segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

BIOGRAFIA DOS Cavalera Conspiracy

 

                                     Cavalera Conspiracy

Cavalera Conspiracy é uma banda Americana de thrash metal e Groove Metal. Formado em Phoenix, Arizona, nos Estados Unidos, o grupo é composto pelos brasileiros Max Cavalera (vocal e guitarra base) e Igor Cavalera (bateria) , que foram os membros fundadores da banda Sepultura; além do guitarrista norte-americano Marc Rizzo e do baixista Nate Newton, também dos EUA. 

O nome da banda foi alterada de Inflikted a Cavalera Conspiracy devido a razões jurídicas, mas o nome antigo ainda batiza o álbum de estreia da banda. 

Em meados de 2006, Igor Cavalera, já mundialmente conhecido e respeitado, sai do Sepultura, banda que fundou com o seu irmão Max em 1983. Após 10 anos sem se falarem, devido a saída e ruptura de Max com a antiga banda em 1996, ambos fizeram as pazes e Igor passou a se apresentar com Max em alguns shows do Soulfly em 2007, e ainda no mesmo ano, ambos montam um projeto, para alegria dos fãs mais tradicionalistas do Sepultura e se apresentam ao vivo com o nome de Inflikted, que depois seria trocado por "Cavalera Conspiracy", em português, "Conspiração Cavalera", devido a razões jurídicas. O nome partiu de uma ideia do Max, sobre voltar a tocar com o irmão: "É simplesmente mais fácil. Tipo, com outros bateristas eu tenho que explicar as coisas e fazer as contagens para eles. Então quando Iggor e eu tocamos, nós simplesmente fazemos isso naturalmente, nós sabemos. Nós tocamos em uma velocidade que é a nossa própria velocidade e ritmo. Então são coisas muito únicas que eu não encontro em mais ninguém. Mesmo após os 10 anos, nós nos reunimos e tudo é exatamente igual. É como uma conspiração. Uma conspiração Cavalera!" Igor Cavalera também se pronunciou a respeito da reunião: "Nos reunimos como uma família primeiro. Naturalmente a música veio em seguida. No início não tínhamos ideia de que faríamos música de novo. Eu tenho meu próprio projeto novo e isso toma muito do meu tempo. Eu não tinha planos de voltar a fazer um projeto de Metal. Mas ao mesmo tempo foi natural tocar novamente com Max". Max, por sua vez, compara a situação ao "Poderoso Chefão III", dizendo, "Assim que Al Pacino pensou que estava fora, sua família o trouxe de volta à parada! Foi isso que eu fiz: eu o trouxe de volta". 

A banda era formada por Max Cavalera como vocalista e guitarrista rítmico, Igor Cavalera como baterista, Marc Rizzo, também membro do Soulfly, como guitarrista solo e Joe Duplantier, guitarrista do Gojira, porém na banda ele seria contrabaixista. Em 2008 é lançado o primeiro full length, Inflikted produzido por Logan Mader e Max Cavalera, sendo o primeiro álbum gravado conjuntamente pelos irmãos desde Roots, 1996. Com um som pesado e destruidor, que se parece muito com o Sepultura dos anos 80, a banda atrai uma legião de fãs pelos EUA e pela Europa, e o disco é considerado um dos melhores do gênero em 2008. O primeiro single a ser lançado foi Sanctuary, que também ganhou um videoclipe. O álbum também conta com um cover para The Exorcist, do Possessed, como faixa bônus. Rex Brown, ex-Pantera (banda), fez participação, tocando baixo na música Ultra-Violent. Richie Cavalera, enteado de Max, e Joe Duplantier também fizeram vocais de apoio para Black Ark. A banda tocou em grandes eventos nos mais diversos países da América e Europa, incluindo festivais como o Norway Rock Festival, Wacken e o SWU, no Brasil. Na turnê do Inflikted, o baixista foi Johny Chow, que viria a gravar então, o próximo álbum do grupo. 

A banda lançou em 2011 seu segundo álbum, Blunt Force Trauma, no dia 29 de março, novamente produzido por Logan Mader e Max Cavalera, e distribuído pela Roadrunner Records. O álbum segue a mesma receita do seu antecessor: agressividade e brutalidade sonora, com influências de Thrash Metal, Groove Metal, Hardcore e Death Metal. O álbum foi bem recebido pela crítica e pelos fãs. Max Cavalera comentara que "Blunt Force Trauma fará Inflikted soar como música Pop". O primeiro single do álbum foi Killing Inside, que também ganhou um videoclipe. O single foi liberado algumas semanas antes do lançamento oficial do full length. Blunt Force Trauma também contou com um cover de uma música do Black Sabbath, Electric Funeral. 

Em 2014, a banda retornou ao estúdio para gravar o seu mais novo álbum, produzido por John Gray, que anteriormente já havia trabalhado com Max em álbuns do Soulfly. Inicialmente concebido como um álbum de Grindcore com apenas Max e Igor, chegaram ao consenso de manter tais influências, porém mantendo a banda como um quarteto. "Este é, de fato, o registro mais rápido e mais pesado que eu já tive o prazer de trabalhar com Max Cavalera", comentou Gray. O guitarrista Marc Rizzo também comentou: "Foi incrível gravar o novo álbum do Cavalera Conspiracy. Definitivamente é um terceiro disco rápido e brutal". Em outubro de 2014, a banda lançou o disco, via Napalm Records, com o nome de Pandemonium.  

Integrantes.

Atuais. 

Max Cavalera (Vocais e Guitarras, desde 2007)
Igor Cavalera (Bateria e Percussão, desde 2007)
Marc Rizzo (Guitarras, desde 2007)
Nate Newton (Baixo, desde 2014)

Ex - Integrantes.

Joe Duplantier (Baixo, 2007-2008)
Johny Chow (Baixo, 2008-2011)
Tony Campos (Baixo, 2012-2013)




Pandemonium (2014)

01. Babylonian Pandemonium (3:35)
02. Bonzai Kamikazee (4:05)
03. Scum (2:29)
04. I, Barbarian (3:26)
05. Cramunhão (5:28)
06. Apex Predator (3:45)
07. Insurrection (3:50)
08. Not Losing The Edge (5:11)
09. Father Of Hate (3:32)
10. The Crucible (3:27)
Bonus Tracks.
11. Deus Ex Machina (6:29)
12. Porra (5:59)


Moses Sumney – Græ (2020)


 

Ouvir Moses Sumney é chegar à perfeita realização de que é bom estarmos vivos no panorama artístico e cultural do momento. De todos os messias que as letras e os livros vaticinaram, este, do século 21, faz-nos querer encher os céus com preces de agradecimento. É impossível escutar Sumney sem que ele nos envolva numa espécie de transcendente “Matrix”.

E esta associação não foi feita ao acaso. A aura e os visuais do músico transportam-nos imediatamente para a realidade que as irmãs Wachowski imortalizaram com a lendária distopia no virar do milénio.

Viajar pela discografia do norte-americano com ascendência ganesa, é uma constante descoberta de temas que se convertem naturalmente em recém preferidos. O único lamento é que esta discografia não seja tão extensa como desejamos. Para já, conta com apenas dois EP’s, o primeiro, “Mid City Island”, a marcar a estreia do jovem messias em 2014 e o segundo, “Lamentations”, dois anos mais tade. Os “longa-duração” acompanham esta tendência para os pares, com o primeiro álbum a surgir em 2017 sob o título “Arromanticism” e o mais recente trabalho a ser lançado este ano, cripticamente sob o desígnio “Græ”, apresenta-nos vinte temas divididos em duas partes.

Este é, na minha opinião e até ao momento, o melhor trabalho de Moses. Se podemos dizer que o artista se “revelou” à indústria musical com “Aromanticism”, um álbum de uma verdade, complexidade e densidade inquestionáveis, parece-me ser mais verdadeiro dizer o mesmo multiplicando por dez quanto ao último trabalho do génio musical de 29 anos.

Porquê? Porque com “Græ”, Sumney voltou a revelar-nos o seu lado mais sombrio e introspetivo, à semelhança do que já havia feito no primeiro longa-duração, mas acrescentou uma janela que facilmente nos faz mergulhar numa nova dimensão do seu eu artístico e pessoal. Estamos a falar do seu lado mais viril, mais zangado, mais tempestivo. Grae, é um nome próprio relativamente raro que significa busca por religião e conhecimento. E essa demanda sente-se em cada verso e em cada camada melódica do trabalho. Em Aromanticism tanto a vertente lírica como instrumental são mais simples, mais delicadas, mais orgânicas. Dignas de um concerto de orquestra, com uma belíssima sobreposição vocal acariciada por um trabalho impressionante de cordas. Quando digo mais simples, não o digo como uma menorização do incrível disco que é, digo-o sim, porque é de audição mais harmoniosa e menos esquizofrénica do que a que é possível fazer com o mais recente disco do artista.

Em “Græ” a extravagância vocal e instrumental do ganês Sumney estão patentes em cada palavra, em cada cadência, em cada explosão e implosão.

“Insula” é não só a porta aberta para uma imersão completa neste trabalho, como também nos transporta e põe em contacto direto com o estado de espírito que Sumney quer que sintamos nesta experiência auditiva. Moses quer criar um “mood latente”, não obrigatório, não compulsório, mas enriquecedor. Moses quer que a viagem seja individual, ao íntimo mais fundo de cada um de nós, mas que a partilha torna mais densa e profunda.

De um trabalho tão exímio é difícil destacar temas, daí que considere importante falar da “Insula” que nos transporta e imerge na ambiência que Moses Sumney quer para a audição deste disco e também de “Virile” que será possivelmente uma das melhores canções que este século viu germinar. “Virile” condensa em si tudo o que uma grande música deve agregar. Um bom gosto tremendo nos arranjos musicais, uma letra simultaneamente bela e acutilante, a verdade do artista que espelha em si a realidade de tantos outros que nele se reveem e é claro, estar imbuída de crítica social.

Este “Virile” parece-me ser o tema, talvez de todos de Sumney, que melhor veicula a sua essência e todos os seus ismos dolorosos e fraturantes, a luta pela normalização do seu aromanticismo, a luta pela “libertação” de pessoas queer e não binárias e fundamentalmente a dura batalha pela normalização da ideia de que um homem pode e deve e expressar a sua “feminilidade” (seja isso o que for) e que uma mulher pode e deve expressar a sua “masculinidade” (seja isso o que for).

Moses Sumney vive desse confronto, dessa ambiguidade de apresentar-se como uma figura forte e tipicamente associada aos estereótipos daquilo que é visto pela sociedade em que vivemos como masculino e mistura-o com o seu lado mais artístico e subtil, talvez percecionado como mais feminino, por exemplo, através da forma como se veste, dança e se move. Moses é arte, é choque, é cultura, é intervenção, é informação, é pura alma brilhante e criativa. O tão desejado Messias chegou. Louvai!

“Cheers to the patriarchs/ And the marble arch/ Playin’ their part/The gatekeeper’s march”

Ryuichi Sakamoto - 12 (2023)

12 (2023)
Ryuichi Sakamoto foi legitimamente reconhecido ao longo dos anos como um dos nomes essenciais da história da música eletrônica. Desde seu trabalho com a infinitamente influente Yellow Magic Orchestra até sua estréia solo seminal Thousand Knives de Ryuichi Sakamoto, o catálogo do homem é tão lendário quanto possível no reino dos sons eletrônicos clássicos. Mesmo seu trabalho como trilha sonora de filmes como Merry Christmas, Mr. Lawrence contribuiu para o desenvolvimento do gênero como um todo. Com o passar dos anos, Sakamoto tornou-se cada vez mais experimental com seu som. Aqui estamos hoje com seu último álbum de estúdio, 12, uma peça ambiente de proporções peculiarmente épicas. Com uma série de problemas de saúde relacionados a várias formas de câncer nos últimos anos, Sakamoto' O som de Michael se desenvolveu em um estilo minimalista, mas ousadamente emocional, que parece emular a natureza de livro aberto por trás de suas próprias reflexões sobre a mortalidade. Em pouco mais de uma hora, 12 leva o ouvinte através de uma paisagem sonora repleta de pesar e esperança. Pode-se dizer que o tempo de execução em si é um pouco excessivo, considerando todas as coisas, mas um comprimento um tanto inchado não pode impedir Sakamoto de fazer algo incrivelmente distinto. Há algo de fim mundial na natureza sobre um álbum como este. Como uma experiência auditiva, nada sobre 12 é particularmente destrutivo, mas parece que está se desfazendo da mesma forma. Em seu núcleo está um homem humano, o próprio Sakamoto, que continua a ultrapassar barreiras décadas em sua jornada musical. 12 desconsidera quaisquer estereótipos de meandros que muitas vezes são colocados na música ambiente com uma atmosfera que é simultaneamente cativante e devastadora; algo que resulta em uma de suas maiores realizações solo até hoje.


Television - Marquee Moon (1977)

Marquee Moon (1977)
Television é uma das primeiras bandas punk, e altamente influente para o som da cena NY na época. Eles realmente chamaram a atenção para o CBGB's, onde faziam um show regular, e logo bandas incríveis estavam surgindo em todos os lugares em seu rastro. A energia deles é soberba, eles realmente capturam a essência do rock 'n' roll com um trabalho de guitarra brilhante e ainda exalam ética de garagem com sua atitude e estilo. Considerando o fato de que eles realmente faziam parte da cena punk, eles certamente não eram desleixados, a musicalidade deste álbum é impressionante, e parece que um pensamento cuidadoso foi colocado nas músicas que são incríveis e atemporais. Além disso, as letras de Verlaine são perversas e seu senso de timing e entrega tornam este álbum ainda mais especial, este álbum é realmente o pacote completo. É claro que todas as músicas aqui (e há apenas oito) são perfeitas, mas acho que as favoritas seriam "See No Evil", "Venus", "Prove It" e "Marquee Moon", mas sério, não consigo imaginar não gostando de tudo. Um álbum clássico definitivo que merece seu status, altamente recomendado para praticamente qualquer pessoa.


FADOS DO FADO...letras de fado...

 



Rosa agreste

António Calém / Raúl Pinto
Repertório de João Braga

Foi a rosa que me deste
Uma rosa, rosa agreste
Uma rosa perfumada
Depois perdi-a de mim
Deixei-a entregue ao seu fim
E dela não sei mais nada

Só o teu gesto ainda dura
Na tua mão a ternura / Mais que a ternura o amor
Passaram as manhãs d’outrora
E ficou de ti agora / O teres-me dado essa flor

Foi o teu gesto inspirado
Que trouxe a mim este fado / E aquela rosa perdida
Hoje só resta o jardim
E uma saudade sem fim / De que é feita a minha vida

Num sonho que passa

Alexandrina Pereira / Carlos Heitor da Fonseca
Repertório de Deolinda de Jesus


Quando o amor chegou serenamente
Abri as portas do meu coração
No céu dormia uma estrela indiferente
No meu tempo de sonho e ilusão

Foi hora de crescer com a certeza
Que o amor é sede num jardim
Momento p’ra sentir toda a beleza
De um fado que em segredo diz assim

Sou gota de água num jardim sem mágoa
De um dia a nascer
Sou cardo sou rosa, poesia e prosa
Amor por viver
Sou o sol poente na fonte nascente
Ave que esvoaça
Sou breve momento ao sabor do vento
Num sonho que passa


Quando a luz ilumina o pensamento
De quem só tem amor como ideal
Deixa subir o sonho com o vento
Num regaço-aconchego maternal

Palavras que dão cor ao meu sentido
Rio de amor com margem sem ter fim
Como um segredo dito ao meu ouvido
Como a voz do coração que diz assim




Partiu um dia

António Calém / Francisco Viana *fado vianinha*
Repertório de João Braga


Partiu um dia sozinho
O sonho de te sonhar
E o sonho voltou comigo
Só depois de te encontrar

Sonhámos os dois então / No laço das nossas vidas
Eu e tu éramos um / Ou duas folhas perdidas

E sonhámos tanto, tanto / Que os sonhos deram a mão
Eram o riso e eram o pranto / Eram o corpo e o coração

Corremos p’la vida à sorte / E a sorte foi-nos perdendo
O destino disse morte / E nós morremos vivendo


DISCOS QUE DEVE OUVIR

 


The Kynd - Shy Girl 1966 (South Africa, Beat)


Artista: The Kynd
Local: África do Sul
Álbum: Shy Girl
Ano de lançamento: 1966
Gênero: Beat
Duração: 30:07
Formato: MP3 CBR 320 (Mono)
Tamanho do arquivo: 67,5 MB (com 3% de recuperação)


Tracks:
Mono recordings.
01. Shy Girl (Kevin Kruger) - 2:38
02. Hideaway (Ken Howard, Alan Blaikley) - 2:07
03. Too Much Monkey Business (Chuck Berry) - 2:11
04. Be Kind (Kevin Kruger) - 3:05
05. I've Been Wrong (Allan Clarke, Tony Hicks, Graham Nash) - 1:53
06. Talking 'Bout You (Ray Charles) - 2:07
07. Dimples (John Lee Hooker, James Bracken) - 3:04
08. Don't Ever Change (Ray Davies) - 2:08
09. Dancing In The Street (Marvin Gaye, Ivy Jo Hunter, William Stevenson) - 2:21
10. Take It Or Leave It (Mick Jagger, Keith Richards) - 2:29
11. Just One Look (Doris Payne, Gregory Carroll) - 2:27
12. Naggin' Woman (Jimmy Anderson, J.D. Miller) - 3:37

Personnel:
- Aidan Mason - lead guitar, keyboards, vocals
- Malcolm Wyman - rhythm guitar, vocals
- Neil Williams - vocals, bass guitar
- Kevin Kruger - drums, vocals



Sheila - Dans une heure 1967 (France, Chanson)




Artista: Sheila
Local: França
Álbum: Dans une heure
Ano de lançamento: 1967
Gênero: Chanson
Duração: 31:49
Formato: MP3 CBR 320 (Estéreo, Vinil Rip)
Tamanho do arquivo: 76,5 MB (com 3% de recuperação)


Tracks:
01. Dans une heure (Eric Charden, Claude Carrère, Jacques Plante, Mya Simille) - 2:20
02. La famille (Claude Carrère, André Salvet, Jacques Plante) - 3:08
03. Pamela (Graham Gouldman, Jacques Plante, Claude Carrère) - 2:36
04. Tout le monde aime danser (Everybody Loves Saturday Night) (Art Podell, Claude Carrère, Jacques Plante) - 2:32
05. Les jolies choses (Round In Circles) (Paul Evans, Paul Parnes, Georges Aber, Claude Carrère) - 2:49
06. Le jour le plus beau de l'été (Jean Kluger, Georges Aber, Claude Carrère) - 2:26
07. Adios amor (Jacques Plante, Claude Carrère) - 3:17
08. Le kilt (Claude Carrère, Jean Kluger, Jacques Plante, André Salvet) - 2:39
09. Les papillons (Eric Charden, Claude Carrère, Jacques Plante, Monty) - 2:29
10. Oh! Mon dieu qu'elle est mignonne (Funéral de um Labrador) (Chico Buarque De Hollanda, Claude Carrère, Georges Aber) - 2:16
11. Impossible n'est pas français (Jean Kluger, Jean Claudric, Georges Aber, Claude Carrère) - 3:03
12. La porte en bois (Mr. Abercrombie Taught Me) (Mitch Murray, Georges Aber, Claude Carrère) - 2:14

Personnel:
- Sheila (Annie Chancel) - vocals
- Orchestra
- Sam Clayton (Jean Baccri) - arranger, conductor




BIOGRAFIA DOS Cathedral

 

                                                Cathedral

Cathedral foi uma banda de doom metal de Coventry, Inglaterra. Nos antigos álbuns a banda fazia um doom metal extremamente lento, e com o passar dos anos foi adotando elementos de rock dos anos 1970, possuindo forte influência do grupo Black Sabbath. Seu álbum de estreia, Forest of Equilibrium, é considerado um clássico do gênero e um dos primeiros do death/doom metal. 

História.

A banda foi fundada em 1989 por Lee Dorrian (ex-vocalista dos pioneiros de grindcore, Napalm Death), Mark 'Griff' Griffiths (roadie dos Carcass) e Garry 'Gás' Jennings (ex-membro da banda de thrash metal Acid Reign). No inicio a banda focou-se num estilo heavy e slow doom metal onde o seu primeiro trabalho foi editado através da Rise Above Records, editora independente de Lee Dorrian, antes de assinar com a Earache. Mais tarde, introduziram elementos de progressive rock na sua música quando assinaram com a Columbia Records nos EUA em 1992 (enquanto mantinham contrato com a Earache U.K.). Mais tarde, foram dispensados pela Columbia Records em 1994, continuando com a Earache Records até 2000. Depois assinaram com a Dream Catcher Records onde lançaram o EP Statik Majik e uma tournée. Em 2004 Cathedral assinou com a atual editora Nuclear Blast. 

Por se sentir saturado da sub-cultura punk e por não estar satisfeito com o estilo death metal que a sua antiga banda estava a seguir, em 1989, Lee Dorrian abandona Napalm Death. Cathedral formou-se depois do encontro entre Lee Dorrian e Mark Griffiths onde discutiram a sua paixão por bandas de Doom como Candlemass, Dream Death, Pentagram, Trouble, e Witchfinder General. 

No atual line-up, Lee Dorrian and Garry 'Gás' Jennings (na guitarra), são os únicos membros originais da banda, sendo que Jennings saíu da banda numa fase inicial para se juntar logo de seguida. 

Após a turnê do álbum The Garden of Unearthly Delights, e depois de 2 anos sem notícias, o Cathedral reaparece no Damnation Festival 2009, em Leeds, e Hellfest onde tocaram novas músicas. 

Em 2010, o grupo anuncia o lançamento do seu nono disco de estúdio The Guessing Game, lançado em março do mesmo ano pela Nuclear Blast. O disco, o primeiro duplo do grupo, tem algumas auto - referências aos 20 anos do Cathedral. 

Em fevereiro de 2011, o vocalista Lee Dorrian anuncia a separação do grupo. "É simplesmente a hora de parar. Vinte anos é muito tempo para uma banda, e foi quase um milagre continuarmos mesmo depois desse tempo todo", disse o cantor em comunicado oficial. No mesmo ano, o grupo anuncia que estará fazendo sua última turnê. O baixista Scott Carlson (Repulsion/Death Breath) substituiu Leo Smee nos shows. 

No dia 24 de junho do mesmo ano, o grupo se apresentou em São Paulo, no Manifesto Rock Bar, e no dia seguinte em Varginha, no 13ª Roça'n' Roll. O Cathedral fez seu último show em frente a um pequeno publico em Perth, Australia Ocidental, durante a turnê do Soundwave 2012. 

Em abril de 2013 foi lançado seu último disco, The Last Spire. Texto: Wikipédia. Site Oficial. 

Integrantes.

Última Formação.

Lee Dorrian (Vocais, 1989-2013) 
Garry Jennings (Guitarras, 1989-2013, Baixo, 1993-1994, Teclados, 1994-1996)
Brian Dixon (Bateria, 1994-2013)
Scott Carlson (Baixo (2011-2013, Turnê 1995)

Ex - Integrantes.

Andy Baker (Bateria, 1989)
Adam Lehan (Guitarras, 1989-1994)
Mark Griffiths (Baixo, 1989-1993, Guitarras, 1989)
Ben Mochrie (Bateria, 1989-1991)
Mike Smail (Bateria, 1991-1992)
Mark Ramsey Wharton (Bateria, 1992-1994, Teclados, 1992)
Leo Smee (Baixo, 1994-2011)

Ao Vivo.

Victor Griffin (Guitarras, 1994)
Joe Hasselvander (Bateria, 1994)
Barry Stern (Bateria, 1994-1995)
Dave Hornyak (Bateria, 1995)
Max Edwards (Baixo, 2003-2004)
Lo Polidoro (Vocalista Feminina, 2006)


The Carnival Bizarre (1995)

01. Vampire Sun (4:06)

02. Hopkins (The Witchfinder General) (5:19)
03. Utopian Blaster (5:41)
04. Night of The Seagulls (7:00)
05. Carnival Bizarre (8:36)
06. Inertias Cave (6:39)
07. Fangalactic Supergoria (5:55)
08. Blue Light (3:27)
09. Palace of Fallen Majesty (7:43)
10. Electric Grave (8:27)
11. Karmacopia (Japanese Bonus Track) (5:06)






DE RECORTES & RETALHOS

 

Musica&Som Nº69 - Lou Reed "Um Animal de Rock`n`Roll" / José Guerreiro 1981



VALE A PENA OUVIR DE NOVO

 

     Nara Leão - "Nara Leão en castellano" [1979]

Queen - História Ilustrada da Maior Banda de Rock de Todos os Tempos

 





Phil Sutcliffe é um jornalista britânico que está no mundo da música desde a década de 70, mais precisamente 1974. Renomado escritor, tendo no currículo a bela obra AC/DC: High Voltage Rock 'n' Roll - The Ultimate Illustrated History, em meados da década passada foi convidado pela editora para fazer um texto biográfico sobre uma das grandes bandas de rock do Reino Unido, o Queen.
A versão gringa

Depois de uma pesquisa ampla, eis que em 2009 é lançado lá fora Queen: The Ultimate Illustrated History of the Crown Kings of Rock. Dois anos depois, o Brasil teve a versão traduzida do livro, batizada aqui como Queen - História Ilustrada da Maior Banda de Rock de Todos os Tempos. A tradução brasileira não agradou a Phil - para ele, a maior banda de todos os tempos é The Beatles - mas independente disso, a essência do livro está lá. Além de muitas imagens raras, traz informações e curiosidades para admiradores do grupo e também pesquisadores de música.

O livro começa com uma breve introdução, Prelúdio - a formação do Queen, sobre o período pré-Queen de todos os membros da banda, com fotos raras de Brian May (guitarra, vocais) na banda 1984, Roger Taylor (bateria) na The Reaction, Freddie Mercury (vocais) com a Sour Milk Sea e John Deacon (baixo) na The Opposition, todas bandas que formaram os garotos como músicos.


Trecho sobre Hot Space

A partir de então, passeamos pelos 10 capítulos de História Ilustrada, os quais são: O lado branco e o lado negroUm pouco de alto, um pouco de baixoMúsica e amor em toda parteFazendo o mundo do rock girarJogando o jogo; Sob pressãoSer livre; Quero tudo issoAdeus, todo mundo - tenho de ir emboraContinue, continue.

Através deles, somos conduzidos pela história do Queen, narrando detalhes de gravações dos álbuns, turnês, pequenos trechos de entrevistas feitas por Phil com integrantes da banda, chegando até a fase com Paul Rodgers nos vocais, a famigerada banda Queen + Paul Rodgers. Tudo isso acompanhado de um rico acervo de imagens que irão surpreender até os mais "catadores de joias" do grupo.
A “Red Special”

Esse é o grande atrativo do livro, a quantidade de imagens. São mais de 500 imagens de várias partes do mundo, desde fotos da banda no palco e fora dele, dezenas nunca publicadas, e capas dos LPs e Compactos, até itens de memorabilia e colecionáveis, como camisetas, cartazes de shows, cartões de acesso aos camarins, ingressos, palhetas, programas de shows,  revistas japonesas, trechos das histórias em quadrinhos das cobiçadas revistas "Rock 'n' Roll Comics" e "Hard Rock",  e muitas coisas que atiçam os olhos de colecionadores e historiadores. Muitas dessas imagens e informações exclusivas, bem como objetos pessoais, foram cedidas por Peter Hince, roadie do grupo que lançou, em 2012, o ótimo livro Queen Nos Bastidores: Minha Vida Com a Maior Banda de Rock do Século XX.
Um dos capítulos iniciais

Das principais imagens, algumas das mais raras são as dos compactos de Larry Lurex, nome sob o qual Robin Cable, engenheiro dos estúdios Trident, gravava as músicas registradas por Beach  Boys e Dusty Springfield, e cujo disco de estreia contou com a ajuda de Mercury, Taylor e May, "Picking Up Sounds", compacto do grupo Man Friday & Jive Junior, com participação de Deacon, a trilha do filme The Immortals, também com participação de Deacon, e imagens de alguns lançamentos da carreira solo de Freddie Mercury, principalmente as gravações ao lado de Montserat Caballet, a versão em vermelho do compacto "Nazis 1994" e a versão em laranja de "Pressure On", ambos de Roger Taylor.

Dos compactos do Queen, as imagens que aparecem as capas são: "Keep Yourself Alive", "Now I'm Here", "Killer Queen", "Seven Seas of Rhye", "You're My Best Friend", "Somebody To Love", "Spread Your Wings", "Bicycle Race", "Mustapha", "Play the Game", "Crazy Little Thing Called Love", "Save Me", "Flash", "Under Pressure", "Body Language", "Back Chat", "Calling All Girls", "Radio Ga Ga", "It's a Hard Life", "I Want to Break Free", "Hammer to Fall", "Friends Will Be Friends", "One Vision", "A Kind of Magic", "Scandal", "I Want it All", "Innuendo", a versão holográfica de "The Miracle", assim como as versões picture de "Bohemian Rhapsody", "Play the Game", "Jealousy",  "Invisible Man", "Keep Yourself Alive/A Winter's Tale", "Too Much Love Will Kill You", o  álbum Live Killers, e a versão octagonal de "Save Me".
Trecho da fase Miracle

A história é narrada pelo próprio Phil, sendo que há trechos especiais, como um texto central contando sobre a construção da famosa "Red Special" (guitarra de Brian May), escrito por Dave Hunter, o breve "Colocando os pingos nos i's", tratando a respeito da briga de Mercury com Sid Vicious, e a "Verdadeira história por trás de "Crazy Little Thing Called Love", essa escrita por Peter Hince. Outros nomes consagrados a escreverem pequenas passagens para História Ilustrada são Daniel Nester, Jon Bream, Jim Derogatis e Mick Rock. Músicos também colaboraram, pagando pau para a banda. Alguns dos principais são Adele, Slash - que só não colocou May como Deus por detalhe -, Tommy Lee elogiando Roger Taylor, Chris Squire elogiando John Deacon, Rob Halford colocando Mercury nas nuvens, Geddy Lee e outros

Outro destaque do volume é a discografia completa e comentada: cada álbum do Queen ganhou análises detalhadas assinadas por jornalistas especializados em rock, ou por amigos próximos da banda.
Já ao lado de Paul Rodgers

O livro possui um formato excepcional, capa dura, além de ser bem massivo. É uma aquisição incrível, que nas promoções que vez ou outra aparecem nos sites especializados, vale e muito a pena o investimento, ainda mais para os fãs da banda que querem conhecer detalhes da história e também ver capas de compactos que se quer sabia que existiam.





Destaque

THE BEATLES - REVOLUTION - 1968

  O breve texto que a gente confere a seguir, foi publicado na edição especial da revista Rolling Stone - THE BEATLES - As 100 Melhores Canç...