Time: 40:01
Bonus tracks:
Musicians:

Steely Dan é considerada uma das maiores bandas de todos os tempos por combinar pop, rock, jazz, música latina e rhythm and blues com seu estilo complexo, letras enigmáticas e estilo de gravação sofisticado. Os membros fundadores Walter Becker e Donald Fagen se conheceram enquanto estudantes no Bard College em Annandale-on-Hudson, Nova York, em 1967. Após a formatura, os amigos se mudaram para o Brooklyn, onde gravaram demos e tocaram em bandas cover. Enquanto tocavam para a banda de turnê Jay & the Americans, Kenny Vance da banda apresentou Becker e Fagen a Gary Katz. Depois que Katz se mudou para Los Angeles para trabalhar como produtor da ABC Records, ele recrutou Becker e Fagen para serem compositores da equipe. Becker e Fagen formaram sua própria banda, Steely Dan, e começaram a gravar com Katz como produtor e Roger Nichols como engenheiro. Becker e Fagen eram beat nicks e basearam muitas de suas músicas em livros de beat nicks e na cultura das drogas. Eles nomearam sua banda Steely Dan em referência ao romance Naked Lunch de William S. Burroughs, que se refere a um vibrador revolucionário movido a vapor. Ao longo de sua carreira, Steely Dan produziu muitos álbuns que foram bem-sucedidos comercial e criticamente. Aqui estão os 10 melhores álbuns do Steely Dan.
Embora não seja um álbum de estúdio (Steely Dan gravou apenas 9), Alive In America é um registro de uma compilação de shows ao vivo do Steely Dan. Becker e Fagen se reuniram em 1994 após uma longa pausa após o lançamento de Gaucho em 1980. A banda excursionou por arenas para o deleite de seus fãs da década de 1970. Ouvir Alive In America é uma maneira nostálgica de revisitar as gravações de sucesso do Steely Dan. A banda contou com vários grandes músicos para a turnê, incluindo George Wadenius na guitarra, Dennis Chambers na bateria e Chris Potter no sax.
Após algumas apresentações nostálgicas da turnê Steely Dan na década de 1990, Fagen e Becker se reuniram em 2000 para gravar Two Against Nature. O sucesso desse álbum levou a dupla a gravar um nono e último álbum em 2003, Everything Must Go. Esta seria a última colaboração de Becker e Fagen antes da morte de Becker em 2017. Este item final recebeu críticas mistas, mas Fagen sentiu que foi subestimado. Os singles incluem "Blues Beach", "The Last Mall" e a faixa-título "Everything Must Go". O álbum também apresentou uma música polêmica "Godwhacker" escrita por Fagen após a morte de sua mãe de Alzheimer. Durante a turnê, Becker e Fagen foram apresentados no "Taxicab Confessions" da HBO durante a etapa de Las Vegas de sua turnê. Um DVD, "Steely Dan Confessions" foi lançado.
Gaucho foi lançado em 1980. Foi o sétimo álbum de estúdio do Steely Dan e levou 2 anos para ser gravado. O álbum inclui 42 músicos diferentes. Uma das razões para a longa gravação é um relacionamento tenso entre Becker e Fagen. Becker também passou 6 meses em um hospital se recuperando de ferimentos sofridos quando foi atropelado por um carro. Ele continuou a trabalhar com Fagen por telefone durante sua recuperação . Os singles do álbum incluíam "Hey Nineteen", "Babylon Sisters" e "Time Out of My Mind". Gaucho ganhou o prêmio Grammy de Melhor Gravação Não Clássica Projetada. Apesar do sucesso, Becker e Fagan pararam de gravar pelos próximos 20 anos.
Can't By A Thrill foi lançado em 1972 como o álbum de estreia do Steely Dan. Escrito por Becker e Fagen, era uma mistura de soft rock, folk rock e pop rock e estilos de jazz que definiriam a banda nos álbuns que viriam. Foi um sucesso comercial, alcançando a posição #17 na Billboard 200 Chart e certificado como platina. O título é uma referência a uma música de Bob Dylan. Os singles incluem "Dallas", "It Again" e "Fire In the Hole", uma referência à Guerra do Vietnã.
Two Against Nature foi o álbum mais aguardado do Steely Dan em vinte anos. O oitavo álbum de estúdio da banda foi lançado em 2000. Seus singles incluíam "Gaslighting Abbie", "Cousin Dupree" e "West Hollywood". Foi um sucesso comercial, alcançando a posição #6 na Billboard 200 Chart. A banda também fez turnê novamente. O álbum ganhou vários prêmios Grammy, incluindo Álbum do Ano, surpreendendo os indicados , que incluíam NSYNC, Brittany Spears, Radiohead, Beck e Eminem.
Katy Lied alcançou a posição #3 nas paradas dos EUA e foi o quarto álbum certificado de ouro do Steely Dan. Foi também o primeiro álbum do Steely Dan que não contou com todos os cinco principais membros de sessão do grupo. Jim Hodder, Denny Dias e Jeff “Skunk” Baxter deixaram a banda. Baxter passou a tocar para os Doobie Brothers. Katy Lied e Steely Dan foram um sucesso, apesar de perderem esses membros. Becker e Fagen continuaram a usar músicos de sessão profissionais para preencher o vazio. Cameron Crowe, da Rolling Stone, deu uma boa crítica ao álbum e observou que ele inclui uma variedade de andamentos e foi um “prenúncio” dos álbuns do Steely Dan que viriam. Katy Lied inclui Michael McDonald nas letras de apoio. Ele apresenta singles populares, incluindo “Black Friday”, “Doctor Wu”, Bad Sneakers” e “Daddy Don't Live In That New York Anymore”.
Pretzel Logic foi um sucesso comercial e de crítica. O terceiro álbum de estúdio do Steely Dan foi lançado em 1974. Era diferente dos dois primeiros álbuns da banda porque suas músicas eram mais curtas e menos instrumentais. Elas foram escritas no formato típico de música pop de 3 minutos. As músicas continham mais piano do que os álbuns anteriores, com mais estilo blues e refrões jazzísticos. Os singles incluíam "Rikki Don't Lose My Number", "Horace's Silver", "Parker's Band" e "Song For My Father". O álbum alcançou a posição #8 na Billboard 200 Chart e foi o terceiro álbum certificado como Ouro do Steely Dan.
The Royal Scam foi lançado em 1976 e é o quinto álbum de estúdio do Steely Dan. Ele subiu para o 15º lugar na parada Billboard 200 e foi certificado como ouro. O álbum tem muita guitarra. Becker e Fagen contrataram vários guitarristas profissionais para gravar, incluindo Denny Dias, Larry Carlton, Elliot Randall e Dean Parks. Ele também contou com o baterista de sessão Bernard Purdie. O single "Haitian Divorce" rapidamente se tornou um sucesso no Reino Unido. Um dos singles mais populares "King Charlemagne", que é vagamente baseado em um fabricante de drogas alucinógenas no livro de Hans Bauman "Cave of Altimara" e no poema de Charles Keats "Ode to a Grecian Urn".
Countdown to Ecstasy foi o segundo álbum de estúdio do Steely Dan e considerado um dos melhores. Lançado em 1973, o estilo do Steely Dan já estava estabelecido e os críticos adoraram. O álbum foi gravado no Caribou Ranch no Colorado e em um estúdio de gravação em Los Angeles. David Palmer cantou os vocais no álbum anterior do Steely Dan e em turnês, mas Katz convenceu Fagen a executar os vocais em todas as músicas do Countdown to Ecstasy, mesmo em turnê, o que Fagen estava hesitante em fazer. O álbum apresenta a popular canção "My Old School", que tem referências aparentes a uma apreensão de drogas em que Becker e Fagen estavam envolvidos no Bard College. A música de abertura do álbum "Bodhisattva" é sobre a iluminação espiritual que só pode ser recebida se os bens materiais forem descartados.
Aja (pronuncia-se "Asia") foi o sexto álbum de estúdio do Steely Dan lançado em 1977 e considerado o melhor deles em termos de crítica e comercial. Ele apresenta músicas com a mistura clássica de pop rock do Steely Dan misturada com jazz suave, mudanças de acordes sofisticadas e produção perfeccionista. O primeiro single "Peg" contou com Michael McDonald nos vocais de apoio e vários instrumentistas profissionais. "Deacon Blues" foi um sucesso comercial instantâneo. Outras músicas do álbum incluem "Josie" e "Black Cow". Aja foi o álbum mais vendido do Steely Dan e ficou em terceiro lugar na parada de álbuns dos EUA por 3 semanas. O álbum leva o nome de um amigo de escola de Fagen que se casou com uma coreana. Foi a primeira turnê em que o Steely Dan contratou um empresário.

Lado A: One Goodbye in Tem (Album Mix)
Lado B: One Goodbye in Tem (Simon Law Mix)
Cooltempo, 1993
Apesar de ter já alguns máxis editados – um primeiro, Aiming at Your Heart, assinado como Shara Nelson & The Circuit e lançado em 1983 pela On U-Sound – muitos de nós descobriram Shara Nelson através dos Massive Attack.
A sua presença vocal em Daydreaming ou Unifinished Sympathy (os dois primeiros singles extraídos de Blue Lines) foi espantosa e ninguém ficou admirado quando, dois anos depois, ela estava de novo a gravar em nome próprio, mas desta vez com uma plateia de atenções à sua espera.
Prince Be, dos PM Dawn e os rapazes dos St. Etienne foram chamados para colaborar na escrita de canções de What Silence Knows, um álbum de estreia a solo que caminhou entre a pop e a música soul, um pouco como o faziam alguns nomes da Motown nos anos 60. E este foi o single de travo mais “clássico” extraído do seu alinhamento.

Lado A: Todo o Mundo e Ninguém
Lado B: É Tempo De Pensar Em Termos De Futuro
(Columbia/Valentim de Carvalho, 1970)
O ano de 1970 assiste à edição do álbum de estreia do Quarteto 1111, disco que foi brindado com o lápis da censura que ali reconheceu uma série de temáticas incómodas, sobretudo ao falar-se de emigração, de negritude e da guerra em África. Clássico maior da primeira etapa de uma vivência pop/rock made in Portugal, o disco é igualmente um marco na história da relação deste universo musical com o espaço da canção política.
Mas mesmo vetados pela censura, os elementos do Quarteto 1111 não ficaram de boca calada. E no mesmo ano, assinalando a entrada no grupo de Tozé Brito, um outro single encontra em palavras de outros tempos um veículo para, afinal, falar do Portugal de então.
Todo o Mundo e Ninguém parte de palavras de Gil Vicente sobre as quais José Cid e Tozé Brito compõem a música. Suave, numa toada cool, é uma das melhores canções do Quarteto 1111 e , curiosamente, uma das menos vezes citadas. Estatuto que mudou um pouco depois de, recentemente, um fragmento desta canção ter sido samplado para Marcy Me um tema do álbum 4:44 quer Jay-Z editou em 2017.

Lado A: Flor Magoada / Inês, Mulher de Pedro
Lado B: Bem Querer, Mal Viver / Cantiga de Chegando-se
Valentim de Carvalho, 1969
Com um primeiro registo em disco lançado em 1967 no EP That’s All, dos Sheiks, Fernando Tordo conheceu em 1969 as suas primeiras edições em nome próprio, todas elas em formatos de 45 rotações. Lançou então três discos. Um deles um EP com o título de Cantiga, que assegurou nesse ano a sua primeira participação no Festival da Canção. Depois um single com uma versão de Windmills Of Your Mind, canção composta por Michel Legrand para a banda sonora do filme The Thomas Crown Affair. E depois Bem Querer, Mal Viver, um outro EP no qual fixou mais profundamente uma parceria criativa que, com a poesia de José Carlos Ary dos Santos, caracterizou a escrita das suas canções até inícios da década de 80.
Tinham sido apresentados nos escritórios da Valentim de Carvalho (então no Chiado) numa ocasião em que Fernando Tordo ali fora para tratar de questões contratuais ligadas ao seu EP de estreia. E logo nesse ano a colaboração entre ambos ganhou forma não apenas no lado B de Windmills of Your Mind – com Maré Vida – mas, com maior visibilidade ainda nas quatro canções de Bem Querer, Mal Viver, todas elas assinadas em parceria salvo a belíssima faixa que dá título ao disco na qual Jaime Queimado é creditado como um terceiro autor.
O disco é uma pérola algo esquecida na obra de Fernando Tordo, revelando quatro delicadas canções moldas moldadas por arranjos orquestrais de Joaquim Luis Gomes e entre as quais por vezes emergem ecos de música de outros tempos (como sucedera recentemente com algumas criações do Quarteto 1111). De resto, Inês Mulher de Pedro quase nos mergulha na sugestão de uma viagem no tempo, sem necessariamente procurar um realismo de época.
O disco foi gravado nos estúdios da Valentim de Carvalho em Paço de Arcos e teve produção a cargo de Manuel Jorge Veloso. Três das canções do alinhamento deste EP (todas salvo Inês Mulher de Pedro) surgiram em 2008 na compilação Os Primeiros Êxitos de Carlos Mendes e Fernando Tordo (curiosamente o primeiro era a voz principal dos Sheiks que o segundo foi substituir em 1967).

Lado A: Something Stupid / Costin’ *
Lado B: Winchester Carthedral** / Sugar Town
Reprise Records, 1967
(*) Nancy Sinatra (**) Frank Sinatra
Composta por C Carson Parks e originalmente gravada por ele e a sua mulher Gaile Foote em 1966 (sob o nome de dupla Carson & Gale), Somethin’ Stupid ganhou visibilidade global quando, um ano depois, a canção conheceu uma nova versão por uma dupla diferente, esta de pai e filha.
O já veterano Frank Sinatra e a filha Nancy (que recentemente conquistara atenções maiores com These Boots Are Made For Walkin’) mostrara a gravação original a Lee Hazlewood, produtor de Nancy (e depois co-protagonista de importantes parcerias com a cantora). E logo Frank terá deixado claro que, não querendo Lee cantá-la ele mesmo o faria.
Marcaram estúdio e pai e filha gravaram a canção no mesmo dia em que Frank Sinatra trabalhava num outro disco de colaboração que faria história, esse com António Carlos Jobim. A versão de Somethin’ Stupid conta com arranjo e direção de orquestra de Ernie Freeman.
Editado em março de 1967 Somethin’ Stupid surgiou em várias edições diferentes pelo mundo fora, entre as quais este EP então editado pela Reprise no Reino Unido (onde chegaria ao número um).
O EP inclui ainda duas canções de Nancy e uma do pai. O tema principal surgiu depois no álbum The World We Knew, de Frank Sinatra, editado também em 1967.

Lado A: “Oração” de António Calvário / “Manhã” de Guilherme Kjolner
Lado B: “Balada das Palavras Perdidas” de Madalena Iglésias / “Amar é Ressurgir” de Marina Neves
EP Alvorada, 1964
O concurso da RTP que hoje conhecemos como Festival da Canção surgiu em 1964 com uma designação mais extensa… Era o Grande Prémio TV da Canção Portuguesa e entrava em cena para assegurar a escolha da canção que faria a estreia de Portugal na edição desse ano do Festival Eurovisão da Canção.
É mais do que sabido que a vitória coube a Oração, de António Calvário, uma canção de João Nobre, Francisco Nicholson e Rogério Bracinha, e que depois, em Copenhaga, não só houve uma manifestação ativista contra Salazar e Franco em pleno programa (algo que as câmaras não mostraram, sentindo-se contudo o ruído do sucedido na sala) como a representação portuguesa acabou a noite com zero pontos, facto que muitas vezes é referido como possível nota de protesto de uma Europa democrática contra um país a viver sobre uma ditadura. Os zero pontos, contudo, no sistema de votação então vigente, não eram contudo um saldo invulgar para muitas das canções concorrentes.
A canção de António Calvário teve edição num EP então lançado pela Valentim de Carvalho. Ao mesmo tempo a editora Alvorada traduziu a relevância do novo concurso que então surgia com uma série de EP que juntaram as canções participantes. Neste volume um encontramos, além da Oração de António Calvário, encontramos Manhã de Giulherme Kjolner (4º lugar), Balada das Palavras Perdidas de Madalena Iglésias (5º lugar) e Amar é Ressurgir de Marina Neves (8º lugar). Ao todo foram 12 as canções concorrentes em 1964.

Lado A: Whispers (edit)
Lado B: The Horsman
Polydor Japan, 1982
Quantas vezes uma campanha publicitária acaba por dar visibilidade não apenas ao produto que anuncia mas também à música usada na respetiva banda sonora? Um caso pode ser apontado a uma campanha da TDK no Japão que usou um instrumental do álbum The Anvil dos Visage.
E nasce aí a razão pela qual, ao invés do que sucedeu noutras paragens, onde The Damned Don’t Cry e Night Train foram os singles extraídos do álbum, no Japão um terceiro 45 rotações tenha sido gerado a partir deste álbum com o mais inesperado… Whispers. O tema instrumental surge no 45 rações num edit mais curto do que a versão que encontramos no alinhamento do álbum.
Para o lado B foi escolhido o tema The Horseman, canção do mesmo álbum para a qual chegou a ser criado um teledisco (com rodagem feita no Egito).

Lado A: A Boca do Lobo
Lado B: Liberdade Económica
Sassetti, 1975
A edição de 1975 do Festival da Canção é um verdadeiro “case study”… Em pleno PREC, com o discurso político a dominar as conversas do quotidiano e as vozes mais ligadas à canção política a conhecer um momento de natural protagonismo no plano da edição e divulgação discográfica, o concurso acaba por refletir esse ar dos tempos… Concorrem, entre outros, nomes como os de José Mário Branco (com o GAC), Jorge Palma, Paulo de Carvalho, Duarte Mendes (que venceria) ou Paco Bandeira. Sérgio Godinho entrou também no concurso, embora apenas como autor, tendo chamado Carlos Cavalheiro para interpretar a canção.
O cantor, que nesse mesmo ano edita o álbum Bota Fora, assinado a meias com Júlio Pereira – álbum no qual exploram caminhos do rock progressivo – surge assim entre os concorrentes, defendendo a canção A Boca do Lobo. A canção terminou a noite com 59 pontos, apenas dois a menos do que a Madrugada vencedora.
Alejandro Fernández Alejandro Fernández Abarca ( aleˈxandro ferˈnandes ) é um cantor mexicano. Natural de Guadalajara , é conhecido como ...