segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

SAIBA TUDO SOBRE Miguel Araújo

Miguel Araújo

Miguel Costa Pinheiro de Araújo Jorge (Maia13 de Julho de 1978) é um músico português.

Carreira

Miguel Araújo é um músico, autor e intérprete português. Para além das canções editadas em nome próprio, escreve habitualmente para outros artistas, como é o caso de Ana Moura, António Zambujo, Carminho, Ana Bacalhau, Raquel Tavares, entre outros.

Começou a gostar de música em 1989, influência dos seus tios que tinham uma banda de covers dos anos 1960/70 (Bob DylanBeatlesRolling Stones, etc.), e nesse ano recebeu de presente o seu primeiro baixo. Fez parte dos Yellow Lello (onde também estava Marlon com quem tocou nos Os Azeitonas). Depois vieram os Tsé Tsé que lançaram um álbum pela BMG mas que terminaram logo a seguir.

Ficou conhecido como integrante da banda Os Azeitonas, sobre o seu pseudónimo Miguel AJ (ou Miguel Araújo Jorge). Os Azeitonas formaram-se em 2002 aquando de uma viagem de faculdade. Decide trocar o baixo pela guitarra para poder cantar ao mesmo tempo. É neste grupo que começa a compor. O álbum de estreia, "Um Tanto ou Quanto Atarantado", é editado em 2005 pela editora Maria Records de Rui Veloso. Ao longo dos anos, a banda viria a lançar vários sucessos, como "Quem és tu Miúda", "Anda Comigo ver os Aviões", "Ray-dee-oh" ou "Tonto de Ti", todos da autoria de Miguel Araújo.

Em Dezembro de 2007, cria o Blogue do Mendes. Com o seu alter ego Mendes estreia-se ao vivo em 18 de Junho de 2009 [1]. A partir de Fevereiro de 2010, começa a colaborar com João Só[2] e lançam o EP "Não Entres Nesse Comboio Amor" pela Optimus Discos.

Entretanto, António Zambujo grava o tema "Reader's Digest" escrito por Araújo, no seu disco Guia.

Além do disco com João Só participou nos espetáculos "Como Desenhar Mulheres, Motas e Cavalos" de Nuno Markl.[3]

Em Maio de 2012, lançou o seu primeiro álbum a solo, Cinco dias e meio. Este álbum conta com sucessos como "Os Maridos das Outras", "Reader's Digest", "Autopsicodiagnose", "Fizz Limão" e "Capitão Fantástico". A música Os Maridos das Outras ganhou bastante notoriedade pela melodia simples e original e pela letra divertida, brincando com preconceitos sobre o casamento e as diferenças dos sexos. O single chegou à quarta posição do top português, enquanto o álbum entrou no Top 3 das vendas em Portugal.[4] Como segundo single do álbum foi divulgado a música Fizz Limão. Na letra, o músico fala de maneira irónica das saudades e nostalgias portuguesas e especialmente da sua geração.[5]

António Zambujo ("O Que é Feito Dela") e Ana Moura ("E Tu Gostavas de Mim") gravam músicas da sua autoria nos discos que lançam em 2012.

Continua entretanto a dar prioridade ao seu trabalho nos Azeitonas, enquanto desenvolve atividades musicais paralelas. Nessa altura estava a trabalhar num disco de canções para crianças com António Zambujo, Pedro Silva Martins (Deolinda) e Luísa Sobral e mantinha um outro projeto paralelo, Os da Cidade, com António Zambujo, João Salcedo (teclista de Os Azeitonas) e Ricardo Cruz.

O sucessor de "Cinco Dias e Meio" saiu no dia 21 de Abril de 2014, e tem como nome "Crónicas da Cidade Grande". É composto, segundo Miguel Araújo, por "cantigas simples, que contam pequenas histórias, nada de muito chique". Neste disco colabora com João Martins, que fez os arranjos para algumas músicas. Músicas como "Contamina-me", "Balada Astral" (com a então desconhecida Inês Viterbo), "Cartório", "José", "Romaria das Festas de Santa Eufémia" (com António Zambujo), "Recantiga" e "Valsa Redonda" (com Marcelo Camelo) estão incluídas neste novo trabalho. O álbum entrou diretamente para o número 1 do top de discos do Itunes e para o top 3 oficial.

Em Agosto de 2015 Miguel Araújo e António Zambujo anunciaram, nas respetivas redes sociais, um concerto conjunto com apenas os dois músicos em palco, nos Coliseus do Porto e Lisboa. As datas esgotaram rapidamente, e o espetáculo acabou por se tornar num autêntico fenómeno sem precedentes, esgotando um total de 28 datas entre as duas salas.

A 11 de Outubro de 2016 Os Azeitonas anunciam a novidade nas redes sociais de que Miguel Araújo abandonou a banda portuense para se dedicar à sua carreira a solo.

"Giesta", o terceiro álbum de originais de Miguel Araújo, foi editado a 19 de Maio de 2017. Dele fazem parte os singles "1987" - em dueto com Catarina Salinas (Best Youth) - "Axl Rose" e "Meio Conto".

Em 2018 editou o livro de crónicas "Penas de Pato", pela editora Companhia das Letras.

Em 2020 foi editado o seu sucessor, "Seja o que for". Luísa Mellid-Franco, do Expresso, atribuiu ao livro 4 estrelas em 5: "Um livro belíssimo, a não perder. (...) um livro de excepção".

Em 2021 foi editado o álbum "Peixe Azul", gravado durante o confinamento de 2020. Nele, Miguel Araújo assina a autoria da totalidade das músicas, a produção, o grafismo e a execução da totalidade dos instrumentos. "Um tesouro nacional", de acordo com Luís Guerra do Expresso, que também destaca a "escrita cada vais mais apurada e transparente". Manuel Falcão (Blitz, Se7e, o Independente, Expresso, etc), a propósito de "Peixe Azul", escreveu na sua coluna semanal do Jornal de Negócios que "Miguel Araújo é quem melhores canções escreve e interpreta hoje em dia em Portugal".

Em Julho de 2021 a cidade da Maia condecorou Miguel Araújo com a Medalha de Mérito (Grau Ouro), numa cerimónia no Salão Nobre do Paços do Concelho da Câmara Municipal da Maia.

Discografia

AnoEditoraÁlbum
2010Optimus DiscosMendes e João Só
2012EMICinco Dias e Meio
2014Warner MusicCrónicas da Cidade Grande
2015Warner MusicCidade Grande Ao Vivo no Coliseu do Porto
2017Warner MusicGiesta
2021ChiuPeixe Azul
2022ChiuAs Canções da Esperança
2022ChiuChá Lá Lá

Livros

  • Penas de Pato (2018), Companhia das Letras
  • Seja o que For (2020), Companhia das Letras




Fotos







Faixas principais

 

A Ascendente Perpétua dos Sepultura em “Quadra”

 Aceite isso ou não, a “Fase Derrick Green” veio pra ficar. Chega a ser redundante dizer isso após mais de 20 anos e 8 discos lançados, mas para alguns fãs isso ainda é um tabu inacreditável. Graças ao suor e sangue de Andreas, Paulo, Derrick e Eloy, o Sepultura se mantém como uma das maiores bandas de Metal do planeta, e que parece estar numa ascendente perpétua. Depois do magnífico “Machine Messiah” (2017), eles estão de volta com o recém-lançado “Quadra”.

O álbum captura a banda em seu auge técnico, atingindo um grau de sofisticação nunca antes visto. Muito disso por conta do virtuosismo de Eloy Casagrande, que impulsiona todos os membros ao LIMITE, e que trouxe uma vitalidade imprevisível, com influências mais modernas, que moldam o “Novo Sepultura”. Essa inventividade gera um disco multifacetado, dividido em 4 blocos de 3 canções, cada um com suas particularidades e atmosferas.

A primeira seção é uma ode ao que consagrou o bom e velho Sepultura, o Thrash Metal, direto. E não há introdução melhor do que um PETARDO como “Isolation”, com um Riff matador (o que já é corriqueiro), e a tradicional bateria demolidora de Eloy, espancando seu Kit com uma precisão invejável. “Last Time” é outro grande destaque, alternando a porradaria com coros grandiosos.

“Capital Enslavement” abre um capítulo mais brasileiro, com sua percussão tribal e riffs sincopados, também presentes em “Ali”, e seu peso mais cadenciado e lotado de Groove, também parte integrante do som característico da banda. Já “Raging Void” apresenta um elemento pouco celebrado: a versatilidade vocal de Derrick, em um dos refrões mais poderosos do álbum.

É a partir de “Guardians Of The Earth” que o esplendor técnico se torna explícito, com composições elaboradas e lotadas de passagens acústicas, quase progressivas. A instrumental “The Pentagram” é um de seus momentos mais geniais, com um riff “torto” (e muito moderno), que soa como um convite à destruição sonora por parte de Eloy, além de solos flamejantes de Andreas.

No pequeno interlúdio acústico “Quadra” o disco ganha uma profundidade fascinante. “Agony Of Defeat” soa, ao mesmo tempo, pesada e meditativa, com belas melodias. O ciclo se fecha perfeitamente com “Fear; Pain; Chaos; Suffering”, onde o contraponto entre os guturais de Derrick e os vocais certeiros da convidada Emmily Barreto, do Far From Alaska, um fim intenso para um disco sensacional!

Ouvindo “Quadra”, é impossível não concluir que estamos diante de um dos grandes discos de 2020. Sua qualidade absurda só ressalta a grande fase da banda, que segue como uma das maiores do Metal Mundial. E convenhamos, ter um Sepultura como patrimônio nacional é pra poucos!




NO BAIRRO DO VINIL

 Viçoso Caetano - Balada dos Boinas Verdes

Regressamos para apresentar um cantor que seguramente muito poucos conhecerão. Aliás, nem sequer sabemos se o mesmo terá sido um verdadeiro cantor de carreira firmada, ou se, bem pelo contrário, a sua incursão pela música não terá sido um acto meramente esporádico, como temos por quase certo. Viçoso Caetano é o seu nome, aliás, um nome verdadeiramente desconhecido e dificilmente memorizável.
No entanto, não duvidamos que a sua voz já terá sido certamente ouvida por muitos militares portugueses pois a ela se deve a única versão portuguesa da célebre canção “Balada dos Boinas Verdes” (Ballad of the Green Berets, o hino das forças especiais norte-americanas Green Berets, originalmente cantada pelo sargento americano Barry Sadler e da autoria de Robin Moore) e que viria a ser traduzida, adaptada e cantada por Viçoso Caetano para português, tendo sido mais tarde adoptada como o hino (oficioso) dos paraquedistas portugueses.
Se por um lado é verdade que muitos até conhecerão o Hino dos Paraquedistas portugueses, não deixará de ser menos verdade que serão seguramente muito poucos os que saberão a quem pertence a voz que o canta. Tal informação não é, aliás, muito divulgada, razão pela qual se impõe em tempo útil a sua divulgação para completo esclarecimento dos potenciais interessados.





Diga-se ainda que sobre Viçoso Caetano, não logramos recolher muita informação, para alguém de algumas referências na internet que a ele se referem como um ex-alferes miliciano, com serviço militar cumprido em Lourenço Marques, sendo conhecido como o poeta de Fornos de Algodres, terra onde ainda hoje viverá.
Quanto à sua carreira, não temos grandes dúvidas em afirmar que a sua aventura pela música terá sido meramente passageira, quiçá inspirada nos tempos de camaradagem do serviço militar, sendo muito provavelmente o disco em causa reflexo desses tempos, não sendo surpresa para nós admitir que possa ter sido gravado ainda durante o cumprimento do serviço militar.
Não deixa de ser também muito curioso o facto de o lado A do disco conter precisamente dois temas em crioulo “Hê Filore” e “A iala Wanuna”, que nos conduzem para o folclore africano e para um canto em crioulo que calculamos ser de Moçambique, embora não o possamos afirmar com toda a certeza por não sermos conhecedores do dialecto em causa.
Pouco mais haverá a acrescentar relativamente a este disco, com orquestrações e coros dirigidos pelo maestro Joaquim Luís Gomes e com a voz bem timbrada de Viçoso Caetano, que retiramos hoje do esquecimento.



Clique no Play para ouvir os temas: "A iala Wanuna" e "Balada dos Boinas Verdes"

Viçoso Caetano - Balada dos Boinas Verdes
Parlophone LMEP 1275 
A) Hê Filore/ A iala Wanuna
B) Balada dos boinas verdes/ Oh minha terra

Resenha: Casa Das Máquinas – Casa Das Máquinas

Resenha: Cartoon – Bigorna

Destaque

The Rolling Stones - Far away eyes

  "Far Away Eyes" é uma canção dos Rolling Stones , incluída no álbum *Some Girls* (1978), um disco que marcou um renascimento c...