quarta-feira, 17 de maio de 2023

Bandas Raras de um só Disco

                                                      Flint (1978)


Um braço de uma das maiores bandas de Hard Rock da história. Após o lançamento do disco Good Singin’, Good Playin’ em 1976 o Grand Funk Railroad se separou, voltaram no começo dos anos 80 e lançaram mais dois discos que em minha opinião manchou a carreira da banda, nem deveriam ter voltado, enfim, mas o assunto aqui é outro. 

Nesse intervalo, no ano de 1978 os integrantes do GFR junto de alguns músicos adicionais formaram a banda Flint e lançaram esse único disco, o único membro que não participou foi o guitarrista, tecladista e vocalista Mark Farner. 

Sobre o som, não espere aquele som poderoso comparado ao GFR no começo de carreira, mas não que isso seja ruim, pois o ano é 1978, outra época, outros estilos, outros trimbres, o disco é muito bom e lembra bastante os três últimos discos do GFR nos anos 70: All The Girls In The World Beware!!! (1974), Born To Die (1976) e o citado Good Singin’, Good Playin’ (1976). Para quem é um grande fã do GFR não pode deixar de conferir esse projeto paralelo. Baixem.

Integrantes.

Don Brewer (Vocal e Bateria, 01-10, Percussão, 07 e 10, Produtor)
Mel Schacher (Baixo, 01-10, Guitarra, 02, 07, 09, Percussão, 10, Produtor)
Craig Frost (Piano, 01, 02, 04, 06, 08, 10, Backing Vocals, 01, 03, 05, 08, 10, Clavinet, 02, 04, Todos os Teclados, 03, 05, 07,  08, 09, Percussão, 07, 10, Mellotron, 10, Produtor)
 
+ 
Ron Trombly (Bateria, 01, Backing Vocals, 01)
Chuck Rowe (Clavinet, 01)
Mark Chatfield (Guitarra, 01)
Curt Johnson (Guitarra, 01)
Jimmy Hall (Saxofone, 02,06,09, Harmônica, 06)
White Lightnin (Backing Vocals, 02, 04, 06, 09, 10)
Todd Rundgren (Guitarra, 03, 05, 06)
Frank Zappa (Guitarra, 08, 10)

01. Back In My Arms Again (3:56)
02. You Got It All Wrong (4:35)
03. Too Soon To Tell (3:52)
04. Love Me Like You Used To (3:16)
05. For Your Love (4:48)
06. Keep Me Warm (2:52)
07. One Of Me (3:35)
08. Better You Than Me (4:19)
09. Rainbow (3:01)
10. You'll Never Be The Same (5:45)
 



Greg Lake - Discografia



BIOGRAFIA


Greg Lake (10 de novembro de 1947) é um músico inglês. Foi um membro fundador do King Crimson e do Emerson Lake & Palmer. Algumas das mais belas canções do ELP são de sua autoria como Lucky Man, The Sage, From the Beginning e Still... You Turn Me On.

1960s: início de carreira, The Gods e King Crimson


Nascido em Poole, Dorset, Inglaterra, Lake desde cedo era interessado no mundo da música, e compôs o que viria a ser um dos maiores hits do Emerson, Lake & Palmer, "Lucky Man", enquanto ainda estava na escola. Greg se juntou a uma banda chamada "Teak And The Smokey", de sua cidade natal, fazendo sucesso em Dorset, gastando até 6 meses numa tour pela europa. Em 1968, Greg Lake era membro de uma banda chamada The Gods, junto com futuros membros do Uriah Heep. Lake deixou a banda em 1968 antes deles lançarem seu primeiro álbum.

Lake tinha um velho amigo de escola, Robert Fripp, que tinha recentemente se mudado para Londres. Fripp convidou Lake para participar de uma nova banda, que veio a ser a famosa King Crimson, baseada na sua velha, Giles, Giles, and Fripp, que estava proucurando novos rumos após o fracasso de seu álbum de estreia. No inicio, tanto Fripp como Lake tocavam guitarra, mas para dar continuidade ao King Crimson, Lake trocou de instrumento, passando a tocar baixo.
Para o álbum de estreia do King Crimson, In the Court of the Crimson King, Greg Lake ajudou como compositor e cantor. Mesmo o álbum vindo a ser produzido por Tony Clarke, foi Lake que priemeiramente o produziu, depois que Tony Clarke ter dito que nao estava entendendo o real objetivo musical da banda, se afastando da produção.


King Crimson entrou então em tour na América do Norte junto com o The Nice (cujo tecladista era Keith Emerson). Após esse tour, em abril de 1970, Greg Lake deixou o King Crimson para formar o Emerson, Lake & Palmer, junto com Keith Emerson nos teclados e Carl Palmer, do Atomic Rooster e do Crazy World of Arthur Brown, para a bateria. Apesar de sua saída do King Crimson, Lake ajudou na composição do segundo álbum da banda In the Wake of Poseidon.


1970s: Emerson, Lake & Palmer
Após sua fundação em 1970, o Emerson, Lake & Palmer fez um estrondoso sucesso de vendas (somando mais de 40 milhões de cópias vendidas) e contribuindo significativamente para o sucesso e evolução do Rock Progressivo. Lake foi o contribuiu pesadamente com as composições da banda, como "Lucky Man" (Emerson, Lake & Palmer), "The Sage" (Pictures at an Exhibition), "From the Beginning" (Trilogy), "Still... You Turn Me On" (Brain Salad Surgery) e "C'est la vie" (Works Volume I). Lake tornou-se famoso por seu Christmas number two single, "I Believe in Father Christmas" em 1975 que foi depois incluído no álbum do Emerson, Lake & Palmer, Works Volume II.

1980s: Asia e carreira solo
Após o término do ELP, Greg Lake fez um tour com o Asia em 1983, substituindo John Wetton, lançando também dois álbuns solo, Greg Lake (1981) e Manoeuvres (1983), entrando em tour em meados dos anos 80. Em 1986, Greg Lake se reuniu novamente com Keith Emerson e com Cozy Powell (substituindo Carl Palmer, que estava tocando no Asia), lançando o disco "Emerson, Lake and Powell", uma espécie de uma continuação da velha banda.


1990s: Emerson, Lake & Palmer novamente


O ELP acaba se reunindo novamente no inicios dos anos 90, tocando em circuitos de rock progressivo, e lançando dois novos álbuns, Black Moon e In the Hot Seat. A banda acabou se dissolvendo novamente em 1998, devido a problemas internos do grupo.


2000s: Trabalho recente e Greg Lake band


Após a dissolução do Elp, Greg Lake não foi muito visto na cena musical, mesmo tocando junto com artistas famosos como o The Who e com Ringo Starr.
Em outubro de 2005 Greg Lake entrou em tour na Grã-Bretanha com sua nova banda, "Greg Lake Band". O grupo recebeu bom reconhecimento pela critica. A banda continha David Arch nos teclados, Florian Opahle na guitarra, Trevor Barry no baixo, e Brett Morgan na bateria. Um DVD duplo foi lançado pela Warner Bros/Classic Pictures no início de 2006, com um Greg Lake refortalecido, sua voz agora mais grossa e alta que antes. A Greg Lake Band estava pronta para um novo tour em setembro de 2006, porém ele foi cancelado devido a "problemas de gerenciamentto"
Lake tocou "Karn Evil 9" com a Trans Siberian Orchestra no Nassau Coliseum no Uniondale Long Island, New York, em 20 de dezembro de 2006, no Continental Airlines Arena no East Rutherford, New Jersey em 21 de dezembro de 2006 e no Quicken Loans Arena, em Cleveland, Ohio, em 30 de dezembrode 2007.
Lake tocou "Lucky Man" com o Jethro Tull no seu primeiro show no Royal Festival Hall em londres, no dia 28 de maio de 2008. Em novembro, o U2 gravou 'I Believe in Father Christmas' para marcar o lançamento de (RED)Wire.



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DISCOGRAFIA


Greg Lake - 1981
01. Nuclear Attack
02. Love You Too Much
03. It Hurts
04. Black And Blue
05. Retribution Drive
06. Long Goodbye
07. The Lie
08. Someone
09. Let Me Love You Once Before You Go
10. For Those Who Dare



Manoevres - 1983
01. Manoeuvres
02. Too Young To Love
03. Paralysed
04. A Woman Like You
05. I Don't Wanna Lose Your Love Tonight
06. It's You, You've Gotta Believe
07. Famous Last Words
08. Slave To Love
09. Haunted
10. I Don't Know Why I Still Love You



 King Biscuit Flower Hour Presents Greg Lake In Concert (1981) - 1995
 
01. Medley /Fanfare For The Common Mankarn Evil 9 
02.Nuclear Attack
03. Lie
04. Retribution Drive
05. Lucky Man
06. Parisienne Walkways
07. You Really Got A Hold On Me
08. Love You Too Much 
09. 21St Century Schizoid Man
10. In The Court Of The Crimson King




The Greg Lake Retrospective: From The Beginning - 1997
DISC 01

01. Court Of The Crimson King - Medley 
02. Cat Food
03. Knife Edge
04. Lucky Man
05. From The Beginning
06. Take A Pebble
07. Still
08. Still... You Turn Me On
09. Jerusalem
10. Karn Evil 9 - 1st Impression (Pt.2)
11. I Believe In Father Christmas
12. C’Est La Vie
13. Closer To Believing
14. Watching Over You
15. 21st Century Schizoid Man 

DISC 02

01. Nuclear Attack
02. Love You Too Much
03. It Hurts
04. Retribution Drive
05. The Lie
06. Let Me Love You Once
07. Manoeuvres
08. I Don’t Why I Still Love You
09. Touch And Go
10. Lay Down Your Guns
11. Love Under Fire
12. Money Talks
13. Black Moon
14. Paper Blood
15. Affairs Of The Heart
16. Daddy
17. Heart On Ice 




From The Underground, The Official Bootleg - 1998
01. Touch And Go
02. A Man, A City
03. Don't Go Away Little Girl 
04.  Medley - Still You Turn Me On, Watching Over You
05. Daddy
06.Retribution Drive 
07. Heat Of The Moment
08. The Score 
09. Love
10. Affairs Of The Heart
11. Learning To Fly 
12. Lucky Man
13. 21St Century Schizoid Man 




From The Underground 2 (Deeper Into The Mine) - An Official Greg Lake Bootleg - 2004
 01. Black Moon (Emerson, Lake & Palmer)
02. Check It Out (Greg Lake's Ride The Tiger)
03. Love Under Fire (Greg Lake's Ride The Tiger)
04. Cold Side Of A Woman 
05. Step Aside (Emerson, Lake & Powell)
06. Preacher Blues (Emerson, Lake & Palmer)
07. Hold Me
08. Heart On Ice
09. Blue Light (Greg Lake's Ride The Tiger)
10. You're Good With You're Love
11. You Really Got A Hold On Me
12. Epitaph (King Crimson)
13. Fanfare For The Common Man




Songs Of A Lifetime - 2013
 01. 21st Century Schizoid Man
02. Lend Me Your Love Tonight
03. Songs Of A Lifetime Tour Introduction
04. From The Beginning
05. Tribute To The King
06. Heartbreak Hotel
07. Epitaph - The Court Of The Crimson King
08. King Crimson Cover Story
09. I Talk To The Wind
10. Ringo And The Beatles
11. You've Got To Hide Your Love Away
12. Touch And Go
13. Trilogy
14. Still... You Turn Me On
15. Reflections Of Paris
16. C'Est La Vie
17. My Very First Guitar
18. Lucky Man
19. People Get Ready
20. Karn Evil 9 1st Impression Part 2 

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DISCOS QUE DEVE OUVIR

 

                                                Chips - Chips 1980 (Sweden, Euro-Pop)


Artista: Chips
Local: Suécia
Álbum: Chips
Ano de lançamento: 1980
Gênero: Euro-Pop
Duração: 45:46
Formato: MP3 CBR 320
Tamanho do arquivo: 108 MB (com 3% de recuperação)


Tracks:
01. A Little Bit Of Loving (Mycke' Mycke' Mer) (Lasse Holm, Torgny Söderberg) - 3:27
02. Sympathy (Lasse Holm, Torgny Söderberg, Mats Rådberg) - 3:03
03. Weekend (Gerard Koerts) - 3:24
04. So Long Sally (Lasse Holm, Torgny Söderberg) - 4:04
05. Starry Night (Lasse Holm) - 3:58
06. Paris (Lasse Holm, Torgny Söderberg, Dougie Lawton) - 4:53
07. I Remember High School (Lasse Holm, Torgny Söderberg) - 4:54
08. Sensation (Lasse Holm, Torgny Söderberg, Thomas Minor) - 3:58
09. Don't Cry No More (Lasse Holm, Torgny Söderberg) - 3:31
10. It Takes More Than A Minute (Lasse Holm, Torgny Söderberg) - 2:48
11. In Arabia (Lasse Holm, Torgny Söderberg, Roy Colegate) - 4:34
12. Can't Get Over You (Lasse Holm, Torgny Söderberg) - 3:12

Personnel:
- Lasse Holm (Lars-Eric Gustav Holm) - vocals (01,02,04-06,08,09,11), keyboards, piano, producer
- Kikki Danielsson (Elsie Ann-Kristin Danielsson) - vocals (03,05,12)
- Tania (Britta Margareta Johansson) - vocals (07,10)
+
- Torgny Söderberg - backing vocals (01,04,07,09,11,12), horns (08), keyboards & piano (10), producer
- Hasse Rosén - electric guitar (01-03,05,10-12), mandolin (01), guitar (09)
- Mats Westman - acoustic guitar (01,05,10,11), mandolin (01), electric guitar (02,03,12)
- Rutger Gunnarson - bass (01,02,04,06-12)
- Ola Brunkert - drums (01,02,04,06-12)
- Lennart Karlsmyr, Åke Grahn - engineers
- Anders Henrikson - string arrangements (02,09,10,12)
- Kjell Öhman - keyboards & piano (03)
- Kjell Mattisson - bass (03)
- Janne Guldbäck - drums (03)
- Janne Bandel - percussion (03)
- Lasse Welander - electric guitar (04,07,08), guitar (06)
- Anders Eljas - piano (04,08), electric piano (06)
- Anders Engberg, Lars O. Carlsson - horns (04,08)
- Mike Watson - bass (05)
- Rolf Alex - drums (05)
- Janne Kling - flute (05)
- Malando Gassama - congas (06,08)




STAMPEDE - Fire It Up in the Air / The Official Bootleg (Polydor, 1982)

Zopp – Dominion (2023 / Zopp)

De vez em quando aparece algum samaritano prog para nos lembrar que a coisa de Canterbury foi uma invenção muito boa. Ryan W. Stevenson (teclados, guitarras, baixo, voz, percussão, flauta.....) já nos deu essa alegria em sua estreia em 2020. Ele é o Zopp. Como Groot em "Guardiões da Galáxia". Agora ele retorna com Andrea Moneta (Leviathan) atrás de sua poderosa bateria. Além de até sete convidados em diversos instrumentos. Para que continuemos a ser felizes. Nenhuma "inteligência artificial" aqui, todos os cérebros humanos e bons naturais.



Novos fatores são adicionados neste segundo ataque. Para começar, há voz. E dá um ponto positivo, dito com duplo sentido, a este "Domínio".

Que começa com "Amor Fati" (2'10) em absoluta reverência à Saúde Nacional. Inclui organete Dave Stewart e coro feminino estilo Gaskin/Parsons. Ele se conecta com "You" (10'56), onde a tempestade de Canterbury continua manifestamente no teclado em toda a extensão e no baixo ao estilo Hugh Hopper/Chris Squire. Já que Ryan não canta nada mal, o novo fator é bem-vindo. O sax apertado sustenta com energia jazzística e aquele som de órgão obsoleto que entra em sua medula e devora suas entranhas. Agora no Epic Breeze Mix Sim. Muito mais Soft Machine começa "Bushnell Keeler" (5'06), com um sax maleável e melódico entre Mel Collins e Alan Wakeman. Excepcionalmente feito com cuidado e beleza instrumental. Os tons escuros adquirem a exposição de "Uppmärksamhet" (3'13),

Mudança drástica para "Reality Tunnels" (4'11) de magnetismo instantâneo e um "domínio" mais Emerson, com uma contribuição de acidez no pescoço. 

"Wetiko Approaching" (1'59) parece um "outtake" de "Drama", (a voz de Stevenson tiende a um Horn via Anderson).

É acorrentado ao "Toxicity" final (14'21), mantendo a abordagem Sim ao estilo americano. Como se estivesse em Starcastle ou Infinity, Mike Ratledge tocava o teclado. Às vezes, a endogamia estilística nos oferece mais do que surpresas agradáveis. Talvez Stevenson não pareça tão solto na guitarra quanto nos teclados, mas o que ele faz (que tende a soar psicologicamente!), ele faz bem. Menção honrosa para o baterista, o motor que impulsiona e dá vida às novas linhas melódicas que vão se desenvolvendo. A flauta coloca um tempero de Jimmy Hastings em um ambiente afirmativo que, ocasionalmente, libera iguarias do interior de Canterbury.



Uma mistura curiosa e interessante que nos deixa como avaliação de um álbum muito agradável, com uma nota alta. Eu diria que Zopp quer surpreender com composições imaginativas e não forçadas, apesar dos ingredientes utilizados. E aqui eles conseguiram.


Temas
1. Amor Fati 0:00
2. You 2:10
3. Bushnell Keeler 13:06
4. Uppmärksamhet 18:14
5. Reality Tunnels 21:28
6. Wetiko Approaching 25:39
7. Toxicity 27:38

MATCHING MOLE - Matching Mole (1972, CBS)

STATE COWS - High & Dry (2022/P-Vine)

 

Ainda há quem acredite que o AOR seja um subgênero do hard/metal. E não. Surgiu na segunda metade da década de 1970 como uma adaptação para o rádio do rock californiano. Disse rapidamente e resumiu. Não seria até o final dos anos 80, quando ele se adaptou à Rocadura. Mas aquela adaptação inicial ainda me parece ideal. E o mais difícil de capturar ou recriar com precisão.



Curioso que, mais uma vez, no norte da Europa saibam fazer algo tão caloroso com a autenticidade dos banhos de sol nas praias de Sausalito. Obra de Arte, Houston ou State Cows sem ir mais longe. Estes últimos são um duo de Umea (Suécia), formado por Daniel Andersson (voz e guitarra principal) e Stefan Olofsson (teclados, baixo, guitarra, bateria e coro). Embora neste seu quarto álbum "High & Dry", eles tenham vários convidados. Sua carreira começou em 2010 com uma maravilhosa estreia autointitulada. Desde então não fizeram mais que música dedicada situada entre 76-79. Como eles dizem em seu bandcamp, "State Cows é uma banda de yacht rock / West Coast / AOR muito moderna que cria novas músicas originais." Palavras estudadas. Exato.

"Dawn on me" é uma introdução quase progressiva que dará início a "If We Could be Together". Entramos numa máquina do tempo paradisíaca onde ainda se pode ouvir Steely Dan, Doobie Brothers, Earth Wind & Fire ou Pablo Cruise. Eu desço e fico. Eu estou aqui, com essas vacas sagradas do estado. Polim melodias de ourivesaria artesanal, simplesmente mais que perfeitas.

"Caught in a Landslide" está entre Styx, ELO e Little River Band, órgão de Rhodes via. Recuperam essências de jazz aveludado em "Emily". E aqui vão eles para Pages, Steely Dan ou Maxus como se nada tivesse acontecido. Bendita glória aos ouvidos (com discrição).

O refrão de "Two Kindred Spirits" leva você de volta a Martin Briley ou "Duke" do Genesis (e seu tratamento de teclado também). "Turnaround" está procurando (com sucesso) o espírito de Erik Tagg ou Christopher Cross.

Outro programa de introdução de lapso é "Drops of Rain", prelúdio de "Tears of Isolation".....Toto/Player/LeRoux para atacar. Bronzer poderoso requer "Hold On", em puro espírito Ambrosia/David Pack e até Stevie Wonder.



Eu não sigo. Desnecessário. Eis um álbum redondo, outro, que capta um tempo irrepetível com total frescura e autenticidade. Essas vacas oxigenam o ambiente. Absolutamente necessário.


 


CRONICA THE 13th FLOOR ELEVATORS | Easter Everywhere (1967)

 

Atenção obra-prima!

Após o lançamento de The Psychedelic Sounds of…, The 13th Floor Elevators liderado pelo guitarrista/vocalista Roky Erickson saiu em turnê em San Francisco. Mas a dissensão já está surgindo, principalmente devido ao uso de drogas não alucinógenas (speed, heroína, etc.) repudiadas por Tommy Hall. O grupo se separou para finalmente se encontrar rapidamente e publicar a segunda obra na International Artists intitulada Easter Everywhere com dois novos membros: Danny Thomas na bateria e Dan Galindo no baixo.

Parece que este novo álbum foi produzido sob o patrocínio espiritual de Timothy Leary, adorador do LSD, mas também de Georges Gurdjieff. A doutrina deste último trata da integração de todas as forças vitais para harmonizá-las umas com as outras e alcançar a ordem cósmica. Este é um vasto programa para nossos amigos do Texas. De qualquer forma, Easter Everywhere está bem posicionado e realizado em um estado mais do que secundário, mas será cativante.

O disco é composto por 10 títulos e começa com os 8 minutos da pesada “Slip Inside This House”, regravada posteriormente pelo Primal Scream. Parece que os texanos têm apostado em composições mais sofisticadas e esforços têm sido feitos para uma maior qualidade de gravação. O ouvinte é sempre conduzido pelo arremessador elétrico de Tommy Hall mas também por belas guitarras de acid rock (“Slide Machine”, “Levitation”) magnificamente tocadas por Stacy Sutherland para um disco de garagem (“Earthquake”) como o seu antecessor. No entanto, o grupo se abre para folk e baladas enquanto permanece profundamente psicodélico como "She Lives (In A Time of Her Own)", "Nobody to Love", "Dust", "I Had to Tell You", mas especialmente a comovente "It's All Over Now, Baby Blue » de Bob Dylan, bem cantada por Roky Erickson onde a banda joga com dissonância, estética e emoções. Os 6 minutos de “Postures (Leave Your Body Behind)” concluem admiravelmente um disco inegavelmente cult.

Títulos:
1. Slip Inside This House
2. Slide Machine
3. She Lives (In A Time Of Her Own)
4. Nobody To Love
5. Baby Blue
6. Earthquake
7. Dust
8. Levitation
9. I Had To Tell You
10 . Postures (Leave Your Body Behind)

Músicos:
Roky Erickson: Vocal, Guitarra, Gaita
Tommy Hall: Electric Jug
Stacy Sutherland: Guitarra, Vocal
Dan Galindo: Baixo
Danny Thomas: Bateria
+
John Ike Walton: Bateria
Ronnie Leatherman: Baixo
Clementine Hall: Backing Vocals

Produção: Lelan Rogers



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