sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

“O Ritmo do Momento” (Warner, 1983), Lulu Santos

 


Lulu Santos estreou razoavelmente bem com o seu primeiro álbum solo Tempos Modernos, lançado em 1982. Juntamente com As Aventuras da Blitz (1982), da Blitz, Tempos Modernos ajudou a abrir espaço no cenário musical brasileiro para uma nova geração do rock brasileiro que estava surgindo. O álbum de estrei de Lulu chegou emplacar alguns sucessos como “Scarlet Moon”, “Tudo Com Você”, "De Repente, Califórnia” e a faixa-título. No entanto, o álbum vendeu pouco mais de 50 mil cópias.

Apesar das vendas modestas do álbum estreia, a gravadora não desistiu do talento de Lulu, e apostou num segundo álbum do cantor carioca. Igualmente ao álbum anterior, Lulu Santos contou com o apoio de Liminha na produção do novo disco. E sob a orientação do produtor, Lulu tomou nesse novo disco uma direção para uma musicalidade mais pop, mais radiofônica, mas sem abrir mão da essência pop rock.

Capa de Tempos Modernos, primeiro álbum solo de Lulu Santos, lançado em 1982.

Intitulado O Ritmo do Momento, o álbum contou com a participação de figuras ilustres nas gravações como a do baixista Marcelo Sussekind (na época, membro do Herva Doce), do lendário baterista Ivan “Mamão” Conti (da banda Azymuth), do saxofonista Léo Gandelman, de Serginho Herval (baterista do Roupa Nova), mais Arnaldo Brandão, Paralamas do Sucesso e Kid Abelha.

O Ritmo do Momento abre com “Adivinha O Quê”, uma canção pop com uma levada rítmica, sensual e provocante. Lançada como primeira música de trabalho do disco, “Adivinha O Quê” chegou a princípio a ser vetada a sua veiculação em público pela Censura Federal por causa do refrão malicioso, que décadas mais tarde, chega a ser ingênuo. No coro de “Adivinha O Quê”, participaram Nelson Motta, Kid Abelha, Lobão e Os Paralamas do Sucesso.

A faixa seguinte é “Um Certo Alguém”, uma das principais faixas do álbum e um dos maiores sucessos da carreira de Lulu Santos. “Um Certo Alguém” é um exemplo do pop rock perfeito: uma letra bem construída (escrita por Ronaldo Bastos), uma linha melódica agradável, inesquecível, e um refrão que não sai da cabeça. A letra trata sobre o amor por uma pessoa indefinida, e foi inspirada em “Ilusão À Toa”, canção de Johnny Alf, de 1961, que também se refere a um amor por alguém indefinido, misterioso, que não se sabe se é homem ou mulher: “Eu acho engraçado quando um certo alguém / Se aproxima de mim / Trazendo exuberância / Que me extasia”. Por causa dessa indefinição, da referência em aberto, assim como a canção de Alf, “Um Certo Alguém” ganhou com o tempo uma conotação homossexual.

A canção "Ilusão À Toa", de Johhny Alf (foto), teria sido inspiração
para "um Certo Alguém".

No pop rock “Você Teima”, Lulu canta como deve ser enlouquecedor conviver com alguém irritante. A próxima música, “Como Uma Onda (Zen-Surfismo)”, é um bolero pop romântico, moderno, e traz o consagrado slide-guitar que marcou a primeira fase da carreira de Lulu Santos. ““Como Uma Onda” é a obra-prima do repertório de Lulu Santos, parceria dele com Nelson Motta, uma canção pop acessível e que traz ao mesmo tempo, versos reflexivos, filosóficos: “Tudo o que se vê não é / Igual ao que a gente viu há um segundo / Tudo muda o tempo todo no mundo”.

O romantismo prossegue no ótimo rock balada “Esse Brilho em Teu Olhar”, regravada por Léo Jaime em 1995, e que fecha o lado A da versão LP de O Ritmo do Momento.

Se o lado A é musicalmente mais “palatável”, o lado B de O Ritmo do Momento é mais “experimental”, menos radiofônico. Começa com “Chicana”, um pop dançante que tem uma linha de baixo “emprestado” da disco music e um riff de guitarra caprichado. A letra é sobre uma garota que vai em busca de tornar realidade o sonho em ser famosa, uma celebridade.

“Seu Mal / Moon da Lua / Metal Love”, é na prática três músicas numa só, as três interligadas. A primeira parte, “Seu Mal”, é um pop rock com uma acentuação mais pesada com vocal gritado de Lulu, esgoelado, quase rouco. A segunda parte, “Moon da Lua”, descamba para rock new wave dançante, quase The Police, em Lulu canta com vocal cheio de efeitos. Na terceira e última parte, “Metal Love”, a faixa segue num agitado rock instrumental.

Lulu Santos em 1983, quando lançou O Ritmo do Momento,
seu segundo álbum solo.

O clima se acalma com “Tudo”, mais uma parceria de Lulu e Nelson Motta, e que fala dos desafios do amor a dois, de vivenciar juntos todos momentos, desde os mais prazerosos aos mais dolorosos. “Tudo Mais” é uma faixa instrumental e a menos comercial, onde Lulu decidiu experimentar as possibilidades que um estúdio de gravação pode oferecer; traz um interessante solo de guitarra que parece ter sido gravado de traz pra frente, e ao final, um som de trânsito movimentado gravado de uma avenida próxima ao estúdio onde o disco foi gravado, no Rio de Janeiro.

Encerrando o disco, a faixa que dá nome ao álbum, “O Ritmo do Momento”, um rockabilly moderno sem letra em que Lulu apenas pronuncia alguns vocábulos sem sentido algum.

O Ritmo do Momento deu grande projeção a Lulu Santos, graças ao enorme sucesso de “Como Uma Onda”, uma das canções mais executadas no Brasil em 1983. Se tornou sem dúvidas, o maior sucesso da carreira de Lulu. “Adivinha O Quê” entrou na trilha sonora da primeira versão da novela Guerra dos Sexos, da TV Globo, em 1983. “Um Certo Alguém” também teve uma grande execução radiofônica.

Lado A

1. “Adivinha o Quê” (Lulu Santos/Ronaldo Bastos)

2. “Um Certo Alguém” (Lulu Santos/Ronaldo Bastos)

3. “Você Teima” (Lulu Santos/Chacal)

4. “Como uma onda “(Zen-Surfismo)” (Lulu Santos/Nelson Motta)

5. “Esse Brilho em Teu Olhar” (Lulu Santos)

 

Lado B

6. “Chicana” (Lulu Santos)

7. “Seu Mal/Moon da Lua/Metal Leve” (Lulu Santos)

8. “Tudo” (Lulu Santos/Nelson Motta)

9. “Tudo Mais” (Lulu Santos)

10. “O Ritmo do Momento” (Lulu Santos)

 

 

“Adivinha o Quê”

“Um Certo Alguém”


“Você Teima”

“Como uma onda “(Zen-Surfismo)”

“Esse Brilho em Teu Olhar”

“Chicana”

“Seu Mal/Moon da Lua/Metal Leve”


“Tudo”

“Tudo Mais”

“O Ritmo do Momento”

“Um Certo Alguém” 

(videoclipe original, "Fantástico", 

TV Globo, 1983)


"Como uma onda “(Zen-Surfismo)”

(videoclipe original, "Fantástico", 

TV Globo, 1983)


“Tattoo You” (Rolling Stone Records, 1981), The Rolling Stones



O clima nos Rolling Stones não era dos melhores ali por volta de 1980. A banda passava por um estado de tensão por causa da relação difícil entre Mick Jagger e Keith Richards. A situação já não vinha se agravando desde as sessões de gravação do álbum Emotional Rescue, lançado em junho de 1980, e que teve uma recepção “morna” por parte da crítica.

Porém, surgiu uma proposta irrecusável para uma turnê pelos Estados Unidos. Mas para isso, era necessário um novo disco. No entanto, não havia tempo, nem clima e nem inspiração para compor novas canções para um novo álbum. Jagger e Richards não estavam se falando, o que só piorou a situação.

Foi então que Chris Kimsey, engenheiro de som e produtor que já vinha trabalhando com os Stones desde o início dos anos 1970, garantiu que haviam sobras de gravações dos discos anteriores, e que podiam ser reaproveitadas para compor o repertório do novo disco. A banda concordou com a ideia, e incumbiu Kimsey de vasculhar os arquivos e selecionar o material gravado. Kimsey fez um processo de “garimpagem”, e encontrou muito material gravado descartado dos discos da década de 1970 como Goats Head Soup (1973), Black and Blue (1976) e Some Girls (1978), mais os do recente Emotional Rescue (1980). O material selecionado reunido por Kimsey consistia desde canções gravadas apenas com base instrumental a músicas incompletas. Esse material foi reaproveitado, foram inseridos vocais nas faixas que estavam apenas com a base instrumental, outras sofreram ajustes ou mesmo uma mudança completa nos arranjos, e algumas músicas foram até rebatizada com outros títulos.

A relação tensa entre Mick Jagger e Keith Richards no início dos anos 1980, impediu
que a dupla compusesse novas canções para um novo álbum. A saída: recorrer
a sobras de estúdio dos discos anteriores.

Lançado em 24 de agosto de 1981, Tatto You surpreende o ouvinte por se tratar, na prática, de um álbum com “material reciclado”. Embora reúna gravações de épocas diferentes, algumas delas sofrendo ajustes complementares por terem sido encontradas incompletas nos arquivos, o álbum é coeso, tem unidade, as faixas não destoam umas das outras. Além disso, o álbum possui uma interessante divisão: rocks e blues no lado 1, e baladas românticas e canções mais lentas no lado 2.

A capa de Tattoo You teve direção de arte e designe gráfico de Peter Corriston e ilustração de Christian Piper. Tattoo You conquistou em 1982 o prêmio Grammy justamente na categoria “Melhor Capa de Álbum”.

O álbum começa com “Start Me Up”, música que originalmente seria um reggae e tinha outro título, “Never Stop”. Ela faria parte do álbum Some Girls, mas foi descartada. Quase foi incluída em Emotional Rescue, e mais uma vez foi excluída. Em Tattoo You, a canção ganhou um novo arranjo e virou um rock contagiante logo da abertura do álbum. Com um riff de guitarra marcante, “Start Me Up” se tornou um grande sucesso, e desde que foi lançada, nunca saiu do repertório dos shows dos Rolling Stones.

“Hang Fire” é mais uma música gravada nas sessões de Some Girls e que foi excluída. Também foi cogitada para ser incluída no álbum Emotional Rescue, e não entrou. Para Tattoo You, ela foi regravada e foram inseridos vocais femininos de apoio. Com um ritmo acelerado, “Hang Fire” é um pop rock radiofônico cuja letra tem um teor sócio-político que faz referência, de maneira sarcástica, ao momento de crise econômica que passava a Inglaterra, atingindo sensivelmente a classe trabalhadora no final dos anos 1970, época em que a música foi escrita: “We've got nothing to eat / We got nowhere to work / Nothing to drink / We just lost our shirts / I'm on the dole” (“Não temos nada para comer / Nem lugar para trabalhar / Nada para beber / Acabamos de perder nossas camisas / Estou no seguro-desemprego”).

“Slave” é sobra das sessões do álbum Black and Blue. Apesar da letra curta e repetitiva, a música tem uma performance instrumental longa, que mais parece uma jam session. Os Rolling Stones estão bem acompanhados aqui, na companhia de Billy Preston no órgão, Ollie E. Brown na percussão, Sonny Rollins no saxofone (lendário saxofonista de jazz), Jim Price no trumpete, e Nicky Hopkins e Ian Stewart, ambos no piano.

Em “Little T&A”, é Keith Richard quem canta com a sua costumeira voz de fumante, enquanto Mick Jagger e Ronnie Wood fazem os vocais de apoio. “Little T&A” foi composta para o álbum Emotional Rescue, mas foi descartada. Sobra do álbum de Some Girls, “Black Limousine” é um blues-rock sobre um casal decadente que relembra o seu passado de fama e glamour, quando costumava andar de limusine. Fechando o lado 1 do álbum, “Neighbours”, um rock nervoso com o vocal berrado de Jagger que ficou de fora do álbum Emotional Rescue.   

Os Rolling Stones em cena do videoclipe de "Start Me Up".

O lado 2 é a face mais lenta e suave de Tattoo You. Começa com “Worried About You”, balada que traz Mick Jagger cantando com a voz em falsete sobre um homem apaixonado que não consegue esquecer a mulher que o abandonou e, desesperado, busca o motivo dela ter ido embora. “Worried About You” é sobra das sessões de gravação do álbum Black and Blue, onde foi descartada, mas reaproveitada para Tattoo You. A música contou com as participações do tecladista Billy Preston e do guitarrista americano Wayne Perkins.

Sobra das sessões de Goats Head Soup, de 1973, e reaproveitada em Tattoo You, “Tops” é sobre um homem apaixonado que promete levar a mulher que ama às alturas, e é capaz de fazer tudo por ela: “I'll make you a star / I'll take you a million miles from all this / Put you on a pedestal” (“Eu farei de você uma estrela / Eu te levarei para milhas e milhas de distância daqui / Lhe colocarei num pedestal”).

Das baladas presentes em Tattoo You, “Heaven” é a mais estranha. Possui uma base instrumental que cria um clima etéreo que mistura psicodelia e erotismo, reforçado pela voz em falsete de Jagger trabalhada em efeitos de estúdio. A canção foi sobra das sessões de gravação de Emotional Rescue.

Igualmente a “Heaven”, “No Use In Crying” também ficou de fora de Emotional Rescue, mas encontrou abrigo em Tattoo You. A canção foi escrita por Ronnie Wood e versa sobre um homem que está decido a terminar um relacionamento com a mulher que amou e partir. Nem mesmo o choro desesperado da mulher o demove da ideia de ir embora

Finalizando o álbum, “Waiting On A Friend”, canção sobre o valor da amizade, gravada nas sessões de Goats Head Soup, mas descartada. Na época de sua gravação, em 1973, Mick Taylor ainda era membro dos Rolling Stones e gravou a sua participação tanto nesta canção quanto em “Tops”, ambas incluídas em Tattoo You. Após Tattoo You ser lançado, Taylor chegou a mover uma ação judicial contra os Rolling Stones por não incluir nos créditos o nome dele entre os músicos que participaram das gravações de “Tops” e “Waiting On A Friend”. Nas edições seguintes do álbum, o nome do músico foi incluído nos créditos.

A recepção a Tattoo You foi positiva por parte da crítica musical, que classificou o álbum como um dos melhores da discografia dos Rolling Stones. O público recebeu muito bem o álbum também. Já havia tido uma prévia de Tattoo You quando saiu o single de “Start Me Up” uma semana antes do lançamento do álbum. O single de “Start Me Up” chegou ao 1º lugar no Reino Unido e na Austrália, enquanto que nos Estados Unidos, ficou em 2º lugar na parada da Billboard Hot 100. Foi o último single dos Stones a chegar ao segundo posto da parada americana.

Na primeira semana de lançamento, Tattoo You vendeu nos Estados Unidos nada menos do que 1 milhão de cópias, alcançando depois a marca de 4 milhões de cópias naquele país, o que levou aos Rolling Stones a serem contemplados com quatro discos de platina. Tattoo You figurou em 1º lugar nove semanas na para da Billboard 200, nos Estados Unidos, enquanto que no Reino Unido ficou em 2º lugar na parada de álbuns. Foi também 1º lugar no Canadá, França, Austrália e Nova Zelândia.

As faixas “Start Me Up”, “Hang Fire”, “Worried About You” e “Neighbours” ganharam videoclipes. O videoclipe de “Neighbours” foi inspirado no filme Janela Indiscreta (Rear Window, 1954), de Alfred Hitchcock. Já o videoclipe de “Waiting On A Friend” traz como curiosidade a cena do encontro de Mick Jagger e Keith Richard ter acontecido em frente ao edifício número 96, na rua St. Mark’s Place, em Nova York, nos Estados Unidos, o mesmo edifício que ilustrou a capa do álbum Physical Graffiti (1975), do Led Zeppelin.

Os Rolling Stones em frente a um celeiro transformado em estúdio,
na pequena cidade de North Brookfield, em Massachussets, nos Estados Unidos,
em agosto de 1981. Nesse lugar a banda ensaio para fazer
a turnê americana de Tattoo You, que começou em setembro daquele ano.

Em setembro de 1981, os Rolling Stones iniciaram a turnê americana de Tattoo You que terminou em dezembro do mesmo ano. Foram 50 shows para um público total de 2 milhões de pessoas, e uma bilheteria de 52 milhões de dólares. A etapa europeia da turnê ocorreu entre maio e julho de 1982, com um total de 32 apresentações.

Enquanto os Rolling Stones estavam em turnê pela Europa, foi lançado o álbum gravado ao vivo Still Life, que registrou alguns shows da banda inglesa da etapa americana da turnê de Tattoo You, em 1981.

Além das boas vendas de Tattoo You, a turnê do álbum foi lucrativa e também a salvação financeira dos Rolling Stones. O grupo obteve lucros não apenas com os ingressos, mas também com produtos licenciados com a marca e imagem da banda vinculados à turnê de Tattoo You. Dentre os produtos comercializados com a marca dos Stones durante a turnê estavam camisetas, jaquetas, fivelas de cinto, sapatos, meias, isqueiros, copos de vodca, maletas, botons, adesivos, bonecas e até calcinhas.

Sucesso de público e de crítica, Tattoo You é considerado o último grande álbum de estúdio dos Rolling Stones. A partir dos anos 1980, os Rolling Stones passaram a gravar álbuns de medianos para baixo, muito aquém da qualidade artística dos álbuns dos anos 1970, e com intervalos mais longos entre um lançamento e outro.

Faixas

Todas as canções compostas por Mick Jagger e Keith Richards, exceto "Black Limousine" e "No Use in Crying" co-escritas com Ronnie Wood.

Lado 1

  1. "Start Me Up"
  2. "Hang Fire"    
  3. "Slave"
  4. "Little T&A"
  5. "Black Limousine"     
  6. "Neighbours"

 

Lado 2

  1. "Worried About You"
  2. "Tops"
  3. "Heaven"       
  4. "No Use In Crying"
  5. "Waiting On A Friend"


"Start Me Up"


"Hang Fire"


"Neighbours"


"Waiting On A Friend"

Resenha: Ekseption – Beggar Julia’s Time Trip (1970)

 

dEUS – How To Replace It (2023)

 

vm_109A banda antuérpia dEUS – construída em torno do núcleo de Tom Barman e Klaas Janzoons – começou como uma banda muito interessante. Eles se inclinaram totalmente para o setor de vale-tudo da música dos anos 90, onde nomes como Beck, Beastie Boys, Björk, Moloko e Super Furry Animals chutaram as cercas de gênero e ficaram esquisitos.
Mais tarde, eles ganharam um pouco de Big Indie, com músicas grandes, arrebatadoras e widescreen que os aproximaram de Doves e Elbow e garantiram a eles bons slots para festivais. Significativamente menos interessante, mas repleto de realizações e peso emocional, e definitivamente merecedor de sucesso contínuo. Agora, porém, mais de uma década desde seu último álbum, eles voltaram a ser interessantes. E, fantasticamente, não retrocedendo.

MUSICA&SOM

Bem, OK, um pouco: “Simple Pleasures” aqui é muito no molde funk branco trippy de Beck/Beasties/Moloko, e é muito divertido. Mas principalmente este álbum leva sua identidade widescreen posterior para frente e para fora. Enquanto os álbuns intermediários de dEUS eram fundamentalmente indie rock, eles agora pegaram seu núcleo emocional e encontraram maneiras mais ricas e brilhantes de expressá-lo.

Barman faz muitos vocais falados neste álbum e, ao fazê-lo, faz referências explícitas a Tom Waits, Bill Calahan do Smog e Neil Tennant do Pet Shop Boys. E a música traz muitos sintetizadores, muitos pianos, muita produção brilhante, lembrando a grandiosidade de bandas dos anos 80 como Aztec Camera e Prefab Sprout. As canções são abstraídas, mas constantemente referem-se à passagem do tempo, grandes espaços percorridos, perdas e saudades em escala pessoal e global, e eles apóiam isso com sua composição e produção. É sofisticado, mas realmente dá alguns socos no estômago “bem no tato”, como diz a gíria obsoleta, e um amadurecimento verdadeiramente impressionante para uma banda com mais de 30 anos de existência.


Lowly – Keep Up The Good Work (2023)

 

vm_110O internacionalmente aclamado quinteto Lowly da Dinamarca continua desenvolvendo seu processo criativo, abraçando o afeto de outras pessoas e deixando-o se misturar em suas composições. O resultado dessa jornada é Keep Up The Good Work , o trabalho mais sincero da banda até hoje.
Às vezes, o apoio de que precisamos não está em respostas complexas. Às vezes, pode ser encontrado no encorajamento mais simples. Essa reflexão está incorporada ao longo de seu terceiro álbum, Keep Up The Good Work.
Essa música foi forjada em um turbilhão de restrições de bloqueio e eventos críticos da vida; frequentemente trabalhando juntos virtualmente e, eventualmente, estando juntos fisicamente e escrevendo como um grupo.
“Nós nos conhecemos muito bem depois de 8 anos…

MUSICA&SOM

…como amigos, colegas e criadores coletivos. Sabemos o que cada um de nós está passando na vida e podemos ouvir isso na música que fazemos juntos; é sempre uma reflexão pessoal de nós no momento dado. Você pode ouvir que ficamos mais velhos, que temos mais a contar. Durante a pandemia, experimentamos tanto a alegria de ter filhos quanto a tristeza de perder pessoas de quem cuidamos. A vida e a morte nos atingiram, você poderia dizer, o que talvez pareça um tanto banal ou clichê de se escrever. Mas, por esse motivo, achamos que esse álbum fala universalmente e tem o potencial de ressoar com muitas pessoas”.


Bored Lord – 3213123 (2023)

 

Senhor EntediadoA música de dança de Bored Lord baseia-se inteiramente em desencadear uma resposta emocional. Quer isso signifique a melancolia em um de seus originais rave nostálgicos, confusão ou alegria em uma edição ousada (como sua versão de “Smells Like Teen Spirit”), ou a elevação de ouvir um de seus favoritos a capellas flutuando através de seus breakbeats - você vai sentir alguma coisa. A artista de Oakland lança por conta própria (quase com a mesma frequência com que apaga) tanta música que pode ser difícil acompanhá-la, mas isso não diminui o impacto de seus discos.
…”sinta seu amor” alegremente ganha vida com uma palmada viciante que vai do lado esquerdo do espectro estéreo para a direita como um jogo de pong. Tem todas as características do Bored Lord, incluindo hi-hats fantasticamente empoeirados, que soam…

MUSICA&SOM

…ambos afiados e contundentes, como se estivessem embaçados por uma espessa camada de poeira. E os tom-toms? Perfeição. Uma vez que o vocal ansioso entra, tudo se encaixa, uma queima lenta que se torna um groove triunfante bem diante de seus ouvidos. A coisa milagrosa sobre 3213123 é que ela atinge esse nível de excelência mais oito vezes.

É difícil dizer o que constitui um lançamento importante ou marcante no catálogo do Bored Lord, mas 3213123se sente especial, uma pesquisa abrangente sobre o que ela faz de melhor. Há a selva estridente, mas atmosférica, que passa em almofadas fofas em “drunk in dublin”, quebras de outro mundo com samples vocais igualmente estranhos em “crossing the bridge”, até mesmo algo que se aproxima do lânguido hip-house (“não Você sente isso"). Quase todos os brinquedos cortados com um gancho vocal ou dois, geralmente cortados de uma música de R&B ou hip-hop, às vezes pendurados em suspensão onde sua melodia pode ser totalmente admirada, outras vezes cortados e amassados ​​para formar novas frases grotescas. (Isto é melhor mostrado no coro de vozes animadas e sílabas sem palavras no extravagante “take it from the top”.) Um verme de ouvido persistente e escavador que se esconde no centro de qualquer faixa do Bored Lord.

Além dos ganchos, 3213123 tem uma sensação palpável de impulso, tanto no sequenciamento - a maneira como o álbum aumenta a energia em direção ao desfecho drum & bass - quanto nas próprias faixas. É difícil imaginar ouvir a abertura "check it out" com sua seção rítmica excitante e chimbal tique-taque, e não ser imediatamente tocado pelo órgão no estilo de Detroit. Ou a maneira como a bateria vibra e balança em tantos desses cortes, construindo camada por camada, como se ela estivesse juntando tudo na hora. A sensação solta e viva de seu trabalho, e até mesmo a maneira como ela lança sua música, faz parte da empolgação, mas não deve ser confundida com frivolidade. Com registros como 3213123, Bored Lord captura a liberdade emocionante da dance music pré-Pro Tools, antes que a grade quantizada se tornasse uma espécie de prisão. Como seus sets de DJ, é um instantâneo de liberdade e abandono auditivo, abrangendo todos os sentimentos que você sente em uma boa noite: felicidade, tristeza, raiva, embriaguez, a alegria da amizade.


BIOGRAFIA DOS Cheap Trick

 

                                                Cheap Trick

Cheap Trick é uma banda de rock dos Estados Unidos de Rockford, Illinois, que ganhou popularidade no final da década de 1970.

Ela é formada por quatro integrantes e existe até hoje. Os integrantes são: Rick Nielsen, Robin Zander, Tom Petersson, Bun E. Carlos. 

Um fato interessante do grupo é que são eles que cantam o tema principal da popular série americana That '70s Show, com a música "In the Street".

Origem.

Formada em 1974. A banda é constituída por membros Robin Zander (vocal e guitarra), Rick Nielsen (guitarra, backing vocal), Tom Petersson (baixo elétrico, backing vocals), e Bun E. Carlos (bateria, percussão).

Cheap Trick criada uma base de fãs considerável através da sua própria marca da música pop de poder com um hard-edged ainda som pop melódica que combina as melodiosas dos Beatles com a velocidade ea energia do punk rock.

O Los Angeles Times observou que "Cheap Trick ganhou fama por torcer o Beatlesque em algo mais brilhante, mais duro, mais americano."

Seus maiores sucessos incluem "Surrender", "I Want You To Want Me", "Dream Police", e "The Flame ". Cheap Trick também realizada uma versão cover da Big Star "In the Street" como tema de That '70s Show a partir dos anos da segunda temporada e da música-tema "Baby Trouxas" para The Colbert Report.

A partir de 2009, Cheap Trick continua a turnê com a formação original. Têm sido muitas vezes referido pela imprensa japonesa como o "American Beatles."

O estado de Illinois Senado tem declarado 1 de abril de ser "Cheap Trick" Dia do Estado.

A banda também foi classificado # 25 em lista da VH1 dos 100 Maiores Artistas de Hard Rock.

A música Dream Police está presente no jogo Guitar Hero: Aerosmith

Shows ao Vivo.

Cheap Trick é conhecido por suas quatro décadas de turnês quase contínua. Seu álbum Cheap Trick at Budokan elevou o status do Budokan como um local privilegiado para concertos de rock.

Instrumentos.

Cheap Trick é conhecido por seu uso - e grande coleção - incomum de guitarras e baixos.

Robin Zander tem desempenhado um Rickenbacker 1950 Combo 450 Mapleglo desde a década de 1970, bem como uma string guitar 12-Hamer, uma Gibson Firebird, e vários Fender Telecaster estilo guitarras.

Rick Nielsen é um ávido colecionador que, apesar de racionalizar a sua coleção de guitarras, ainda tem mais de 250 peças em seu poder. Ele tem colaborado com Hamer a marca 'temáticos' guitarras, alguns baseados em álbuns Cheap Trick como "Rockford," The Doctor ", e ainda canções como" Gonna Raise Hell ". Hamer também fez únicos cinco guitarras pescoço e mandocellos elétrica para Nielsen.

Tom Petersson geralmente é creditado por ter tido a ideia inicial para a 12-string bass. Anteriormente, ele havia usado um Gibson Thunderbird, e Alambique e Hagstrom 8-string basses, e pediu Jol Dantzig de Hamer Guitars fazer um 12-string bass. A empresa inicialmente fez um 10-string bass. Após a utilização bem sucedida do julgamento que o baixo, o protótipo 12-string bass, Hamer A 'Quad', foi produzido. Petersson usado mais tarde 12-cordas feitas por miúdos (um luthier japonês), Chandler, e modelos de assinatura da Waterstone, bem como um conjunto impressionante de 4, 5 e 8 contra baixos de cordas de guitarra de outros fabricantes.

Bun E. Carlos tocou com diversos comerciais tambor acessórios, incluindo Ludwig e tambores Slingerland Radio King, pratos Zildjian, raros Billy Gladstone tarolas e tambores sticks.He Capella é também um ávido colecionador de tambores de colheita e compra, vende e comércios com alguns outros Rockford, Illinois comerciantes, principalmente Randy de águas pluviais. Cada ano de águas pluviais e coleta de Carlos 'pode ser vista em vários shows de tambor no Centro-Oeste.

Carlos também gravou e escreveu canções para muitas bandas Rockford, como Mark Willer e os falcões Blues e também unir a efêmera experiência Bun E. Carlos, que também incluía Jon Brandt, que substituiu Tom Petersson em meados dos anos 80, no baixo.

Bandas Influenciadas.

Citando as bandas Cheap Trick como uma influência incluem: The Baudelaires, Pearl Jam, Local H, The Datsuns, Enuff Z'nuff, Everclear, Extreme, Fountains of Wayne, Guns N' Roses, Mötley Crüe, Nirvana, Stone Temple Pilots, Green Day, OK Go , Smashing Pumpkins, The Pink Spiders, Terrorvision, Weezer, e muitos outros.  

Integrantes.

Atuais.

Robin Zander (Vocais Principais, Guitarra Rítmica, Teclados, desde 1974)
Rick Nielsen (Guitarra Principal, Teclados, Backing Vocals, desde 1974)
Tom Petersson (Baixo, Backing Vocals, 1974-1980, desde 1987)
Daxx Nielsen (Bateria em turnês de 2001 e desde 2010)


Ex - Integrantes.

Bun E. Carlos (Bateria, 1974-2010, 2012, 2016)
Randy Hogan (Vocais Principais, 1974)
Pete Comita (Baixo, Backing Vocals, 1980-1981)
Jon Brant (Baixo, Backing Vocals, 1981-1987, 2004-2005, 2007, 1999)
 

Turnês.

Magic Cristian (Teclados, Backing Vocals, 1982-1986, 2008-2011, 2013, One-Off 2002, 2012, 2014, 2015, 2016)
Steve Walsh (Teclados, Backing Vocals, 1985)
Mark Radice (Teclados, Backing Vocals, 1985)
Tod Howarth (Teclados, Backing Vocals, 1986-1987, 1990-1996, 2000, 2008, Convidado em 1999)





At Budokan (Live 1979)

01. Hello There (2:27)
02. Come On, Come On (3:17)
03. Lookout (3:01)
04. Big Eyes (3:55)
05. Need Your Love (8:46)
06. Ain't That A Shame (5:09)
07. I Want You To Want Me (3:45)
08. Surrender (4:25)
09. Goodnight (3:08)
10. Clock Strikes Ten (4:01)

Dream Police (1979)
01. Dream Police (3:54)
02. Way Of The World (3:38)
03. The House Is Rockin' (With Domestic Problems) (5:11)
04. Gonna Raise Hell (9:20)
05. I'll Be With You Tonight (3:51)
06. Voices (4:22)
07. Writing On The Wall (3:27)
08. I Know What I Want (4:30)
09. Need You Love (7:40)
Bonus Tracks.
10. The House Is Rockin' (With Domestic Problems) (Live) (6:16)
11. Way Of The World (Live) (4:00)
12. Dream Police (No Strings Version) (3:53)
13. I Know What I Want (Live) (4:44)




Destaque

Bad Company – Bad Co (1974)

Em seu primeiro álbum, o Bad Company — liderado pelo ex-vocalista do Free, Paul Rodgers, e pelo guitarrista original do Mott, Mick Ralphs — ...