quarta-feira, 17 de julho de 2024

Classificando os melhores álbuns de Linda Ronstadt

 

Linda Ronstadt

Linda Ronstadt é uma cantora e compositora americana que teve uma longa e bem-sucedida carreira na indústria musical antes de se aposentar em 2011. Sua carreira durou quatro décadas. Ao longo do caminho, ela acumulou um grande número de fãs, que ajudaram a classificar seus álbuns dando suas opiniões. Aqui estão os 10 melhores álbuns de Linda Ronstadt de todos os tempos, classificados do pior ao melhor.

10. “Get Closer”

“Get Closer” não foi tão bem-sucedido quanto a maioria dos outros álbuns de Linda Ronstadt. Faltava equilíbrio e continha uma coleção de covers de músicas escritas por outros artistas. Não houve grandes sucessos das faixas deste projeto, e não ficou muito alto nas paradas musicais. O álbum foi lançado em 1983 e, do meu ponto de vista, é um membro desnecessário de sua coleção. Fez pouco para reforçar sua popularidade, mas os fãs obstinados de Ronstadt ainda compraram para ouvi-lo. Não é um álbum ruim, mas também não há nada especialmente notável nele.

9. “Don’t Cry Now”


“Don't Cry Now” foi lançado em 1973. Ronstadt estava a todo vapor com sua carreira. Este álbum não foi um dos seus mais clássicos, mas foi bom. Ele continha “Silver Threads and Golden Needles”, que a tornou bem conhecida. “Sail Away” e o titular “Don't Cry Now” também fizeram deste um álbum popular, mas uma de suas maiores realizações vocais foi seu cover da música “Desperado”, que também foi regravada pelos The Eagles.

8. “What’s New”


“What's New” saiu com uma infinidade absoluta de sucessos de Ronstadt. A famosa “Blue Bayou” foi uma faixa deste álbum. Um dos maiores sucessos do projeto é uma faixa que é um dueto com Linda Ronstadt e Aaron Neville intitulada “Don't Know Much”. A dupla tinha uma química que misturava suas qualidades vocais com precisão para produzir uma das músicas mais populares e mais amplamente solicitadas do ano.

7. “Mad Love”

“Mad Love” não apresentou nenhum de seus mega-hits, mas foi um álbum sólido e equilibrado. Algumas das melhores faixas incluem “Hurt So Bad,” “I Can't Let Go,” e “Look Out For My Love.” Ele seguiu um tema consistente e foi bem recebido por aqueles com uma veia romântica.

6. “Cry Like A Rainstorm”

“Cry Like A Rainstorm” apresenta várias faixas com o poderoso casal de duetos, Ronstadt e Neville. “Don't Know Much”, que apareceu em outros projetos, junto com “All My Life”, “When Something is Wrong with My Baby” e “I Need You”. Outras músicas do álbum incluem “Cry Like a Rainstorm”, “Still Within the Sound of My Voice”, “Trouble Again”, “So Right So Wrong”, “I Keep It Hid”, “Shattered” e “Goodbye My Friend”. Não há nenhuma parte deste álbum para encontrar falhas, embora haja faixas que apareceram em outros álbuns. Ele destaca suas qualidades vocais solo, mas também apresenta alguns de seus melhores valores com Neville, que tem uma voz doce e aguda que é complementar ao seu alcance incrível. “Cry Like A Rainstorm mantém seu tema perfeitamente e atinge um equilíbrio notável.

5. “Linda Ronstadt”

Este é seu álbum autointitulado que saiu em 1972. O álbum não foi um grande vendedor, mas ofereceu uma olhada em seu tremendo potencial vocal. Ela cantou a música de Johnny Cash "I Still Miss Someone" junto com "Rock Me On The Water". Embora nenhum de seus maiores sucessos tenha aparecido como faixas neste projeto, foi uma boa peça com alguns vocais espetaculares.

4. “Prisoner In Disguise”


“Prisoner In Disguise” foi lançado em 1976. Essa foi uma época em que Linda Ronstadt estava apenas entrando no que seria seu auge. Outro grande sucesso intitulado “Heatwave” saiu como uma faixa neste álbum. Outras faixas notáveis ​​incluem “Love Is A Rose”, “Many Rivers To Cross” e a música título “Prisoner In Disguise”.

3. “Hasten Down The Wind”

“Hasten Down The Wind” foi lançado em 1976. Foi o terceiro melhor álbum de Ronstadt. Apareceu em várias paradas como um dos melhores álbuns do ano por voto popular e tempo de antena. Ela fez um cover de outra música de Buddy Holly neste álbum, intitulada “That'll Be The Day”, que se tornou um hit de Ronstadt daquele dia em diante. O álbum estava repleto de sucessos que receberam muitos pedidos nas estações de rádio, incluindo “Crazy” e “Someone To Lay Down Beside Me”.

2. “Simple Dreams”

Foi difícil escolher entre “Simple Dreams” e o álbum seguinte, pois ambos são muito icônicos. Ronstadt mostra a incrível variedade de seus vocais na música “Blue Bayou”, que está incluída como uma faixa neste lançamento de 1977. Outro grande sucesso do álbum é “Poor Poor Pitiful Me”, junto com “It's So Easy”, que é um cover de Buddy Holly que ela ressuscitou lindamente. Este álbum foi para o topo, ganhando platina três vezes.

1. “Heart Like a Wheel”


Fãs no Quora classificam “Heart Like a Wheel” como o melhor álbum da carreira de Linda Ronstadt. O álbum foi lançado em 1974 e obteve sucesso instantâneo com o público. Ele entrou no Top 200 da Billboard com uma das músicas de maior sucesso de sua carreira intitulada “You're No Good”. Essa música recebeu a maior execução de todos os grandes sucessos que Ronstadt produziu. O álbum foi carregado de sucessos, incluindo outra música icônica, “When Will I Be Loved”. “Heart Like a Wheel” consolidou sua postura como uma das melhores cantoras e compositoras da década de 1970 e além.


A ópera rock de Odair José

 

Faixas:
Lado A
01- Nunca Mais
02- Não me venda grilos (Por Direito)
03- Só pra mim, pra mais ninguém
04- É assim
05- Fora da Realidade
Lado B
01- O Casamento
02- O Filho de José e Maria
03- O sonho terminou
04- De volta às verdadeiras origens
05- Que Loucura

No ano de 1977 Odair José surpreendeu a todos quando resolveu sair do brega e fazer algo bem diferente do que ele andava fazendo.Ao ler Gibran Khalil decidiu gravar um album opera rock, um disco conceitual “O filho de José e Maria”.

A historia é de um homem amargurado(filho de José e Maria), que depois de muito tempo, já aos 33 anos decide se assumir viado.E assim, consegue encontrar a felicidade.E o album assim vai, contando os problemas com os pais até o falecimento dele.

Odair José foi excomungado da igreja católica por causa desse disco(Ele associa esse filho de José e Maria a Jesus Cristo).

Esse álbum não vendeu quase nada, tanto que Odair José logo voltou às suas origens.

No disco tocam o trio jazz funk Azymuth (Betrami, Alex e Mamão), Hyldon e Robson Jorge nas guitarras entre outros músicos, além da produção de Durval Ferreira.

O disco tem uma sonoridade entre o rock setentista, country rock e funk/disco.

MUSICA&SOM

Altamente recomendado.

A Tribo – Supergrupo Psicodélico

 A Tribo era formada por Nelson Ângelo, Joyce(então casados na época), Novelli, Toninho Horta e Naná Vasconcelos (depois substituido pelo Nenê da bateria). Atuou no cenário artístico no início dos anos 70. Em 1970, classificou a música “Onocêonekotô” (Nelson Ângelo) para a final do V Festival Internacional da Canção.

A Tribo ao vivo no FIC -1970 no Maracananzinho

Esse grupo só lançou algumas  músicas em  compactos, LPs de festivais e mais 2 músicas (Kyrie e Peba &Pobo) na clássica coletânea Posições – Vanguarda juntamente com as bandas  Som Imaginário, Módulo 1000 e  Equipe Mercado em 1971 e no mesmo  ano um compacto duplo ( 4 musicas) com  apenas o nome da Joyce, (mas com todo o grupo pariticipando).

Foto retirada do site oficinal de Nelson Ângelo

Em maio desse ano de 2011, saiu uma coletânea de raridades da Joyce (hoje Joyce Moreno) chamada Curriculum, com faixas desde o seu começo mais bossa nova, passando por trilhas de filmes e novelas e várias parcerias entre elas  as faixas gravadas com A Tribo, faixas raras que só saíram em compactos, trilhas de novelas e Lps de Festivais.

Eu comprei o cd e recomendo á todos, não estou colocando o disco todo aqui, mas apenas as faixas com a lendária banda e mais umas raridades puxadas pra psicodelia e experimentação dessa fase dela que vai do fim dos 60 até o disco em parceria com Nelson Ângelo que já foi postado aqui no blog.

Fiquei fascinado pelas músicas que eu não conhecia como Sei lá e Tapinha, coisa genial mesmo, sonoridade única.

Deixando aqui também um link muito interessante de uma entrevista com a Joyce, falando desse grupo e dessa fase doida da vida dela.

Trecho:

ENSAIOS – Como o grupo A Tribo foi formado e quanto tempo durou?

JOYCE – a Tribo nasceu em 1970. Eu Nelsinho, Novelli e Naná Tínhamos chegado do México, onde fazíamos parte do conjunto “Sagrada Família”, liderado por Luis Eça (Novelli também vinha do México mas pertencia a outro grupo). Eu e Nelsinho nos casamos junto com o Novelli e a Luci, mulher dele, no mesmo dia e os quatro alugamos um apartamento enorme no Jardim Botânico. Toninho Horta ainda estava em Minas e queria vir morar no Rio. Nós o convidamos para vir morar e trabalhar com a gente. Mais ou menos na mesma época o Naná teve um convite do Gato Barbieri para trabalhar com ele na Europa e foi embora. Para substituí-lo, chamamos o Nenê, baterista gaúcho radicado em São Paulo, que veio também morar com a gente. De modo que A Tribo era antes de tudo uma comunidade. Durou até fins de 71, quando a necessidade de grana se fez maior. Todas as mulheres da comunidade, inclusive eu, engravidaram. Nelsinho, Novelli e Toninho foram trabalhar com a Elis que era um “gig” muito bem paga na época. Nenê voltou pra São Paulo (mas trabalharia anos depois com Elis no show Falso Brilhante).

Faixas:

01. Andréa  (Trilha Sonora da Novela – Véu de Noiva-1969)

02. Copacabana Velha de Guerra (Lp Encontro Marcado 1969, inédito em cd no brasil

03. Please Garçon (Trilha do Filme – Roberto Carlos e o Diamante Cor de Rosa – 1970)

04. Bachianas Brasileiras No. 5 (Trilha Sonora -Novela Irmãos Coragem 1970)
05. Sei Lá (com A Tribo)  (Trilha da Novela – Assim na Terra como no Céu 1970)
06. Onocêonekotô (com A Tribo)  (Lp V Festival Internacional da Cancão 1970)
07. Kyrie (com A Tribo) (Coletânea Posições -1971)
08. Tapinha (com A Tribo) (Compacto simples 1970 com Peba & Pobó – 1970)
09. Peba & Pobó (com A Tribo) (Compacto  1970 e Coletânea Posições 1971)
10. Caqui (com A Tribo) (Compacto duplo Joyce 1971)
11. Adeus Maria Fulô (com A Tribo) (Compacto Duplo Joyce – Odeon 1971)
12. Nada Será Como Antes (com A Tribo) (Compacto duplo Joyce 1971)

13. The Man from Avenue (com A Tribo) (Compacto duplo Joyce 1971)

14. Pessoas (com Nelson Ângelo – ao vivo) (5 Festival de Musica Popular Brasileira de Juiz de Fora)

MUSICA&SOM

Sonoridade única e rica na mistura de uma carioca, com 2 mineiros (que depois ajudariam na criação dos arranjos do clássico disco – Clube da Esquina de Milton Nascimento & Lô Borges) mais 2 pernambucanos com toda a musicalidade rica e pulsante do nordeste.

Folk Psicodélico + Jazz  + Regionalismo (samba, baião, xaxado, etc)

Uma pequena amostra desse grupo maravilhoso.

Kyrie – música que saiu na coletânea Posições de 1971:


DE Under Review Copy (CAPELA DAS ALMAS)

 

CAPELA DAS ALMAS

Capela das Almas foi uma banda de Gothic Metal nascida em Almada em finais de 1989. Muito inflienciados por grupos como The Sisters of Mercy ou Fields of The Nephilim, só em 1993, após diversas alterações no seu line up inicial, gravam o seu único trabalho, "Estranhos São os Designios de Deus", que será editado no ano seguinte no formato cassete. Dada a muito boa aceitação por parte do público apreciador do género, esta demo permitiu-lhes a possibilidade de actuação em cerca de 40 concertos. Destes, poder-se-ão destacar a abertura da tour "Under The Moonspell" dos Moonspell e a primeira parte do derradeiro concerto dos Land of Passion ocorrida no Ponto de Encontro em Almada. Em 1997 cessam actividades mas esse facto não impediu que, dez anos depois, se tenham reinventado através da produção de "A Muralha" e "Fogo de Outra Sorte", dois temas que foram gravados e masterizados nos Dark-Cell Studios. O grupo contou, na sua fase inicial até 1990, com os seguintes membros: Paulo Mosqueteiro (voz), Luís Marreiros (bateria), Luís Popas (baixo) e David Rato (guitarra). Entre essa data e 1994, altura de gravação do seu longa duração, registou-se a admissão de Hugo Osga (bateria) e de Miguel du Vale (teclas), bem como a mudança do baixo para a guitarra de Luís Popas e a entrada de Mário Chagas para baixista, mantendo-se apenas Paulo Mosqueteiro e David Rato. Em 2007, aquando da reunião do grupo para gravação de dois temas, a formação contou com Paulo Mosqueteiro, Rui Lobato (bateria), Bruno Pirata (baixo), Carlos Nobre (teclas) e de Paulo Miguel. Passaram ainda esporadicamente pelo grupo, ao longo da sua existência, Norberto (guitarra), João (guitarra) e Quim (baixo). Durante a sua actividade, os Capela das Almas defenderam acérrima e intransingentemente que o seu propósito era o de "desenterrar fórmulas antigas e velhos tesouros, transformando-os em novas glórias". Acrescentavam ainda que "não nos interessa que possam discordar da nossa filosofia. A nossa luta não é politico-social, a nossa luta é pela Alma!" É com este espirito que se procuraram transcender, alcançando um estado a que também se haviam proposto os seus mentores. Insistindo num discurso etéreo e algo inconsequente, referiam que a Música não era o horizonte a atingir mas apenas o meio utilizado para chegar ao "Caminho", caminho esse, que segundo as letras da banda - metaforizada por temas como "Negras Rosas" -, acabaria por ser uma espécie de nirvana, um estado acima do físico.

DISCOGRAFIA

ESTRANHOS SÃO OS DESÍGNIOS DE DEUS [Tape, Edição de Autor, 1994]



ALBUM DE HEAVY METAL PROGRESSIVO - Angra - Angels Cry (1993)

 

E continuamos com um pouco do melhor do Brasil e voltamos com o Angra, aquele grupo notável que fez tantos metalheads felizes, e desta vez entramos em seu primeiro álbum oficial de estúdio, uma estreia notável sob todos os pontos de vista e ainda muito agradável . hoje, depois de décadas e muita água passada, mas é como se com esse álbum os brazucas tivessem mostrado uma nova forma de tocar power metal, marcando um diferencial das grandes bandas daquele estilo da época (Helloween, Gamma Ray, Blind Guardian, Rage, Stratovarius e aquela ninhada), incorporando pela (eu acho) pela primeira vez, naquele estilo, uma influência massiva da música clássica, e eles também misturaram música progressiva e étnica, o que era algo realmente incomum e o Eles se definiram desde o início como um grande grupo que mais tarde fez história. Para quem não conhece o Angra, experimente “Angels Cry” porque estamos falando de um álbum marcante para o gênero power metal.


Artista: Angra
Álbum: Angels Cry
Ano: 1993
Gênero: Heavy Metal Progressivo
Duração: 1:14:26
Nacionalidade: Brasil


Não sou fã do gênero de forma alguma, apenas de vez em quando, quase por acaso, aprecio e reconheço uma obra que transcende o gênero como tal. É assim com Angels of Cry do Angra , a grande banda brasileira de metal progressivo. Só posso dizer que estou impressionado com os arranjos de cordas, a sinfonia determinada, a riqueza melódica e a ótima execução instrumental. Acrescentemos a isso a impressionante performance vocal de André Matos (não quero ser irônico ou fazer papel de bobo, mas ele não é uma espécie de Cafarelli ou Farinelli , o mais famoso dos castrati ? Sei que é um desabafo em minha parte, mas não funciona. Você matou um pouco essa ideia gravando uma versão clone de Wuthering Heights , de Kate Bush ?). O resto já sabemos, o Angra alcançou reconhecimento mundial com este álbum e, na minha opinião, nunca conseguiu ultrapassar esse momento alto, embora o tenha repetido em alguns dos seus trabalhos posteriores. Esta edição inclui faixas bônus com remixes de algumas músicas.


De qualquer forma, os metaleiros os conhecem e não precisam de mais comentários; Os mais ecléticos e não tão adeptos do gênero têm uma introdução imbatível aos ápices do metal latino-americano e mundial, sem exageros.
 
“Angels Cry” é o primeiro álbum oficial do Angra brasileiro, e como estreia pode ser classificado como imbatível. A banda foi formada alguns anos antes, em 1991, e após o lançamento da Demo "Reaching Horizons", conseguiram lançar seu primeiro álbum no mercado. A aposta dos brasileiros sempre foi a mesma.
Um Power Metal muito refinado que inclui infinitas nuances clássicas, progressivas e até algum toque tribal, muito característico das bandas daquele país.
Apesar de ter sido lançado há décadas, “Angels Cry” ainda soa tão atual quanto qualquer álbum do gênero. O nível dos músicos é incrível, e você pode aproveitar cada minuto do álbum, ouvindo qualquer um dos instrumentos. Na composição das músicas, o Angra utiliza as habituais estruturas de Power, embora também nos surpreendam com alguma inovação. Menção especial para a dupla de violões Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt, que constantemente nos encantam com belas melodias e solos impossíveis.
Vamos comentar o álbum música por música.
- "Unfinished Allegro", é uma pequena peça de música clássica muito bonita que serve de introdução ao álbum.
- “Carry On” é sem dúvida um dos hinos duradouros da banda, um verdadeiro canhão de Power Metal que não pode deixar indiferente. Desde os primeiros riffs da música ficamos fisgados pela voz de André Matos. Muito nítido e sutil. O refrão dessa música é memorável.
- “Time” começa com uma suave parte acústica em que André Matos mais uma vez nos encanta com a sua voz suave. Ao longo da música eles brincam com seus andamentos, sendo o riff principal bastante comovente e o refrão um pouco mais calmo.
- “Angels Cry”, a música que dá nome ao álbum é mais uma vez uma ótima música. O refrão da música talvez seja o mais fraco, em parte por causa dos refrões, e em parte porque normalmente não gosto muito de refrões que vão "ladeira abaixo", mas claro, isso é uma opinião pessoal. O fato é que isso é amplamente compensado com uma parte clássica brutal na parte central da música.
- “Stand Away” é uma música mais descontraída que introduz uma pausa no ritmo acelerado do álbum.
- “Never Understanding” é outra das grandes músicas do álbum. Sim, outro. Conta com a colaboração de Kai Hansen, Dirk Schlatter e Sascha Paeth nos solos. Este último é sem dúvida o mais fraco do álbum :). Tanto o refrão quanto o final da música são as partes capazes de arrepiar os cabelos.
- "Wuthering Heights" é uma versão da canção de Kate Bush, que também me lembro que apareceu num anúncio de pensos higiénicos... É uma verdadeira extravagância vocal de Matos. Mesmo que você não goste do grupo, vale a pena ouvir os alcances que o bom e velho André consegue alcançar nessa música. Em "Reaching Horizons", você encontra a versão metal da música. Aqui é totalmente acústico.
- “Streets of Tomorrow” é uma ótima música, mas neste momento, e depois de tudo o que foi dito acima, dá a sensação de que não é tão boa quanto o que seus ouvidos já ouviram anteriormente.
- "Evil Warning" encerra o álbum com a outra grande música do álbum. A banda toda mostra o que sabe fazer, e você pode conferir grandes momentos de todos os integrantes do Angra. Essa música é sem dúvida uma das mais completas do álbum.
- E vamos terminar com "Lasting Child", com a qual o Angra inicia a sua "tradição" particular de terminar os álbuns com uma balada. Este é dividido em duas partes, "As Palavras de Despedida" e "Renascença". Como mostraram ao longo da carreira, as baladas não são o forte do grupo, embora esta não seja uma das piores e feche o álbum corretamente.
Comente que a bateria do álbum não é gravada por Ricardo Confessori, apesar de ser a pessoa que aparece nas fotos do encarte. Aqui são gravadas por Alex Holzwarth, também conhecido pelo seu trabalho em Avantasia ou Rhapsody, com exceção de "Wuthering Heights", em que a bateria é fornecida por Thomas Nack, baterista dos Iron Saviour.
Nota Final: 9,5/10

Aqui o álbum completo...


Aqui está a versão do Angra 21 anos depois, no Cosquín Rock 2014.



Você pode ouvi-lo em seu espaço no Spotify:
https://open.spotify.com/intl-es/album/0d2Els0A5zzfPMqY6TkqmS


Lista de faixas:
1. Unfinished allegro (Instrumental)
2. Carry on

3. Time
4. Angels cry
5. Stand away
6. Never understand
7. Wuthering heights
8. Streets of tomorrow
9. Evil warning
10. Lasting child (I The parting words II Renaissance)
11. Evil warning (Different vocals)
12. Angels cry (Remixed)
13. Carry on (Remixed)


Formação:
Andre Matos / Vocal
Kiko Loureiro / Guitarra

Rafael Bittencourt / Guitarra
Luis Mariutti / Baixo
Ricardo Confessori / Bateria

ALBUM DE METALCORE PROGRESSIVO SINFÓNICO - Anima Tempo - Chaos Paradox (2023)

 

E mergulhamos novamente na música que vem do México para apresentar uma banda de metal progressivo fundada em 2009, que após duas demos em 2010 e 2011, começa a trabalhar em seu primeiro full-lenght durante uma turnê pela Europa, com um estilo que combina o som clássico de metal progressivo com letras em inglês e incursões ocasionais no death metal melódico, combinando vocais limpos e guturais, junto com mudanças influenciadas pelo djent no andamento e nas assinaturas de compasso. E vários anos depois do seu primeiro lançamento, no ano passado entregaram este novo trabalho intitulado "Chaos Paradox", no qual podemos ouvir uma mistura bastante interessante de sons, géneros musicais e culturas. Os caras são feras com seus instrumentos, são todos intérpretes maravilhosos e podemos notar isso em cada nota e acorde, mas isso em detrimento da construção harmônica geral, que é muito apreciada. Com vocês, e para os amantes mais pesados ​​que não esquecem da boa música, mais uma surpresinha mexicana para vocês curtirem...

Artista: Anima Tempo
Álbum: Chaos Paradox
Ano: 2023
Gênero: Metalcore progressivo sinfônico
Duração: 44:40
Referência: Nacionalidade do Discogs
: México


Estamos perante um trabalho que se divide em 8 músicas que somam um tempo total de 44 minutos onde a banda oferece um som verdadeiramente maduro. Nos primeiros segundos podemos ouvir uma espécie de música de 8 bits que depois se transforma em djent; e aos poucos, à medida que o álbum avança, sons são incorporados e a banda começa a introduzir sons de outras culturas, como o Médio Oriente ou o Japão, música sinfónica, do progressivo ao death metal, criando grandes atmosferas e climas e expressando sentimento. e amor pelo que fazem.

A última música nos transporta para a cultura folclórica mexicana, junto com o que parecem ser incursões na música japonesa ou oriental (não sou especialista nesse assunto, então não quero mentir e dizer uma coisa por outra), então a mistura é bastante interessante. A energia que a banda traz é contagiante, e há muita coisa envolvida nesse álbum (como estilos musicais), e tudo na medida certa.

Depois de ouvir este álbum, é fácil entender porque eles estão tocando em diferentes festivais e países ao redor do mundo. E deixo-vos com o primeiro comentário de terceiros.

Anima Tempo é uma banda mexicana nascida em 2005 com o nome de Lupuria, depois a banda mudou seu nome em 2007 para o segundo álbum do Caustica chamado “Chaos Paradox”. Onde me lembro de tê-los conhecido em 2016 com seu primeiro álbum “Caged in Memories”, e nessa data a banda foi fortemente influenciada por aquela pequena onda que existiu entre 2007 a 2011 de bandas que misturavam Metalcore com partes progressivas e aditivos ocasionais como The Human Abstract, Last Change to Reason, The HAARP Machine e mais alguns. Então, o que teremos depois de 7 anos de silêncio?... Bom, vamos ver.
Quando os ouvi em 2016 com “Caged in Memories”, o Anima Tempo foi recomendado sob o perfil de progressivo e Metalcore, que permanece até hoje com esse “Chaos Paradox”. Li em algum lugar que rotulam a banda como metal experimental, mas depois de 44 minutos, isso não tem nada de experimental ou mesmo djent, porque não tem e você não precisa confundir as coisas, porque uma coisa é usar ferramentas para fazer isso O estilo progressivo que eles promovem tem mais sabores e temperos, e dá para ouvir uma massa sólida de metal progressivo, mas não uma massa experimental com muitos estilos. Então, essas avaliações estão erradas e não há nenhum senso de base, apenas ignorância que eles querem colocar na banda porque ouviram algo dentro de sua música que eles “acreditam” que está acontecendo há 4 ou 3 anos. Así que Anima Tempo para este segundo disco tiene una fuerte influencia de Periphery, porque los armónicos y de ambos hermanos Granados juegan con esas influencias y se siente claramente cual es la dirección que esta banda quiere llegar a tener, y en ese sentido las cosas funcionan à perfeição.
Como tudo começa com “Digital Heart” e termina com “Saeger Equation”, a música tem aqueles sabores de arabesco, djent e progressivo que tornaram essa mistura interessante entre 2007 e 2011 como mencionei no primeiro parágrafo. Porque existem boas estruturas, a música é muito mais madura em comparação com o primeiro álbum, e a ideia pop nas vozes de Gian Granados é realmente ótima, porque há uma melhoria imensa em termos de limpeza, para dar-lhe aquela abordagem pop que eles queriam vir do primeiro disco. E as partes guturais estão presentes, mas não são notáveis ​​em geral. Então, o que chama a atenção dentro de todo o álbum é o cuidado com os esquemas de guitarra em geral, pois ambos são artistas desta banda, já que todos os outros instrumentos estão ali como complemento de todas as mudanças de andamento que eles utilizam como músicos,. e as articulações que esta banda consegue criar com seus instrumentos e como teclados e sintetizadores ficam em segundo plano para criar músicas bem equilibradas; Assim, temos um álbum que supera o álbum anterior e os coloca num melhor patamar composicional. Só como dica, seria interessante se afastar um pouco da forte influência do Periphery, porque parece imenso.
“Chaos Paradox” do Anima Tempo coloca a banda em um status melhor, ela tem um pouco mais de ambição em termos de composições, e há uma leve ideia de querer buscar sua personalidade, mas obviamente isso é muito ofuscado por a tremenda demonstração de influências que o Periphery tem na banda. Mas é um dos melhores álbuns latinos em termos de metal progressivo, porque são poucas as bandas deste lado que querem pensar em algo mais ambicioso em fusões e progressões, porque nem The Advent Equation tem essa abordagem.

Sercifer


Só falta você ouvi-los, e é para isso que serve o vídeo a seguir, mas aí você terá mais...


Caso tudo isso não tenha sido informação suficiente para você, aqui vai outra coisa, agora um texto do Sr. David Cortés que sempre aparece no blog principal.

Depois de uma longa espera, eterna para seus fãs, eu diria, o quinteto Anima Tempo (Daniel González Villalobos, voz gutural; Antonio Guerrero, bateria; Pavel Vanegas, baixo; Gian Granados, guitarra, voz limpa; Dante Granados, guitarra solo) é lançado o seu segundo álbum, um disco intitulado Chaos Paradox (Famined Records) começou a circular no final de junho e cuja estreia acontecerá neste fim de semana.
Devido à pandemia, o álbum foi adiado; Porém, para matar a sede de seus seguidores, o grupo lançou três singles entre 2018 e 2021: “Primal Symmetry”, “Deceitful Idols” e “The Infinite Eye”. Não satisfeitos com a prévia, ainda lançaram mais algumas músicas: “Seager Equation” e “Digital Heart”. No total, cinco das oito composições que dão vida ao álbum.
Dante Granados, responsável pela música, conta porque Chaos Paradox representou um novo ponto de partida para o grupo: “O desafio inicial deste novo álbum foi a necessidade de compreender e absorver diferentes estilos de música tradicional que foram incluídos: música japonesa, espanhola , Oriente Médio, Celta, Persa e Turco. Isso nos levou pelo menos dois anos de preparação para entender o suficiente daquela música e sermos capazes de construir as atmosferas e passagens étnicas que caracterizariam este novo álbum.”
Na realidade, Chaos Paradox parece uma viagem no tempo e no globo, que começa no presente, em plena era digital e que é perfeitamente exemplificada em “Digital Heart”, o corte inaugural, uma composição em que os efeitos Destaca-se , a sonoridade dos Arcades dos anos noventa e que funciona como início de algumas letras, de Gian Granados, que fazem uma abordagem à sociedade atual a partir de uma questão simples, mas não isenta de polémica: a sociedade evolui ou? evoluir ao longo de seus tempos?
“Olho Infinito” é o olho supremo, aquele que tudo vê. É uma música rápida, com timbres épicos, mas na qual não consigo distinguir a world music com a qual está emparelhada, provavelmente porque aquele olhar supremo exerce um olhar global sobre tudo. Josei Wada, do grupo Crisis Slave, faz aqui o primeiro solo.
“Deceitful Idols” se destaca pela mistura da música japonesa com aquele rock rápido que levanta faíscas no asfalto em seu caminho; Na parte intermediária, a música dá uma olhada no jazz manouche. Em “Deconstruct”, além de contar com a contribuição do convidado Yo Onytian –Haarp Machine e Rings of Saturn–, Anima Tempo foca sua atenção na música persa e em “Chaox Paradox”, a presença da música celta, do folk irlandês, imprime solidez e tons épicos. Esta última é uma qualidade que se destaca pela combinação de guturais e vocais limpos no ataque às músicas.
“Primal Simetry” recupera o mistério da música do Médio Oriente na sua introdução e embora pareça permanecer por alguns momentos como uma sombra, na realidade é varrido pela vertigem que dá o tom do álbum desde o seu início. Sua letra resume o que é abordado em cada uma de suas canções; funciona como uma ode à esperança, uma espécie de oração ao ser humano, por meio da espiritualidade e do respeito à natureza, para evitar sua destruição.
O encerramento é com “Saeger Equation” em que o foco está na música étnica, provavelmente deste país. É uma piscadela novamente presente no início e se uma crítica pode ser feita ao Chaos Paradox é que os cinco perdem a oportunidade que eles próprios criaram, de prolongar a fusão desta world music com o djent de uma forma mais longa e não apenas com flashes ou presença nas introduções e pontes. Embora também seja necessário ressaltar que em nenhum momento se trata de um pastiche ou de um olhar exótico do todo, que finalmente acaba sendo um sucesso.
Quatro anos depois de uma estreia promissora, o Anima Tempo endossa suas conquistas. Chaos Paradox, apesar de ter sido entregue quase inteiramente em singles, é um avanço na vida do grupo; É também um alerta ao seu público para mergulhar nos mistérios que, como se fossem diferentes camadas, se encontram em cada uma das composições. Uma placa que certamente estará no melhor da sua categoria em 2023.

David Cortes

Algo mais que interessante, certo? Acho que merecem ser ouvidos com atenção... altamente recomendado!

Você pode ouvi-lo no Spotify:
https://open.spotify.com/intl-es/album/3ebwEhjafXyMys4xrTkAf9


Lista de faixas:
1. Digital Heart
2. The Infinite Eye
3. Deceitful Idols
4. Deconstruct
5. Chaos Paradox
6. Robo-Lution
7. Primal Symmetry
8. Saeger Equation

Lineup:
- Dante Granados / guitarra solo, sintetizador, teclados
- Gian Granados / guitarra rítmica, vocais limpos
- Antonio Guerrero / bateria
- Daniel González / vocais (rosnados)
- Pavel Vanegas / baixo




ALBUM DE ROCK PSICODÉLICO - La Vida - La Vida (1972)

 

 Continuamos com muita música mexicana há quase dois anos, aqui está mais um exemplo de tudo de bom e desconhecido que saiu da terra asteca. Banda pouco conhecida do cenário rock mexicano dos anos 70. Pelas poucas informações que consegui encontrar sobre eles, La Vida era uma banda originária de Guadalajara, Jalisco e como acontece com muitos álbuns da época, o ano exato de sua publicação é indefinido (entre 1970-72). Seu estilo é muito próximo de bandas como The Doors, Iron Butterfly ou Kaleidoscópio. Então começamos o dia com pura psicodelia asteca.


Artista: Vida
Álbum: La Vida
Ano: 1972
Gênero: Rock psicodélico / Rock de garagem
Nacionalidade: México



Para os mexicanos mais velhos, ouvir isto deve ser como reviver os tempos da juventude, para nós que não somos mexicanos é conhecer algo novo e ver o que está acontecendo, e nos perguntar sobre o universo de coisas boas que foram feitas em todos os lugares e nós nunca descobrimos, e este é apenas um exemplo de tudo que floresceu, e floresce, em nossas terras latino-americanas.

Álbum mexicano essencial de 1972. Uma mistura fantástica de rock psicodélico e garage punk com ótimos Doors / Seeds como teclados e sons de guitarra wah wah esquisitos que se chocam com a percussão funky latino-americana.
Musicalmente semelhante ao álbum Kaleidoscópio, com faixas fuzz absolutamente matadoras e uma loucura de órgão rodopiante de alto nível.
Um grande e essencial álbum de rock psicológico de garagem que é uma das joias da América Latina.
Opa-Loka


E vamos com os comentários de terceiros, pois não sei nada sobre isso e não gosto de falar muito.
Acho que esse grande grupo de Jalisco merecia mais sorte....um LP muito bom, cheio de psicodelia e boa música. O texto foi retirado do livro "Guadalajara y el rock (1950-70) de Miguel Torres Zermeño, 2002.
No bairro San Juan Bosco de Guadalajara, o grupo La Vida nasceu em 1969. Pela sua boa qualidade, entram no gosto dos jovens de Guadalajara, o que os fez conseguir um bom contrato para tocar na "La pantera rosa" em Chapala, Jal.
Após esse treinamento, chegaram à "Tizoc" Records (uma gravadora tão pequena quanto Discos Tambora) gravando um LP. . repleto de canções originais além das duas canções que os tornaram famosos: Around me e Peace of mind, que foram publicadas em um álbum EP mais conhecido que o LP de 1970.
Esse grupo permaneceu assim até 1971, quando mudaram de integrante. ., deixando Tomás e José Luis, entrando Jaime Félix Araujo, de Guasave, Sin., na bateria e assim passam de quinteto a quarteto. É nesta fase que se dedicam a tocar mais covers do que músicas próprias, sendo principalmente os covers de grupos ingleses. Continuaram assim até 1974, quando Jaime saiu e Roberto Gutierrez, irmãos de Antonio e Luis Enrique, se juntaram, permanecendo assim até a dissolução do grupo em 1979.
Eles excursionaram por Puerto Vallarta, Chapala. , Cidade do México, San Luis Potosí, Zamora, Manzanillo e várias outras partes da República Mexicana e alternou com a nata dos grupos Jalisco da época que continuaram com rock como "Los Spiders", "La Banda de la Calle Hidalgo. " e "Frankie, Alfredo y Paris", entre outros.
Chegaram a apresentar uma obra acústica em fevereiro de 1974, intitulada "A Vida e Todos os Outros", que falava sobre esperança, diálogo, Cristo e sobre a humanidade e o mundo....que não foi amplamente compreendido. Entre 1975 e 77 acrescentaram uma seção de metais ao grupo, e de 1977 a 1979, quando se separaram definitivamente, os irmãos Gutiérrez voltaram a ser um quarteto.
estrôncio90
 
E é melhor que eles os ouçam...


Acho que esta é uma boa porta para entrar em todo o terreno inexplorado e desconhecido desses pampas que é a psicodelia asteca, embora no blog principal já haja muito o que explorar, mas ainda me parece que ficamos aquém. Continuaremos a nos aventurar em nossa exploração e, como sempre, teremos o maior prazer em informá-lo.

A geração de Avandaro não pode ser categorizada apenas em um som; Não só havia psicodelia e Rock and Roll, mas também incluíam: Jazz, Soul, Folk, Blues, Ritmos Nativos, etc. Havia também bandas com sonoridades mais primárias, sem armadilhas ou jogos artificiais. Um deles é La Vida
La Vida caracteriza-se pelo seu órgão de garagem, muito sério e pelo fuzz de baixos decibéis, muito semelhante ao que Kaleidoscópio fez 4 anos antes, mas recuperando a melhor tradição psicodélica de "Frisco" que existia naquela época. e talvez seja ideia minha, mas também ouço aquele som da primeira onda do grupo, ao estilo de "Mi Matamoros Querido" do grande Rigo Tovar (é tanto teclado?).
“Around Me” deixa clara a sua proposta: sons aparentemente simples, quase melancólicos, onde o teclado assume sempre o papel principal, com referências claras, mas nunca caindo em cópia vil.
Em "Touch Me", uma das melhores músicas do álbum, eles dizem de brincadeira "Tosh me, tosh me", mas eu não dou a mínima para como eles dizem isso enquanto a guitarra esmaga e te nocauteia
"History of . Man" é uma música irresistível, como se os Aranhas e Gustavo Diaz Ordaz se unissem, a mesma fórmula na terna e delicada "Open the Door" que depois de ouvi-la é impossível não abrir a porta do seu coração.
11 músicas que são pura vida

Este é um excelente álbum e altamente recomendado, principalmente se você gosta de psicodelia.
Não encontrei onde você possa ouvi-lo na íntegra, como disse (e diz) um sábio vigarista: Devo isso a você.

E agradeço publicamente a Carlos Mora e ao seu blog Viaje al Espacio Visceral por esta pequena joia inalcançável.


Lista de faixas:
01. Around Me 4.30
02. Touch Me 2.37
03. Words Of King 2.59
04. Sharon 3.08
05. History Man 2.40
06. Listen My Song 2.29
07. Rollin Baby 4.08
08. The Life Is Golden 3.44
09. Coffe And Milk 2.18
10. Open The Door 3.14
11. Peace Of Mind 3.38


Formação:
- Antonio Gutiérrez Fernández / Vocais, guitarra
- Luis Enrique Gutiérrez Fernández / Baixo
- Fernando Gutiérrez Fernández / Teclados, vocais
- Tomás Escudero / Bateria
- José Luis Garrido / Guitarra, percussão


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