sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

History's Hand Álbum de Enemy Eyes 2022

 

Resenha

History's Hand

Álbum de Enemy Eyes

2022

CD/LP

Enemy Eyes é um novo projeto da Frontiers criado para preencher uma lacuna na carreira de Johnny Gioeli. O cantor dos grupos Hardline (hard rock e AOR) e Axel Rudi Pell (hard e power metal) disse que sentiu que era a hora de fazer um álbum de heavy metal ao pé da letra, com canções mais pesadas, diretas e menos felizes do que as que compõem seus demais trabalhos.

"History's Hand" traz Johnny acompanhado de Marcos Rodrigues (g), Alessandro Del Vecchio (b, k) e Fabio Alessandrini (d), e marca seu centésimo registro como músico, fato notável e louvável, fruto de uma carreira conduzida com afinco e competência. Ainda sobre Johnny, é chover no molhado falar que és novamente o grande destaque. Vocais excelentes, precisos, recheados dos mesmos drives de outrora e com grande interpretação, detalhes que coroam um trabalho muito bem composto e executado, que conta também com uma produção bastante positiva.

São onze faixas e o disco soa como uma versão moderna de bandas como DIO, Rainbow e Sabbath. As guitarras trazem o peso necessário e os refrãos garantem a atenção do ouvinte. Destacam-se "Here We Are", "History’s Hand", "Peace And Glory" (eletrizante), "Preying On Your Weakness" (alma Sabbathica), a balada "What I Believe", "Broken" (com um solo de guitarra bem Iron Maiden) e "Rat Race".

Não me parece que "History's Hand" recebeu tanta atenção no lançamento. Então, cá estou eu tentando fazer com que as pessoas o encontrem. Foram muitos lançamentos em 2022, principalmente da Frontiers, mas, sugiro que dê uma chance, pois certamente não se arrependerás.

Tracklisting:

1. Here We Are
2. History’s Hand
3. Peace And Glory
4. The Chase
5. Preying On Your Weakness
6. What You Say
7. What I Believe
8. The Dream Is Gone
9. The Miracle In You
10. Broken
11. Rat Race

LUTO É O PRINCÍPIO, MEIO E FIM DELE MESMO…

 

“MYSTERIOSA” É O NOVO SINGLE DO TRIO BEAK SCENATRIO

 

“Jagged Little Pill” (Maverick Records, 1995), Alanis Morissette

 


O ano era 1995, e em meio à “ressaca” do grunge e a ascensão do britpop, o canto histriônico e libertário de uma garota de 21 anos invadia as paradas de sucesso em todo o mundo. A garota era a canadense Alanis Morissette, que através do seu primeiro sucesso em escala mundial, “You Oughta Know”, tornava-se a grande sensação dos adolescentes, sobretudo das garotas, que viam naquela jovem cantora um exemplo a ser seguido.

Mas até chegar ao topo das paradas e se tornar uma estrela internacional do rock, Alanis já batalhava por um lugar ao sol da fama desde a infância. Filha de uma professora e de um diretor de escola de ensino médio, Alanis nasceu em 1º de junho de 1974, em Ottawa, Canadá, junto com seu irmão gêmeo Wade Morissette. Sua carreira artística começou em 1986, aos 12 anos de idade, como apresentadora de um programa infantil, o You Can’t Do That On Television. No ano seguinte, lançou de forma independente o seu primeiro single, “Fate Stay With Me”, que não causou grande repercussão.

Em 1988, assinou contrato com a MCA Records. Através dessa gravadora, Alanis lançou seus dois primeiros álbuns, Alanis (1991) e Now Is The Time (1992), dois trabalhos voltados para o estilo dance pop e que só foram lançados no Canadá. O repertório dos dois álbuns era formado por canções pop ingênuas, superficiais, em que nada lembravam a Alanis que viria surgir poucos anos depois. Naquele momento da carreira, Alanis estava mais para uma Debbie Gibson, uma cantora pop de canções “açucaradas” e inofensivas muito popular no início dos anos 1990.

Capa de Alanis, primeiro álbum de estúdios de Alanis Moissette, lançado em 1991. 

Disposta a dar uma guinada na sua carreira, Alanis Morissette deixou Ottawa em 1993, com apenas 19 anos, e partiu para Toronto, onde acreditava ter mais chances para mostrar a sua música. No entanto, sem alcançar o seu objetivo, foi incentivada a tentar Los Angeles, nos Estados Unidos, um dos polos da indústria musical americana. E para Los Angeles, Alanis partiu, por volta de 1994, e lá conheceu o produtor Glen Ballard, profissional experiente que já havia trabalhado com grandes estrelas da música pop como Michael Jackson, Quincy Jones, Paula Abdul e Pointer Sisters. Ballard ficou impressionado com talento e a determinação da jovem cantora canadense, que deixou o seu pais de origem e partiu com a cara e a coragem para os Estados Unidos em busca do sonho de tornar a sua música conhecida por tanta gente. E para isso, Alanis não mediu esforços: deixou o Canadá com pouco dinheiro rumo a um país estranho e até dormiu de favor em sofá na casa de amigos que fez nos Estados Unidos.

Não demorou muito para que Alanis e Ballard se tornassem parceiros musicais. Ela escrevia as letras das canções, boa parte delas autobiográficas. A Ballard cabia “vestir” os versos de Alanis com os arranjos que ele criava. As gravações do que viria a ser Jagged Little Pill começaram em março de 1994, num estúdio caseiro de Ballard, em San Francisco Valley, na Califórnia, onde gravaram uma demo. Apenas Alanis cantando e tocando gaita, e Ballard na guitarra, baixo, teclados, programação de bateria e fazendo a produção.

O produtor Glen Ballard foi fundamental na concepção do álbum Jagged Little Pill.

Com o tempo a sessões de gravação contaram com participações de convidados especiais como o guitarrista Dave Navarro e o baixista Flea, ambos do Red Hot Chili Peppers, que tocaram na faixa “You Oughta Know”. Os outros músicos convidados foram o tecladista Benmont Tench (do Tom Petty & The Heartbreakers), o experiente guitarrista Michael Landau (trabalhou com Joni Mitchell, Dionne Warwick, Rita Lee, Rod Stewart, Cher, Michael Jackson, James Taylor, B.B. King entre outros), o baterista Matt Laug e demais músicos convidados.

Antes de finalizar todo o material, algumas canções foram apresentadas às gravadoras, mas não demonstraram nenhum interesse, exceto a Maverick Records, selo de ninguém menos que a estrela pop Madonna. Em dezembro de 1994, Alanis assinou contrato com a Maverick, e as gravações do restante do álbum prosseguiram, sendo finalizadas em abril de 1995.

Alanis Morissette e ao lado de Madonna, que além estrela da música pop,
era proprietária do selo Maverick Recods, responsável pelo lançamento 
de Jagged Little Pill.


Lançado em 13 de junho de 1995, Jagged Little Pill aborda nas suas 12 faixas temas e assuntos que dizem muito sobre a vida de Alanis Morissette. As letras das canções são confessionais, reveladoras, e tratam sobre angústia, frustrações, sexualidade, desilusões amorosas, assuntos abordados de uma maneira que dialogavam muito bem com o público jovem, sobretudo as garotas adolescentes, que se identificaram cm conteúdo das letras. Não à toa, Alanis se tornou uma referência para elas.

O álbum abre com “All I Really Want”, cuja introdução é um riff conjunto de gaita e guitarra. Através do seu canto histriônico nesta fase inicial de sua carreira, Alanis canta sobre seus desejos e suas insatisfações num relacionamento a dois, revelando a personalidade forte e decidida da cantora.

Primeira música de Jagged Little Pill a fazer sucesso, “You Oughta Know” é uma das faixas mais confessionais de Alanis presentes no álbum. Trata sobre um fato que teria acontecido com a cantora quando um antigo namorado a trocou por outra garota, e ela descarregou tudo que sentia na frente dele após descobrir tudo. A letra é forte, direta, sem rodeios e nem floreios. O refrão é berrado, carregado de muita fúria. É a faixa que conta com as participações especiais do baixista Flea e do guitarrista Dave Navarro, ambos do Red Hot Chili Peppers.

Dave Navarro e Flea, ambos do Red Hot Chili Peppers,
colaboraram na faixa "You Oughta know"

O clima fica um pouco mais ameno com a faixa seguinte, “Perfect”, uma balada que começa acústica e depois evolui para uma sonoridade mais elétrica do rock. A canção trata sobre as pressões que os jovens sofrem dos seus pais para que sejam tudo aquilo que eles não conseguiram ser na juventude. “I'll live through you / I'll make you what I never was / If you're the best, then maybe so am I” (“Viverei através de você / Farei de você o que nunca fui / Se você é o melhor, então talvez eu também seja”). Nos trechos mais intensos da canção, a voz de Alanis se torna mais esganiçada, irritante.

Em “Hand In My Pocket”, outra faixa do álbum que se tornou um grande sucesso radiofônico, Alanis canta sobre o período difícil que viveu quando chegou em Los Angeles com pouco dinheiro, passou dificuldades e morou de favor na casa de amigos. Todo um sacrifício em nome de um objetivo que era construir uma carreira artística e viver da própria música.

“Right Through You” parece ser um recado de Alanis a todos aqueles que recusaram o seu trabalho. Reflete sobre todos os dissabores pelos quais a cantora canadense passou antes da fama. Pesada e agressiva, “Forgiven” é um rock em que Alanis traça uma crítica à sua criação religiosa fundamentada no catolicismo: “I sang Alleluia in the choir / I confessed my darkest deeds to an envious man / My brothers they never went blind for what they did / But I may as well have / In the name of the Father, the Skeptic and the Son” (“Eu cantei Aleluia no coral / Eu confessei meus piores pecados a um homem invejoso / Meus irmãos, eles nunca nunca foram castigados pelo o que fizeram / Mas eu bem que posso ser / Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”).

“You Lern” é uma das faixas mais populares de Jagged Little Pill. Tocou à exaustão nas programações radiofônicas de todo o mundo. A música casa muito bem as guitarras de rock com as batidas eletrônicas do dance pop, que diga-se de passagem, são bem parecidas com a de “Mr. Loverman”, hit de Shabba Ranks que fez muito sucesso em 1991. “You Lern” passa a mensagem de que os erros e acertos são um aprendizado na vida do ser humano.

Alanis Morissette durante a gravação da faixa "You Learn".

Se em “You Oughta Know”, Alanis descarrega toda a sua raiva e fúria contra aquele que a traiu e a menosprezou, em “Head Over Feet”, Alanis demonstra todo o seu amor e atração por um rapaz que a trata bem, é paciente, gentil e atencioso. 

“Mary Jane” é uma canção bonita, mas um tanto quanto melancólica. A canção se refere a uma garota que vive reclusa voluntariamente, distante do mundo exterior, talvez por se sentir fora dos padrões impostos pela sociedade. É um comportamento comum em alguns adolescentes. Os arranjos são bastante interessantes; num determinado trecho da música, o andamento é um misto de balada pop rock com valsa.

Azar é o tema central de “Ironic”, que trata sobre o assunto de maneira divertida e irreverente. “Ironic” traz em seus versos, uma coleção de fatos azarados como a de um velhinho que aos 98 anos, ganhou na loteria, mas morreu no dia seguinte ao sorteio. A faixa fez um enorme sucesso nas rádios, assim como o seu videoclipe que foi bastante veiculado na MTV na época.

Alanis Morissette em cena do videoclipe "Ironic".

Em “Not The Doctor”, uma garota exige um lugar importante na vida do seu namorado, um tratamento mais companheiro e maduro. Ela se nega a ser apenas uma espécie de “muleta sentimental” dele: “I don't want to be to be your baby-sitter / You're a very big boy now / I don't want to be you mother / I didn't carry you in my womb for nine months / Show me the back door” (“Eu não quero ser sua babá / Agora você é um menino bem crescidinho / Eu não quero ser sua mãe / Não carreguei você na barriga por nove meses / Mostre-me a porta dos fundos”).

Última música do álbum, “Wake Up” é um pop rock sobre conformismo e passividade. Aqui, Alanis tece uma crítica àqueles que vivem se lamentando sem tomar atitude para reverter a situação em que se encontram.

A recepção de Jagged Little Pill por parte da crítica foi positiva. Comercialmente, o álbum demorou para decolar. Estreou na parada Billboard 200 em 118º lugar. É bem verdade que o próprio selo responsável pelo lançamento do disco, a Maverick Records, não guardava grandes expectativas em termos de vendas para o álbum. Esperava-se que vendesse umas 200 mil cópias.

Porém, com o estouro de “You Oughta Know” nas rádios e seu videoclipe massificado na MTV americana, as vendas de Jagged Little Pill cresceram, e o álbum subiu nas paradas da Billboard. Só nos Estados Unidos, Jagged Little Pill  vendeu mais de 16 milhões de cópias. No Brasil, alcançou a marca das 550 mil cópias vendidas, tornando-se o álbum de artista estrangeiro mais vendido nos anos 1990 no país. Em todo o mundo, Jagged Little Pill vendeu cerca de 35 milhões de cópias, entrando assim na lista dos álbuns mais vendidos em todos os tempos.

Intitulada The Can’t Not Tour (também chamada de Intellectual Intercourse Tour), a turnê mundial para promover Jagged Little Pill durou cerca de 17 meses. The Can’t Not Tour começou em 1º de julho de 1995, na cidade de Tempe, no Arizona, nos Estados Unidos, e terminou em 14 de dezembro de 1996, em Honolulu, no Havaí. Passou pelos Estados Unidos, Inglaterra, Espanha, Áustria, Alemanha, França, Escócia, Itália, Irlanda, Holanda, Escócia, Japão, Hong Kong, Coréia do Sul, Singapura, Austrália, Brasil e Argentina.

A turnê passou pelo Brasil em outubro de 1996, quando Alanis fez três apresentações em São Paulo e uma no Rio de Janeiro. Ela ainda teve tempo para se apresentar na televisão brasileira. Alanis e sua banda tocaram ao vivo no Programa Livre, de Serginho Groismann, no SBT, e ela fez uma participação especial num dos capítulos da série Malhação, da TV Globo.

Durante a turnê pelo Brasil, em 1996, Alanis Morissette e sua banda
fizeram aparições  em programas de algumas emissoras de TV brasileiras,
como no  SBT, onde se apresentaram no Programa Livre (foto).

Duas curiosidades interessantes nessa turnê. A primeira é que Alanis contou com a presença do baterista Taylor Hawkins, que após a conclusão da turnê, foi convidado a integrar os Foo Fighters. Uma outra curiosidade é que dentre as seis bandas de abertura da turnê de Alanis, estava ninguém menos que a Radiohead, ainda pouco conhecida. As outras cinco bandas foram a Imperial Drag, K’s Choice, Loud Lucy, Our Lady Peace e Frente!.

Além do ótimo desempenho comercial, Jagged Little Pill ganhou vários prêmios, dentre os quais, quatro prêmios Grammy em 1996: “Melhor Performance Rock Vocal Feminino”, “Melhor Canção Rock”, “Melhor Álbum de Rock” e “Álbum do Ano”.

Jagged Little Pill foi o maior sucesso da carreira de Alanis Morissette. Os álbuns posteriores da canadense não conseguiram repetir o mesmo desempenho comercial de Jagged Little Pill. O álbum cravou o nome de Alanis entre as mais importantes mulheres da história do rock, o que por si só não é pouca coisa. O álbum é considerado um dos dez melhores da década de 1990. Em 2020, Jagged Little Pill ficou em 69º lugar na lista dos 500 Melhores Álbuns de Todos os Tempos da revista Rolling Stone. 

Faixas

Todas as canções compostas por Alanis Morissette e Glen Ballard. Todas as letras por Alanis Morissette.


  1. “All I Really Want”      
  2. "You Oughta Know
  3. "Perfect" 
  4. "Hand in My Pocket" 
  5. "Right Through You" 
  6. "Forgiven" 
  7. "You Learn"    
  8. "Head over Feet" 
  9. "Mary Jane" 
  10. "Ironic" 
  11. "Not The Doctor"  
  12. "Wake Up" 

 

 
"You Oughta Know" 
(videoclipe original)

"Hand in My Pocket" 
(videoclipe original)


"You Learn" 
(videoclipe original) 

"Head over Feet" 
(videoclipe original)

"Ironic" 
(videoclip)

5 discos para conhecer o lado rock de Cher, cantora consagrada na música pop


 Em seis décadas de atividade, onde lançou mais de 25 álbuns, cantora flertou com folk, blues, new wave e hard rock

Cher é uma das artistas de maior longevidade na música como um todo. São praticamente seis décadas de atividade, com mais de 25 álbuns lançados, milhares de shows por todo o mundo e muito sucesso.

Embora tenha se tornado famosa pelo trabalho na música pop, a cantora americana flertou com diversos estilos ao longo de sua carreira. Um deles foi o rock, que influenciou, em ramificações variadas, alguns de seus trabalhos em momentos bem diferentes da carreira.

A lista a seguir reúne cinco álbuns de Cher que flertaram com o rock. Tem hard rock, tem new wave e tem blues rock.

O lado rock de Cher em cinco álbuns

“Stars” (1975)


Vivendo momentos de instabilidade em sua carreira na década de 1970, Cher resolveu apostar em um som bem diferente para seu 12º álbum de estúdio. Intitulado “Stars“, o trabalho divulgado em 1975 é uma das pérolas perdidas em sua discografia, dando uma boa amostra da versatilidade da artista.
Quase totalmente orientado ao blues e folk rock, o trabalho conta com algumas versões para músicas como “Mr. Soul” (Neil Young), “These Days” (Jackson Browne) e até o reggae “The Harder They Come” (Jimmy Cliff).


O grande destaque, porém, fica por conta de “Bell Bottom Blues”. A música é original do Derek and the Dominos, banda criada por Eric Clapton no início da década de 1970 – aquela mesma, que compôs “Layla”.

Apesar de ser reconhecido hoje como um bom trabalho, “Stars” passou batido na época. As vendas foram tão decepcionantes que o álbum nunca foi lançado em CD e não consta em plataformas de streaming.

“Black Rose” (1980)


No fim da década de 1970, Cher havia voltado a conseguir algum reconhecimento comercial com o álbum “Take Me Home” (1979). Na época, ela começou a namorar com o músico Les Dudek e decidiu montar um projeto com ele.

Nascia assim, a banda Black Rose, que trazia Dudek na guitarra, Trey Thompson no baixo e Gary Ferguson na bateria, além de vários convidados.

Com uma sonoridade mais inclinada à new wave, o único álbum do projeto, também intitulado “Black Rose“, saiu em 1980. Apesar da aposta feita pela gravadora Casablanca, as vendas foram bem abaixo do esperado: 400 mil cópias em todo o mundo.


Ainda assim, trata-se de um trabalho interessante. Na época, o grupo foi comparado ao Blondie, que estava no auge de sua popularidade. É sempre interessante ouvir a voz de Cher em um campo de maior ousadia, fora do pop que a consagrou.

Havia, ainda, um bom time de compositores que ajudou a elevar o nível do projeto. Entre eles, estão Bernie Taupin, eterno letrista de Elton John, e os tecladistas Steve Porcaro e David Paich, ambos integrantes do Toto e que também constam nos créditos do álbum como músicos de estúdio.

Só não tente ouvi-lo no streaming. Como “Stars”, “Black Rose” também está fora das plataformas digitais.

“Cher” (1987)


Após o fim do Black Rose, Cher lançou o álbum “I Paralyze” (1982), que seria mais um fracasso comercial, além de não acrescentar muito musicalmente.

As baixas vendas levariam a cantora a distanciar-se de sua carreira na música, focando mais na atuação. O retorno aconteceu apenas 5 anos depois, em 1987, com seu álbum homônimo.

O trabalho representou um ressurgimento de Cher enquanto cantora. É possível apontar que o sucesso no campo cinematográfico auxiliou o 18º disco da artista a emplacar, já que ela estava indo muito bem como atriz, mas não daria para fazer isso sem boas músicas e uma roupagem mais contemporânea.

Foi essa a grande estratégia de “Cher”, o álbum: aposta em uma sonoridade mais inclinada ao hard rock da década de 1980, ainda que aproveitando mais o lado “baladesco” do subgênero. O processo de produção envolveu um verdadeiro “dream team do rock farofa” entre compositores, produtores e músicos convidados, o que foi facilitado pelo novo contrato com a Geffen, a gravadora mais forte na época nesse segmento.
Por estar namorando com o guitarrista Richie Sambora, todo o Bon Jovi participou do álbum. Além do próprio Sambora, colaboraram o vocalista Jon Bon Jovi (que co-produziu o disco junto do colega e de outros nomes), o baixista Alec John Such, o baterista Tico Torres e o tecladista David Bryan


Além do Bon Jovi, que estava no auge de sua popularidade na época, o disco trouxe colaborações de Michael Bolton, Desmond Child, Bonnie Tyler, Holly Knight, Tony Levin, Steve Lukather, Diane Warren, Maurice White, Bob Rock e Joe Lynn Turner, entre muitos outros.

O resultado? Uma sequência de hits, com destaque a “I Found Someone” e “We All Sleep Alone”, que chegaram às posições de número 10 e 14, respectivamente, das paradas americanas. “Skin Deep”, “Bang-Bang” e “Main Man” também saíram como singles.

“Heart of Stone” (1989)


Em time que está ganhando, não se mexe – mas nada impede que alguns reforços cheguem para melhorar ainda mais a situação.
Foi exatamente isso o que aconteceu em “Heart of Stone”, o álbum que sucedeu o trabalho homônimo de 1987. A sonoridade hard rock foi mantida, trazendo de volta praticamente toda a equipe do disco anterior, com direito a algumas adições interessantes.
Um exemplo foi o então iniciante guitarrista Blues Saraceno, futuramente conhecido pelo trabalho com o Poison, toca na música “Emotional Fire”. A mesma faixa trouxe o já experiente colega de instrumento Steve Lukather, membro do Toto e músico de estúdio bastante ativo. O também consagrado tecladista Jonathan Cain, do Journey, por sua vez, assina a música “Starting Over” ao lado de Michael Bolton.
O envolvimento do Bon Jovi foi mais tímido dessa vez, já que o relacionamento com Richie Sambora havia chegado ao fim. Junto de Jon Bon Jovi, o guitarrista assinou a música “Does Anybody Really Fall in Love Anymore?”, que também teve colaborações de Diane Warren e Desmond Child. A faixa, vale lembrar, foi regravada por Kane Roberts, ex-guitarrista de Alice Cooper, em carreira solo.


Com tantos astros trabalhando juntos, novamente, o resultado foi satisfatório. “Heart of Stone” conseguiu superar o sucesso do lançamento anterior, com 3 milhões de cópias vendidas só nos Estados Unidos e ainda mais hits que ficariam marcados na carreira de Cher, como “If I Could Turn Back Time”, “After All”, “Just Like Jesse James”, “You Wouldn’t Know Love” e a faixa-título.

“Love Hurts” (1991)


A trilogia iniciada em “Cher” e prosseguida por “Heart of Stone” foi concluída em “Love Hurts”, outro trabalho de grande repercussão que dialoga muito com o hard rock. Desta vez, porém, a roupagem foi um pouco mais sóbria, sem tantos excessos típicos dos anos 80, como pedia o momento.

“Love Hurts” não superou os dois anteriores em vendas, mas ainda assim obteve bons resultados. Conquistou disco de ouro nos Estados Unidos, chegou ao primeiro lugar das paradas do Reino Unido e teve “Love and Understanding” como seu single de destaque.


Parte daquela “seleção” de músicos e produtores dos outros dois trabalhos se manteve, mas outros artistas de orientações distintas também se envolveram com esse álbum. A enorme lista de colaboradores inclui o baterista Mickey Curry, os produtores Richie Zito e Bob Rock e vários membros do Toto, como Steve Lukather, Jeff e Mike Porcaro e David Paich, entre outros.

Um destaque interessante de “Love Hurts” é o cover de “A World Without Heroes”, balada do Kiss lançada em “Music From The Elder” (1981). Curiosamente, Cher teve um relacionamento no fim da década de 1970 com o vocalista e baixista da banda, Gene Simmons, que canta a faixa na versão original.

BOB SEGER & THE SILVER BULLET BAND - GREATEST HITS (1994)

 



BOB SEGER & THE SILVER BULLET BAND
''GREATEST HITS''
OCTOBER 25 1994
62:19     MUSICA&SOM
**********
01 - Roll Me Away 04:38
Roy Bittan – piano
Michael Boddicker – synthesizer
Chris Campbell – bass guitar
Craig Frost – organ
Bobbye Hall – percussion
Russ Kunkel – drums
Bob Seger – lead vocals
Waddy Watchel – guitar

02 - Night Moves 05:23
Chris Campbell – bass guitar
Charlie Allen Martin – drums
Joe Miquelon – electric guitar
Doug Riley – piano, organ
Bob Seger – lead vocals, acoustic guitar
Rhonda Silver – background vocals
Laurel Ward – background vocals
Sharon Dee Williams – background vocals

03 - Turn the Page 05:01
Drew Abbott – guitar
Chris Campbell – bass guitar
Charlie Allen Martin – drums
Alto Reed – saxophone
Robyn Robbins – Mellotron
Bob Seger – lead vocals, electric piano

04 - You'll Accomp'ny Me 03:59
Ginger Blake – background vocals
Chris Campbell – bass guitar
Sam Clayton – percussion
Laura Creamer – background vocals
Linda Dillard – background vocals
Bill Payne – piano, organ, synthesizer
Bob Seger – lead vocals, acoustic guitar
David Teegarden – drums

05 - Hollywood Nights 05:00
Chris Campbell – bass guitar
Bill Payne – piano, organ
Bob Seger – lead vocals, guitar
David Teegarden – drums, percussion
Julie Waters, Luther Waters Maxine Waters, Oren Waters – background vocals

06 - Still the Same 03:19
Chris Campbell – bass guitar
Venetta Fields – background vocals
Clydie King – background vocals
Shirley Mathews – background vocals
Robyn Robbins – organ
Bob Seger – lead vocals, piano, acoustic guitar
David Teegarden – drums, percussion

07 - Old Time Rock & Roll 03:12 (George Jackson, Thomas Earl Jones III)
Ken Bell – guitar
Stanley Carter – background vocals
James Lavell Easley – background vocals
Roger Hawkins – drums, percussion
David Hodd – bass guitar
George Jackson – background vocals
Randy McCormick – piano
Howie McDonald – guitar
Alto Reed – saxophone
Bob Seger – lead vocals

08 - We've Got Tonight 04:38
Barry Beckett – keyboards
Pete Carr – lead guitar
Venetta Fields – background vocals
Roger Hawkins – drums, percussion
David Hood – bass guitar
Jimmie Johnson – rhythm guitar
Clydie King – background vocals
Shirley Mathews – background vocals
Bob Seger – lead vocals
Strings conducted and arranged by Jim Ed Norman

09 - Against the Wind 05:32
Drew Abbott – electric guitar
Chris Campbell – bass guitar
Glenn Frey – background vocals
Paul Harris – piano, organ
Bob Seger – lead vocals, background vocals, acoustic guitar
David Teegarden – drums

10 - Main Street 03:40
Barry Beckett – keyboards
Pete Carr – lead guitar, acoustic guitar
Roger Hawkins – drums, percussion
David Hood – bass guitar
Jimmie Johnson – rhythm guitar
Bob Seger – lead vocals

11 - Fire Inside 05:53
Roy Bittan – piano
Bob Glaub – bass guitar
Russ Kunkel – drums
Steve Lukather – acoustic guitar
Bob Seger – lead vocals
Jai Winding – organ

12 - Like a Rock 05:53
Izora Armstead – background vocals
Dawayne Bailey – acoustic guitar
Chris Campbell – bass guitar
Craig Frost – organ
Douglas Kibble – background vocals
Russ Kunkel – drums
Bill Payne – piano
Bob Seger – lead vocals
Rick Vito – slide guitar
Martha Wash – background vocals

13 - C'est La Vie (Previously Unreleased) 02:58 (Chuck Berry)
Chris Campbell – bass guitar
Craig Frost – piano
Alto Reed – saxophone
Jimmy Romeo – saxophone
Bob Seger – vocals, guitar
Crystal Taliefero – saxophone
Tomo Thomas – saxophone
David Teegarden – drums

14 - In Your Time (Previously Unreleased) 03:05
Rosemary Butler – background vocals
Chris Campbell – bass guitar
Laura Creamer – background vocals
Donny Gerard – background vocals
Russ Kunkel – drums, percussion
Tim Mitchell – electric guitar
Shaun Murphy – background vocals
Alto Reed – saxophone
Bob Seger – lead vocals, piano, acoustic guitar, synthesizer
Tracks By Bob Seger Except 07, 13

Por mais de 20 anos, Bob Seger foi um dos melhores rock & rolls mainstream da América, desenvolvendo um corpo distinto de canções honestas e hard-rock. Mais músicas do que podem ser colocadas neste conjunto de um único disco, infelizmente. Embora muitas das marcas registradas de Seger estejam aqui - "Turn the Page", "Old Time Rock & Roll", "Night Moves" - não há "Rock and Roll Never Forgets", "Katmandu", "Shame on the Moon, " ou qualquer um de seus primeiros discos pulverizadores, quando ele era tão durão quanto os outros roqueiros de Michigan, o MC5 e os Stooges; esta é uma época em que um conjunto de discos duplos conteria material de qualidade suficiente. No entanto, o que está aqui é bom e contém material de primeira linha suficiente para satisfazer a maioria dos fãs.


SUPER PROGRESSIVO

 

Steve Howe - TIME

   Já está  este álbum do maior guitarrista!!!, ele tá tranquilo mas com muita técnica, não dá pra largar. Estou realmente muito feliz porque vejo que esse gigante continua mais vivo do que nunca e felizmente o talento dele ainda está super intacto!
   Sem dúvida um monstro sem fim da música!!!!


King Crimson - Starless e Bible Black, 40º aniversário.


Como sabem por ocasião da celebração dos 40 anos do King Crimson, o seu material está a ser relançado novamente. E à procura de uma nova remasterização daquele que para mim é o seu melhor álbum porque achei que era altura de " Larks' Tongues in Aspic " , estou surpreso que eles pularam e continuaram com " Starless and Bible Black ". É realmente interessante tê-lo, não apenas pelo que esse disco significa, mas para ouvi-lo com esse incrível novo som que também traz 5 ao vivo faixas bônus, das quais duas não são improvisações e mostram o rumo mais melódico que a banda teria tomado se continuasse com essa formação.

01. The Great Deceiver
02. Lament
03. We’ll Let You Know
04. The Night Watch
05. Trio
06. The Mincer
07. Starless And Bible Black
08. Fracture
Bonus Tracks:
09. The Law Of Maximum Distress Pt. I
10. Improv: The Mincer
11. The Law Of Maximum Distress Pt. II
12. Dr. Diamond
13. Guts On My Side


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