biografia de Enzo Capuano Enzo Capuano nasceu em Catanzaro, Calábria, em 1947. A família mudou-se para Bolonha, onde Enzo foi criado. Após estudar Química na Universidade, iniciou a carreira de cantor em Milão e também trabalhou como ator. Ele colaborou no álbum de 1973 de seu tecladista Mario Panseri, intitulado "Adolescenza". Após o lançamento de seu próprio esforço progressivo de qualidade "Storia Mai Scritta" em 1975 pelo selo Divergo, Capuano fez algumas trilhas sonoras para filmes e até desenhos animados antes de retornar ao estudo da música no Conservatório G. Verdi em Milão. Ele se formou em música eletrônica e estudos vocais, mas continuou trabalhando em sua técnica de canto. No final dos anos 80, ele desistiu de sua carreira de químico para seguir cantando ópera e teve muito sucesso.
Enzo me disse: "Falando sobre minha produção, sempre pensei que Storia mai scritta ainda é moderno, ainda é um conjunto de sentimentos e estado de espírito dos dias de hoje." Ele também me disse que tinha pouco tempo de estúdio e orçamento para terminar seu álbum e saber disso torna os resultados de "Storia" ainda mais impressionantes.
Kali Malone tem feito ótimas músicas experimentais há quase uma década. Mas ela finalmente alcançou a transcendência com Does Spring Hide Its Joy , um drone épico de três horas com os co-conspiradores Lucy Railton no violoncelo e Stephen O'Malley do Sunn O))) na guitarra elétrica. Cada uma das três peças de uma hora aqui é puro zumbido, sem mudanças de acordes, cada som oscilando na mesma nota. Quaisquer flutuações sônicas são cortesia dos instrumentistas, prestando muita atenção às nuances sutis nos harmônicos e às pequenas mudanças de frequência. Embora isso possa parecer monótono, é uma espécie de equivalente musical do monólito em 2001: Uma Odisséia no Espaço, uma laje sônica opaca da mais profunda luz negra que tocará os ouvidos com a inelutável permanência do incognoscível. A versão mais longa em 3CD do álbum é preferida porque permite ao ouvinte ouvir todo esse nada se desdobrar como a ondulação mais distante em um lago do centro do kerplop. Mal entramos em janeiro e Malone disparou a saraivada de abertura no sorteio do "Álbum do Ano".
Terceiro álbum da banda trouxe hard rock polido, com abordagem comercial na medida e hits enfileirados
Antes de “Slippery When Wet”, o Bon Jovi era uma boa banda de hard rock. Tinha seus momentos, mas, no geral, o grupo fazia um tipo de som não tão comercial.
Por vezes melódico demais, por vezes até mais pesado, o quinteto apostou, em seus dois primeiros discos, em passagens manjadas e produções oitentistas demais, com teclado na linha de frente e músicas de trabalho indefinidas. Há quem diga que esses dois trabalhos iniciais – “Bon Jovi” (1984) e “7800° Fahrenheit” (1985) – sejam apenas “menos pop”. Particularmente, só os acho fracos mesmo.
O diferencial do Bon Jovi só veio em “Slippery When Wet“, lançado em 18 de agosto de 1986. E não foi apenas em função dos músicos envolvidos: o produtor Bruce Fairbairn e o compositor Desmond Child fizeram a diferença em todo o processo. Os dois profissionais, cada um a seu modo, deram a orientação pop que o grupo precisava para atingir o objetivo de estourar mundialmente.
O compositor externo
A presença de Desmond Child, em especial, foi uma aposta e tanto. Não é comum ter compositores externos no rock, mas o vocalista Jon Bon Jovi queria tentar algo diferente junto de seu parceiro de composição na época, o guitarrista Richie Sambora.
O criador de canções profissional foi trazido para trabalhar com Jon Bon Jovi e Richie Sambora e fez, junto deles, quatro músicas: “You Give Love a Bad Name”, “Livin’ on a Prayer”, “Without Love” e “I’d Die for You”. Todas elas nasceram no porão da casa da mãe de Sambora, conforme lembrou Jon em uma entrevista à Classic Rock:
“Eu gostei do que Bryan Adams fez com Tina Turner (compondo para ela), então sugeri que fizéssemos algo semelhante: eu faço uma música para alguém como ela e então fazemos a música juntos. Mas isso mudou. Um executivo da gravadora veio com o nome de Desmond. […] Ele não tentou mudar o que somos, mas refinou um pouco, sugerindo maneiras extras de que poderíamos extrair um pouco mais do que tínhamos.”
Conscientes de que a medida poderia transformar a banda em uma potência do rock, os músicos do Bon Jovi não economizaram em empenho. Foram criadas, ao todo, 30 músicas para o que se tornaria “Slippery When Wet”.
Após isso, Jon, Richie, o baterista Tico Torres, o tecladista David Bryan e o baixista Alec John Such, que formavam o Bon Jovi na época, mostraram todas essas composições para adolescentes de Nova Jersey e Nova York. Eram, no geral, amigos do irmão mais novo do vocalista. A ideia era ter a opinião deles, que, até então, representavam a base de fãs do grupo.
“Deixamos que eles escolhessem o álbum. Nós estávamos tão próximos daquilo que não dava para prever do que as pessoas vão gostar. Como eles eram as pessoas (que queríamos atingir), deixamos que eles previssem isso. Não queríamos cometer o mesmo erro (que havíamos cometido no passado) de tentar prever o que é melhor para colocar no disco. É para eles que você está fazendo as músicas de qualquer maneira, então eles podem muito bem escolher o que querem ouvir. Tirou muita pressão de nós.”
No fim das contas, a visão do Bon Jovi era mais ou menos parecida com a da molecada. A única música que a banda não pretendia inserir, mas foi convencida do contrário pelos fãs, foi “Never Say Goodbye”. De resto, eles pareciam saber quais eram os hits – pelo menos depois das canções já criadas, pois há a célebre história de que Jon Bon Jovi não achava que “Livin’ on a Prayer” poderia ser um sucesso.
Com um norte mais definido, a banda intensificou os trabalhos e chegou ao resultado final, com 10 hits em potencial. Parece exagero, mas não é: em “Slippery When Wet”, todas as canções poderiam ser lançadas como singles e tocar nas rádios.
A banda havia evoluído não só em seu repertório, mais consistente, como também na performance individual de cada músico.
Jon Bon Jovi passou a usar melhor a própria voz, embora fosse sofrer com os efeitos disso em longo prazo. Richie Sambora, por sua vez, começou a desenvolver ganchos e riffs de guitarra como ninguém – além de aparecer mais como backing vocal principal. David Bryan adquire um papel secundário importante, em vez de tentar aparecer tanto quanto as guitarras. Por fim, tanto Alec John Such (ou seria Hugh McDonald?) quanto Tico Torres deram sustentação com uma cozinha discreta.
Fora tudo isso, havia uma mentalidade inquebrável de que eles conseguiriam o sucesso. Não só isso: amplificariam todo esse êxito comercial em trabalhos seguintes. O Bon Jovi não estava para brincadeira, conforme Jon destacou à Rolling Stone, em 1987:
“Nunca estarei satisfeito. Não estou contente por termos o álbum número um, o single número um, por ter o clipe número um, por ter esgotado todos os shows, por voar em meu próprio avião e por poder comprar uma mansão enorme se quiser. No próximo ano, pretendo ser melhor. Quero um álbum maior. Quero fazer mais shows. Quero poder comprar duas casas em vez de uma.”
Slippery When Wet, faixa a faixa
Após uma introdução climática de quase um minuto, com guitarra e teclados, a pesada “Let It Rock” abre a audição de “Slippery When Wet”. A faixa não resume a proposta do álbum, justamente por ser a mais densa da tracklist em pegada, performance e tonalidade. Boa música.
Na sequência, o hino arena rock “You Give Love a Bad Name” mostra o diferencial da parceria entre a banda e Desmond Child. A canção, feita pelo compositor originalmente para Bonnie Tyler, chegou a ser lançada pela cantora com versos diferentes e o título “If You Were a Woman (And I Was a Man)“. Não fez sucesso.
Nas mãos do Bon Jovi, a música parece ter se encontrado. A própria banda, aqui, localiza a sua fórmula ideal, que é trabalhar o hard rock no limite máximo aceitável do pop.
O mega-hit “Livin’ on a Prayer”, que vem a seguir, quase não entrou para o disco. Jon Bon Jovi não estava convencido de que a música era boa o suficiente, mas Richie Sambora insistiu que a canção deveria entrar. Entrou e fez história, pois é o single de maior sucesso da história do grupo – e com justiça, já que tem tudo o que se precisa em um grande hino do rock.
As duas próximas faixas destacam Richie Sambora. Enquanto a boba/divertida “Social Disease” evidencia a pegada do guitarrista, a climática “Wanted Dead or Alive” mostra como ele é preciso no violão.
Apesar de ter se tornado um dos momentos de Sambora nos palcos, a canção foi feita em boa parte por Jon Bon Jovi, que admitiu, durante um show em 2008, que se inspirou bastante em “Turn the Page“, de Bob Seger, durante o processo de composição.
“Raise Your Hands” reúne todos os clichês possíveis em sua letra – e, ainda assim, é divertida. O riff principal, o refrão pegajoso e o instrumental do solo de guitarra se destacam por aqui.
Há, em seguida, dois momentos de destaque de David Bryan. O primeiro é a semi-balada “Without Love”, guiada claramente pelos teclados do músico. Poderia ter um refrão melhor, mas é uma boa canção.
O segundo é “I’d Die For You”, arena rock de primeira. É o momento que mais remete aos dois primeiros discos do Bon Jovi, especialmente por ser comandada pelos acordes cheios de Bryan.
A arrastadíssima balada “Never Say Goodbye” e a grudenta “Wild in the Streets” dão um fim tipicamente oitentista a “Slippery When Wet”. São duas músicas claramente datadas, mas divertem.Guilty pleasuretotal.
O sucesso
“Slippery When Wet” foi planejado para fazer sucesso. E conseguiu.
O álbum chegou ao topo das paradas de sete países, incluindo os Estados Unidos, onde mais de 12 milhões de cópias foram vendidas até os dias de hoje. Mundialmente falando, estima-se que o número chegue a 30 milhões.
“Livin’ on a Prayer” e “You Give Love a Bad Name” chegaram ao topo das paradas também dos EUA, onde “Wanted Dead or Alive” também teve bom desempenho em charts, chegando ao top 10 das mais tocadas.
Foi o início da construção de uma potência no rock e na música como um todo, que se consolidou com a turnê de divulgação desse disco, com 1 ano e meio de duração e 130 apresentações rodando o globo, já como atração principal.
Nessa época, Jon Bon Jovi ainda achava que sua banda poderia ser um fenômeno duradouro. Ele devorava livros sobre administração artística e tinha planos de se tornar um professor de indústria musical “quando tudo aquilo acabasse”.
Até hoje, não acabou. O Bon Jovi segue em plena atividade, ainda que sem Richie Sambora e Alec John Such. Mudou diversas vezes sua sonoridade, seu visual, sua linguagem, sua proposta, mas sem deixar de lado aquilo que aprendeu com “Slippery When Wet”: o apelo de uma música bem composta, com um refrão forte e uma ponta bem-vinda de carisma.
Bon Jovi – “Slippery When Wet”
Jon Bon Jovi (vocal, guitarra, violão) Richie Sambora (guitarra, violão) Alec John Such (baixo) Tico Torres (bateria) David Bryan (teclados)
1. Let It Rock 2. You Give Love A Bad Name 3. Livin’ On A Prayer 4. Social Disease 5. Wanted Dead Or Alive 6. Raise Your Hands 7. Without Love 8. I’d Die For You 9. Never Say Goodbye 10. Wild In The Streets
Pérola dos EUA, formada em Chicago, na segunda metade da década de 70. O trio Missouri Dirt lançou apenas um raro LP pela Illmo Records em 1977, sem conseguir sucesso o grupo se separou pouco depois do lançamento. O álbum It's For You traz um southern rock bem genérico, com fortes influências de blues e rock da costa oeste americana, na maioria do tempo calmo e tranquilo. Destaque para alguns solos de guitarra e faixas como "Rockin 'Southern Mothers", "Chistmas Blues" e "Gutter Drunk". Nada extraordinário, pérola recomendada principalmente para quem curte southern e blues rock
Terry Dee Zimmerman (baixo, vocal) Scott Barnett (guitarra) Darryl E.Prince (bateria)
01. It's For You - 5:30 02. Time To Get Loose - 6:14 03. Rockin 'Southern Mothers - 3:29 04. Nobody's Fool - 2:52 05. Christmas Blues - 3:50 06. Me And Ezra Brooks - 5:33 07. Gutter Drunk - 3:11 08. Got To Do Something - 4:26 09. Fellow Man - 4:01 10. Missouri Dirt - 3:52
Buffalo Springfield Again , o segundo álbum da altamente influente banda de Los Angeles com Stephen Stills, Neil Young, Richie Furay, Bruce Palmer e Dewey Martin, foi lançado em novembro de 1967. Ele alcançou a posição # 44 na parada de LPs da Billboard , mas teve um impacto duradouro, com canções atemporais como “Mr. Soul”, “Bluebird”, “A Child's Claim to Fame” e “Expecting to Fly” entre suas faixas.
O álbum foi gravado em grande parte nos estúdios Columbia e Sunset Sound, que recentemente foram equipados com máquinas de fita de 8 faixas .
Buffalo Springfield Again foi um momento decisivo na história da música de LA; como Brian Wilson antes deles, o Springfield combinou a habilidade musical com novas técnicas de gravação, elevando a música a um estado rarefeito de eloqüência.
Ao longo dos anos, conversei com várias pessoas envolvidas com a gravação. Aqui estão algumas de suas lembranças.
Richie Furay: O primeiro álbum ( Buffalo Springfield ) representou nós cinco juntos no estúdio. Depois disso começou a desmoronar. Piorou com os próximos dois álbuns. Havia muitas pessoas sendo usadas além de nós cinco.
Denny Bruce (músico/produtor/empresário): Em 1967, Neil e a banda deixaram o Gold Star para fazer o Buffalo Springfield Again. Lembro-me de Stephen ficar indignado com o fato de “[co-produtor] Jack Nitzsche ser como Yoko Ono fodendo com a banda”. Neil finalmente disse: “Vou usar alguns outros jogadores”. Antes do álbum começar, fui até a cabana de Neil. Foi uma daquelas coisas em que você entra e Neil estava com seu violão acústico gigante de 12 cordas e ele estava no meio de uma música que acabou se tornando “Expecting to Fly”. É a época pré-cassete, e é como se ele não quisesse esquecer onde está nessa música. Então eu sento lá por uma boa hora. Ele continuou começando e parando e tentando outras mudanças de acordes que a maioria dos músicos não faria. Sempre havia uma afinação diferente e Neil também era muito bom em usar várias mudanças de tempo. Neil começou a falar sobre “Expecting to Fly” e disse: “Eu a ouço como uma música para os Everly Brothers. ” Jack Nitzsche e eu fomos até a casa de Neil e ouvimos a música e nós dois concordamos que era ótima. Então Jack disse: “Fodam-se os Everlys. Isto é para Neil Young. Podemos fazer um grande disco.” Jack também ouviu “Sr. Soul” e gostei muito porque era tudo sobre as letras. Jack sabia que Neil acabaria se tornando uma estrela solo.
Jack Nitzsche: Neil foi o começo do art-rock. Isso foi inovador para mim.
Don Randi (pianista): Jack Nitzsche me chamou para tocar teclado em algumas datas em 1967 no Sunset Sound. Escolhi o piano para o estúdio. Não sabia que era para Buffalo Springfield. Eu pensei que era para um álbum solo de Neil Young, porque ele deveria estar se separando e seguindo por conta própria. (Baterista) Hal Blaine e (saxofonista/flautista) Jim Horn estão na faixa. Eu tocava piano e órgão. Quando Jack e Neil me pediram para tocar a parte final de “Broken Arrow”, ambos estavam acenando para que eu continuasse tocando. Eu continuei olhando para eles, "Você nunca vai me dizer para parar?" (Guitarrista) Russ Titelman, (baixista) Carol Kaye e (baterista) Jim Gordon estão nele. Eu tinha um pequeno arranjo gráfico para trabalhar e outra das músicas poderia ter sido esboçada. Foi bem aberto com as mudanças de acordes. Tudo o que você tinha que fazer era ouvir Neil cantando com um violão e você sentava lá, “Oh meu Deus.” Ele era tão talentoso. Jack e Neil eram uma equipe e tinham uma sociedade de admiração mútua. Gravar com eles foi fácil. Neil escreveu cinematicamente e Jack arranjou seus próprios discos cinematograficamente. Neil era inteligente o suficiente para saber o que queria e sabia como conseguir. E Neil tinha [o presidente da Atlantic Records] Ahmet Ertegun ao seu lado.
Buffalo Springfield por volta de 1966 (da esquerda para a direita): Neil Young, Bruce Palmer, Stephen Stills, Richie Furay e Dewey Martin
Bruce Botnick (engenheiro): Sunset Sound era único. Tooti Camarata (um dos designers do estúdio) fez algo que ninguém havia feito neste país: construiu uma cabine de isolamento para os vocais. Essa é uma das coisas que funcionou tão bem para Jack Nitzsche porque fomos capazes de colocar seis cordas lá e obter isolamento total ao vivo. Com as cordas na grande cabine de isolamento, a bateria não sofreu, então fomos capazes de fazer faixas rítmicas mais compactas e vigorosas do que qualquer um dos outros estúdios da cidade. Todo mundo fazia tudo ao vivo naqueles dias. Você fez seus vocais ao vivo. Você fez suas cordas e seus metais ao vivo. E a seção rítmica. E isso foi um grande negócio. Em seguida, adicione a incrível câmara de eco que Alan Emig projetou. Ainda soa incrível. Em Buffalo Springfield novamente, as músicas eram tão fortes, assim como as apresentações. Tínhamos dois guitarristas principais entre Stills e Young, dois escritores massivamente prolíficos entre os dois, e havia uma tensão constante entre os dois, uma tensão criativa que se manifestava em qualquer um deles perdendo o controle por alguns minutos. E então eles voltavam a se abraçar como loucos e faziam as músicas. Era sobre desempenho. Estaríamos gravando uma música e Stephen diria a Neil: “Ei, cara, acabei de ter uma nova ideia para uma música”. Ou, “Não está terminado, mas o que você acha?” E Neil dizia: “Ei, isso é ótimo.” Isso continuou constantemente.
Rodney Bingenheimer (disc jockey) : Em 67, participei de algumas sessões de gravação de “Expecting To Fly” que Neil estava fazendo com Jack Nitzsche no Sunset Sound e no estúdio Columbia. Havia alguns músicos como o tecladista Don Randi e o baterista Hal Blaine que estavam na sessão de Neil. Isso foi meio estranho. Esses caras não estavam em Buffalo Springfield! Parece que me lembro de uma versão muito longa de “Expecting to Fly”.
Kim Fowley (produtor/músico) : Encontrei Neil uma noite do lado de fora do Whiskey logo após o lançamento de Buffalo Springfield Again . Eu dei a ele grandes elogios por sua recente gravação “Broken Arrow”. Neil olhou para mim e se afastou com desdém, como se não soubesse quem eu era. Ele é ótimo em ser Neil Young. Ele tem uma voz de rádio e há muito pathos e emoção nela. E ele se conecta com pessoas solitárias. Os solitários compram todos os produtos, porque estão sozinhos. Vou elogiar Neil Young por ter uma carreira como Bing Crosby e Frank Sinatra. Bom para ele. Ele trabalhou duro e merece todas as coisas boas que aconteceram.
Peter Lewis (músico de Moby Grape) : Buffalo Springfield tinha uma casa de praia em Malibu por volta de 1967. Moby Grape tinha uma em Malibu na mesma época. Estávamos alugando a casa de praia do [ator] Rod Steiger. Um dia, lembro que Neil e Stephen entraram e queriam pegar emprestado este barco que Rod Steiger tinha. Foi um sombrio. Isso encapsula todo o relacionamento deles. Eles queriam pegar este barco e sair e levá-lo além da margem. Os dois subiram lá e ficaram meia hora pensando quem ia remar. E aí vem essa onda e afunda tudo. Não me lembro se o barco já foi recuperado. Ninguém da banda saiu e pegou.
Assista a Neil Young e Stephen Stills apresentarem “Mr. Soul” em 2007 em homenagem a Ahmet Ertegun no NYC's Jazz at Lincoln Center