segunda-feira, 12 de agosto de 2024

Arc Angels - "Arc Angels"(1992)


"Bendigam o Senhor,
 vocês, seus anjos poderosos,
que obedecem à sua palavra."
Bíblia Sagrada,
Salmos 103:20



Houve então que, em 1990, um Deus do blues embarca para o céu. Stevie Ray Vaughan abandona a Terra, mas deixa seus anjos da guarda: os ex-companheiros da banda Double Trouble (Tommy Shannon, no baixo, e Chris Layton, na bateria). Estes ficam para perpetuar o som do blues-rock. Mas, não suficientemente fortes, chamaram os guitarristas e vocalistas Doyle Braham II e Charlie Sexton. Eis que surge o Arc Angels.
Os demônios, que sempre flertam com o blues, atingiram Doyle, envolvendo-o à tentação das drogas. Esta heresia, entre outros problemas, encurtaram a vida dos Angels, em 1993.  Mesmo assim, os anjos foram lançados à terra e à história da música. O legado é apenas um álbum, que se eternizou. Para não perder a fé dos fãs, a banda realiza, desde 2009, alguns shows esporádicos, mas sem a presença de Shannon no palco. Nas turnês, Mark Newmark é o enviado para o contrabaixo. Estas aparições renderam um CD/DVD intitulado “Living in a Dream”.
A título de curiosidade, Doyle contribuiu (e muito) para outro Deus: Eric Clapton. Tanto em apresentações em shows ao vivo, como atuando em vários discos. Desde “Riding with the King”, de 2000, - que tem a parceria de outro ser superior, o mítico B.B. King - são oito discos que contam com a sua presença. Ainda tendo a honra de ter registradas duas covers de suas músicas: “Marry You” e “I Wanna Be”, esta última composta em conjunto com Charlie Sexton.
Regressando ao álbum homônimo, este oferece uma interessante sincronia da bateria com o baixo. Uma base importante para as duas guitarras solarem independentes, no entanto completando as “frases” de uma com a outra. Doyle apresenta sonoridade mais “suja”, abusando de distorções, bem ao estilo rock and roll. Já Sexton fica com a “limpa”, bem tradicional do blues. Outra marca da banda é a troca de vocais na maioria das músicas, cantadas quase meio a meio. Ou seja, repartindo o pão.
Eis alguns destaques dos doze versículos que compõem esta obra. Um sonho é o tema de “Living In A Dream”, que mostra a presença já referida da divisão de vocais. De forma “rasgada” vem Sexton, de maneira “anasalada” responde Doyle. Uma canção que lembra a guitarra de Stevie Ray. Outra canção que teria a benção de Vaugahn é “Paradise Café”, que apresenta o ritmo do blues texano - uma levada mais visceral, com bom peso nas guitarras.
Com uma percussão inicial, são evocados os anjos e assim começa “Sent By Angels”. Doyle monopoliza o vocal nessa música. Para deixar a base da canção mais “iluminada” foram utilizados um violão e um órgão de igreja.
As santas também tem vez no álbum. São duas baladas românticas interessantes, que canonizam duas mulheres. Ao som mais comercial, mas não menos celestial, vem “Sweet Nadine”. Nesta, Sexton canta sobre uma garota inesquecível, mas que não sabe o seu verdadeiro nome. Diferentemente da outra, em “The Famous Jane”, ele conhece bem a sua alcunha, além de recordar até da sua graça e pureza.
A influência do funk americano se apresenta por duas vezes no disco. Em “Good Time”, Doyle canta grave e insere um wah-wah na guitarra; fora o baixo de Shannon ser bem pulsante. Elementos que evocam os espíritos da black music. Na mesma batida do groove tem “Carry Me On”, mas com ritmo mais lento, flertando com o rhythm blues.
Ao som melancólico e com uma letra cheia de lamentações, a “See What Tomorrow Brings” tem o solo de guitarra “chorado” de Doyle, bem ao estilo de Clapton. Além disso, os riffs iniciais da música lembram “Sun King”, dos Beatles.
A redenção pode ser conferida em duas músicas. A “Shape I'm In” é bem ao compasso dos rocks dos anos 1950. Já “Always Believed In You” possui a cadência mais contemporânea da época.
A composição das duas guitarras é o destaque de “Spanish Moon”. Doyle e Sexton dão um show à parte. Tanto nos riffs como nos solos. Um abre a brecha para o outro solar.
Apesar do paraíso e anjos referidos, a queda também faz parte desse universo. Em “Too Many Ways To Fall” são males da vida que contextualizam a música, tendo um quê de levada musical dos Rolling Stones.
Após divagar sobre este álbum, segue uma passagem da Bíblia, em Salmos 103:20, que refere: “Bendigam o Senhor, vocês, seus anjos poderosos, que obedecem à sua palavra.” O livro sagrado sugere aos anjos corresponderem à Deus, no entanto os mesmos podem ter o dom de emanar um som divino, como foi o caso deste disco.
Glória ao Stevie Ray. Ao Arc Angels. Ao blues-rock. Amém.

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FAIXAS:

  1. "Living In A Dream" (Doyle Bramhall II, Charlie Sexton) – 4:54
  2. "Paradise Cafe" (Charlie Sexton, Tonio K) - 5:14
  3. "Sent By Angels" (Doyle Bramhall II) – 5:44
  4. "Sweet Nadine" (Charlie Sexton, Tonio K) – 4:31
  5. "Good Time" (Doyle Bramhall II, S. Piazza) – 4:47
  6. "See What Tomorrow Brings" (Doyle Bramhall II) – 6:27
  7. "Always Believed In You" (Charlie Sexton, Tonio K) – 4:55
  8. "The Famous Jane" (Charlie Sexton, Tonio K) – 4:31
  9. "Spanish Moon" (Doyle Bramhall II, Charlie Sexton, Chris Layton) – 5:48
  10. "Carry Me On" (Doyle Bramhall II) – 4:09
  11. "Shape I'm In" (Doyle Bramhall II, Charlie Sexton, Marc Benno) – 4:07
  12. "Too Many Ways To Fall" (Chris Layton, Tommy Shannon, Charlie Sexton, Tonio K) – 5:52

 



Antonio Vivaldi - "As Quatro Estações" (1725)

 


"É um velho que tem prodigiosa fúria de composição.
Eu o ouvi gabar-se de compor um concerto
com todas as suas partes,
 mais rapidamente que um copista poderia copiá-lo.
Para grande surpresa minha, vi que ele não é tão estimado
como merece neste lugar onde tudo é moda,
onde há muito tempo suas obras são ouvidas
onde a música do ano anterior não serve mais como receita."
Charles de Brosses,
escritor francês do séc. XVIII
sobre Antonio Vivaldi



Poucas obras produzidas pelo homem conseguiram traduzir tão bem elementos da natureza como “As Quatro Estações”, concerto para violino, composto pelo italiano Antonio Vivaldi, em 1723. A casa Fallingwater de Frank Lloyd Wright, com sua ambição de ser pedra, as obras de Krajkberg e sua imitação orgânica, a aleatoriedade de John Cage, alguma outra que me escapa agora, talvez se aproximem dessa condição de proximidade com o natural, mas por certo nenhuma delas o conseguiu com tamanha beleza e poesia quanto este concerto barroco. Em quatro movimentos que pretendem simbolizar cada uma das estações do ano, Vivaldi, consegue transmitir de maneira mágica as sensações características de cada uma delas.
Encarte da coleção
"Mestres da Música"
da editora Abril, de 1982.
Sua “Primavera”, é colorida, gostosa, cheia de vida e de alegria; o “Verão” não é menos alegre, contudo, é, de certa forma, sufocante, com passagens mais inquietantes e nervosas dos violinos da orquestra; o “Outono” de Vivaldi, muito parecido na forma e na estrutura com a “Primavera”, parecem querer reforçar o regozijo das meias-estações onde o clima é ameno e fresco; e o “Inverno”, na leitura musical deste italiano, com seus violinos soando rascantes, ásperos, tensos em certos momentos, admite que a estação pode ser cruel, sim, forte, sacrificante muitas vezes, mas não deixa de dotar o concerto de beleza e graça, como que nos lembrando que mesmo a mais fria das estações pode ser bela como uma paisagem de serra, aconchegante como uma lareira, gostoso como um chocolate quente e divertido quanto um boneco de neve.
Uma das mais belas e celebradas obras da história da música, “As Quatro Estações”, é também uma das sinfonias mais populares e mais executadas pelo mundo afora, o que faz com que, embora não tenha sido concebida para ser álbum, logicamente, até pela época em que foi composta, venha sendo infinitamente executada por orquestras do mundo inteiro e reproduzida ao longo dos anos nos mais diversos formatos de mídia, o que lhe garante um lugar garantido nos nossos ÁLBUNS FUNDAMENTAIS.
Particularmente tenho duas execuções da obra: uma em CD da Orquestra Nacional da França, regida por Lorin Maazel, e outra em LP, numa belíssima edição da Abril Cultural do início dos anos 80, executada pela Orquestra de Câmara de Salzburgo, que é a que ilustra esta postagem.
Deus pode ter criado o sol, a chuva, os ventos, a neve, mas Vivaldi explicou todos eles em música. Se você não soubesse como são, nunca tivesse visto as folhas caírem, nunca tivesse sentido um calor implacável, um vento cortante, o cheiro das flores, bastaria fechar os olhos, mergulhar na música e ouvir as sensações.



Antonio Carlos Jobim - "Wave" (1967)


Acima, a capa original
seguida da capa da reedição.
“O essencial é invisível aos olhos
 e só pode ser percebido
com o coração.”
Antoine de Saint-Exupéry


O ano de 1967 carrega uma aura mítica para a música moderna, pois marcou incisivamente a vida e a obra de artistas importantes e, consequentemente, da música em geral. Na Inglaterra, os Beatles mandam às favas o Iê-Iê-Iê e ousam dar um passo adiante com o lançamento de "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", mudando para sempre a rota da música pop. Com semelhante peso, mas nos Estados Unidos, o The Velvet Underground, sob a batuta de Andy Warhol, surpreenderia o mundo com um LP de estreia onde casam rock, poesia, psicodelia, contracultura e vanguarda. Aqui no Brasil, também ventos de revolução: Gilberto GilCaetano VelosoMutantes e cia. lançam “Tropicália”, disco-manifesto do movimento tropicalista, que influenciaria todas as gerações seguintes de “emepebistas” e roqueiros brazucas e estrangeiros. Isso para ficar em apenas três exemplos.

Porém, 1967 também selaria a carreira de outro artista, experiente e já consolidado desde os anos 50: o maestro e compositor Antonio Carlos Jobim. Depois da exitosa estreia solo no mercado fonográfico norte-americano quatro anos antes, Tom havia antes disso ajudado a difundir para o mundo a já consagrada bossa nova. Para completar, ainda realiza, no início daquele mesmo ano, um feito jamais alcançado por um músico latino até então: gravar com o maior cantor popular de todos os tempos, Frank Sinatra. O disco “Francis Albert Sinatra and Antonio Carlos Jobim”, um sucesso de vendas, é tão definitivo que decreta, aliado ao desencanto de uma Rio de Janeiro que passou de paradisíaca a ditatorial com o Golpe de 64, além da força dos festivais, popularescos demais para a sofisticação da bossa nova, o fim da chamada primeira fase deste estilo. Então, para que caminho ir agora? Render-se ao poderio yankee e seguir produzindo uma música “made in USA” ou voltar para um Brasil linha-dura e atrasado tecnicamente simplesmente para não fugir às raízes?

O que para alguém menos preparado seria uma encruzilhada, para o “maestro soberano” foi resolvido de forma leve como uma onda que quebra mansa na praia. Ao invés de criar um paradoxo, Tom criou “Wave”, álbum gravado em apenas três dias do mês de julho daquele fatídico 1967 no célebre estúdio Rudy Van Gelder, em Nova York (uma antiga igreja adaptada cuja elogiada acústica presenciou sessões memoráveis do jazz, como "Night Dreamer"  de Wayne Shorter  e “Maiden Voyage”, de Herbie Hancock). Nele, se vê um artista inteiro e num momento de alta criatividade. Valendo-se de toda a técnica disponível somente naquele país até então, além de contar participações mais do que especiais – como a do mestre Ron Carter deixando sua assinatura faixa por faixa com seu baixo acústico, ou da fineza do spalla da Orquestra Filarmômica de Nova York, Bernard Eichen –, Tom apura ainda mais a sofisticação harmônica e melódica da bossa nova, seja nas composições inéditas ou nos novos arranjos para as antigas.

A começar pela faixa-título, que já nasce clássica. “Wave”, uma das mais conhecidas e celebradas canções brasileiras, abre o disco em seu primeiro e primoroso registro, dois anos antes de receber do próprio Tom a linda letra que a identificaria – e a qual, mesmo ouvindo somente os sons, é impossível não cantarolar ao escutá-la: “Vou te contar/ Os olhos já não podem ver/ Coisas que só o coração pode entender/ Fundamental é mesmo o amor/ É impossível ser feliz sozinho...”. Instrumental como praticamente todo o disco, mostra a beleza e o refinamento da orquestração do maestro alemão Claus Ogerman (que assina os arranjos), em sua terceira parceria com o colega brasileiro.

 Elegante, o disco resgata o legado da bossa nova, porém, sempre lhe trazendo algo a mais. Em “The Red Blouse” e “Mojave” (minha preferida), principalmente, nota-se a força da influência do primordial violão sincopado e dissonante de João Gilberto, tocado pelo próprio Tom – que ainda opera piano e cravo no disco. Vinicius, o outro protagonista da bossa nova, também se faz presente indiretamente na letra da única cantada do álbum: “Lamento”. Nova versão para “Lamento no Morro”, interpretada por Roberto Paiva na trilha da peça “Orfeu da Conceição”, que Tom compusera com Vinícius em 1956 –, é mais uma vez resultado do avanço proposto por Tom. Mesmo meses depois de gravar com a maior referência em voz da época, ele não se intimidou e pôs-se a fazer algo que não lhe era tão comum até então: cantar. Insatisfeito com sua primeira experiência vocal, no LP anterior, “The Wonderful World of Antonio Carlos Jobim” (1965), o maestro, ora veja!, voltou a estudar canto e respiração. O empenho resultou numa peça majestosa, que virou um marco da segunda fase da bossa nova. O lindo solo de trompete é um exemplo disso, uma vez que, pincelando-a com uma elegância toda jazzística, renova uma canção arranjada, em virtude do tema da peça original, como um samba de morro.

Há ainda “Dialogo”, um belo samba-canção em que o trompete e a trompa dizem notas sofridas um para o outro; “Look at the Sly” (regravação para “Olhe o Céu”), de perfeita harmonização entre orquestra e instrumentos solo; “Triste”, que, assim como a faixa-título, estreia aqui e viraria um clássico posteriormente – ainda mais na gravação de Elis Regina com o próprio compositor, sete anos depois; e “Batidinha”, um samba com os ares da Copacabana dos anos 50 fortes o suficiente para soprarem e serem sentidos na cosmopolita Big Apple. O disco termina alegre com a colorida “Captain Bacardi”, onde Tom aproxima Brasil, Cuba e Estados Unidos com leveza e sabedoria.

“Wave” é, por várias razões, um trabalho de homenagem à bossa nova mas, acima de tudo, um passo adiante na trajetória de seu autor e da música brasileira. Um disco que soube manter nova a bossa. Se Tom Jobim ainda sofria com a crítica dos detratores por fazer um samba sem personalidade e para estrangeiro ver, “Wave” se impõe com seu altíssimo refinamento e apuro, forjando uma obra tão homogênea que é impossível classifica-lo só como bossa nova, samba, jazz ou (termo que seria inventado tempo depois) world music. É, simplesmente, música, música sem fronteiras, daquelas que não perdem a validade e que poderia, se Tom estivesse vivo, ter sido gravada ontem sem se sentir a diferença de épocas. Ao mesmo tempo universal e fincada em suas raízes. Algo que só mesmo quem carrega “brasileiro” no nome poderia realizar, fosse no Brasil ou em qualquer parte do mundo.
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Os versos iniciais de “Wave”, contou Tom Jobim certa vez, surgiram de duas fontes: a primeira frase é de autoria de ninguém menos que Chico Buarque, a quem Tom entregara a música para que o amigo inventasse a letra. Porém, bloqueado, Chico não consegui passar do verso: “Vou te contar”. Cansado de esperar pelo parceiro, sobrou, então, o restante ao próprio Tom escrever, o qual se inspirou num texto do escritor infanto-juvenil francês Antoine de Saint-Exupéry extraído do clássico “O Pequeno Príncipe”, obra a qual Tom havia musicado em 1957 para a interpretação do ator e diretor teatral Paulo Autran.
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FAIXAS:
1. "Wave" - 2:51
2. "The Red Blouse" - 5:03
3. "Look To The Sky" - 2:17
4. "Batidinha" - 3:13
5. "Triste" - 2:04
6. "Mojave" - 2:21
7. "Diálogo" - 2:50
8. "Lamento" (Vinicius de Moraes/Tom Jobim) - 2:42
9. "Antígua" - 3:07
10. "Captain Bacardi" - 4:29



Tears ov Blood - Infinite Winter (1994)



Lo-fi ethereal darkwave/dungeon synth de Matthew Davis, que acredito ser mais conhecido/lembrado por seu trabalho como Secret Stairways. Ainda sou novo na música de Davis, mas para meus ouvidos, essas são algumas das gravações mais assombrosas e envolventes de seu tipo.


Track listing:
1. Into Glamis Castle
2. Serenade
3. Our Winter Infinite
4. So Far Away
5. Falling
6. Something Scary
7. Reprise





Miroslav Vitous - Purple (1970)

 


Fusão discreta e fervente comandada pelo baixista Miroslav Vitous. Eu tinha um acúmulo realmente enorme de comentários de spam que nunca apaguei e, vejam só, do outro lado dessa pilha havia um punhado de comentários de quase 4 anos atrás. Um deles era um pedido de uma postagem sobre este álbum de 7 de julho de 2019. Antes tarde do que nunca?


Track listing:
1. Purple
2. Mood
3. Water Lilie
4. Dolores
5. It Came from Knowhere





domingo, 11 de agosto de 2024

Tucker Zimmerman - Tucker Zimmerman (1972)

 


Mais um da velha (e eu quero dizer velha mesmo ) pilha de pedidos. Segundo álbum, bem no mesmo nível do primeiro. Folk outsider quente, caseiro e chapado.


Track listing:
1. Another Normal Day
2. Freeway
3. A Friend Like You
4. Left Hand of Moses
5. No Love Lost
6. She's an Easy Rider
7. Amusement Park
8. Back on the Road Again
9. Canary Island Rain
10. Keep That Fire Burning




ROCK ART


 

P'OEMAS CANTADOS DE CAETANO VELOSO


 

Meu Bem, Meu Mal

Caetano Veloso

Você é meu caminho

Meu vinho, meu vício

Desde o início estava você


Meu bálsamo benigno

Meu signo, meu guru

Porto seguro onde eu vou ter


Meu mar e minha mãe

Meu medo e meu champanhe

Visão do espaço sideral


Onde o que eu sou se afoga

Meu fumo e minha ioga

Você é minha droga

Paixão e carnaval


Meu zen, meu bem, meu mal



Simone Raimunda disparou as Luanas

A palavra bunda é o português dos Brasis

As Janaínas todas foi Leila Diniz

Os nomes dizem mais do que o que cada uma diz


Somos mulatos, híbridos e mamelucos

E muito mais cafuzos do que tudo o mais

O português é um negro dentre as euro línguas

Superaremos câimbras, furúnculos, ínguas


Com Naras, Bethânias e Elis

Faremos mundo feliz

Únicos, vários, iguais

Rio-Canaveses


Belém, Natal, Vitória do Espírito Santo

Bomba luminosa sobre o capital

Aquém, além, no seio do bem e do mal

Teimosos e melódicos do nosso canto


Católicos de axé e neopentecostais

Nação grande demais para que alguém engula

Aviso ao navegantes: Bandeira da paz

Ninguém mexa jamais, ninguém roce nem bula


João Gilberto falou

E no meu coco ficou

Quem é, quem és e quem sou?

Somos chineses


Moreno, Zabelê, Amora, Amon, Manhã

Nosso futuro vê açaí guardiã

Ubirajaras mil, carimã, sapoti

Virá que eu vi, virá, virá, virá que eu vi

Irene ri, rirá, Noel, Caymmi, Ary

Tudo embuarcará na arca de Zumbi e Zabé


João Gilberto falou

E no meu coco ficou

Quem é, quem és e quem sou?

Somos chineses


Moreno, Zabelê, Amora, Amon, Manhã

Nosso futuro vê açaí guardiã

Ubirajaras mil, carimã, sapoti

Virá que eu vi, virá, virá, virá que eu vi

Irene ri, rirá, Noel, Caymmi, Ary

Tudo embuarcará na arca de Zumbi e Zabé


BIOGRAFIA DE Camilo Sesto

 

Camilo Sesto

Camilo Blanes Cortés, mais conhecido por seu nome artístico de Camilo Sesto (Alcoi16 de setembro de 1946 – Madrid8 de setembro de 2019), foi um cantor e compositor espanhol.

Artista multifacetado, foi um dos cantores mais marcantes de Espanha e um dos artistas mais produtivos da Sociedad General de Autores y Editores dado que não apenas compôs as letras e músicas de quase todas as suas canções como o fez igualmente para muitos outros intérpretes como Miguel Bosé, Ángela Carrasco, Lani Fal, Audrey Landers, Lucía MéndezManolo Otero, Sergio Fachelli e José José.[1]

Biografia

Ele nasceu em uma família humilde, filho de Eliseo Blanes Mora (eletricista) e Joaquina Cortés Garrigós (dona de casa). As línguas maternas de Camilo Sesto eram o espanhol e o valenciano. Além disso, ele falava inglês, idioma que aperfeiçoou quando foi morar em Los Angeles.[2]

Começou como cantor no coral de sua escola em Alcoy, mas ele começou a se interessar pela música depois dos 16 anos.[3]

Seu pseudônimo "Camilo Sesto", segundo ele mesmo, foi escolhido por vários motivos. Ele é o sexto de seis irmãos em sua família e o sexto menino chamado Camilo de todos os membros de sua família, incluindo seus tios, etc. Seu álbum de estreia apareceu originalmente como “Camilo Sexto” – sexto significa sexto em espanhol. Eventualmente o nome é alterado para Camilo Sesto.[4]

Carreira

Prêmios

Foi galardoado com a medalha Máximo Orgulho Hispano, entregue em Las VegasEstados Unidos. Editou mais de 30 produções discográficas, entre álbuns, CD e compilações, um deles em inglês e vários singles com as suas canções clássicas em italiano, português e alemão. Devido à sua grande atividade nos anos 70 e 80 e com mais de 100 milhões de discos vendidos, conseguiu ser um dos cantores espanhóis com maior número de "números 1" (52 no total) e 18 na lista dos 40 principales.[5]

Em 28 de maio de 2011, em Las Vegas (Nevada, Estados Unidos), recebeu o prêmio "Maximum Hispanic Pride" em reconhecimento aos seus quase 50 anos de carreira musical.[6]

Em 1º de julho de 2011, durante as comemorações do Orgulho Madrid, Camilo Sesto recebeu o prêmio especial Mr. Gay Pride Spain na Praça de Callao em reconhecimento à sua grande carreira musical. Lá cantou “Vivir así es morir de amor” e dedicou algumas palavras ao público.[7]

Em 29 de outubro de 2012, após dois meses de votação em um concurso da Radio Felicidad no Peru , Camilo Sesto foi escolhido como "El más grande de la música en español".[8]

Em 18 de novembro de 2016, ele é nomeado Filho Favorito e recebe a Medalha de Ouro de Alcoy.[9]

Em 2017, as autoridades estaduais de Nevada proclamaram 28 de maio "Dia de Camilo Sesto".[10]

Em seu testamento deixou todos os seus pertences pessoais para a realização de um Museu em Alcoy, sua cidade natal.[11]

Vida pessonal

Camilo Sesto teve um filho chamado Camilo Blanes Jr. em 1983, fruto de seu relacionamento com a mexicana Lourdes Ornelas.[12] Nenhum outro relacionamento formal é conhecido por ele, já que o artista manteve sua vida pessoal zelosamente guardada. Romances com as atrizes Marcia Bell , Blanca Estrada , Andrea Bronston e Maribel Martín foram atribuídos a ele.[13]

Um problema de alcoolismo terminou em um transplante de fígado em 2001,[14] que não teve sucesso devido à rejeição e teve que ser repetido. Em 2011 ele sofreu um acidente doméstico quando uma estante caiu sobre ele, quebrando seu tornozelo.[15] O incidente exigiu várias operações que enfraqueceram ainda mais sua saúde. Em 2015, passou por diversas intervenções estéticas no rosto, que foram muito comentadas.[16]

Morte

Camilo Sesto faleceu no dia 8 de setembro de 2019 , aos 72 anos, num Centro Hospitalar de Madrid.[17] A equipe do artista anunciou sua morte através da conta oficial do artista na rede social Twitter: "Queridos amigos, sentimos muito em informar que nosso grande e amado artista Camilo Sesto acaba de nos deixar. Descanse em paz". Posteriormente, a mãe de seu filho, Lourdes Ornelas e também seu representante, Eduardo Guervos, confirmaram sua morte à mídia.

A causa da morte de Camilo Sesto foi uma paradas cardiorrespiratórias associada à insuficiência renal , pela qual já se encontrava em estado de saúde delicado há vários anos.

Várias figuras do mundo do entretenimento lamentaram a morte do cantor, incluindo RaphaelJulio IglesiasAlejandro SanzAntonio BanderasJosé Luis Perales, Yuri, Ángela Carrasco e Carlos Baute entre outros.

Legado

Entre os anos 1970 e 2000, Sesto criou muitos hits, com quase todos vindo de sua própria inspiração, sendo o autor, intérprete, compositor e produtor de todas as suas obras.[18] Camilo Sesto tem o recorde de duas apresentações diárias durante 20 dias consecutivos no Madison Square Garden na década de 1980. E milhares de prêmios e reconhecimentos entre os mais destacados: Fitur.- A Comunidade do Alto Guadalquivir Espanha nomeia Camilo Sesto embaixador cultural 2007 València (EP). O Conselho de Ministros, por proposta do Ministro da Cultura e Desporto, José Guirao, aprovou este 13 de setembro por Decreto Real a atribuição póstuma da "Medalha de Mérito em Belas Artes", na sua categoria de Ouro, ao cantor, compositor e intérprete Camilo Blanes Cortés, 'Camilo Sesto'. Prêmio Pomba da Paz, Camilo Sesto 2016. Por sua vez, o Padre Ángel, que acolheu este ato na sua Igreja, qualificou-o como um "privilégio" poder contar com Camilo Sesto, que outras vezes iriam ver em Jesus Cristo Superstar. Ele também destacou a importância da oração do Pai Nosso e pediu "pão, justiça e perdão para todos". Além disso, durante a apresentação, o padre entregou ao cantor da Pomba da Paz. Alameda Camilo Sesto inaugura avenida com seu nome em Alcoy 2018. Esta inauguração acontecerá dois anos depois de Camilo Blanes Cortés (o verdadeiro nome do artista) receber a Medalha de Ouro Alcoyana e também ser proclamado Filho Predileto desta cidade. Alameda Camilo Sesto inaugura avenida com seu nome em Alcoy 2018

A maioria das obras de Sesto são em espanhol, mas ele também gravou canções em inglês, valenciano , italiano, alemão, japonês e português . Camilo lançou pelo menos um álbum em inglês.[19] Com um nível de atividade frenético nas décadas de 1970 e 1980, ele continua sendo um dos artistas com mais hits número 1 (totalizando 52). [43] Seus álbuns venderam mais de 180 milhões de cópias em 2019.[20] Em 2017, Sesto foi introduzido no Hall da Fama dos Compositores Latinos.[21]

Discografia

Grupos

  • 1964: Los Dayson
  • 1966: Los Botines

Solo

  • 1971: Llegará el verano/Sin dirección
  • 1971: Algo de mí
  • 1972: Sólo un hombre
  • 1973: Algo más
  • 1974: Camilo
  • 1975: Amor libre
  • 1975: Jesucristo Superstar
  • 1976: Memorias
  • 1977: Rasgos
  • 1977: Entre amigos
  • 1978: Sentimientos
  • 1979: Horas de amor
  • 1980: Amaneciendo
  • 1981: Más y más
  • 1982: Camilo (en inglés)
  • 1983: Con ganas
  • 1984: Amanecer/84
  • 1985: Tuyo
  • 1986: Agenda de baile
  • 1991: A voluntad del cielo
  • 1992: Huracán de amor
  • 1994: Amor sin vértigo
  • 2002: Alma (con Isabel Patton)
  • 2003: Alma (Segunda edición) (con Andrea Bronston)
  • 2006: Camilo Sesto canta a Bujalance
  • 2010: Todo de mí - 2 CD y DVD grabado en directo el 1 y 2 de octubre en Madrid

Filmografia

  • La playa del amor (1980)[22]
  • La discoteca del amor (1980)[23]
  • Las vacaciones del amor (1981)[24]
  • Todo de mí DVD (2010)

BIOGRAFIA DE Patricia Kraus

 

Patricia Kraus

Patricia Kraus (Milão1964-) é uma cantora espanhola.

Biografia

Nasceu em Milão (Itália), porque o seu pai o tenor Alfredo Kraus, estudava naquela cidade. Começou a sua formação vocal aos 9 anos de idade, mais tarde ampliaria na lírica clássica com a ajuda da soprano Lina Huarte e o seu pai. Patrícia desviou-se para a música pop e rock. Começou a ser conhecida do grande público, por ter participado no Festival Eurovisão da Canção 1987, representando a Espanha com a canção "No estás solo", com letra dela e com música composta por Rafael Martínez e Rafael Trabuchelli, que alcançou o 19.º lugar e 10 pontos concedidos pelo júri da Grécia.

Nos finais dos anos 90 enveredou por um projeto de música eletrónica e experimental com Daniel Assante con ele publicou dois discos que não tiveram grande sucesso comercial. Em 1999, fundou, juntamente com Juan Belda e Juan Gómez Acebo, o grupo Wax beat, que editou dois discos. Participou como professorana edição de 2006 da Operação Triunfo espanhola Em 2007 lançou um disco intitulado "Alma".

Discografia

Solo

    • Patricia Kraus (Zafiro, 1987)
    • De animales y de selva (WEA, 1989)
    • El eco de tu voz (Alía Discos, 1991)
    • Batería y voz en dos movimientos (Alía Discos, 1996)
    • Atlanterra (Alía Discos, 1998)
    • I am (1998)
    • Alma (Factoría Autor, 2007)

Com Wax beat

    • Lava's lamp (2000)
    • Go outside and play (Boa Records, 2003)



Destaque

Yellow Magic Orchestra – Service (1983)

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