quinta-feira, 12 de junho de 2025

Review: Alter Bridge - The Last Hero (2016)

 




Evolução é uma palavra que define a trajetória do Alter Bridge. A banda, que lançou seu primeiro álbum - One Day Remains - em 2004, mostra cada vez mais uma incrível maturidade e evolui seu som e sua musicalidade a cada novo trabalho. Ainda pouco divulgada pela mídia especializada e pelas rádios brasileiras, a banda merece ter seu nome entre as principais referências do hard rock atual.

Com The Last Hero, o Alter Bridge mais uma vez dá um passo adiante e nos brinda com um dos grandes discos do ano. Notamos também a evolução de Myles Kennedy (vocal) e Mark Tremonti (guitarra) como compositores, apresentando algumas das melhores letras de toda a discografia do quarteto.

"Show Me a Leader" inicia os trabalhos com uma pedrada, mostrando a habilidade Tremonti como um grande criador de riffs. “The Writing on the Wall", que fala sobre o aquecimento global, sem dúvida é um dos pontos altos do disco, apresentando a banda no seu auge, com riffs memoráveis, uma cozinha consistente e os vocais inigualáveis de Myles.

Uma das músicas mais interessantes é "The Other Side". Mais uma vez, Tremonti cospe seus riffs de forma agressiva, mas os vocais de Myles são o destaque na música. Com sua interpretação, o vocalista consegue dar um ar de filme de terror para a canção, uma música que se destaca na discografia do grupo e mais uma vez mostra como os caras não se acomodam.

"My Champion" e "Poison in Your Veins" são as duas músicas que mais remetem aos dois primeiros álbuns da banda, mas sem soarem como algo repetitivo. "Cradle to the Grave" é a prova de que a banda sabe compor canções que soam ao mesmo tempo pesadas e muito melódicas.

"You Will Be Remembered", que fala sobre soldados americanos que perderam a vida na guerra, tem tudo para ser uma das favoritas dos fãs, com uma interpretação maravilhosa de Myles Kennedy e um solo incrível de Mark Tremonti. Fechando o disco e deixando o ouvinte com gosto de quero mais, a faixa-título combina peso, melodia cativante e mais uma belíssima composição de Kennedy. 

Mesmo com 13 faixas, sendo a grande parte com mais de cinco minutos, em nenhum momento a audição se torna cansativa. Pelo contrário, cada novo verso nos deixa curiosos para ver o que vem pela frente.

Com The Last Hero o Alter Bridge dá mais um passo adiante para se colocar entre os principais nomes do rock atual, aliando peso, melodia, belas canções e uma banda afiadíssima.






 

Review: Scorpion Child - Acid Roulette (2016)

 




O Scorpion Child chegou ao mundo com os dois pés na porta. Formada em 2006 por Aryn Jonathan Black (vocal), Chris Cowart (guitarra solo), Torn “The Mole” Frank (guitarra base), Shaun Avants (baixo) e Shawn Alvear (bateria), a banda lançou seu álbum de estreia autointitulado em 2013 pela Nuclear Blast. Nesse disco o quinteto recebeu grande reconhecimento da crítica especializada e figurou nas mais variadas listas de melhores álbuns daquele ano.

Em seu segundo lançamento, o Scorpion Child mantém a sua viagem pelas empoeiradas estradas de Austin, no Texas (cidade de origem do grupo), a bordo de um possante carro conversível. A banda explora ainda mais suas referências no vasto mundo do classic rock, como havia feito no álbum anterior. Com suas venenosas guitarras e o timbre agudo bem peculiar do vocalista Aryn Black, a banda faz um disco puramente setentista em pleno 2016, sem soar datado e saudosista demais.

"She Sing, I Kill" inicia o play exibindo a sua sequência de riffs de altíssima qualidade. A faixa seguinte, "Reaper’s Dance”, põe um ritmo alucinante e frenético no disco. Vale a pena destacar também "My Woman in Black" com suas batidas chapadas, riffs bem elaborados e refrão pegajoso. 

A faixa-título inicia-se como uma balada que se desenvolve pegando ritmo e desembarcando em um excelente solo de teclado, coisa raríssima de se ouvir nos dias atuais. Por falar em teclado, em todo o álbum o instrumento faz sua cama no fundo dando uma sonoridade peculiar ao grupo.

Acid Roulette chega pra firmar o grupo como um dos principais nomes do hard rock dos dias atuais. Um disco indispensável a todos os fãs do estilo.





Review: A B I S M O - All Beyond Perception (2016)

 




"Você já se sentiu solitário? Apenas em meio às pessoas". 

Para além do simples disco de estreia do A B I S M O, All Beyond Perception é, antes disso, um tratado sonoro sobre as angústias do nosso tempo. Um recorte de música torta e aflita diante da facilidade com que solidão, arrogância, futilidade e demais mazelas semelhantes se entranham na sociedade. Como as pessoas podem ser tão prepotentes?

O verso destacado no início surge apenas na terceira faixa, "Beyond the Red", mas os questionamentos e esse denso conteúdo lírico estão presentes no álbum desde a abertura, com "Protofuture". Assim que o primeiro riff ecoa do lado esquerdo da caixa de som, o que se ouve é um doom metal que logo entrega o desejo de não se prender somente ao básico. A primeira música talvez até seja a mais tradicional e fiel ao gênero. Porém, o vocal limpo, a mescla de inglês e português e o solo de guitarra já dão indícios de um tom meio exótico que irá permear boa parte do trabalho. Exótico no bom sentido. Nada cafona. A bateria também apresenta seu cartão de visitas com uma batida maciça, preenchida por dentro.

"The Edge" é o ponto de partida explícito para que as influências de Black Sabbath comecem a ser derramadas, sobretudo na parte instrumental. Já o timbre de voz, por algum motivo, remete ao Devil norueguês, da fase Time to Repent (2011). Melhor elogio não poderia haver. O riff no finalzinho é apoteótico. Bela cartada. Em seguida, "Beyond the Red" rouba a cena não só pela letra intrigante, mas pela guinada brusca que dá ao disco. Do doom ao post punk em um piscar de olhos. Com direito a refrão que gruda no ouvido e uma levada mais inocente. Algo que lembra o Futuro. A produção e mixagem do disco, aliás, ficaram a cargo de Pedro Carvalho, guitarrista/vocalista da banda paulistana.

Após o breve interlúdio "Miragem", surgem as primeiras notas de "Onironaut", cuja semelhança com "Supernaut" fica apenas no nome mesmo. Nela, a referência clara ao Black Sabbath nos leva direto a "Children of the Grave", já que o riff do canto é bastante parecido. "The Right to be Forgotten/Exiled in Itself" tem uma ótima introdução, com acordes dissonantes, antes de desembocar novamente no doom hermético de outrora. Alguém falou em Saint Vitus?

O que dizer de "L.u.p.i./Talking Walls"? Ao mesmo tempo, síntese e ápice de All Beyond Perception. A melhor música do disco combina um solo melancólico brilhante com uma segunda parte rapidinha que é genialidade pura em doses de sutileza metal punk. A letra cabe como metáfora exata do quão assustador pode ser o vazio planejado de Brasília. Deserto de concreto no cerrado, a cidade é o lar dos quatro responsáveis pela abertura do A B I S M O: Poletto (bateria), Stefano (guitarra), Pícaro (baixo) e Poney (guitarra e voz), que aqui experimenta reduzir a velocidade da palhetada e mergulhar no doom, embora o thrash metal do Violator vá muito bem, obrigado.

Último ato, "Sun" se apresenta já com o jogo ganho, mas mantém o sarrafo lá no alto. Seja com a guitarra viajadona ou com a alternância na linha vocal. 

Lançado no dia 6 de abril, All Beyond Perception tem uma aura obscura e bacana de ir sendo digerida aos poucos, sem pressa, de preferência com atenção na estética lírica. Além disso, outro de seus méritos é conseguir escapar de clichês quase obrigatórios no doom, mas nem sempre eficazes: músicas quilométricas e auto-indulgentes com a própria monotonia. Definitivamente, não é o caso. Pouco polido, o álbum tem nos detalhes uma beleza rústica que certamente não saltará aos olhos de todos. Mas que brilhará forte na mente de alguns. Tudo além da percepção.






VAN MORRISON (Ireland) : Too Long In Exıle : 1993


 

Artist       : VAN MORRISON (Ireland)

Album     : Too Long In Exıle

Year         : 1993

Genre      : Blues Rock

Tracklist  :

1.Too Long In Exile

2.Big Time Operators

3.Lonely Avenue

4.Ball & Chain

5.In The Forest

6.Till We Get The Healing Done

7.Gloria

8.Good Morning Little Schoolgirl

9.Wasted Years

10.The Lonesome Road

11.Moody's Mood For Love

12.Close Enough For Jazz

13.Before The World Was Made

14.I'll Take Care Of You

15.Instrumental / Tell Me What You Want

15a.Instrumental

15b.Tell Me What You Want

MUSICA&SOM ☝


ZİOR (UK) : Zior : 1971


 

Artist       : ZİOR (UK)

Album     : Zior

Year         : 1971

Genre      : Hard Rock / Prog Rock / Psychedelic Rock

Tracklist  :

Orıgınal Album:

01. I Really Do 

02. Za Za Za Zilda 

03. Love's Desire 

04. New Land 

05. Now I'm Sad 

06. Give Me Love

07. Quabala 

08. Oh Mariya (Keith Bonsor) - 3:16

09. Your Life Will Burn

10. I Was Fooling 

11. Before My Eyes Go Blind

12. Rolling Thunder 

CD Bonuses:

13. Dudi Judy 

14. Evolution

15. Cat's Eyes 

16. Strange Kind Of Magic 

17. Ride Me Baby 

MUSICA&SOM ☝


THE JOHN SCOFIELD BAND (USA) : Up All Nıght : 2003


 

Artist       : THE JOHN SCOFIELD BAND (USA)

Album     : Up All Nıght

Year         : 2003

Genre      : Fusion / Jazz-Funk

Tracklist  :

1.Philiopiety  6:23

2Watch Out For Po-Po 6:04

3.Creeper 7:27

4.Whatcha See Is Whatcha Get 5:53

5.I'm Listening 2:58

6.Thikhathali 6:58

7.Four On The Floor 6:03

8.Like The Moon 6:40

9.Freakin' Disco 8:21

10.Born In Troubled Times 4:56

11.Every Night Is Ladies Night 5:27

MUSICA&SOM ☝


MICHAEL KATON (USA) : Bad Machıne : 2002


 

Artist       : MICHAEL KATON (USA)

Album     :  Bad Machıne

Year         : 2002

Genre      : Blues Rock / Texas Blues

Tracklist  :

01. American McMofo

02. Rock 'n‘ Roll Roll, Whiskey, Blood 'n‘ Guts

03. The Pierced, Tattoed And Twenty Somethin‘ Boogie 

04. Bad Machine 

05. Sugar Pie 

06. Red Moon Risin‘ 

07. Wild Ass 

08. The Lost T.V. Clicker Blues 

09. Lowdown In Swamptown 

10. Boogiefied 

11. The Detroit River Dirty Blues 

MUSICA&SOM ☝


JEFFERSON AIRPLANE (USA ): Bless Its Pointed Little Head : 1969


 

Artist       : JEFFERSON AIRPLANE (USA )

Album     :  Bless Its Pointed Little Head 

Year         : 1969

Genre      : Acid Rock / Psychedelic Rock

Tracklist  :

Orıgınal Album:

1.Clergy

2.3/5 Of A Mile In 10 Seconds

3.Somebody To Love

4.Fat Angel

5.Rock Me Baby

6.Other Side Of This Life

7.It's No Secret

8.Plastic Fantastic Lover

9.Turn Out The Lights

10.Bear Melt

2004 CD Reissue Bonus Tracks :

11.Today

12.Watch Her Ride

13.Won't You Try

MUSICA&SOM ☝


Arkham – Obscurs Et Éternels (Demo 1996)

 




Country: France

Tracklist
1. Blood Is Life 05:54
2. The Haunter Of The Dark 08:55
3. Live Evil 03:21
4. Seasons Of The Underworld 07:05

A banda foi formada em janeiro de 1994 por Comte d'Erlette (baixo/vocal)
Syuth n' Guaraath (guitarras/vocais, também membro do The Last Battle )
Sob o nome Necromancya , em homenagem às histórias de Howard Phillips Lovecraft . No verão de 1994, mudaram o nome para Arkham e juntaram-se a Vincent (bateria) e Joachim (segunda guitarra). No inverno de 1995, Mathieu (sintetizadores) e Marion (vocalistas) foram recrutados, mas Joachim deixou a banda. Com essa formação, gravaram sua primeira demo, " Obscurs Et Éternels ", em junho de 1996, que vendeu mais de 200 cópias. Nos meses seguintes, Vincent , Marion e Mathieu deixaram a banda. No final de 1996, Lord Von Carthasis juntou-se ao Arkham como novo baterista. No ano seguinte, em março, gravaram a " Promo-Tape 1897 " 

que mais tarde foi usada na separação com Nuit Noire ).
Uma das faixas também foi apresentada na coletânea " Encyclopedia Pestilentia ", da Velvet Music International . Em julho de 1997, uma fita de ensaio foi gravada. No final de 1999, Lord Von Carthasis deixou a banda, preferindo se dedicar aos seus projetos.

Tenebras (do Nuit Noire ) o substituiu na bateria, seguido por Sire Cedric , responsável pelos efeitos sonoros.
Graças a essa nova formação, o Arkham lançou em 2000 o álbum demo " Malediction ", composto por oito faixas.
Em 2004, seu EP " Chapter III: The Madness From The Sea " foi lançado como uma edição limitada de 994 cópias numeradas à mão.











Namanax – Audiotronic (1997)

 





Country: United States

Tracklist
1. The Return Of The Deadly Mantis 13:52
2. Immune 14:08
3. Aquanax 18:19
4. Tomb Of The Seagull 16:26
5. The Giggling Winds 10:06


Namanax foi o projeto do multi-instrumentista Bill Yurkiewicz , cofundador da Relapse Records
 e músico que atuava em bandas de grindcore, metal, industrial e noise, e que operava seu estúdio na Pensilvânia.
Com Namanax, Yurkiewicz tentou produzir ruídos intensos por meio da sobreposição de múltiplas fontes sonoras.
Seus dois primeiros álbuns, " Multi-Phase Electrodynamics " ( lançamento em 1993),
e " Cascading Waves Of Electronic Turbulence " ( lançamento , 1996) foram gravados ao vivo
e se destacavam principalmente por sua intensidade.
Em seu terceiro lançamento, " Audiotronic " ( 1997 ), Yurkiewicz foi acompanhado pelo guitarrista/produtor James Plotkin. 
Kipp Johnson nos sintetizadores/samples.
O álbum contém cinco faixas longas inspiradas em trilhas sonoras de filmes de monstros.
Audiotronic " aumenta as doses de experimentação na guitarra e a criação de texturas sombrias.
mas também atenuando a violência sonora.
Seu último álbum, " Monstrous " ( lançamento em 1998), foi basicamente uma continuação de " Audiotronic ", com quatro faixas longas.
O Namanax também participou da trilha sonora do filme " Gummo ", de 1997, com a faixa " The Medicine Man ".
Na mesma época, Bill Yurkiewicz também estava envolvido em um projeto paralelo com Kipp Johnson.
 e a ajuda de James Plotkin , chamado Solarus .









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