A música é muito mais do que uma arte. Nos últimos anos, muitos cientistas e musicólogos têm juntado forças com o objetivo de perceber que benefícios a música provoca de facto no ser humano e em todo o mundo que a rodeia.
No blog Mundo de Músicas temos esta necessidade constante de descobrir coisas novas e de mostrar as muitas facetas deste universo musical. Na categoria Música e Ciênciatemos já vindo a publicar uma série de descobertas científicas que atestam as várias formas de que a música dispõe para impactar a nossa vida.
Neste post, decidimos compilar algumas das curiosidades que a ciência revelou nos últimos anos sobre a Música. Temos a certeza que, pela altura em que chegar ao fim deste artigo, vai estar tão surpreendido como nós ficamos quando escrevemos este artigo. Preparado? Vamos lá então.
10 factos que a ciência revelou sobre o mundo da música
1 – A música e o prazer
A música é prazerosa, sim, mas será que todos sentem o mesmo? Pelos vistos, não. Uma investigação levada a cabo pelo Instituto Bellvitage de Investigação Científica, em Espanha, analisou as entrevistas de mais de mil universitários e constatou que 1% dos participantes considerou que ouvir música era algo menos prazeroso do que fazer sexo, praticar exercícios físicos ou comer.
2 – A música melhor que sexo
Uma investigação levada a cabo pela universidade de Londres a 2 mil pessoas concluiu que a música Bohemian Rhapsody, dos Queen, é melhor do que fazer sexo. De acordo com o artigo, certas músicas são capazes de estimular as mesmas zonas de prazer do cérebro que são ativadas quando comemos e fazemos sexo.
3 – Música faz bem à saúde
Dois cientistas da Universidade de McGill, no Canadá, analisaram mais de 400 estudos sobre música e chegaram à conclusão de que a música aumenta a produção de imunoglobulina A e de glóbulos brancos no corpo. Estes, por sua vez, são responsáveis por atacar bactérias e outros organismos invasores. A música intervém ainda na redução dos níveis de cortisol e no aumento de oxitocina. O que significa isto tudo? Que a música faz bem à saúde.
4 – Poesia e música
Uma equipa de neurologistas da Universidade de Exeter concluiu que a música e apoesiaestimulam a mesma área cerebral. A equipa testou a sua teoria em 13 voluntários – que foram submetidos ao contato com essas formas de arte enquanto as suas atividades cerebrais eram vigiadas.
5 – O poder da sua música favorita
Sabia que a sua música favorita estimula uma região do cérebro diferente daquela que é estimulada quando ouve qualquer outra canção? Esta conclusão foi retirada por uma equipa de investigadores da Universidade da Carolina do Norte. A experiência analisou 21 pessoas e em geral constatou-se que ouvir músicas abre o circuito neuronal nos dois hemisférios. Porém, ao ouvir a sua música favorita, é gerada atividade no hipocampo, a região cerebral responsável pela memória e emoções.
6 – A música e o exercício físico
Uma investigação do Instituto Max Planck conseguiu perceber que quem faz exercício físico a ouvir música fica menos cansado. Numa série de experiências, os investigadores acompanharam diversas variáveis do comportamento do corpo de voluntários que faziam exercício físico enquanto ouviam música. Posteriormente, os dados foram reunidos e concluiu-se que os músculos dos participantes consumiam menos energia quando as pessoas exercitavam.
7 – Que música nos dá vontade de dançar?
Uma investigação online levada a cabo por cientistas da Universidade de Oxford propôs a 60 pessoas que ouvissem excertos de música que deveriam ser avaliados de acordo com a vontade de dançar. Ao analisarem os resultados, os investigadores perceberam que ritmos com previsibilidade e complexidade médias tendem a fazer com que as pessoas tenham mais vontade de se mexerem.
8 – O gosto muda
Não gostamos da mesma música até morrer. Uma investigação da Universidade de Cambridge teve como alvo esta mesma premissa e, a partir dos dados fornecidos por 300 mil pessoas durante 10 anos, concluiu que os adolescentes procuram estilos de música mais intensos enquanto os adultos tendem a procurar sons mais sofisticados.
9 – A música é excelente para idosos
Ouvir música pode ser um excelente remédio para aliviar a dor e a ansiedade em idosos. Esta descoberta foi feita por uma investigadora da Universidade de Essex. Numa análise de artigos sobre o tema, a investigadora constatou que o uso da música como terapia entre pessoas com mais de 65 anos está associado a aumento da qualidade de vida e redução de dores, ansiedade e até mesmo da depressão.
10 – Os animais e a música
Sabia que alguns animais conseguem acompanhar o ritmo da música? De acordo com uma investigação levada a cabo por cientistas da Universidade de Connecticut, esta habilidade dos animais para reconhecerem o ritmo estará relacionada com a coordenação de circuitos cerebrais.
Clams Casino, também conhecido como Michael Volpe, é uma figura misteriosa, trabalhando nos bastidores com muitas das maiores estrelas da música. Em novembro de 2019 ele mudou os holofotes para si mesmo, com seu segundo álbum de estúdio Moon Trip Radio .
Analisamos pela primeira vez este produtor e compositor ítalo-americano de Nutley, Nova Jersey, em 2016, após o lançamento de seu fantástico álbum de estreia 32 Levels . Ele lançou várias mixtapes, singles e EPs na última década, e atualmente tem contrato com as gigantes da indústria Columbia Records e Sony Music (embora a Moon Trip Radiofoi realmente auto-lançado). Sua lista de colaboradores notáveis é interminável, incluindo The Weeknd, Schoolboy Q, A$AP Rocky, Vince Staples, Mac Miller e Kelela; além de remixar Lana Del Rey, AJ Tracey e inúmeros outros. “Eu nunca paro de trabalhar” é uma citação muito relevante tirada de uma entrevista recente com Vice, onde ele também admite que a paternidade recente o restringiu à produção baseada em fones de ouvido; algo que pode ter inspirado um nível ainda maior de detalhes. Seu estilo atmosférico ajudou a inovar o som que hoje conhecemos como 'cloud rap', abrangendo tudo, desde dubstep até trip-hop.
Ao ouvir as primeiras faixas do álbum, parece que muito permaneceu o mesmo desde 32 Levels.. Seus vocais temperamentais e afinados característicos estão presentes em “Rune”, rajadas repentinas de falhas de bateria aparecem em “Healing” e em “NSX” ele mais uma vez utiliza caixas afiadas, chapéus balançando e muita síntese granular. Cada uma dessas faixas compartilha uma certa melancolia, mas conforme o álbum avança, o clima começa a melhorar. “Fire Blue” e “Cupidwing” são menos sombrios, mas permanecem psicodélicos e distorcidos. As teclas suaves e elegantes e o padrão de bateria hip-hop de “Cupidwing” não soariam muito fora de lugar em um álbum do Bonobo, e a inteligente camada de samples e movimento de “Fire Blue” é excepcional. Existem até algumas faixas com pouco ou nenhum trabalho de bateria; a natureza ambiente e extraterrestre de “Soliloquy” pode não funcionar para todos, mas as batidas de guitarra espaçosas em “Twilit” certamente converterão muitos não-crentes.
Fãs de Massive Attack e Portishead provavelmente vão gostar de “Glowing Bones”, que tem um verdadeiro toque de trip-hop. Seus ecos de conga dubby e sintetizadores alienígenas não são convencionais na maioria dos instrumentais de rap, mas devido à completa falta de recursos do álbum, fica bem claro que eles devem ser independentes. “Lyre”, como o nome sugere, depende fortemente do instrumento de cordas grego, ao lado de ocasionais falhas de percussão no estilo Aphex Twin e ondas digitais quebrando. Outras faixas como “In A Mirror” e “Moon Trip Radio” são intencionalmente dolorosamente lentas, deixando você esperando pela caixa.
O projeto em geral está perdendo um pouco da mordida do que 32 níveis tinha, mas essa aspereza foi substituída por refinamento. De muitas maneiras, o Moon Trip Radio é ainda mais envolvente e experimental. Alguns podem ouvi-lo como sendo mais brando, ou mesmo inacabado, especialmente porque os comprimentos das faixas geralmente não são muito longos. Em vez disso, eles são curtos e doces, e essa franqueza faz maravilhas. Este é um álbum perfeito para as noites frias de inverno, os fãs de qualquer coisa sinistra e lo-fi definitivamente devem tomar nota.
Toska é uma banda instrumental formada por músicos do Dorje. Seu som inconfundivelmente progressivo cheio de nuances sinestésicas baseadas no nu metal que não o deixa indiferente.
Arcane Roots
Este trio tem uma proposta interessante influenciada pelo pós-hardcore, indie e pop que tem alcançado alguma notoriedade devido ao seu som eclético.
Safety Fire
Mais uma proposta ligada ao post hardcore com uma forte componente assente na matemática, a Safety Fire tem vindo a desenvolver a sua carreira e popularidade com base em apresentações marcantes e cheias de potência.
Voices from the Fuselage
Metal progressivo melódico em toda a sua expressão, na voz de alguém já conhecido: Ashe O'Hara (ex Tesseract) dá-nos música cheia de paixão e sentimento. Uma banda que você deve adicionar à sua lista de tarefas.
Stone Circle
Metal progressivo denso e pastoso que lembra Opeth e Gojira. Uma excelente banda que preenche os espaços com groove e um som robusto. Se você gosta de um metal moderno que se destaca, essa pode ser uma boa alternativa para ouvir.
Depois de nove anos de carreira e dois álbuns lançados, a banda brasiliense Little Quail and The Mad Birds chegou ao fim em 1997. No ano seguinte, em 1998, o ex-vocalista e guitarrista da Little Quail, Gabriel Thomaz, já estava montando no Rio de Janeiro uma nova banda, a Autoramas. A baixista Simone do Vale (ex-Dash) e o baterista Nervoso (ex-Beach Lizards) completavam a nova banda.
Ainda em 1998, Nervoso deixou o Autoramas e foi substituído por Bacalhau, ex-baterista da Planet Hemp. Com a nova formação, o Autoramas fez uma série de apresentações no circuito roqueiro alternativo carioca, e em pouco, se consolidava como uma das bandas mais destacadas da cena independente do Rio de Janeiro, o que a credenciou a abrir shows de bandas alternativas estrangeiras no Brasil, como as americanas Superchunk e Man Or Astro Man?
Em 2000, a banda Autoramas lançou o seu primeiro álbum, Stress, Depressão & Síndrome do Pânico, através do selo independente Astronauta Discos, com produção de Carlo Bartolini.
Stress, Depressão & Síndrome do Pânico segue à risca o conceito musical que Gabriel criou para a Autoramas definido como “rock para dançar”. E para isso, a banda teve como referências o rock de garagem dos anos 1960, o rockabilly, a Jovem Guarda, a surf music e a new wave, referências essas que podem ser encontradas ao longo das treze faixas do álbum. A guitarra cheia de efeitos, o baixo distorcido e “sujo” e a bateria “seca” criam um som dançante e contagiante que caracterizam Stress, Depressão & Síndrome do Pânico.
Autoramas na formação do seu álbum de estreia, da esquerda para a direita: Bacalhau, Simone do Vale e Gabriel Thomaz.
O álbum começa agitado com “Fale Mal de Mim”, uma música cheia de versos que são um recado direto a quem é invejoso: “Sua vida anda mesmo sem graça / Pois a única saída que você acha é me difamar / Isso até que veio bem a calhar / Eu estava precisando de alguém para me divulgar”. A influência da Jovem Guarda é clara em “Carinha Triste”, que possui uma linha melódica que lembra “Namoradinha de Um Amigo Meu”, sucesso de Roberto Carlos da década de 1960. O tema central de “Carinha Triste” é o amor não correspondido, em que o eu lírico vê o seu sentimento completamente desprezado pela garota por quem é apaixonado.
“Ex-Amigo” é sobre aquele sujeito que finge se ser amigo, mas na verdade é uma pessoa traiçoeira: “Depois do seu milésimo centésimo oitavo vacilo / Sempre acompanhado de um pedido de desculpas / Eu chego a conclusão de que na verdade é minha culpa / Por não ter me livrado de você a muito tempo atrás”.
Na faixa seguinte, “Agora Minha Sorte Mudou”, quem canta é a baixista Simone do Vale, um quase rock balada que trata sobre liberdade e do indivíduo ser dono do seu próprio destino. “Autodestruição” é um rock tenso e nervoso, marcado por um som de baixo distorcido e “sujo”. Em “Jogos Olímpicos”, o Autoramas traduz para os tempos contemporâneos a surf music instrumental dos anos 1960, uma das suas principais influências.
“Tudo Errado” é sobre aquele sujeito que gosta de se manter isolado, que não gosta de nada e é avesso a se relacionar com as pessoas, enquanto que em “Eu Não Morri”, alguém parece ter sobrevivido a alguma situação muito difícil. “Boa Fé” é a faixa mais curta do disco, apenas quarenta segundos, e não acrescenta muita coisa no disco. “Bahamas” é mais uma faixa instrumental presente no disco, em que Gabriel mostra mais uma vez a sua habilidade como guitarrista, enquanto Simone executa uma linha baixo ruidosa e tensa. Em “Ação”, guitarra e baixo fazem uma “parede” sonora compacta para a base da música, enquanto a bateria dita o ritmo rock’n’roll.
Detalhe da foto da contracapa de Stress, Depressão & Síndrome do Pânico.
Única do álbum cantada em inglês, “Catchy Chorus” é uma surf music marcada pela guitarra de Gabriel carregada de efeitos de vibrato. O álbum chega ao fim com “Souvenir”, uma releitura em versão instrumental da Autoramas para um antigo sucesso da banda britânica de synthpop OMD.
Dentre as faixas de Stress, Depressão & Síndrome do Pânico, “Fale Mal de Mim” e “Carinha Triste” foram as que mais tiveram repercussão, graças aos videoclipes que tiveram uma razoável visibilidade na MTV Brasil.
O lançamento de Stress, Depressão & Síndrome do Pânico foi seguido pela turnê pelo Brasil, de sul a norte do país, com mais de 80 shows. Em janeiro de 2001, a banda Autoramas se apresentou na Tenda Brasil do Rock in Rio III, no Rio de Janeiro. No final daquele ano, a banda carioca lançou o seu segundo álbum, Vida Real, acompanhado de uma turnê nacional e depois uma turnê no Japão, a primeira excursão internacional da Autoramas.
Faixas
Todas as faixas são de autoria de Gabriel Thomaz, exceto as indicadas.
Desde que a cantora inglesa Amy Winehouse (1984-2011) estourou com o álbum Back In Black, em 2006, uma verdadeira onda retrô da soul music e do R&B dos anos 1960 tomou conta do cenário musical do Reino Unido, entre a segunda metade dos anos 2000 e o início dos anos 2010. Winehouse abriu caminho para uma nova geração de jovens cantoras britânicas que bebiam na fonte musical da música negra americana do passado, e traduziam essas referências para a atualidade, mas sem perder a essência e o charme de outrora do estilo. Divas do passado como as americanas Etta James (1938-2012) e Aretha Franklin (1942-2018), e a inglesa Dusty Springfield (1939-1999), além das girls gropus dos anos 1960, foram algumas das referências para as novas candidatas a divas pop no Reino Unido, como Duffy, Estelle, Corinne Bailey, Dionne Bromfield entre outras.
Mas sem dúvida, dessa nova geração de cantoras britânicas que despontaram no Reino Unido na virada dos anos 2000 para os anos 2010, nenhuma delas alcançou uma popularidade em escala planetária como a fenomenal Adele. Com a decadência artística e pessoal de Amy Winehouse no final dos anos 2000, motivada pelo seu vício em álcool e drogas, as atenções se voltaram à busca de uma “nova Amy”. Embora houvesse várias candidatas ao posto naquele momento da música pop britânica, foi Adele quem respondeu mais rápido e com mais eficiência.
Filha de mãe inglesa e pai galês, Adele Laurie Blue Adkins nasceu em Londres, em 5 de maio de 1988. A carreira musical de Adele começa após formar-se na Brit School For Performing Arts & Technology, em 2006. Naquele ano, um amigo de Adele postou uma demo com canções gravadas pela iniciante cantora no My Space, que logo chamou a atenção do selo XL Recordings. Adele foi contratada imediatamente pelo selo. Em 2007, é lançado o primeiro single da cantora, “Hometown Glory”, que dá início à escalada de Adele que na época tinha apenas 18 anos.
Capa do primeiro single de Adele, "Hometown Glory", lançado em 2007.
O primeiro álbum chega em janeiro de 2008, intitulado 19, cujo título é uma referência à idade que a cantora iria fazer naquele ano. Em maio daquele ano, começa a primeira turnê internacional, que passa pela Europa, Estados Unidos e Canadá. Aclamado pela crítica, o primeiro álbum de Adele chegou ao 2º lugar na parada de álbuns do Reino Unido, e 11º lugar na Billboard Hot 100, nos Estados Unidos. Nos Reino Unido, 19 vendeu 1,2 milhão de cópias, enquanto que nos Estados Unidos, alcançou a marca de 3 milhões de cópias. Ainda em em 2008, Adele conquista o seu primeiro grande prêmio, o Brit Awards, na categoria “Escolha da Crítica”. O sucesso comercial, a aclamação da crítica e a conquista de prêmios como o Grammy de “Artista Revelação”, em 2009, depositaram nas costas de Adele, uma grande expectativa para o segundo álbum.
Em 2009, ainda durante a turnê do álbum 19, Adele começou a compor canções para um novo álbum. A princípio, Adele pensou o novo álbum com um repertório mais alegre, mais leve, divertido, diferente do repertório do álbum 19, mais sofrido, mais voltado para as dores do amor. Contudo, o material novo era pouco inspirador e estava causando insatisfação à cantora. As sessões de gravação foram arrastadas. Com essa situação que não ia para lugar algum, Adele decidiu cancelar as sessões de gravação.
Mas foi a partir de uma situação desagradável que as coisas mudaram favoravelmente para Adele. O relacionamento que a cantora estava vivendo com um homem 10 anos velho, iniciada no começo de 2009, durou apenas 18 meses. Terminou após um desentendimento muito tenso. E foi justamente o rompimento dessa relação, que terminou de maneira muito sofrida que motivou Adele a compor novas canções, desta vez mais inspiradoras, porém tão dolorosas sentimentalmente quanto as do álbum 19. A ideia de um repertório mais alegre, mais alto-astral, foi esquecido.
As novas sessões de gravação, desta vez mais inspiradas, começaram em meados de 2010, depois que rompeu com o ex-namorado. O processo de gravação ocorreu em estúdios de Londres, na Inglaterra, e na Califórnia, nos Estados Unidos. A produção do novo álbum contou com a participação de vários produtores como Jim Abbiss, Paul Epworth, Rick Rubin, Fraser T Smith, Ryan Tedder e Dan Wilson, além da própria Adele.
O público teve uma ideia do novo trabalho de Adele com o lançamento do single de “Rolling In The Deep”, em novembro de 2010. A música causou um grande impacto no cenário pop mundial. Foi um sucesso instantâneo, chegando ao primeiro lugar das paradas de mais de dez países. Pela primeira vez, Adele emplacava uma música em 1º lugar nos Estados Unidos.
Adele em cena do videoclipe de "Rolling In The Deep".
Em janeiro de 2011, o tão aguardado segundo álbum de Adele era lançado. O álbum iria se chamar Rolling In The Deep, mas acabou batizado como 21, dentro do mesmo esquema do álbum anterior: batizar baseado na idade dela.
21 segue a tendência retrô em voga na época no Reino Unido, baseado em referências do soul, do gospel e do R&B dos anos 1960, conectados com pop contemporâneo. Percebe-se aqui e ali, referências à country music. O sofrimento, a desilusão e as dores de amor de Adele com o recente findado relacionamento são abordados nas onze faixas de 21.
O álbum começa em grande estilo com “Rolling In The Deep”, cujo single foi lançado antes do álbum. Forte e muito expressiva, a música é um soul pop certeiro, dançante, radiofônico, e não à toa, tocou à exaustão no rádio. “Rolling In The Deep” traz versos claros e diretos de uma mulher que pretende se refazer, cicatrizar-se das feridas de um relacionamento com um homem que amava, mas que a fez sofrer. Logo nos primeiros versos ela dá o recado: “There's a fire starting in my heart / Reaching a fever pitch and it's bringing me out the dark / Finally, I can see you crystal clear / Go ahead and sell me out and I'll lay your shit bare” (“Tem uma chama surgindo no meu coração / Está tomando conta de mim e me tirando da escuridão / Finalmente, eu posso te ver claramente / Vá em frente e revele meus defeitos, e eu vou expor todas as suas mentiras”). É evidente que se trata de uma música autobiográfica, que assim como as outras presentes em 21, ela escreveu após o fim da sua relação pouco antes de gravar o álbum.
Assim como “Rolling In The Deep”, “Rumours Has It” tem um apelo pop dançante. É forte, envolvente, e possui um refrão “chiclete”, grudento. “Rumours Has It” trata sobre uma mulher apaixonada e decidida, que pressiona o homem que ama a esquecer a outra que o faz de bobo.
Adele no estúdio gravando o álbum 21.
“Turning Tables” foi escrita por Adele após uma briga com o seu ex-namorado. É uma canção que possui base instrumental muito bem arranjada e apoiada em piano e cordas. A letra diz muito sobre a relação que ela tinha com o ex-namorado, um sujeito que tinha uma postura muito manipuladora. Cansada de sofrer, a personagem da canção buscar uma sair da relação e seguir o seu caminho.
Um delicado dedilhado ao violão com inspiração em baladas country românticas, dá início a “Don’t You Remember”, que traz versos diretos e apaixonados, contando a história de uma mulher amargurada pelo abandono do homem que ela amava.
“Set Fire To The Rain” é uma das faixas de grande sucesso do álbum, e trata sobre as contradições num relacionamento. “He Won’t Go” possui uma batida rítmica interessante e uma base instrumental pop sofisticada. Mágoa e ressentimento são temas presentes nos versos de “Take It All”, mais uma canção sobre uma mulher apaixonada e abandonada pelo amor de sua vida.
Na boa soul pop “I’ll Be Wainting”, uma mulher ainda guarda um fio de esperança de que um dia, o seu amado volte para os seus braços, mesmo com o fim da relação: “I'll be waiting for you when you're ready to love me again / I put my hands up / I'll do everything diferente / I'll be better to you”. (“Eu estarei esperando por você quando você estiver pronto para me amar de novo / Eu coloco minhas mãos pra cima / Eu vou fazer tudo diferente / Vou ser melhor para você”). “One and Only” traz uma mulher firme e confiante que faz um desafio ao homem por quem é apaixonada: de que ela será a sua primeira e única mulher.
O álbum traz um único cover, a de “Lovesong”, originalmente gravada pela banda The Cure para o álbum Desintegration, de 1989. Diferente de boa parte das canções do álbum que trata sobre desilusão e sofrimentos do amor, em “Lovesong”, o amor é abordado com leveza e otimismo. Retrata o quanto faz bem o amor correspondido e a companhia de quem se ama.
No álbum 21, Adele regravou "Lovesong", canção do The Cure (foto), de 1989.
“Someone Like You” é uma balada triste sobre o fim de uma relação, em que Adele canta acompanhada apenas de um piano. A canção remete aos áureos tempos de Carole King, cantora e compositora que se notabilizou em canções com voz e piano. Foi uma das últimas canções compostas por Adele para o álbum 21. Adele estava muito triste quando compôs “Someone Like You”. Os versos retratam o sofrimento de uma mulher ao saber que o homem a quem ela tanto se dedicou, tem outra mulher. Depois dessa descoberta, a duras penas, ela tenta se refazer das dores, prosseguir a sua vida e, quem sabe, encontrar um novo amor.
Em março de 2011, Adele deu início à turnê promocional de 21, a segunda da sua carreira. Intitulada Adele Live, a turnê passou pela Europa, Estados Unidos e Canadá, totalizando cerca de 51 apresentações. Num determinado momento, a turnê foi temporariamente suspensa porque Adele teve que passar por uma cirurgia para cuidar das suas cordas vocais. Em 22 de setembro de 2011, o concerto no Royal Albert Hall foi gravado, e dois meses depois no Live at The Royal Albert Hall, um álbum de vídeo (o primeiro da cantora) em DVD e blue-ray, e em CD.
Adele se apresentando no Rockefeller Music Hall, em Oslo, Noruega, em março de 2011, durante a turnê Adele Live.
21 teve um desempenho comercial espetacular, com direito até a quebra de recordes. Só na primeira semana de lançamento, 21 vendeu mais de 208 mil cópias no Reino Unido. É o álbum mais vendido no século XXI no Reino Unido, onde vendeu mais de 5 milhões de cópias. Nos Estados Unidos, o maior mercado fonográfico do mundo, atingiu a marca de 14 milhões de cópias. Em todo o mundo, o segundo álbum de Adele vendeu cerca de 31 milhões de cópias, figurando assim na galeria dos álbuns mais vendidos em todos os tempos.
O single de “Rolling In The Deep” foi um fenômeno comercial à parte. Nos Estados Unidos, o single vendeu 8,7 milhões de cópias, tornando-se a canção digital mais vendida por uma cantora no mercado americano. Na terra natal da cantora, o Reino Unido, o single vendeu mais de 1,8 milhão de cópias. Em todo o mundo, o single chegou à marca fantástica de 20 milhões de cópias, fazendo dele um dos singles mais vendidos em todos os tempos.
Adele bateu recordes e atingiu marcas históricas com o álbum 21. Ela se tornou a primeira cantora a ter três singles ao mesmo tempo no Top 10 da Billboard 100, nos Estados Unidos. 21 foi o álbum de artista feminina que mais tempo permaneceu em 1º lugar na história do Reino Unido, permanecendo nessa posição por 23 semanas seguidas. O single de “Set Fire To The Rain” torna Adele a primeira cantora da história a liderar a Billboard 200 três vezes consecutivamente, superando Michael Jackson, Madonna e Beyoncé.
Segundo a Official Charts Company (empresa responsável pela divulgação das músicas mais tocadas e dos discos mais vendidos do Reino Unido), Adele foi a primeira artista a ter uma música e um álbum em 1º lugar em suas respectivas paradas (parada de singles e de álbuns) num mesmo período. Antes de Adele, só os Beatles haviam conseguido essa proeza.
Na edição de 2012 do Grammy Awards (foto), Adele conquistou seis prêmios.
Além das vendas e quebras de recordes, o álbum 21 proporcionou a Adele vários prêmios, dentre os quais seis prêmios Grammy em 2012 (“Álbum do Ano” (por 21), “Melhor Álbum de Pop Vocal" (por 21), “Canção do Ano” (por “Rolling In The Deep”), “Gravação do Ano” (por “Rolling In The Deep”), “Melhor Vídeo em Curta-Metragem” (por “Rolling In The Deep”) e “Melhor Performance Pop Solo” (por “Someone Like You”), três prêmios American MusicAwards (“Melhor Artista Adulto Contemporâneo”, “Melhor Artista Feminina Pop/Rock” e “Melhor Álbum Pop/Rock” (por 21))e dois prêmios Brit Awards (“Melhor Artista Feminina Britânica” e “Álbum Britânico do Ano” (por 21)).
O megassucesso de Adele proporcionou a ela um convite para compor uma canção tema para o filme 007 – Operação Skyfall, em 2012. A canção “Skyfall” fez um grande sucesso, em 2013, e não foi surpresa, faturou prêmios importantes como o Globo de Ouro de “Melhor Canção Original”, o Oscar de “Melhor Canção” e o Grammy de “Melhor Canção Escrita para Mídia Visual”.
Após um estrondoso sucesso de 21 e de tanta exposição, Adele decidiu dar mais tempo para si mesma e ao filho, que nasceu em 2012. Anunciou que o terceiro álbum levaria algum tempo para sair. Depois de um hiato de cerca de três, Adele lançou em 2015 o seu tão aguardado terceiro álbum, 25 (título que é uma referência à sua idade, assim como os álbuns anteriores). A recepção foi positiva por parte da crítica, e por parte do público, que na primeira semana de lançamento, quase 4 milhões de cópias foram vendidas nos Estados Unidos, e 800 mil cópias no Reino Unido. O grande hit desse álbum foi “Hello”.
Faixas
“Rolling In The Deep” (Adele Adkins - Paul Epworth )
“Rumour Has It” (Adele Adkins - Ryan Tedder)
“Turning Tables” (Adele Adkins - Ryan Tedder)
“Don't You Remember” (Adele Adkins - Dan Wilson)
“Set Fire To The Rain” (Adele Adkins - Fraser T. Smith)
“He Won't Go” (Adele Adkins - Paul Epworth)
“Take It All” (Adele Adkins - Eg White)
“I'll Be Waiting” (Adele Adkins - Paul Epworth)
“One and Only” (Adele Adkins - Dan Wilson - Greg Wells)
“Lovesong” (Robert Smith - Simon Gallup - Roger O'Donnell - Porl Thompson - Lol Tolhurst - Boris Williams)
E continuamos na ilha que é o berço do prog e uma referência musical universal
The HAARP Machine
Donos de um estilo único com influências do Oriente Médio, principalmente contribuídas por seu guitarrista e treinador, The HAARP Machine alcançou notoriedade. Banda absolutamente recomendada.
dorje
Liderada por Rob Chapman e a ex-banda ChasinJade, esta banda mistura uma proposta de prog metal e nu metal de uma forma muito boa que prende facilmente a atenção do ouvinte.
Shattered Skies
Cultivando todos os elementos que atualmente estão mais ativos no metal moderno e em particular no metal progressivo, este quarteto oferece música de excelente qualidade.
Amplifier
Não há dúvida de que gêneros como o post-rock ou o stoner estão ligados ao prog, sobretudo por seu caráter exploratório. Este é um daqueles casos; O amplificador tem um som diferenciado e capta muito grunge, rock espacial em um formato psicodélico que agrada bastante aos olhos e aos ouvidos.
sikth
Para os fãs de djent não deve ser uma descoberta, porém tem muito mais a oferecer. Sikth é uma banda com uma discografia impecável cheia de groove, breaks e momentos catárticos. Um elenco de estilos que vale a pena gastar algum tempo