sexta-feira, 4 de abril de 2025

Accept - Eat The Heat [1989]

 



A idéia de que Accept sem Udo não existe foi derrubada e esmagada com o mais recente álbum do grupo, Blood Of The Nations. Afinal de contas, Mark Tornillo assumiu o microfone com garra e qualidade, mostrando que havia vida sem o cantor original – some a isso composições realmente inspiradas, em um dos melhores momentos da história da banda. Mas antes mesmo desta experiência, o lendário grupo alemão já havia tentado substituir o baixinho, com o então novato norte-americano David Reece. As questões nessa mudança foram muito maiores, já que o fator mercadológico influenciou bastante a decisão, já que Wolf Hoffmann e companhia queriam se adaptar ao que estava em alta no mercado.

O resultado pode ser conferido em Eat The Heat, disco que em vários momentos se distancia bastante do que poderíamos esperar da marca Accept. A produção foi de Dieter Dierks, que já havaia trabalhado com a banda nos clássicos Balls To The Wall e Metal Heart, além do extenso currículo junto aos conterrâneos do Scorpions. A americanização fica clara, em claras tentativas de se adaptar ao Hard Rock que fazia sucesso à quela altura dos acontecimentos. Por isso, se você conversar com qualquer admirador ferrenho pode ouvir críticas duras ao trabalho. Mas, diferenças à parte, podemos encontrar grandes momentos durante a audição.



A primeira coisa que se deve compreender é o fato de a voz de Reece ser totalmente diferente da de Udo. Então, não mentalizem o Pato Donald com uma lança em mãos pronto para atacar em uma explosão de raiva – não estou falando isso de modo depreciativo, é claro. Deixando isso de lado, o negócio é apreciar sons de primeira categoria, como a abertura com “X-T-C” e “Generation Clash”, primeiro single do álbum. Ambas foram posteriormente regravadas com os vocais do senhor Dirkschneider, que sempre admitiu publicamente que havia coisa boa no material de Eat The Heat.

Outros destaques vão para o Hard pegado de “Chain Reaction” e “Love Sensation”, além da veia mais Heavy em “Turn The Wheel” e na potente “Hellhammer” (cacetada certeira, minha preferida do disco). Até o momento bunda-mole, com “Mistreated”, ficou bacana, especialmente pelo show de interpretação de David. Outra que figurou entre as preferidas dos fãs foi “D-Train”, que fecha o play convidando ao bate-cabeça em alta potência. A tentativa de adaptação ao mercado falhou miseravelmente, com uma modesta 139ª posição na parada norte-americana. A turnê também não teve grandes momentos, com a banda tocando em lugares menores que o usual. Mas com o tempo, o trabalho passou a ser compreendido e ganhou status de ‘cult’.



Com o fracasso, a banda se dissolveu temporariamente, com David Reece – que, reza a lenda, teria saído na mão com o baixista Peter Baltes, embora nenhum confirme – montando na sequência o excelente Bangalore Choir, uma das melhores bandas de Hard Rock que poucos conhecem de todos os tempos. O Accept retornou com Udo, mas as brigas nunca cessaram, levando ao final definitivo. Anos mais tarde, uma rápida tour de reunião e a volta com Tornillo assumindo o microfone e reconduzindo a banda ao patamar que merece. Apesar dos pesares, Eat The Heat é um disco que merece estar na coleção de quem gosta de um Rock pesado e melódico na medida certa.

David Reece (vocals)
Wolf Hoffmann (guitars)
Jim Stacey (guitars)
Peter Baltes (bass)
Stefan Kaufmann (drums)

01. X-T-C
02. Generation Clash
03. Chain Reaction
04. Love Sensation
05. Turn the Wheel
06. Hellhammer
07. Prisoner
08. I Can't Believe in You
09. Mistreated
10. Stand 4 What U R
11. Break the Ice
12. D-Train




1955 - Le tour de chant d'Édith Piaf à l'Olympia - n. 3

 




01 - Comme Moi (Senlis - Delécluse - Marguerite Monnot)
02 - Salle D'Attente (M. Rivgauche - Marguerite Monnot)
03 - Les Prisons Du Roy (M. Rivgauche - Irving Gordon)
04 - La foule (M. Rivgauche - A. Cabral)
05 - Les Grognards (P. Delanoë - H. Giraud)
06 - Mon Manège À Moi (J. Constantin - N. Glazberg)
07 - Bravo Pour Le Clown (Henri Contet - Louiguy)
08 - Hymne À L'Amour (Édith Piaf - Marguerite Monnot)






1941-1950 - Bidu Sayão - Opera Arias and Brazilian Folksongs

 



01 - Villa-Lobos - Bachiana brasileira no.5, L Rose,cello [1945]
02 - Gounod - Roméo et Juliette - Je veux vivre, Leinsdorf [1941]
03 - Gounod - Faust - Roi de Thulé - F.Cleva [1945]
04 - Gounod - Faust - Jewel Song - F. Cleva [1945]
05 - Massenet - Manon - Je suis encore tout étourdie - F.Cleva [1945]
06 - Massenet - Manon - Restons ici...Voyons, Manon - P.Cimara [1947]
07 - Massenet - Manon - Adieu, notre petite table - F. Cleva [1945]
08 - Massenet - Manon - Obéissons - Leinsdorf [1941]
09 - Hahn - Si mes vers avaient des ailes - P.Breisach [1950]
10 - Duparc - Chanson triste - P. Breisach [1950]
11 - Debussy - L'enfant prodigue - L'année en vain chasse - P.Breisach [1950]
12 - Debussy - De fleurs - M Charnley, piano [1947]
13 - Ravel - L'enfant et les sortilèges - Toi, le coeur de la rose - Charnley [1947]
14 - Koechlin - Si tu le veux - Charnley, piano [1947]
15 - Moret - Le Nelumbo - Charnley, piano [1947]
16 - Ernani Braga - Folk Songs of Brazil - Nigue, nigue, ninhas [1947]
17 - Ernani Braga - Folk Songs of Brazil - Capim di Pranta [1947]
18 - Ernani Braga - Folk Songs of Brazil - O' kinimba [1947]
19 - Ernani Braga - Folk Songs of Brazil - Sao Joao da Ra Rao [1947]
20 - Ernani Braga - Folk Songs of Brazil - Engenho Novo [1947]
21 - Ernani Braga - Folk Songs of Brazil - A Casinha pequenina [1947]
22 - Ernani Braga - Folk Songs of Brazil - Meu boi barroso [1947]
23 - Ernani Braga - Folk Songs of Brazil - Ogunde varere [1947]






1958 - Ângela Maria - Para Você Ouvir e Dançar





01 - Salve a cabrocha
02 - Duas contas
03 - Falemos de nós
04 - Nunca mais
05 - Deus me perdoe
06 - Doutor Batucada
07 - Drume negrita
08 - Amendoim torradinho
09 - Por causa de você
10 - Se todos fossem iguais a você
11 - Nunca jamais
12 - Balada triste

MUSICA&SOM




1965 - Lana Bittencourt - Lana no 1800

 



01. Medley:
- A voz do povo (Luiz Vieira – João do Vale)
- O neguinho e a senhorita (Noel Rosa de Oliveira-Abelardo da Silva)
- É um só (Gaya)
- Acender as velas (Zé Keti)
- Zelão (Sergio Ricardo)
- Nega maluca (Evaldo Ruy-Fernando Lobo)
- Implorar (Kid Pepe-Germano Augusto-Gaspar)
- Arrependimento (Cristóvão de Alencar-Silvio Caldas)
- É bom parar (Rubens Soares)
- Me deixa em paz (Monsueto-Airton Amorim)
- Está chegando a hora (Rubens Campos-Henricão)
02. Castigo (Dolores Duran)
03. Ma vie (A. Barrière)
- Au revoir (Vidalin-Becaud)
04. Come te no c’e nessuno (Vassalo – Migliacci)
- Io che amo solo te (Endrigo)
- Amore scusami (Pallavicini-Mescoli)
05. Perseguição (Adelino de Souza – Carlos da Maia)
06. Summertime (Heyward – Gershwin)
- Singin’ in the rain (Brow-Freed)
- More (Ortoloni-Ciorciolini-Oliviero)
- My funny valentine (Rodger-Hart)






1994 - Gorecki - Kleines Requiem, Harpsichord concerto, Good Night (Zinman, Stenz, Chojnacka, Upshaw)

 




Orquestra: London Sinfonietta

Kleines Requiem für eine Polka
David Zinman: Regente

Concerto for Harpsichord and String Orchestra
Markus Stenz: Regente
Elzbeita Chojnacka: Cravo

Requiem 'Good Night'
Dawn Upshaw: soprano
David Hockings: tam-tams
John Constable: piano
Sebastian Bell: flauta contralto

01 - Kleines Requiem fur eine Polka - I. Tranquillo
02 - Kleines Requiem fur eine Polka - II. Allegro impetuoso - marcatissimo
03 - Kleines Requiem fur eine Polka - III. Allegro - deciso assai
04 - Kleines Requiem fur eine Polka - IV. Adagio cantabile
05 - Concerto for Harpsichord & String Orchestra - I. Allegro molto
06 - Concerto for Harpsichord & String Orchestra - II. Vivace
07 - Good Night - I. Lento (adagio) - tranquillo
08 - Good Night - II. Lento tranquillissimo
09 - Good Night - III. Lento - largo dolcissimo - cantabillissimo




Renaissance - Illusion (1971)

 


Ano: 1971 (CD 1995)
Gravadora: Repertoire Records (Alemanha), REP 4513-WY
Estilo: Rock, Art Rock
País: Londres, Reino Unido
Duração: 42:33

Após uma turnê americana para promover seu primeiro álbum, a banda retornou ao estúdio na primavera de 1970 para começar a trabalhar em seu segundo. A banda gravou "Love Goes On", "Golden Thread", "Love Is All" e "Face of Yesterday" antes de começarem a se desfazer. Keith Relf e Jim McCarty foram os primeiros a sair, decidindo deixar de ser membros atuantes, mas permanecer envolvidos com a produção e composição da banda. John Hawken recrutou o vocalista Terry Crowe e o guitarrista Michael Dunford (ambos da banda anterior de Hawken, The Nashville Teens), bem como o baterista de sessão Terry Slade para substituir Relf e McCarty. Louis Cennamo saiu logo depois para se juntar ao Colosseum. O baixista Neil Korner, outro ex-membro do The Nashville Teens, o substituiu.
Esta nova formação de 6 pessoas gravou uma composição de Dunford, "Mr. Pine". No entanto, devido à falta de material para o álbum, a formação original (já dissolvida) se reuniu novamente, menos Hawken e mais o tecladista convidado Don Shinn, para gravar "Past Orbits of Dust". Logo após a conclusão da gravação, os dois únicos membros originais restantes - Jane Relf e John Hawken - deixaram a banda, para serem substituídos por Anne-Marie "Binky" Cullom e John Tout, respectivamente.
"Mr. Pine" é a única faixa em um álbum do Renaissance onde os membros da formação original (Hawken, Jane Relf) são ouvidos juntos com um membro da formação clássica (Dunford). Inclui um tema que foi usado mais tarde na canção muito mais conhecida do Renaissance "Running Hard" (de Turn of the Cards, 1974).
Uma faixa gravada durante as sessões do Illusion, uma canção bastante curta chamada "Statues", não foi usada no álbum. Foi finalmente lançada em 2002 no álbum Live + Direct. O álbum original foi relançado em CD em 1995 pela Repertoire Records.
Illusion foi o primeiro álbum do Renaissance a apresentar letras de Betty Thatcher, que trabalharia com a banda durante todo o seu período "clássico" (1972–79) e além. Thatcher foi trazida para a banda por sua amiga Jane Relf.


01. Love Goes On (02:51)
02. Golden Thread (08:15)
03. Love Is All (03:40)
04. Mr. Pine (07:00)
05. Face Of Yesterday (06:06)
06. Past Orbits Of Dust (14:39)





Mountain - Avalanche [Japan Ed.] (1974)

 


Ano: Julho de 1974 (CD ????)
Gravadora: Sony Music (Japão), SICP 1786
Estilo: Hard Rock, Rhythm and Blues
País: Long Island, Nova York, EUA
Duração: 41:44

Vindo logo após o Twin Peaks ao vivo, este lançamento apresenta um som mais voltado para a guitarra do que os esforços anteriores. Os destaques incluem o cover de "Whole Lotta Shakin' Goin' On" de Jerry Lee Lewis e "You Better Believe It", este último soando como um retorno aos dias de Climbing. O resto, no entanto, parece que poderia ter sido deixado enterrado sob o Avalanche. Tudo foi ladeira abaixo depois disso.

01. Wholle Lotta Shakin' Goin' On (05:06)
02. Sister Justice (03:59)
03. Alisan (04:42)
04. Swamp Boy (02:55)
05. Satisfaction (05:16)
06. Thumbsucker (03:21)
07. You Better Believe It (05:48)
08. I Love To See You Fly (03:47)
09. Back Where I Belong (02:59)
10. Last Of The Sunshine Days (03:47)




Cyndi Lauper - True Colors - The Best Of Cyndi Lauper [2CD.] (2009)



Ano: 1983-1996 (CD 12 de junho de 2009)
Gravadora: Sony Music (Europa), 88697536562
Estilo: Pop, Dance Pop, New Wave
País: Nova York, EUA (22 de junho de 1953)
Duração: 74:48, 68:56

True Colors: The Best of Cyndi Lauper é um álbum de compilação de 2009 de Cyndi Lauper, lançado exclusivamente na Austrália, Nova Zelândia e União Europeia como parte do Sony Camden, uma gama de orçamento de compilações da Sony Music.
O conjunto apresenta dois discos, ambos com 18 músicas, abrangendo desde o início da carreira de Lauper (She's So Unusual de 1983) até Sisters of Avalon de 1996. Todos os álbuns de estúdio do período são representados, e colocados ao lado da maioria dos singles dessa época estão várias faixas do álbum. As músicas não são colocadas em ordem cronológica. Todas as faixas de A Night to Remember (exceto "Intro", "A Night to Remember" e "Insecurious") aparecem no conjunto. Na verdade (excluindo as duas últimas músicas ausentes), as faixas 6 a 13 no segundo disco desta compilação são uma replicação exata da ordem das faixas em A Night to Remember. A capa do álbum foi usada pela primeira vez como capa para seu cover de "What's Going On" de Marvin Gaye.

01. Girls Just Want To Have Fun (03:56)
02. Time After Time (04:02)
03. True Colors (03:49)
04. I Drove All Night (04:13)
05. She Bop (03:49)
06. Iko Iko (02:10)
07. When You Were Mine (05:03)
08. Change Of Heart (04:25)
09. All Through The Night (04:30)
10. What's Going On (03:51)
11. The World Is Stone (04:18)
12. Maybe He'll Know (04:26)
13. Hat Full Of Stars (04:29)
14. Who Let In The Rain (04:37)
15. Money Changes Everything (05:03)
16. Sisters Of Avalon (04:21)
17. Unhook The Stars (03:58)
18. The Goonies 'R' Good Enough (03:40)

01. Calm Inside The Storm (03:58)
02. Lies (03:41)
03. Boy Blue (04:48)
04. Someone Like Me (04:06)
05. The Faraway Nearby (03:02)
06. Primitive (03:50)
07. My First Night Without You (03:03)
08. Like A Cat (03:25)
09. Heading West (03:56)
10. Unconditional Love (03:57)
11. Dancing With A Stranger (04:13)
12. I Don't Want To Be Your Friend (04:23)
13. Kindred Spirit (01:19)
14. Hole In My Heart (All The Way To China) (04:00)
15. That's What I Think (04:19)
16. Sally's Pigeons (03:50)
17. Dear John (03:42)
18. You Don't Know (05:15)




Beckett - Beckett (1974)

 


Ano: 1974 (CD 2017)
Gravadora: Second Harvest (Rússia), 430
Estilo: Hard Rock
País: Reino Unido
Duração: 43:13

Beckett foi uma banda inglesa de hard rock formada em Newcastle upon Tyne em 1970. A banda lançou um álbum autointitulado em 1974 e se separou logo depois. O vocalista original Rob Turner morreu em um acidente de carro e foi substituído por Terry Wilson-Slesser, que mais tarde se apresentaria com Back Street Crawler e depois Geordie, cujo vocalista anterior Brian Johnson saiu para se juntar ao AC/DC em 1980.
Em 2017, o compositor do Beckett, Brian Ingham, processou o Iron Maiden por violação de direitos autorais sobre duas músicas populares, "Hallowed Be Thy Name" e "The Nomad", que retiraram seções musicais e letras da música "Life's Shadow". O empresário do Iron Maiden, Rod Smallwood, era o agente do Beckett e um adolescente Steve Harris viu a banda tocar essa música ao vivo. Harris e Dave Murray fizeram um acordo com um dos compositores creditados, Robert Barton. Ingham não sabia do assunto até 2011 e Barton alegou ser o único compositor durante o acordo original. O Iron Maiden parou de tocar Hallowed Be Thy Name em sua turnê de 2017 como resultado. A questão foi resolvida fora do tribunal em março de 2018.

01. One Upon a Time... The End (00:55)
02. Rolling Thunder (05:23)
03. Rainclouds (05:10)
04. Life's Shadow (06:51)
05. New Dawn Chorus (01:02)
06. A Rainbow's Gold (04:40)
07. Don't Tell Me I Wasn't Listening (05:30)
08. Green Grass Green (04:35)
09. My Lady (03:26)
10. True Life Story (05:36)