sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

ESQUINA PROGRESSIVA

 

Discipline - Captvives of the Wine Dark Sea (2017)



Nos últimos vinte anos é verdade que a banda lançou apenas dois álbuns, mas também é inegável de que são dois discos de qualidades absurdas. Mas apesar desse espaço tão grande de lançamentos, tendo o último sido à seis anos, o resultado obtido em Captvives of the Wine Dark Sea mostra que valeu apenas esperar, pois  o resultado aqui apresenta um disco que transpira classe. Tecendo músicas lindamente trabalhadas através de histórias excitantes e emocionais com toques de melancolia, embora também haja uma sensação de positivismo e brilhantismos nas faixas. Suas influências estão bastante em Van der Graaf Generator e King Crimson para citar apenas duas delas, mas essas bandas são usadas apenas como um ponto de partida, sendo assim, a banda também desenvolveu o seu próprio som.

O álbum contem sete faixas tendo como resultado um trabalho de quarenta e cinco minutos, o veterano produtor Tarry Brown que já produziu bandas como Rush e Fates Warning ofereceu aqui uma mistura que mantem bastante claro e identificável os instrumentos deixando tudo equilibrado, acompanhado de uma alta qualidade nas performances de toda a banda.

A abertura do álbum é com nove minutos de “The Body Yearns”, os pianos e os vocais de Matthew tecendo a história. No meio do caminho há uma mudança lenta de ritmo, quase sinistra, antes de retornarem a melodia original da música. A segunda faixa é “Life Imitates Art”, aqui estamos nitidamente no território do Van der Graaf Generator, como teclados e baterias enérgicas, boa marcação de guitarra e um coro bastante atraente. Uma música que me ganhou logo de cara.

“S” é um dos momentos do álbum em que a banda tem a oportunidade de flexionar seus poderosos músculos musicais. Parece inspirar-se em peças clássicas com teclados na frente e contraponto pela guitarra com toques crimsonianos para construir a tensão antes que o fluxo se rompa e a música se torne um pouco perturbadora. “Love Songs” é quase uma música anti amorosa com Matthew suplicando “não me fale de canções de amor” e depois cantando “eu só quero ficar sozinho”. A música dá uma sensação que remete aos Beatles, tem ótimos violões quando é necessário, linhas de guitarras encorpando a faixa e ao fundo pianos edificantes. Uma canção de rock direta e de melodia cativante. “Here There Is No Soul” é quase uma canção de rock direto com uma melodia cativante, mas no meio do foco começa a mudar com a guitarra e órgão, dando-lhe uma sensação mais "prog".

“The Road Game”, faixa instrumental de uma melodia que gruda facilmente à cabeça. Bastante progressiva e bem estruturada ao melhor estilo no qual a banda é bastante conhecida. Todos os instrumentos trabalhando em perfeita harmonia e sendo um gancho perfeito para o épico que fecha o álbum. “Burn The Fire Upon The Rocks” com seus quatorze minutos e meio encerra o álbum, uma demonstração perfeita de como apresentar uma longa canção e fazê-la ser vista também como uma obra de arte. Composta por sete parte ou movimentos, tudo soa de maneira muito coesa, cada um fluindo para o outro sem que separação óbvia entre eles. Às vezes uma liderança das guitarras com os teclados em suporte. À medida que os vocais se juntam a banda após um piano mais jazzístico que lidera a música por um momento, Matthew se mostra arrebatador em sua interpretação. A música continua a evoluir com uma oportunidade de Chris Herin mostrar a sua qualidade na guitarra enquanto a cozinha baixo e bateria de Mathew Kennedy e Paul Dzendzel, respectivamente, respondem a mudança de ritmo sem nenhum esforço. À medida que a música vai chegando ao seu fim, a guitarra e os teclados estão quase em duelo, acompanhados pelos ritmos da bateria.

É interessante perceber que as contribuições de Chris Herin (Tiles) encaixaram bem no som da banda, considerando que o guitarrista anterior, Jon Preston Bouda, foi um elemento chave na sonoridade do grupo.

Captvives of the Wine Dark Sea é um trabalho criativo, um bom exemplo de música progressiva moderna e outro excelente complemento ao cânone da Discipline. Todos nós precisamos de alguma disciplina em nossas vidas e não há maneira melhor que começar do que aqui.


Track Listing

1.The Body Yearns - 9:24
2.Life Imitates Art - 4:18 
3.S - 4:11
4.Love Songs - 3:42
5.Here There Is No Soul - 3:20
6.The Roaring Game - 6:10 
7.Burn The Fire Upon The Rocks - 14:30


ESQUINA PROGRESSIVA

 

Emerson, Lake & Palmer - Emerson, Lake & Palmer (1970)



Sem a menor dúvida um dos álbuns mais importantes da história do rock progressivo. A estreia de uma banda de apenas três integrantes, porém poderosos músicos capazes de entreter uma multidão em performances “solos” avassaladoras. Três forças comandantes em que cada uma coma tinha o seu próprio holofote em cima do palco. Um registo bastante complexo, muita evidência de criatividade, abordagem cheia de drama inspirado e uma ampla gama de ótimas ideias. Um tipo de música pura que agarra pelos os ouvidos e transporta o ouvinte para outro lugar.

Keith Emerson mostra que não é apenas um virtuoso, mas também mostra que sua habilidade em harmonia e desenvolvimento do tema inegável. Também são notáveis as transições suaves entre partes improvisadas. Grek Lake é uma voz excelente e trabalha muito bem o seu baixo e apesar de sentir que nem sempre Carl Palmer tem a mesma precisão dos outros dois, ele consegue encaixar muito bem na música. Um disco um tanto diversificado e de bastante dinâmica.

A primeira faixa "Barbarian" é uma referência a um trabalho enérgico do compositor clássico húngaro, Bela Bartok. Uma coisa é fato, e você quiser gostar do Emerson, Lake & Palmer, você tem que gostar da música clássica, pois é algo bastante apresentado no seu estilo. "Take a Pebble" é uma das melhores músicas prog com piano. A banda encontra expressão na interação e a voz de Lake é muito cativante. O solo de guitarra acústica aumenta a dinâmica com o tom silencioso. As linhas de piano de Keith Emerson são destaque. Toca de maneira virtuosa, mas despretensioso e concentrado na criação de uma atmosfera.

"Knife Edge" é uma boa prova de que uma banda sem guitarrista pode realmente funcionar muito bem. Os riffs são bastante pesados, surpreendentemente, a música é baseada na Sinfonietta de Janacek. No meio há uma citação a Bach. Um excelente Hammond também é tocado música. A punica bola fora da banda aqui é que as citações não são creditadas. "The Three Fates" é a vitrine instrumental de Emerson. Essas composições sofisticadas e complexas se inclinam para a música clássica e apresentam alto nível de musicalidade. No começo, essa composição de três partes pode parecer autoindulgente e bombástica, mas não encaro esse como sendo um caso. Vejo apenas como uma peça musical bem elaborada e que pode prender a atenção do ouvinte do primeiro ao último segundo.

“Tank” não é que ache uma faixa fraca, mas hoje em dia geralmente eu a pulo quando escuto esse disco. Tem um começo e final que não me prenderam e um solo de bateria no meio, sendo que algo que nunca consegui gostar é de solos de bateria. "Lucky Man" foi um single de sucesso. Tem um refrão bastante bonito com voz e back vocals (que também eram feitos por Lake) de grande harmonia.  As letras de Lake são sobre o absurdo da guerra. Uma balada agradável com uma melodia folk e um solo moog no final.

Difícil dizer qual é o melhor álbum entre os quatro primeiros da banda, mas com certeza esse é o mais indicado pra quem procura músicas mais consistentes e menos explosivas. Considero o melhor ponto de partida pra quem queira se aventurar no som da banda, mas como eu disse lá no começo, pra gostar de forma plena de Emerson, Lake & Palmer é preciso apreciar a música clássica principalmente barroca, pois esses elementos não são encontrados no disco também no seu estilo original. Há também grandes momentos jazzísticos. Enfim, se você considera teclados proeminentes e não se importa com a falta de guitarra, conhecer esse álbum é obrigação. 



Track Listing

1.The Barbarian - 4:33
2.Take A Pebble - 12:34 
3.Knife-Edge - 5:08
4.The Three Fates - 7:45 
5.Tank - 6:52 
6.Lucky Man - 4:36




BIOGRAFIA DE Sérgio Godinho (REPOST)

 Sérgio Godinho          


Sérgio de Barros Godinho mais conhecido por Sérgio Godinho[1] OL (Porto31 de Agosto de 1945) é um poetacompositorintérprete e, também actor português.

Como autor, compositor e cantor, personifica perfeitamente a sua música O Homem dos Sete Instrumentos. Multifacetado, representou já em filmes, séries televisivas e peças teatrais. A dramaturgia surge com a assinatura de algumas peças de teatro assumindo-se também como realizador.

Biografia

Sérgio Godinho nasceu em 1945, no Porto. A mãe e o tio tinham tido formação musical, o que o influenciou em criança, e o pai era, na descrição de Sérgio Godinho, um melómano; cedo se habitou a ouvir música, sobretudo francesa e anglo-saxónica.

Com apenas 20 anos de idade, Sérgio Godinho deixou a licenciatura em Economia e partiu para o estrangeiro. O primeiro destino foi a Suíça, onde estudou Psicologia durante dois anos; nessa altura teve entre os seus professores Jean Piaget. A seguir, mudou-se para França, vivendo o Maio de 68 na capital francesa. No ano seguinte, integrou a produção francesa do musical "Hair", onde se manteve por dois anos. Em Paris, privou com outros músicos portugueses, como Luís Cília e José Mário Branco. Sérgio Godinho ensaiava então as suas primeiras composições, na altura em francês.

Em 1971 participou no álbum de estreia a solo de José Mário Branco, intitulado Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, como músico e como autor de quatro das letras. Em 1971 fez a sua estreia discográfica com a edição do E.P. Romance de Um Dia na Estrada, a que se segue, o seu primeiro L.P., Os Sobreviventes. Três dias após a sua edição, o disco foi interditado, depois autorizado, e depois novamente proibido. Não obstante, o disco foi eleito «Melhor disco do ano» e Godinho recebeu o prémio da Imprensa para «Melhor autor do ano».

Em 1972 Sérgio apresentou um novo álbum, Pré-histórias, que inclui um das canções mais emblemáticas da sua carreira, A noite passada. No mesmo ano voltou a colaborar com José Mário Branco, como letrista no álbum Margem de certa maneira.

Em 1973 Sérgio Godinho mudou-se para o Canadá, onde se casou com Sheila Charlesworth, sua colega na companhia de teatro The Living Theatre.[2] Integrou a companhia de teatro Génesis. Estabeleceu-se numa comunidade hippie em Vancouver, e foi aí que recebeu a notícia da Revolução do 25 de Abril, que o levou a regressar a Portugal. Já em terras lusitanas, editou o álbum À Queima-Roupa (1974) um sucesso que o fez correr o país, actuando em manifestações populares, frequentes no pós-25 de Abril.

Havendo regressado a Portugal após a revolução democrática do 25 de Abril de 1974, Sérgio Godinho tornou-se autor de algumas das canções mais unanimemente aclamadas da música portuguesa: Com um brilhozinho Nos olhosO primeiro diaÉ terça-feira, para citar apenas três.

Em 1975, participou, com José Mário Branco e Fausto, na banda sonora do filme de Luís Galvão Telles, "A Confederação". No ano seguinte, escreveu a canção-tema do filme de José Fonseca e CostaOs Demónios de Alcácer Quibir, onde participou como actor. O tema viria a ser incluído no seu novo álbum, "De pequenino se torce o destino" (1976).

Em 1977, colaborou em dois temas da banda sonora do filme Nós por Cá Todos Bem, realizado por Fernando Lopes. O seu quinto álbum de originais, "Pano-cru", foi editado no ano seguinte. Em 1979, foi editado o álbum Campolide. O disco viria a ser premiado com o "Prémio da crítica Música & Som" para melhor álbum de música portuguesa desse ano.

Em 1980, voltou a colaborar com o realizador José Fonseca e Costa, desta vez no clássico do cinema português, Kilas, o Mau da Fita. O álbum com a banda sonora do filme foi editado nesse mesmo ano. Canto da boca, novo álbum de originais, foi também editado em 80, havendo recebido o prémio de "Melhor disco português do ano", atribuído pela Casa da Imprensa e, ainda, o Sete de Ouro para o "Melhor cantor português do ano".

Em 1983, no seu álbum Coincidências, incluiu temas compostos em parceria com alguns dos mais reputados músicos brasileiros - nomes como Chico BuarqueIvan Lins ou Milton Nascimento - algo até então inédito na produção musical portuguesa.

Nos seis anos que se seguiram, Sérgio Godinho gravou mais três álbuns de originais - Salão de FestasNa Vida Real e Aos Amores. Foi também editada a colectânea Era uma vez um rapaz (1985) e o álbum para crianças Sérgio Godinho canta com os Amigos do Gaspar (1988).

Em 1990, apresentou o espectáculo "Sérgio Godinho, Escritor de Canções", onde revisitou as suas músicas sob uma nova perspectiva - apenas dois músicos acompanhantes e num auditório mais pequeno, neste caso o Instituto Franco-Português, onde fez 20 espectáculos de grande êxito. Desses espectáculos saiu o álbum ao vivo Escritor de Canções.

Foi autor da série Luz na Sombra, exibida pela RTP 2 no Verão de 1991, onde abordou em seis programas algumas das profissões menos conhecidas do mundo da música: letristas, técnicos de som, produtores, entre outras. Em 1992, realizou três filmes de ficção, de meia hora cada, com argumento e música igualmente seus. Estes filmes, com o título genérico de Ultimactos, foram produzidos para a RTP, que os exibiu em 1994.

Escreveu ainda O pequeno livro dos medos, obra infanto-juvenil, que também ilustrou.

Voltou à música em 1993, com o disco Tinta permanente e o espectáculo A face visível, ambos merecedores dos maiores elogios da crítica e do público.

Em Novembro de 1995, foi editado o disco Noites passadas, que foi gravado ao vivo em três espectáculos realizados no Teatro S. Luiz em Novembro de 1993 e no Coliseu de Lisboa em Novembro de 1994. Recebeu também o Prémio Tenco e é convidado a participar na compilação de Natal Espanta-espíritos com o tema Apenas um irmão em dueto com PacMan (vocalista da banda Da Weasel).

Em Junho de 1997, foi editado o disco "Domingo no Mundo, produzido por Manuel Faria, que contou com a participação de músicos e arranjadores de diferentes áreas musicais: (Pop, Rock, Popular, Erudita, Jazz). O disco foi apresentado com enorme êxito no Teatro Rivoli e no Coliseu de Lisboa, nos espectáculos de nome Godinho no mundo.

Em 1998, foi editado o álbum Rivolitz, gravado ao vivo nos espectáculos do Teatro Rivoli e no Ritz Clube, em Lisboa.

Em 2000, Sérgio Godinho voltou com o disco “Lupa”, com dez canções originais e produção de Hélder Gonçalves e Nuno Rafael. O disco foi apresentado ao vivo, em Novembro desse ano, com dois espectáculos no Centro Cultural de Belém e um no Coliseu do Porto.

Dois mil e um foi o ano dos 30 anos de carreira. O aniversário foi marcado pelo lançamento de “Biografias do Amor”, uma colectânea de canções de amor, e de “Afinidades”, uma gravação dos espectáculos em conjunto com os Clã.

Sérgio Godinho em 2004, atuando na Festa do Avante!.

Em 2003, foi lançado o disco Irmão do meio, onde Sérgio Godinho juntou alguns amigos com quem partilhou 15 canções. Entre muitos outros artistas, participaram neste disco CamanéDa WeaselJorge PalmaTeresa SalgueiroTito ParisXutos e Pontapés e alguns grandes nomes da música popular brasileira.

Ligação Directa foi o álbum de originais que se seguiu. Editado a 23 de Outubro de 2006, pôs termo a um interregno de 6 anos durante o qual o cantautor não produzira novos discos de originais. O álbum é composto por 10 temas, todos da autoria de Sérgio Godinho, com excepção de "O big-one da verdade", cuja música é de Hélder Gonçalves (dos Clã), e de "O Ás da Negação", cuja música é de Nuno Rafael que também foi responsável pela produção e direcção musical do álbum, que contou ainda com a participação de Manuela Azevedo, Hélder Gonçalves, Joana Manuel, Tomás Pimentel, Nuno Cunha, Jorge Ribeiro e Jorge Teixeira como músicos convidados.

Junta-se a José Mário Branco e Fausto para os concertos Três Cantos Ao Vivo em 2009.

Doze de Setembro de 2011 marcou o seu regresso aos discos de originais, com "Mútuo consentimento". Com o habitual grupo de músicos que o acompanham há vários anos (Os Assessores) gravou 12 novas canções, que resultaram do seu método habitual de composição: "Olhar à volta e ver o que se passa".

Grafito com fragmento de Lisboa que amanhece, em 2011.

Em 2013, gravou o disco "Caríssimas canções" que resultou de uma série de crónicas para o jornal Expresso e que também foi editado em livro. Dois mil e quatorze foi o ano de "Liberdade ao vivo" e do livro de contos "Vidadupla" (Quetzal, 2014).

Juntou-se a Jorge Palma para uma digressão em conjunto que também deu origem a um disco.

"Coração mais que perfeito" (Quetzal, 2017) foi o nome do seu primeiro romance.[3]

"Eu o que faço é tentar contar coisas, falar de coisas, fazer interrogações à minha maneira e saber que há pessoas que são tocadas por isso", sublinhou o cantautor, aos 66 anos. Essas interrogações são "contos de um instante", como canta numa das canções do novo disco, e tanto podem falar de amor ("Intermitentemente"), como da situação do país e das incertezas do presente ("Acesso bloqueado").

Em 2018, com 72 anos, regressou com o disco de originais "Nação Valente". As letras são todas da sua autoria, mas em apenas duas é também autor da música: as restantes composições resultam de colaborações com José Mário Branco, Hélder Gonçalves, Nuno Rafael, Pedro da Silva Martins e Filipe Raposo.

Discografia

Álbuns de originais

Álbuns ao vivo

Álbuns em colaboração

Colectâneas

Compilações
  • A Cantar Con Xabarín - 1996
  • Espanta Espíritos - 1995
  • Novas Vos Trago - 1999
  • Sons de Todas as Cores - 1997
  • Variações As Canções de António - 1994
  • Voz & Guitarra - 1997
  • o Disco do Benfiquista, naturalmente - 2003
  • UPA 08 - 2008

Bandas sonoras

EPs

Singles

  • Na Boca do lobo (1975) - Guilda da Música/Sassetti
  • Liberdade (1975) - Sassetti
  • Nós por cá todos bem (1977) - Diapasão
  • Kilas, o mau da fita (1981) - Philips
  • Tantas vezes fui à guerra (1983) - Philips
  • O Rapaz de Camisola Verde (2003) - Philips

Colaborações

DVD

Livros

É autor dos livros: [4][5]

  • As Letras como Poesia (Objecto Cardíaco, 2006, e Afrontamento, 2009) - letras
  • O Pequeno Livro Dos Medos(2007) - Literatura infantil
  • Liberdade
  • O Primeiro Gomo da Tangerina - Literatura infantil
  • Sérgio Godinho e as 40 ilustrações [8]
  • Caríssimas Canções
  • Vidadupla - contos - 2014
  • Coração mais que perfeito - romance - 2017
  • Estocolmo - romance - 2019

Em 2006, Nuno Galopim escreveu Retrovisor: Uma Biografia Musical de Sérgio Godinho, publicado pela Assírio & Alvim. [9]

Prémios e Reconhecimento

É distinguido duas vezes com o Prémio José Afonso, primeiro em 1990 pelo album Aos Amores e em 1994 por Tinta Permanente[10]

A 9 de Junho de 1994, foi feito Oficial da Ordem da Liberdade.[11]

Ligações externas

Entrevistas



Destaque

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No final de 1977, Arthur Doyle trouxe seu quinteto para Nova York para tocar no Brook, um loft na West 17th Street administrado por Charles ...