quarta-feira, 20 de setembro de 2023

CRONICA - RICH KIDS | Ghosts Of Princes In Towers (1978)

 

RICH KIDS é um grupo britânico formado em Londres em 1977 sob a liderança do ex-baixista do SEX PISTOLS, Glen Matlock. Juntaram-se a ele o vocalista/guitarrista Midge Ure (ex-SLIK), o guitarrista do CLASH Mick Jones, sem esquecer o baterista Rusty Egan. Apresentado desta forma, o RICH KIDS poderia ser percebido como um supergrupo. Só que Mick Jones saiu e Steve New (que fez o teste para SEX PSTOLS) o substituiu.

O grupo fez alguns shows, fechou contrato com a EMI, enquanto gravava seu primeiro álbum. Na sua tarefa, o grupo londrino é apoiado por Mick Ronson, que já tem experiência em ter tocado ao lado de David BOWIE, MOTT THE HOOPLE, Ian HUNTER e em iniciar uma carreira a solo. O álbum RICH KIDS foi intitulado  Ghosts Of Princes In Towers  e foi lançado em agosto de 1978.

A estreia musical de RICH KIDS é tanto no movimento Punk/Post-Punk quanto no estilo Power-Pop. O primeiro single do álbum, o mid-tempo “Rich Kids”, sintetiza tudo isso muito bem com suas guitarras sutis, seu solo condizente e acaba sendo bastante bacana. Na verdade, alcançou a posição 24 nas paradas britânicas no início de 1978 (sim, o single foi lançado 7 meses antes do álbum). O outro single do álbum, “Ghosts Of Princes In Towers”, foi um fracasso nas paradas e, ainda assim, não faltaram qualidades nesta peça melódica com toques de Punk que se encaixou muito bem no final dos anos 70 com seu toque cortante. guitarras (é o tipo de música que bandas como GREEN DAY e OFFSPRING tentaram em vão reproduzir ao longo de suas respectivas carreiras). Além desses solteiros, também aparece neste álbum “Put You In The Picture” que foi originalmente composto por PVC2, entidade musical que era a extensão do SLIK (grupo no qual, recorde-se, tocava Midge Ure). Nesta versão aqui oferecida, a música fica entre o Hard Rock e o Punk e o faz graças ao seu solo de guitarra, um refrão vertiginoso, além da performance vocal raivosa de Midge Ure e é bem possível que tenha servido de fonte de inspiração para um certo Michael Monroe.

Já os demais títulos destacam a habilidade dos músicos, provando que eles não são bobos. O exemplo de “Cheap Emotions”, uma explosão Punk ao mesmo tempo enérgica e melódica com um refrão unificador, reforçado por discretas notas de piano que lhe conferem um toque Boogie, é suficiente para convencer enquanto o grupo mostra espontaneidade, manda madeira sem calcular. “Hung On You”, que navega entre o Power-Pop e o Punk (como “Rich Kids”), é carregada por uma música arejada e cativante que torna tudo acessível e poderia até ter funcionado nas paradas se tivesse sido lançada em como um único. A mid-tempo “Marching Men”, com conotações de Power-Pop/Classic-Rock, é um achado excelente e inesperado com um refrão arrepiante que agarra as entranhas, um cantor perfeitamente apoiado pelos backing vocals, um pequeno solo com alguns versos no final e algumas melodias bem encontradas. Entre o Pop e o Punk, “Young Girls” é uma música direta, cheia de insolência, despreocupação e que se aproxima bastante do que THE UNDERTONES fez no final da década. Alternando entre o Power-Pop e o Post-Punk, “Bullet-Proof Lover”, inicialmente clássica, é impulsionada por um refrão em forma de slogan unificador e bateria que sai pela culatra. “Lovers And Fools” trabalha em terras diferentes já que esta peça Pop-Rock se destaca pela atmosfera rock-estádio, suas palmas, seu refrão unificador, seus arranjos tão sutis quanto surpreendentes e tem um lado hit óbvio, inebriante até . O mid-tempo com contornos pós-punk “Strange One” chama a atenção por sua atmosfera perturbadora, até mesmo desencantada, de sua nota de teclado que lhe serve de espinha dorsal, riffs brutos que não liberam a pressão e, pensando bem, poderiam ser assimilados ao proto-Grunge (mas com aquele pequeno toque britânico que o diferencia do que foi o Grunge muitos anos depois). Os RICH KIDS também aproveitaram para antecipar os anos 80 com 'Burning Sounds', cuja sensibilidade superficial é bem pronunciada, e 'Here Comes The Nice', um mid-tempo entre Power-Pop e Post-Punk que a bateria é responsável. para fortalecimento e que vê as guitarras ora finamente melódicas, ora mais cortantes.

Ghosts Of Princes In Towers  é um álbum bastante bem elaborado. Destaca a boa coesão entre os músicos que captaram bem o espírito da época, que surgiria no início dos anos 80. Além do mais, eles têm se mostrado adeptos de criar melodias e refrões que se sustentam, bem como composições que geralmente são eficazes. Quando foi lançado,  Ghosts Of Princes In Towers  não causou muito pânico nas paradas, pois se contentou com um modesto 51º lugar. Posteriormente, o RICH KIDS foi confrontado com diferenças musicais entre os seus músicos (a rotina habitual, basicamente) e separou-se em 1979, cada um continuando o seu próprio caminho...

Tracklist:
1. Strange One
2. Hung On You
3. Ghosts Of Princes In Towers
4. Cheap Emotions
5. Marching Men
6. Put You In The Picture
7. Young Girls
8. Bullet-Proof Lover
9. Rich Kids
10. Lovers And Fools
11. Burning Sounds
12. Here Comes The Nice

Formação:
Midge Ure (vocal, guitarra, teclado)
Steve New (guitarra, teclado)
Glen Matlock (baixo, vocal)
Rusty Egan (bateria)
+
Mick Ronson (teclado)
Ian McLagan (piano)

Rótulo : EMI

Produtor : Mick Ronson



Poppy – I Disagree (2020)

 

Nina Simone – Nina Simone Sings The Blues (1967)

 

Childish Gambino – 3.15.20 (2020)

 

Donald Glover criou outro retrato dos tempos em que vivemos mas, pela primeira vez na sua carreira, sentimo-lo a vacilar.

“We are, we are, we are”. Com esta manifestação de afirmação pessoal, Childish Gambino regressa com 3.15.20, espalhafatosamente lançado na data homónima. Donald Glover, polímata por trás de projetos tão díspares como Atlanta e a campanha do candidato democrata Andrew Yang, veste a pele de Childish Gambino desde 2008 lançando discos de variada qualidade como o disco de culto Because the Internet e o inesperadamente bem sucedido “Awaken, My Love!”. Da última vez que o vimos e ouvimos, este fazia um duro retrato das relações raciais nos Estados Unidos no teledisco viral de “This Is America”.
Dois anos depois, e possivelmente influenciado pela sua carreira no grande ecrã, a sua música adquiriu um tom mais cinematográfico. Apesar da sua capa branca sensaborosa, 3.15.20 quase sinesteticamente, imprime na cabeça de quem o ouve imagens vividas e dramáticas. O efeito esmorece após repetidas escutas e o que sobra é um disco com muito mais lustro que conteúdo. Childish Gambino sempre foi mais capaz de sintetizar as trends musicais em voga do que em criá-las e neste disco, o músico parece estar a perder o fôlego.

Não que as músicas sejam más, por assim dizer. “Time”, uma das únicas músicas com um nome que não o da sua posição temporal no alinhamento (ex: 35.31), conta com vocais gospel e um contributo fantástico por parte de Ariana Grande. Mas algo estranho acontece nesta música e que, de certa forma, caracteriza o maior problema do disco. Quando a música começa a abrandar e achamos que o seu fim se está a aproximar, reparamos que a música mal vai a meio. 3.15.20 pede demasiada da nossa atenção e recompensa-a muito pouco. Se há fator de redenção, é sem dúvida a inclusão de “Feels Like Summer”, lançada originalmente no verão de 2018 e uma agradável surpresa no alinhamento do disco. Agora nomeada “42.26” a música dá fôlego à segunda metade do disco, numa altura em que este ameaça desmoronar-se. No entanto, a sua presença no disco parece descontextualizada, como se Donald Glover precisasse de uma mais música para fechar o alinhamento do disco e não tivesse mais nada no baú.

É angustiante ver Childish Gambino soar tão desinteressado (e desinteressante), numa altura em que ameaçava chegar ao pico da sua carreira. 3.15.20 é um disco com muita pirotecnia, mas é filme que se vê uma vez e basta. Donald Glover passou a maior parte da carreira a assegurar-se de que, fizesse o que fizesse, nunca seria ignorável. A quinze de março de 2020, falhou.



BIOGRAFIA DE Amado Batista

 

Amado Batista

Amado Rodrigues Batista (Catalão17 de fevereiro de 1951) é um cantorcompositorempresário e produtor musical brasileiro. Ao longo de seus 44 anos de carreira, gravou 38 discos, sendo 28 inéditos, vendeu mais de 38 milhões de discos, recebeu centenas de prêmios, entre eles, 28 discos de ouro, 28 de platina e um de diamante, se consagrando como um dos artistas de maior vendagem da história da musica popular brasileira.[1][2]

Biografia e carreira

É filho de Sebastião Rodrigues da Silva e Joana Batista Rodrigues, sendo o caçula numa família de 8 irmãos (Artênio, Ana, Soeli, Paulo, Suelene, Benicio e Olício). Sua trajetória tem um enredo parecido com o de muitos artistas brasileiros: origem humilde e pobre, o sonho de ficar famoso e os percalços enfrentados até chegar ao topo. Amado Rodrigues Batista nasceu em fevereiro de 1951 em uma fazenda de Davinópolis, em Goiás, na época distrito de Catalão.[3]

Amado gravou seu primeiro disco em 1975, Amado Batista, que é um compacto duplo com três músicas de sua autoria e também a toada "Chitãozinho e Xororó", composta por Athos Campos e Serrinha. Porém, o disco não teve sucesso. Em 1976, gravou um compacto simples com duas músicas em parceria com Reginaldo Sodré. Desta vez alcançou mais sucesso, vendendo mais de 100 mil cópias com a música "Desisto" nas paradas de sucesso. Em 1977, lançou seu primeiro LPCanta o Amor, que repetiu o sucesso do disco anterior. Em 1978, assinou contrato com a gravadora Continental, garantindo maior repercussão nacional ao seu trabalho. Em 1979, teve grande sucesso com a música "O Fruto do Nosso Amor", de Vicente Dias e Praião II. Com um repertório basicamente romântico, fez em seus trabalhos uma fusão da Jovem Guarda com modas de viola, passando por referências a Elvis Presley e aos Beatles, em 1982, o ábum Sol Vermelho (Musica composta em parceria com Reginaldo Sodré) chegou a casa de 1 milhão de Cóipias Vendidas, marca que até então só era atingida por artistas como Roberto Carlos e Nelson Gonçalves. Com mais de 20 anos de carreira, tornou-se um dos maiores vendedores de discos da música popular brasileira. Amado teve mais de 15 discos e 12 milhões de cópias vendidas e recebeu 14 discos de ouro, 13 discos de platina e um disco de diamante. Em 1985, transferiu-se para a gravadora RCA pela qual lançou, entre outros trabalhos, o LP Um Pedaço de Mim em 1993, que em poucas semanas chegou a 600 mil cópias vendidas, com destaque para os sucessos Vida Cor-de-Rosa" e "Um Pedaço de Mim". Devido ao sucesso daquele disco, o cantor passou a fazer em média de 20 a 25 shows por mês. Entre outras, tiveram sucesso as músicas "Serenata", composta por ele e José Fernandes , "O Julgamento", escrita Walter José e Sebastião Ferreira da Silva, "O Acidente", de Roberto Ney e Deny Wilson, "Ah! Se Eu Pudesse", de Vicente Dias, e "Hospício", do próprio Amado junto com Reginaldo Sodré. Em 1994, a música "Eu Amo Você", com Reginaldo Sodré, foi regravada por Odair José em seu álbum Luz Acesa. Em 1998, lançou seu primeiro álbum ao vivo, Amado Batista Ao Vivo, que teve músicas como "Anjo Bom", de Sebastião Ferreira da Silva e Ary Gonçalves, "Seresteiro das Noites", composta por José Fernandes, "Vida Cor de Rosa", escrita por Odair José, Xandó e Ricardo Noronha, além de músicas em parceria com Reginaldo Sodré, como "Pra Que Fugir de Mim" e "Como Na Primeira Vez". No ano seguinte, foi para a Warner Music, lançando o CD O Pobretão, música-título composta por ele e Reginaldo Sobré. Em 2000, lançou o CD Estou Só, que teve os sucessos "Tá Com Raiva de Mim", "Me Apaixonei", "Será Que Ela Me Ama?" e a música-título. Em 2001, lançou seu 23º álbum, Amor, com músicas de destaque "Secretária (Assédio Sexual)",[4] "Que Bom Seria", "Deusa Nua" e "Seus Olhos".[5]

Amado Batista com o Presidente Jair Bolsonaro (2019)

Em 2003, lançou o CD Eu Te Amo, que teve músicas como "Esperança", "Eu Te Amo", "O Boêmio", "Você é o Meu Número" e "Meu Talismã". No ano seguinte, lançou seu 25º disco, Eu Quero é Namorar, cuja música título chegou às paradas de sucesso. No ano seguinte, lançou seu primeiro DVDÉ o Show, que mais tarde seria lançado também no formato Blu-ray. O DVD teve 22 regravações ao vivo de seus grandes sucessos. Em 2007, sua música "Meu Ex-Amor" (composta por Amado e Reginaldo Sodré) foi regravada pela dupla sertaneja João Bosco & Vinícius em seu CD e DVD Acústico Pelo Brasil, lançado pela Sony Music. Em 2008, Amado lançou seu segundo DVD, Amado Batista Acústico pela gravadora Sony BMG. O álbum vendeu cerca de 150 mil cópias, somando as versões em DVD e CD. No mesmo ano, participou do lançamento da Rede Clube Brasil de Rádio. Em 2010, após 35 anos de carreira, e mais de 30 milhões de discos vendidos, lançou pela Sony Music seu álbum inédito Meu Louco Amor. O álbum, que produzido por ele próprio, mostrou uma versatilidade de gêneros, indo desde o romantismo mais tradicional até músicas dançantes e também o sambaMeu Louco Amor foi um sucesso de vendas, ultrapassando a marca de 100 mil cópias. No mesmo ano, participou da gravação do DVD Direito de Viver, no Credicard Hall, em São Paulo, para comemorar os 10 anos do projeto idealizado pelo Hospital do Câncer de Barretos, que leva o mesmo nome do álbum. A gravação teve as participações de artistas consagrados como Guilherme & SantiagoAtaíde & AlexandreBruno & MarroneCésar Menotti & FabianoChitãozinho & XororóDanielEdsonEduardo CostaFábio JúniorGino & GenoGian & GiovaniHudson & Rolemax, Hugo & TiagoJorge & MateusJuliano CezarKLBLeonardoMilionário & José RicoRick & RennerRionegro & SolimõesRoberta MirandaSérgio ReisTeodoro & SampaioVictor & Leo e Zé Henrique & Gabriel. No início dos anos 2010, foi considerado um dos grandes nomes da música romântica brasileira, com quatro décadas de carreira, mais de 27 milhões de discos vendidos e vários prêmios pela vendas de seus álbuns, entre eles 28 discos de ouro, 28 de platina, 2 DVDs de ouro e 2 de platina.

Em 2014, lançou o álbum O Negócio da China, pela Radar Records, com 4 musicas inéditas e 10 regravações de sucessos de artistas dos anos 70 e 80, como "Viola Cabocla", de Tonico & Tinoco, e "A Raposa e as Uvas", de Reginaldo Rossi.[6]

Em 2016, Amado gravou o DVD Amado Batista - 40 Anos em Brasília, cidade onde foi preso durante a ditadura militar por ser amigo de intelectuais que frequentavam um lugar em Goiânia, onde falavam sobre Che Guevara e Karl Marx.[7][8] O DVD tem 20 músicas, sendo 17 regravações e 3 inéditas, como a música de trabalho "Sou Igualzinho a Você", que teve a participação do compositor capixaba Elias Wagner.[9][10] O álbum foi lançado pela Som Livre.[11]

Em 2019, assinou contrato com a gravadora Midas Music, do empresário e produtor musical Rick Bonadio. No mesmo, lançou o CD e DVD Amado Batista - 44 Anos, gravado nos estúdios da Midas Music, em São Paulo, em comemoração aos 44 anos de carreira do cantor.[12][13] O DVD teve as participações especiais de Simone & SimariaKell SmithJorge (da dupla Jorge & Mateus), Moacyr Franco e de seu filho Rick Batista.[14][15] Amado possui um patrimônio avaliado em mais de R$ 13,1 milhões.[16]

Vida pessoal

Em 2019, Amado começou a namorar a estudante de direito Layza Felizardo, nascida em Manaus, no Amazonas.[17][18] Eles se conheceram durante um show do cantor na cidade de Careiro Castanho. O cantor tem quatro filhos: Erich do primeiro casamento, Lorena do segundo casamento, Bruno e Rick reconhecidos através de DNA.[19]

Controvérsias

Em março de 2020, foi divulgado que o nome de Amado Batista encontra-se na lista de devedores do Ibama, que tem pessoas que devem multas ambientais milionárias por desmatamento nos últimos 25 anos.[20]

Discografia


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