quinta-feira, 26 de setembro de 2024

António Carlos & Jocafi - Acervo Especial





António Carlos e Jocáfi formam uma dupla de cantores e compositores brasileiros, nascidos na Bahia, que começaram a carreira em 1969 no Festival Internacional da Canção e fizeram sucesso na década de 1970. Os nomes verdadeiros dos componentes da dupla são: António Carlos Marques Pinto e José Carlos Figueiredo. António Carlos Marques Pinto era guitarrista da orquestra do maestro Carlos Lacerda e Jocafi (José Carlos Figueiredo), chegou a estudar Direito e tinha algum prestígio na Bahia como compositor quando se conheceram, em 1968. Na década de 70 trocaram a Bahia pelo Rio de Janeiro e gravaram alguns sucessos pela RCA, como "Você Abusou" e "Toró de Lágrimas". Participaram em festivais no Brasil e no exterior. Tiveram composições inseridas em trilhas sonoras de novelas e mini-séries, algumas como tema de abertura. Canções como "Você abusou" foram sucesso na voz de Maria Creuza, que mais tarde se casou com António Carlos. Esta antologia foi editada em 1993.  A dupla continua actuando e gravando. Vários LPs editados.



Outros sucessos:
"Jesuíno Galo-Doido"
"Dona Flor e Seus Dois Maridos"
"Desacato"
"Toró de lágrimas"
"Mas que doidice"

Fonte: Wikipedia

Faixas / Track List:

01. Você Abusou
02. Desacato
03. Meia Noite
04. Dona Da Casa
05. Terceiro Ato
06. Toró De Lágrimas
07. Minhas Razões
08. Dona Flor E Seus Dois Maridos
09. Teimosia
10. Mudei de Idéia
11. Nego Me Chamou De Imbecil
12. Fraqueza
13. Glorioso Santo António
14. Presepada 






António Carlos Coimbra (o Elvis português)




António Carlos Coimbra (o Elvis português) 

Foi com alguma surpresa que fomos alertados pelo nosso amigo José Pestana para a excelente voz deste artista português, com um timbre inegavelmente semelhante ao do “Rei” americano do rock. 

António Carlos Coimbra é um excelente cantor e músico. Viveu em Moçambique. Já actuou nos canais da TVI e SIC e em Las Vegas no Elvis Fest de 2011. Ele e a sua banda foram considerados “ Best presentation “ (ver este site: http://antoniocarloscoimbra.wix.com/tpe ou http://www.theportugueselvis.com). 
António Carlos Coimbra, como vocalista.(o Elvis português) e os restantes membros da banda são, Domingos Silva, Erica Bianca, Jessica, Jorge Azevedo, Lino Guerreiro, Marco Tavares, Nelson Oliveira, Telma Cameira, Vicente Andrade e Virgílio Marujo.  
Como já foi referido, António passou a sua infância na ex-Colónia portuguesa de Moçambique até regressar a Portugal. Em 1977, quando ainda era uma criança, escutou Elvis na rádio. A sua mãe chorava porque o “Rei” tinha falecido e ela era apreciadora da sua música. 
António Carlos começou a conhecer melhor o “Rei” após a sua morte. Apaixonou-se pela sua música, tal como pela arte de outros grandes nomes da época como, The Beatles, Engelbert Humperdink, Tom Jones, Neil Diamond, entre outros. No entanto, o Elvis foi sempre especial! 

Tributo a Elvis Presley por António Carlos Coimbra, no Café Concerto em Pombal (2011), from Youtube.

A criança cresceu e mais tarde tornou-se músico. Cantou e tocou guitarra em diversos grupos e a solo. Ele tem o timbre semelhante ao do “Rei” naturalmente,não faz o menor esforço para o imitar em termos vocais. Após ter editado alguns álbuns de originais e “covers”, decidiu prestar tributo ao homem que mais influenciou a sua música. Foi assim que começou com um espectáculo de homenagem ao “Rei”. 
Para além destes espectáculos, escreve regularmente para outros artistas e está prestes a lançar o seu novo álbum de originais. Inclui algumas das suas melhores criações e tem contribuições de grandes amigos e músicos tais como, Monte James, Dave lamb, Joe Jesus ou Jim Purcey. 
Possui um estúdio de gravação em Vila Nova de Santo André. 





Agradecimento ao nosso amigo José Pestana (irmão de João Pestana, guitarrista do conjunto Renato Silva) que nos deu informações para a divulgação deste excelente artista português.




António Calvário - O Nosso Mundo (EP 1968)





António Calvário – O Nosso Mundo (EP-60-1008 - 1968)

António Calvário da Paz, nasceu em Moçambique em 17 de Outubro de 1938. Vem para a Metrópole, mais propriamente para Portimão, com 8 anos de idade. Depois vai para Lisboa de forma a acabar o 3º curso liceal. Tem aulas de canto com Corina Freire, antiga cantora e sua prima avó.
Em 1960 foi aclamado no Festival da Canção Portuguesa, realizado na cidade do Porto, com "Regresso". Grava o EP "O Papá e a Mamã" com Maria de Lourdes Resende que contém os temas "Amanhã Se Deus Quiser", "O Papa e a Mamã", "Melodia de Natal" e "Melodia do Berço".
Em 1961 vence o seu primeiro título de Rei da Rádio. Volta a colaborar com Maria de Lourdes Resende em "Carnaval do Estoril". É ainda o ano de "Oração de Amor" e de "O Meu Chapéu".
"Desse Amor Melhor" e "Perdão para Dois" são grandes sucessos em 1962. Recebe o Óscar da Imprensa (na primeira edição dos Prémios da Casa da Imprensa) para melhor cançonetista masculino desse ano.
Em 1963 estreia-se no teatro com o grande êxito de "Chapéu Alto". Edita os discos "O Dia Mais Longo", "Fado Hilário" e "Avé Maria dos Namorados". Grava também um disco com Los Guaireños.
Em 1964 participa na revista "Lábios Pintados" onde interpreta o tema "Tricana". Foi o primeiro vencedor do Grande Prémio TV da Canção Portuguesa, com a canção "Oração", tendo representado Portugal, pela primeira vez, no Festival Eurovisão da Canção, que decorreu na Dinamarca.
Ainda em 1964 estreia-se no cinema em "Uma Hora de Amor", realizado por Augusto Fraga, onde contracenou com Madalena Iglésias. Grava uma versão de "Sabor a Sal".
Volta a participar no Grande Prémio TV da Canção, em 1965, com "Você Não Vê", "Bom Dia" e "Por Causa Do Mar". Grava "Fados" e "Meu Coração da Madeira". Actua ainda no filme "Rapazes de Táxis" de Constantino Esteves.
A canção "Encontro Para Amanhã" fica em 6º lugar no Festival RTP da Canção de 1966. O filme "Sarilho de Fraldas", novamente com Madalena Iglésias, é um dos grandes sucessos do ano. Participa também na revista "Zero, Zero, Zé, Ordem para Pagar".
Participa no Festival RTP da Canção de 1968 com "O Nosso Mundo". É também o ano do Filme "O Amor Desceu em Pára-quedas" e da revista "Esta Lisboa que Eu Amo" que estreou no Teatro Monumental.
António Calvário e Simone de Oliveira gravam um EP com versões do filme "My Fair Lady".
Representa Portugal no I Festival da Canção Latina No Mundo, realizada no México, onde obtém o 4º lugar - o melhor lugar europeu. É editado um single com os temas "Terra de Flores" e "Canção da Juventude".
Obtém um grande sucesso com "Chorona".
Em 1969 é um dos produtores do filme O Diabo Era Outro, com Milú, Nicolau Breyner e Hermínia Silvia, que se revela um desastre financeiro e obrigou-o a actuar em vários circos, e outros locais, para conseguir pagar os encargos decorrentes desse mau investimento.
Em 1974 grava uma versão da canção "A Rosa Que Te Dei" de José Cid. Com o 25 de Abril deixa de cantar nos palcos em que estava habituado, para cantar em night-clubs e cabarets.
Depois de um longo período de ausência volta em 1977 ao teatro, no ABC, com as revistas "Põe-te na Bicha" e "Direita Volver". Da primeira resultará um grande sucesso com "Mocidade, Mocidade", da autoria de Eduardo Damas e Manuel Paião.
Em 1988 lança um disco com os temas "Adeus Isabel" e "Santa Luzia".
O disco "Canto Avé Maria" é editado em 1997 pela editora Strauss.
Em 2000 regressa aos estúdios e aos palcos com o CD "Volta" que inclui o sucesso "Nem Sequer Sei O Teu Nome".
É editada a biografia "António Calvário - A Canção de Uma Vida" da autoria do jornalista Luís Guimarães.
A comemorar 50 anos de carreira é lançado em 2008 uma compilação pela Farol com dois temas inéditos ("Cheguei estou aqui" e "Só a cantar", ambos de Ondina Santos e Vítor Talhas) e a autobiografia "Histórias da minha vida", editada pela Guerra e Paz.
Vasta discografia.




Madalena Iglésias E António Calvário - Sarilho de Fraldas (EP 1966)




Madalena Iglésias e António Calvário interpretam a canção, Num dia de Sol (1966), música de Nóbrega e Sousa e letra de César de Oliveira, no filme "Sarilho de Fraldas" (from Youtube).



Madalena Iglésias E António Calvário - Sarilho de Fraldas (EP Tecla TE 1005 - 1966). 
Orquestra dirigida por Jorge Costa Pinto.

EP retirado da banda sonora do filme "Sarilho de Fraldas", de Constantino Esteves, uma comédia de 1966, onde Madalena Iglésias contracena com António Calvário. Foi um enorme sucesso e são editados dois EPs com temas desse filme. 

Principais intervenientes no filme: 
António Calvário [Intérprete] 
António Silva [Intérprete] 
Bento Ferreira [Produção] 
Constantino Esteves [Realização] 
Cremilda Gil [Intérprete] 
Josefina Silva [Intérprete] 
Madalena Iglésias [Intérprete] 


Breve resumo do argumento:
António Calvário, involuntário raptor de um bebé (ao entrar por engano num carro igualzinho ao seu), decide cuidar da criança com a ajuda de Madalena. Percorre as estradas entre Lisboa e o Porto em companhia de Madalena Iglésias. Naturalmente, fazem umas pausas pelo caminho para cantar em palco ou pelos campos... e ficará em apuros quando é perseguido pela polícia como se de um criminoso se tratasse, pois a mãe havia participado o rapto...





Milton Nascimento e Esperanza Spalding - Milton + Esperança (2024)

Que aventura extensa é esse álbum. É tudo o que eu sempre quis de um álbum moderno do Nascimento; belas passagens, ótimas reprises (e covers!) e um sentimento de esperança e admiração. Ao ouvir esse álbum pela primeira vez, fiquei imediatamente surpreso com o quão completo ele parece. Ele não tenta ser mais do que ele mesmo; é sua própria entidade, com o jazz utilizado como uma atmosfera de apoio em vez de assumir uma posição maior. E quando faixas como A Day In The Life aparecem, enchendo você de uma esperança de recém-casado quando você já ouviu o original tantas vezes, eu me pergunto onde esse álbum esteve durante toda a minha vida. O canto de Spalding está na maioria das faixas e, com esse canto adorável, ele eleva a melancolia já sutil com ainda mais paixão e fogo por trás de músicas como "Get It By Now". Uma audição obrigatória para os amantes do Nascimento e vale a pena ouvir para qualquer outra pessoa. Há tanta variedade, mas um clima singular e distinto de felicidade para descobrir neste LP.


Floating Points - Cascade (2024)

Cascade (2024)
Vimos sua composição mais aberta, exploratória, emotiva e meditativa em Promises , colaborando com o incrível Pharoah Sanders (que em paz descanse) e a LSO para entregar um projeto minimalista cheio de jazz, eletrônica e música clássica evocativa, juntando muitas ideias e muitas personalidades musicais que Floating Points demonstraram alcançar esse álbum. Antes disso, tínhamos ideias criativas, completas, mas algo de jogo de Crush , trazendo-lhe uma personalidade que poderia ser identificada desde os lados: "¡Oh! Eso me suena un poco a Floating Points". Esses comentários começaram a ser comuns, e mais ainda se você tivesse uma criatividade fija com coisas como Kuiper e sua estreia, Elaenia , tendo uma das dinâmicas de eletrônica progressiva mais originais que ele ouviu.

Luego de Promises, estava ansioso por saber o que seguiria para Shepherd. Ei, ouvindo Cascade, estou feliz em dizer que Floating Points voltou a fazê-lo, agora com mais bangers que nunca.

Neste álbum, Shepherd é muito mais motivado por algo fijo: estrutura, estilo e som Tech House, com inspirações sonoras e criatividade mais derivadas do IDM. O que significa isso? Um Floating Points moderno unido com o que você conhece.

Uma reimaginação de Vocoder, bangers diretos como Birth4000, explosão de estilos em Fast Forward e a união de tudo no lindo Ocotillo. Todo o álbum é ridiculamente completo e dirigido a diferentes públicos, tendo uma mesma ideia principal: sonar incrível e fazer com que mova a cabeça.

É admirável e me encanta como Shepherd aqui te emociona e se diverte com uma produção futurista e, de fato, uma composição bastante progressiva. Já estamos acostumados com o que ele fez, mas aqui as músicas estão emocionadas; é como se você sempre estudasse saltando, cambiando, caminhando, movendo-se ou simplesmente tendo uma personalidade própria ao longo do álbum. Isso ajuda, porque se pelo menos uma música não estiver conectada com você, sempre haverá outro que aborde outro estilo, mas siga mantendo essa diversão, experimentação e vibração futurista de eletrônica fria e rítmica.

Tenemos canções ácidas, canções que vão mais para o dnb; é um álbum ridiculamente aberto a todos e onde todos podem desfrutar mesmo que seja um pouco. Creio que este é o objetivo deste álbum e por que é, de fato, importante para a evolução do Shepherd. É tudo o que você sabe fazer em um mesmo lugar, de uma forma pouco mais acessível do que nos projetos anteriores, mas sem deixar esses doces sons eletrônicos característicos e atmosferas imersivas dentro dos bangers da Tech House. É, basicamente, uma explosão criativa que pode ser apreciada por todos, é um álbum que você dá à mão enquanto experimenta o que você tem que experimentar, e isso se sente genial.

Para mim, este álbum é um sucesso rotundo para Floating Points, cheio de energia, vitalidade e uma emoção e progressão muito emocionante em cada música do projeto.

Simplesmente... bangers.


Premiata Forneria Marconi ‎– Un Minuto (2014, CD, Itália)



 
Recorded in Tokyo - Shibuya Duo Music Exchange, May, 31st 2014

Tracklist:
1. Introduzione (1:27)
2. Impressioni di settembre (6:04)
3. È Festa (5:50)
4. Dove ...Quando (Parte 1) (4:22)
5. Dove ...Quando (Parte 2) (4:44)
6. La carrozza di Hans (6:25)
7. Grazie Davvero (5:47)

Musicians.
Bass – Patrick Djivas
Drums, Percussion – Roberto Gualdi (5, 7)
Keyboards, Backing Vocals – Alessandro Scaglione
Violin, Keyboards [2nd Keyboardist] – Edoardo De Angelis
Vocals, Drums, Percussion – Franz Di Cioccio
Vocals, Electric Guitar, Acoustic Guitar, Twelve-String Guitar – Franco Mussida

RonRuins – Ketsunoana (1998, CD, Usa/Japan)





Tracklist:
1 Death Health
2 Burning Moon
3 Sinra Bansho
4 Possible Nuns
5 Skindiving In Tokyo Bay
6 Wam-Bam
7 Wisiwig
8 Talkin´ About Ketsunoana In The Afternoon
9 Black Hole In My Head
10 Poof!
11 Stop, Start, Die
12 Super Pussy
13 Pharmakon
14 The UFOs Have Landed
15 Big Balls
16 Swing Time

Musicians:
Bass, Vocals - Hisashi Sasaki
Drums, Vocals - Yoshida Tatsuya
Guitar, Keyboards, Vocals - Ron Anderson


Em que o mais formidável e A dupla berserk de baixo/bateria mergulha de cabeça em um ménage a trois emaranhado de espaguete com o lançador de cordas de vanguarda da Bay Area e avatar prog/punk Ron Anderson do The Molecules. Os corrosivos espasmos artísticos que se seguem são exemplares e exatamente como se poderia esperar, dado o trabalho anterior desses três.


CRONICA - WEATHER REPORT | Mysterious Traveller (1974)

 

Esta é a última contribuição do contrabaixista Miroslav Vitouš em uma única faixa. Deixa seu lugar para Alphonso Johnson, juntando-se ao tecladista Joe Zawinul, ao saxofonista Wayne Shorter, ao percussionista Dom Um Romão. Quanto à bateria, com a saída de Eric Gravatt e Herschel Dwellingham, foram substituídos durante as sessões por Ishmael Wilburn e Skip Hadden. Somam-se a isso alguns músicos adicionais: o tocador de ocarina Don Ashworth, o tocador de tabla Isacoff, os percussionistas Ray Barretto, Muruga Booker e Steve Little, bem como um quinteto vocal (Edna Wright, Marti McCall, Jessica Smith, Billie Barnum e Jim Gilstrap). Este LP de revezamento foi lançado em junho de 1974 em nome da Columbia.

Intitulado Mysterious Traveller , abre com os 10 minutos de "Nubian Sundance" captados em concerto. Faixa elástica de jazz funk tropical com sons caribenhos, feita de vocais majestosos que combinados com um piano tônico lembram Magma. Esta emocionante abertura noturna mostra que algo mudou no Weather Report. A produção é cuidadosa, o som foi modernizado por esses sintetizadores onipresentes dando uma renderização mais espacial.

De resto, o grupo caminha em duas direções que, no entanto, coexistirão em alguns lugares, pela sede de ritmo e pelo gosto pelo mistério.

Segue-se os passos de “Nubian Sundance” para um delírio tribal noturno e exótico, tudo sob controle. A funkadelia “Cucumber Slumber”, com 8 minutos de duração, traz um groove poderoso e carnal. Depois de uma introdução cativante e vagamente perturbadora, o título homônimo termina sua dança no crepúsculo e nos bairros inusitados entre Nova York e Dakar.

A outra é mais estranha e contemplativa, até meditativa. “American Tango”, uma composição de Miroslav Vitouš, brinca com as emoções com estes teclados mágicos e este sax encantador. Entre piano lânguido e sax indiferente, “Blackthorn Rose” é romântica e nostálgica. A sombria e nebulosa “Scarlet Woman” nos coloca na leveza, apesar deste sintetizador perturbador e dissonante. Aberto por um órgão quase religioso, “Jungle Book” transporta-nos delicadamente para o Extremo Oriente. 7 minutos flutuantes e etéreos que nos permitem finalizar esta cativante obra de jazz rock com infusões musicais do mundo.

Títulos:
1. Nubian Sundance
2. American Tango
3. Cucumber Slumber
4. Mysterious Traveller
5. Blackthorn Rose
6. Scarlet Woman
7. Jungle Book

Músicos:
Joe Zawinul: Teclados, Percussão, Melódica
Wayne Shorter: Piano
Miroslav Vitouš: Contrabaixo
Alphonso Johnson: Baixo
Ishmael Wilburn, Skip Hadden: Bateria
Dom Um Romão: Percussão
+
Ray Barretto, Muruga Booker, Steve Little: Percussão
Don Ashworth: Ocarina
Isacoff: Tablas
Edna Wright, Marti McCall, Jessica Smith, James Gilstrap, Billie Barnum: vocais

Produzido por: Josef Zawinul, Wayne Shorter



CRONICA - ELEVENTH HOUSE | Introducing Eleventh House with Larry Coryell (1974)

 

Se Larry Coryell goza de uma certa reputação na esfera do jazz, não podemos dizer que os seus discos feitos desde 1968 sejam sucessos comerciais. Depois de vários LPs muito bons, mas cujo rumo muitas vezes é confuso, ele entende que para entrar no jazz rock é preciso fazê-lo em grupo. Chick Corea tem seu Return To Forever, John McLaughlin sua Mahavishnu Orchestra, Herbie Hancock seu Headhunter, Joe Zawinul e Wayne Shorter seu Weather Report.

Em 1973, o guitarrista texano reuniu o baterista Alphonse Mouzon (ex-Weather Report), o tecladista Mike Mandel (presente nas duas últimas obras de Larry Coryell), o baixista Danny Trifan e o trompetista/trompista Randy Brecker. Chamando-se Eleventh House, o quinteto lançou Introducing Eleventh House with Larry Coryell em 1974 .

Ouvindo, podemos sentir que Larry Coryell está tentando se manter firme. Rufar de tambores, o breve “Birdfingers” na abertura está aí para impressionar os olhos e os ouvidos para uma sequência rápida e vertiginosa. Assim como Chick Corea fez na introdução de Hymn Of The Seventh Galaxy (1973). O groove funky de “The Funky Waltz” lembra estranhamente “Boogie Woogie Waltz” de Weather Report on Sweetnighter (1973) sem o mistério. O arpejo de guitarra celestial em “Low-Lee-Tah” evoca a Orquestra Mahavishnu. O funk sensual de “Adam Smasher” nos remete a Herbie Hancock. E quando a trombeta soa, inevitavelmente pensamos em Miles Davis. Exemplo de “Yin”, onde oscila bastante para um funk cósmico devastador. Título explosivo onde as interações entre as seis cordas elétricas, o sintetizador e o trompete são incisivas com um gibão rítmico de pânico à espreita. Antes disso temos a magistral “Joy Ride”, um jazz funk carnal com um toque um pouco exótico com esta Gibson Les Paul esculpindo solos funky de blues que se deixam levar em alguns lugares.

De resto deparamo-nos com “Tema para um Sonho”, um pequeno passeio nostálgico e mágico. Encontramos a intimista “Gratitude A So Low”, onde Larry Coryell está sozinho com seu violão. Momento de paz permitindo que o estrondoso “Ism-Ejercicio” venha com um final rastejante e espacial antes de girar. O caso termina com “Right on Y’all” para um soul funk que cheira a urgência.

Se não tiver a escala de The Inner Mounting Flame , Hymn Of The Seventh Galaxy e Sweetnighter , este primeiro esforço da Eleventh House continua a ser uma referência na esfera do jazz rock.

Títulos:
1. Birdfingers
2. The Funky Waltz
3. Low-Lee-Tah
4. Adam Smasher
5. Joy Ride
6. Yin
7. Theme For A Dream
8. Gratitude « A So Low »
9. Ism – Ejercicio
10. Right On Y’all

Músicos:
Larry Coryell: guitarra
Randy Brecker: trompete, trompa
Mike Mandel: sintetizador, piano
Danny Trifan: baixo
Alphonse Mouzon: bateria

Produzido por: Danny Weiss



Destaque

We All Together - We All Together 2 (1974)

  Continuamos com o rock peruano e todas as suas joias escondidas, agora em um estilo à la Beatles, algo que você já pode perceber pela capa...