sexta-feira, 5 de abril de 2024

BIOGRAFIA DE King Diamond

 

King Diamond

King Diamond, cujo nome verdadeiro é Kim Bendix Petersen (Copenhague14 de junho de 1956), é um cantor dinamarquês de heavy metal, conhecido por sua extensão vocal, especialmente no uso do falsete, maquiagem pesada e apresentações que são bastante teatrais. Sua primeira banda foi Black Rose e em 1980 ele formou o grupo Mercyful Fate. Seus álbuns musicais sempre contam histórias de horror, algumas baseadas em factos reais como é o caso do álbum "The Eye", de 1990, que conta histórias da perseguição de supostas bruxas, e abuso sexual contra freiras, ocorridas durante a Inquisição Francesa, entre 1450–1670. [1]

A estrutura de seu microfone é feita com ossos humanos.

Após mais de 30 anos de carreira, King Diamond se destaca como um ícone do heavy metal, sendo influência para muitos músicos e bandas até os dias de hoje. O site Loudwire o colocou entre os "10 Vocalistas com agudos mais impressionantes" e foi eleito pelo site VH1 na lista dos "10 cantores de heavy metal com vocal mais agudo".[1][2]

Início de carreira e Mercyful Fate

Ver artigo principal: Mercyful Fate

King Diamond começou a cantar com o Black Rose, uma banda com influências de rock psicodélico e do hard rock, formada no ano de 1979. Em 1981 formaria a banda Mercyful Fate junto ao guitarrista Hank Shermann, seu primeiro grande projeto, mesclando um completo e obscuro heavy metal com letras explicitamente satânicas. Após a gravação de dois discos que deixaram um grande legado para o metal extremo, formou o King Diamond como projeto solo, na ativa desde 1985, e permanece com sua única banda após o fim do Mercyful Fate em 1999.

Outros projetos com os quais evolveu-se anteriormente foram: Brats, banda de hard rock/punk na qual foi vocalista em 1981, e na banda de heavy metal Danger Zone, no mesmo ano. Também colaborou em 2004 no projeto Probot de Dave Grohl, cantando na canção "Sweet Dreams" do álbum homônimo.

Carreira solo

Início (1985-1987)

King Diamond começou sua carreira como o notório frontman do hoje cultuado, Mercyful Fate. A banda gravou álbuns no início dos anos 1980, hoje considerados clássicos, antes da separação motivada por diferenças musicais.[3]

King Diamond lançou a carreira solo em 1985 com o auxílio do ex-membros do Mercyful Fate Michael Denner, guitarrista e do baixista Timi Hansen. Completavam a primeira formação o guitarrista Andy LaRocque e o baterista Mikkey Dee.[4] A banda gravou um single chamado "No Presents For Christmas" e, logo em seguida, lançaria seu primeiro LP: Fatal Portrait, gravado na primavera seguinte.[5][6] O álbum se tornou um hit entre a legião de fanáticos do Mercyful Fate que percebeu que o legado vivia na mente obscura e aterradora de King. Fatal Portrait estreou na posição 33 das paradas musicais suecas, e logo surgiu o single "Halloween", lançado em 6 de junho de 1986.[7][8]

Era clássica (1987-1991)

Logotipo de sua banda solo

Antes do segundo disco, o grupo divulgou o single "The Family Ghost" em 1 de julho de 1987, o qual rendeu o primeiro videoclipe deles.[9] Em 21 de outubro de 1987 a banda lançou seu segundo LP, Abigail, que tocava sobre muito mais do que os temas de horror concebidos por King e sugeridos em seu debut.[10] O álbum se tornou um sucesso expandindo King muito além do que o Mercyful Fate havia atingido, alcançando inclusive mais vendagem e exposição do que sua antiga banda: chegou à posição 39 na Suécia, 68 nos Países Baixos e 123 na Billboard 200.[11][12] O contratempo foi a saída do guitarrista Michael Denner, amizade de longa data, que deixou a banda por alguns compromissos de turnê e foi substituído por um curto período pelo ex-guitarrista do Madison, Michael Moon, que foi responsável por tocar no restante da tour, que acabou rendo o disco ao vivo In Concert 1987: Abigail.[4][13]

A banda foi altamente aclamada por sua imaginação lírica, que foi melhor desenvolvida em seu próximo trabalho, "Them".[14] O álbum era novamente inteiramente conceitual, e alguns achavam que poderia ser translado para uma grande novela ou ainda melhor, um filme. A ingenuidade do projeto tão bem consumado renderam a King Diamond seu primeiro álbum a entrar na parada musical Top 100 da Billboard (nº 89), tornando "Them" o melhor desempenho nas paradas dos EUA, além do ótimo desempenho em outros países – 38 na Suécia e 65 nos Países Baixos.[15][16] O grupo, agora incluindo novos membros como o guitarrista Pete Blakk e o baixista Hal Patino, embarcou na sua turnê de maior sucesso até então, partilhando o palco com atores que faziam diferentes papéis do citado disco.[4]

Rapidamente seguindo o sucesso e continuando a linha de história de "Them", King Diamond gravou Conspiracy, álbum de 1989.[17] O disco foi a última performance do baterista Mikkey Dee (que mais tarde iria se juntar ao Motörhead) e dava início do envolvimento de Snowy Shaw com King Diamond.[4] Outra turnê bem sucedida foi completada antes do grupo começar a trabalhar na sua próxima composição musical, The Eye.[18]

The Eye era outro trabalho conceitual revolvendo o tema da perseguição do cristianismo durante os anos.[18] O álbum fez um explosivo debut e foi saudado com um clima de críticas e controvérsias a favor e contra o tema. A banda começou a ter alguns problemas com a sua gravadora (Roadrunner) enquanto a formação via King Diamond, a banda, se dissolver, com apenas King e o guitarrista Andy LaRocque restando, e posteriormente gravando para um novo selo.[4][4][19]

Reunião com Mercyful Fate (1992-1999)

Nesse meio tempo, King ouviu algumas canções em que o guitarrista original do Mercyful Fate, Hank Shermann, estava trabalhando, e que soavam como as verdadeiras raízes da banda. Estas faixas inspiraram tanto King que o Mercyful Fate foi reformado em 1992 com a formação original com King nos vocais, Shermann e Michael Denner na guitarra (que estava trabalhando junto com uma banda chamada Zoser Mez), Timi Hansen no baixo e um novo baterista, Snowy Shaw. Entretanto, uma menção deve ser feita: King nunca esqueceu seu projeto pessoal e sempre tencionou manter ambas as bandas funcionando ainda que o guitarrista Andy LaRocque tocasse no álbum do Death"Individual Thought Patterns".

Cada banda foi rapidamente contratada pela gravadora Metal Blade e o Mercyful Fate gravou o fenomenal disco de volta, "In The Shadows". A reformada banda e seu álbum foram recebidos com entusiástica resposta no prestigiado Dynamo Festival na Países Baixos, um show com o Metallica na Dinamarca e uma farta vendagem de discos nos Estados Unidos. Um compacto ao vivo, The Bell Witch, era uma lembrança das excursões. O Mercyful Fate rapidamente aproveitou o barulho acerca de sua reformulação e gravou o álbum Time.

Nunca perdendo de vista sua própria banda, o duo de King e LaRocque continuou formulando ideias para a sua volta e recrutando novos membros. Literalmente, assim que as gravações de Time terminaram, King reentrou no Dallas Sound Lab (onde o os outros dois discos do Mercyful Fate foram gravados). The Spider's Lullabye estabeleceu o recomeço, com o guitarrista Herb Simonsem, o baixista Chris Estes, o baterista Darrin Anthony e o guitarrista de longa data Andy LaRocque.[20] O novo álbum era de longe o melhor trabalho em anos.

Após isto, foi lançado The Graveyard, com excelentes arranjos e músicas, contando a história de um prefeito que abusava de sua filha de 7 anos e, ao ser flagrado por um sujeito com problemas mentais, o incrimina.[21]

Em 1998 saiu Voodoo, uma incrível história sobre uma família que se muda para uma casa onde há um cemitério voodoo.[22]

Nova formação (2000-2007)

Banda em apresentação em Moscou, 2006.

Em 2000 King Diamond traz no House of God toda energia de seus primeiros discos. Com uma melhor produção e mais peso. O que se vê no CD são riffs pesadíssimos, muito heavy metal e os sempre clássicos e característicos vocais do próprio King, além da eterna ajuda do mestre Andy LaRocque - que mais uma vez dá uma aula de guitarra. Outro ponto positivo é o novo guitarrista: Glen Drover, que já entra totalmente entrosado na banda.

Novo disco em 2002: Abigail II: The Revenge.[23] A capa é bem desenhada e o encarte é todo muito bem feito, com uma produção excelente. O disco segue o estilo dos últimos álbuns, entre eles The Graveyard e House Of God e não traz muitas novidades no instrumental, mas que em termos de King Diamond não decepciona, sempre com grandes riffs, muitos solos, ótimas melodias e muito peso, como sempre totalmente heavy metal. Andy LaRocque continua impecável.

Em 2003, é lançado The Puppet Master.[24] O novo CD é de longe um dos melhores de King nos últimos anos. Músicas como a heavy tradicional The Ritual e a depressiva No More Me (onde nosso herói é transformado numa marionete através do mais sangrento ritual) mantém o mesmo estilo já consagrado por King Diamond, mas com um toque especial: há uma história perfeita e a música se encaixa com uma precisão magnífica. Outros destaques de peso ficam para as excelentes Blood to Walk, a balada depressiva So Sad (aonde King Diamond flerta de leve com o gótico) e a climática e assustadora Living Dead que fecha o CD, mas não encerra o drama daquele que era um ser humano e agora está condenado a viver como uma marionete para a eternidade.

Um excelente cd, que supera em muito tudo que Mr. Diamond fez nos anos 1990 e que se não é o melhor de todos, mostra que o senhor da escuridão e seus asseclas não estão perdendo o fôlego e continuam a toda na estrada.

2007: Give Me Your Soul... Please.[25] O conceito do álbum parte da história de dois irmãos, uma menina e um garoto, mortos provavelmente pela mesma pessoa, ainda que exista uma incerteza se o irmão teria cometido suicídio. Todo o andamento da história a partir de então gira em torno da garotinha que busca uma forma de evitar que a alma de seu irmão vá parar no inferno. Quem nos conta essa história é Diamond, muitíssimo bem assessorado pelas guitarras de Andy LaRocque e Mike Wead, o baixo de Hal Patino, a batera de Matt Thompson e a voz de Livia Zita. A capa foi inspirada em uma pintura chamada “My Mother’s Eyes”, com a singela imagem de uma jovem garota usando um vestido todo ensanguentado e segurando dois olhos em suas mãos. A faixa "Never Ending Hill" recebeu uma nomeação para o Grammy na categoria "Best Metal Performance", e ainda produziram um videoclipe para a faixa-título.

Atividade recente (2008-presente)

King Diamond em 2013

King fez uma participação no Ozzfest em 9 de agosto de 2008 em Frisco, TX, ao lado do Metallica, tocando um medley de canções do Mercyful Fate previamente lançada no disco Garage Inc. do Metallica. Mais cedo naquele dia, ele também tocou um cover de "A New Level" do Pantera com Vinnie Paul, Scott Ian, Max Cavalera, e Nick Bowcott.

Em 2009, King Diamond foi revelado como um personagem jogável no jogo eletrônico musical Guitar Hero: Metallica, aparecendo com a canção "Evil" do Mercyful Fate. Precisa-se tocar a canção com qualquer instrumento em qualquer dificuldade para desbloqueá-lo.

Em 29 de novembro de 2010, King foi levado ao hospital, onde foram descobertos vários bloqueios em suas artérias devido a seu forte hábito de fumar. Os médicos determinaram que ele teve alguns ataques cardíacos e que ele precisava que uma cirurgia de ponte de safena. A cirurgia foi executada com sucesso, e em 11 de dezembro de 2010 foi anunciado que ele já estava em casa se recuperando. Todos os seus projetos musicais foram postos de lado na época.[26]

Em 7 de dezembro de 2011, King apareceu no palco com o Metallica no The Fillmore em San Francisco para celebrar o trigésimo aniversário do Metallica.[27]

Em junho de 2012 ele tocou seu show de retorno no Sweden Rock Festival.[28] O show também contou com a presença de Michael DennerHank ShermannMikkey Dee e Michael Poulsen do Volbeat. Em 8 de setembro de 2012, King participou junto a Mark Tremonti no VH1 Classic's That Metal Show discutindo sua cirurgia e vários detalhes sobre eventos futuros.[29]

King gravou como convidado no álbum do Volbeat de 2013, Outlaw Gentlemen & Shady Ladies, cantando na música "Room 24".[30] Em agosto de 2013 King Diamond apresentou-se no Bloodstock Open Air Festival UK.

Em julho de 2014 a banda anunciou a saída de Hal Patino, após desentendimentos do mesmo com King, entrando em seu lugar Pontus Egberg.[31] Também em 2014 foi lançada a coletânea Dreams of Horror via Metal Blade Records, que engloba toda a carreira musical de Diamond.[32][33]

Em 2015, King Diamond participou do Rockstar Energy Mayhem Festival, ao lado de SlayerHellyeah , The Devil Wears PradaThy Art Is Murder, Jungle Rot, Sister Sin, Sworn In, Shattered Sun, Feed Her To The Sharks, Code Orange & Kissing Candice, que também participariam da Rockstar Tour. O festival foi programado para 26 paradas, começando em 26 de junho até 2 de agosto.[34]

Crenças religiosas

King Diamond segue o satanismo laveyano, o qual não vê como uma religião, mas como uma filosofia de vida, incluindo a leitura da Bíblia Satânica de Anton LaVey. O jornalista Michael Moynihan o considera como "um dos poucos artistas do metal satânico dos anos 1980 que era algo mais do que um impostor utilizando una imagem diabólica para causar choque nas pessoas".[35]

Apesar do escândalo gerado por suas letras na década de oitenta, sobretudo os álbuns de Mercyful Fate, Diamond já declarou ser tolerante com as diversas ideias religiosas, uma vez que não está afiliado a nenhuma em particular, embora mostra-se preocupado com a capacidade que os seres humanos tem para matar uns aos outros em nome de deus. Ele afirmou:

"Temos diferentes deuses e, entretanto, ninguém pôde mostrar ao resto do mundo que creem no deus correto e que este é o deus real, se é que existe na realidade. O que me assusta é que somos capazes de matarmos uns aos outros por crer em diferentes deuses. Não podemos provar sua existência, mas continuamos nos matando por ele. Respeito as pessoas que creem em deus, em diferentes deuses, mas acho uma loucura que uma pessoa mate a outra por algo que está em sua própria mente. Ninguém sabe como eles são, ninguém sabe o significado da vida. Eu não sei o que é deus, mas o que eu sei é que eu não vou passar os próximos 20 anos de minha vida a pensar nisso. É uma loucura."[36]

Maquiagem

King Diamond com sua pintura facial.

King Diamond caraterizou-se desde a era do Mercyful Fate por seu peculiar corpse paint, tendo se transformado várias vezes ao longo de sua carreira. Em diversas ocasiões ele afirmou que inspirou-se em uma maquiagem que Alice Cooper usava no palco.

No início dos anos 1980, King recebeu dos Estados Unidos uma carta de Gene Simmons (Kiss), na qual acusava Diamond de ter copiado sua maquiagem (naquela época King usava um estilo muito parecido com o do música americano). Embora a acusação não tenha sido levada adiante, King decidiu por mudar seu look e em pouco tempo apareceu com uma maquiagem bem diferente e muito mais chamativa.

Legado

King Diamond ganhou gradualmente uma legião de seguidores no movimento underground do metal, e com o tempo acabou ganhando espaço no mainstream metálico, em grande parte graças a influência que exerceu em bandas muito populares, como Slayer e Metallica. Não obstante, sua verdadeira influência deu-se no início da cena do metal underground nos países escandinavos e posteriormente nos Estados Unidos e no resto da Europa. Desde o lançamento do álbum Melissa de Mercyful Fate, em 1983, é considerado um artista de culto e reconhecido como precursor do black metal, se bem que este ponto é bem discutido entre os fans. Alguns pensam que não há sentido em classificá-lo desta forma, devido a seu som, dado que sua música aproxima-se mais do heavy metal tradicional (e em alguma ocasiões do speed metal e do metal progressivo) do que do black metal tal como conhecemos atualmente. Outros argumentam que a influencia vem de suas letras satânicas e deu sua imagem obscura, e nem tanto de seu som, apesar das bandas de black metal que não simpatizam com o satanismo de Anton LaVey rejeitam-o ideologicamente. Alguns acham prudente colocá-lo dentro do que é conhecido como a "primeira onda do black metal", junto a bandas tão distintas (tanto no sonido como nas letras) como VenomBathoryCeltic Frost e Sodom, as quais, apesar de sua imagem sombria, tem sua diferenças ideológicas com o black metal mais extremo que surgiria nos anos 1990.

Integrantes da banda

A banda em concerto em 2012
Andy LaRocque no Tuska Open Air 2013

Formação atual

Antigos membros

  • Michael Denner – guitarra (1985-1987)
  • Timi Hansen – baixo (1985-1987)
  • Mikkey Dee – bateria (1985-1989)
  • Pete Blakk – guitarra (1987-1990)
  • Hal Patino – baixo (1988-1990, 2000-2014)
  • Snowy Shaw – bateria (1989-1994)
  • Sharlee D'Angelo – baixo (1990-1993)
  • Roberto Falcao – teclado e efeitos sonoros em vários álbuns
  • Chris Estes – baixo (1995-2000)
  • Herb Simonsen – guitarra (1995-1998)
  • Darrin Anthony – bateria (1995-1997)
  • John Luke Hebert – bateria (1997-2000)
  • Glen Drover – guitarra (1998-2000)
  • David Harbour – baixo (2000)
  • Kol Marshall – teclado (2000, 2002)

Discografia

com King Diamond

com Mercyful Fate

King Kong - 1970 - Jean-Luc Ponty

 


01 -  King Kong
Frank Zappa
02 - Idiot Bastard Son 
Frank Zappa
03 - Twenty Small Cigars
Frank Zappa
04 - How Would You Like to Have a Head Like That
Jean-Luc Ponty
05 - Music for Violin and Low Budget Orchestra
Frank Zappa
06 - America Drinks and Goes Home
Frank Zappa


Músicos
Jean-Luc Ponty - Frank Zappa - George Duke - Ian Underwood - Ernie Watts - Buell Neidlinger - Art Tripp III - Gene Estes - Wilton Felder - John Guerin - Donald Christlieb - Gene Cipriano - Vincent Derosa - Arthur Maebe - Jonathan Meyer - Harold Bemko - Milton Thomas

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Jean-Luc Ponty é um violinista francês, um dos pioneiros no uso do violino no Jazz Rock, sobretudo ao implantar a quinta e sexta cordas no instrumento. Possui uma vasta obra passando pelo Jazz experimental, pelo Fusion, em sua carreira tocou com grandes nomes como Stephane Grappelli, a Mahavishnu Orchestra de John McLaughlin e Frank Zappa. 

Nesse LP encontramos clássicos do início da carreira da Zappa interpretados por Ponty, os quais foram arranjados e regidos por Zappa.



Pirata - 1978 - A Barca do Sol

 



01 - Vô mimbora pro sertão
Anônimo
02 - Tereza boca do rio
Nando e Geraldo Carneiro
03 - Mercado das flores
Maurício Costa e Geraldo Carneiro
04 - Cavalo marinho
05 - Jando
Nando Carneiro - Jaques Morelenbaum
06 - Jardim da infância
Nando e Geraldo Carneiro - Beto Rezende
07 - Desencontro
Nando Carneiro - Carlos Pádua
08 - Estrela
Nando Carneiro - Carlos Pádua
09 - Manoel
Maurício Costa - Geraldo Carneiro
10 - Rio preto 
Alain Pierre
11 - Canção pra ela
Alain Pierre

Músicos
Nando Carneiro - Violão e vocal
Muri Costa - Violão, viola e vocal
Jaquinho Morelenbaum - Violoncelo, violino e vocal
Alain Pierre - Baixo acústico e elétrico
Marcelo Costa - Percussão
Beto Resende - Percussão, viola, violão e guitarra
Marcelo Bernardes - Flauta




Luli - 1965

 



01 – Peço Licença 
Walter Levita - Costa Júnior 
02 – Povo 
Dalton - Silveira
03 – Tristeza de Amar
Geraldo Vandré - Luis Roberto
04 – Cadê Meu Barracão 
Silveira - Dalton
05 – Canto da Plantação 
Luis Carlos Sá
06 – Missão 
Sidney Miller - Paulo Thiago
07 – Baleiro 
Luis Carlos Sá
08 – Samba da Aurora 
Luis Carlos Sá
09 – Em Tempo de Vida 
Luli
10 – Iná 
Mário de Castro
11 – Esta Favela Que Eu Amo 
Zé Keti - Paulo Thiago - Sidney Miller
12 – Sol 
Luli - Luis Fernando Borges

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Esse é o disco de estreia da Luli. É muito diferente dos demais que fez depois, seja em parceria com a Lucina ou solo. Aqui predomina uma tendência da época, a canção de protesto. Há uma preocupação com temas sociais, refletida numa certa estetização da miséria (ao gosto classemedianoengajadinho, sob a influência do realismo socialista nacionalista proposto pelos PC's de então). De todo modo um disco curioso, com canções de Luiz Carlos SáVandréZé Keti e Sidney Miller, trazendo Luli numa performance elisetiana e da segunda geração bossanovista. 




Estilhaços - 1980 - Cátia de França

 


01 - Panorama
Cátia de França
02 - Menina Passarinho
Cátia de França
03 - Porque é da natureza
Abel Silva - Cátia de França
04 - Hoje tem futebol
Cátia de França
05 - Ludovina
Cátia de França
06 - Meu boi surubim 
Citações de Guimarães Rosa - Cátia de França
07 - Estilhaços
Flávio Nascimento - Cátia de França
08 - Não marque as horas
Marconi Notaro - Cátia de França
09 - Ponta dos Seixas
Cátia de França
10 - Dança das lanças
Cátia de França
11 - Poço das Pedras
Cátia de França
12 - Não há guarda-chuva
João Cabral de Melo Neto - Cátia de França

Músicos 
Robertinho do Recife - Jarbas Mariz - Baby - Firmino - Cátia de França - Paulo Cezar - Marcos Amma - Paulo Machado - Osvaldo Garcia - Huguinho Guimarães - Seveco - Pedro Osmar -Virgilio Arraes - José Alves da Silva Loures - Andréa Ozório - Carméllo Frisco - Baylon Francisco Pinto - Paschoal Perrotta - Nelson Batista - Marcos Nisenson - Iberê Gomes - Jorge Kundert

Participação Especial
Clementina de Jesus

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Não há guarda-chuva contra essa paraibana, cantando com Clementina então... segura coração! Destaco "Menina Passarinho", música que pode ensinar muito marmanjo a aceitar o fim de uma relação sem atentados violentos.



Maravilhas Contemporâneas - 1976 - Luiz Melodia

 



1 - Congênito
Luiz Melodia  
2 - Maravilhas Contemporâneas 
Luiz Melodia
3 - Veleiro Azul 
Luiz Melodia - Rúbia
4 - Juventude Transviada 
Luiz Melodia
5 - Amor 
Luiz Melodia
6 - Baby Rose 
Luiz Melodia
7 - Questão De Posse 
Luiz Melodia
8 - Memórias Modestas 
Luiz Melodia
9 - Mary 
Luiz Melodia
10 - Paquistão 
Luiz Melodia
11 - Quando O Carnaval Chegou
Ciro José


Músicos
Marcio Antonucci - Luis Melodia - Oberdan - Jamil Jonas - Valtencir - Luiz Carlos - Cidinho - Tomas - Pestana - Frederiko - Perinho Santana - Maurício - Alberto Das Neves - Chico Batera - Perinho Santana - Octavio Brito - Marcio Montarroyos

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Um dos LPs dos que mais admiro na carreira do Negro Gato. Desapareceu em 4 de agosto de 2017, já faz falta




ROCK ART

 


quinta-feira, 4 de abril de 2024

Crítica: «»Above The Great Beyond Below», álbum de estreia do virtuoso baixista mexicano Kello Gonzalez. (2024)

 

Por: Jerson Ricardi

Neste mês de abril de 2024, o baixista mexicano Kello Gonzalez apresenta "Above The Great Beyond Below", uma antologia em forma de fita sonora que cobre seus últimos 24 anos de carreira como baixista. Tudo o que aprendemos, vivenciamos, momentos e emoções acumuladas nesse período ficam capturados em riffs e músicas, que ficaram guardados no cofre sem encontrar lugar em nenhum projeto anterior. Habituado ao ambiente criativo do grupo como forma de canalizar essas ideias, Kello decide aventurar-se na criação do seu primeiro álbum a solo no verão de 2023. Sendo um músico multifacetado desde os primeiros passos como baixista, iniciou plenamente a sua procura pelas infinitas possibilidades que o instrumento permite. A sua técnica peculiar (influenciada por baixistas pouco convencionais como Cliff Burton, Les Claypool e Geddy Lee) levou-o a explorar estilos que vão do pós-grunge, jazz, metal, até cair totalmente na experimentação e na música progressiva.


“Distant Aegis” imediatamente nos imerge com toda a sua energia desde o primeiro compasso. O groove aqui é devastador com todas as suas ideias melódicas que são harmonizadas de forma criativa. Os efeitos de cada instrumento nos proporcionam uma série interminável de timbres experimentais que proporcionam todos os tipos de cores à música. Com Francisco "Chucky" Oroz, guitarrista do CRS, e Max Arnold, ex-baterista do Never Jamás, como convidados, a música abre o álbum colaborativo, refletindo a ideia de "ajuda remota", como o próprio nome sugere. “Kammback” ataca furiosamente com um baixo potente acompanhado por Tonio Ruiz na guitarra e Chix Amaro na bateria. Tem um ritmo mais selvagem e incisivo, que abala as ideias impostas em cada secção. As texturas se fundem com o solo de baixo, a atuação impecável do baterista e a improvisação habilidosa do guitarrista. É uma faixa extremamente energética, fluindo por configurações métricas surpreendentes. “Contraflujo” impõe imediatamente as cordas graves com alguma distorção para bater forte com um riff e aumentar a intensidade imediatamente. As eufonias são implantadas livremente, alcançando texturas agressivas. Deivis Kirchner (Vaquero Negro) na guitarra e Carlos “Charal” Sánchez (ex-Resorte) na bateria, liberam pessoalmente todo seu arsenal em cada uma das passagens, adquirindo um conjunto contundente.


“Tonnerubijon” nos surpreende com seu caráter misterioso e sua aura de suspense no início. Imediatamente somos abalados por uma sequência experimental de ritmos e dissonâncias inteligentemente montados. Segundo Kello, essa música foi composta durante a pandemia e reflete a sensação de “visão de túnel” que muitos de nós vivenciamos durante o bloqueio. As tensões e estruturas criadas nos afogam nesses sentimentos. A bateria foi gravada por Christian Gómez (Parazit, NATA), enquanto Hugo Mijangos (HM Project) ficou encarregado da guitarra, acrescentando um toque melódico ao caos e incerteza da música. “UrSpatial” é uma canção de amor com conotações industriais, evocando ares de NIN. O riff principal, composto durante o confinamento, fundiu-se com a ponte de uma música criada em 2001, encaixando-se perfeitamente. A bateria foi fornecida por Jorge Chávez (Teruka, ex Pito Pérez, ex Deskartes a Kant), enquanto Odin Parada (ex Sussie4) adicionou texturas com seus sintetizadores, complementando a atmosfera da música. “Thrkhth” é ainda mais experimental, com riffs pouco convencionais, mas permite mergulhar na busca sonora. Christian Gómez foi o escolhido para gravar a bateria, enquanto Ulysses Venegas (Iden Gakusha) forneceu as guitarras, explorando novas polifonias e padrões rítmicos.

 “Population I” libera ainda mais potência em uma jornada sonora transcendental, que troca algumas atmosferas interessantes com virtuosos solos de baixo. Permanece em constante movimento, e o conjunto de Francisco “Chucky” Oroz e Max Arnold intervém mais uma vez com um bom excesso de intensidade na execução e no estilo. O título refere-se a estrelas jovens constituídas por átomos mais pesados ​​(metais). “Lightend” se desdobra com elementos de jazz, fusão e improvisação permeando cada passagem, com Pilla Piano nos teclados adicionando uma camada adicional de complexidade. Hugo Mijangos colaborou mais uma vez com algumas guitarras para dar à música a força necessária. A tradução do nome completo é “Luz no fim”, refletindo a sensação de ver o fim de uma situação que nunca chega. Musicalmente é possível perceber cada uma das emoções que a ideia da faixa manifesta. “Walkanchew” é complexo, imprevisível e instrumentalmente ambicioso. É um ótimo trabalho de composição, com alta dose de criatividade e originalidade. A formação é composta por Ulysses Venegas na guitarra, Christian Gomez na bateria e a contribuição de Aldo Muñoz com um solo de guitarra impressionante, destacando a complexidade métrica e harmônica da música. “Allus” é um encerramento contundente desta árdua e exigente jornada. Esse ar fresco e abismal é fornecido por LeXx Reyes, que se juntou para compor algumas guitarras, mas sua contribuição acabou transformando completamente o trabalho musical com pads, loops e bases

Este material é rigoroso para qualquer ouvinte, e não há dúvida de que é uma obra marcante para este artista. Não sobrou música aqui, nem faltou nada. Anos de experiência deram-lhe verdadeiramente a maturidade necessária para que este trabalho magnânimo crescesse até este nível de excelência. A música latino-americana será sempre atual neste tipo de criações, sobretudo, transcendendo o espaço e o tempo. Segundo o compositor, o álbum foi construído sob a premissa de mais de vinte anos de carreira. Cada música é um momento no tempo, capturando aquele momento da jornada e tornando-o presente no aqui e agora. Para iniciar o processo, foram selecionadas ideias e músicas de diferentes momentos. Pensando nisso, foram gravadas as trilhas guia do baixo, moldando os arranjos e estruturas. Algumas peças já estavam em formato bastante completo, enquanto outras foram lapidadas nesse processo, adquirindo novas nuances de criatividade.

Os 3 álbuns essenciais para conhecer Rick Wakeman a fundo


Estamos a poucos dias de assistir ao grande show duplo de Rick Wakeman no Chile, nos dias 6 e 7 de abril, no Teatro Teleton. Por isso queremos recomendar 3 obras para melhor compreender todo o talento e virtuosismo desta lenda viva do rock progressivo.

1 – The Six Wives of Henry VIII

Foi seu primeiro álbum como artista solo e foi lançado nos  Estados Unidos . Outros integrantes do grupo  Yes , ao qual Wakeman pertencia na época, participaram de diversas peças.

Embora a música não esteja intimamente relacionada com  The Six Wives  of  Henry VIII , o álbum fez bastante sucesso e é visto como um dos trabalhos solo mais fortes de Wakeman.

Wakeman explica o título e o tema visual com as seguintes palavras:

«Este álbum é baseado na minha interpretação das características musicais das esposas de Henrique VIII. Embora o som possa não corresponder às suas histórias individuais, é a minha concepção pessoal dos personagens através dos instrumentos de teclado.


2- “Journey to the Centre of the Earth”

“Journey to the Center of the Earth” é o segundo álbum do tecladista e compositor inglês.

“Viagem ao Centro da Terra” é uma rara ocasião em que Rick Wakeman não poupa nos músicos, pois teve à sua disposição a Orquestra Sinfónica de Londres e o The English Camber Choir. Além desses dois grupos havia dois vocalistas: Garry Pickford Hopkins e Ashley Holt, além de Mike Egan na guitarra, Roger Newell no baixo e Barney James na bateria. Com uma variedade tão grande de músicos, algo de bom deve ter surgido. Escusado será dizer que o álbum é dominado pelos sintetizadores de Rick Wakeman, que são tocados incrivelmente rápido em alguns lugares. O ator David Hemmings narra a história.

Este é um dos álbuns ao vivo verdadeiramente importantes do Rock Progressivo. Pode parecer um pouco irregular, algumas partes são melhores que outras e há muitas paradas e partidas. No entanto, é muito fácil ouvir durante os 40 minutos inteiros.


3- “The Myths and Legends of King Arthur and the Knights of the Round Table

“Os Mitos e Lendas do Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda” é o segundo álbum de estúdio do tecladista inglês Rick Wakeman, lançado em 27 de março de 1975 pela A&M Records. É um álbum conceitual baseado nas histórias e personagens da lenda do Rei Arthur. Wakeman começou a escrever a música em 1974 enquanto se recuperava de um ataque cardíaco e a gravou com sua banda de cinco integrantes, o English Rock Ensemble, a New World Orchestra e o English Chamber Choir.

Em "The Six Wives of Henry VIII" (1973), Wakeman experimentou sua infinidade de teclados, tocando com diferentes sons e texturas e criando composições fabulosas usando esses sons e texturas. Em “Viagem ao Centro da Terra” (1974), ele fez sua primeira tentativa de fundir Rock, Orquestra e Coro em um gênero narrativo e obteve sucesso geral. Com “Os Mitos e Lendas do Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda”, Wakeman consegue a combinação perfeita de Rock, Orquestra e Refrão, criando um álbum incrível que vai te dar arrepios