domingo, 29 de janeiro de 2023

DISCOGRAFIA - ACHE Symphonic Prog • Denmark

 

ACHE

Symphonic Prog • Denmark

Ache biografia
Fundado em Copenhague, Dinamarca em 1968 - Dissolvido em 1980 - Reunido brevemente em 1985 e reformado em 2003

As sementes do ACHE foram plantadas no início dos anos 60 através do grupo beat dinamarquês THE HARLOWS. Quando HARLOWS Torsten Olafsson (baixo), Peter Mellin (órgão) e Glenn Fischer (bateria) se juntaram ao ex-guitarrista do MCKENZIE SET, Finn Olafsson, em 1968, o ACHE nasceu.

Eles passaram os dois anos seguintes trabalhando em uma peça estendida chamada "De Homine Urbano", que foi lançada como música de programa para um "balé de rock" experimental em 1970. Lançado pelo selo Philips no mesmo ano com um single que não é álbum faixas, rendeu críticas positivas na imprensa dinamarquesa. O "teatro do rock" do ACHE criou uma espécie de sensação no rock underground, e "Green Man" veio em 1971. O próximo grande projeto do ACHE, por uma versão revisada de seis integrantes da banda, foi um trabalho conceitual chamado "Pictures From Cyclus 7", escrito em colaboração com o letrista Bo Lillesöe em 1975 e lançado um ano depois.

Ache permaneceu ativo intermitentemente, embora esporadicamente, desde então. Seu único outro trabalho importante (ou seja: sem contar singles e compilações) foi "Blå som altid", um álbum voltado para o folk lançado em 1978.


Por que esse artista deve estar listado em www.progarchives.com :
Eles são importantes para o história da música progressiva dinamarquesa.

Esta banda dinamarquesa foi fundada em 68 e contava com Torsten Olafsson (baixo e voz), Finn Olafsson (guitarra e voz), Peter Mellin (órgão e teclado) e Glen Fisher (bateria e pecussão). Eles gravaram dois álbuns: "De hombre urbano ('70) e "Green man" ('71). Krautrock (primeiro JANE, ELOY, RAMSES, TRIUMVIRAT) e os mestres holandeses EARTH & FIRE (sua primeira era comercial). Em 2000, ambos os álbuns foram lançados em 1 CD intitulado "Ache: De hombre urbano + Green man". A música é baseado em um esplêndido teclado (muitas inundações de órgão Hammond) e algumas guitarras elétricas ardentes. O primeiro álbum contém duas 'faixas paralelas', a atmosfera é tipicamente do final dos anos sessenta e início dos anos setenta, com muitos solos e uma interação longa e emocionante entre guitarra e teclado, como jams. O segundo álbum inclui músicas mais curtas mas os climas estão na veia do primeiro LP. Se você ouvir este CD, é incrível que o magnífico teclado seja entregue por um desconhecido músico dinamarquês!

ACHE discografia



ACHE top albums (CD, LP, MC, SACD, DVD-A, Digital Media)

3.49 | 72 ratings
De Homine Urbano
1970
3.32 | 57 ratings
Green Man
1971
3.47 | 39 ratings
Pictures From Cyclus 7
1976
3.19 | 21 ratings
Blå Som Altid
1977

ACHE Live Albums (CD, LP, MC, SACD, DVD-A,)

ACHE Videos (DVD, Blu-ray, VHS etc)

ACHE Boxset & Compilations (CD, LP, MC, SACD, DVD-A,)

3.18 | 28 ratings
De Homine Urbano + Green Man
2000

ACHE Official Singles, EPs, Fan Club & Promo (CD, EP/LP, MC, )

5.00 | 1 ratings
Shadow of a Gipsy
1970
5.00 | 1 ratings
Expectation
1976
5.00 | 1 ratings
Slaraffenland
1978
0.00 | 0 ratings
De Skæve Drømme
2004

DISCOGRAFIA - ACCORDO DEI CONTRARI Jazz Rock/Fusion • Italy

 

ACCORDO DEI CONTRARI

Jazz Rock/Fusion • Italy

Biografia Accordo Dei Contrari
Fundada em Bolonha, Itália, em 2001

"Imagine a dinâmica da vida retratada por meio de sons; ou os contrastes que você vê na vida cotidiana, expressos em luz e cores. Isso é o que muitos artistas tentaram fazer no passado e ainda tentam fazem hoje, em sua própria língua. Isso é o que tentamos fazer agora, e tentaremos fazer amanhã, em nossa própria língua. Nós apenas tentamos capturar nossas impressões diárias, não importa se isso é rock progressivo ou não." (Accordo dei Contrari, de uma entrevista no Progarchives, fevereiro de 2011).

Bem-vindo à música de Accordo dei Contrari. A banda é na verdade uma unidade de quatro pessoas diferentes, cada uma com sua própria vida, experiência e pontos de vista (às vezes opostos). Daí o nome Accordo dei Contrari, que pela autodefinição da banda,

Accordo dei Contrari foi formado em 2001 em Bolonha, Itália, concebido como um veículo para fazer música instrumental original. Durante três anos trabalharam em trio com Cristian Franchi na bateria, Giovanni Parmeggiani nos teclados e Alessandro Pedrini na guitarra. Em 2003 Daniele Piccinini se juntou à banda no baixo, mas logo Alessandro Pedrini saiu. Eles se tornaram um quinteto em janeiro de 2004 com Daniele Piccinini no baixo, Marco Marzo na guitarra e Vladimiro Cantaluppi no violino, além dos restantes Franchi e Parmeggiani. Depois de dois anos de ensaios eles entenderam que ser um quinteto era um jeito simplório de fazer as coisas, e em 2006 Vladimiro deixou a banda, fazendo a melhor escolha na pior hora - apenas um mês antes das gravações. Paradoxalmente, Accordo dei Contrari, nascido para se recusar a trabalhar como quarteto, gravaram seu primeiro trabalho como um quarteto (Cristian Franchi na bateria, Giovanni Parmeggiani nos teclados, Daniele Piccinini no baixo, Marco Marzo na guitarra), e o álbum 'Kinesis' foi o resultado. Com dois dias de gravação ao vivo em estúdio em junho de 2006, com curtos overdubs de violino e sax em outubro-novembro de 2006, 'Kinesis', lançado pela AltrOck em 2007, foi aclamado pela crítica e ganhou o Progaward de melhor álbum italiano de música progressiva. Rocha em 2007.

Desde 2007, a banda tem focado sua atenção na improvisação, polirritmia, tocando juntos e interagindo musicalmente no palco, realmente querendo crescer como um grupo de rock vivo. Eles realizaram alguns shows durante o período de 2008-2009 na Europa (AltrOck festival em Milão, Itália; Progrésiste em Verviers, Bélgica; Cheese Prog festival em Estrasburgo, França; Gong festival em Parma, Itália; Freakshow Artrock festival em Würzburg, Alemanha) e trabalhou em novas composições, acústicas e elétricas. A banda deveria tocar no prestigioso NEARfest 2011 em Bethlehem, EUA, mas o festival fracassou. Um segundo álbum de estúdio, 'Kublai', com o convidado especial, Canterbury Scene notável Richard Sinclair, foi lançado em 2011, e a banda realizou seu primeiro show de verdade no exterior no ProgDay em 2012.

2014 traz finalmente o seu terceiro álbum `AdC', e é mais um exemplo de banda a redefinir o que jazz/fusion pode significar, não só para si, mas para os seus ouvintes e amantes do género. Eles também tocaram no Festival Crescendo (Saint Palais sur Mer, França). Como um trio sem baixo elétrico, eles se apresentaram no Berchidda Festival, organizado pelo famoso trompetista Paolo Fresu. Nesse ínterim, o baixista Daniele Piccinini deixou a banda (agosto/setembro de 2014).

Em outubro de 2014, Accordo dei Contrari começou a trabalhar em novas músicas como um trio com Giovanni Parmeggiani nos teclados, Cristian Franchi na bateria e Marco Marzo na guitarra elétrica. Em janeiro de 2016 voltaram a ser um quarteto, com Stefano Radaelli no sax alto e barítono. Seu último esforço, 'Violato Intatto', foi gravado ao vivo com apenas pequenos overdubs entre os dias 16 a 23 de julho de 2016, com o convidado especial Alessandro Bonetti (violinista de Deus ex Machina) em uma faixa. É um álbum duplo (auto-lançado em 2017; distribuição por Self/Ma.Ra.Cash/AltrOck), e é considerado por muitos como o auge de seu trabalho até agora.

ACCORDO DEI CONTRARI discografia



ACCORDO DEI CONTRARI top albums (CD, LP, MC)

3.75 | 66 ratings
Kinesis
2007

4.21 | 52 ratings
UR-
2021
3.92 | 100 ratings
Kublai
2011
3.82 | 54 ratings
AdC
2014
4.18 | 144 ratings
Violato Intatto
2017

Resenha Synchronicity Álbum de The Police 1983

 

Resenha

Synchronicity

Álbum de The Police

1983

CD/LP

Com um clima tenso na banda, principalmente entre Stewart Copeland e Sting, com o lançamento do mediano "Zenyatta Mondatta" (que foi um um baque de venda, comparado a outros discos do trio inglês) em  1982, no ano seguinte, a banda decidiu encerrar as suas atividades com esse álbum, e digo uma coisa, uma bela despedida. Synchronicity é o álbum mais vendido do The Police que vendeu aproximadamente 8,2 milhões de cópias pelo mundo afora.

O álbum se inicia com "Synchronicity I", que mostra bem a mistura entre new wave e rock. Sintetizador como o protagonista, uma bateria consistente, baixo dando um apoio apoio para o sintetizador e a bateria. Uma faixa interessante. Depois temos "Walking In Your Footsteps", que é um reggae rock com eletrônica, mas a eletrônica ganhando mais espaço por conta dos sintetizadores. "O My God" é uma boa mistura entre pop, reggae, post-rock. Uma bateria sólida, baixo envolvente, uma guitarra bem distorcida e um belo saxofone que não rouba a cena de nenhum instrumento, pelo contrário, ajuda todos os instrumentos para criar um clima misterioso e relaxante (na minha opinião) para a musica. Tem até um solo de saxofone, junto com um solo de bateria. "Mother" começa com um clima hindu em minha opinião, mas com o uso de sintetizadores, dando junto ao clima da musica de new wave. Depois temos "Miss Gradenko", que é uma musica com um clima meio russo (ou soviético), mas depois vira um rock bem clássico. Uma bateria novamente sólida, uma guitarra bem pesada (quase distorcida em alguns momentos) e um baixo simples e cativante. "Synchronicity II"" é a minha faixa favorita e é continuação da primeira faixa (óbvio). É uma faixa bem mais rock and roll, com elementos de new ave (mas sem sintetizador). Um baixo novamente cativante, uma guitarra (e seu solo) contagiantes e uma bateria impactante em minha opinião. "Every Breath You Take" é de longe, a musica que fez mais sucesso da história da banda e uma das minhas favoritas. Lembrando que a musica fala sobre um stalker (é uma pessoa que é obcecada por uma pessoa). Um violoncelo usado como um baixo é marcante, sintetizador é usado para dar um clima mais "animado" e uma bateria marcante e técnica. Depois temos "King Of Pain" (uma das minhas favoritas) que tem um belo piano, uma bateria novamente sólida, um baixo marcante e uma guitarra limpa, marcante, igualmente ao seu solo. "Wrapped Around Your Fingers" é o expoente máximo de new wave do Synchronicity. Um baixo novamente marcante, uma bateria puxada (na minha opinião) puxada para o pop, sintetizador e a guitarra são os protagonistas dessa canção. "Tea In The Sahara" tem um belo riff de baixo, uma guitarra levemente distorcida e sintetizadores que dão uma bela para a musica. Uma musica bem relaxante. Por fim temos "Murder By Numbers" tem belo inicio com a bateria, um belo baixo e a bela guitarra. Um ótimo fim de um álbum e de banda. Se perguntar para alguém qual é o melhor álbum do The Police, a maioria (que pelo menos 75%¨dessa maioria, só ouviu "Every Breath You Take") e até que concordo. Baixo marcante, bateria sólida, guitarra potente e sintetizadores usados de forma primorosa. Com esse álbum, The Police provou ser uma excelente banda e se duvidar, uma das melhores bandas de todos os tempos.

Resenha Touch The Mystery Álbum de Modern-Rock Ensemble 2016


Resenha

Touch The Mystery

Álbum de Modern-Rock Ensemble

2016

CD/LP

O grupo ucraniano Modern-Rock Ensemble pode ter lançado o seu primeiro disco em 2016, mas tem muita história antes disso para que Vladimir Gorashchenko finalmente lançasse seu trabalho musical, liberando sua destreza poética, habilidades instrumentais e de maestro autodidata de produção. Na verdade, essa banda tem raízes nos anos 80. O primeiro projeto começou como Modern-Rock Ensemble Putnik de 1985 a 1989, com duas versões distintas surgindo, mas em 1990, Gorashchenko foi obrigado a cuidar de sua mãe doente e de outros assuntos familiares, colocando assim seus empreendimentos musicais em espera por um longo período de tempo. Como qualquer músico, que é apaixonado por aquela chama duradoura de criatividade, a chama nunca verdadeiramente é extinta e, como resultado, as ideias e técnicas simplesmente se acumularam ao longo dos anos até que, finalmente, depois de mais de uma década e meia do Século 21, o primeiro álbum da banda, Touch The Mystery, finalmente viu a luz do dia. 

Quando falamos da Modern-Rock Ensemble, estamos falando de uma música de difícil atribuição e extremamente particular dentro do universo progressivo, porém, uma coisa é certa, fãs de diferentes vertentes do gênero terão algo para tirar proveito sempre que escutá-la. Touch The Mystery é um disco que entrega uma verdadeira mistura de sons, proporcionando ao ouvinte uma complexa, mas gratificante experiência. É possível perceber claramente que Vladimir possui uma grande herança musical, trazendo em seu som coisas de art-rock, jazz-rock, space rock, rock sinfônico e música étnica. Para ajudá-lo no projeto, o músico convidou um grande número de músicos ucranianos (incluindo o mestre Antony Kalugin, nome ucraniano mais influente dentro do rock progressivo - de jazz e rock, além de um quarteto de cordas.  

A música apresentada aqui é de um estilo muito eminente, bastante influenciada por um grande número de gêneros que são moldados em conjunto com uma enorme habilidade. Ainda que eu considere que as guitarras poderiam ser um pouco mais ousadas e nítidas, não tem como desvalorizar o belo trabalho que é feito durante todo o disco. A produção é bastante profunda e encorpada, com cada um dos instrumentos tocando suas partes individuais de forma bem interessante e podendo ser ouvidos perfeitamente – se estiver com um bom fone de ouvido então, a experiência fica mágica. Falando dos instrumentos, guitarra – mesmo com o “defeito” que citei -, baixo, bateria, teclados, saxofone, cordas, enfim, tudo está passando o tempo inteiro por transformações e culminações de sons melódicos extremamente agradáveis. Tudo é entregue o tempo todo com bastante emoção.  

“Meditations” inicia o disco por meio de uma citara com uma espécie de redemoinho ao fundo, além de uns vocais bastante graves – que vai se estabelecer durante toda a canção. Possui algumas claras influências da música indiana. É uma música que reside no modo suave e sutilmente sofisticado com explosões ocasionais de guitarras amplificadas e regalias voltadas para o rock e para efeito de contraste. A peça acaba se transformando lentamente de partes ambientais, filosóficas e suaves para duas culminações fortes e poderosas de uma forma muito bem fluida e coerente. “What Will Happen To My Country?”, com pouco mais de 3 minutos, é a primeira das duas faixas curtas do disco. É uma música instrumental muito linda, tocada apenas por teclado, baixo e uma bateria eletrônica.  

“Touch The Mystery”, além de ser a faixa título, com os seus quase 20 minutos, também é a maior do disco. Cheia de passagens belíssimas, várias mudanças de andamento e inúmeras atmosferas criadas principalmente pelo quarteto de cordas. É o tipo de música que não é apenas progressiva, mas se encontra no patamar das obras desafiadoras. No próprio site de Vladimir Gorashchenko, há escrito que “Touch The Mystery” se trata de sua “biografia musical”. Devido ao excesso de instrumentos, é muito interessante perceber a maneira como eles vão entrando na música e acrescentando sempre uma nova textura e nuance.  Há alguns solos de sintetizadores que são efervescentes. Por volta dos 8:28 entra um interlúdio de extrema beleza em que a música fica bastante espacial e assim segue até 12:35. Em “Touch The Mystery” a banda entrega uma clara essência de rock progressivo sinfônico, enquanto acertam em cheio na fusão de rock, jazz e música clássica, fazendo tudo fluir de forma bastante natural do começo ao fim. “My Angels” é a outra peça curta do disco com os seus pouco mais de 3 minutos, uma música que Vladimir dedicou à sua esposa e sua filha. Um número muito bonito e tranquilo, onde o piano é o instrumento central. 

“Swamp” é a peça que encerra o disco e você pode sentir que ela soa um pouco diferente das demais, porém, isso é normal, afinal, se trata de uma versão ao vivo da música gravada em 1989. Possui a primeira parte bastante experimental até que o trabalho de violino cria atmosferas profundas e as cordas quando necessário cobrem a composição maravilhosamente. Vale destacar também, que a música entrega momentos de puro jazz-rock e até alguns ritmos latinos. Imagino que assistir ao vivo uma banda tocando uma música dessa categoria e de forma impecável deve ser uma experiência incrível.  

Antes de qualquer coisa, devo admitir que Touch The Mystery não se trata de um disco muito fácil, logo, se você não é familiarizado com a música progressiva e quer se aventurar por esse meio, acho que este disco seria um pouco demais. A variedade de estilos é impressionante, criando um disco de rock progressivo cheio de originalidade. Um álbum sofisticado que é o produto de várias décadas de criação. 

Destaque

Kid Abelha – Tomate (1987)

  Tomate é o terceiro álbum de Kid Abelha, lançado originalmente em 1987 pela Warner    Music . Foi o primeiro trabalho sem Leoni, principal...