers. Já Marco cresceu em um lar musical, se apresentou ao lado de orquestra e se dedica a diversos instrumentos, desenvolvendo um ambiente de criação ininterrupta.

Com produção musical de Marco e Lourival Franco, o EP está disponível em todas as plataformas de música. E o público carioca poderá conferir em primeira mão, com o show de estreia do projeto no Solar de Botafogo, no dia 17/11.

DE PORTAS ABERTAS… “CASA GUILHERMINA” É O NOVO ÁLBUM DE ANA MOURA

 

GUNS N’ ROSES LANÇAM CAIXA ESPECIAL DE USE YOUR ILLUSION I & II

 

“SONGS FOR SHAKESPEARE”… O NOVO ÁLBUM DE MARIA JOÃO | OGRE ELECTRIC

 

Destaque

Luther Allison Live in Chicago 1995

  DISCO 1 01. Intro 02. Soul Fixin' Man 03. Cherry Red Wine 04. Move From the Hood 05. Bad Love 06. Put Your Money Where Your Mouth Is 0...