sábado, 12 de novembro de 2022

Para Recordar Alguns dos Melhores Álbuns

 Lançar um álbum de sucesso é um desejo de muitos artistas e além do sucesso com o público é necessário que a crítica goste do trabalho para a obra entre para a posteridade. Alguns artistas internacionais emplacaram álbuns que até hoje são referência para outras bandas e cantores.

A seguir listamos alguns dos melhores álbuns internacionais de todos os tempos. Tem opções para todos os gostos, vale a pena conferir. Será que você concorda com o que listamos? A sua banda ou artista favorito entrou ou ficou de fora?

Os Melhores Álbuns Internacionais

Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band

Os Beatles emplacaram diversos sucessos, mas o oitavo álbum do grupo “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” é considerado um dos melhores lançamentos de todos os tempos e o melhor da banda britânica. Esse álbum foi o resultado de cerca de 129 dias de trabalho algo em torno de 700 horas.

O lançamento foi feito no dia 1° de junho de 1967 na Inglaterra e no dia 2 de junho nos Estados Unidos. A capa por si só já chamava muita atenção, mas não foi somente pelo novo design de capa que o álbum se consagrou e também pela nova proposta musical que ele trouxe.

A técnica de gravação desse álbum foi diferenciada e as canções não eram tão comerciais como nos trabalhos anteriores. É verdade que as canções desse álbum não foram muito tocadas nas rádios, mas ainda assim vendeu 11 milhões cópias somente na terra do Tio Sam.

Uma curiosidade a respeito desse álbum é que os dois maiores sucessos do disco, Strawberry Fields Forever e Penny Lane, foram lançados num compacto. Esse álbum ganhou nada mais nada menos do que quatro Grammys, inclusive o de “Álbum do Ano”.


The Dark Side Of The Moon

A banda Pink Floyd fez história trazendo propostas musicais e visuais novas para o rock. O oitavo álbum da banda, “The Dark Side of the Moon”, foi lançado no dia 24 de março de 1973. Esse trabalho chegou como uma marca de um novo momento musical do grupo.



Uma das principais mudanças percebidas nesse trabalho foi com certeza que as letras se tornaram mais pessoais além de que os momentos instrumentais ficaram mais curtos. O público adorou a captação de sons quase impossíveis como o de uma pessoa correndo em volta do microfone e instrumentos minimamente curiosos.

Os temas que a banda escolheu para retratar nas músicas também chamaram a atenção, pois incluem doença mental, cobiça e envelhecimento. O álbum também se destaca na história pela sua capa que é simples e muito simbólica, o principal desejo da banda. O prisma que é atingido por um feixe de luz que se transforma num arco-íris tinha como objetivo simbolizar a questão da intimidade abordada no trabalho.

O sucesso desse álbum foi imediato e logo após chegar as lojas já estava no topo da lista da Billboard 200 nos Estados Unidos. O álbum já soma mais de 15 milhões de cópias vendidas, até hoje tem gente comprando esse álbum. Um trabalho que combinou a aprovação dos fãs e também da crítica.

Highway 61 Revisited

O sexto trabalho da carreira de Bob Dylan, “Highway 61 Revisited”, foi lançado pela Columbia Records no ano de 1965. Uma das principais inovações desse trabalho foi que Dylan deixou de lado um pouco o seu estilo acústico e chamou pela primeira vez uma banda de apoio no melhor estilo rock.

Somente a última canção do álbum, “Desolation Row”, tinha o estilo acústico. Os críticos gostaram muito desse trabalho, pois perceberam uma combinação única de poesia e crítica social e política. Muitos consideram que esse álbum foi o que soube melhor retratar o caos político vivido na América naquele momento. Um álbum que praticamente abriu os anos 60 e trouxe uma nova visão para o universo musical.

Nesse trabalho Dylan apresentou ao grande público a canção “Like a Rolling Stone” que se tornou icônica e até hoje é considerada uma música que fez história. A canção título do trabalho, “Highway 61 Revisited”, também merece destaque e fazia uma homenagem a uma grande rodovia americana que fazia a ligação entre a sua cidade Duluth, Minnesota e cidades mais famosas como Memphis, Nova Orleans e St. Louis.

O álbum fez bonito nas paradas de sucesso ficando em terceiro lugar nos Estados Unidos e em quarto no Reino Unido. Além disso, a música “Like a Rolling Stone” ficou várias vezes entre as 10 canções mais tocadas em vários países do mundo.

Pet Sounds

O décimo álbum da discografia da banda de rock americana The Beach Boys, Pet Sounds, foi gravado pela Capitol Records e o seu lançamento aconteceu no dia 16 de maio de 1966. Até hoje esse álbum é considerado como um dos mais influentes da música pop e já apareceu muitas vezes na lista de maiores e melhores álbuns de todos os tempos.

O álbum resultou de um tempo em que Brian Wilson parou de excursionar com a banda com o objetivo de compor boas canções. O trabalho foi bastante intenso e o músico se dedicou a criar vários efeitos com instrumentos nada convencionais como, por exemplo, sinos, flautas e até mesmo apitos para cães. Para combinar com toda essa ‘bagunça’ o artista usou teclados e guitarras.

Um trabalho que merece aparecer nessa lista pelo fato de ter sido o primeiro a ser considerado de at rock, ou seja, de rock com uma ideia de arte, com um conceito. O curioso é que é possível perceber que nos álbuns anteriores a banda estava construindo o caminho para chegar a esse resultado.

The Wall

O décimo trabalho da banda Pink Floyd também merece um lugar nessa lista, o lançamento de 30 de novembro de 1979 mexeu com os alicerces do rock. Os shows de turnê desse trabalho contavam com efeitos de teatro para ter toda aquela dramaticidade das canções.

O álbum The Wall é conceitual, mas ainda assim teve excelentes resultados comerciais. A ideia desse álbum veio da frustração de Roger Waters em relação ao seu público e por isso ele se imaginou construindo um muro entre o palco e as pessoas. O álbum é uma opera rock e conta a história de um personagem chamado Pink inspirado no próprio Waters.

O clássico álbum do Pink Floyd que Jerry Garcia considerou o melhor da década de 70

Grateful Dead e Pink Floyd se encontraram na trilha sonora do filme cult de Michelangelo Antonioni, "Zabriskie Point.

Apesar de serem dois dos grupos mais marcantes das décadas de 1960 e 1970, Pink Floyd e The Grateful Dead raramente se cruzaram fisicamente, em vez disso, forneceram as jams perfeitas para uma variedade de milhões de amantes da música. No entanto, apesar de as duas bandas serem muitas vezes consideradas sob o mesmo amplo guarda-chuva, suas abordagens eram marcadamente diferentes. Afinal, eles vieram de lados opostos do Atlântico e entregaram as mesmas jam sessions de alta qualidade com ética completamente diferente para os mesmos resultados de cair o queixo.

Antes do efeito homogeneizador da internet, a geografia de uma banda tinha um impacto notável em sua produção. Enquanto a música do Grateful Dead é enriquecida com gêneros exclusivamente americanos como R&B, bluegrass e gospel, álbuns como "Dark Side Of The Moon" e "Wish You Were Here" do Pink Floyd parecem mais um produto de estilos de vanguarda germânicos como a eletrônica da era Kraftwerk e Krautrock.

Na verdade, a única conexão que os dois grupos compartilham é que ambos foram apresentados na trilha sonora do filme cult de Michelangelo Antonioni, "Zabriskie Point". Na verdade, praticamente a única evidência que temos de que Jerry Garcia tinha ouvido falar do Pink Floyd vem de uma entrevista que ele deu em 1980, na qual ele falou sobre algumas de suas bandas favoritas dos anos 70. Garcia raramente compartilhava seu amor por muita música além da sua, e era notoriamente curto sobre isso. Então, encontrar uma entrevista em que ele confesse seu amor por outro disco é realmente surpreendente.

Durante essa entrevista, perguntaram a Garcia o que ele estava ouvindo no rádio durante aquela década explosiva: “Apenas o material que atingiu todo mundo. Gosto muito de "The Wall". Todo mundo gosta disso. Eu gosto de Elvis Costello. Sou um grande fã de Elvis Costello”, disse. “Gosto muito de Warren Zevon, quero dizer, ouvi coisas boas de quase todo mundo, assim como ouvi coisas ruins de quase todo mundo. "The Wall" certamente capturou a imaginação do mundo."

Lançado em 1979, o álbum foi a primeira aventura do Pink Floyd no mundo da ópera rock. Segue a história de um rockstar cansado que gradualmente se retira da sociedade. Seu isolamento do resto do mundo é exatamente o que forma a parede metafórica da qual o álbum recebe seu nome. O personagem central do disco foi baseado no trágico ex-vocalista do Pink Floyd, Syd Barrett, que foi forçado a deixar a banda depois de sofrer um colapso mental como resultado de seu uso frequente de LSD.

Embora "The Wall", um álbum em grande parte derivado diretamente da mente de composição de Roger Waters, tenha recebido críticas mistas no lançamento, com muitos acusando o Pink Floyd de ser exagerado e pretensioso, o LP deu ao Pink Floyd seu único single número um no Reino Unido e nos EUA com "Another Brick in the Wall, Part 2".

Hoje, o álbum, que traz faixas como 'Comfortably Numb' e 'Run Like Hell', é considerado um dos melhores álbuns conceituais de todos os tempos e um dos melhores trabalhos do Pink Floyd, imbuído de toda a tensão de uma banda no cúspide da implosão.

"The Wall" também marcou o início de uma queda na produção criativa do Pink Floyd ao longo da década de 1980. Mas, como Garcia observou: “Eu não acho que haja alguém que esteja constantemente lançando coisas boas, vez após vez. Mas todo mundo tem algo a dizer e há momentos em tudo isso que são realmente excelentes. Eu vou pelos momentos. Eu continuo ouvindo até ouvir algo que me nocauteia.” Para Garcia, "The Wall" foi um desses momentos, um álbum emocionante e impactante que, tantos anos depois, ainda parece tão presciente como sempre.

 

Reckoning Hour: banda anuncia retorno e prepara novidades


Um dos grandes nomes do heavy metal carioca retorna no pós-pandemia.

A Reckoning Hour nasceu de um momento de sofrimento e incertezas. E a Reckoning Hour retorna à cena do heavy metal nacional após mais um momento de dificuldade: a pandemia de Covid-19. Voltar não é fácil, mas os rapazes da banda carioca utilizaram a “parada forçada” para amadurecer, melhorar e retornar ainda mais focados no que amam fazer: música.

Assista o clipe “Scars”: 

Os anos de pandemia foram utilizados para o aperfeiçoamento, compra de equipamentos e, claro, para compor novas músicas! Para os próximos meses - na verdade, semanas (spoiler) - a Reckoning Hour planeja lançamento de um novo single com clipe, novos merchs, uma nova turnê e o retorno do Reckoning Fest, o festival da banda, realizado no Rio de Janeiro, sua cidade natal, nos dias 9 e 10 de dezembro de 2022, e que já conta algumas bandas confirmadas.

Já organizamos tudo e colocamos a casa em ordem. A nossa meta é trazer algo completamente novo para 2023, seja na questão dos novos singles como nos shows dentro e fora do país. Agora a missão é levar a nossa mensagem para os quatro cantos do mundo.”, conta Philip.

Conhecida por seus shows enérgicos, a Reckoning Hour teve que se reinventar durante esse período longe dos palcos. A perda de parentes e amigos com a pandemia virou combustível para voltar com tudo e dar o melhor para os fãs.

A dor é algo que te ensina a valorizar o que você tem. A mudança é algo que aconteceu e acontece com todos nós. Acredito que o principal aprendizado dessa época sombria foi nos amadurecer e escolher estar aqui novamente, fazendo música, confraternizando com nossos fãs e celebrando nossa vida e histórias juntos. Foi um período muito difícil, de muita reclusão, mas que essencialmente fez a gente repensar nossos próprios valores.”, explica Philip Leander, guitarrista e backing vocal da Reckoning Hour.

O guitarrista também conta que a motivação da Reckoning Hour para o retorno após a pandemia é a música e os sentimentos envolvidos por trás dela.

Veja bem, há todo um arco de histórias compiladas em cada álbum que traz um pouco da essência de cada um da banda. Nos inspiramos em nossas vitórias e derrotas para nos transformar com a música. Nunca estivemos tão fortemente envolvidos e unidos. Hoje estamos em uma sintonia perfeita.”, avalia Philip.

Com 10 anos de estrada, a Reckoning Hour é hoje uma das bandas de destaque da cena carioca de música pesada. Durante a sua trajetória, o grupo teve o reconhecimento de bandas internacionais e nacionais ao tocar junto ao Dream Theater, In Flames, As I Lay Dying, Sepultura, Angra, Rhapsody, Sabaton, Children of Bodom, Suicide Silence, The Black Dahlia Murder, Septic Flesh e Fleshgod Apocalypse. No Brasil, também participou de festivais como Hell in Rio (RJ), Maniacs Metal Meeting (SC), Roquealize-se (RJ) e é idealizador do Reckoning Fest, seu próprio festival que ocorre anualmente no Rio. No currículo, trazem o EP “Rise of the Fallen” (2013), e os discos “Between Death and Courage” (2016) e “Beyond Conviction” (2020).

A Reckoning Hour é formada por Philip Leander (guitarra e backing vocal), JP (vocal), Cavi Montenegro (baixo), Johnny Kings (bateria) e Lucas Brum (guitarra).

Bono quer que o próximo álbum do U2 soe como AC/DC


Bono tem feito as rondas ultimamente promovendo seu recente livro de memórias, "SURRENDER: 40 Songs, One Story". O vocalista do U2 transformou a primeira etapa de sua promoção em uma turnê de desculpas, especialmente depois que o The Guardian postou um trecho do livro onde Bono se culpa pelo lançamento global do álbum de 2014 da banda, "Songs of Innocence", que foi controversamente baixado na conta do iTunes.

Em uma entrevista recente ao The New York Times, Bono explicou como, apesar da confusão em torno do lançamento do álbum, ele continua orgulhoso de "Songs of Innocence" e seu sucessor, "Songs of Experience", de 2017.

Eu sei agora que, com a cultura jovem, sou meio tolerado por ficar no fundo da festa de aniversário, mas o show de mágica está acontecendo aqui para as crianças. Eu queria me conectar com as paradas pop nos últimos dois álbuns e falhei. Mas a composição ficou muito boa. "Songs of Experience" é uma ótima composição, mesmo que você não goste do som dela. Ou 'Every Breaking Wave' ou 'The Troubles' em 'Songs of Innocence'. Eu adoraria ter uma música pop no rádio.

Provavelmente nós percorremos um caminho nisso”, ele admite. “Então, agora, eu quero escrever a música de rock ‘n’ roll mais implacável, desagradável, desafiadora e foda-se para as paradas pop que já fizemos. Falei com Edge sobre isso esta semana. Ele disse, 'É aquela ligação de novo?' 'Que ligação? músicas famosas agora, mas não acho que o U2 possa torná-las hits.

Caso você tenha perdido, praticamente todos os álbuns do U2 tiveram algum tipo de grande e desagradável música pesada e pesada que Bono insiste que é uma faixa “foda-se”. "How to Dismantle an Atomic Bomb" tem ‘Vertigo’, que foi, de fato, um grande sucesso; "No Line on the Horizon" tinha 'Get On Your Boots', que era um pouco menos; "Songs of Innocence" tinha 'Volcano', mas isso não se encaixa exatamente; e "Songs of Experience" teve a participação de Kendrick Lamar em 'American Soul'.

Em meio a essa irracionalidade, é provável que eu faça bom uso da parte de mim, a raiva que não foi controlada. Enquanto estou, com este livro, tentando fazer as pazes comigo mesmo e com meu criador, não tenho intenção de fazer as pazes com o mundo”, acrescentou Bono. “Isso não está na agenda. Gosto de pensar que tenho a liberdade de ser o que quiser. Minha raiva pela desigualdade se concentrou em uma comunidade longe de casa. Você sabe, você tem que escolher suas lutas.

Aparentemente, agora, essa luta inclui o lançamento de um grande, barulhento, tipo de álbum de rock and roll. Isso não combina com a outra revelação de Bono: que o longamente provocado "Songs of Ascent" está quase pronto. Mesmo que esteja quase pronto, Bono deu a entender que Ascent terá que esperar até que ele saia de sua mentalidade de “foda-se”.

"Todos nós cometemos erros. O vírus do rock progressivo entra e precisávamos de uma vacina”, diz ele. “A disciplina de nossas composições, a coisa que fez o U2 – melodia de primeira linha, pensamentos claros – se foi. Com a banda, eu estava tipo, não é isso que fazemos, e só podemos fazer essas coisas experimentais se tivermos as habilidades de composição.

Então fomos para a escola de composição, e estamos de volta e estamos bem! Ao longo desses dois álbuns, Songs Of Innocence e Experience, nossas composições voltaram. Agora precisamos colocar o poder de fogo do rock ‘n’ roll de volta”, Bono terminou dizendo. “Eu não sei quem vai fazer o nosso fodido álbum de rock ‘n’ roll. Você quase quer um AC/DC, você quer Mutt Lange. A abordagem. A disciplina. A disciplina de composição. É isso que queremos.

Portanto, fique atento ao álbum “fuck off” do U2, sempre que ele aparecer. Até lá, apenas curta ‘Vertigo’ como o resto de nós.


Pink Floyd: os 5 álbuns e também 5 outros bateristas prediletos de Nick Mason

 

Nick Mason, co-fundador e baterista da banda de rock progressivo Pink Floyd, revelou os cinco melhores álbuns de sua escolha durante uma entrevista ao Classic Albums Sundays. Mason, que é uma fonte de inspiração para muitos artistas, incluindo seus contemporâneos, provou suas capacidades como um escritor hábil em várias ocasiões. Faixas memoráveis do Floyd como 'Time', 'One of These Days', 'Echoes' e 'Careful with that Axe, Eugene' foram co-escritas por Mason.

Crescendo em um lar cultural, filmes e música eram parte integrante de sua vida cotidiana. As artes cênicas eram sua vocação natural e, assim que entrou na universidade, Mason formou uma banda chamada Stigma 6, um antecedente do Pink Floyd, com Richard Wright, Bob Klose e Roger Waters em 1964.

Embora Mason tenha apoiado sinceramente o Pink Floyd até o fim, ele nunca os levou muito a sério. Durante uma entrevista ao Telegraph, ele disse: “Ainda não entendo muito bem como chegamos a esse ponto de experimentação tão livre. Pensávamos em nós mesmos como uma banda de R&B, tocando hits. Foi apenas um pouco de diversão. Estávamos cambaleando. E queríamos ser um grupo pop.

A forte influência do R&B, do jazz e das big bands pode ser notada na música de Mason e na escolha dos instrumentos. Ele usou bateria acústica simples e dupla, rototoms, percussão afinada e bateria eletrônica. É natural, então, que um álbum do trompetista de jazz americano Miles Davis chegue à lista dos cinco melhores de Mason. O álbum em questão aqui é "Jack Johnson", que segundo Mason, é “provavelmente o maior álbum de groove de todos os tempos…” com alguns músicos supertalentosos.

A lista de Mason contém mais alguns álbuns pertencentes ao gênero jazz. O vinil de 1959, "Thelonious Monk Orchestra at Town Hall" é um deles, sendo o outro "Halcyon Days" de Bruce Hornsby. Mason confessou a influência desses dois mestres pianistas sobre ele, declarando o piano de Thelonious Monk tocando “uma lição de tempo e percussão, assim como a música”.

Veja a lista completa logo abaixo.

Bob Dylan- The Freewheelin’ Bob Dylan

Jimi Hendrix- Axis: Bold As Love

Thelonious Monk- The Thelonious Monk Orchestra at Town Hall

Miles Davis – Jack Johnson

Bruce Hornby and The Rage– Halcyon Days.

Jimi Hendrix e Bob Dylan dão uma variedade de gêneros na lista. O álbum de Dylan contem onze canções brilhantemente escritas, incluindo 'Blowin' in the Wind' e 'a Hard Rain's Gonna Fall'. Acho que todos concordamos com Mason quando ele diz que Dylan “ainda é o maior compositor da história do rock”. Por outro lado, o álbum psicodélico e pop-rock de Hendrix está próximo de Mason, pois apresentava seu baterista favorito Mitch Mitchell.

Os cinco bateristas favoritos de Nick Mason:

Nick Mason foi um baterista único no mundo do rock britânico dos anos 1970. À medida que a música progressiva se tornou mais espacial e elaborada, o mesmo aconteceu com os floreios instrumentais e o foco na técnica. Mestres do prog como Bill Bruford, Carl Palmer e até Phil Collins estavam fazendo mudanças de métrica e ritmo altamente complicadas, mas Mason geralmente se contentava em manter seus próprios padrões simples.

Sua abordagem organizada da bateria foi um fator importante para o Pink Floyd ficar cabeça e ombros acima do resto do pacote de rock progressivo em termos de popularidade e acessibilidade. Não importa quão longos ou densos seus arranjos se tornassem, Mason era a âncora que mantinha tudo no lugar. Quando seus companheiros de banda exploravam, Mason mantinha o navio em linha reta.

Pode soar como um trabalho ingrato, mas Mason parecia gostar de sua posição, não querendo assumir a grande aclamação e notoriedade que alguns de seus colegas bateristas fizeram. É por isso que é um pouco estranho que, quando Mason se sentou com o Music Radar em 2010, o lendário homem do bastão citou alguns dos bateristas mais chamativos de sua época como principais inspirações em seu próprio estilo de bateria.

Aqui estão os cinco bateristas que Mason fez referência especificamente ao falar sobre os jogadores que influenciaram seu próprio estilo.

Ginger Baker

Há histórias que circulam sobre bandas que visitaram a Escola Politécnica que os membros do Pink Floyd frequentaram em meados da década de 1960. Uma dessas bandas era o Cream, com o baterista Ginger Baker causando uma grande impressão em Mason.

A maioria dos meus ícones são as pessoas que eram meus heróis quando eu estava começando. Eu não estaria aqui hoje se não fosse por Ginger Baker. Quando a cortina se abriu na Regent Street Polytechnic em 1966, e lá estavam Ginger, Eric e Jack, pensei, é isso que eu gostaria de ser, e foi isso.


Mitch Mitchell

Outro ato crítico que inspirou Mason a fazer da música uma preocupação em tempo integral foi a Jimi Hendrix Experience, que também visitou a faculdade politécnica de Mason em meados da década de 1960. Como Hendrix foi uma influência significativa, não é de surpreender que Mason tenha se envolvido com o estilo de Mitch Mitchell, influenciado pelo jazz.

Em termos de estilo e bateristas de rock que eu gosto, foi Mitch Mitchell. Seja por trás da batida ou não, é tão preguiçoso, mas funcionou perfeitamente com Jimi e aquela coisa um pouco jazzística. Não há mais ninguém como ele.


Keith Moon

Mason não detalha seu amor por Keith Moon, do The Who, mas Moon era uma figura impossível de ignorar em meados dos anos 1960, quando Mason estava levando a música a sério. Maníaco, extravagante e mais barulhento do que qualquer um que veio antes dele, Moon fez da bateria de rock um esporte e uma forma de arte.

Talvez mais do que seu estilo de jogo real, é fácil ver a configuração e a abordagem de Moon penetrar no estilo de Mason. Por um lado, há os bumbos duplos e vários tons que tanto Moon quanto Mason gostavam. Há também os preenchimentos que seguem as melodias vocais, uma técnica que Moon foi pioneira, e Mason certamente pegou.


John Bonham

Mason menciona que o baterista do Led Zeppelin, John Bonham, entrou em cena logo após seus dias mais impressionáveis: o Pink Floyd já havia lançado dois álbuns quando o primeiro álbum do Zeppelin foi lançado, mas ainda havia espaço para Mason se entusiasmar com Bonham.

De todos os bateristas nesta lista, Bonham e Mason parecem ter um amor compartilhado pelo groove – enquanto os outros bateristas aqui não podiam deixar de adicionar floreios ao seu trabalho, Bonham e Mason podiam permanecer consistentes e simples quando quisessem. Claro, Bonham tinha uma propensão para o talento, mas o mestre rítmico firme é provavelmente o que se conectou com Mason.


Chico Hamilton

Um pouco de escolha de campo esquerdo, é importante lembrar que Mason cresceu um fã de jazz em primeiro lugar. Enquanto os estilos de swing mais movimentados não estão exatamente em sua casa do leme, os estilos experimentais de Chico Hamilton certamente estavam.

Mason afirmou que “amo todos os bateristas do be-bop também. Pessoas como Chico Hamilton.” De fato, como um homem do jazz que empregou um violoncelo como instrumento principal, Hamilton transcendeu os gêneros tradicionais do jazz da mesma forma que o Pink Floyd muitas vezes se recusou a ser classificado em um estilo distinto.

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