Gravação impecável reunindo vários dos maravilhosos clássicos do Banco, esse bootleg contém faixas de discos importantes para o movimento progressivo italiano da época, tais como o perfeito disco homônimo de 1972, Darwin também de 72, Io Sono Nato Libero de 1973, Garofano Rosso e Come In Un´ultima Cena de 1976.
Destaco a faixa 11 onde encontramos o magistral Gianni Nocenzi fazendo miséria nas improvisações de piano.
Esse registro tem como formação o "grande" e saudoso Francesco di Giacomo nos vocais, Vittorio Nocenzi nos teclados e sintetizadores, meu querido e já citado Gianni Nocenzi no piano, Pierluigi Calderoni nas baquetas, Rudolfo Maltese na guitarra e Gianni Colaiacono no baixo.
Trata-se de uma bela apresentação ocorrida na cidade de Milão em 17 de Julho de 1980.
Projeto paralelo liderado por Jon Anderson surgido em 1989, que contava com até então alguns dos ex membros do YES e o convidado de honra Tony Levin (Crimson). Pelo que me parece, Anderson estava meio cansado da farofada lançada pelo YES após a chegada Trevor Rabin e resolveu chamar as peças fundamentais que faziam parte do verdadeiro alicerce da banda para um projeto um tanto ousado e interessante. Anderson não envolveu o nome YES no projeto para evitar problemas com Squire que é seu detentor e resolveu apenas deixar o segundo nome de cada um de seus membros. Lançaram apenas um disco homônimo de estúdio em 1989 e em seguida saíram em turnê pelos EUA para a divulgação do mesmo e ainda presenteando os fãs com alguns clássicos do YES. Em 1991, todos chegam a um acordo e as diferenças são resolvidas com a fusão das duas bandas para o lançamento do fraco álbum Union, que reuniu os membros do projeto juntamente com os membros do próprio YES. O álbum é composto por gravações demos do ABWH que fariam parte de um segundo registro de estúdio que teria o nome de Dialogue mas que nunca fora lançado. Em 1993, lançam o tão injustiçado disco ao vivo Evening Of YES Music Plus, muito criticado pelos fãs mais enérgicos do YES com versões um pouco diferenciadas de grandes clássicos da banda surgidos nos anos 70. Eu, particularmente, não reparei nenhum defeito grave nessas versões desse tal disco.
Inclusive já foi postado anteriormente aqui no PRV, um excelente bootleg gravado em Houston em 89 que possui uma bela versão de "Close To The Edge" que vale muito a pena ser conferido. Esse registro não se trata de um bootleg e sim de uma compilação de demos em versões diferenciadas gravadas antes do lançamento do único álbum de estúdio nesse mesmo ano de 1989. Trata-se de um raro registro onde as informações são muito vagas e as vezes um tanto desencontradas mas que vale como peça fundamental a qualquer bom colecionador de preciosidades do Rock Progressivo.
TRACKS: 01. Themes (Sound ~ Second Attention) 02. Themes (Soul Warrior) 03. Fist Of Fire 04. Brother Of Mine (The Big Dream ~ Nothing Can Come Between Us) 05. Brother Of Mine (Long Lost Brother Of Mine) 06. Birthright 07. Distant Thunder 08. Quartet 09. Themes (Sound) 10. Teakbois 11. Order Of The Universe (Order Theme ~ Rock Gives Courage) 12. Order Of The Universe (It's So Hard To Grow ~ The Universe) 13. Let's Pretend
Falta de reconhecimento do esforço do empregado. Remuneração baixa, que avilta a profissão. Ambiente de trabalho insalubre.
Não, isso não é um manifesto trabalhista. Mas é a sensação que tive ao ouvir este trabalho do Lynch Mob. Talvez um dos mais emblemáticos guitarristas da cena hard dos anos 80, George Lynch sempre me empolgou em suas composições.
Complementando o enunciado acima, talvez ele seja o único guitarrista da safra que consiga segurar ao vivo as músicas gravadas em estúdio sem a ajuda de um tecladista ou segundo guitarrista. Enquanto Reb Beach, Yngwie Malmsteen e os demais sempre precisaram de uma cama mais completa, George Lynch fazia sua festa somente como power trio (me refiro ao instrumental).
Seja no Dokken ou em seus projetos solo (Lynch Mob nunca me convenceu a ser ouvido como uma banda), o guitarrista é um exemplo de que a técnica pode ser aliada ao talento e gerar ótimas composições. E neste último petardo do Lynch Mob a coisa não decepciona, em parte.
Quase duas décadas após o lançamento de Wicked Sensation, o guitarrista reúne suas forças ao vocalista Oni Logan para mais uma empreitada (lembrando que tivemos o autointitulado Lynch Mob em 92, sem Logan). A reunião ocorreu no festival Rocklahoma, em 2008, e, para a gravação do disco, recrutaram ninguém menos que a dupla Marco Mendoza (Whitesnake, Blue Murder, Thin Lizzy) e Scot Coogan (Brides of Destruction). A banda parecia um supergrupo perfeito, reencarnação do Lynch Mob original com o acréscimo de um baixista mais que responsa. Mas química musical não se compra em farmácia.
A abertura fica a cargo de 21st Century Man, na qual Lynch desfila seu estilo característico em riffs de entortar pescoço. Solo com todos os tipos de técnica e clichês conhecidos, faz a alegria do ouvinte justamente por trazer mais do mesmo de forma magistral. Smoke and Mirrors, que dá nome ao play, tem um clima southern com violão dobro segurando a onda o tempo todo e fraseados de slide absolutamente providenciais. Refrões que parecem ter saído das gravações do último disco do Lynyrd Skynyrd mostram que estamos diante de uma fase nova de Lynch.
Quando temos a impressão de estar diante de algo magistral, a coisa degringola.
Lucky Man, apesar do estilão Bon Jovi, nos brinda com timbres absolutamente oitentistas. Sempre me impressionou o timbre e as equalizações da época. Lucky Man traz as guitarras fazendo frases que, normalmente, caberiam aos teclados. Talvez isso a torne tão especial, ainda mais quando é utilizado um efeito de tremolo para dar tempero à coisa toda.
My Kind of Healer entra na onda dos riffs maravilhosos. O vocal aqui melhora em comparação às faixas anteriores, mas sempre temos a sensação de que falta algo na banda de apoio que, apesar de competente, fica restrita a tal qualificação. Sabemos que química significa mais que simplesmente juntar pessoas competentes.
Time Keepers não me diz nada, mas complementa o play. Já Revolution Heroes é forte, tem pegada e ritmos desconexos que nos fazem lembrar que aqui tem uma banda tocando, e não apenas George Lynch com amigos. Let The Music Be Your Master tem no título uma frase tirada de Houses of the Holy, do Led Zeppelin, e, por vezes, lembra o grupo de Page na levada de bateria a la Bonzo. E é só.
The Phacist traz um riff de abertura que quero que o nobre passageiro me diga nos comentários de onde veio. Afinal, é praticamente chupado de maneira descarada de um dos maiores hits do... bem, ouça você mesmo e me diga. Até o timbre é igual.
Mas voltamos ao entusiasmo com Where do you sleep at night. Aquela intercalação de guitarras distorcidas com dedilhados limpos nos lembra que temos aqui algo acima da média. We will remain traz o velho Dokken aos nossos ouvidos (até a entrada do vocal, que põe tudo a perder). Before I close my eyes e Mansions in the Sky estão presentes pra não dizer que o play tem somente dez músicas. Dispensáveis.
Um disco comandado por George Lynch que, apesar de ter uma banda competente, está longe de empolgar. O guitarrista é fantástico, e suas composições também. Mas isso, apenas, não faz verão.
Saudades de Jeff Pilson.
Track List
1. 21st Century Man 2. Smoke and Mirrors 3. Lucky Man 4. My Kind Of Healer 5. Time Keepers 6. Revolution Heroes 7. Let The Music Be Your Master 8. The Phacist 9. Where Do You Sleep At Night 10. Madly Backwards 11. We Will Remain 12. Before I Close My Eyes 13. Mansions In The Sky
George Lynch (guitarras) Marco Mendoza (baixo) Scot Coogan (bateria) Oni Logan (vocal)
Sonic Highways, oitavo álbum do Foo Fighters, chegou para fazer história, mas não pelo motivo esperado. Trata-se de um disco decepcionante, com oito faixas fracas, ruins, preguiçosas e qualquer outro adjetivo semelhante que você quiser aplicar.
O que é um tanto estranho, pois a banda de Dave Grohl vinha de um bom álbum, o enérgico e cheio de hits Wasting Light(2011). Talvez o vocalista, guitarrista e baterista tenha vestido a carapuça de salvador do rock que sites e revistas mundo afora o aplicaram e isso o tenha tirado do curso. Talvez os problemas internos que foram mostrados no documentário de alguns anos atrás não tenham sido superados completamente e a banda voltou a se corroer. Sei lá. O que sei é que Sonic Highways é um álbum sofrível, pra dizer o mínimo.
Os 42 minutos do disco demoram quase 2 horas pra passar, e isso nunca é um bom sinal. O riff chupado de “Holy Diver”, do Dio, em “Something for Nothing” já prenunciava algo de errado no reino de Davi, e isso fica claro com a audição completa. Melodias fracas, ideias repetitivas, um ar de preguiça - e repito, preguiça mesmo, no pior sentido - misturado a um tanto de prepotência e arrogância levaram a banda a gravar um disco que, sem muito esforço, figura entre os piores registros de sua carreira.
O que é uma pena, pois é impossível não simpatizar com Grohl e sua gangue, que passam um ar de gente boa, de serem bons de papo e de copo, daqueles brothers que sempre garantem a diversão quando reunidos.
Pra não dizer que tudo se perde, “Outside" merece destaque, com lampejos da banda que conquistou fãs em todo o mundo unindo energia, agressividade e melodia. As melodias vocais grudentas, os backing vocals e os trechos instrumentais fazem com que essa faixa seja um ponto fora da curva de Sonic Highways, contrastando totalmente da mediocridade que impera em todo o trabalho. O que, convenhamos, é muito pouco em um disco com oito novas canções.
Sonic Highways é um dos piores discos que ouvi nos últimos anos. Ele redefine o conceito de álbum de rock ruim. Muito ruim.
Na verdade, o trabalho é uma homenagem de David Gilmour e Nick Mason para Richard Wright, tecladista da banda, falecido em 2008. O guitarrista e o baterista, com a ajuda de outros músicos e produtores, retrabalharam e evoluíram ideias que Wright trouxe para The Division Bell, álbum lançado pelo grupo em 1994.
Sendo bem radical e arrumando pano pra manga, na verdade o tal “último disco” do Pink Floyd foi lançado há 35 anos atrás e atende pelo nome de The Wall. Após isso, a banda colocou no mercado um álbum praticamente solo de Roger Waters (The Final Cut, de 1983) e os esforços de Gilmour em manter o nome na ativa após vencer a batalha judicial contra o baixista (A Momentary Lapse of Reason, de 1987, e o já citado The Division Bell). Um progger mais chato pode até dizer que Animals seria o canto do cisne do Pink Floyd como banda, já que Waters foi o chefão/ditador em The Wall, mas isso é assunto para outro dia.
Dessa maneira, o que temos em The Endless Riversão 18 canções inéditas, sendo que 17 delas são instrumentais. Apenas “Louder Than Words” - título apropriado, não? - contém vocais. A dica para entender o disco é compreender o seu contexto: David e Nick homenageando Rick, trazendo ao público algumas das últimas composições em que o tecladista trabalhou. Não é um álbum do Pink Floyd, está longe disso. Não há termos de comparação com The Dark Side of the Moon, The Wall ou qualquer outro álbum clássico da banda inglesa. Mas por que tem o nome da banda na capa, então? Porque vende mais, só por isso.
Inegavelmente, trata-se de um belo requiém para a obra de Wright, um dos instrumentistas mais subestimados do rock. Com canções contemplativas e repletas de sentimento, The Endless River aproxima-se em diversos momentos da new age, estilo que não está assim tão distante do universo floydiano. Gilmour e Mason fizeram um belo trabalho, encaixando texturas, acordes, sons e batidas, formatando as faixas. Está longe de ser uma obra-prima, um “clássico”, um disco que irá mudar o mundo, mas esse nem era o objetivo.
The Endless River traz tranquilidade, traz paz, traz carinho e afeição para os ouvidos. Esqueça que o disco tem o nome do Pink Floyd estampado na capa. Não olhe para trás, viva apenas o presente. É dessa maneira que você curtirá canções sinceras e cheias de significado. Afinal, todo mundo que gosta de música sabe que uma boa melodia, um bom arranjo, uma boa canção, valem muito mais que as palavras. E é justamente isso que encontramos aqui.
Este segundo álbum de McLean apresenta a famosa faixa-título, "American Pie". O álbum alcançou o primeiro lugar na Billboard 200 em 1972.
"American Pie", uma canção folk rock escrita pelo cantor e compositor americano Don McLean, é sobre "o dia em que a música morreu". Foi gravada e lançada no álbum de mesmo nome em 1971. O single permaneceu em primeiro lugar nas paradas dos EUA por duas semanas em 1972.
A música faz referência à história do rock and roll, começando com as mortes dos músicos Buddy Holly, Ritchie Valens e The Big Bopper em um acidente de avião em 1959 e continuando até 1970.
A importância de “American Pie” para o patrimônio musical e cultural dos Estados Unidos foi reconhecida pelo projeto educacional “Songs of the Century”, que a classificou em quinto lugar entre as canções do século XX.
A letra da música é fonte de curiosidade. Embora McLean tenha dedicado o álbum American Pie a Buddy Holly, nenhum dos músicos que viajavam no avião no momento do acidente é mencionado nominalmente. Quando perguntaram a McLean o significado de "American Pie", ele respondeu: "Significa que nunca mais terei que trabalhar". Mais tarde, declarou com mais seriedade: "Vocês encontrarão muitas 'interpretações' das minhas letras, mas não vou contar a minha... Lamento deixá-los assim, mas há muito tempo percebi que os compositores devem fazer suas declarações e ir embora, mantendo um silêncio digno."
Don McLean (nascido em 2 de outubro de 1945 em New Rochelle, Nova York) é um cantor e compositor americano, mais conhecido por sua balada "American Pie", de 1971, sobre um evento conhecido como "O Dia em que a Música Morreu" e baseado nas mortes de Buddy Holly, Ritchie Valens e The Big Booper em um acidente de avião. Esta música foi regravada por Madonna em 2001 em seu álbum "Music".
Um poema sobre McLean, "Killing Me Softly With His Blues", de Lori Lieberman, foi transformado em uma canção chamada "Killing Me Softly", de Charles Fox e Norman Gimbel. Lieberman foi o primeiro a gravá-la (1971), embora a canção tenha alcançado seu maior sucesso através de vários covers. Um dos mais significativos foi em 1973, com Roberta Flack nos vocais, e quase um quarto de século depois, em 1996, outra versão dos Fugees a trouxe de volta à fama.
Em 1981, McLean alcançou o primeiro lugar internacionalmente com o clássico de Roy Orbison, "Crying". O próprio Orbison certa vez descreveu McLean como "a voz do século", e uma regravação futura da música viu Roy Orbison incorporar elementos da versão de McLean.
Curiosamente, a banda americana de punk rock NOFX, em seu álbum “45 Or 46 Songs That Weren’t Good Enough To Go On Our Other Records”, interpretou uma versão da música “Vincent” em seu próprio estilo.
Tracklist:
01. American Pie 02. Till Tomorrow 03. Vincent 04. Crossroads 05. Winterwood 06. Empty Chairs 07. Everybody Loves Me, Baby 08. Sister Fatima 09. The Grave 10. Babylon
Este concerto de Domenico Modugno foi gravado pela televisão suíço-italiana em 7 de janeiro de 1981 e lançado apenas vinte anos depois, primeiro em CD e, posteriormente, também em DVD, em sua versão completa. O que apresentamos aqui é o áudio retirado do DVD , que apresenta o concerto exatamente como foi transmitido pela RTSI. O repertório é composto por sucessos antigos (a maioria em medley) e outros mais recentes, como "L'anniversario" e "Il maestro di violino". Duas músicas que foram comentadas quando foram lançadas devido ao seu conteúdo. A primeira é uma elegia ao que hoje seria definido como uma "união livre", razão pela qual foi censurada pela televisão italiana. Modugno posteriormente transferiu os direitos autorais para o PSI (Partido Socialista Italiano), que a republicou na campanha eleitoral para o referendo sobre o divórcio. A segunda música fala do amor impossível — mas recíproco — de um professor de música por uma aluna violinista, trinta anos mais nova. Outra música que gerou polêmica foi "Il vecchietto", que foi acusada de abordar um tema sério e complexo, como o abandono dos idosos, de uma forma excessivamente alegre e simplista.
Além da qualidade sonora, esta gravação é um documento importante porque representa a última apresentação ao vivo do Mister Volare para uma plateia televisiva. Alguns anos depois, Modugno sofreu um derrame, e as graves consequências da doença o impediriam para sempre de retomar sua carreira artística com plena capacidade. Aqui, ainda podemos apreciar as qualidades de um músico e showman completo, muito capaz de entreter o público com piadas e anedotas inteligentes habilmente inseridas entre as músicas. Entre as canções, a comovente "Amara Terra Mia", uma canção sobre um emigrante já incluída no álbum "Con el cariño de la memoria" (Paola a apresentou nestas páginas há alguns dias), e "Vecchio frack", uma das canções que Modugno sempre disse (e o faz aqui também) que mais ama. O público concorda plenamente!
Tracklist:
01. Piove (Modugno-Verde-Modugno) 02. Nel blu dipinto di blu (Volare) (Migliacci-Modugno) 03. La donna riccia (Modugno-Romagnoli) 04. Tu sì ‘na cosa grande (Gigli-Modugno) 05. ‘O cafè (Pazzaglia-Modugno) 06. Come hai fatto (Pazzaglia-Modugno) 07. L’anniversario (Fiastri-Modugno) 08. Come stai (Pazzaglia-Modugno) 09. La lontananza (Modugno-Bonaccorti-Modugno) 10. Vecchio frack (Modugno) 11. Stasera pago io (Modugno) 12. ‘U pisci spada (Modugno) 13. Io (Migliacci- Modugno) 14. Strada ‘nfosa (Modugno) 15. Resta cu’mme (Modugno-Verde-Modugno) 16. Se Dio vorrà (Garinei-Giovannini-Modugno) 17. Amara terra mia (Modugno-Bonaccorti-Modugno) 18. Il vecchietto (Modugno) 19. Il maestro di violino (Caruso- Modugno) 20. Che me ne importa a me (Il tango d’Armando) 21. Meraviglioso (Pazzaglia-Modugno)