terça-feira, 24 de setembro de 2024

BIOGRAFIA DE Geraldo Azevedo

Geraldo Azevedo

Geraldo Azevedo de Amorim (Petrolina11 de janeiro de 1945) é um compositorcantor e violonista brasileiro.[1] É conhecido por sucessos como "Dia Branco", "Táxi Lunar" e "Dona da Minha Cabeça", e por importantes parcerias com Zé RamalhoAlceu Valença e Elba Ramalho. Geraldo é um dos maiores artistas da música popular brasileira, de forte expressão e contribuição para a música nordestina, unindo ritmos como frevo, forró, xote, maracatu e baião em suas canções. Exímio autodidata, é violonista desde os cinco anos de idade.

Biografia

Geraldo Azevedo de Amorim nasceu em PetrolinaPernambuco, no bairro Jatobá (então zona rural da cidade), à beira do Rio São Francisco. Conviveu com a música desde os seus primeiros anos de vida: sua mãe, Dona Nenzinha, professora, cantava e promovia eventos culturais na escola que funcionava em sua própria casa; nestes eventos, aos quatro anos de idade, Geraldo já cantava e se apresentava.

Aos cinco anos de idade, ganhou seu primeiro violão (confeccionado pelo pai, José Amorim) e inspirado pela família, arrisca os primeiros acordes. Mais tarde, na adolescência, com o surgimento da bossa nova, Geraldo encanta-se pela música de João Gilberto, e passa a estudar violão com mais afinco, chegando a frequentar bailes apenas para observar e aprender novas harmonias com os músicos.

Sua carreira musical inicia-se ainda em Petrolina, quando é convidado para trabalhar com Reinaldo Belo em um programa de rock na difusora da cidade. Logo é criada a primeira rádio de Petrolina, Emissora Rural “A Voz do São Francisco”, onde Geraldo é convidado para apresentar o programa “Por Falar em Bossa Nova”; anos depois, é chamado para integrar o grupo Sambossa.

Período em Recife

A fim de cursar o ensino superior, muda-se para Recife e prepara-se para o vestibular de Arquitetura; trabalha como projetista e participa de projetos arquitetônicos tradicionais da capital de Pernambuco. No entanto, não chega a concluir os estudos, pois a música ganha cada vez mais espaço na sua vida.

Cedo conhece Naná VasconcelosTeca Calazans e Paulo Guimarães, passando a integrar o grupo Construção. Toca nas noites de Recife, em universidades e espaços culturais. Foi na capital onde ganhou seu primeiro violão profissional, presente de um grupo de estudantes.

Em 1965, funda o grupo Raiz, baseado nas artes teatrais, literárias e musicais. Conhece um dos seus mais importantes parceiros, o compositor e produtor Carlos Fernando e trabalha na produção musical das peças de Emilio Borba Filho, no Teatro Popular do Nordeste, onde faz melodias para os poemas dos espetáculos. Nos finais de semana, tratava de animar o Bar Aroeira, apresentando cirandeiros e bandas de pífano ao quadro cultural de Recife. Ainda com o grupo Raiz, é convidado para um programa quinzenal na TV Jornal do Commercio (Canal 2); Geraldo apresenta o quadro “Chegou a Vez”. Conhece Eliana Pittman, cantora e atriz que, na época, acompanhava o seu pai, o clarinetista Booker Pittman.

Em 1966, compõe ‘Aquela Rosa’, sua primeira composição completa, em parceira com Carlos Fernando; a música é gravada por Teca Calazans e inscrita no Festival de Música Popular do Nordeste, tornando-se a canção vencedora. Em 1967, Geraldo assume a direção musical do 2º Festival de Música do Nordeste e é considerado um dos melhores violonistas da época.

Neste mesmo ano, é convidado por Eliana Pittman para acompanhá-la em seu primeiro show solo, já que o pai da cantora encontrava-se impossibilitado de continuar sua carreira. Geraldo resiste, mas com a insistência dos amigos, acaba aceitando e mudando para o Rio de Janeiro, onde acompanha e integra a banda do show “Eliana em tom maior”.

Primeiros anos no Rio de Janeiro

Eliana Pittman e Geraldo Azevedo (1966)

Muda-se para o Rio de Janeiro e acompanha Eliana Pittman, tendo a oportunidade de fazer uma participação especial solo durante o show, enquanto a cantora trocava o figurino. Segue com Eliana durante a turnê de seu segundo show “É Preciso Cantar”, ao lado de músicos como Marcos Vinicius de Andrade, Antônio Adolfo, Novelli e Victor Manga.

Quarteto Livre: Nelson Ângelo, Naná Vasconcelos, Franklin da Flauta e Geraldo Azevedo (1969)

Terminada a turnê, Geraldo une-se aos amigos Naná Vasconcelos, Nelson Ângelo e Franklin da Flauta, recém-chegados de Recife, e formam o Quarteto Livre, acompanhando Geraldo Vandré nos seus shows. Na época, o país vivia a ditadura militar e os músicos sofriam constantes perseguições. Durante o tempo que excursionou pelo Brasil com Geraldo Vandré, Geraldo compôs a ‘Canção da Despedida’ com o mesmo; porém, devido às perseguições sofridas, Vandré foge do país e termina a composição no exílio.

Com a dissolução do grupo e perseguições políticas, Geraldo participa de reuniões clandestinas no Teatro Gláucio Gil, ao lado de muitos artistas, e conhece Glauber RochaCaetano VelosoWalter Lima Júnior, entre outros; ele fica responsável por colher assinaturas para o manifesto contra a censura.

Porém, em 1969, os militares invadem o apartamento onde Geraldo morava com a esposa e um casal de amigos, levando-os presos. Geraldo passa 40 dias na prisão, onde é duramente torturado. Sua esposa, Vitória, fica 80 dias na prisão. Após ser solto, Geraldo volta a trabalhar como projetista na Montreal Engenharia, e chega a desenhar para alguns jornais de protesto contra o regime militar da época.

Anos 70: amizade com Alceu Valença e primeiros discos

Geraldo Azevedo e Alceu Valença (1972)

Com a chegada de Alceu Valença ao Rio de Janeiro, Geraldo retorna aos poucos à vida musical. Já conhecidos de Recife, os dois voltam a se encontrar e, a convite de Geraldo, Alceu aparece na primeira hora da manhã na porta da casa do amigo; naquele mesmo dia, compuseram sua primeira música juntos, ‘Talismã’, censurada pela ditadura. Participam juntos do IV Festival Universitário da MPB com as canções ‘78 Rotações’ e ‘Planetário’, e do Festival Internacional da Canção com ‘Papagaio do Futuro’, ao lado de Jackson do Pandeiro.

A apresentação chamou a atenção dos produtores da gravadora Copacabana; os dois recebem o convite para gravarem o primeiro disco da dupla, chamado de “Alceu Valença & Geraldo Azevedo” (1972), popularmente conhecido como Quadrafônico, pois foi o primeiro LP gravado na tecnologia quadrafônica. Com influência da psicodelia, o disco apresenta os sucessos ‘Novena’ (Geraldo Azevedo/Marcus Vinicius) e ‘Talismã’ (Alceu Valença/Geraldo Azevedo).

Apesar da gravação do disco como dupla, os artistas seguiram carreira solo e, em 1974, Geraldo compõe ‘Caravana’ (Alceu Valença/Geraldo Azevedo), a qual faz parte da trilha sonora da novela “Gabriela Cravo e Canela”, da TV Globo.

Ainda em 74, é preso novamente pela ditadura militar; a sua esposa Vitória foi levada, grávida de seu segundo filho, à prisão, e obrigada a ouvir os gritos de tortura do seu marido. Ela logo foi solta; Geraldo passou dias na solitária e foi duramente maltratado. Em um dos interrogatórios, duvidam sobre sua carreira musical e o colocam para tocar violão; a música, então, salva Geraldo das torturas, pois ele era forçado a tocar e cantar para os torturadores até sua soltura.

Estando em liberdade, trabalha na direção musical da peça “Lampião no Inferno”, de Luiz Mendonça, e conhece Elba Ramalho. Compõe para a TV: as músicas ‘Malaksuma’ e ‘Juritis e Borboletas’ (Carlos Fernando/Geraldo Azevedo) entram na trilha sonora da novela “Saramandaia”; escreve ‘Arraial dos Tucanos’ (Carlos Fernando/Geraldo Azevedo); ‘O Menino e os Carneiros’ (Carlos Fernando/Geraldo Azevedo) faz parte da trilha da novela “Sinhazinha Flô”; todas as novelas da TV Globo.

Em 1977, lança o seu primeiro disco solo, “Geraldo Azevedo”, pela gravadora Som Livre, que traz os sucessos ‘Caravana’, ‘Barcarola do São Francisco’ e ‘Talismã’.

Geraldo e Zé Ramalho

Em 1979, é convidado pela CBS para gravar um novo trabalho. “Bicho de Sete Cabeças” é o segundo álbum solo de Geraldo Azevedo; grandes nomes da música brasileira trabalharam no disco: Dori CaymmiZé RamalhoDominguinhosDanilo CaymmiRobertinho de RecifeAmelinha e Elba Ramalho. No disco estão presentes as canções ‘Táxi Lunar’ (Alceu Valença/Geraldo Azevedo/Zé Ramalho), ‘Bicho de 7 Cabeças II’ (Geraldo Azevedo/Renato Rocha/Zé Ramalho), ‘Paula e Bebeto’ (Caetano Veloso/Milton Nascimento). O destaque especial vai para a música ‘Natureza Viva’, onde Geraldo canta junto à sua mãe, Dona Nenzinha do Jatobá.

Anos 80

Cantoria

Em 1981, Geraldo lança o seu terceiro disco solo, “Inclinações Musicais” (Ariola). Neste trabalho estão os sucessos ‘Dia Branco’ (Geraldo Azevedo/Renato Rocha), ‘Canta Coração’ (Carlos Fernando/Geraldo Azevedo), ‘Coqueiros’ (Geraldo Azevedo/Marcus Vinicius) e ‘Moça Bonita’ (Capinam/Geraldo Azevedo). Jackson do Pandeiro, Dori Caymmi e Sivuca participam do disco; a canção ‘Moça Bonita’ entra para a trilha sonora da novela “Terras do Sem Fim”, da TV Globo.

Em 1982, Geraldo lança “For All Para Todos” (Ariola), seu quarto trabalho solo; o título faz referência a uma das histórias sobre o surgimento do forró, ritmo principal do disco. Destaque para as canções ‘Príncipe Brilhante’ (Carlos Fernando/Geraldo Azevedo) e ‘Baião da Garoa’ (Hervê Cordovil/Luiz Gonzaga), regravação que resultou no primeiro contato com Gonzagão, que exalta o trabalho de Geraldo.

No ano de 1984, une-se a XangaiElomar e Vital Farias, que saem em turnê pelo Brasil com o projeto “Cantoria”, que rende dois discos: “Cantoria 1” e “Cantoria 2” (Kuarup) lançados em 84 e 88, respectivamente, sendo os primeiros discos gravados ao vivo em digital no Brasil.

Ainda em 84, lança o disco “Tempo Tempero” (Barclay, antiga Ariola). A canção ‘Sabor Colorido’ (Geraldo Azevedo) é tema da peça infantil “O Mágico de Nóis”, de Nonato Freire. O álbum ainda conta com participação de Nana Caymmi na faixa ‘Nosotros Nosotras’ (Capinam/Geraldo Azevedo) e com arranjos de Wagner Tiso e Hugo Fattoruso.

Geraldo e Naná Vasconcelos

Em 1985, registra seu primeiro disco solo ao vivo, chamado “Geraldo Azevedo”, parte do projeto “Luz do Solo”. Gravado no Golden Room do Copacabana Palace, conta com participações especiais dos amigos Zé Ramalho e Elba Ramalho. Pela primeira vez, Geraldo consegue gravar ‘Canção da Despedida’ (Geraldo Azevedo/Geraldo Vandré), até então censurada pela ditadura militar.

Geraldo cria a Geração Produtora, sua editora exclusiva, sendo um dos primeiros artistas a iniciar o processo de independência das gravadoras. Em 1986, lança o seu primeiro disco independente chamado “De Outra Maneira”; o trabalho ganha Disco de Ouro e torna-se um dos seus maiores álbuns. Destaque para os sucessos ‘O Princípio do Prazer’ (Geraldo Azevedo), ‘Chorando e Cantando’ (Fausto Nilo/Geraldo Azevedo) e ‘Dona da Minha Cabeça’ (Fausto Nilo/Geraldo Azevedo). Naná Vasconcelos participa dos arranjos da música ‘É Brincadeira?!’.

Em 1988, lança “Eterno Presente” (RCA/ BMG Ariola), seu oitavo disco solo, onde estão presentes as memoráveis canções ‘Sétimo Céu’ (Fausto Nilo/Geraldo Azevedo), ‘Parceiro das Delícias’ (Capinam/Geraldo Azevedo) e ‘Tanto Querer’ (Geraldo Azevedo/Nando Cordel). Dominguinhos participa na faixa ‘Todo Jeito Ela Tem’.

Em 1989, lança “Bossa Tropical” (Ariola). Este trabalho marca a última experiência de Geraldo com uma grande gravadora, que decide seguir como artista independente.

Anos 90

O Grande Encontro

Em 1992, Geraldo lança o seu décimo disco solo e o primeiro a ser gravado em terras estrangeiras. “Berekekê” é gravado em Los Angeles e conta com a participação de músicos americanos. Destaque para os sucessos ‘Como Flor’ (Geraldo Azevedo), música dedicada ao seu pai; ‘Berekekê’ (Capinam/Geraldo Azevedo), que entra na trilha sonora do filme “Sabor da Paixão”, com Penélope Cruz e Murílio Benício; e ‘Letras Negras’ (Fausto Nilo/Geraldo Azevedo).

“Geraldo Azevedo ao vivo... Comigo”, seu segundo disco solo ao vivo, é lançado em 1994, gravado em sessões nos teatros Guararapes (Recife), Iemanjá (Salvador) e Rival (Rio de Janeiro). Por este trabalho, Geraldo ganha Disco de Ouro.

A composição ‘Talismã’ entra na trilha sonora do remake de “Irmãos Coragem”.

Em 1995, inicia o projeto “Dueto”, em parceria com Zé Ramalho; os dois artistas fazem turnê pelo Brasil, cantando suas maiores composições juntos, em show aclamado pelo público e pela crítica. Em uma das apresentações, no Canecão (Rio de Janeiro), os amigos Alceu Valença e Elba Ramalho encontravam-se na plateia, e subiram ao palco para cantarem também. Assim nasce uma das maiores reuniões musicais do Brasil: O Grande Encontro.

Alceu Valença, Zé Ramalho, Elba Ramalho e Geraldo

No ano de 1996, é gravado o disco “O Grande Encontro”, onde os quatro amigos cantam clássicos de suas carreiras e resgatam sucessos de Luiz Gonzaga, Geraldo Vandré, além de cantar parceiros como Vital FariasChico César e Carlos Fernando. O trabalho ganha Disco Platina Triplo. O projeto celebrou a amizade e as parcerias entre os artistas.

No mesmo ano, Geraldo lança o disco “Futuramérica”. Neste trabalho estão os sucessos ‘Você se lembra’ (Fausto Nilo/Geraldo Azevedo/Pippo Spera), a regravação do frevo ‘À Procura de Alguém’ (Capiba) e ‘Até Quando’, canção em parceria com o seu irmão, Germano Azevedo. ‘À Procura de Alguém’ entra na trilha sonora da novela “A Indomada”, TV Globo.

“O Grande Encontro 2” é lançado em 1997, gravado em estúdio, sem a participação de Alceu.

A convite da BMG, Geraldo entra em estúdio em 1998 e grava o álbum duplo, “Raízes e Frutos”, uma reunião dos seus maiores sucessos. Em “Raízes”, o primeiro CD, estão as canções sobre o sertão, Pernambuco e primeiras influências musicais; em “Frutos”, canções sobre a vivência na cidade e as experiências artísticas com o passar dos anos.

Anos 2000 ― atualmente

Em 2000, o DVD “O Grande Encontro 3” é gravado ao vivo no Rio de Janeiro, contando com participações especiais de LenineMoraes Moreira e Belchior.

Ainda em 2000, Geraldo lança seu segundo disco gravado em Los Angeles, “Hoje Amanhã”; destaque para as canções ‘Onde tu vai, João?’ (Erasto de Holanda) e ‘Semente e Fruto’ (Geraldo Amaral/Geraldo Azevedo).

“O Brasil Existe em Mim”, seu décimo quinto disco solo, é lançado em 2007. Misturando ritmos como samba e forró, Geraldo une-se à amiga Elba para cantar a canção ‘São João Barroco’ (Carlos Fernando/Geraldo Azevedo), e ao amigo Alceu para cantar ‘Já que o som não acabou’ (Geraldo Amaral/Geraldo Azevedo), uma homenagem a Jackson do Pandeiro. Na faixa ‘Ver de Novo’, Geraldo canta com a filha Clarice Azevedo.

Em 2009, lança o seu primeiro DVD solo, “Uma Geral do Azevedo”, gravado ao vivo no Circo Voador (Rio de Janeiro). Produzido por sua filha, Gabriela Azevedo, e dirigido por Lara Velho, Geraldo reúne sua banda para cantar os clássicos da carreira. O cenário do show foi desenhado pelo próprio artista; ele ainda divide o palco com os filhos Lucas, Tiago e Clarice, na faixa ‘Menina do Lido’.

Geraldo e Dominguinhos na gravação do DVD “Salve São Francisco”

Defensor incansável do meio ambiente, e ribeirinho do Rio São Francisco, Geraldo lança em 2011 o CD e DVD “Salve São Francisco”, projeto idealizado pelo artista em prol da celebração e cuidado com o rio. Reúne grandes nomes da música brasileira para chamar atenção à preservação ambiental do rio: Alceu ValençaDominguinhosIvete SangaloDjavanMaria BethâniaRoberto MendesMoraes MoreiraFernanda TakaiGeraldo AmaralVavá Cunha e Márcia Porto (todos de estados por onde passa o Rio São Francisco). O DVD traz imagens do making-off das gravações e imagens do rio. O trabalho concorreu no 12° Latin Grammy na categoria regional.

Em 2013, além dos shows “Voz e Violão” e “Salve São Francisco”, estreia o formato “Em Família”, no Teatro Rival (Rio de Janeiro), espetáculo onde toca e canta com os filhos: Lucas e Tiago nas percussões, Clarice no vocal e Gabriela na produção.

Em 2014, ao lado de Elba Ramalho, lança o projeto “Um Encontro Inesquecível”, no qual os dois artistas comemoram 40 anos de amizade cantando os sucessos que marcaram ambas as carreiras.

Geraldo e os filhos Tiago, Lucas e Clarice

Em julho do mesmo ano, Geraldo Azevedo bate recorde de público no espaço cultural Circo Voador, no tradicional Arraiá do Circo com Geraldo Azevedo.

Geraldo apresenta quatro formatos de shows: “Voz e Violão”, “Carnaval”, “São João”, “Em Família” e “Um Encontro Inesquecível”, mostrando a sua versatilidade como um dos grandes artistas brasileiros.

Em 2015, estreia o show “Noites de Frevo”, no Circo Voador, levando o frevo às terras cariocas, uma prévia do Carnaval pernambucano. Um ano depois, realiza o mesmo show, desta vez, gratuito, e conquista mais um espaço na tradição da Lona Carioca.

Geraldo Azevedo no show “Noites de Frevo” (2015)

Em 2016, recebe o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade do Vale do São Francisco (UNIVASF), Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (FACAPE), por sua contribuição à cultura e à arte brasileira. A solenidade aconteceu na sua terra natal, Petrolina.

Em abril, Geraldo grava o projeto “Depoimentos para a Posteridade”, realizado pelo MIS – Museu da Imagem e do Som, que reúne depoimentos de personalidades da arte e cultura brasileira.

As músicas ‘Caravana’, ‘Barcarola do São Francisco’, ‘Talismã’ e ‘Moça Bonita’ integram a trilha sonora da novela “Velho Chico”, da TV Globo.

Em agosto, ao lado de Xangai, Elomar e Vital Farias, resgata o projeto “Cantoria”.

Outros projetos

  • Ao lado de Zé Ramalho, em 1975, participa da trilha sonora do filme “Nordeste: Cordel, Repente e Canção”, de Tânia Quaresma.
  • É um dos músicos participantes de “Paêbirú”, o disco de maior valor comercial do Brasil.
  • Também participa dos primeiros álbuns dos amigos Alceu Valença, Zé Ramalho, Elba Ramalho e Amelinha.
  • Em 1974 é convidado para a direção musical do filme “A Noite do Espantalho”, de Sérgio Ricardo, primeiro filme dramático com base em uma estrutura musical. Geraldo acabou ganhando um papel e atuou como o personagem Severino; foi para este papel que deixou sua barba crescer e nunca mais tirou.
  • Geraldo participa, em 1980, do projeto Kalunga. Um grupo de 65 pessoas, liderado por Chico Buarque e Fernando Faro, parte do Rio de Janeiro à Angola, país em Guerra Civil, para realizar shows em três cidades: LuandaBenguela e Lobito. Entre os artistas: Dorival CaymmiMartinho da VilaDjavanClara NunesDona Ivone LaraEdu Lobo, Francis e Olivia Hime, João do ValeJoão Nogueira, e muitos outros. Em 2015, Geraldo volta a participar do projeto Kalunga II, desta vez comandado pelos músicos Olivia e Francis Himme; 36 artistas viajaram à Angola, entre eles Yamandu CostaMiúcha, Elba Ramalho, Martinho da VilaMartnáliaNei Lopes e Mariene de Castro.
  • Em 2012, ao lado de Alceu Valença, Elba Ramalho, Sérgio Ricardo, Marina Lutfi, João Gurgel e Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional, participa do cordel “Estória de João-Joana”, em formato de concerto, com texto de Carlos Drummond de Andrade e música de Sérgio Ricardo.

Discografia

Álbuns de estúdio

  • Quadrafônico (1972) ― Copacabana ― LP/CD (com Alceu Valença)
  • Geraldo Azevedo (1977) Som Livre ― LP/CD
  • Bicho de 7 Cabeças (1979) Epic/CBS ― LP/CD
  • Inclinações Musicais (1981) Ariola ― LP/CD
  • For All Para Todos (1982) Ariola ― LP/CD
  • Tempo Tempero (1983) Barclay/Ariola ― LP/CD
  • De Outra Maneira (1986) Echo/RCA ― LP/CD
  • Eterno Presente (1988) RCA ― LP
  • Bossa Tropical (1989) RCA ― LP/CD
  • Berekekê (1991) Geração ― LP/CD
  • Futuramérica (1996) BMG ― LP/CD
  • Raízes e Frutos (1998) BMG ― CD
  • Hoje Amanhã (2000) BMG ― CD
  • O Brasil Existe em Mim (2007) Sony&BMG ― CD
  • Salve São Francisco (2011) Biscoito Fino/Geração/Bacana/Terra Brasilis ― CD e DVD
  • Assunção de Maria e Geraldo Azevedo (2011) Biscoito Fino/Geração/Nossa Música ― CD
  • É O Frevo, É Brasil (2019) ONErpm ― EP Digital

Álbuns ao vivo


ALBUM DE COMING UP TO CONSCIOUSNESS - Pure Reason Revolution - Coming Up To Consciousness (2024)

 

Pop progressivo no seu melhor, misturando pop, rock alternativo, hard rock progressivo moderno à la Porcupine Tree e The Pineapple Thief, inspirando-se em influências como Talk Talk, até mesmo Arctic Monkeys, além de favoritos de todos os tempos, especialmente Pink Floyd, e todos muito bem arranjado, produzido, executado, resulta em mais um dos melhores discos de 2024 que veio com tudo e do qual ainda precisamos apresentar inúmeros discos. O sexto álbum de estúdio do Pure Reason Revolution (e o terceiro de seu renascimento que começou com “Eupnea” de 2020 e continuou em “Above Cirrus” de 2022) os vê sempre se destacando e diferentes de tudo o mais, com seus humores oníricos, riffs épicos e harmonias angelicais. , e aqueles vocais doces que sempre os destacaram. 

Artista: Pure Reason Revolution
Álbum: Coming Up To Consciousness
Ano: 2024
Gênero: Crossover Prog
Duração: 41:56
Referência: Discogs
Nacionalidade: Inglaterra


Quando Pure Reason Revolution lançou seu álbum de estreia em 2006, causou bastante rebuliço, um rock progressivo com uma receita bastante singular onde a combinação de vozes masculinas e femininas emoldurava uma mistura de estilos muito bem feita, com muito pop rock no fundo. vanguarda, o rock poderoso mistura alternativa e uma magia um tanto particular, e com isso marcaram o campo, o campo deles. Alguns álbuns com muita experimentação e busca, mas sem atingir completamente o alvo, foram seguidos por 10 anos de silêncio e eles voltaram reestruturando seu som com sólidos álbuns de retorno. Vamos com uma breve introdução para entrar no clima.

Coming Up To Consciousness é o sexto álbum de estúdio do Pure Reason Revolution e, como seus antecessores, é intensamente pessoal. Suas oito faixas duram entre quatro e sete minutos – concisas para os padrões PRR – e confrontam vários tipos de escuridão. Liricamente e emocionalmente, a música é inspirada em acontecimentos recentes na vida de Jon Courtney; como a dor de sacrificar seu cachorro de 17 anos. Traição, decepção, medo, dor, mortalidade e questões de sanidade: temas inebriantes e primordiais no mais recente álbum conceitual do Pure Reason Revolution.
Coming Up To Consciousness está disponível em: CD, CD+DVD com som surround 5.1 e mixagens estéreo de alta resolução de 24 bits, ReVinyl Color LP – uma alternativa sustentável onde o disco de vinil é produzido usando granulado 100% de PVC reciclado de recuperação de material – e digitais.
Embora o estilo distinto da banda permaneça, fundindo música progressiva e pop através de climas sonhadores, riffs épicos e harmonias angelicais, neste álbum eles recorrem a outras influências como Talk Talk, Elliot Smith, The Smile e até mesmo Arctic Monkeys, além de favoritos de todos os tempos. , especialmente Pink Floyd. Na verdade, o lendário músico Guy Pratt, que trabalhou com o Pink Floyd entre muitos outros grupos icônicos, forneceu o baixo em sete faixas, e Jon Sykes, do The Pineapple Thief, tocou baixo em uma música.
Nas palavras de Jon Courtney: “Houve muito mais sofrimento do que eu esperava. Criou sentimentos de culpa e um forte foco na morte. Aí, quando eu estava superando, tivemos uma possível exposição ao amianto – fiquei louco. Eu estava emocionalmente instável, tinha a sensação de que a morte era iminente, não só para mim, mas também para minha família, e que a culpa era minha. Pouco depois, fui diagnosticado com TOC e comecei a consultar um terapeuta.”

Música Sony


Catorze faixas, num só álbum não são apenas um excelente regresso à boa forma, mas também revivem a reacção entusiástica que roubou os louros em 2006, um track list que exala classe, com melodias sublimes, envoltas num bom trabalho instrumental e algumas das melhores vozes você provavelmente ouvirá sobre os álbuns de 2024. E aqui, um comentário mais completo revisando o álbum em todos os sentidos da palavra...

“Above Cirrus” (2022) dos britânicos Pure Reason Revolution da época apresentava um álbum calmo, sem complicações e dentro daquela matriz de rock progressivo que têm estampado na testa. Então agora com “Coming Up To Consciousness” temos seu sexto álbum em estúdio, e novamente lançado pela Insideout Music, excelente selo da Progressive em todas as suas vertentes. O que teremos?... Bem, vamos ver.
Pure Reason Revolution é uma banda com mais de 20 anos de atividade, e o detalhe pessoal que sempre se notou em sua música foi a capacidade de misturar partes de rock, progressivo, shoegaze e de vez em quando adicionar um lado eletrônico, ou bem, isso foi o que aconteceu em seu álbum antecessor. Assim, depois de alguns dias nos alto-falantes com este “Coming Up To Consciousness”, os britânicos decidem isolar seu lado eletrônico e focar muito mais no rock e nas texturas pop de estilo inglês, algo que é bem diferente do rock americano, porque o British sempre tem uma espécie de manto triste ou melancólico em sua música, e um exemplo disso é como as vozes de Keane ou Cold Play são viciantes nesse jeito rock-pop. E portanto Jamie Wilcox se enquadra nesse conceito, sendo que a banda está pisando em outras alternativas musicais que os distanciam do álbum anterior, mas os mantêm simples e descomplicados, apenas sabendo canalizar a simplicidade dentro de um amálgama sólido de músicas doces que conseguem. ser usado em qualquer situação da sua vida, porque esse sempre foi o ponto forte do PRR, saber se encaixar nas situações pessoais, e eles fazem isso muito bem, pois apesar de ser uma música do outro lado da lagoa, ela penetra no seu dia a dia.
Como tudo começa com “Prelude: Coming up to Consciousness” e termina com “As We Disappear”, temos sons eletrônicos muito mais calmos e banidos, mas ao mesmo tempo um álbum mais unido como banda, parece que há um melhor coalizão de ideias, os instrumentos em todas as músicas são muito mais passivos, há espaço para todos os instrumentos, mas não com a ideia progressista abusiva do malabarismo, mas sim como faz o Anathema, sólido, melancólico e com aquela breve dose de alternativa que destaca seu lado mais áspero, e um exemplo disso pode ser encontrado em “Animal Inútil”. Mostrando aquela centelha rude às vezes, mas com faíscas de nostalgia em seus ritmos, então você tem um álbum muito mais nutrido do que antes e todas as músicas ficam grudadas na sua cabeça, pois como dito, cada uma serve como catalisadora de fatos do cotidiano . E quando as partes eletrônicas retornam como em “Bend the Earth”, essa ideia fica um pouco mais misteriosa, e os 41 minutos acabam sendo uma explosão muito mais pessoal do álbum sem a necessidade de repetir a fórmula indefinidamente de seu simplicidade composicional, mas com bastante força.
“Coming Up To Consciousness” de Pure Reason Revolution é um álbum que supera seu antecessor, adere muito bem aos ouvidos em todos os sentidos. Um álbum que mostra outra faceta da banda que continua crescendo álbum após álbum.

Sercifer


Mas eles não param de ouvir...



Todos os melhores elementos que compõem a sua música permanecem claramente, marcando um futuro brilhante e próspero agora que parece que definitivamente encontraram e fortaleceram o seu som, com mais um álbum extremamente agradável Uma mistura homogênea e natural de uma new wave leve e ainda assim agradável e pesada em alguns momentos, e também bem gravada e produzida.

E com isso encerramos mais uma semana no head blog, e esperamos ver vocês na próxima semana com mais músicas, surpresas e nossa sempre eterna vontade de arrebentar os tomates.

Você pode ouvi-la em seu espaço no Bandcamp:
https://insideoutmusic.bandcamp.com/album/coming-up-to-conscientemente

E aqui suas redes sociais:

Lista de faixas:
1. Prelude: Coming Up to Consciousness (0:32)
2. Dig Till You Die (4:36)
3. Interlude 1 (0:23)
4. Betrayal (4:05)
5. The Gallows (4:36)
6. Interlude 2 (0:21)
7. Useless Animal (3:56)
8. Interlude 3 (0:12)
9. Worship (5:02)
10. Interlude 4 (0:17)
11. Bend the Earth (6:19)
12. Lifeless Creature (6:10)
13. Interlude 5 (0:38)
14. As We Disappear (4:49)

Formação:
- Jon Courtney / voz, guitarra, teclado, piano , programação
- Greg Jong / voz, guitarra, teclado, gaita
- Annicke Shireen / voz
- Ravi Kesavaram / bateria
Com:
Lewin Krumpschmid / Rhodes e piano
Guy Pratt / baixo
Bruce Soord / guitarras
Jon Sykes / baixo


ALBUM DE ROCK IN OPPPOSITION - Fortrangt Hushallsarbete - Offret Om Att Älska (2002)

 

Começamos a semana com uma contribuição de LightbulbSun, e mergulhamos totalmente em nossa seção de música para amar ou odiar, se estiver entre os termos, quero dizer Rock In Opposition de uma estranha banda sueca, um power trio que faz música explosiva e desafiadora, cantada na língua nativa, com um estilo estranho que vai de partes rítmicas tribais a territórios de rock de vanguarda mais experimentais, tudo na forma de faixas curtas que fluem naturalmente de uma para outra, criando uma música muito original com elementos que lembram (de menos um pouco) para Samla Mammas Manna, Captain Beefheart ou Ensemble Nimbus. Uma breve entrada na parte inferior para apresentar algo que seria pouco apresentável, mas que me parece doentiamente delicioso. Aqui, o único álbum que trouxe à luz um projeto com um nome impronunciável mas com um talento delirante e alegre como poucos.

Artista: Fortrangt Hushallsarbete
Álbum: Offret Om Att Älska
Ano: 2002
Gênero: Rock In Opposition
Duração: 65:19
Referência: Avalie sua música
Nacionalidade: Suécia


Um dos álbuns mais inusitados com sons progressivos e vanguardistas que já ouvi há algum tempo. A propósito, “offret om att älska” não é o título completo do álbum. Diz "offret om att älska stänger jag mitt öga för dessa nochtt kretsande näktergalar inuti mitt huvud", vamos ver, repita sem parar... Acho que não conseguem.

A música encontrada aqui é tão estranha quanto o título do álbum. A base das peças é a interação complexa e estranha de guitarra elétrica, baixo (ambos às vezes fortemente distorcidos e preparados para efeitos) e bateria, que são provavelmente os principais instrumentos dos três suecos, mas não os únicos. Há também teclados, algumas flautas, violino para algumas músicas, inúmeros ruídos ambientais estranhos; estrondos, gemidos, ondulações de chapas de metal, algumas das quais parecem originar-se de estranhos geradores de som feitos por eles mesmos, várias gravações em fita. E aquela música sueca sempre presente. O resultado é um conjunto de temas estranhos e difíceis de descrever, uma bagunça muito intensa e densa que provavelmente fica melhor guardada na categoria vanguardista, seções de ambiente eletrônico, ruído exibindo uma infinidade de sons quebrados, punk e estranhos, o RIO e o Avant prog, mas na realidade não encontramos uma definição e categoria muito claras. Na verdade, existem certas semelhanças sonoras e estilísticas com os seus homólogos americanos Thinking Plague (que apresentamos no blog principal), com o trabalho a solo de Fred Frith , ou mesmo com as estranhas criações sonoras de This Heat . 

E apesar de tudo, a música de Förträngt Hushållsarbete é estranhamente orientada para o canto, para o qual também contribui uma boa dose de folclore, que muitas vezes vem à tona nos interlúdios vocais alegres, confusos ou corais. 

Uma música extraordinária que combina ruído, experiências de rock com arestas estranhas, estranhas colagens sonoras e momentos densos, por vezes sinfónico-progressivos ou quase de rock de câmara. Tirando algumas seções bastante sombrias, a música é bastante bem-humorada, variada e colorida. Além disso, tudo isso é produzido de uma forma muito poderosa, mas clara e bem gravada. 

Mas como tudo isso é impossível de transmitir, é melhor você ouvir...



É assim que começamos a semana, apresentando algo muito maluco que com certeza não agradará a todos, mas que hipnotizará a muitos, e acima de tudo obrigatório para os fãs do RIO.

Você pode ouvi-lo em seu espaço no Spotify:
https://open.spotify.com/intl-es/album/1YiIsTVMVlC0HHtyISmTJj


Lista de tópicos:
1. Det ouppstånda deformerat (1:47)
2. Kaos e förvirring:
a. - (4:19)
b. - (0:49)
3. Silvernål 6:55
4. Apresse-se:
a. - (6:07)
b. - (0:35)
c. - (1:11)
d. - (0:35)
5. Eu gosto de själv vilse:
a. - (6:51)
b. - (1:11)
6. Smärta e hjärna:
a. - (3:19)
b. - (0:16)
7. Himlen disse:
a. - (3:47)
b. - (0:31)
8. Isolado:
a. - (4:06)
b. - (1:32)
9. Mimesis 1:29
10. En livômer i en lam nutid:
a. - (4:59)
b. - (0:44)
11. Offret om att älska... 1:13
12. Hjärntrådar:
a. - (4:30)
b. - (0:50)
13. Fukten:
a. - (4:22)
b. - (0:56)
c. - (1:04)
d. - (1:21)

Formação:
- Jonas Åström / guitarras, vozes, sintetizadores, teclados, pianos, percussão
- Jan Nilsson / baixo elétrico, baixo preparado, vozes, piano, instrumentos caseiros
- Michael Hellström / bateria, vozes, sintetizador
Músico convidado:
Lars Lach'n Jonsson / violino




ALBUM DE JAZZ ROCK - EASÍ - Escorpio (2024)


 EASÍ é uma dupla cheia de virtuosismo de baixo solo e bateria de Funk Progressivo Psicodélico Rock Instrumental que também abrange estilos como Jazz, fusion e até candombe e talvez às vezes um pouco de reggae. Desenvolvem uma música instrumental própria próxima da experimentação do Tio Franky Zappa, cheia de bom humor e de uma verdadeira vanguarda, ousada mas sempre virtuosa, e no desenvolvimento das suas canções há sempre espaço não só para a explosão ou o silêncio, mas também por uma dose de humor temperada com a criação de cores e texturas imprevisíveis e surpreendentes graças ao uso indiscriminado mas muito bem planeado de efeitos e loops. E além dos álbuns serem muito bons, a banda também os oferece gratuitamente através do Bandcamp, então você não tem desculpas para não ouvi-los direito! Mais uma breve entrada na parte inferior para finalizar a apresentação de um post que estou pendente há muito tempo.

Artista: EASÍ
Álbum: Acuario
Ano: 2023
Gênero: Jazz rock eclético
Duração: 35:58
Referência: Bandcamp
Nacionalidade: Argentina


Beto Nacarado já havia apresentado eles no blog Cabezón na nossa seção "rock federal", mas precisávamos trazer algum disco deles...

Banda portenha formada em 2012 que conta com mais de 10 álbuns de estúdio até o momento. A banda está atualmente trabalhando no próximo material de estúdio e espera ver a luz do dia este ano. Pæblo Nicolás Verruto baixo Bruno Meligeni bateria. Obviamente, como dupla que são, seus sons devem ser multiplicados, seja por força de músculos, efeitos ou loops, para que seu resultado seja satisfatório e que nada soe vazio, e o mínimo do estilo da banda é que é algo isso soa flácido, flácido ou sem polenta, pelo contrário, todas as suas músicas são explosivas quando querem, mesmo ao vivo e posso atestar isso.

Sua energia, talento com seus instrumentos e estilo único, além de sua música crua e poderosa, os posicionam como uma força a ser descoberta no cenário do rock argentino. E em resumo você poderia dizer que juntos eles são dinamite. E eles realmente desfazem o manto e o baixo, e só com o que viria a ser a parte rítmica em outro grupo é que conseguem implantar melodias e desenvolvimentos harmônicos com pura força, audácia e virtuosismo. Neste trabalho extremamente curto, tão curto quanto divertido, você pode vê-los em todo o seu esplendor e exibindo aquela experimentação que os faz se destacar e dar tão certo.

Seis canções curtas povoam o álbum, o que poderíamos chamar de um estilo que gira em torno do jazz fusion como uma generalidade, mas suas andanças, mais do que intelectuais eu diria que são lúdicas, os fazem vagar por muitos estilos e formas, tantos que seria ser longo e chato de nomear onde quer que vão.

Então o que temos aqui é uma demonstração de vigor, cor e vibrações aventureiras que resulta da química conjunta destes dois mestres dos seus respectivos instrumentos. Só falta que eles os ouçam... e que melhor maneira de conhecê-los ao vivo?




Abaixo, este “Escorpião” mas exibido ao vivo:

Aqui estão alguns outros vídeos para você ouvir e curtir enquanto os vê exibindo sua arte.

A banda está atualmente trabalhando no próximo material de estúdio e espera-se que veja a luz do dia este ano.

E não resta muito a não ser recomendar que você os conheça! O resto é com você, eu faço a minha parte.

Para ver mais coisas sobre eles e acompanhá-los, deixo para vocês suas redes sociais, e lembre-se que no Bandcamp você pode baixar sua discografia...

E você pode ouvir "Escorpio" no espaço dele no Bandcamp, e como falei antes, baixe também:
https://easi.bandcamp.com/album/escorpio


Track List:
1. Bodas de pla7a
2. Pop para divertirse
3. Crucis super stomp
4. ¡Flaco!
5. Pánico y locura
6. Atardecer en...

Escalação:
- Pæblo Nicolás Verruto / baixo.
- Bruno Meligeni / bateria.


ALBUM DE PROGRESSIVO SINFÓNICO - Apocalypse - Lendas Encantadas (1997)

 

Começamos mais uma semana com muito progressivo brasileiro com mais um disco da sinfônica Apocalipse. Prog/neo-prog sinfônico cru, mas agradável, desta banda brasileira de longa data. Depois da excelente "Aurora Dos Sonhos", esta continuação soa mais neo com um belo aspecto sinfônico, e é uma mistura de músicas do álbum de estreia de 1991 com alguns remakes e faixas bônus, algumas dos anos 70, enquanto outras tem um sabor mais anos 80, mas de qualquer forma é sempre uma música alegre (você já pode ver na própria capa) executada por um grupo muito bom com boa instrumentação e bons temas, sons energéticos, poderosas interações guitarra/teclado e maravilhosas melodias.

Artista: Apocalipse
Álbum: Lendas Encantadas
Ano: 1997
Gênero: Progressivo sinfônico / Neo progressivo
Duração: 55:24
Referência: Discogs
Nacionalidade: Brasil


Uma pequena entrada no final para relembrar esse álbum que apresentamos há muito tempo...

Latin American Progressive Follies: Assim como "Aurora dos Sonhos", este álbum foi lançado pela Musea apenas na Europa. Quanto ao álbum, inclui composições do primeiro álbum do Apocalypse e três músicas inéditas, incluindo uma longa suíte.
Se já ouviu o disco anterior desta banda que apresentámos esta semana (o já referido "Aurora dos Sonhos"), poderá concordar com a qualidade da banda.

E se gostaram, não há necessidade de falar sobre eles. E se eles não os ouviram, isso pode ser facilmente remediado.
Aqui você pode começar a ouvir este álbum.



E assim iniciamos nossa saga de brazuca progressiva esta semana no blog Cabezón, pois temos muito mais coisas para trazer.
Então não se surpreenda se continuarmos trazendo coisas lindas do país do samba e do bom rock sinfônico.
 
Você pode ouvir o álbum aqui:
https://open.spotify.com/intl-es/album/7iXJRKLzkUeqP9ZI7zFFBA

Track List:
1. Miragem
2. Virada Do Século
3. Sombra Do Meu Ser
4. Sentinela
5. Luzes Da Vida
6. Sozinho Lost Inside Me
7. Mesmo Que Não Haja Nada
8. Caçador De Maquinas
9. Chamando Por Ajuda
10. Levando A Vida

Formação:
- Ruy Fritsch / guitarras acústicas e elétricas
- Eloy Fritsch / sintetizadores, piano, órgão, backing vocais
- Chico Casara / baixo, violão, vocal principal e backing vocals
- Chico Fasoli / bateria, e-percussão





ALBUM DE ROCK SINFÓNICO - Buré - Buré (1983)

 

Quer conhecer a versão mais inesperada de "Quadros de uma Exposição" de Mussorgsky? Na semana passada, ou no dia anterior (o ritmo da cabeça do blog deixa qualquer um tonto, inclusive eu) apresentamos uma versão alternativa de "Pictures From an Exhibition" de Modest Mussorgsky, desta vez interpretada não por Emerson Lake e Palmer, mas por um excelente e desconhecida banda alemã chamada Solar Project. Agora temos que apresentar novas versões dessa mesma música, mas desta vez de outro grupo desconhecido da Argentina, que por sua vez interpreta músicas de Vivaldi, Bach, Ravel, Fauré e Beethoven. Claro que nessa lista de músicas também está "Bourree" mas agora não interpretada por Jethro Tull, mas sim por este tremendo grupo que infelizmente passou despercebido e agora LightbulbSun apresenta-a no blog principal onde lhe damos o lugar privilegiado que merece, e teria ainda de referir o “Concerto de Brandemburgo” (e devemos fazer referência ao Focus) e outras maravilhas que convém deixar que descubram por si próprios. E além das inúmeras surpresas que você terá ao ouvir esta obra-prima, mais uma das grandes descobertas do head blog, um requinte que poucos sabem que existe, e que claro que não podemos deixar de fora do nosso catálogo de boa música, que seria seja um sacrilégio! Ultra recomendado!


Artista: Buré
Álbum: Buré
Ano: 1983
Gênero: Rock sinfônico
Duração: 32:44
Referência: Rate Your Music
Nacionalidade: Argentina


Poder-se-ia pensar que este tipo de rock orquestral saiu de moda nos dias de hoje e que talvez seja essa uma das razões pelas quais esta grande obra não é mais conhecida hoje, mas a verdade é que hoje soa melhor do que nunca, e soa melhor do que nunca. funciona quase como um manual de rock progressivo para estudantes neófitos de música, digamos assim.

Em termos de variedade e ecletismo sinfónico, são muitos os grupos de rock sinfónico que se inspiraram nestas partituras, mas que hoje são interpretados por pessoas que ninguém esperava, nem estava nos planos de ninguém, e de quem parece que hoje ninguém se lembra. hoje em dia, mas claro, sempre chega um LightbulbSun e chuta a prancha, então hoje nos vestimos para apresentar essa maravilha musical de todos os tempos.

Para explicar, é melhor copiar o que foi publicado no vídeo do álbum...

Buré foi um grupo instrumental criado em 1981, que na sua primeira fase fundiu a música clássica com o jazz e na segunda incorporou também ritmos latinos. Seus primeiros integrantes foram Jorge Ricardo Rodríguez (flauta), Norman Douglas Monk (piano), Ricardo José Libman (baixo elétrico) e Fernando Martínez (percussão).

Neste primeiro período o grupo foi claramente acústico.
Como resultado de uma demo feita nesse mesmo ano, o crítico musical Emilio A Stevanovich sugeriu a Norman Monk uma mudança de timbre, a fim de explorar novos sons já que a demo lhe parecia muito clássica, então foram incorporados sons sintetizados.

Nesse período, Fernando Martínez deixou o grupo e Tristán Taboada (integrante da Orquestra Estável do Teatro Colón de Buenos Aires) assumiu seu lugar. Além de incorporar um estilo próprio baseado na admiração pelo saxofonista Stan Getz, acrescentou timbres e texturas próprias, produto de sua formação acadêmica. Outra substituição foi feita por Jorge Ricardo Rodríguez, substituído por Martín Nijensohn, e posteriormente Fernando Quiroga, que contribuiu com uma dose de frescor que contribuiu para alcançar aquele tom único que caracterizou o grupo.

Posteriormente, Tristán Taboada deixou a equipe, razão pela qual Mario Rodríguez ingressou.
Neste momento, o produtor da Polygram (Philips) Argentina, Adrián Berwick, descobriu o grupo e propôs integrá-lo ao catálogo da empresa. O fato inusitado foi que o grupo com sua nova constituição gravou o disco pela gravadora Polygram (Philips) sem ter se apresentado em público e outra curiosidade foi que o horário de gravação para fazer o disco ocorreu nos três dias anteriores à Semana Santa. do ano de 1983.

O nome Buré resultou da analogia da palavra francesa Bourrée, dança que esteve em voga no período barroco. Esta simplificação da palavra, sintetizada em quatro letras, corporizava os quatro membros do grupo tal como estava originalmente constituído.

O acento, representado pelo sinal musical "crescendo", simbolizava a expansão do grupo e a possibilidade de inclusão de novos integrantes.
O nome da dança Bourrée da Suíte em Mi menor para alaúde de JS Bach foi escolhido como estandarte musical. Isto se deveu a duas premissas; uma delas, o charme da partitura em si, e outra porque a gravadora sempre teve a possibilidade de compilar com a versão de Jethro Tull, (grupo da época que gravou esta obra em 1969, onde a execução do flauta foi executada por Ian Anderson).

BuréAlternava recitais públicos com concertos educativos, na região da Capital e na Província de Buenos Aires. A grande recepção do público foi decisiva na hora de ceder-lhe espaço no Teatro General San Martín, já que os grupos musicais recebiam no máximo dois recitais por temporada, enquanto Buré deu seis recitais na temporada de 1983.

Outros Os músicos que fizeram . formaram o grupo Claudia Góndola (Flauta), Manuela Lavandera (guitarra), Daniel Rivera (percussão e efeitos) e Rubén Isola (guitarra).


Mas é melhor você começar a ouvi-los!!! E sem perder tempo!



Entre as muitas apresentações que o grupo fez, resgatam-se esses dois vídeos pertencentes ao programa “Nossa Terra”, que era transmitido aos sábados, das 11h às 12h. no canal estadual ATC - Data de gravação 21/03/1985.

Espero que vocês saibam aproveitar bem essa maravilha e que agradeçam à LightbulbSun do fundo do coração.

Você pode ouvir o álbum completo aqui:
https://www.youtube.com/watch?v=_W1PIZbOtRw


Lista de faixas:
1. Concierto Para Cuerdas Y Continuo "Allá Rústica" - Allegro y Adagio (Antonio Lucio Vivaldi)
2. Bourree De La Suite En Mi Menor Para Laud (Johann Sebastian Bach)
3. Pavana Para Una Infanta Difunta (Maurice Ravel)
4. Cuadros De Una Exposición: Promenade - Gnomos
5. Judio Rico Y Judio Pobre (Modest Mussorgsky)
6. Concierto Brandenburgues N° 5 - Allegro (Johann Sebastian Bach)
7. Concierto En Do Mayor Para Piccolo (Antonio Lucio Vivaldi)
8. Fantasia Para Flauta Y Piano (Gabriel Fauré)
9. Sonata Para Piano N° 23 "Appassionatta" (Lugwig Van Beethoven)

Formação:
- Norman Monk / Teclados
- Riki Libman / Baixo
- Mario Rodriguez / Bateria
- Fernando Quiroga / Flautas
- Narciso Saul / Guitarras



Destaque

Bad Company – Bad Co (1974)

Em seu primeiro álbum, o Bad Company — liderado pelo ex-vocalista do Free, Paul Rodgers, e pelo guitarrista original do Mott, Mick Ralphs — ...