quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

10 discos essenciais: AOR

 


A origem do termo AOR assim como o seu significado são um tanto quanto confusos. Inicialmente, AOR era a abreviação de álbum oriented radio (“rádio orientado para álbuns”), um formato de programação de rádio FM criada nos Estados Unidos entre o final dos anos 1960 e começo dos anos 1970 que consistia em tocar na íntegra álbuns de rock, em sua maioria, de bandas e cantores de hard rock e rock progressivo, dois gêneros que estavam em ascensão. Esse formato de programação se contrapunha ao formato padrão de rádio comercial americano da época, baseado na seleção musical fixa, concentrada nas músicas que estavam nas paradas de sucesso e lançadas por meio de singles. Naquela época, os singles eram um formato bastante consumido pelo público.

Por outro lado, a sigla também passou a ser associada ao adult oriented rock (“rock orientado para adulto”), um formato de programação radiofônica destinada para um público mais adulto e que gostava de rock. Esse tipo de programação era associado a artistas e bandas que se encaixam no soft rock (“rock suave”), um subgênero do rock situado entre o pop e pop rock, calcado numa sonoridade agradável, radiofônica, que ganhou projeção a partir da segunda metade dos anos 1970 com a popularização das rádios FM, e que tinha Fleetwood Mac, Steely Dan, Christopher Cross, Bread, Paul McCartney e Doobie Brothers como referências para se ter uma ideia do que significa soft rock.  

Mas foi também na segunda metade dos anos 1970 que de formato programação de rádio, o AOR virou uma vertente musical do rock, e que alcançaria popularidade na década de 1980. Como gênero musical, o AOR começou a ganhar popularidade justamente num momento em que o rock progressivo estava em franca decadência, e o punk rock e a disco music estavam no auge no gosto musical do público jovem da época. O AOR se mostrava então como uma opção musical nova e comercial para quem não gosta de punk ou de disco music.

Basicamente, o AOR se caracteriza pela fusão entre a potência do hard rock com o virtuosismo do rock progressivo. Outras características do estilo AOR são os arranjos bem elaborados e melódicos, refrãos “grudentos”, vocais harmônicos, produção muito bem “polida”, canções com apelo comercial e com duração entre 3 e 4 minutos justamente para tocar nas programações de rádio.

À medida que o estilo foi evoluindo, foi agregando elementos de outros estilos no adentrar dos anos 1980, como o synthpop, new age, power pop, southern rock e até soul music. O apelo musical acessível, o som imponente e os concertos muito bem produzidos para grandes plateias em estádios e ginásios, fizeram o AOR ser chamado também de arena rock (“rock de arena”).

O primeiro e homônimo álbum da banda americana Boston, lançado em 1976, pode ser considerado o marco da ascensão do AOR como estilo musical. Todos os elementos básicos que caracterizam o AOR estão presentes naquele disco e serviram de guia para as outras bandas que adotariam o estilo a partir de então.

Entre a segunda metade dos anos 1970 e a primeira metade dos anos 1980, o AOR viveu o seu auge de popularidade. As canções de bandas de AOR se tornaram presença frequente nas paradas radiofônicas de todo o mundo, bem como em trilhas sonoras de filmes, o que só contribuiu para que bandas como Journey, Kansas e Foreigner vendessem milhões de discos e fizessem sucessivas turnês em escala mundial.

No Brasil, o estilo ganhou projeção no começo dos anos 1980 através dos comerciais de TV dos cigarros Hollywood, que mostravam cenas de esportes radicais e aventura, tendo como trilha sonora canções das bandas de AOR que faziam sucesso naquele momento.

Ao longo dos anos 1980, após o auge da primeira geração de AOR, outras bandas do gênero ganharam projeção como Red Rider, FM, Honeymoon Suite, Phenomena entre outros grupos. Na segunda metade dos anos 1980, o AOR ainda chegou a influenciar algumas bandas do chamado glam metal como Europe, Bon Jovi e Def Leppard, muito por conta das camadas sonoras de teclados. Nos anos 1990, com a chegada do grunge e do britpop, o AOR perdeu espaço nas paradas de rádio.

A partir dos anos 2000, uma parcela da imprensa musical passou a se referir ao AOR como melodic rock (“rock melódico”). Bandas contemporâneas como a suíça Gotthard, a finlandesa Brother Firetribee e a brasileira Tarmat, mantêm viva a chama do AOR.

Abaixo, confira 10 discos essenciais para quem quer adentrar no mundo do AOR.


Boston (Epic, 1976), Boston. Não seria exagero afirmar que este primeiro e homônimo álbum de estreia da banda Boston inaugurou o AOR como o estilo musical que conhecemos. Todos os elementos que caracterizam o estilo estão presentes no repertório deste álbum e serviram de padrão que foi seguido pelas bandas que decidiram entrar no AOR. Boston, o disco, foi um fenômeno em vendas, e alçou em curto espaço de tempo a banda do anonimato ao estrelato mundial. Recheado de hits como “More Than A Feeling”, “Peace Of Mind” e “Rock and Roll Band”, o álbum vendeu mais de 17 milhões de cópias nos Estados Unidos, e durante dez anos, foi o disco de estreia mais vendido na história da indústria fonográfica americana, sendo superado em 1987 por Appetite For Destruction, do Guns N’ Roses.   

Point Of Know Return (CBS, 1977), Kansas. Quando lançou Point Of Know Return, a banda Kansas vinha do sucesso do álbum Leftoverture (1976), disco que emplacou o megahit “Carry On Wayward Son”. Point Of Know Return traz dois dos maiores sucessos da carreira do Kansas, a faixa que dá nome ao disco e a balada icônica “Dust In The Wind”. Assim como o álbum anterior e os discos posteriores até o final dos anos 1970, Point Of Know Return traz o som do Kansas muito rico, pomposo, marcado por ecos do rock progressivo e hard rock. Contudo, depois de trocas de integrantes e a mudança na orientação musical da banda no começo dos anos 1980, o som do Kansas ficou mais “diluído”, se assemelhando ao que Journey e Foreigner estavam fazendo.

The Grand Illusion (A&M, 1977), Styx. Nos seus seis primeiros álbuns, o Styx transitava entre o hard rock e o rock progressivo. The Grand Illusion redefiniu o padrão musical do Styx, direcionado-o para uma musicalidade mais comercial, mais acessível, apoiado em um som mais melódico e pop, e apostando em baladas “melosas”, o que acabaria se tornando uma marca registrada do grupo. O álbum alcançou o 6° lugar nos EUA, onde vendeu mais de 3 milhões de cópias, e gerou dois singles: “Come Sail Away” e “Fooling Yourself”. 




Hi Infidelity (Epic, 1980), REO Speedwagon. Nono álbum de estúdio do REO Speedwagon, Hi Infidelity representou uma mudança na orientação musical da banda. Até então, o REO Speedwagon era uma mera banda de hard rock. Porém, a partir de Hi Infidelity, o conjunto direcionou a sua linha musical para algo mais “palatável” e melódico, dando ênfase às baladas. A faixa mais famosa de Hi Infidelity é justamente uma balada, “Keep On Loving You”, a primeira música do REO Speedwagon a alcançar o 1° lugar na Billboard Hot 100, nos Estados Unidos. Nessa mesma parada, a faixa “Take It On The Run” chegou ao 5°lugar. Hi Infidelity vendeu mais de 10 milhões de cópias nos Estados Unidos.


Escape (Columbia, 1981), Journey. Sétimo álbum de estúdio do Journey, o álbum representou a consagração da banda americana no cenário do rock mundial. E não era para menos, pois o álbum contém o megahit “Don’t Stop Believin’”, que para muitos, é o hino do AOR, a canção que melhor representa o estilo. Escape teve mais de 10 milhões de cópias, e viu outras faixas suas se tornarem sucesso, como “Who’s Crying Now”, “Still They Ride” e “Open Arms”.



Asia (Geffen Records, 1982), Journey. O supergrupo Asia foi um resultado do encontro de ex-integrantes das bandas de rock progressivo Yes, Emerson, Lake & Palmer e King Crimson, e mais um ex-membro do duo pop Buggles. Neste primeiro e homônimo álbum de estreia, os membros do Asia, “apararam” os exageros “barroco roqueiros” do Yes e do ELP, e resumiram tudo em canções enxutas e radiofônicas, embora mantivessem um pouco da imponência e virtuosismo de suas antigas bandas. Asia, o álbum, foi muito bem sucedido comercialmente, emplacou nas paradas as faixas “Heat Of The Moment” e “Only Time Will Tell”, e ainda serviu de inspiração para o Yes gravar o álbum 90125, lançado em 1983, e que trazia o hit “Owner of A Lonely Heart”.

Toto IV (Columbia, 1982), Toto. O talento e a competência dos músicos do Toto não estavam sendo suficientes para conter a insatisfação da gravadora Columbia com as vendas do segundo e terceiro álbuns da banda que foram muito baixas. A pressão era grande: ou a banda entregaria um novo álbum com potencial de sucesso ou seria dispensada da gravadora. Toto IV salvou a cabeça da banda dentro da Columbia. O álbum trouxe dois grandes sucessos, “Africa” e “Rosanna”, e ainda fez o Toto faturar em 1983, seis prêmios Grammy, dentre os quais o de “Álbum do Ano” e “Gravação do Ano” (pela canção “Susanna”). Além de ter entregue para a gravadora um álbum comercialmente brilhante do jeito que ela queria, o Toto ainda teve tempo de contribuir na gravação de um disco que se tornaria o maior fenômeno em vendas na história da indústria fonográfica mundial: Thriller, de Michael Jackson. Nada mal para quem esteve com a cabeção a prêmio, não acha?

Eye of The Tiger (Scotti Bros., 1982), Survivor. Quando o Survivor recebeu a encomenda para compor e gravar a música tema do filme Rocky III, a banda sabia que aquela era uma oportunidade para ganhar visibilidade e se tornar mais conhecida. Só que a banda não imaginava que essa visibilidade seria tão gigantesca. “Eye os The Tiger”, tema do filme estrelado por Sylvester Stallone, estourou nas paradas de sucesso de todo planeta e catapultou a banda americana para a fama em escala mundial. O sucesso da música do filme rendeu ao Survivor o prêmio Grammy de “Melhor Performance de Rock por Duo ou Grupo com Vocal”, em 1983. O álbum Eye of The Tiger, o terceiro do Survivor, além de trazer a faixa-título, traz outros bons momentos como os hard rocks “Feels Like Love, “The One That Really Matters” e “Children of The Night”, e as baladas “Ever Since The World Began” e “Silver Girl”.

Agent Provocateur (Atlantic, 1984), Foreigner. A banda Foreigner vinha numa sequência espetacular de álbuns muito bem sucedidos comercialmente, iniciada com o trabalho de estreia, lançado em 1977 e que leva o nome do grupo. Com Agent Provocateur, o Foreigner manteve essa sequência. Quinto álbum de estúdio do Foreigner, Agent Provocateur foi o primeiro e único álbum de estúdio da banda a alcançar o 1° lugar no Reino Unido. Agent Provocateur alcançou o 4° lugar na parada da Billboard 200, nos Estados Unidos, onde vendeu mais de 3 milhões de cópias. O álbum contém a canção de maior sucesso da carreira do Foreigner, a balada “I Want To Know What Love Is”, cujo single vendeu mais de 1 milhão de cópias nos Estados Unidos. Agent Provocateur gerou outros quatro singles “That Was Yesterday”, “Reaction to Action”, “Down On Love” e “Growing Up The Hard”.

Indiscreet 
(Portrait, 1986), FM. 
Liderada pelos irmãos Steve Overland (vocalista e guitarrista) e Chris Overland (guitarrista solo), a banda britânica faz jus ao nome que possui, afinal, seu som é bastante radiofônico, voltado para tocar no rádio. E essa vocação radiofônica da banda já estava registrada neste seu primeiro álbum de estúdio, Indiscreet, um trabalho essencialmente comercial. O som pesado das guitarras, porém controlado na medida certa, se equilibra muito bem com as camadas de sintetizadores que povoam todo o disco, e fazem juntos o pano de fundo para os vocais dramáticos de Steve Overland. Os hits do álbum foram “Frozen Heart” e “That Girl”, esta última, regrava no mesmo ano pelo Iron Maiden. 


"More Than A Feeling" - Boston
(videoclipe original)


"Don't Stop Believin'" - Journey 
(áudio original)

"“Eye Of The Tiger” - Survivor 
(videoclipe original)

 “Africa” - Toto
(videoclipe original)

“Only Time Will Tell” - Asia
(videoclipe original)

“I Want To Know What Love Is” - Foreigner
(videoclipe original)


BIOGRAFIA DE Lucio Dalla

Lucio Dalla

Lucio Dalla (Bolonha4 de março de 1943 — Montreux1 de março de 2012) foi um cantor e compositor italiano.

Era também tecladista e clarinetista, sendo um dos mais célebres cantautores italianos, considerando que sua carreira ultrapassou 50 anos de atividade artística.

Na busca constante de novos estímulos e horizontes, mergulhou em vários gêneros musicais, colaborando e duelando com muitos artistas de renome nacional e internacional. Inicialmente autor apenas da música, ele também se descobriu em uma fase madura como letrista e autor de suas letras.[1] Ao longo de sua carreira, que chega a cinquenta anos de atividade, sempre tocou piano, saxofone e clarinete ., instrumentos, estes dois últimos, praticados por ele desde muito jovem.[2]

Carreira

Começou em Roma como clarinetista e pianista num grupo de jazz, os Flippers com Fabrizio Zampa e Massimo Catalano, gravando com Edoardo Vianello I Watussi (1963). O cantor Gino Paoli o incentivou a começar uma carreira solo, assim ele assina contrato pela RCA, seu primeiro álbum, 1999, com canções como Tutto il male del mondo, não apareceria até 1967. Em seguida, seguiu-se o álbum Terra di Gaibola (Il fiume e la cittàOrfeo biancoNon sono matto e Africa) e encerra a sua primeira etapa com Storie di casa mia.[3]

Ele inicia uma nova linha musical junto com o poeta bolonhês Roberto Roversi, uma colaboração que duraria quatro anos e três álbuns, com sucessos de vendas como Automobili. Após o período com Roversi, Dalla passou a trabalhar sozinho, como compositor, letrista, arranjador e músico principal em todas as suas obras, ainda que bem acompanhado por um grupo de músicos bolonheses, como os guitarristas Jimmy Villotti e Ricky Portera. As músicas Anna e MarcoFutura” e Caruso (que Luciano Pavarotti popularizou anos depois ) são dessa época.[4]

O letrista de Dalla destacou seu estilo sem pretensões de erudição ou formalismo, e sempre próximo da linguagem cotidiana. Assim, em canções como Nun parlàStella di mare ou a já mencionada Futura. Sua influência em cantores e compositores da geração posterior, como Luca Carboni , Samuele Bersani, Gianluca Grignani e Biagio Antonacci , também foi notada . Além de suas colaborações com Francesco De Gregori, e as inevitáveis ​​ressonâncias nas gravações de Vasco Rossi, Zucchero e Luciano Ligabue. Em 2004 participou do álbum coletivo Neruda en el corazón, que comemorou o centenário de Pablo Neruda.[5]


Brasil

No Brasil teve duas canções incluídas em trilhas sonoras de telenovelas. Caruso fez parte da trilha da novela De Corpo e Alma (telenovela), como tema do personagem Diogo, interpretado por Tarcísio Meira[6] em 1992. Em 1993 foi a vez de Felicità ser incluída na trilha sonora da novela Sonho Meu, como tema da personagem Paula, interpretada por Beatriz Segall.[7] A mesma canção foi usada pela FIAT também em 1993 na ocasião do lançamento do Fiat Tipo no Brasil, já que a música estava em evidência na trilha sonora da novela.[8]

Vida Pessoal

Dalla sempre se proclamou esquerdista, participando ao longo do tempo de várias manifestações políticas e partidos de unidade; além disso, em várias entrevistas, manifestou uma crença religiosa de origem católica e declarou-se profundamente religioso e praticante.[9]

Houve muitas considerações sobre sua homossexualidade, nunca realmente confirmadas pelo próprio artista. Uma das poucas declarações relativas a esse tema é a que foi emitida, em 1979, ao jornalista Pietro Savarino, contida na revista de libertação homossexual Lambda.[10]

Após sua morte, foi divulgada a notícia de um relacionamento homossexual que durou até sua morte, causando algumas críticas por não se assumir;[11] mais tarde algumas pessoas próximas a Dalla, incluindo o cantor Ron , alegaram o mal-entendido dessa relação.[12]

Morte

Um primeiro grupo de pessoas se reúnem na Praça Maggiore no dia do funeral de Lucio Dalla

Lucio Dalla morreu subitamente em 1º de março de 2012, três dias antes de completar 69 anos. Foi acometido deum ataque cardíaco no Hotel Plaza, em Montreux, cidade suíça que abriga um dos festivais de música mais importantes do mundo, o Montreux Jazz Festival, onde acabara de se apresentar na noite anterior. [13]

Discografia

Álbuns de estúdio

  • 1966 - 1999
  • 1970 - Terra di Gaibola
  • 1971 - Storie di casa mia
  • 1973 - Il giorno aveva cinque teste
  • 1975 - Anidride solforosa
  • 1976 - Automobili
  • 1977 - Come è profondo il mare
  • 1979 - Lucio Dalla
  • 1980 - Dalla
  • 1981 - Q Disc
  • 1983 - 1983
  • 1984 - Viaggi organizzati
  • 1985 - Lucio Dalla Marco Di Marco
  • 1986 - Bugie
  • 1988 - Dalla/Morandi / In Europa
  • 1990 - Cambio
  • 1993 - Henna
  • 1996 - Canzoni
  • 1999 - Ciao
  • 2001 - Luna Matana
  • 2003 - Lucio
  • 2007 - Il contrario di me
  • 2009 - Angoli nel cielo

Álbuns ao vivo

  • 1975 - Bologna 2 settembre 1974 (dal vivo)
  • 1979 - Banana Republic
  • 1986 - DallAmeriCaruso
  • 1992 - Amen
  • 2001 - I concerti live @ RTSI
  • 2004 - Impressioni di jazz
  • 2008 - LucioDallaLive - La neve con la luna
  • 2010 - Work in Progress

Filmografia

Dalla apareceu como ator em dezessete filmes e foi diretor musical de dezessete outros. Esta é uma lista de DVDs de concertos de música.

  • Ao vivo @ RTSI - 20 de dezembro de 1978 (2001)
  • Retrospettiva (2003)
  • In concerto (2004)
  • República das Bananas (2006)
  • Tu Non Basti Mai (2009)

Young Fathers - Heavy Heavy (2023)

Sua história e a dor que a acompanha só podem ser mediadas quando você encontrar algo pelo que agradecer em sua situação atual. Este é um álbum que pode ser aplicado a relacionamentos, traumas geracionais e tentativas de crescimento em geral.
Young Fathers potencialmente criou seu melhor álbum até agora e um candidato ao AOTY no início do ano. Eles criaram algo que parece ser um álbum pop - embora eu definitivamente não diria que este é um lançamento superacessível - usando paisagens sonoras psicodélicas criadas com ruídos industriais, batidas dançantes e seus vocais clássicos tribais.
É difícil colocar em palavras como me sinto sobre este álbum. Isso me faz querer encontrar todas as pessoas com quem prejudiquei na vida e assistir ao nascer do sol na praia. Mesmo que este álbum seja muito edificante, há uma presença sombria escondida no fundo de faixas como "I Saw". Eu acho que isso faz um trabalho incrível - especialmente no que diz respeito ao tema de suas letras - ao criar esse sentimento de que somos todos assombrados por algo do nosso passado. Mas então, perto do final do álbum, há a faixa "Holy Moly", que quase representa o momento de crescer além de viver no passado e simplesmente viver o momento.
A música dos Young Fathers sempre trouxe muita alegria para minha vida, sua utilização de tantos sons vindos de cada membro parece tão unida. Eu realmente gostei de vê-los crescer como artistas, eles têm um lugar muito especial no meu coração e não é apenas por causa das vibrações que eles trazem à minha alma. Eles são verdadeiramente um grupo que está na vanguarda da experimentação musical. Este álbum é menos gênero na minha opinião. Eles estão combinando vibrações pop, vocais de R&B/romantismo, produção de estilo Hip-Hop, caos no estilo Noise Rock, batidas House e abrasividade Industrial para criar uma explosão psicodélica de êxtase. Escrever que minimiza seu som e rotulá-los nunca poderia fazer justiça a eles.



 

Paramore - This Is Why (2023)

This Is Why (2023)
Como um jovem rapaz com alguma agressividade adolescente reprimida no final dos anos 00, eu me conectei muito com álbuns como Paramore's Riot! por sua energia, angústia lírica e alguns dos refrões pop punk mais cativantes até hoje. Mas admito que o som deles e meu gosto tomaram diferentes bifurcações da estrada… até After Laughter.

Eu não sabia na época, mas o retorno do Paramore com uma mudança completa para hits carregados de novas ondas com uma mistura de ganchos cativantes me faria voltar a prestar atenção a eles, e eles eram mais do que dignos da minha atenção. Eu mergulhei em sua discografia e posso dizer que cada álbum vindo para AL soou melhor do que o resto. Então, estou feliz em afirmar que acredito que com This Is Why, essa tendência continua.

This Is Why sonoramente não muda tanto quanto dos refrões pop do Paramore para o som new wave do After Laughter, mas mergulha mais em uma vibração de renascimento pós-punk. Músicas como Running Out Of Time às vezes usam paredes de acordes dissonantes para amplificar a sensação de ansiedade, e a mixagem definitivamente parece permitir mais espaço para cada instrumento, sendo o baixo o destaque perceptível para mim.

Este álbum ainda contém alguns dos ganchos cativantes favoritos dos fãs, versos que fazem você querer dançar e até mesmo algumas músicas mais lentas no final que brincam com camadas de efeitos e onde Hayley pode realmente deixar suas cordas vocais tomarem o centro do palco. Enquanto This Is Why usa suas influências (Siouxsie, Bloc Party etc.) em sua manga, isso certamente parece a progressão natural de After Laughter e do som do Paramore em geral. Hayley também é boa em cantar e adivinhe - ela ainda é boa em cantar aqui também. A sua voz parece mais do que nunca um complemento ao resto dos instrumentos e isso deve ser celebrado.

Se This Is Why é uma indicação do que fazer uma pausa em uma banda e focar no autocuidado, então eu certamente o recomendaria para mais bandas.

Faixas favoritas: This Is Why, Running Out Of Time, Figura 8



DISCO PERDIDO

 

JACKIE  McAULEY - "Jackie McAuley" (Nort Irl. 1971)

Álbum solo deste multi-instrumentista nascido em Belfast. Excelente violão e pianista. Começou sua carreira musical com seu irmão Pat que tocava bateria, ambos indo para os Estados Unidos e depois de algum tempo conseguiram formar a banda Belfast Gypsies, mais tarde ainda, já separado de seu irmão, tornou-se membro do Trader Horne, outro grupo maravilhoso, com Judy Dyple da Fairport Convention.
                                                                    


















  


              AUSENTE

                                                                                                                               SAPATOS ROCKIN  




   JACKIE McAULEY...guitarra, teclados e vocais ROY BABBINGTON...baixo MIKE TRAVIS...bateria   
   HENRY LOWTHER...violino TONY ROBERTS...flauta MIKE McNAUGHT...teclados




MÚSICA NOVA DO DIA: Maria - Aeroporto


 

Aeroporto”, o single de estreia de Maria é um tema autobiográfico que conta com a produção de João Couto.

 

Através de uma escrita confessional e nostálgica, Maria é influenciada por grandes artistas da Indie Pop e Folk Pop. Assim, junta a autenticidade de Taylor Swift na partilha de emoções, a vulnerabilidade de Phoebe Bridgers para abordar temas íntimos e a coragem de Lorde em revelar as dores e inseguranças comuns a uma geração.

Cresci a escrever as minhas canções, no meu quarto, à guitarra, como quem escreve num diário. Criei o hábito de escrever uma canção por dia, de transformar os meus segredos em músicas Pop e de ter a vulnerabilidade como um superpoder, e não como uma fraqueza”, revelou a artista.

 


DIOGO PIÇARRA - SAÍDA DE EMERGÊNCIA (𝗹𝗲𝘁𝗿𝗮 da música)


 

Já nada me parece verdade,

Não há muito mais que possa fazer.

Disseste que era só uma fase,

Porque é que continua a doer?

 

Eu sei que tudo aquilo que um dia nos juntou foi o que nos separou.

Qual é o espanto?

Qual é o espanto?

 

Hmm, foi tão depressa que tudo acabou,

Tal como tudo começou.

Qual é o espanto?

 

Se um dia eu deixo de ser quem tu mais amas

Eu deixo de ser tudo o que eu sou

Se eu não sou o primeiro que chamas

Então tu não amas aquilo que eu sou

 

Não vejo a saída de emergência.

 

Ficou tudo pela metade

Deixamos tudo por resolver

Disseste que era só uma fase

Mas acho que desta foi de vez.

 

Eu sei que tudo aquilo que um dia nos juntou foi o que nos separou.

Qual é o espanto?

Qual é o espanto?

 

Hmm, foi tão depressa que tudo acabou,

Tal como tudo começou.

Qual é o espanto?

 

Se um dia eu deixo de ser quem tu mais amas

Eu deixo de ser tudo o que eu sou

Se eu não sou o primeiro que chamas

Então tu não amas aquilo que eu sou

 

Não vejo a saída de emergência.

 

Destaque

Bad Company – Bad Co (1974)

Em seu primeiro álbum, o Bad Company — liderado pelo ex-vocalista do Free, Paul Rodgers, e pelo guitarrista original do Mott, Mick Ralphs — ...