terça-feira, 10 de janeiro de 2023

SAIBA TUDO SOBRE Bárbara Tinoco

Bárbara Tinoco

Bárbara Tinoco (Lisboa16 de novembro de 1998) é uma cantora e compositora portuguesa. Tornou-se conhecida pela sua participação no concurso de talentos The Voice Portugal, em 2018. Dois anos depois, alcançou o 2º lugar no Festival RTP da Canção, ao conquistar o voto do público. Em 2021, venceu o Globo de Ouro para Melhor Intérprete.[1][2][3][4]

Percurso

Começou a aprender guitarra em casa, com o pai. Apesar de não ser músico profissional, herdara o negócio de família, uma loja de instrumentos musicais, onde Bárbara passava muitas horas quando era criança. O seu primeiro instrumento foi um ukulele, oferecido pelo seu avô.[5] Tem duas irmãs mais novas; a sua mãe é contabilista.[5][6]

Ingressou na licenciatura de Ciências Musicais na NOVA FCSH, mas foi numa masterclass de João Gil para a Antena 1 que começou a ponderar um caminho na música mais seriamente.[5]

Deu o primeiro passo rumo ao estrelato em 2018, quando decidiu participar no concurso de talentos The Voice Portugal. Durante a Prova Cega cantou uma versão de Jolene de Dolly Parton, mas não conseguiu que nenhum dos jurados virasse a cadeira. No entanto, acabou por ser desafiada a cantar um dos seus temas originais.[7] Composto pela artista quando tinha apenas 16 anos, "Antes Dela Dizer Que Sim" tornou-se um êxito viral, convertendo-se no seu single de estreia, lançado no ano seguinte. Na sequência da sua participação no programa televisivo, Tinoco foi abordada por Pedro Barbosa, manager de artistas como Miguel Araújo ou The Black Mamba, e foi a partir daí que se profissionalizou.[5][8] Em 2019, assegurou as primeiras partes dos concertos da digressão de João Só. [6] Em 2020, foi considerada a Artista Revelação nos Play - Prémios da Música Portuguesa.[9]

Participou no Festival RTP da Canção em 2020, ao lado de Tiago Nacarato, que escreveu e compôs o tema a concurso, "Passe-Partout". O tema conquistou o voto do público, mas o resultado final colocou Elisa como vencedora. A interpretação de Tinoco alcançou 18 pontos, menos dois do que o tema vencedor.[10]

Em 2021, lançou os primeiros registos discográficos alargados. Editado em abril, Desalinhados é um EP de colaborações em que cada tema tem um convidado diferente: António ZambujoCarolina DeslandesDiana MartinezTyozBárbara Bandeira e Carlão.[4][6][11] Já em outubro, editou o seu álbum de estreia,Bárbara,. O primeiro LP da artista incluiu vários singles lançados até então.[12]

Estreou-se num festival ao atuar no Rock In Rio Lisboa, em 2022.[13][14]

Tinoco enumerou Miguel Araújo, Suzanne Vega e Julia Michaels como algumas das suas referências musicais.[2][15] É fã do jogo de tabuleiro Catan.[6]

Participações no Festival RTP da Canção

Legenda
     Vencedor
     2.º lugar
     3.º lugar
     Pontuação Nula ("Null Points")/Último Lugar
     Melhor qualificação (fora do top 3)
#AnoArtistaCançãoFinalPontosSemiPontos
2020
(54º)
Bárbara Tinoco"Passe-Partout"
m/l: Tiago Nacarato
1820
2023
(57º)
a definir"a definir"
m/l: Bárbara Tinoco/Tyoz
a definir

Discografia

  • Desalinhados (EP, abril de 2021)
  • Bárbara, (álbum, outubro 2021)

Reconhecimentos e Prémios

2022

  • Prémios Play da Música Portuguesa - Melhor Artista Feminina (nomeada)[16]

2021

  • Globos de Ouro - Melhor Intérprete (vencedora)[17]
  • Globos de Ouro - Melhor Canção com "Antes dela dizer que sim" (nomeada)[18]
  • Globos de Ouro - Prémio Revelação (nomeada)[19]
  • Prémios Play da Música Portuguesa - Artista Feminina (nomeada)[20]
  • Prémios Play da Música Portuguesa - Canção do Ano com "Sei Lá" (nomeada)

2020

Prémios Play da Música Portuguesa - Artista Revelação (vencedora)



Parecido com






Fotos







Faixas principais

De Volta à Era de Ouro do AOR com o The Night Flight Orchestra


O que acontece quando alguns dos grandes nomes do Metal Moderno se juntam pra fazer o mais puro som Hard Rock/AOR oitentista? A resposta está contida nos suecos do Night Flight Orchestra. A ideia surgiu em 2007, quando Björn Strid, vocalista do Soilwork, e David Andersson, guitarrista do Mean Streak (e que posteriormente se juntaria ao Soilwork) estavam em turnê pelos EUA, descobrindo um gosto em comum pelos clássicos tocando algumas músicas do Whitesnake no violão. Não demorou muito para que o baixista Sharlee D’Angelo, do Arch Enemy, o tecladista Richard Larsson e o baterista Jonas Källsbäck entrassem na parada, e assim estava formado o supergrupo, que resgata a maestria melódica de nossos tão amados clássicos dos 70s/80s!

A estreia veio em grande estilo, com Internal Affairs (2012). O disco já mostra tudo o que a banda se propõe a fazer. Músicas feitas pra serem ecoadas numa arena, refrões abusadamente melódicos e uma sofisticação quase Prog em algumas faixas. Destaque para a pérola Hard Rock “West Ruth Ave” e o grandioso épico “Transatlantic Blues”.

Skyline Whispers (2015) e Amber Galactic (2017) seguem em altíssimo nível, com uma presença ainda maior dos teclados, quase como óperas espaciais. Basta ouvir maravilhas como “Lady Jade” e “Star Of Rio” pra ver se esses caras não fariam sucesso junto com Boston, Journey e tantas outras se existissem nos anos de ouro do AOR.

Sometimes The World Ain’t Enough (2018) traz algumas mudanças. É o primeiro com a participação das Backing Vocals Anna-Mia Bonde e Anna Brygård, preenchendo ainda mais a impressionante massa sonora do grupo, que fica evidente nos mais de 9 minutos de “The Last of the Independent Romantics”. Esse crescimento musical nos leva a 2020, onde a banda lança seu grande disco, Aeromantic. Aqui, as influências R&B aparecem com mais força, e praticamente toda canção é um hino em potencial. Destaque para a deliciosamente Pop “Divinyls” e o groove Steelydaniano de “Curves”, de uma sofisticação absurda. Com isso, fica a dica para conferir um dos projetos paralelos mais interessantes do mundo do Metal!



“Harlem” – ótimo álbum de uma grande revelação do Blues contemporâneo


King Solomon Hicks é considerado uma das grandes revelações do Blues dos últimos anos! Começou a tocar guitarra com apenas 6 anos de idade, enquanto ia crescendo ouvindo, se apaixonando e aprendendo o ofício do Blues com os discos e as gravações dos grandes mestres da história do gênero.

Apesar de não ser um veterano no amplo sentido da palavra, seu currículo é invejável, pois seu talento permitiu que o rapaz já tocasse ao lado de nomes como Tony Bennett, Lee Ritenour, Bruce Springsteen, Ringo Starr, Joe Bonamassa e BB King. Por isso, Hicks já é visto como um poderoso vocalista, guitarrista, compositor e intérprete que desenvolve um som único e ao mesmo tempo novo e familiar. Um artista de Blues contemporâneo relevante, mas que honra o passado com muito carinho.

Solomon Hicks começa 2020 nos presenteando com mais uma aula de bom gosto com seu novo álbum batizado de “Harlem”, onde ele funde com muita habilidade o Blues, o Soul e o Funk de forma muito satisfatória. “I’d Rather Be Blind” inicia os trabalhos com um Bluesão contagiante, daqueles ideais pra se ouvir numa autoestrada. Em “Everyday I Have The Blues”, Hicks revisita um grande clássico do Blues injetando uma poderosa veia Funky, e o mesmo sentimento se repete na ótima faixa instrumental “Love Is Alive”, com um casamento perfeito do groove dos metais com a guitarra. Em “What The Devil Loves”, Solomon parece “baixar” o espírito do mestre BB King com uma interpretação vocal e guitarrística emocionante, que também se repete na maravilhosa “I Love You More Than You’ll Ever Know”, esta trazendo mais toques de Soul.

O Blues, assim como outros estilos, tem vivido um impressionante revival nos últimos anos, cada vez mais revelando ótimos músicos que mantém a chama do gênero sempre acesa. Diferente de outros caras contemporâneos como John Mayer, Gary Clark Jr, Joe Bonamassa e Jack White, que usam a linguagem do Blues para expressar com uma roupagem mais Pop/Rock moderna, Solomon Hicks parece ter mais pé no chão, quase como se fosse um purista do gênero, pelo menos comparado a esses outros grandes nomes do Blues atual. Por isso, “Harlem” é uma saudação sincera às raízes de Hick e ao estilo que foi sua plataforma de lançamento, e que futuramente, deve elevá-lo à fileira dos melhores jovens músicos de Blues da atualidade.


CAPAS E FOTOS DO ROCK PORTUGUÊS

 

NO BAIRRO DO VINIL

Fernando Ribeiro

Shegundo Galarza foi, sem sombra de dúvida, um dos músicos e maestros mais talentosos que alguma vez passou por Portugal. Radicado em terras lusas desde a década de 40, durante mais de seis décadas, lançou um infindável número de discos, ora em nome próprio, ora como arranjador de dezenas de músicos com os quais trabalhou, passando por todos géneros musicais, desde o clássico, o popular ao jazz. Ficaram célebres os famosos discos de Shegundo Galarza para a etiqueta “Estoril”, bem como outros tantos, que, mais à frente, na devida altura, abordaremos. Dos músicos com os quais trabalhou, uns são sobejamente conhecidos (tais como Amália Rodrigues, Tony de Matos, Maria da Fé ou José Cid) e outros, certamente menos conhecidos e que, nos tempos de hoje, deixaram de ter protagonismo e, quiçá, ficaram para sempre perdidos no esquecimento.
Cabe-nos hoje recuar um pouco no tempo, e no panorama musical português dos anos 60 e 70, altura em que a panóplia de estilos musicais florescia sem quaisquer reservas (embora com privilégio para o fado), para encontrarmos imensos discos de acordeonistas que, de uma forma mais ou menos conseguida (tais como Eugénia Lima, Filipe de Brito, Isidro Baptista, Tino Costa, Victor José,  entre outros) atingiram algum sucesso nos meios mais populares e até a nivel de todo o território nacional.
Um dos acordeonistas que, infelizmente, não é conhecido (nem reconhecido) na actualidade é  Fernando Martinho Cordeiro Ribeiro, mais conhecido pelo nome abreviado de Fernando Ribeiro que, para além de executante do acordeão, era também compositor e orquestrador, sendo um acordeonista virtuoso, que teve a honra, de tocar acompanhado pela secção de violinos dirigida pelo também virtuoso Shegundo Galarza. Através do disco que hoje apresentamos, assistimos a um encontro entre a música de raiz popular protagonizado por Fernando Ribeiro e a dimensão orquestral da música erudita. Dois estilos mas um resultado comum: Portugal popular elevado à grandeza orquestral.

Pretendemos de forma muito simples relembrar, por um lado, Shegundo Galarza (que toda a gente conhece) e, por outro lado, trazer à memória as nossas raízes populares interpretadas por Fernando Ribeiro (hoje um perfeito desconhecido). Aliás, não só se invocam as memórias das nossas raízes, através do som popular do acordeão, como também os próprios títulos das canções espelham aquilo que hoje se vai perdendo cada vez mais, tais como as desgarradas, os viras, as brincadeiras entre parreiras, os despiques algarvios, entre muitos outros...pesar do perfeito desconhecimento do virtuosismo das gravações de Fernando Ribeiro, este acordeonista gravou, desde 1946 para a frente, inúmeros discos, para diversas editoras nacionais e estrangeiras (como por exemplo, a Rapsódia, Estúdio, Belter, Alvorada ou Parlophone), acompanhado na grande maioria das vezes pela sua esposa, Fernanda Guerra, também acordeonista que conheçeu em 1948 e com a qual viria a casar em 1955. Curiosamente, foi a partir do casamento com Fernanda Guerra que o seu sucesso aumentou em grande parte devido ao Duo que entretanto criara com a sua esposa.
Principalmente desde a década de 60 para a frente para além das suas actuações a solo, acompanhou dezenas de artistas portugueses bem conhecidos, tais como Tony de Matos, Francisco José, Carlos do Carmo, entre muitos outros. O seu sucesso levou-o a conhecer meio mundo, tendo actuado em quase toda a Europa, E.U.A. Austrália, sem olvidarmos as nossas então províncias ultramarinas. Compôs centenas de obras para acordeão (desde o popular ao erudito) e para teatro de revista , onde, aliás, trabalhou entre 1987 e 1996, compositor , arranjador e ensaiador de actores no Teatro Maria Vitória, findando o duo que até então manteve com a sua esposa.
Mais um disco e um artista que aqui nos apraz, orgulhosamente, divulgar para que a sua memória musical perdure, pelo menos nos recônditos mundos da Internet. Qualquer informação adicional sobre este músico, pois a nossa resume-se ao disco que em questão, será sempre bem vinda, para aos poucos construirmos uma verdadeiro enciclopédia de ilustres desconhecidos portugueses.

Clique no Play para ouvir um excerto do disco 

Vedo lança “Do You Mind” com Chris Brown

Ambrosia Vedo lança “Do You Mind” com Chris Brown

As variações entre os amores e as desilusões marcam o emocionante e dançante R&B do cantor e compositor Vedo. Prestes a lançar seu sexto álbum, “Mood Swings”, no dia 13 de janeiro, ele revela o single “Do You Mind”, em parceria com Chris Brown. 

“Essa é uma música que já estava pronta e foi fruto da minha persistência. Eu pedi um verso pro Chris Brown e ele sempre respondia ‘acho que não é hora’. Seu raciocínio era de não me ofuscar de jeito nenhum, queria que eu continuasse evoluindo para que não virasse um Chris Brown feat. Vedo e fosse uma faixa minha. Tive que respeitar isso”, conta Vedo, que é um artista laureado, consagrado e pronto para voos ainda mais altos.

Além de repetir a parceria com Chris Brown (“Warm Embrace”, “Heartbreak on a Full Moon” e “Indigo”), ele assina hits para Usher (“Don’t Waste My Time” ft. Ella Mai) e até faixas de K-Pop para grupos icônicos como EXO (“Going Crazy”) e NCT 127 (“Regular”). Recentemente, Vedo foi indicado ao Grammy por outra parceria com Brown – “Warm Embrace”, do disco “Breezy”.

Entre chamar a atenção ao lado de Usher na sua participação no The Voice até os dias atuais, quando viralizou ao lado do seu mentor no Tiny Desk Concert da NPR, Vedo se consolidou como um compositor prolífico que acumula centenas de milhões de streams em suas faixas e hoje tem 2,6 milhões de ouvintes mensais somente no Spotify, tendo São Paulo como a terceira cidade onde sua música mais é consumida no mundo.


De Sorocaba-SP, Turnos com o reflexivo EP “Antes”

 

Conhecida pelo vasto número de bandas alternativas e independentes, Sorocaba – cidade do interior que fica a 90km da capital São Paulo – viveu entre os anos 90 e 2000 seu melhor momento musical. A história começa resumidamente em 80, com o Vzyadoq Moe – primeira banda do município a ganhar reconhecimento nacional – e um artigo na revista Bizz que declarava: “um som impronunciável para um som impressionante”.

Pouco depois, já nos 90, surgiriam bandas como Wry e The Biggs, que trariam novo fôlego para a cena e colocariam Sorocaba de vez no mapa da música independente brasileira.

Muitas dessas bandas se tornaram grandes influências para a prolífera geração seguinte de grupos indies, que contava com nomes como Automatic PilotThe Fortunetellers e Volpina.

Dali surgiram produtivos músicos da cena local, como Felipe Marinelli (baixo e voz) e Marcio Bertasso (guitarra e voz), que atualmente formam a Turnos. Completam o time o guitarrista Bruno Peretti – que tocou no MonoclubFast Food Brazil e no próprio Volpina – e Bruno Alves, baterista de duas bandas sorocabanas de grande expressão: The Name e Club America.

É por essas e outras que a Turnos, que surgiu durante a pandemia através de conversas no Whatsapp e trocas de esboços musicais, já nasce grande. A estreia do quarteto veio com a faixa “No Mesmo Lugar”, que faz uma reflexão sobre as escolhas, incertezas e vontades.

“Muitas histórias e decisões nos trouxeram até aqui. Quem nos conhece sabe que a música entrou desde cedo na nossa vida. Sempre tivemos bandas, shows, turnês e muitas histórias sobre isso. Não faríamos outra escolha. E você, o que teria feito de diferente?”, questionam.

O single ganhou um lyric vídeo que traz fotos antigas da trajetória dos integrantes da banda.

Apesar de não ter um estilo totalmente definido, as primeiras canções da Turnos – sempre cantadas em português – apontam principalmente para influências dos anos 80, 90 e indie 2000. Essas referências ficam claras na emocionante “A Cidade”, a mais guitarrística das três faixas lançadas pelo quarteto até aqui e que fala sobre a nossa relação com os espaços que habitamos.

   

“Flutua no encontro do heartland com o rock dos anos 80, lugares por onde a banda pretende navegar. Música para ouvir no rádio do carro, dirigindo na estrada, ou no walkman, caminhando por avenidas vazias da cidade”, declarou o grupo nas redes sociais no lançamento do clipe.

O registro teve como locação a casa onde a família de um dos músicos se estabeleceu quando chegou em Sorocaba. Simbólico.

O EP “Antes” é finalmente encerrado com a nostálgica “Saber Demais”, lançada em setembro, mas que ganhou seu lyric vídeo no dia 29 de outubro. O registro, gravado no estúdio Mofo de Ouro e produzido pelo próprio grupo, conta com a colaboração de Tiago Giovani (Maria Madame), que compôs e gravou os instrumentos de tecla (piano, synth e mellotron).

O EP “Antes” é a primeira parte de uma narrativa em trilogia que a banda completará em breve. O lyric contou com edição de Rafael Augusto e ilustração de Vitor Fortes. Confira abaixo.

Destaque

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