terça-feira, 24 de janeiro de 2023

“Transpiração Contínua Prolongada” (Virgin, 1997), Charlie Brown Jr.



O skate rock já estava presente no Brasil desde a década de 1980 e encontrou abrigo entre as bandas punks da época como a paulista Grinders e Lobotomia. Porém, nenhuma delas alcançou um nível de popularidade tão elevado quanto a Charlie Brown Jr. Através da banda santista, a cultura do skate rock saiu do underground e ganhou as massas, conquistou uma visibilidade que nunca havia tido. E isso se deve muito a Chorão (1970-2013), skatista, vocalista, fundador e criador do conceito do Charlie Brown Jr.

Antes de sonhar em ser um astro do rock, Chorão atuava como skatista a partir dos 15 anos de idade. Participou de torneios nacionais, mas nada que pudesse ganhar a vida como skatista. A barra pesou lá pelos 20 anos de idade quando sua namorada engravidou. Teve que trabalhar duro pra sustentar mulher e filho. Chegou até a trabalhar como corretor de imóveis, experiência aliás, desastrosa. Mas a convivência conjugal foi de mal a pior e não durou muito, logo se separaram.

A entrada de Chorão no mundo da música foi por acaso, aos 21 anos. Num bar, em Santos/SP, onde uma banda de rock se apresentava, o vocalista precisou ir ao banheiro com urgência, e Chorão, presente no local como cliente, foi na “cara de pau”, tomou o microfone para cantar com a tal banda. Depois de algumas músicas berradas, foi convidado por um integrante da banda What’s Up para ser o vocalista, e sem titubear, topou. Chorão ficou por algum tempo na What’s Up, mas deixou o grupo para criar a sua própria banda, mais apropriada ao seu universo, o do skate. Sua principal referência era a Suicidal Tendencies, uma das mais importantes bandas de skate rock.

Com o baixista Champignon (também egresso da What’s Up), os guitarristas Marcão e Thiago Castanho, e o baterista Renato Pelado, Chorão montou o Charlie Brown Jr. em 1992, em Santos. Com exceção de Chorão, nenhum dos outros membros da banda era skatista. O vocalista teve uma grande habilidade para expor aos outros membros o conceito que tinha para a banda e convencê-los a seguir a sua proposta estético-musical. A banda logo frequentou o circuito alternativo de Santos e de São Paulo, participando de festivais de rock e de eventos ligados ao skate.


A banda californiana Sucidal Tendencies, uma das princiipais inspirações 
para Chorão montar o Charlie Brown Jr.

Por volta de 1996, uma fita demo foi parar nas mãos do produtor Rick Bonadio, o mesmo que havia produzido o primeiro e único álbum dos Mamonas Assassinas. Bonadio, então produtor da Virgin Records, logo mandou contratar o quinteto santista. Lançado em junho de 1997, Transpiração Contínua Prolongada foi uma estreia em grande estilo do Charlie Brown Jr. Diria mais, uma estreia em boa dose de estilos. O álbum traz misturas de estilos como ska, rap, funk rock, reggae e punk rock. Percebe-se uma “atmosfera” Red Hot Chili Peppers no disco, principalmente nas faixas mais orientadas para uma levada funk.

Transpiração Contínua Prolongada impressiona pela qualidade dos músicos e pelo som bem “calibrado” que executaram. O baixista Champignon (1978-2013), então com apenas 19 anos, parecia tocar como um veterano, enquanto que o baterista Renato Pelado, o mais velho e mais experiente, dava a segurança na “cozinha” da banda. O fato de Marcão e Thiago já terem tido experiência com metal e o punk, ajudam a entender o peso e os riffs certeiros das guitarras no som da banda. Com um time de músicos tão competentes segurando a reta guarda, Chorão podia brilhar lá na frente e soltar os seus bichos. 

O disco começa com a estranha vinheta “Tributo Ao Frango da Malásia”. Depois o “coro come” com “O Coro Vai Comê”, um ska rock com um baixo pulsante e guitarras nervosas e distorcidas; foi o primeiro hit do Charlie Brown Jr. e foi uma espécie de “cartão de visitas” da banda santista mostrando a que veio. O rock “Tudo Que Ela Gosta de Escutar” seria uma canção autobiográfica de Chorão, sobre um cara pobre que namora uma garota cheia da grana, enquanto que em “Sheik”, Chorão canta que está cheio de mulheres, grana e uma limusine. Entre mais duas vinhetas “Hei! Arreia” e “Molengol’s Groove”, está “Gimme O Anel” que apesar do cunho machista, foi um dos hits do álbum.

Charlie Brown Jr. com a formação original, da esquerda para a direita: Thiago Castanho, Marcão,
Chorão, Renato Pelado e Champignon. 

Amizade e companheirismo são valores destacados em “Aquela Paz”. Na sequência, mais duas faixas que se tornaram hits: o reggae rock “Quinta-Feira” e o ska rock “Proibida Pra Mim (Grazon)”, esta última composta por Chorão em homenagem à sua então namorada Graziela Gonçalves. A música foi regravada por Zeca Baleiro em 2000, só que numa versão mais romântica e calma, e se tornou um dos maiores sucessos da carreira do cantor maranhense. O rap rock “Lombra” é um recado para a molecada que pensa em se dar bem entrando na marginalidade, enquanto que “Corra Vagabundo” é o jogo de gato e rato entre polícia e ladrão.

A atmosfera “redhotchilipepperiana” dá o tom na reta final do álbum numa ótima sequência de funk rocks. “Falar, Falar” aborda a hipocrisia e o falso moralismo. “Festa” é uma mistura de funk, rock e rap regada a guitarras pesadas e cheias de efeitos de pedais wah - wah. Charlie Brown Jr. e a banda Lagoa 66 se juntam e mandam ver na paulada “Escalas Tropicais”. Guitarras pesadas e scratchies se dividem em “Charlie Brown Jr. (Deixa Estar Que Eu Sigo Em Frente)” faixa que fecha o álbum com louvor.

Transpiração Contínua Prolongada foi bem recebido pela crítica. Rapidamente a banda caiu nas graças do público que foi conquistado pelo som com linguagem das ruas da banda e pelo carisma do vocalista “casa-grossa” Chorão. “O Coro Vai Comê”, “Proibida Pra Mim (Grazon)”, “Quinta-Feira” e “Gimme O Anel” tocaram no rádio e na TV. Charlie Brown Jr. virou figurinha carimbada na programação da MTV. O álbum chegou à casa de 500 mil cópias vendidas, nada mal para um álbum de estreia. Com ele, Chorão e sua turma foram contemplados em 1998 com o prêmio VMB da MTV Brasil na categoria “Melhor Clipe de Banda/Artista Revelação” com o vídeo clipe de “Proibida Pra Mim (Grazon)”.

Faixas:

"Tributo ao Frango da Malásia” (vinheta introdutória) 
"O Coro Vai Comê!"
"Tudo que Ela Gosta de Escutar"            
"Sheik"               
"Hei! Arreia... (vinheta)"            
"Gimme o anel"              
"Molengol´s Groove” (vinheta)
"Aquela Paz"
"Quinta-Feira"                 
"Proibida pra Mim (Grazon)"
"Lombra"
"Corra Vagabundo" 
"Falar, falar..." 
"Festa" 
"Escalas Tropicais" 
"Charlie Brown Jr. (Deixa Estar Que Eu Sigo Em Frente)" 


Participações especiais: Lagoa 66 em "Escalas Tropicais", P.M.C. em "Lombra" e DJ Deco Murphy com scratches em "Lombra" e "Charlie Brown Jr."


"Tributo ao Frango da Malásia”
 (vinheta introdutória) 

"O Coro Vai Comê!"

"Tudo que Ela Gosta de Escutar"   

"Sheik" 

       "Hei! Arreia... (vinheta)"  

          "Gimme O Anel"

              "Molengol´s Groove” (vinheta)

"Aquela Paz"

"Quinta-Feira" 

Proibida pra Mim (Grazon)" 
(videoclipe original)

"Lombra"

"Corra Vagabundo" 

"Falar, Falar..."

"Festa" 

"Escalas Tropicais" 

"Charlie Brown Jr. (Deixa Estar Que 
Eu Sigo Em Frente)"  

DISCOS QUE DEVE OUVIR



                                     Juliette Gréco - La Femme 1967 (France, Chanson)


Artista: Juliette Gréco
Local: França
Álbum: La Femme
Ano de lançamento: 1967
Gênero: Chanson
Duração: 30:29
Formato: MP3 CBR 320
Tamanho do arquivo: 72,6 MB (com 3% de recuperação)


Tracks:
01. Il ne faudrait pas que... (Johny Rech, Billy Nencioli) - 3:05
02. Dans ton lit (Guy Bontempelli) - 2:26
03. Je t'attends à Charonne (Leny Escudero) - 3:15
04. Et le pays s'endort (Ioannis Spanos, Pierre Louki) - 2:41
05. Une chanson comme on n'en fait plus (Gaby Verlor, Françoise Dorin) - 2:27
06. Déshabillez-moi (Gaby Verlor, Robert Nyel) - 3:30
07. La femme (Guy Bontempelli) - 2:38
08. Dimitri (Johny Rech, Bernard Dimey) - 1:48
09. Marie-Violaine (Johny Rech, Bernard Lauze) - 2:29
10. Il fait déjà... (Jean-Claude Hamalian, Pierre Louki) - 2:12
11. Je suis bien (Gérard Jouannest, Jacques Brel) - 3:58

Personnel:
- Juliette Gréco - vocals
- Michel Colombier et son orchestre - orchestra (01,02,04,07,10)
- Paul Piot et son orchestre - orchestra (03,08,09)
- Bernard Gérard et son orchestre - orchestra (05,06)
- François Rauber et son orchestre - orchestra (11)
- Paul Guiot - producer



The Trout - The Trout 1968 (EUA, Baroque Pop)




Artista: The Trout
Origem: EUA
Álbum: The Trout
Ano de lançamento: 1968
Gênero: Baroque Pop
Duração: 35:23
Formato: MP3 CBR 320
Tamanho do arquivo: 83,9 MB (com 3% de recuperação)


Tracks:
Songs written by Tony Romeo.
01. The Beginning - 0:37
02. Fresh Water - 2:16
03. Crazy Billy    - 3:24
04. Carnival Girl - 4:23
05. November Song - 4:04
06. Arizona Two Thoughts (Cuddlin' Warm / Here Beside You Now) - 2:17
07. Hushabye Wee Bobby - 2:47
08. Yeah Yeah Yeah - 3:05
09. Worse Day I've Been To - 2:43
10. You Can't Hang On - 3:04
11. Understanding Who I Am - 2:44
12. Sunrise Highway - 3:35
13. The End - 0:24

Personnel:
- Cassandra Morgan - female vocals
- Tony Romeo - vocals, arranger, conductor, producer
- Frank Romeo - vocals
+
- Orchestra
- Jimmy Wisner - arranger





SILVER BULLET - SHADOWFALL (2023)

 

O início dos Silver Bullet remonta ao ano de 2008, quando a banda foi fundada sob o nome de Dirge Eternal. O ex-vocalista dos Dreamtale, Nils Nordling, e o ex-baixista dos Turisas, Hannes Horma, completaram a banda e ajudaram a forjar o álbum de estreia "Screamworks", lançado em meados de 2016. O tema orientador do álbum - filmes de terror clássicos - foi magistralmente transferido para o palco, com atores atuando como enfermeiras zumbis, garotas possuídas e até mesmo como um lunático empunhando uma serra elétrica, transformando os divertidos shows ao vivo dos Silver Bullet numa experiência audiovisual.
Depois de uma turnê de grande sucesso, os finlandeses voltaram com sua segunda oferta de heavy metal sinfónico poderosamente orquestrado e infundido em riffs em 2019. Embora o cenário de filmes de terror tenha sido deixado para trás, "Mooncult" serviu como um verdadeiro arrepiante, oferecendo um enredo emocionante ambientado nas vastidões da Escócia. Com o novo vocalista Bruno Proveschi no comando, Silver Bullet evoluiu para um monstro de metal versátil. Conquistar palcos de festivais como Rockfest, Saarihelvetti e Metal Capital Festival trouxe o reconhecimento que eles realmente mereciam. Ao mesmo tempo, eles estavam escrevendo uma nova obra, desta vez sem nenhum tema limitante.
Trabalhando novamente com a potência do metal Reaper Entertainment Europe, "Shadowfall" realmente solidifica o status dos Silver Bullet na cena do metal como uma das bandas de melódico metal mais promissoras da década. Com o novo álbum, eles também estão lançando "Overtour To Armageddon", uma turnê europeia completa que consiste em 31 shows pela Europa (com Twilight Force) e na Finlândia (com Stratovarius).

01. Overture To Armageddon
02. Shadow Of A Curse
03. The Ones To Fall
04. Creatures Of The Night
05. Soul Reaver
06. ... And Then Comes Oblivion
07. Nighthunter
08. Dusk Of Dawn
09. Falling Dawn
10. The Thirteen Nails

Bruno Proveschi - Vocals (2021-present)
Ossi Elonen - Bass - See also: ex-Blind Stare
Henri Asikainen - Guitars - See also: Asa-Noir, ex-Dirge Eternal
Hannes Horma - Guitars, Vocals, Keyboards - See also: ex-Dirge Eternal, ex-Turisas
Patrik Albrecht - Drums - See also: Kusenpolttamaruumis, ex-Dirge Eternal
https://www.upload-4ever.com/sgah1u30ie2x
https://turbobit.net/qgz61lbpg9ou.html?short_domain=turb.pw







RIVERSIDE - ID.ENTITY (2023)


Bandas como Riverside são uma das razões pelas quais ainda gosto de rock progressivo. A banda de Varsóvia é uma das bandas mais consistentes no género prog ao entrar na sua terceira década de música. Constantemente ampliando os limites de seu talento e constantemente criativo, Riverside continua a intrigar e entreter. Seu oitavo álbum de estúdio, o mais recente em cinco anos, ID.Entity continua essa tradição.
ID.Entity também tem suas próprias nuances. Liricamente, o principal compositor Mariusz Duda explora a essência de nosso ser (e de Riverside como banda), papéis e relacionamentos no nosso complexo mundo de ódio humano, divisão e ganância. Essas coisas expressas em tudo, desde a mídia social até as eleições políticas para uma nação atacando outra sem motivo aparente. Emocionalmente, Riverside suportou a dor da perda de seu amigo de longa data e guitarrista Piotr Grudziñski, que morreu em 2016. O novo álbum apresenta seu substituto, o guitarrista Maciej Meller. Além disso, Duda queria capturar a vitalidade de seus shows ao vivo (que os fãs adoram). A banda gravou a nova música num estúdio de ensaio, capturando a energia de tocar juntos.
O resultado é simplesmente fantástico e puro Riverside. Suas canções têm todos os seus elementos clássicos e característicos. Ambiente e atmosfera que oferecem melancolia e reflexão. Melodia da música reforçada pela harmonia vocal e impulsionada pelo peso rítmico. As linhas de baixo consistentemente presentes que dão a cada música ritmos de rock em movimento. O notável sparring de Riverside entre teclados e música electrónica e riffs fortes e solos de guitarra estilosos. Todas essas coisas estão envolvidas numa subtil complexidade progressiva que sempre parece fácil, ao mesmo tempo em que é intrigante e divertida.
No entanto, sendo por natureza um tanto prolixo, ofereço algumas observações. Fiquei intrigado com a justaposição de suavidade e peso dentro do Big Tech Brother, notavelmente a linha de piano, riffs e seção rítmica que levam a um misterioso solo de guitarra. Esse trabalho de baixo proeminente mencionado acima é significativo em Landmine Blast, Friend or Foe e I'm Done With You, onde leva a música. Claro, a marca registada do progresso de Riverside é o longo The Place Where I Belong, onde eles mergulham profundamente na sua conhecida melancolia musical.
Tudo dito, ID.Entity dos Riverside encontra a icónica banda de rock polaca no seu melhor consistente, oferecendo aos fãs de prog seu melódico rock progressivo pensativo, às vezes melancólico, mas sempre criativo e divertido.


1 Friend or Foe? 00:07:29
2 Landmine Blast 00:04:50
3 Big Tech Brother 00:07:24
4 Post-Truth 00:05:37
5 The Place Where I Belong 00:13:16
6 I'm Done With You 00:05:52
7 Self-Aware 00:08:43

1 Age of Anger 00:11:56
2 Together Again 00:06:29
3 Friend or Foe? (Single Edit) 00:05:59
4 Self-Aware (Single Edit) 00:05:29

Mariusz Duda / vocals, bass
Piotr Kozieradzki / drums
Michal Lapaj / keyboards, Hammond organ
Maciej Meller / guitar
https://katfile.com/7xrmclqosi0e/R1v3rs1d323IDE.rar.html
https://www.upload-4ever.com/srxx6ye01f96







A OBRA DE AMÁLIA RODRIGUES

 

                            AMÁLIA SECRETA


FAROL/TRADISOM - FAR91765 - 2009

Neblina - Quando A Noite Vem - Vieste Depois - Ai Lisboa - Confesso - Cuidado Coração - Eu Queria Cantar-te Um Fado - Fado Não Sei Quem És - Maldição - Marcha da Mouraria - Maria da Cruz - Vamos Os Dois Para A Farra - Foi Deus - Don Triquitraque - Gritenme Piedras Del Campo - Mi Rita Bonita - Tu Recuerdo Y Yo - Cantei O Fado - Disse Adeus À Casinha - Três Ruas




                           AUGUSTO CABRITA


COLUMBIA - SLEM 2315

Vou Dar De Beber À Dor – Fadinho Serrano – Meia-Noite E Uma Guitarra – Disse-te Adeus E Morri

Escolheu esta capa de um EP de Amália Rodrigues, não pela Amália em si – de que até gosta – mas pela fotografia da autoria de Augusto Cabrita.

Porque é bom que pessoas como Augusto Cabrita não fiquem no esquecimento.

Por norma é esse o destino dos artistas deste país.

Augusto Cabrita foi um homem de sete instrumentos, como diria o Sérgio Godinho. É dele a maravilhosa fotografia, a preto e branco, de “Belarmino”, filme de Fernando Lopes. Na televisão deixou o seu talento expresso numa série de colaborações só ao alcance de eleitos.

Concretamente, num programa de Luis de Freitas Branco, “Melomania”, e também o seu trabalho para a série “Vamos Jogar no Totobola". Com textos de Brandão Lucas.

Curiosamente, a propósito de um desses programas, o que foi transmitido na noite de 24 de Abril de 1974, Alice Vieira, na crítica publicada nas diversas edições do “Diário Popular” do dia seguinte, escrevia que num qualquer tempo futuro, Augusto Cabrita, ou alguém por ele, deveria reunir os melhores filmes das emissões “Vamos Jogar no Totobola”.

O Augusto Cabrita, que nos deixou em 1 de Fevereiro de 1993, não o fez e, supõe-se, que muito dificilmente alguém o fará. São daquelas coisas que não dão dinheiro…

Esteve uma única vez com Augusto Cabrita. Conversava à mesa da “Orion”, uma pastelaria no alto da Calçada do Combro, e quem o acompanhava conhecia o Augusto Cabrita e chamou-o para um café. Lembra a humildade sedutora, o fascínio daquele homem simples e de discurso claro, para quem os outros é que são importantes. Como ele, apenas se lembra de um outro mestre: Carlos Paredes.

Não resiste a reproduzir o que Dinis Machado, seu cunhado, escreveu no catálogo de uma sua exposição em Dezembro de 1986:

Talvez se possa definir o Augusto Cabrita (no que existe nele de definível) como um ser humano onde se combinam, com uma felicidade extremamente rara, a truculência, a generosidade e a arte do trabalho.

Absorve a vida como se lhe fosse pouca – e depois distribui-a, caminheiro, pelas mãos dos outros. Gosta muito de quem gosta (como se tivesse o culto do excesso) e aprende, olhando em cada novo olhar, repleto e substituído, a qualidade e a largueza de vistas que o levaram, com o tempo, a construir o seu opulento (e humilde) universo de imagens eternas.

Cheio do prazer de admirar (uma forma de benesse para aqueles que sabem confessar a grandeza possível dos outros), este homem situado de antenas visuais e de coração caleidoscópio, mestre de fotógrafos e narrador de amigos, lida com as dificuldades para se levantar sobre elas – mesmo que seja o arame farpado do grande sofrimento.

Num dia em que trocámos citações (como às vezes fazemos) ao ouvi-lo falar, no limiar da sensibilidade, do burlesco geométrico de Chaplin, disse-lhe que ele teve um destino à Le Corbusier: “Estás condenado a ver".

Acrescento nesta página para que a ideia seja mais esclarecedora: a sentir, a compreender e a revelar".




                                   AMÁLIA


ALVORADA - MEP 60001 - s/data

Lá Porque Tens Cinco Pedras - Fado Alfacinha - A Minha Canção É Saudade - Quando Os Outros Te Batem, Beijo-te Eu



BIOGRAFIA DOS Carson


                                                 Carson 

Banda de Blues Rock australiana formada em 1970 e deixou dois álbuns gravados. O primeiro em estúdio e outro ao vivo, gravado no Sunbury Pop Festival, em janeiro de 1973.

Em abril do mesmo ano a banda se separa.

Broderick Smith ainda consegue relativo sucesso nos anos seguintes, tanto em carreira solo como com outros artistas. 

Integrantes.

John Capek (Piano, Vocais e Teclados, 1970)
Mal Logan (Teclados, 1971-1973)
Tony Lunt (Bateria, 1970-1973)
Broderick Smith (Vocais, 1971-1973)
Barry Sullivan (Baixo, 1971)
Ian Winter (Guitarra, 1971-1973)
Mal Capewell (Saxofone, 1972-1973)
Gary Clarke (Baixo, 1971-1973)
Ian Ferguson (Baixo e Vocais, 1970-1971)
Greg Lawrie (Guitarra, 1970-1973)

Blown (1972)

01. Rock And Roll Game (3:16)
02. Better Times Will Come About (4:56)
03. Sunday In The City (5:25)
04. Banana Power (6:34)
05. Boogie (6:55)
06. Let Me Sleep (1:58)
07. Up In Queensland (9:48)

On The Air (1973)

01. Dingo (7:21)
02. Laid-Back Feel (6:47)
03. Dust My Broom (5:01)
04. Hey Joe (7:21)
05. Boogie (10:15)
06. Sunberry Jam (3:40)


ISSA - LIGHTS OF JAPAN (2023)

 

É difícil de acreditar, mas Issa Oversveen tem lançado álbuns solo por mais de 12 anos, começando com seu debut Signs Of Angels em 2012. Ela regressa com seu sétimo álbum, Lights Of Japan para Frontiers Music, sua gravadora na mesma época. O novo álbum apresenta principalmente músicos de estúdio italianos com alguns convidados notáveis. Para solos de guitarra, John Mitchell (It Bites) e Robby Luckets (Sandness) são apresentados. Em Moon Of Love tu encontrarás o saxofone de Giovanni Barbetta.
Caso contrário, tu podes esperar um melódico hard rock AOR mais sólido de Issa, liderado por sua voz sonora crescente. Os teclados adicionam exuberância e densidade sinfónica. Os solos de guitarra atingem como deveriam, épicos e crescentes como a performance vocal de Issa. Todas essas coisas estão envolvidas em ritmo e groove de clássico rock e acessibilidade AOR.
Destacando algumas músicas, encontrarás algumas músicas empurrando o envelope do melódico rock como Chains Or Fight To Survive. O ritmo pode aumentar em alguns temas de rock como It's Over, Seize The Day e Live Again. As coisas ficam lentas e suaves para o hino parecido com uma balada, I Give My Heart. Para um verdadeiro espírito AOR, Shadow To Light atinge todos os cilindros certos com seu groove suave e boa harmonia vocal/canção.
A maioria das coisas consideradas, a conclusão é simples. Lights Of Japan de Issa é outro álbum consistente e divertido com sua assinatura de melódico hard rock AOR com sua voz crescente no comando.

01. Live Again
02. Lights Of Japan
03. Seize The Day
04. Stop The Rain
05. Moon Of Love
06. Chains
07. Fight To Survive
08. It's Over
09. I Give You My Heart
10. Shadow To The Light
11. I'll Be Waiting 

BARNABAS SKY - WHAT COMES TO LIGHT (2023)


“ What Comes To Light ” é o segundo álbum do projeto de estrelas do Hard Rock BARNABAS SKY liderado pelo guitarrista e compositor alemão Markus Pfeffer (Lazarus Dream / Winterland). Estilisticamente, o projeto do multi-instrumentista de Kaiserslautern combina riffs de guitarra groovy, refrões cativantes, vozes distintas de vários cantores de renome internacional, sons de sintetizadores esféricos e solos de filigrana a uma mistura de rock intemporal longe de tendências efémeras.
Danny Vaughn de Tyketto e Jesse Damon de Silent Rage estão de volta a bordo, com o primeiro cativante com vocais melódicos enérgicos na música-título e o último sendo apoiado por coros da lenda do AOR Paul Sabu na melodia cativante “Grant Me A Wish From Heaven ”.
Pela primeira vez, Doogie White (Rainbow, Alcatraz, Rising Force etc.) faz parte do martelo a vapor clássico do rock “Circus Of Delight”, enquanto Dan Reed (Dan Reed Network) com o sintetizador “Take A Ride”.
Também estão incluídos Roy Cathey (Cold Sweat, The Fifth), Dirk Kennedy (Hittman), Carsten “Lizard” Schulz (Domain, Evidence One), Lee Small (Lionheart, Phenomena) e a lenda do metal Alan Tecchio (Watchtower).
Além disso, o talento excepcional Deibys Artigas Venegas (Pré-incanação), de 30 anos, da Venezuela, está no início como uma dica privilegiada. A masterização impecável está a cargo do renomeado Rolf Munkes em seu Empire Studios.

01. What Comes To Light (ft. Danny Vaughn)
02. We Are Electric (ft. Lee Small)
03. Till My Dying days (ft. Roy Cathey)
04. Circus Of Delight (ft. Doogie White)
05. Take A Ride (ft. Dan Reed)
06 A Dying Song (ft. Carsten 'Lizard' Schulz)
07 Isolation (ft. Deibys Artigas Venegas)
08. Grant Me A Wish From Heaven (ft. Jesse Damon)
09. One Or The Other (ft. Alan Tecchio)
10. Seven Wonders (ft. Dirk Kennedy)
11. No Tomorrow (ft. Lee Small) (CD Bonus Track)

Markus Pfeffer (Lazarus Dream, Winterland) - guitars, bass, keyboards, synths

Danny Vaughn - vocals on “What Comes To Light”
Dan Reed - vocals on “Take A Ride”
Doogie White - vocals on “Circus Of Delight”
Jesse Damon - vocals on “Grant Me A Wish From Heaven”
Roy Cathey - vocals on “Till My Dying Days”
Dirk Kennedy - vocals on “Seven Wonders”
Lee Small - vocals on “We Are Electric”
Carsten ‘Lizard’ Schulz - vocals on “A Dying Song”
Alan Tecchio - vocals on “One Or The Other”
Deibys Artigas Venegas - vocals on “Isolation”
Thomas Rieder - drums, percussion
Paul Sabu - backing vocals on “Grant Me A Wish From Heaven”
Stephan Hugo - backing vocals
https://katfile.com/zrubh78mfcu0/B4rn4b4sSky23WCTL.rar.html
https://rapidgator.net/file/e5f7b1fa17e6dc1b9b633aee3679abf7/B4rn4b4sSky23WCTL.rar.html





Destaque

The Rolling Stones - Far away eyes

  "Far Away Eyes" é uma canção dos Rolling Stones , incluída no álbum *Some Girls* (1978), um disco que marcou um renascimento c...