terça-feira, 3 de setembro de 2024

Asian Dub Foundation - "Rafi's Revenge" (1998)

 

"E agora nós ocupamos o espaço com barulho
O ruído negro será um som que você não poderá evitar
Ouça o drum'n bass
Diferentes comunidades se encontram no mesmo lugar
Estamos misturando os sabores para todos os gostos
Esta música tem o poder para toda a raça humana
Dub é o professor
Jungle é a pregação"
trecho de Dub Mentality




Descobri os caras no antigo programa Mondo Massari, exibido por um breve período na MTV Brasil, no qual o "Reverendo" Fábio Massari, refrerência em se tratando do universo musical alternativo, apresentava bandas, artistas, curiosidades musicais do mundo inteiro, até mesmo dos lugares menos prováveis que a gente pudesse imaginar.
Numa dessas, me veio com a tal da Asian Dub Foundation, um pessoal meio inglês, meio indiano, meio paquistanes, meio bengali, com um pop-rock indie esfuziante repleto de elementos eletrônicos de várias correntes e pitadas certeiras de tradição oriental.
Na época, vi um videoclipe da música "Buzzin'", que seque era um vídeo oficial, e sim uma edição quase amadora de uma apresentação ao vivo, em que o vocalista aparecia no palco, provavelmente em um festival, com uma camiseta do Barcelona. Aquilo era contagiante, elétrico, bombástico. Uma batida drum'n bass alucinante, com um "riff" acelerado remetendo a uma sonoridade oriental e um vocal rap cantado em inglês, mas cheio de um sotaque asiático que dava um tempero todo muito original para o produto final.
Depois é que vim a descobrir que aquela música fazia parte do álbum "R.A.F.I.", de 1997, disco de musicalidade impressionante, transitando entre o punk, o eletrônico, o rap, o reggae e a música oriental com muita naturalidade e criatividade, além de muita atitude, com discursos incisivos contra racismo, xenofobia, direitos humanos e desigualdade social.
Relançado um ano depois, praticamente com as mesmas faixas, algumas regravadas, outras remixadas, outras aperfeiçoadas tecnicamente, o disco rebatizado "Rafi's Revenge" trazia além da ótima "Buzzin'", repaginada, a drumbera não menos incendiária "Naxalite", o embalo dub de "Hypocrite", a mistura de Jamaica e Índia do ragga "Dub Mentality", o baixo possante de "Charge", a intensidade de "Satpal Ram" e "Operation Eagle Lie", e o experimentalismo eletrônico de "Tribute to John Stefens".
Peso, balanço, ritmo, engajamento, tecnogia, raízes, tradição, tudo numa banda só, tudo num disco só. Esse coquetel molotov musical chama-se "Rafi's Revenge" e quem o lançou contra o sistema foram esses caras cheios de ideias, musicalidade e atitude, do Asisn Dub Foundation.

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FAIXAS:
1 Naxalite
2 Buzzin
3 Black White
4 Assassin
5 Hypocrite
6 Charge
7 Free Satpal Ram
8 Dub Mentality
9 Culture Move
10 Operation Eagle Lie
11 Change
12 Tribute To John Stevens

faixas bônus da edição norte-americana
13 Raf1
14 Digital Underclass




Arthur Verocai - “No Voo do Urubu” (2016)

 

“Compositores e arranjadores são animais distintos na floresta e, não raro, hostis entre si. Disputam as mesmas presas: a beleza, a complexidade, a inspiração – enfim, a música –, e cada qual costuma se atribuir o crédito pelo sucesso do outro. Arthur Verocai é dos poucos a desconhecer esse problema: compositor, ele é seu próprio e completo arranjador, e os dois se embrenham juntos pela mata, partilhando segredos e descobertas”.
Ruy Castro


Podia ter escolhido pelo caminho do já consagrado pelo tempo para falar sobre Arthur Verocai. Podia falar sobre o mítico primeiro trabalho, lançado há 45 anos e hoje considerado cult entre músicos e apreciadores de sua música pelo mundo. Podia, igualmente, falar de “Econre”, CD lançado em 2005 pelo pianista, violonista, maestro, compositor e arranjador na Inglaterra e que traz o fino de um trabalho amadurecido e com a merecida produção “gringa”. Mas a emoção faz com que, deliberadamente, deixe de optar por essas duas vias mais fáceis. A opção se dá exatamente pelo sentimento imediato, pelo coração que bate rápido ao ouvir pela primeira vez “No Voo do Urubu”, o primoroso novo disco de Verocai lançado ano passado e que, embora o pouco tempo de vida, pode já ser considerado fundamental. Isso, desde a primeira audição. Como ocorreu comigo.

Com seu misto inequívoco de jazz, bossa nova, soul, clássico e música experimental, Verocai é uma das joias brasileiras tardiamente redescobertas. Desde os anos 60, foi arranjador de gente do calibre de Elis ReginaJorge Ben, Ivan Lins, Gal CostaErasmo CarlosSom Imaginário, Nélson Gonçalves, Marcos Valle e muitos outros. A atuação nos bastidores se estendeu nos anos 70, quando atuou como diretor musical e arranjador da TV Globo em programas como "Chico City" e "A Grande Família", compondo trilhas incidentais e temas de abertura de novelas. Tanto foi nessa linha “por trás das câmeras” que, em terras brasileiras, acabou caindo no obscurantismo. Porém, como já é recorrente, precisou ser descoberto por DJ’s do hip hop norte-americano nos anos 2000 para que, enfim, voltasse à cena. E agora para ficar.

“No Voo do Urubu” registra, assim, um músico, aos 72 anos, em sua melhor fase. É isso que o disco transparece. Composto por 11 novas faixas - todas magistralmente arranjadas pelo autor -, traz, além de 6 delas escritas unicamente por Verocai, parcerias entusiasmadas que denotam a devida homenagem ao mestre. Que, por sua vez, tributa seus mentores: Stan Kenton, Bernard Herrmann, Vilma Graça, Wes Montgonmery, Miles DavisMilton Nascimento e, claro, Tom Jobim. O disco já começa assim: na faixa-título, cuja abertura é brilhantemente orquestrada pelo maestro, o clima retraz os primeiros arranjos de um Tom pré-bossa nova com um misto de soundtracks, que tanto Verocai se acostumara a inventar. O título e a atmosfera classuda, que fazem referência ao “maestro soberano” como das muitas que há no disco, dá lugar agora a um suingue carioca tanto em melodia quanto em letra e, mais ainda, pela ginga do intérprete. Seu Jorge põe o vozeirão a serviço da linda e brasilianista letra, que exalta a Rio de Janeiro com suas belezas e ícones: “Sol, o supremo pintor/ Arquiteto do mundo, Deus nosso senhor/ Poderia criar/ A cidade no monte com vista pro mar/ Uma bela baía, nossa Guanabara/ Olha o cara de cão, lembra o São Sebastião/ Padroeiro do nosso Rio de Janeiro/ Onde Estácio de Sá arremessou o Sá/ Tem muito siri, quero ficar aqui/ Tem patola azul, arraiá, guaiamum/ As antigas baleias, hoje são sereias/ De Ipanema à Bangu, no voo do urubu”.

A elegância da bossa nova invade como uma brisa matinal sobre as pedras do Arpoador em “O Tempo e o Vento”, quando o próprio Verocai canta uma nova homenagem ao mestre Tom – além do próprio título, que remete à trilha sonora feita por Tom à minissérie da TV Globo, em 1986, ainda parafraseia a canção “Luiza” (“As canções que escrevi/ esqueci sobre o piano...”). O amigo de décadas Danilo Caymmi – filho do mestre baiano, que tanto influenciara Tom, e membro da Banda Nova, que acompanhou o autor de “Corcovado” por 15 anos – é quem empresta o timbre grave para “Oh Juliana”, mais uma bossa refinada cujo arranjo de cordas, cheio e intenso, ajuda a desenhar uma melodia romântica e delicada. Ao final, Verocai empunha um de seus instrumentos-base, o violão, para um solo rico, que passeia entre o clássico, aprendido nas aulas com Léo Soares e Darci Villaverde, e o popular, que Roberto Menescal lhe ensinara.

A voz suave de Lu Oliveira entoa o samba-exaltação “Minha Terra Tem Palmeiras”, parceria de Verocai com outro antigo companheiro musical, o igualmente maestro e veterano Paulinho Tapajós. Ao mesmo tempo, um tributo bilaquiano e jobiniano, que une os sabiás e as cores tropicais celebradas tanto pelo poeta quanto pelo músico, estes, por sua vez, duas referências máximas da cultura brasileira. A abordagem solene, entretanto, não se restringe somente a Tom Jobim (“Ninguém perde o Tom/ Ilusão de vista/ Coração artista não tem fim/ Coração sambista tem compasso de passista/ Seja no piano ou tamborim.”), ou a Olavo Bilac, tal qual o título induz, mas também a outros compositores referenciais da formação do ritmo que define o Brasil: o samba: “Minha terra tem palmeiras/ Beija-flores e portelas/ Na aquarela do Brasil/ Amarelo, verde, anil/ De Noel, Ary e Gil”. Em clima de samba de gafieira, são os metais que protagonizam.

A veia soul de Verocai dá as caras na brilhante parceria com Vinícius Cantuária, “A Outra”. Sopros em altíssima afinação e um magnífico domínio de Itamar Assiere ao piano elétrico, que se conjuga com perfeição na instrumentalização meticulosamente preparada para o arranjo, outro dos trunfos do tarimbado Verocai. Outro a reverenciar o mestre, e à altura, é o rapper Mano Brown, com quem Verocai divide a composição e os microfones de “Cigana”. Um verdadeiro funk melódico ao estilo Bobby Womack e Cassiano, com direito a coro feminino e orquestra de cordas com 20 músicos. Brown, exímio letrista, capricha: “Leu a minha mão/ e levou o meu dinheiro/ Decifrou as linhas/ de um destino traiçoeiro/ Um sonho de um menino/ A cigana revelou/ Um exímio jogador/ Infeliz no amor”.

Mais do espírito da black music – que tanto ajudou a mitificar a figura de Verocai às novas gerações –, porém deixando de lado a abordagem romântica e investindo num tema social e filosófico típico deste outro parceiro e fã: Criolo. Os versos iniciais de “O Tambor” dizem: “Chega de ser, de sofrer, de chorar/ Mastigar toda a desgraça com pão/ Saliva com ódio num prato de arroz com feijão/ Pra quem não sabe o que é humilhação”. A canção, por sua vez, seja pelo arranjo de metais ou pela levada de jazz-funk, tem o maior clima de Azimuth, a brilhante banda brasileira que esteve sempre muito presente na discografia de Verocai. O baterista Mamão, aliás, é quem comanda as baquetas.

De modo a equilibrar temas cantados com instrumentais, aos quais Verocai sempre deu muito valor a um e outro sem distinção, três suítes apenas tocados fecham o disco. “Snake Eyes”, a primeira delas, impressiona pelo equilíbrio da instrumentalização, ora investindo nas volumosas cordas, ora nos igualmente fartos sopros em chorus: 2 trompetes, 2 trombones, sax alto, sax tenor, piccolo, trompa e clarinete. “Na Malandragem”, por sua vez, retoma o suingue funkeado, dando vez a um inteligente dueto de flauta e sax. Outro craque da percussão, Robertinho Silva, agiliza a bateria mas também um brasileiríssimo pandeiro, que lhe dá uma mirada samba funk.

O bom gosto das linhas melódicas a la Tom, não coincidentemente remetendo a Villa-Lobos (de quem Tom é o mais célebre aprendiz), finaliza o disco com a emocionante “Desabrochando”. O violão clássico toma a frente, acompanhado da flauta e da orquestra de cordas. Tão sensível que lhe é possível ouvir uma flor em botão rebentando. Como disse Ruy Castro, “em outros tempos, ‘No voo do urubu’, logo seria elevada à categoria de clássico. Mas, como vivemos na vida real, resta-nos o privilégio de sermos os poucos e felizes a poder escutar essas grandes canções”. Comigo, ao menos, foi assim também: bastou uma primeira audição para que esse sentimento de regalia e essa certeza se confirmassem. Fácil assim.
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FAIXAS
01. No Voo do Urubu (Arthur Verocai) - part. Seu Jorge
02. O Tempo e o Vento (Verocai/Tibério Gaspar)
03. Oh! Juliana (Verocai) - part. Danilo Caymmi
04. Minha Terra Tem Palmeiras (Verocai/Paulinho Tapajós) - part. Lu Oliveira
05. A Outra (Verocai/Vinícius Cantuária) - part. Vinícius Cantuária
06. Cigana (Verocai/Mano Brown) - part. Mano Brown
07. O Tambor (Verocai/Criolo) - part. Criolo
08. Snake Eyes (Verocai)
09. Na Malandragem (Verocai)
10. Desabrochando (Verocai)




Dante Augustus Scarlatti - Demises of the Dynamic Microphone (em Monodelidade) (2009)

 


Alguns meses atrás, encontrei uma caixa na minha garagem cheia de CDs antigos de projetos de amigos e coisas aleatórias que acumulei enquanto estava em turnê naquela época. Há muito punk e metal de nível médio, mas há algumas preciosidades lá, como esta, que comprei em Bloomington, IN, onde, em 2009, havia uma cena surpreendentemente rica para sons experimentais, muitas vezes adjacentes ao black metal. Demises of the Dynamic Microphone (em Monodelity)  apresenta uma série de abstrações granuladas de sintetizadores analógicos e/ou guitarra contra um pano de fundo de chiado de fita e gravações de campo abafadas. Enquanto estava lá, também peguei esta fita , assim como  este LP da banda OS, com quem tocamos e em cuja casa ficamos -- nenhum dos quais tenho a capacidade de ripar, infelizmente.

Lista de faixas:
1. Prologue
2. Re:verses of Decay in 1939's Kodascope Mass for Arachnid
3. Transcriptions of Subterranean Meteorological Phenomena in the Galaxie Deluxe
4. Vinyl Etchings Containing Hymns of the Sacred Greek Orthodox Funeral
5. Electro-Syncing Static Keys in the City of Dead Sound
6. Recitations of the Reel Rhythm in a Stern Seasonal Stereophonic Headphone Set
7.  Epilogue




Industries of the Blind - Chapter 1: Had We Known Better (2011)



Melancólico, puxando as cordas do coração, post-rock para tocar alto enquanto rumina sobre arrependimentos, amigos mortos e a tristeza avassaladora do nosso mundo. Guitarras cristalinas, cordas trêmulas, construções lentas, picos catárticos e vales desanimados. Todo mundo é muito legal para essas coisas até a depressão voltar.


Track listing:
1. I Just Wanted to Make You Something Beautiful
2. Waiting and Waltzing in Airport Terminals
3. The Lights Weren't That Bright, but Our Eyes Were So Tired





POEMAS CANTADOS DE CAETANO VELOSO



Milagres do Povo

Caetano Veloso

Quem é ateu e viu milagres como eu

Sabe que os deuses sem Deus

Não cessam de brotar, nem cansam de esperar

E o coração que é soberano e que é senhor

Não cabe na escravidão, não cabe no seu não

Não cabe em si de tanto sim

É pura dança e sexo e glória

E paira para além da história


Ojuobá ia lá e via

Ojuobahia

Xangô manda chamar, Obatalá guia

Mamãe Oxum chora lagrimalegria

Pétalas de Iemanjá Iansã-Oiá ia

Ojuobá ia lá e via

Ojuobahia

Obá


É no xaréu que brilha a prata luz do céu

E o povo negro entendeu que o grande vencedor

Se ergue além da dor

Tudo chegou sobrevivente num navio

Quem descobriu o Brasil?

Foi o negro que viu a crueldade bem de frente

E ainda produziu milagres de fé no extremo ocidente


Ojuobá ia lá e via

Ojuobahia

Xangô manda chamar, Obatalá guia

Mamãe Oxum chora lagrimalegria

Pétalas de Iemanjá Iansã-Oiá ia

Ojuobá ia lá e via

Ojuobahia

Obá

Quem é ateu


Mimar Você

Caetano Veloso

Te quero só pra mim

Você mora em meu coração

Não me deixe só aqui

esperando mais um verão

Te espero meu bem

Pra gente se amar de novo

Mimar você

Nas quatro estações

Relembrar

O tempo que passamos juntos

Bem bom viver

Andar de mãos dadas

Na beira da praia

Por esse momento

Eu sempre esperei

 



BIOGRAFIA DE Ryan Adams

 

Ryan Adams

David Ryan Adams (Jacksonville5 de novembro de 1974) é um cantor e compositor norte-americano.

Carreira

Sua primeira incursão na vida musical foi na escola com a banda punk Patty Duke Syndrome, que era influêncida por Dead Kennedys e Sonic Youth. No entanto, após sua primeira decepção amorosa, procurou um gênero musical em que poderia encarnar seus sentimentos. Neste espírito, formou a banda Whiskeytown em 1994 com Caitlin Cary, Phil Wandscher, Eric "Skillet" Gilmore e Steve Grothman.

Após apenas dois álbuns com a banda Whiskeytown, Faithless Street e Stranger's Almanac, caracterizado por mudanças pessoais, o grupo começou a desintegrar-se, em grande parte devido as diferenças pessoais e artísticas, e parte devido a uma incapacidade de oferecer aos fãs um bom show devido ao do uso de álcool e drogas excessivas. Após um período de introspecção, Adams começou a trabalhar nas suas próprias canções e aperfeiçoar sua música, por horas e horas, em bares com os amigos Gillian Welch e David Rawlings.

Impulsionado emocionalmente com o término de um namoro, Adams grava o seu primeiro disco solo no outono de 2000, o Heartbreaker, gravado em colaboração com Ethan Johns, com quem já havia trabalhado na época do Whiskeytown.

Em 10 de março de 2009, casou-se com a atriz e cantora Mandy Moore. Em 2016 anunciaram o divórcio[1]

Seu último trabalho, o disco Prisoner, foi lançado em fevereiro de 2017.

Álbuns


Promises (1978) – Eric Clapton

 

Eu tinha esse single quando era criança, que alguém me passou de herança. Isso foi antes de eu saber sobre Cream, Yardbirds ou qualquer outra coisa. Provavelmente foi minha primeira impressão de Eric Clapton. Quando ouvi Cream, foi um choque.

Acredito que minha primeira audição de Clapton foi sua versão ao vivo de Tears in Heaven exibida no Rage – um programa de videoclipes australiano que dura a noite toda e vai ao ar desde 1987. Assistir à contagem regressiva do top 40 daquele programa se tornou um ritual matinal de fim de semana antes que meu irmão e eu saíssemos para praticar nossos respectivos esportes. Ouvi pela primeira vez a faixa em destaque de hoje, Promises , no final da minha adolescência na Academy. Promises foi escrita por Richard Feldman e Roger Linn e gravada pelo cantor e guitarrista britânico Eric Clapton em 1978 e lançada em seu álbum de estúdio  Backless .

Sempre gostei dessa música descontraída e com sabor country do Eric. A melodia é cativante, mas simples, com um refrão que é instantaneamente memorável. Esse "rocker melódico e oscilante" às ​​vezes soa como o hit anterior de Clapton, Lay Down Sally . A produção é limpa e polida, típica das gravações do final dos anos 1970.
Ele incorporou um estilo suave e relaxado durante esse período, misturando elementos de rock, country e pop em um som suave e melódico. Ele desenvolveu uma boa amizade com o artista country americano Don Williams, que teve forte influência sobre uma variedade de artistas de diferentes gêneros, incluindo Clapton.

Promises lida com temas de amor, comprometimento e a realização agridoce de um relacionamento que dificilmente será restaurado. As letras são reflexivas e um tanto melancólicas, mas Clapton mantém um senso de resignação em vez de desespero.

[Verse 1]
I don’t care if you never come home
I don’t mind if you just keep on
Rowing away on a distant sea
Because I don’t love you and you don’t love me

[Verse 2]
You cause a commotion when you come to town
You give them a smile and they melt
Having lovers and friends is all good and fine
But I don’t like yours and you don’t like mine

[Verse 3]
I don’t care what you do at night
Oh, and I don’t care how you get your delights
I will leave you alone, I will just let it be
I don’t love you and you don’t love me

[Chorus]
I got a problem. Can you relate?
I got a woman calling love hate
We made a vow we’d always be friends
How could we know that promises end?

[Verse 4]
I tried to love you for years upon years
You refuse to take me for real
It’s time you saw what I want you to see
And I would still love you, if you’d just love me

[Chorus]

O lançamento foi bem-sucedido nos Estados Unidos, alcançando a posição 9 na parada da  Billboard . Na Austrália, a música atingiu o pico na posição 26, embora no Reino Unido tenha chegado apenas à posição 37.  

Señor (Tales Of Yankee Power) 1978 – Bob Dylan

 

Señor é a quinta música a ser apresentada aqui do meu álbum favorito de Bob Dylan, Street-Legal . Quando ouvi essa música pela primeira vez, muitas luas atrás, não fiquei louco por ela e poderia dizer o mesmo de outras músicas do disco, mas ao longo dos anos e audições subsequentes, minha apreciação musical só aumentou. Ele pinta imagens tão vívidas com linguagem mítica e a música age como uma carroça levando sua carga para uma definição não especificada e o ' Señor ' pode ser o condutor ou guarda (ou sua consciência). Além disso, a música justapõe o " Velho Oeste " e a Bíblia.
Pode-se comparar Señor às primeiras canções de aventura do sul da fronteira de Dylan, Just Like Tom Thumb's Blues de 1965 e Romance in Durango de 1976. Além disso, a atmosfera da música é espanhola ou mexicana, sem cair na caricatura.

Señor é a música do  Street-Legal  que Dylan mais tocou em apresentações ao vivo (265 vezes em concertos entre 1978 e 2011), e a que mais foi regravada por outros artistas, incluindo Jerry Garcia e Willie Nelson.
De acordo com o artigo da Wikipédia abaixo, Dylan contou várias histórias contraditórias sobre a origem da música. Uma que ele contou em uma apresentação ao vivo em 1978 foi como " ele estava em um trem indo do México para San Diego e como um velho estranho entrou no trem, e Dylan sentiu vontade de falar com ele. Aparentemente, a história contada nos concertos começou de forma bastante simples e gradualmente se expandiu, adicionando a noção de que quando Dylan finalmente quis falar com o homem, ele tinha ido embora ". A Rolling Stone  citou Dylan descrevendo o homem no trem como " 150 anos... Seus dois olhos estavam queimando, e havia fumaça saindo de suas narinas ".
Há outro relato obscuro na referência abaixo, inspirado no ator  Harry Dean Stanton,  com quem estrelou o filme  Pat Garrett and Billy the Kid, de Sam Peckinpah, de 1973 .

Señor, señor, can you tell me where we’re headin’
Lincoln County Road or Armageddon
Seems like I been down this way before
Is there any truth in that, señor

Señor, señor, do you know where she’s hidin’?
How long are we gonna be riding?
How long must I keep my eyes glued to the door?
Will there be any comfort there, señor?

There’s a wicked wind still blowing on that upper deck
And there’s an iron cross still hanging from around her neck
There’s a marching band still playing in that vacant lot
Where she held me in her arms one time and said
“Forget me not”

Señor, señor, I can see that painted wagon
Smell the tail of the dragon
I can’t stand the suspense here anymore
Can you tell me who to contact here, señor?

Well, the last thing I remember before I stripped and kneeled
Was that trainload of fools bogged down in a magnetic field
And a gypsy with a broken flag and flashing ring
Said “Son, this ain’t a dream no more, it’s the real thing”

[Verse 5]
Señor, señor, you know their hearts are hard as leather
Give me a minute, let me get it together
I just gotta pick myself up off the floor
I’m ready when you are, señor

[Verse 6]
Señor, señor, let’s overturn these tables
And disconnect these cables
This place don’t make sense to me no more
Can you tell me what we’re waiting for, señor


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