terça-feira, 15 de novembro de 2022

Tangerine Dream – Electronic Meditation (1970)


 

Electronic Meditation é um dos mais importantes discos da riquíssima história da música dita eletrónica. Nele encontramos uma força experimental que se destaca de qualquer outra coisa que o álbum contenha. É um trabalho de descoberta: de sons, de ambientes, dos próprios músicos envolvidos.

O disco surgiu aos ouvidos do mundo em junho de 1970. Nesse tempo, um crescente grupo de alemães vinha fazendo música que parecia não existir em mais nenhum local do planeta. O uso de aparelhos eletrónicos tornou-se ponto de experiências várias, e o rock que reinava nas cabeças dos amantes do ritmo e das melodias transformou-se, turvou-se na rigidez dos seus princípios e alimentou-se de um novo fôlego, de uma fresca aragem que orgãos, instrumentos de sopro e alguns batuques e percussões traziam para o centro criativo dos músicos Edgar Froese, Conrad Schnitzler e Klaus Schulze. A unir todos estes sons e instrumentos, as guitarras de seis e doze cordas de Froese, o único músico que acompanhou a banda desde o seu nascimento (1967) até à sua recente morte (2015). Ainda hoje, de uma forma bastante distante do som original, os Tangerine Dream continuam a gravar e a atuar, o que prova que a marca (mais do que um grupo ou banda, é de uma marca que se trata) consegue manter, de alguma maneira, a lenda viva. Se esse estatuto merece respeito, a verdade é que a sua relevância há muito que se esgotou, ficando na história do grupo alemão um largo conjunto de discos inovadores e marcantes de uma época em que navegar no espaço (fosse ele exterior ou interior) fazia-se na cabeça de cada um através de longos lençóis sonoros e de longas tripsElectronic Meditation foi o primeiro passo dado pelos Tangerine Dream, disco histórico da igualmente histórica editora Ohr, que acabaria de estar ligada aos quatro álbuns iniciais da banda, todos eles (quase) perfeitos, elegantes, inovadores e futuristas. Quem nunca viajou por esses maravilhosos e misteriosos sons, merece um galático puxão de orelhas.

Nada em Electronic Meditation é convencional. A criação deste mundo sonoro sem estrutura definida começa com “Genesis” (“Geburt”, na versão original) e desde logo entramos num espaço estreito, recluso, labiríntico, povoado por ruídos que parecem lutar entre si, na vã tentativa de um qualquer triunfo meritório. Há quem lhe chame improvisação, mas aqui essa expressão talvez se revele redutora. Há vida a brotar por todos os lados, sem se saber bem de onde vem e qual o seu real propósito. No entanto, tudo parece começar a aclarar em “Journey Through a Burning Brain” (“Reise Durch Ein Brennendes Gehirn”), mas a viagem é demorada e os sobressaltos avolumam-se, embora se possa, eventualmente, traçar alguma linha narrativa de entendimento, se aquele que o escutar conseguir ir verdadeiramente a jogo. Parece incrível como nada aqui se faz com equipamentos eletrónicos, sendo o título do álbum algo equívoco e enganador. A reta final desta segunda faixa, a mais longa de todo o disco (doze minutos e vinte e oito segundos) leva-nos quase ao desespero, deixa-nos tontos, tal a densidade dos sons que nela se escutam. Segue-se “Cold Smoke” (“Kalter Rauch”), e a aparente tranquilidade inicial é farsante, fingida, espreitando o susto a cada esquina. Banda sonora de algum terror, sem dúvida, sobretudo nos seus três minutos iniciais. No último terço de “Cold Smoke” é a guitarra de Edgar Froese que domina e dita as regras. Grita a plenos pulmões em busca de ar. Em “Ashes To Ashes” (“Asche Zu Asche”), mais do mesmo. Inquietação por todos os cantos, a guitarra disparando, a bateria marcando o compasso. O caminho é feito de sobressaltos, de acometimentos imprevistos, até à derradeira “Resurrection” (“Auferstehung”), que parece terminar antes do fim, mais ou menos a meio dos seus quase três minutos e trinta. Ouve-se uma voz que parece ditar o fim do caminho, uma voz que fala para trás (rückwärts), até terminar de novo com os sons da faixa inicial.

Electronic Meditation é um disco difícil. Não é um álbum amigo de quem gosta (ou quer gostar) dele. A sua personalidade é tão forte, que consegue impor-se a todas e quaisquer tentativas de simpatia ou afeição que queiramos ter para com ele. Talvez esse seu feitio seja o resultado das suas origens, dos seus genes, como a música concreta, por exemplo, com abundantes temperos kraut. No entanto, aquele que procura outra coisa na música para além do prazer harmonioso que ela tantas vezes dá, sabe que aqui estará sempre em casa, e que nem é necessário bater à porta. Basta entrar, mas por sua conta e risco.


POEMAS CANTADOS DE SÉRGIO GODINHO

O Fim de Tudo

Sérgio Godinho

 

No começo era o fim

agora ai de mim, ai de mim

era bom, era a sós

agora ai de nós, ai de nós

como é que se sai

do eterno ai, terno ai

como é que se faz

pela paz

que é o nosso bem camuflado

dá-se aquela de emancipado

e some cada um p´ra seu lado


o perfeito casal

habitué da columa social

estrilhou, estrilhaçou

vá lá saber-se porquê

vá lá saber-se porquê


O fim de tudo

é um recomeço

e olha, eu bem que mereço

tratar bem do melhor em mim


No começo, a paixão

agora essa não, essa não

era tudo demais

agora é só ais, é só ais

que é do amor que aparecia

tão cru na fotografia

que é do amor que se faz

e talvez

não volte mais a ser feito

vai-se de coração ao peito

cortar pela vida a direito


coração trivial

a afundar em água doce, água e sal

estrilhou, estrilhaçou

vá lá saber-se porquê

vá lá saber-se porquê


O fim de tudo

é um recomeço

e olha, eu bem que mereço

tratar bem do melhor em mim


No começo é para sempre

agora há quem lembre, há quem lembre

a promessa a preceito

de peito ao ar, mão no peito

pelo geito da mão

ainda é talvez sim, talvez não

mas o fôlego falha-nos

valha-nos Deus, quem nos acode

a parte esquece do peito explode

e o coração que gire e que rode


O fim de tudo

é um recomeço

e olha, eu bem que mereço

tratar bem do melhor em mim


O Fugitivo
Sérgio Godinho
 
Um homem corre na noite
é uma imagem banal
podia ser em Madrid
ou Johanesburgo, ou em S. Paulo
ou Budapeste, Nova Iorque
ou Hollywood
ou é claro em Portugal
um homem corre na noite
é uma imagem banal

Porque foge? De onde vem?
porque olha para trás inquietado?
será soldado? vagabundo?
criminoso? ratoneiro?
será apenas o primeiro
dos que vão fugir com ele?
foge p´ra salvar a pele
só a sua? a pele dos outros?
a pele clara ou a escura?
quanto tempo vai durar a sua fuga?
quanto dura? o que espera?
o que espera o homem- fera
se chegar a quem o espera?
alguém o quer? alguém se acende
alguém o chora?
alguém por quem ele chorou
chorará por ele agora?
alguém que nunca o trairá
e se sim, onde será?

Um homem luta contra o sangue
que derrama
e diz: valeu a pena?

Que os barcos
voltem a subir o Guadiana
vindos de longe
do mar

Que os barcos
voltem a subir o Guadiana
descarregando à passagem
todo o trigo
que o cavalo esbaforido
chegue à relva, sua cama
que o fugitivo
encontre seu porto de abrigo

Um homem corre na noite
é uma imagem banal
esgueirado de holofotes
com a estrada que atravessa
se confunde
com o breu o seu corpo
se confunde
e se passa num muro branco
fica branco como a cal
tal e qual
o camaleão
é uma imagem banal

Um homem luta contra o sangue
que derrama
em que cama
terá ele o seu repouso?
está ansioso? e como não?
não estaria quem pisasse
um desconhecido chão?
não estaria de garganta afogueada
quem por nada
assim fugisse?
quem por tudo suplicasse
dai-me forças, dá-te forças
a ti próprio te confias
dá-te alento, dá-te tempo
dá-te dias
sobrevive de agonias
respirando sobrevives
sobrevive

Um homem vive
contra o sangue
que derrama
e diz: vale a pena?

Que os barcos
voltem a subir o Guadiana ...

Um homem corre na noite
é uma imagem banal
porque insiste? porque teima?
não há pânico na rua
não há fogo no quintal
labaredas? só nas camas
dos amantes
já distantes
chegam ruídos, utopias
quanto vale uma utopia?
vale tudo? quanto vale?
um homem corre na noite
é uma imagem banal

O que fez o fugitivo? porque corre?
se está vivo é porque morre
se morrer é porque o matam
se o matarem ,será justo?
inocentes são os culpados de outros crimes
de que culpa?
de paixão? de inconsciência?
será justo ou não será
desbaratar a inocência
tão a custo conquistada?
porque corre o fugitivo nessa estrada?

E agora para para agora
o homem para
para agora para agora
será que sente que chegou a sua hora?

É impossível
não é possível
correr tanto
e pensar tão
lucidamente
o coração
não aguenta
a cabeça também não
porque tenta
ultrapassar os seus limites?
provavelmente
é por vontade de viver
(quente quente ...)
que ultrapassa os seus limites
«Estamos quites!»
diz para o seu coração
«Ainda não, ainda não ...
sentes que valeu a pena?
se te obrigam a fugir
mais te obrigam
a chegar junto de ti
valeu a pena?»


Cut Copy na Dança do Som



Com influência em grupos como os Air, Daft Punk, ou LCD Soundsystem, os Cut Copy têm vindo a surpreender cada vez mais no universo da música electrónica. E a prova disso é o  álbum , Zonoscope.

O eletro-pop australiano conhecido por Cut Copy nasceu em 2001 através de um projecto pessoal de Dan Whitford, que  dois anos mais tarde convida Bennett Foddy, Tim Hoey e Mitchell Scott para criarem o grupo.
Em 2004 lançaram o seu álbum de estreia, Bright Like Love Neon, que teve grande impacto ao final de um ano em Londres, Nova Iorque e Los Angels, e serviu para o grupo participar em turnê com os Franz Ferdinand, The Presets, Junior Senior, Bloc Party, e Mylo.

Dois anos mais tarde, surge o segundo álbum, In Colours Ghost, um trabalho mais maduro, depois de actuarem com os Daft Punk, perante uma multidão de 50 mil pessoas. Graças ao single “Lights and Music” a atenção começou a ser muito maior. Aliás, a música até foi foi usada no Fifa 09 e na série Nip Tuck.



No mês de Julho de 2011 os Cut Copy lançam o terceiro álbum, Zonoscope, que fica marcado por músicas como “Take Me Over”, “ Need You Now” e “Where I´m  Going”. Ao contrário do segundo álbum, a meu ver, Zonoscope é mais homogéneo, com maior predomínio da new wave, embora esteja inserido também no género Pop Dance , e lá está, com algum sabor a Retro, enquanto que o In Colours Ghost tem uma diversidade musical maior.

Mesmo assim, este último projecto agrada-me bastante. A melodia e o trabalho vocal em Zonoscope é interessante, tem uma maior excentricidade e ao mesmo tempo está definido o que o grupo quer realmente apresentar aos fãs.

Já agora, por ter falado em diversidade, convem referir que os Cut Copy são conhecidos por particiapar em projectos musicais com Ladyhawke , Cansei de Ser Sexy, Kaiser Chiefs, entre muitos outros.


Ranking de todos os álbuns de Erykah Badu Studio

 Erykah Badu

Excêntrico. Soulquarian. A Rainha do Neo-Soul . Só pode haver uma Erykah Badu. Desde que o talentoso cantor e compositor estreou no final dos anos 90, Badu só abençoou o mundo com 5 álbuns de estúdio. No entanto, ela conseguiu redefinir e ajudar a moldar todo o movimento moderno da alma. Badu também não lança um álbum desde 2010, mas de alguma forma ela continua sendo relevante na cultura de hoje. Sem mais delongas, aqui estão todos os álbuns de estúdio de Erykah Badu classificados do pior ao melhor.

5. Worldwide Underground (2003)


O último desta lista é Worldwide Underground, mas isso não significa que este álbum seja ruim de forma alguma. É fisicamente impossível para Badu produzir um disco abaixo da média, mas um tem que ser melhor que o outro, certo? Foi assim que nos encontramos neste lugar, colocando o terceiro EP do Badu aqui. O Worldwide Underground foi lançado em 2003 com críticas geralmente positivas, embora possa não parecer. Os dois álbuns que precederam o Worldwide eram joias, e isso pode ter colocado um pouco de pressão para que este lançamento se apresentasse. Você terá vislumbres do funk e soul familiares pelos quais Badu é conhecido em faixas como Love of My Life Worldwide. No entanto, há muita confusão entre nossas faixas favoritas, que Badu afirma ter sido intencional. Independentemente disso, o álbum estreou no número 3 na parada da Billboard 200 dos EUA.

4. New Amerykah Part One (2008)


Este álbum é tão exclusivo para seu portfólio quanto Badu é para a indústria. New Amerykah Part One é a razão pela qual sabemos com certeza que Badu está muito à frente de seu tempo. Ouvir o disco agora parece que foi lançado ontem, mas o álbum já tem 13 anos. Não há nada parecido lá fora, e é bastante desconcertante. É certamente seu lançamento mais ousado, como se ela estivesse realmente tentando iniciar uma 4ª Guerra Mundial – o slogan do título do álbum. A Parte Um da série de duas partes é altamente perceptiva. Liricamente, New Amerykah é extremamente ambicioso. Badu abordou tópicos fora do R&B usuale tropos de alma. Poderia ter sido maturidade da parte dela, uma mudança de carreira, ou talvez apenas uma verdadeira declaração pessoal. Grande parte do trabalho inicial do álbum foi feito exclusivamente pela própria Badu, e isso é uma prova de sua genialidade. Soa tão diferente do que ela fez antes que ouvir o álbum pela primeira vez naturalmente trouxe choque e admiração para muitos ouvintes. Quer você goste ou não, acreditamos que há método na loucura dela; nem sempre é fácil de entender.

3. New Amerykah Part Two (2010)

É o Retorno do Ankh. New Amerykah Part Two faz um pouco mais de sentido do que a Parte Um, com certeza. Se alguma coisa, apresenta um fluxo muito mais progressivo. A Parte Dois é um retiro para o tipo de som pelo qual Badu se tornou amado. Descontraído e cheio de alma, este álbum nos convida de volta à festa de Badu, onde a parte anterior da série nos pediu para ir para casa. Faixas como Gone Baby, Don't Be Long e Umm hmm nos lembram muito o soul dos anos 70 - você não pode deixar de vibrar com o groove deste álbum. Há um par de coçar a cabeça no álbum, como o minuto de duração You Loving Me, mas Badu estar confiante em si mesma e em sua música provavelmente é apenas isso. No outro extremo do espectro, você tem 10 minutos de duração com Out of My Mind, Just in Time. É uma peça musical impressionante, mas pode ter sido desnecessária.

2. Baduizm (1997)

 

O álbum que começou tudo. Baduizm foi claramente o produto de um gênio. Rico em alma e originalidade, o primeiro álbum de estúdio de Badu foi uma conquista monumental na música. Ela conseguiu tecer e unir a velha escola à nova, e foi inesperadamente ótimo. Faixas como On e On estabeleceram Badu em uma categoria por conta própria. Ela pode ser comparada a Billie Holiday , mas será que Billie poderia realmente fazer uma esquete de estilo livre como Afro? Talvez. Mas esse não é o ponto. Baduizm foi cheio de promessas com pompa e circunstância, e continua sendo uma jornada fascinante de música para música. Baduizm é representativo da visão artística de Badu, mas acreditamos que fica atrás apenas de mais um álbum. Isso não tira em nada a grandeza desta estreia. Nós apenas acreditamos que Badu se superou com o próximo.

1. Mama’s Gun (2000)

 

Embora não tenha tanto sucesso quanto o lançamento de estreia de Badu, Mama's Guné uma força imaculada de criatividade. Erykah Badu claramente tinha em mente fazer melhor e ser melhor — um teto de vidro alto e resistente para quebrar. Ela quebrou esse teto musicalmente, mas nem todos vão concordar. Enquanto Baduizm e toda a personalidade de Badu eram coisas fáceis de comercializar, Badu queria que o mundo soubesse que ela não se encaixava apenas na caixa do tipo comercial. Mais do que fez com seu primeiro álbum, Badu se apresentou como uma verdadeira artista com Mama's Gun. Ela cantou sobre sua espiritualidade e sua filosofia, e faixas como Didn't Cha Know provaram que as músicas podem ter verdadeira introspecção sem sacrificar o estilo e o groove. Ela dá muito mais profundidade aqui em faixas como Bag Lady e Time's A Wastin, e ela ainda tira uma faixa de 10 minutos relevante e muito bem-vinda (versus a mencionada anteriormente) em Green Eyes. Mama's Gun acabou sendo e soando mais livre e aventureiro em comparação com o primeiro álbum de Badu. Ouça os dois álbuns e observe as nuances. Badu em Mama's Gun é uma pessoa muito diferente da de Baduizm - muito mais fundamentada e confortável. Ela havia se tornado mais sábia na indústria, e suas músicas mostravam isso.

NICKELBACK INICIAM SEMANA DE LANÇAMENTO DO ÁLBUM “GET ROLLIN’” COM “HIGH TIME”


Cinco músicas lançadas há mais de 50 anos que continuam fazendo sucesso - Parte II

Chegou a hora de voltar no tempo mais uma vez. A segunda parte da lista com músicas lançadas há mais de meio século que fazem sucesso até hoje apresenta hits inesquecíveis, que variam entre baladas, canções românticas e uma das composições mais melancólicas de todos os tempos.


"Let's Twist Again" - Chubby Checker

Escrita por Kal Mann e Dave Appell, "Let's Twist Again" foi gravada por Chubby Checker em 1961. Mais de 60 anos após seu lançamento, a música ainda é uma das composições mais felizes e dançantes da história da música.



"The House Of The Rising Sun" - The Animals

A banda The Animals ficou mundialmente famosa por conta de sua versão para "The House Of The Rising Sun", música folclórica dos EUA que é uma das composições mais melancólicas de todos os tempos.



Muitos artistas gravaram "The House Of The Rising Sun", mas a versão definitiva é a que foi registrada em 1964 pelo The Animals.

"Piece Of My Heart" - Big Brother & The Holding Company

Uma das músicas mais conhecidas da icônica Janis Joplin foi lançada em 1968, quando ela cantava com a banda Big Brother & The Holding Company.


"Suspicious Minds" - Elvis Presley

Um dos maiores hits de Elvis Presley, a tocante "Suspicious Minds" foi lançada em 1969 e desde então, continua encantando ouvido e corações mundo afora.


"Who'll Stop The Rain"

A banda Creedence Clearwater Revival ficou junta por pouco tempo, porém, o grupo lançou um caminhão de hits durante a sua curta carreira. Um desses sucessos é a inesquecível "Who'll Stop The Rain", lançada em 1970, como faixa do álbum "Cosmo's Factory".


DISCOGRAFIA - ABEDUL Prog Related • Spain

 

ABEDUL

Prog Related • Spain


Se existe uma banda que pode ser chamada de lendária, estamos falando de ABEDUL da Espanha, as informações, fotos e até álbuns se perdem na bruma do tempo, mas conseguimos descobrir que essa banda foi formada no ano de 1979 por Albert Aranega (teclados), Narcis Baiges (Vocais), Pedro Castro (Baixo), Jose L. Pérez (Guitarra) e Luis Visiers (Bateria) na cidade de Barcelona.

Seu som era predominantemente mainstream com tendências prog, mas como qualquer banda respeitável da Espanha tem algumas melodias folclóricas vagamente celtas misturadas com claras influências étnicas, as letras são em inglês e em espanhol, muito próximas ao som de outra banda chamada "BLOQUE".

No ano de 1979 eles conseguiram lançar um LP chamado "Nosotros" que seria quase impossível de encontrar se não fosse porque a gravadora japonesa Tachiko conseguiu lançar uma versão não oficial de seu LP em um CDR mas devido à má qualidade do o som parece que eles nunca tiveram acesso às fitas master originais.

É muito triste que uma banda como o ABEDUL que fez parte do fértil cenário espanhol esteja praticamente perdida para sempre, é hora de atualizar "Nosotros" em um formato de CD decente para que as novas gerações também tenham acesso a eles.

Discografia ABEDUL



Melhores álbuns do ABEDUL (CD, LP,

2,49 | 21 classificações
Nosotros
1979

segunda-feira, 14 de novembro de 2022

DISCOGRAFIA - ABBHAMA Symphonic Prog • Indonesia

 

ABBHAMA

Symphonic Prog • Indonesia


Biografia do Abbhama
Fundado em Jacarta, Indonésia em 1977 - Disbanded em 1979

Iwan MADJID - 27 de março de 1957 (Jacarta, Indonésia) - 17 de julho de 2014

É difícil para uma banda fora da Europa ou EUA alcançar o resto do mundo e, infelizmente, algo bom material se perde devido às limitações de países asiáticos ou africanos, é o caso do ABBHAMA, banda indonésia que lançou em 1978 um cassete chamado "Alam Raya".

A informação sobre eles é bem difícil de encontrar sendo que eles não eram populares nem mesmo na Indonésia porque como em muitos países da Ásia, as paradas são dominadas por bandas Folk nativas e grupos pop principalmente dos Estados Unidos e há uma base de fãs muito pequena para Progressive Bandas de rock.

O ABBHAMA nasceu em 1977 e foi idealizado pelo talentoso tecladista Iwan MADJID, que foi claramente influenciado por Yes, Genesis, ELP e todos os ícones do Symphonic mas com uma forte influência francesa e italiana, o toque especial são as letras cantadas em seus língua nativa e as claras influências étnicas.

A adição de Oboé de Hendro (assim é creditado o músico) deu-lhes um sabor muito especial e único. Devido ao forte e característico som indonésio, o ABBHAMA poderia ter um lugar no Folk Prog, mas a essência de sua música é claramente sinfônica.

Infelizmente a história deles termina com o lançamento de Alam Raya, provando mais uma vez que você não precisa apenas ser habilidoso, mas também ter a sorte de ter nascido em um país com uma forte indústria musical.

Depois que o ABBHAMA se desfez, Iwan Madjid e o baixista Darwin formaram uma banda mais voltada para o mainstream chamada WOW, que aparentemente teve mais sorte nas paradas indonésias lançando três álbuns.


ABBHAMA discography



ABBHAMA top albums (CD, LP, MC,

3.53 | 47 ratings
Alam Raya
1978

CRONICA - RUBY STARR AND GREY GHOST | Ruby Starr And Grey Ghost (1975)

Ruby Starr, nome verdadeiro Constance Henrietta Mierzwiak, nasceu em 1949 em Toledo, Ohio. Muito jovem, ela começou a vasculhar os clubes cantando padrões do país sob o pseudônimo de Connie Little. Em 1969, ela se juntou ao grupo RUBY JONES e gravou com ele um álbum homônimo que foi lançado em 1971. Pouco depois, ela foi notada por Jim "Dandy" Mangrum, cantor do BLACK OAK ARKANSAS e seu destino estava mudando desde que ela depois levou Ruby Starr como seu nome artístico e acompanhou BLACK OAK ARKANSAS em turnê, tendo inclusive participado como convidado de luxo nas gravações dos álbuns  High On The Hog  (1973) e  Street Party (1974). Além disso, no título mais famoso de BLACK OAK ARKANSAS, "Jim Dandy", ouvimos muito claramente.

Em 1974, querendo se sustentar sozinha, ela decidiu montar seu próprio grupo, Ruby STARR AND GREY GHOST. Este último, contratado pela Capitol, gravou seu primeiro álbum, sem título, que foi lançado em 1975. Olhando a capa, é óbvio que Ruby Starr é a líder, a chefe e em termos de carisma, ela se impõe.

No nível vocal, Ruby Starr se junta a Janis Joplin e Maggie Bell (a ex-vocalista do STONE THE CROWS). Isto é particularmente evidente em "Within' Hour", uma composição que mistura alegremente Funk, Soul e Jazz com, além disso, melodias com aromas psicadélicos em que Ruby Starr dá a impressão de acordar o fantasma de Janis Joplin e que permite aos coros ocupar adequadamente o espaço sonoro no refrão. Dito isto, este título não é representativo do conteúdo geral do álbum. Este é bastante orientado para o Blues-Rock/Classic-Rock. O grupo parece perfeitamente à vontade neste registo como evidenciado por "Burnin' Whiskey", um mid-tempo com um refrão cativante que até tem os olhos no Hard Rock e no qual a cantora cospe as tripas, impõe nível de carisma ao colocar muita intensidade em sua performance vocal, "Long Wait", uma composição tocante que leva às entranhas, dando até a impressão de voltar ao início dos anos 70 e cujo refrão unificador retomado em coros , “You Need A Chain”, uma peça de ritmo nervoso e tónico que se revela contagiante graças à presença de um piano jovial que intervém ao mesmo tempo que o solo ou mesmo “Living Proof”, um mid-tempo de 6'11 intenso, ofegante, épico que se reveste de camadas de teclados e, em sua segunda parte, torna-se mais emocionante, mais Boogie-Rock graças ao trabalho de uma seção rítmica mais impulsiva. Ruby Starr e seus companheiros também se aventuram nas terras do Southern Rock, notadamente em "Did It Again", uma composição muito agradável que contém alguns elementos proto-AOR, e "Everything Comes And Goes", um título cheio de finesse salpicado de pitadas de Pop e Soul bastante coloridas, refinadas em que as guitarras são por vezes mais mordazes e os coros respondem na perfeição à cantora. "Sweet, Sweet, Sweet", uma composição entre Classic-Rock e Soul, é sobretudo transportada por suas melodias finas e divertidas e pela performance vocal de Ruby Starr. Uma balada também aparece neste álbum, é "Fork In The Road", muito bluesy/soul tingida, que é muito pungente, tem um forte conteúdo emocional com um refrão intenso retomado em coros e se destaca como um sucesso magistral neste exercício especialmente porque é cheio de classe, bem organizado com, entre outras coisas, algumas camadas de teclados que intervêm após o solo. uma faixa cheia de finesse repleta de toques pop e soul bastante coloridos, refinados em que as guitarras às vezes são mais mordazes e os coros respondem perfeitamente ao cantor. "Sweet, Sweet, Sweet", uma composição entre Classic-Rock e Soul, é sobretudo transportada por suas melodias finas e divertidas e pela performance vocal de Ruby Starr. Uma balada também aparece neste álbum, é "Fork In The Road", muito bluesy/soul tingida, que é muito pungente, tem um forte conteúdo emocional com um refrão intenso retomado em coros e se destaca como um sucesso magistral neste exercício especialmente porque é cheio de classe, bem organizado com, entre outras coisas, algumas camadas de teclados que intervêm após o solo. uma faixa cheia de finesse repleta de toques pop e soul bastante coloridos, refinados em que as guitarras às vezes são mais mordazes e os coros respondem perfeitamente ao cantor. "Sweet, Sweet, Sweet", uma composição entre Classic-Rock e Soul, é sobretudo transportada por suas melodias finas e divertidas e pela performance vocal de Ruby Starr. Uma balada também aparece neste álbum, é "Fork In The Road", muito bluesy/soul tingida, que é muito pungente, tem um forte conteúdo emocional com um refrão intenso retomado em coros e se destaca como um sucesso magistral neste exercício especialmente porque é cheio de classe, bem organizado com, entre outras coisas, algumas camadas de teclados que intervêm após o solo. refinado em que as guitarras são por vezes mais mordazes e os coros respondem perfeitamente ao cantor. "Sweet, Sweet, Sweet", uma composição entre Classic-Rock e Soul, é sobretudo transportada por suas melodias finas e divertidas e pela performance vocal de Ruby Starr. Uma balada também aparece neste álbum, é "Fork In The Road", muito bluesy/soul tingida, que é muito pungente, tem um forte conteúdo emocional com um refrão intenso retomado em coros e se destaca como um sucesso magistral neste exercício especialmente porque é cheio de classe, bem organizado com, entre outras coisas, algumas camadas de teclados que intervêm após o solo. refinado em que as guitarras são por vezes mais mordazes e os coros respondem perfeitamente ao cantor. "Sweet, Sweet, Sweet", uma composição entre Classic-Rock e Soul, é sobretudo transportada por suas melodias finas e divertidas e pela performance vocal de Ruby Starr. Uma balada também aparece neste álbum, é "Fork In The Road", muito bluesy/soul tingida, que é muito pungente, tem um forte conteúdo emocional com um refrão intenso retomado em coros e se destaca como um sucesso magistral neste exercício especialmente porque é cheio de classe, bem organizado com, entre outras coisas, algumas camadas de teclados que intervêm após o solo. ludicidade e a performance vocal de Ruby Starr. Uma balada também aparece neste álbum, é "Fork In The Road", muito bluesy/soul tingida, que é muito pungente, tem um forte conteúdo emocional com um refrão intenso retomado em coros e se destaca como um sucesso magistral neste exercício especialmente porque é cheio de classe, bem organizado com, entre outras coisas, algumas camadas de teclados que intervêm após o solo. ludicidade e a performance vocal de Ruby Starr. Uma balada também aparece neste álbum, é "Fork In The Road", muito bluesy/soul tingida, que é muito pungente, tem um forte conteúdo emocional com um refrão intenso retomado em coros e se destaca como um sucesso magistral neste exercício especialmente porque é cheio de classe, bem organizado com, entre outras coisas, algumas camadas de teclados que intervêm após o solo.

Este álbum é um grande sucesso no geral, destacando uma cantora muito talentosa, carismática à vontade, bem como músicos sólidos que sabem apoiá-la muito bem. As composições seguram a estrada, levam até as entranhas. Se não há título fraco, também não há potencial hino fora do comum e talvez seja por isso que este álbum não chamou a atenção quando foi lançado em 1975. Dito isto, este disco teria merecido um melhor destino, um pouco mais de atenção e nunca é tarde para redescobri-lo, reabilitá-lo.

Tracklist:
1. Burnin' Whiskey
2. Sweet, Sweet, Sweet
3. Witchin' Hour
4. Did It Again
5. Everything Come and Go
6. Long Wait
7. You Need A Chain
8. Fork In The Road
9. Living Proof

Formação:
Ruby Starr (vocal)
Gary Levin (guitarra)
David Mayo (baixo)
Joel Williams (bateria)
Marius Penczner (teclados)

Marca : Capitólio

Produtores : Butch Stone & Ron Capone

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