quarta-feira, 25 de setembro de 2024

Discografias Comentadas: Rob Halford fora do Judas Priest

 

Discografias Comentadas: Rob Halford fora do Judas Priest
 
Robert John Arthur Halford, nascido a 25 de agosto de 1951 na cidade inglesa de Walsall, ficou mundialmente conhecido por sua atuação ao lado do seminal grupo de heavy metal Judas Priest, que definiu vários parâmetros do estilo e redefiniu vários outros, influenciando uma infinidade de bandas através das últimas décadas. Em julho de 1991, depois de 14 discos gravados e quase 20 anos à frente do Judas, Halford deixou a banda, lançando, a partir de então, diversos projetos. Em 2003, Rob retornou à banda, mas tem mantido sua carreira solo paralela. Primeiramente, Halford lançou-se não em carreira solo, mas com uma banda completa, chamada Fight, distanciando-se um pouco do som e da temática lírica do Judas Priest, tendo em ambos os casos um approach bem mais direto e realista. Mesmo assim, nota-se o fogo do Priest na musicalidade do grupo, clima mais evidente no primeiro lançamento.

Fight – War of Words [1993]
A influência do Judas Priest permeia o trabalho inteiro, como não poderia deixar de ser. Com influências thrash, ainda que sutis, e um leve tempero industrial em algumas passagens, War of Words é um puta disco. As levadas mais cadenciadas, os timbres graves das guitarras de Brian Tilse e Russ Parish, somados à cozinha fortíssima do baixista Jay Jay e do baterista Scott Travis (esse, membro também do próprio Judas Priest), fazem do álbum um petardo digno de figurar entre os melhores trabalhos entre os inúmeros em que Rob empregou seus absurdos dotes vocais. As letras, em geral, tratam de assuntos como loucura, violência, relacionamentos, vícios e outras nuances humanas. A bolacha é bem coesa e estável musicalmente, todas as ótimas canções são fortes e cativantes, mantendo o alto nível, mas cito “Nailed to the Gun”, “Into the Pit”, “Little Crazy” e “Immortal Sin”. Sem dúvida, um dos pontos altos na carreira da lenda Rob Halford.

Fight – Mutations [1994]
Aproveitando a ótima receptividade de War of Words, a banda lançou Mutations, um EP com quatro músicas gravadas em Nova York, em 1993, e mais cinco remixes do disco anterior. As canções ao vivo mostram que a banda é mais crua e mais agressiva ainda sobre o palco. Destaque para o vocal de Halford em “Frewheel Burning” (do Judas Priest). Há ainda “Into the Pit”, “Nailed to the Gun”e “Little Crazy”. Os remixes evidenciam, deixando bem “na cara”, as influências industriais do grupo, dando fortes pistas do caminho que Halford seguiria anos mais tarde. Apesar de desagradar muitos puristas à época, algumas músicas ganharam em insanidade. Como um souvenir para fãs, Mutations serve muito bem, e não desabona em nada o nome do grupo. Bom trabalho!

Fight – A Small Deadly Space [1995]
A Small Deadly Space, que conta com Mark Chaussee substituindo Russ Parish, possui boas composições, tem uma certa estabilidade musical, mas não mantém o mesmo ataque que seu predecessor de estúdio. Também depõe contra ele as canções, em algumas situações, a influência grunge da época, prejudicando o ataque das canções. O próprio Halford é mais contido aqui, usando pouco de sua capacidade e desenvoltura vocal. Apesar de não ser um disco propriamente ruim, em comparação com o excelente War of Words, o álbum é apenas mediano.

2wo – Voyeurs [1998]
Sem dúvida o trabalho mais polêmico de Halford até hoje! Trata-se de uma dupla, com Halford unindo forças ao guitarrista John 5 (Marilyn Manson, Rob Zombie) em favor da música industrial/experimental. Resultado: o disco foi massacrado pelos fãs de Rob, que não aceitaram esse direcionamento musical do vocalista, e pela “imprensa especializada” (entre aspas mesmo) que não aceitaram um cantor de rock/metal se metendo a fazer música industrial. Ignorâncias e radicalismos à parte, este NÃO é um disco do Judas Priest, do Fight ou de Halford (solo). Levando isso em consideração, e tendo em mente que esse era o caminho que o vocalista pretendia tomar àquela altura, é possível avaliar o trabalho de uma forma mais aberta. Originalmente, o álbum seria produzido pelo produtor/cantor/multi-instrumentista Trent Reznor (a mente por trás do Nine Inch Nails), esse tendo, inclusive pré-produzido o material, mas acabou nas mãos dos produtores Bob Marlette (Black Sabbath) e Dave Ogilvile (Skinny Puppy), e foi a influência desses que acabou pasteurizando demais o som do disco, mexendo naquilo que poderia ter sido um ótimo disco de música industrial. Halford não execra o álbum, mas admite que ainda prefere os mixes originais de Reznor, e ainda pretende lançar esse material em algum ponto de sua carreira.

Halford – Resurrection [2000]
O título já entrega o que está por vir: o careca está de volta ao metal! Seja por não ter sido bem sucedido em sua empreitada anterior, seja por saudade dos tempos em que reinava no estilo, não interessa. Resurrection é outro tiro certo de Halford… e a artilharia é pesada! O massacre começa com os clássicos berros do cantor na faixa-título, onde Rob faz uma “mea culpa”, explicando que agora está de volta ao gênero que o consagrou. Apesar de o disco ser um desfile de patadas heavy metal, andamentos thrash se fazem explícitos no disco todo, e há até espaço para alguns resquícios – mínimos – industriais em “Locked and Loaded”, por exemplo. Resurrection esbanja velocidade e peso, cortesia da afiadíssima banda do cara na época: os tão competentes quanto “marrentos” Mike Chlasciak e Patrick Lachman nas guitarras, Ray Riendeau no baixo e o “monstro” Bobby Jarzombek (também Riot e Sebastian Bach) nas baquetas. Além desses, há duas participações especiais: Roy Z, da banda de Bruce Dickinson, que contribuiu com guitarras adicionais em praticamente todo o disco, e o próprio Dickinson, que, em um dueto histórico, destrói tudo com Halford em “The One You Love to Hate”, talvez a melhor música do disco, não só pela participação do “sirene anti-aérea”, mas por ser uma composição soberba, mesmo (repare nas guitarras dobradas, e na bateria sólida, com andamento esmagador de Jarzombek)! O careca voltou… e em altíssimo nível! Obrigatório!

Halford – Crucible [2002]
Crucible, que mantém a mesma formação de seu antecessor, é até agora o disco mais pesado da carreira de Rob Halford. Os andamentos thrash estão ainda mais evidentes, há mais vocais gritados e as guitarras estão com a afinação ainda mais baixa. Ouça “Golgotha” e a maravilhosa “Handing Out Bullets” (essa música é um arregaço!) e comprove. Logo depois, Halford voltaria para o Judas Priest, mas mantendo sua carreira solo em paralelo.

Halford – III: Winter Songs [2009]
O disco de Natal de Halford. Por mais estranho que possa parecer, a coisa até funciona em algumas músicas. “Get Into the Spirit”, por exemplo, é uma daquelas porradas velozes, com o vocal de Halford lá na frente, destruindo tudo. Há também algumas não tão rápidas e/ou pesadas, mas que fazem jus à fama do cara. O problema aqui nem são as músicas, que não seguem essa linha. Há boas ideias – ainda que em menor grau – nessas, também. Negativa mesmo é a disparidade gritante entre as cançõe Quase não há uma coesão. Isso deixa o disco confuso, e atrapalha bastante sua apreciação. Pule este!

Halford – IV: Made of Metal [2010]
O mais recente disco de Rob é outro ótimo lançamento digno de sua excelente carreira. O álbum começa com uma bela trinca de canções (“Undisputed”, “Fire and Ice” e a faixa-título) e mantém o alto nível das composições e execução. Se faz presente quase a mesma banda que gravou os discos anteriores, porém sem Lachman – que não faz falta – e com Mike Davis no lugar de Ray Rindeau). Made of Metal é mais uma prova de que Halford, com mais de 40 anos de carreira nas costas, ainda tem muita estrada pra rodar em sua Harley Davidson, e que ele é o dono inconteste da coroa de Metal God!

Crítica ao disco de David Gilmour - 'Luck and Strange' (2024)

 David Gilmour – 'Luck and Strange' (6 de setembro de 2024)

Gravadora: InsideOut;

1. Black Cat 1:16
2. Luck and Strange 6:54
3. The Piper's Call 5:15
4. A Single Spark 6:02
5. Vita Brevis 0:46
6. Between Two Points 5:46
7. Dark and Velvet Nights 4:41
8. Canta 5:15
9. Scattered 7:26
10. Yes, I Have Ghosts (faixa bônus)
11. Luck and Strange - Original Barn Jam

Músicos:
David Gilmour: Guitarras, piano, voz, ukulele, baixo, órgão, teclados...
Guy Pratt: Baixo
Adam Betts: Bateria e percussão
Rob Gentry: Sintetizador, teclados, piano, órgão

*Músicos adicionais:
Richard Wright: Piano e órgão Hammond na faixa #2; Romany Gilmour: Vocais principais na faixa #6, backing vocals e harpa; Gabriel Gilmour: Coros; Roger Eno: Piano nas faixas #1, #9; Steve DiStanislao: Bateria na faixa 2; Steve Gadd: Bateria e percussão; Tom Herbert: Baixo; Edmund Aldhous: organista e maestro da Catedral de Ely

Informações técnicas:
Produzido por David Gilmour e Charlie Andrew; Mixado por David Gilmour, Charlie Andrew, Matt Glasbey; Masterizado por Dick Beetham.



David Gilmour tem 78 anos e apenas 5 álbuns de estúdio de 1978 até hoje. Pode parecer estranho, ou talvez alguém possa dizer que é normal porque ele liderou o Pink Floyd e estava muito ocupado... A realidade é que com a lendária banda, uma vez que ele ficou no comando sem Roger Waters em 1985, ele publicou apenas mais 3 álbuns de estúdio.

Mas ei, isso é história agora. A realidade é que Gilmour não é um compositor, mas sim um guitarrista brilhante e vocalista notável e carismático pelo seu timbre particular e quente. Daí até escrever músicas sem parar é um longo caminho. Além disso, ele também não é particularmente brilhante nessa tarefa, como Waters tem o cuidado de lembrá-lo sempre que pode, com muita malícia. Mas se por algum motivo Gilmour defendeu que 'Luck and Strange' é seu melhor álbum desde 'Dark Side of the Moon' do Pink Floyd, deve haver uma razão...

Já antecipávamos que se trata de uma mera valorização exorbitante e puramente típica de promoções de discos, quando devem ser apresentados à imprensa. 'Luck and Strange' é um trabalho marcante, com momentos realmente brilhantes e muito bons, mas longe de ser um álbum marcante que possa até ser comparado aos álbuns do Floyd com Gilmour sozinho, como foi o caso de 'The Division Bell'. Lá ele tinha Rick Wright ao seu lado fornecendo passagens sinfônicas e maravilhosos solos de teclado, e Nick Mason fazendo sua parte. Mas em ‘Luck and Strange’ o que vemos é simplesmente muito tempo para pelo menos compor músicas de interesse dos fãs de rock progressivo e.

No álbum apreciamos músicas verdadeiramente interessantes misturadas com outras músicas de Gilmour, onde o único interesse está nos seus solos, porque não dão nota para mais. 'Luck and Strange' começa com a introdução instrumental 'Black Cat', onde mal podemos ressaltar que é ornamental. Então encontramos o maravilhoso grampo do álbum, 'Luck and Strange', que nem é totalmente novo. Esta é uma jam session no seu celeiro na década de 1990, recuperada e melhorada agora com novas peças e uma produção de estúdio. Além disso, nos dá o luxo de poder ouvir pela última vez Rick Wright , já que como explicou Gilmour , ele estava sem grupo naquele momento e o convidou para fazer parte de sua banda de improvisação.

Depois vem o conhecido single 'The Piper's Call', que foi a primeira prévia oficial do álbum e que todos vocês conhecem, imaginamos. Como todos já sabem, é uma peça delicada e bela, com um refrão luxuoso e uma parte instrumental colossal no final. É um daqueles que pretendemos elevar a nota média deste trabalho.

O segundo single foi 'Between Two Points', uma canção pop para o show e posterior glória de sua filha, Romany Gilmour , que David está determinado a lançar como artista e dar a conhecer ao mundo. Pouco mais a ressaltar que é uma linda balada com arranjos de produção maravilhosos e a voz delicada da garota de 22 anos, a menina dos seus olhos. A título de curiosidade, esta peça é a única de 'Luck and Strange' que tem outro compositor ajudando Gilmour: Mark Tranmer .

Não fiquei nem um pouco surpreso com o terceiro single de Gilmour, 'Dark and Velvet Nights', lançado neste verão, e que é uma peça blues pela qual você não acaba se apaixonando, a menos que queira vê-la através dos olhos de um 'fã fatal' e aprovo simplesmente porque é obra do lendário guitarrista do Pink Floyd.

Depois destes temas discutidos não há espaço para surpresas. 'A Single Spark' é uma balada com bases eletrônicas que chama atenção certa e limitada, e acaba oferecendo belas passagens melódicas com ares de cinema clássico, ao estilo veneziano. 'Vita Brevis' é uma passagem instrumental simples com guitarras distorcidas que mal dura 46 segundos e que passa fugazmente pelos nossos ouvidos como introdução ao já citado 'Between Two Points'.

E depois disso só nos restam 2 músicas para analisar, 'Sings' e 'Scattered'. A primeira é uma peça pop simples e delicada com arranjos muito bons e um refrão cativante, enquanto a segunda, 'Scattered', é um pouco mais sombria e melancólica, mas não convence como peça de encerramento do álbum a menos que seja reorganizada novamente. Gilmour com um de seus solos espaciais e lendários que nos levam a outra dimensão. Isso irá lembrá-lo muito, inevitavelmente, do lendário solo de 'Comfortably Numb'.

Numa versão extra poderá usufruir de mais 2 temas. O single que Gilmour já apresentou em plena pandemia, ‘Yes, I Have Ghosts’ (2020), que para quem não tem noção e não tinha ouvido antes, é uma compilação de passagens bucólicas e melodias agradáveis ​​com arranjos de música mediterrânea música.

Por fim, dá-nos a versão original de 'Luck and Strange' no seu celeiro, como uma improvisação entre amigos e parceiros musicais, antes da atual versão de estúdio. Guy Pratt, Tom Herbert, Adam Betts, Steve Gadd, Steve DiStanislao, Rob Gentry e Roger Eno estavam ao seu lado .

Resumindo, um álbum agradável de ouvir, mas novamente longe de ser uma obra-prima. Algo que escapa a Gilmour e que talvez nunca consiga compor, aos 78 anos. Nem ‘David Gilmour’ (1978) nem ‘About Face’ (1984) estiveram na sua juventude, nem os notáveis ​​‘On an Island’ (2006) e ‘ Rattle That Lock ’ (2015). Não deixe que os fãs obstinados do Floyd me excomungem.

Gary Husband & Alex Machacek - Now 2013

 

Pianista, baterista e líder de banda,  Gary Husband  é um músico de jazz-rock experiente com uma abordagem versátil, dinâmica e de gêneros variados para música improvisada. Nascido em Leeds em 1960,  Husband  estudou piano clássico e jazz antes de encontrar trabalho profissional. Nos anos 90,  Husband  começou a liderar seu próprio trio de piano com o baixista  Mick Hutton  e o baterista  Gene Calderazzo  e lançou o álbum  From the Heart  em 1999. Durante esse tempo, ele continuou a trabalhar com outros artistas, incluindo  Billy Cobham ,  Jimmy Nail ,  Anthony Hindson e mais. Ele retornou ao seu trabalho solo com Aspire de 2004, bem como  The Things I See: Interpretations of the Music of Allan Holdsworth  no mesmo ano. Em 2006,  Husband  investigou outra de suas influências com  A Meeting of Spirits: Interpretations of the Music of John McLaughlin . Em 2008, ele lançou o altamente pessoal The Complete Diary of a Plastic Box, que continha obras que  Husband  escreveu enquanto estava em turnê como sideman de 1989 a 1993. Um ano depois, ele retornou em um clima mais pós-bop com o álbum  Hotwired: Gary Husband's Drive . Em 2010, ele foi acompanhado por  Holdsworth  e uma lista de artistas lendários de fusão, incluindo  McLaughlin , o tecladista  Jan Hammer e o guitarrista  Robin Trower  para  Dirty and Beautiful, Vol. 1. Em 2012,  Husband  deu continuidade ao projeto com  Dirty and Beautiful, Vol. 2. O  guitarrista e compositor de jazz  Alex Machacek  nasceu em Tulin, Áustria, em 1972. Ele começou a estudar violão clássico aos oito anos de idade, eventualmente passando a estudar violão jazz no Conservatório de Viena, e também frequentou o Berklee College of Music em Boston, MA.  A maior influência inicial de  Machacek foi o guitarrista Joe Pass , e ele também foi atraído pelo trabalho de  Allan Holdsworth  e pela abordagem composicional de  Frank Zappa .  Machacek  lançou seu primeiro álbum,  Featuring Ourselves , em 1999. No mesmo ano, ele começou a trabalhar com o baterista  Terry Bozzio  e o tocador de palheta  Gerald Preinfalk  como parte do trio  BPM .  Delete and Roll apareceu em 2001. Em 2004,  Machacek  mudou-se para Los Angeles. Dois anos depois, ele lançou  [Sic]  pela Abstract Logix.



Richard Manuel - Whispering Pines, Live at The Getaway 1985 (2005)

 

O cantor/compositor/pianista  Richard Manuel  nunca fez nenhuma gravação solo formal além de sua participação na  Band , mas este álbum lançado postumamente apresenta uma data de clube que ele tocou em Saugerties, NY, menos de cinco meses antes de cometer suicídio em 4 de março de 1986.  Manuel se acompanha no piano, cantando músicas do  repertório da Band  ("Across the Great Divide", "King Harvest [Has Surely Come]", "I Shall Be Released", "The Shape I'm In", "Chest Fever"), incluindo algumas ("Whispering Pines", "Tears of Rage") nas quais ele tem créditos de co-composição. Ele também demonstra suas principais influências ao tocar músicas de e associadas a  Fats Domino  ("Grow Too Old") e  Ray Charles  ("Georgia on My Mind", "You Don't Know Me", "Hard Times"). E ele toca algumas instrumentais de piano. Ele tem amigos na plateia que às vezes vêm e se juntam a ele, notavelmente o colega   de  banda Rick Danko , que fornece suporte vocal e de guitarra em várias faixas, e o guitarrista  Jim Weider , que foi membro de configurações posteriores da  banda .  As contribuições de  Manuel para a banda  tendem a ser ofuscadas por outros membros do grupo, mas aqui, mesmo pouco antes de sua morte, ele causa uma forte impressão com seu trabalho de piano de barrica e vocais expressivos, enfatizando a perda para a música que logo viria.



Del Fuegos - Boston, Mass

 

álbum de estreia dos Del Fuegos,  The Longest Day , soou como uma ótima banda de bar rugindo em um set regado a cerveja em uma noite de sábado, mas seu segundo esforço,  Boston, Mass. , encontrou o grupo lixando algumas de suas arestas e adicionando um toque de polimento pop ao seu som. Enquanto o produtor  Mitchell Froom  adicionou teclados a alguns cortes em  The Longest Day , ele é muito mais presente neste set, e o romantismo furtivo de "I Still Want You" e a vibração noturna de "Coup De Ville" são mais aventureiros em sua concepção e abordagem do que qualquer coisa no primeiro álbum.  A energia e a atitude rock & roll sem frescuras dos  Del Fuegos os levaram pelos pontos difíceis em The Longest Day , e aqui os ajuda a passar pelos pontos escorregadios de  Boston, Mass .; a interação entre  as guitarras de Dan Zanes e  Warren Zanes pode ser mais apertada, mas eles ainda sabem quando aumentar os amplificadores e como deixar algum espaço para respirar, e o baixista  Tom Lloyd  e o baterista  Woody Geissman  continuam sendo uma seção rítmica de crack que mantém essa música em andamento o tempo todo. Além de um pouco mais de brilho do que o necessário, a maior falha de  Boston, Mass.  é que a banda não tinha tantas músicas boas à disposição quanto na estreia, mas embora não seja o melhor álbum do grupo, ele vem em segundo lugar e o tempo foi gentil com ele.



Bob Dylan - Slow Train Coming 1979

 

Talvez fosse inevitável que Bob Dylan mudasse de direção no final dos anos 70, já que ele se envolveu em tudo, desde a rejeição total de seu legado até um abraço silencioso dele, para mergulhar seu dedo do pé no puro exibicionismo. Ninguém realmente poderia esperar que ele se voltasse para o cristianismo em Slow Train Coming, abraçando uma filosofia renascida com entusiasmo. Ele não tem problemas em acreditar em um deus vingativo — você tem que servir a alguém, afinal — e isso é puro enxofre e fogo em todo o disco, mesmo em depoimentos adoráveis ​​como "I Believe in You". O efeito colateral inesperado de sua conversão é que deu a Dylan um foco que ele não tinha desde  Blood on the Tracks , e sua concentração é transferida para a música, que é enxuta e direta de uma forma que ele não tinha desde, bem,  Blood on the Tracks . Foco não é necessariamente a mesma coisa que consistência, e isso sofre por ser um pouco dogmático demais, não apenas em sua religião, mas em sua abordagem musical. Ainda assim, é difícil negar o som revitalizado de Dylan aqui, e o resultado é um sucesso modesto que pelo menos funciona em seus próprios termos.





Atomic Rooster - Nice & Greasy 1973

 

O Atomic Rooster passou por várias mudanças de formação durante sua gestão inicial no início dos anos 70, com Nice 'n' Greasy sendo o último da banda antes de se separar. Nessa época, a direção musical da banda havia mudado do hard rock e rock progressivo para um estilo mais parecido com blues/funk. A adição de  Chris Farlowe  dá à música uma vantagem agressiva, enquanto  o trabalho de guitarra de  John Mandella acena imagens de John McLaughlin . O esforço é genuíno, e músicas como "Take One Toke" e "Can't Find a Reason" mostram a diversidade da banda, mas há muitos momentos inconsistentes e letras sem sentido. É uma pena que  Vincent Crane  não tenha mantido a banda unida por um longo período de tempo, pois eles eram obviamente um grupo talentoso de músicos com um som definitivo, apenas faltando uma direção firme. 












terça-feira, 24 de setembro de 2024

Brian Auger & the Trinity - Befour 1970

 

Brian Auger  e sua banda se superam neste álbum extraordinário, que ostenta uma execução apaixonada e de calibre virtuoso, e abrange apenas o repertório certo. Da abertura da interpretação crescente de "I Wanna Take You Higher" através da interpretação jazzística de  Pavane de Gabriel Fauré , o  Adagio per Archi e Organo baseado em Albinoni , a interpretação apaixonada de  "No Time to Live" do Traffic (cantada pelo guitarrista  Gary Boyle ), e a interpretação suave de  "Maiden Voyage" de  Herbie Hancock (apresentando uma elegante execução principal de Boyle  antes  do órgão de Auger passar para o primeiro plano), Befour oferece uma musicalidade soberba, cruzando as linhas entre jazz e rock com toques de soul e até mesmo alguns traços persistentes de psicodelia. A única faixa totalmente experimental, "Listen Here", que foi cortada em uma única tomada de nove minutos e 22 segundos, é uma peça forte e forte conduzida pela  guitarra solo irregular de Boyle e exibindo a banda aumentada por três bateristas adicionais ( Mickey Waller ,  Barry Reeves e  Colin Allen ) e um baixista extra ( Roger Sutton ) — lembra um pouco os tipos de experimentos que  o Nice  às vezes tentava com muito menos sucesso. "Just You and Me" é um final digno para o álbum original, uma vitrine de hard rock para cada um dos músicos. [A reedição de 2000 pela Disconforme inclui um corte ao vivo, "Rain Forest Talking", e uma tomada de ensaio bruto de Pavane, e é remasterizada em áudio digital de 24 bits



Destaque

Bad Company – Bad Co (1974)

Em seu primeiro álbum, o Bad Company — liderado pelo ex-vocalista do Free, Paul Rodgers, e pelo guitarrista original do Mott, Mick Ralphs — ...