sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

“Dookie” (1994, Reprise), Green Day





Após muita exposição midiática e sofrer um duro golpe com a morte de Kurt Cobain, líder dos Nirvana, em abril de 1994, o grunge começa a entrar em declínio. Num sentido oposto, do outro lado Atlântico, o britpop está em franca ascensão no Reino Unido, e em pouco tempo, dominará o mundo.

É nesse cenário que uma nova tendência vinda da costa oeste dos Estados Unidos despontava fazendo um revivalismo de um velho conhecido: o punk rock. A tal tendência era o pop punk, que resgatava o ritmo furioso do punk, acrescentando a ele acrescentava melodia pop, solos rápidos e curtos de guitarra, cujo resultado final era um tipo de música agressiva e ao mesmo tempo acessível, de fácil consumo do ponto de vista radiofônico. Não tardou para que bandas pop punks caíssem no gosto do público jovem, assinassem contrato com grandes gravadoras e rapidamente alcançassem o estrelato. Quem não gostou nada disso foram os antigos punks que viram naquela nova tendência, um desvirtuamento dos ideais punks.

Uma das primeiras bandas de pop punk a ganhar fama em escala mundial, e ser alvo de uma bateria de críticas dos punks veteranos, foi a californiana Green Day, formada em 1987, na cidade de Berkeley. Os dois primeiros álbuns do power trio, 39/Smooth (1990) e  Kerplunk (1992), foram lançados pelo selo independente Lookout! Records. A boa recepção do público e da crítica por Kerplunk, despertou a atenção da gravadora Reprise Records, uma subsidiária da Warner, que fez uma proposta irrecusável à banda californiana. Logo o trio deixou a Lookout! e assinou com a Reprise, o que gerou comentários negativos, como o de que o Green Day havia se “vendido”.

Intitulado Dookie, terceiro álbum de estúdio da carreira do Green Day e o primeiro por uma grande gravadora, foi lançado em 1º de fevereiro de 1994. Dookie resume bem o espírito pop punk: letras descontraídas e juvenis, ritmo veloz, pesado, mas com um certo “polimento” sonoro para torna-lo mais “palatável”.

O começo repentino da primeira faixa, “Burnout”, com voz e instrumentos ao mesmo, dão início ao álbum, e à toda velocidade. A música fala de tédio e da falta de perspectivas na vida. O ponto alto de “Burnout” é a pausa instrumental em que Tré Cool faz um pequeno e alucinado solo de bateria, demonstrando fúria e ao mesmo tempo um completo domínio técnico do instrumento.

A sarcástica “Having A Blast” trata sobre vingança: um homem-bomba que está prestes a explodir dentro de um avião, e levar consigo muita gente para se vingar daqueles que fizeram mal a ele. “Chump” faz referência ao ciúme e inveja que um sujeito tinha de uma pessoa que ele nem conhecia. Mas o destaque fica mesmo para a longa seção instrumental da música, concentrada na performance do baixo e da bateria.

Green Day em fevereiro de 1994, da esquerda para esquerda: Mike Dirnt,
Billie Joe Armstrong e Tre Cool.

“Longview” tem o seu título baseado no nome de uma cidade homônima, situada no estado de Washington, nos Estados Unidos. A letra da música fala de tédio e preguiça, assuntos tão comuns na vida de qualquer garoto adolescente. O destaque fica para a linha de baixo de Mike Dirnt nas estrofes da música, antes da explosão dos refrãos.

“Welcome To Paradise” foi originalmente gravada no segundo álbum da banda, mas ganhou uma nova e definitiva versão em Dookie. O som é um punk rock básico, com vocais harmônicos e um baixo em ritmo frenético. A letra versa sobre o jovem que deixa a casa dos pais e sai para o mundo, indo morar sozinho ou dividir um lar com outras pessoas. Foi inspirada nas próprias experiências dos membros da banda que deixaram as casas de seus pais para dividirem uma casa abandonada, em Oakland.

“Putting Teeth” tem uma inclinação para a country music, vocais em primeira e segunda vozes, e guitarras vibrantes e pesadas. Armstrong canta sobre uma garota possessiva e violenta que espanca o namorado. “Basket Case”, outro dos grandes sucessos presentes no álbum, teria sido inspirada num problema que o próprio Armstrong estava passando que era o transtorno do pânico. “She” foi escrita por Armstrong inspirado num poema feminista mostrado a ele por uma ex-namorada. Assim como “She”, “Sassafras Roots” também é uma música sobre essa mesma ex-namorada.

Já a faixa seguinte, “When I Come Around”, teria sido escrita por Armstrong para a sua esposa, Adrienne Armstrong, quando ainda eram namorados. A letra aborda a fase em que o casal teria passado por um rompimento. Armstrong e Adrienne viveram um tempo afastados, mas acabariam voltando.

“Coming Clean” é outra música do álbum que diz respeito à vida pessoal de Billie Joe Armstrong. Ela faz referência a uma fase da adolescência do vocalista quando ele se descobriu bissexual, embora não tivesse passado por uma experiência sexual com um homem.

“Emenius Sleepus” é a única música do álbum que não foi escrita por Billie Joe Armstrong. Escrita pelo baixista Mike Dirnt, “Emenius Sleepus” trata do reencontro de dois amigos após muitos anos, mas que o longo tempo afastados mostrou que os dois não tinham mais nada a ver um com outro como no passado. “In The End” é um punk rock que Armstrong escreveu sobre o seu padrasto; a julgar pela letra, o vocalista do Green Day não tinha o menor apreço pelo sujeito: “How long will he last / Before he's a creep in the past / And you're alone once again?” (“Quanto ele durará / Antes de ele se tornar um merda / E você ficar sozinha de novo?”).

O título de “F.O.D.” é a abreviação de “Fuck Off and Die” (“Foda-se e morra). Seu começo é acústico, com Armstrong cantando acompanhado de um violão. Mais adiante, uma massa sonora elétrica, pesada e veloz, rompe a tranquilidade. A letra mostra-se como um desabafo de alguém revoltado, disposto a dar a fim em todo mundo.

Billie Joe Armstrong em cena do videoclipe de "Longview". 

A lista de faixas do disco apresenta “F.O.D.” como última faixa do álbum. Mas quem ouve o álbum pela primeira vez descobre que há uma “faixa oculta”: “All By Myself”. Escrita pelo baterista Tré Cool, é ele mesmo quem canta os versos da letra que sutilmente fala de masturbação e encerra em definitivo o álbum.

Enquanto os punks veteranos torceram o nariz para Dookie, a crítica e o público aclamaram o álbum. Na época de lançamento de Dookie, a revista Time declarou Dookie o 3º melhor álbum do ano e melhor álbum de rock de 1994. O New York Times, no início de 1995, afirmou que o som de Dookie transformou o punk em pop através de músicas rápidas, engraçadas e cativantes.

Comercialmente, Dookie teve um desempenho fantástico para um álbum punk, ainda que com um viés pop. Só nos Estados Unidos, o álbum vendeu mais de 12 milhões de cópias, e no resto do planeta, chegou à incrível marca de 30 milhões de cópias vendidas. Dookie conquistou o prêmio Grammy em 1995 na categoria “Melhor Álbum Alternativo”.

Os videoclipes de “Longview”, “Welcome To Paradise”, “Basket Case” e “When I Come Around” exibidos à exaustão na MTV, ajudaram a impulsionar as vendas do álbum. Os singles de “When I Come Around”, “Basket Case” e “Longview”, figuraram em primeiro lugar da parada de singles nos Estados Unidos, enquanto que o de “She” e de “Welcome To Paradise”, ficaram respectivamente em 5º e 7º lugares.

Ao lado do álbum Smash, do Offspring, também lançado em 1994, Dookie possibilitou com o seu sucesso comercial o renascimento do punk, desta vez dirigido para as grandes massas. Dookie acabaria se tornando uma grande influência para uma nova geração de bandas de pop punk que conquistariam fama na década seguinte, como Good Charlotte, Simple Plan, Sum 41, New Found Glory e Yellowcard.

Faixas

Todas as letras escritas por Billie Joe Armstrong , exceto onde indicado; todas as músicas compostas pelo Green Day .

"Burnout"       
"Having a Blast"         
"Chump"        
"Longview"
"Welcome to Paradise"
"Pulling Teeth"          
"Basket Case"
"She"
"Sassafras Roots"
"When I Come Around"         
"Coming Clean"         
"Emenius Sleepus" (letra: Mike Dirnt)         
"In the End"   
"F.O.D."
"All by Myself" (“faixa oculta” escrita e tocada por Tré Cool)

Green Day: Billie Joe Armstrong (vocal e guitarra), Mike Dirnt (baixo e vocal de apoio) e Tré Cool (bateria, guitarra e vocal em “All by Myself”).



"Burnout"  

  
"Having a Blast" 


        "Chump"  

      "Longview" (videoclipe oficial)

"Welcome to Paradise"
 (videoclipe oficial)

"Pulling Teeth"       

   "Basket Case"
(videoclipe oficial)

"She"

"Sassafras Roots"

"When I Come Around"
(videoclipe oficial)

         "Coming Clean" 

        "Emenius Sleepus" 
            (letra: Mike Dirnt)

     "In the End"   

"F.O.D."

"All by Myself" 
 

10 discos essenciais: Lulu Santos

 





O carioca Luiz Maurício Pragana dos Santos cravou seu nome na história da música brasileira como Lulu Santos. Aos treze anos, aprendeu a tocar guitarra, e aos dezenove, já era um músico profissional tocando na banda Veludo Elétrico. Por volta de 1974, aos vinte um anos, montou a banda de rock progressivo Vímana, que tinha na sua formação membros que se tornariam futuras estrelas do rock brasileiro como Lobão ( na época, um adolescente) e Ritchie. A banca carioca conseguiu apenas lançar um compacto.

Após desentender-se com o ex-tecladista do Yes, Patrick Moraz, que estava morando no Brasil e havia apadrinhado a banda Vímana, Lulu foi expulso do grupo. O guitarrista fez projetos musicais com outros artistas, mas não deram certo. Chegou a ser colunista da revista de música Somtrês, entre 1979 e 1980, e até lançou um compacto, com o nome Luiz Maurício, que foi um tremendo fracasso comercial.

Em 1981, sua vida começa a mudar quando assina contrato com a gravadora Warner. Naquele mesmo ano, lança o seu primeiro compacto pela companhia, “Tesouros Da Juventude”, parceria com Nelson Motta que daria origem a inumeras canções de sucesso a partir de então. O primeiro álbum solo veio em 1982, Tempos Modernos, que traz os sucessos “De Repente Califórnia”, “Tudo Com Você” e a faixa-títtulo. Daí em diante, a carreira de Lulu Santos decola e ele se torna um dos nomes mais populares do rock brasileiro dos anos 1980, emplacando dezenas de canções nas paradas de sucesso e vendendo milhares de discos.

No final dos anos 1980, o artista começa a flertar o seu pop rock com ritmos brasileiros através do álbum Popsambalanço E Outras Levadas, que embora tenha tido uma razoável avaliação da crítica, comercialmente foi fraco em vendas de discos. Sua carreira reacende com Assim Caminha a Humanidade, em 1994, cuja faixa-título se torna um grande sucesso por ter sido incluída como tema de abertura do seriado Malhação, da TV Globo, em 1995. Ainda em 1995, lança o álbum Eu Ee Memê, Memê E Eu, projeto em parceria com o DJ Memê, que mostra Lulu Santos mergulhado na sonoridade da dance music.

A partir de 2012, além da carreira solo, Lulu Santos passou a figurar como jurado do programa The Voice Brasil, na TV Globo. Em 2018, Lulu assumiu publicamente a sua orientação homossexual ao casar-se com o analista de sistemas Clebson Teixeira.

Da longa discografia de Lulu Santos, confira dez álbuns essenciais do “ultimo romântico” do rock brasileiro.

Tempos Modernos (Warner, 1982). Lulu Santos estreou muito bem a carreira solo com este seu primeiro álbum, Tempos Modernos. Na faixa-título, Lulu canta a esperança no futuro: “Eu vejo a vida melhor no futuro / Eu vejo isso por cima de um muro / De hipocrisia que insiste em nos rodear”. Produzido por Liminha, Tempos Modernos mostra o talento de Lulu para compor pop rocks acessíveis que o tornariam um dos artistas mais populares do novo cenário do rock brasileiro que estava em plena ebulição, e tomaria conta do gosto musical dos jovens dos anos 1980. Além da faixa que dá nome ao álbum, outras faixas estouraram nas rádios de todo o Brasil como “De Repente Califórnia”, “Tudo Com Você”, “Areias Escaldantes” e “Tesouros da Juventude”, esta última, já lançada antes do álbum como single, em 1981. Naquele ano, “Tesouros da Juventude” foi incluída na trilha sonora do filme Menino do Rio.

O Ritmo Do Momento (Warner, 1983). Em seu segundo álbum, O Ritmo Do Momento, Lulu manteve o pique do álbum de estreia. O Ritmo Do Momento traz canções que se tornaram grandes sucessos na carreira do carioca como “Um Certo Alguém”, “Adivinha O Quê”, “Esse Brilho Em Teu Olhar”.  Mas sem sombra de dúvidas, o maior momento do álbum é “Como Uma Onda (Zen-Surfismo)”, uma joia fruto da parceria Lulu Santos – Nelson Motta.





Tudo Azul (Warner, 1984). Mais um trabalho de uma sequência sensacional de grandes álbuns lançados por Lulu Santos. Tudo Azul ratifica a capacidade de Lulu Santos transitar com desenvoltura entre o rock e o pop, algo que já se havia percebido em O Ritmo Do Momento. Em seu terceiro álbum, Lulu passeia pelo reggae, pop, new wave e baladas românticas. As faixas “Certas Coisas”, “Tão Bem”, “O Último Romântico” e a faixa-título, caíram no gosto popular. Em Tudo Azul, Lulu Santos contou com a participação de convidados ilustres como os Paralamas do Sucesso e João Penca & Os Miquinhos Amestrados em “Respeito”, e de Rita Lee, Roberto de Carvalho e Erasmo Carlos em “Ronca, Ronca”.


Lulu (RCA, 1988). Após o despretigiado Normal, de 1985, Lulu Santos recuperou o prestígio no ano seguinte com o seu quinto álbum, Lulu, o seu primeiro álbum pela gravadora RCA. O álbum vendeu 250 mil cópias, puxado pelo sucesso das faixas “Casa”, “Um Pro Outro” e “Minha Vida”. Lulu traz algumas curiosidades como “Ro-Que-Se-Da-Ne”, que foi censurada, e “Condição”, uma das primeiras experiências de Lulu na fusão de rock, funk e rap.





Toda Forma De Amor (RCA, 1988). Na época de seu lançamento, Toda Forma De Amor gerou muita polêmica por causa de sua capa: uma imagem com os bonecos Barbie e Ken “despidos” na capa, como se estivessem fazendo sexo. A capa foi censurada e as novas prensagens trouxeram uma capa preta tendo apenas o nome do cantor e o título do álbum. Mas isso não impediu que Toda Forma De Amor fosse um sucesso comercial, muito pelo contrário. Puxado pelas faixas “A Cura”, “Satisfação” e a faixa-título, o álbum vendeu nada menos que 450 mil cópias. A turnê de Toda Forma De Amor foi uma das maiores da carreira de Lulu Santos, e rendeu o álbum gravado ao vivo Amor À Arte, lançado em 1989.


Popsambalanço E Outras Levadas (BMG/RCA, 1989). Naquele final de anos 1980, Lulu Santos já era um artista consagrado na música brasileira. Com dezenas de sucessos e milhares de discos vendidos, ele podia “dormir em berço explêndido”, repertir a fórmula musical que o consagrou. Mas em Popsambalanço E Outras Levadas, Lulu decidiu se desafiar, inovar, ao experimentar a sonoridade eletrõnica e aproximar-se de ritmos brasileiros como o próprio título sugere. Em Popsambalanço E Outras Levadas, Lulu vai do rock e passa pelo samba (“Samba Dos Animais”) e até a nascente axé (“Eu Não”). Apesar da ousadia, o álbum foi um fracasso comercial se comparado a Toda Forma De Amor: vendeu apenas 70 mil cópias.


Honolulu (BMG, 1990). Assim como Popsambalanço E Outras LevadasHonolulu sofreu influência da música brasileira mesclada ao pop rock que consagrou Lulu Santos. Comercialmente, Honolulu não foi um álbum brilhante, embora tivesse emplacado dois sucessos, “Eu Não Acredito” (versão em português de “I’m Believe”, de Neil Diamond) e “Papo Cabeça”.






Mondo Cane (PolyGram, 1992). Se existir uma lista dos discos mais injustiçados do rock brasileiro, certamente Mondo Cane teria que ser uma presença obrigatória. Em Mondo Cane, primeiro e único álbum de Lulu pela PolyGram, o cantor volta ao rock e em grande estilo, como no hard rock “Fevereiro” (que possui um riff fantástico de guitarra), na psicodélica “Ecos Do Passado”, e no grunge “Máquinas Maciças”. Apesar do clima roqueiro imperar no álbum, há alguns momentos de “brasilidade” no samba “Realimentação” e na bossa nova “E Então? (Boa Pergunta)”. Apesar da boa avaliação da imprensa musical, Mondo Cane teve uma baixíssima vendagem: 40 mil cópias. No entanto, por incrível que pareça, um dos maiores sucessos da carreira de Lulu está neste “fracassado” álbum, a canção “Apenas Mais Uma De Amor”.


Assim Caminha A Humanidade (BMG, 1994). Em seu 11º álbum de estúdio, Lulu Santos se reinventa mais uma vez, aproximando-se da dance music, e o resultado foi positivo. Foi a volta por cima de Lulu e o seu retorno às paradas de sucesso. O álbum marca o início da parceria de Lulu Santos com Marcello Mansur, mais conhecido como DJ Memê. A faixa-título foi tema de abertura do seriado Malhação, da TV Globo, em 1995, e foi um tremendo sucesso radiofônico. “Tudo Igual”, foi outro grande sucesso do álbum.




Eu E Memê, Memê E Eu (BMG, 1995). A parceria Lulu e DJ Memê deu tão certo em Assim Caminha A Humanidade que os dois produziaram um novo álbum, o multiplatinado Eu E Memê, Memê E Eu. O álbum traz sucessos de Lulu na BMG/RCA em versões remixadas pelo DJ Memê para as pistas. Uma outra parte do álbum, Lulu Santos regravou sucessos de outros artistas com arranjos e mixagens focadas também paras as pistas como “O Descobridor Dos Sete Mares” e “Sossego”, de Tim Maia, “Fullgás”, de Marina, e “Se Você Pensa”, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos. Recheado de referências de house music, italo house, miami basse e outras vertentes da dance music, o álbum possui também trechos sampleados de canções de Doobie Brothers, Prince, Michael Jackson e Trammps. Eu E Memê, Memê E Eu agradou tanto o público que bateu a casa de 1 milhão de cópias vendidas.

TIMOTHY JUDSON TAYLOR - CROSSING THE RUBICON (2022)


Nos últimos vinte e cinco anos, o americano TIMOTHY JUDSON TAYLOR foi vocalista e guitarrista principal de uma variedade de bandas, enquanto escrevia seu próprio material. Tim acumulou um enorme corpo de trabalho original e sempre quis lançá-lo ao mundo da maneira que sua mente o ouvia. Com "Crossing The Rubicon", seu primeiro álbum solo, esse sonho é realizado.
Taylor menciona como influência nomes como Van Halen, Montrose, Y&T e outras grandes bandas musicais da era do hard rock / glam metal. E seu álbum de rock realmente tem o sentimento dos anos 80 desse estilo.
Também aparecendo como convidados, estão o renomado virtuoso do teclado Derek Sherinian e o guitarrista Ron “Bumblefoot” Thal.
Desde os riffs de abertura do rock clássico 'My Woman', os riffs tipo Barracuda de 'East European Girl', ao caos progressivo que é 'Cold Blue' ou o rock de arena gritante da faixa-título 'Crossing The Rubicon, Timothy cumpriu a promessa com um rock clássico intransigente, num álbum divertido.
Timothy reuniu uma lista de talentos de primeira linha. O baixista Devin North e o baterista Tim Smith são talentosos educadores musicais, bem como músicos em turnê. Também aparecem o renomeado virtuoso do teclado Derek Sherinian e o guitarrista Ron “Bumblefoot” Thal.
Além disso, Matthew Mills, um dos guitarristas mais rápidos e técnicos do mundo, de acordo com a Guitar Magazine, aparece em 'Cold Blue' (trocando licks com o maestro Derek Sherinian).
Este é um álbum de rock com um clássico som vintage americano e, embora a produção pudesse ser melhor, é a força das músicas e performances que torna esses 40 minutos numa boa audição.
01. My Woman (02:45)
02. East European Girl (04:04)
03. As Long As I've Got A Face (05:35)
04. Ready For Love (04:10)
05. Doing Just Fine (02:41)
06. Laying It On The Line (04:18)
07. Cold Blue (05:58)
08. Crossing The Rubicon (03:59)
09. Fall Of Rome (04:53)
10. Fall Of Rome (Instrumental) (04:51)

Timothy Judson Taylor – vocals, guitar
Devin North – bass
Tim Smith – drums

Derek Sherinian – guest keyboards
Ron “Bumblefoot” Thal – guest guitar
Matthew Mills – guest guitar
https://katfile.com/k4olzfp65eb3/T1m0thyJud50nT4yl0r22CTR.rar.html
https://turbobit.net/wofpazbwpozx.html?short_domain=turb.pwturbo

LAZER CLUB - HOLLYWOOD 90S (2022)



BOB SEGER & THE SILVER BULLET BAND - AGAINST THE WIND (1980)




BOB SEGER & THE SILVER BULLET BAND
''AGAINST TH WIND''
FEBRUARY 25 1980
40:24      MUSICA&SOM
**********
01 - The Horizontal Bop 04:02
02 - You'll Accomp'ny Me 04:00
03 - Her Strut 03:51
04 - No Man's Land 03:43
05 - Long Twin Silver Line 04:18
06 - Against The Wind 05:34
07 - Good For Me 04:03
08 - Betty Lou's Gettin' Out Tonight 02:52
09 - Fire Lake 03:29
10 - Shinin' Brightly 04:27
All Tracks By Bob Seger
**********
The Silver Bullet Band perform on tracks 01, 02, 03, 06, 08
The Muscle Shoals Rhythm Section perform on tracks 04, 05, 07, 09, 10
*The Silver Bullet Band:
Bob Seger – guitar, vocals, background vocals
Drew Abbott – guitar
Alto Reed – horn, saxophone
Chris Campbell – bass
David Teegarden – percussion, drums
*The Muscle Shoals Rhythm Section:
Barry Beckett – piano, keyboard
Randy McCormick – organ, keyboard
Pete Carr – guitar
Jimmy Johnson – guitar, horn
David Hood – bass
Roger Hawkins – percussion, drums
*Additional Musicians:
Bill Payne – organ, synthesizer, piano on 02
Dr. John – keyboard on 01
Paul Harris – organ and piano on 06, piano on 08
Doug Riley – synthesizer on 04
Sam Clayton – percussion on 02
*Backing harmony vocals on 09:
Glenn Frey
Don Henley
Timothy B. Schmit
*Backing harmony vocals on 06:
Glenn Frey
Bob Seger
*Backing Vocals on 02, 07, 10:
Ginger Blake
Laura Creamer
Linda Dillard


Embora ainda existam alguns vestígios dos confessionários que sustentaram Beautiful Loser até Stranger in Town, Against the Wind mostra Bob Seger voltando-se para o ofício. Talvez ele tivesse que fazer isso, já que Against the Wind chegou depois de três álbuns de grande sucesso e turnês intermináveis. Mesmo assim, este álbum acaba não parecendo tão imediato ou comovente quanto seus predecessores, especialmente porque começa com um rock chamado "The Horizontal Bop", possivelmente sua música mais descuidada desde "Noah". É divertido, mas uma vez que está pronto, o álbum realmente começa a acelerar com "You'll Accomp'ny Me", uma balada igual a qualquer coisa em seus dois predecessores. Ao longo de Against the Wind, Seger acaba tendo um desempenho melhor nas baladas do que nos roqueiros, que, embora bons, tendem a soar um pouco estereotipados. Ainda, A fórmula de Seger é boa e se "Her Strut" e "Betty Lou's Gettin' out Tonight" teriam sido as segundas cordas de Stranger in Town, elas oferecem um bom equilíbrio aqui, e o resto do disco alterna entre rockers igualmente bem construídos e baladas introspectivas como "Against the Wind" e "Fire Lake". Comparado com seus antecessores, parece um pouco fraco, mas comparado com seus pares, é um álbum de rock forte e variado que encontra Seger em um pico próximo.


BOB SEGER & THE SILVER BULLET BAND - NINE TONIGHT (1981)




BOB SEGER & THE SILVER BULLET BAND
''NINE TONIGHT''
RECORDED LIVE IN DETROIT, JUNE, 1980 AND BOSTON, OCTOBER 1980
SEPTEMBER 1981
73:22     MUSICA&SOM
**********
1 Nine Tonight 05:12
2 Trying To Live My Life Without You (Eugene Williams) 04:03
3 You'll Accomp Ny Me 04:12
4 Hollywood Nights 04:49
5 Old Time Rock Roll (George Jackson, Thomas Jones) 05:17
6 Mainstreet 04:12
7 Against The Wind 05:27
8 The Fire Down Below 04:47
9 Her Strut 03:57
10 Feel Like A Number 04:10
11 Fire Lake 03:51
12 Betty Lou's Gettin' Out Tonight 02:47
13 We've Got Tonight 04:55
14 Night Moves 05:44
15 Rock Roll Never Forgets 03:35
16 Let It Rock (Chuck Berry) 06:16
Tracks By Bob Seger, Except As Indicated
**********
Backing Vocals – Chris Campbell, David Teegarden
Lead Backing Vocals, Various Percussion Instruments – Shaun Murphy
Electric Bass Guitar – Chris Campbell
Drums – David Teegarden
Electric Guitar, All Guitar Solos – Drew Abbott
Featured Female Singers – Colleen Beaton, June Tilton, Kathy Lamb, Pam Moore, Shaun Murphy
Lead Vocals – Bob Seger
Occasional Percussion Instruments – June Tilton, Pam Moore
Piano, Organ, Clavinet – Craig Frost
All Alto And Tenor Saxophones – Alto Reed

Um álbum ao vivo, o excepcional Live Bullet de 1976, lançou a carreira de Bob Seger, e Seger voltou ao formato pela segunda vez cinco anos depois com Nine Tonight de 1981. O álbum é composto por versões de canções dos três best-sellers anteriores de Seger: Night Moves de 1976, Stranger in Town de 1978 e Against the Wind de 1980. Enquanto Seger e sua Silver Bullet Band podem se estender em um ambiente de concerto, as versões ao vivo aqui ficam bem próximas de suas versões originais de estúdio. O corte de "Old Time Rock & Roll" incluído aqui prova ser ainda melhor do que o original, enquanto os padrões de Seger como "Against the Wind", "Night Moves" e "Rock & Roll Never Forgets" também provam ser destaques .



SUPER PROGRESSIVO

 

Ásia – The Omega Tour Live (2CD)

E bom, vibrando com muito entusiasmo a segunda visita da Ásia no dia 21 de maio  em Buenos Aires (a primeira foi dia 19/03/07 no teatro Gran Rex) quero compartilhar para quem não poderá ir o oficial Bootleg da Omega Tour contendo algumas faixas antigas nunca tocadas ao vivo por todos eles:


País: Reino Unido
Bitrate: 256 kbps
Playtime: 01:47:11
Tamanho: 197 MB

Tracklist:

CD1:
1.I Believe
2.Only Time Will Tell
3.Holy War
4.Never Again
5.Through My Veins
6.Lute Concerto in D Major (Guitar Solo)
7.(Guitar Solo)
8.Don’t Cry (Keyboard, Vocal Solo)
9.The Smile Has Left Your Eyes (Keyboard, Vocal Solo)
10.The Smile Has Left Your Eyes (Reprise)
11.Open Your Eyes

CD2:
1.Finger On The Trigger
2.Time Again
3.An Extraordinary Life
4.End Of The World
5.The Heat Goes On, Drum Solo
6.Sole Survivor
7.Go
8.Heat Of The Moment
9.Heat Of The Moment (Reprise)


Jethro Tull, 25-11-1987


Este é o melhor  bootleg e o mais importante da banda nos anos 80, mais precisamente a partir de quando começaram a pegar influências da banda Dire Straits.
Devido ao seu som perfeito, este disco foi usado pela banda para pegar algumas músicas e colocá-las na caixa de compilação "20 Years of Jethro Tull"

MUSICA&SOM

Disco 1 (59:55)

1-Intro (DJ & IA backstage)
2-Songs From The Wood
3-Thick As A Brick
4-Steel Monkey
5-Farm On The Freeway
6-Heavy Horses
7-Living In The Past
8- Serenade To A Cuckoo
9-Budapest
10-Hunting Girl

Disco 2 (57:15)

1-Bach Violin Concerto in E (Terceiro Movimento): Peggy & Martin
2-Teclado/Dueto de Bateria
3-Wond'ring Aloud
4-Skating Away
5-Jump Start
6-Band Intro
7-Too Old To Rock 'n' Roll
8 -Aqualung
9-Locomotive Breath
10-Thick As A Brick (outro)
11-DJ Banter
12-Wind Up

Bandas Raras de um só Disco

 

                            Crack - Si Todo Hiciera Crack (1978)


Crack foi uma banda formada no norte da Espanha, Gijón para ser mais preciso. E foi, infelizmente uma daquelas bandas que só lançou um álbum e, em seguida, desapareceu; os proggers lamentam com tristeza, pois seu tipo de música era brilhante! 

Seu único álbum foi intitulado "Si Todo Hiciera crack", lançado em 1979 e composto por sete canções que, juntas, chegam a 40 minutos. 

A primeira faixa é "Descenso en el Mahëllstrong". Um instrumental excitante e emocionante que demonstra todo  o talento que tinham. O piano tem um papel principal aqui, após ter um som delicado, depois se torna mais agitado, de forma poderosa. Há também um magnífico som da flauta em todo a canção. A presença sinfônica espanhola é óbvia aqui, e ainda tem mais por vir... 

"Amantes de la irrealidade" é a primeira faixa que apresenta os vocais, é claro, em espanhol. Há uma voz masculina predominante, mas os vocais femininos são arrepiantes, fortemente influenciado por Mrs. Annie Haslam da banda Renaissance. A música é mais suave com bom piano e violão. Mais tarde, ela muda e soa como se você estivesse dentro de um conto de fadas, caminhando por uma terra feliz. Provavelmente essa atmosfera criada na música foi proposital para fazer jus ao título "os amantes da fantasia", tem muito a ver. A música é muito é bonita, com excelentes passagens de teclado e bons solos de guitarra. 

"Cobarde o Desertor" começa com os vocais desde o primeiro minuto, essas vozes têm esse som espanhol distintivo. A música é agradável, boas notas graves e estranhos momentos esporádicos de teclado. 

"Buenos Deseos" é outra música curta, bem folk com grandes intervenções sinfônicas, teclados e bateria, e há também um coral. O som é suave e confortável, os vocais são bons e as linhas de baixo soar forte, mas ao mesmo tempo suaves. 

"Marchando una del Cid" começa precisamente com um som de pessoas marchando, bateria militar caractr´sitica. Em seguida, muda com a introdução de um som especial da flauta. Todos os instrumentos fazem um excelente trabalho: baixo, bateria, piano e guitarra, é claro acompanhado
por essa flauta e teclado como "mestre". Minutos depois vocais aparece um piano clássico. Os vocais estão mostrando muita paixão, enquanto que a música soa rápida e às vezes até "nervosa". O som sinfônico prevalece aqui. Há uma espécie de interlúdio onde o piano desaparece por um segundo, mas depois ele retorna mais rápido e poderoso. Mais tarde, alguns solo de teclado brilhantes aparecem enquanto o ritmo de toda a música mantém a mesma forma. Esta é uma composição extraordinária. 

"Si Todo Hiciera crack" é a faixa mais longa. Melodica, melancólica, em momentos e "aventureira" e ousada em outros. Com um som suave e encantador produzido pelos vocais (masculino e feminino) e pelos instrumentos. Dá pra se sentir novamente como um personagem de um conto de fadas, a música tem uma fantasia inerente para que se possa viajar para novas terras e mundos. Os teclados são sensacionais e brilhantes nessa canção, às vezes com solos excepcionais e às vezes apenas como "preenchimento". A canção anterior e esta são os pontos fortes deste álbum brilhante. 

"Epílogo" representa o que o nome sugere, apenas a parte final desta história. É uma passagem curta e instrumental cheia de flauta e percussão requintados. Uma bela maneira de terminar este grande álbum. 

São quarenta minutos de boa música feitas por esta banda espanhola. Uma adição fabulosa para qualquer amante de prog, principalmente para os amantes de prog sinfônico. 

Integrantes. 

Alex Cabral (Baixo)
Alberto Fontaneda (Guitarra, Flauta, Vocais)
Mento Hevia (Teclados, Vocais)
Manolo Jiménez (Bateria)
Rafael Rodríguez (Guitarra)
 
 
01. Descenso en el Mahellstrong (5:27)
02. Amantes de le Irrealidad (6:15)
03. Cobarde O Desertor (4:56)
04. Buenos Deseos (3:54)
05. Marchanda Una del Cid (Pt. 1, 2) (7:45)
06. Si Todo Hiciera Crack (10:11)
07. Epillogo (2:19)



DE RECORTES & RETALHOS


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