domingo, 22 de junho de 2025

AGITATION FREE ● 2nd ● 1973 ● Alemanha [Krautrock]

Considerado tão bom quanto o seu disco de estréia, porém bem diferente, "2nd" explora novas sonoridades além dos sons árabes e étnicos  encontrados em "Malesch". É um álbum mais descontraído e menos exótico em comparação com o anterior. 

Existem nesse disco guitarras duplas que funcionam muito bem juntas, brindando-nos com algumas melodias cintilantes. O disco abre com. "First Communication", possui alguns sintetizadores imitando theremin, e uma linda calma simulando o som do vento, bonitas  guitarras dedilhadas. Bateria e baixo entram em tom calmo. Alguns ruídos entre a música mostram toda a influência eletrônica. Mas, no geral, um som calmo e lindo! "Dialogue And Random" são os sons do final da faixa anterior. Totalmente "máquina", hipnotizante. "Layla, Part 1" Uma "martelada" no piano, um baixo muito bem trabalhado, uma guitarra "animal", tambores acompanhando, e um teclado de fundo. "Layla, Parte 2" A segunda parte tem um baixo divino! Melodias de guitarras e teclados casam-se perfeitamente! Um Prog-Rock espacial sem igual. "In The Silence Of The Morning Sunrise", segue a onda do anterior, pássaros imaginários cantam e e a preenchem completamente. "The Quiet Walk": a) Listenig" - tem uma complexidade incrível. b) Two-Not Of The Same Kind -  boas guitarras. "Haunted Island", é um bom Jazz instrumental, duas guitarras solando melodias diferentes, um encantamento completo. Em resumo "2nd" é um álbum muito mais acústico, e também muito bom !!! Vale conferir!

Tracks:
01. First Communication (8:10)
02. Dialogue And Random (1:51)
03. Layla, Part 1 (1:41)
04. Layla, Part 2 (6:47) ◇
05. In The Silence Of The Morning Sunrise (6:33)
06. A Quiet Walk (9:15)
       a. Listening
       b. Two-not Of The Same Kind
07. Haunted Island (7:11)
Time: 41:40

Musicians:
- Stefan Diez / guitar
- Michael Günther / bass
- Michael Hoenig / synth, keyboards
- Burghard Rausch / drums, assorted percussions, voice, Mellotron
- Lutz Ulbrich / guitar, 12 string guitar, Bouzouki






Alan Sorrenti ● Come un Vecchio Incensiere all'Alba di un Villaggio Deserto ● 1973 ● Itália [Rock Progressivo Italiano]


Com seu segundo, Alan Sorrenti alcançou a experiência vocal mais complexa e brutal de toda a sua carreira. A estrutura do álbum é semelhante à "Aria", seu disco anterior, um pouco estendido sendo mais de 46 minutos de música e dividido entre todo o épico lado 2 autointitulado (23 minutos) e canções mais curtas e simples no lado 1. Para as sessões de gravação do álbum ele foi a Londres e contou com a ajuda de outros músicos convidados famosos como o herói do sax do VDGG David Jackson, que tocava flauta e pelo membro do CURVED AIR, Francis Monkman, no sintetizador, piano e guitarra elétrica. Diferentemente de "Aria", sua voz parece mais nervosa e complicada passando por dissonâncias mais fortes e ruídos incomuns e sons estranhos.

O épico é uma jornada absurda - Prog de vanguarda - na pura loucura musical. Linhas obscuras baseadas em instrumentos acústicos (guitarra e percussão, principalmente) mais alguns sons de sintetizadores interessantes. Muitos amantes do Prog italiano veem nesta obra uma clara inspiração e modelo para o "Canto Nomade per un Prigioniero Politico" do BANCO DEL MUTUO SOCCORSO, no entanto não esperem algo parecido! Sorrenti é um artista Prog peculiar que construiu suas credenciais Prog sobre um canto inovador (pelo menos para a Itália) que dificilmente pode agradar o ouvinte mainstream. Sua música não pode estar na xícara de chá de todos. No entanto, é tão estranho, particular e inventivo que não pode ser esquecido por nenhum amante do Prog italiano.

Apesar de algumas preciosidades muito boas, como as doces "Serenesse", "Una Luce Si Accende" e "A Te che Dormi", este álbum parece um tanto mais fraco que o de estréia, talvez por ser de alguma forma sem tanta inspiração e pretensioso demais, mesmo que representasse seu projeto mais ambicioso.

Tracks:
01. Angelo (4:32)
02. Serenesse (3:53) * 
03. Una Luce Si Accende (5:29)
04. Oratore (5:09) * 
05. A Te che Dormi (3:53)
06. Come un Vecchio Incensiere all'Alba di un Villaggio Deserto (23:17)
Time: 46:15

Musicians:
- Alan Sorrenti / vocals, acoustic guitar and synthesizer (track 6)
- Antonio Esposito / percussions, drums, cymbals and bells
- Ron Mathienson / contra bass
- Francis Monkman / synthesizer, piano and electric guitar
- Mario D'Amora / piano
- Toni Marcus / violin and viola
- Victor Bell / cello
+ guest:
- David Jackson: flute *




ANGE ● Le Cimetière Des Arlequins ● 1973 ● França [Symphonic Prog]

 


Esse segundo álbum do ANGE foi lançado em 1973 pela etiqueta Phillips, mas, aparentemente, o rótulo não quis investir muito dinheiro nas sessões de gravação do grupo e o álbum soa abafado em alguns momentos. Como uma obra de arte selvagem, o inalterado line-up gravou sete músicas na sua maioria mais curtas (sendo que três faixas combinam em uma mini-suite de 11 minutos; e a última faixa chega próximo aos 9 minutos. 

Abrindo o disco,  "Ces Gens-La" (04:47), é um cover da famosa cantora belga Jacques Brel, sua abordagem emocional deve-se a Christian Decamps com seus vocais fortes e expressivos, e possui ondas maravilhosas de órgão suave e trabalho de guitarra elétrica. "Aujourd'hui c'est la Fête chez l'Apprenti-Sorcier" (03:25),  é uma música curta mas variada, de bom gosto colorido pelo órgão e vocais teatrais. "Bivouac - 1ère partie" (05:32), é uma canção ANGE típica com muita dinâmica e um tom psicodélico, a palavra "Bivouac" é cantada como "Hallelujah". O som do órgão, guitarra ritmo e bateria são quase hipnotizantes, incluindo um grande duelo de órgão/guitarra wah-wah. "L'Espionne Lesbienne" (2:52): Uma estranha trilha com violão, flauta e vocais engraçados. "Bivouac final" (03:02), posssui um clima atraente que caracteriza uma secção de ritmo de propulsão e um órgão sensacional, uma distorcida guitarra elétrica (wah-wah) também está presente. "De Temps en Temps" (04:08), tem um ritmo lento com um órgão exuberante e vocais fortes e variados (teatral, quente, dramático), no meio do caminho, um solo de guitarra elétrica curto mas ardente. "La Route aux Cyprès" (3:18). é uma faixa de bonita sonoridade, romântica com vocais quentes, guitarra acústica agradável e flauta. "Le Cimetière des Arlequins" (08:46), tem a primeira parte soando um pouco subjugada, mas no meio do caminho, gradualmente, a atmosfera torna-se mais "bombástica psicodélica" com um grande som de órgão e vocais teatrais. A parte final contém sons estranhos.

Esse é Um bom álbum com muitos momentos finos, mas também algumas partes menos cativantes. Vale conferir!

Tracks:
01. Ces Gens-Là (4:47)
02. Aujourd'hui C'est La Fête Chez L'Apprenti-Sorcier (3:25)
03. Bivouac - 1ère Partie (5:32)
04. L'Espionne Lesbienne (2:52)
05. Bivouac Final (3:02)
06. De Temps En Temps (4:08)
07. La Route Aux Cyprès (3:18)
8. Le Cimetière Des Arlequins (8:46)
Time: 35:50

Musicians:
- Christian Décamps / lead vocals, piano, Hammond
- Jean-Michel Brézovar / guitar, flute, vocals
- Francis Décamps / organ special effects, Mellotron, vocals
- Daniel Haas / bass, acoustic guitar
- Gérard Jelsch / drums, percussion







ÄNGLABARN ● Änglabarn ● 1973 ● Suécia [Eclectic Prog/Prog Folk]

 

ÄNGLABARN, foi um duo sueco (da cidade industrial de Malmö), composto pelo guitarrista Dan Tillberg e o baixista Sven Ohlsson, onde ambos forneciam os vocais. O único e raro lançamento da dupla, lançado em 1973, foi gravado em Gotemburgo nos primeiros meses de 1973 com a ajuda de um grande coro e até mesmo de dez músicos profissionais, incluindo Claes Palmqvist (Contact), Igor Janco (Röda Lacket) e a dupla Spotnicks de Bob Lander e Bjorn Thelin. Este último também produziu o álbum em conjunto com o ÄNGLABARN

Com a ajuda ao todo, de dezoito (!) músicos de estúdio, e devido a uma mistura de diferentes estilos, técnicas de gravação e a presença de algumas faixas que foram transparentemente gravadas ao vivo, temos a idéia de o álbum foi gravado ao longo de vários anos. Particularmente, a maior parte do material é datada de 1973, misturando Fuzz-psicodelia em uma ou duas faixas, muito Folk hippie e as letras em sueco abordando temas como amor, vida e sonhos que combinam bem com sons ricamente texturizados e atmosféricos.

O disco possui muitas mudanças de estilo, mas geralmente permanece no terreno Folk com um vocal forte, recheado de sotaque do país. Uma curiosidade é que o álbum é complementado por uma versão exuberante de "Nights In White Satin" com letras em sueco intitulada "Ur drommen". Há também interpretações de quatro poemas escritos pela avó de Dan Tillberg, Anna Maria Nilsson. Remasterizado pelo selo dinamarquês hippieledgend Tömrerclaus, "Änglabarn”, traz duas faixas de seu único 7 polegadas como bônus.

Em 1979, Tillberg lançou o álbum solo "Gatstenar" em seu próprio selo Bellatrix, que apresentava versões suecas de canções dos ROLLING STONES. Ele gravou um álbum semelhante de músicas de Bob Dylan dois anos depois e então marcou alguns sucessos como cantor Pop.

Tracks:
01. Änglabarn (1:33)
02. I Färger (2:58)
03. Se På Mej (3:10)
04. I Skuggan Av Ditt Ljus (5:07) 
05. En Kvinnas Dröm (5:27)
06. Den Lilla (5:12)
07. Frihet, Fred Och Mat (4:56)
08. Tag Min Oro (3:51)
09. I Lyckans Land (3:07)
10. Morfar (5:48)
11. Dikt Och Vers (1:27)
12. Ur Drömmen (5:00)
Bonus Tracks:
13. Här Kan Vi Leva (2:58)
14. Vi Kan Drömma (3:00)

Line-up:
- Bob Lander: Acoustic Guitar
- Stan Martinec: Cello
- Hans Lindkvist: Contrabass
- Johan Dielemans: Drums
- Igor Janco: Electric Guitar, Acoustic Guitar
- Björn Thelin, Hasse Carlsson: Percussion
- Sven I. Ohlsson: Piano, Electric Bass, Acoustic Guitar
- Torben Kjear*: Piano, Organ, Electric Piano
- René Gronendaal: Saxophone
- Enar Jonsson, Lennart Malmgren, Rune Lindgren: Trumpet
- Gösta Ardhed: Viola [Alto Violin]
- Knud Knudsen, Ragnar Kjellgren: Violin
- las Palmkvist*: Violin [Electric]
- Dan Tillberg: Vocals, Acoustic Guitar, Twelve-String Guitar, Electric Guitar, Congas



DE Under Review Copy (DANCE DAMAGE)

 


DANCE DAMAGE

Estranhamente, no início deste século, surgiram inúmeros projectos musicais completamente desalinhados das genealogias habituais trilhadas pelas bandas em Portugal. Tendo Os Loosers como ponta-de-lança deste movimento, diversas outras bandas como os Frango, CAVEIRA, Osso, Fish & Sheep, Lobster, Barcos, Phoebus, One Might Add, e muitos outros lançaram-se numa aventura onde gravavam e editavam os seus próprios discos, eram responsáveis pelo agendamento dos seus concertos, tratavam do grafismo dos seus discos e dos cartazes dos concertos, tudo num espírito muito do-it-yourself herdeiro do movimento punk. Em termos de sonoridade o espectro era diversificado e abrangente incorporando elementos do noise, da música experimental, do free-jazz, da electrónica, influências do período pós-punk, do krautrock, e do psicadelismo mais delirante. Este movimento não se limitou a Lisboa e à sua cintura metropolitana, tendo também cultores no Norte de Portugal, com especial destaque para os dAnCE DAMage oriundos de Santo Tirso. Formados em finais de 2003 por Pedro Magina (voz, teclas e percussão), André Abel (guitarra, teclas, drum machine) Filipe Martins (bateria) e Tiago Ferreira (guitarra e drum machine). Como curiosidade, registe-se o facto de Filipe Martins, que inicialmente tocava baixo, ter aproveitado uma pausa durante um ensaio para começar a tocar bateria de uma forma tão estranha e tão brutal, que levou a banda a abdicar do baixo em favor da bateria. Pouco tempo depois da sua formação, a banda realiza o seu primeiro concerto na véspera do Natal de 2003 no “Carpe Diem” em Santo Tirso. No inicio do ano seguinte, gravam a sua primeira maqueta intitulada “Don’t Pray in Public”, seguindo-se o cd-single “Pilgrimage”, ambos os registos a denotarem as principais influências apontadas pela banda neste período: Can, Liquid Liquid, Pere Ubu, The Fall, PIL, Einsturzende Neubauten, Neu, Cabaret Voltaire, Captain Beefheart, A Certain Ratio. É notória, também, a proximidade do estilo das vocalizações de Pedro Magina ao praticado por bandas como os The Rapture e os portugueses X-Wife. Em meados de 2004, o guitarrista Tiago Ferreira suspende a sua participação na banda, indo para a Lituânia durante um semestre no âmbito do Programa Erasmus. Reduzidos a três elementos, os dAnCE DAMage apresentam um som com características mais improvisadas e noise. Em Janeiro de 2005, Tiago Ferreira regressa à banda para voltar a sair definitivamente dois meses depois. Não obstante, o ano de 2005 revela-se muito produtivo para a banda, sucedendo-se as edições discográficas e os concertos, ao passo que a sonoridade da banda vai evoluindo e alterando-se gradualmente, desprendendo-se das referências iniciais. Ao nível das edições, gravam 50 cópias de “Pressure Cabin Insignia” com três temas, que distribuem durante os concertos que vão realizando. Segue-se em Abril o CD-R “Level Your Hearts At Dawn” com sete novos temas, com uma tiragem de 100 exemplares. Em Maio, registam “Excavator”, um CDR-Single com dois temas. Por fim, em 2006 sob a designação Dansse Damaje gravam em parceria com os Frango, o split CD-R “FuentezFuentezFuentez” editado pela Searching Records. No decurso de 2006, a banda dá por findas as suas actividades, implodindo numa miríade de novos projectos como os Tropa Macaca (André Abel), Aquaparque (André Abel e Pedro Magina), Veados com Fome e Cavalheiro (Tiago Ferreira).

DISCOGRAFIA

DON´T PRAY IN PUBLIC [Tape, NemNuncaDiscos, 2004]

 
PILGRIMAGE [CDR, NemNuncaDiscos, 2004]

PRESSURE CABIN INSIGNIA [CDR, NemNuncaDiscos, 2005]
LEVEL YOUR HEARTS AT DAWN [CDR, NemNuncaDiscos, 2005]
EXCAVATOR [CDR, NemNuncaDiscos, 2005]

 
FUENTEZFUENTEZ [c/Frango] [CD, Searching/Lovers&Lollypops, 2006]


DE Under Review Copy (DANÇAS OCULTAS)

 

Danças Ocultas, projecto nascido em Águeda, é a aceitação mútua do desafio de explorar, imaginar e conceber novas linguagens musicais, transformando o mundo pelo som e desenvolvendo todas as possibilidades da máquina inventada no século XIX - o acordeão diatónico, em Portugal conhecido como concertina. Trata-se de um dos mais originais grupos portugueses, que encontrou na concertina o grande argumento da sua criatividade - construindo um repertório pensado para este instrumento. Procuravam recriar as micropaisagens do universo dos foles, ao mesmo tempo que respiravam as altitudes cósmicas da serra. Tiveram que criar inclusive um instrumento novo, a concertina baixo e reprimir as tentações do virtuosismo, de forma a criar uma sonoridade nova e atraente. Artur Fernandes, Filipe Ricardo, Filipe Cal e Francisco Miguel são músicos com formação erudita e o sentido com que pegam na concertina é a sua própria reinvenção, aproveitando o património dos seus usos antigos, mas nunca os mimetizando. Nos álbuns já lançados ouve-se tradição transformada, respirações clássicas (Erik Satie é muitas vezes apontado como influência) e repertório original, onde se explora a peculiaridade dos diálogos em quarteto de um instrumento normalmente tocado a solo.

DISCOGRAFIA

 
DANÇAS OCULTAS [CD, EMI-VC, 1996]

 
AR [CD, EMI-VC, 1998]

 
TRAVESSA DA ESPERA [CD, Empreinte Digitale, 2002]

 
PULSAR [CD, Magic Music, 2004]

 
TARAB [CD, Numérica, 2009]

 
ALENTO [CD, iPlay, 2011]

 
ARCO [CD, Uguru, 2014]

COMPILAÇÕES

 
MAIS VALEM 36 MÚSICAS NO SAPATINHO [2xCD, União Lisboa, 1996]

 
AR DE ROCK 20 ANOS DEPOIS [CD, EMI-VC, 2000]

 
EXPLORATORY MUSIC FROM PORTUGAL 01 [CD, Calouste Gulbenkian, 2001]

 
EXPLORATORY MUSIC FROM PORTUGAL 02 [CD, Calouste Gulbenkian, 2002]

 
EXPLORATORY MUSIC FROM PORTUGAL 04 [CD, Calouste Gulbenkian, 2004]

 
LISBOA [CD, Lisboa Records, 2007]




POEMAS CANTADOS DE CAETANO VELOSO


Pelos Olhos
Caetano Veloso

O Deus que mora na proximidade do haver avencas
Esse Deus das avencas é a luz
Saindo pelos olhos
De minha amiguinha

O Deus que mora na proximidade do haver avencas
Esse Deus dos fetos
Das plantas pequenas é a luz
Saindo pelos olhos
De minha amiguinha linda
De minha amiguinha


Pensando Em Ti
Caetano Veloso

Eu amanheço pensando em ti
Eu anoiteço pensando em ti
Eu não te esqueço
É dia e noite pensando em ti

Eu vejo a vida pela luz dos olhos teus
Me deixe ao menos
Por favor, pensar em Deus

Nos cigarros que eu fumo
Te vejo nas espirais
Nos livros que eu tento ler
Em cada frase tu estás

Nas orações que eu faço
Eu encontro os olhos teus
Me deixe ao menos
Por favor, pensar em Deus


 

Destaque

Ibrahim Ferrer - Mi sueño (2007)

  My Dream é o álbum póstumo de 2007 de Ibrahim Ferrer , o grande vocalista cubano e cantor do Buena Vista Social Club . Representa o pro...