sábado, 1 de novembro de 2025

Duff McKagan – Lighthouse: Live from London (2025)

 

Gravado e filmado em 5 de outubro de 2024, diante de uma plateia lotada no histórico Islington Assembly Hall, em Londres, Inglaterra, Lighthouse: Live from London apresenta McKagan e sua banda interpretando canções de toda a lendária carreira do icônico músico e compositor, incluindo versões estelares de faixas originalmente encontradas em seu aclamado terceiro álbum solo, 'Lighthouse', de 2023.
A Lighthouse Tour '24 viu McKagan incendiar casas de shows lotadas na América do Norte, Europa e Reino Unido, acompanhado por sua equipe de músicos de elite: o guitarrista Tim DiJulio, o guitarrista/tecladista Jeff Fielder, o baixista Mike Squires e o baterista Michael Musburger, com o som ao vivo projetado por seu colaborador de longa data, Martin Feveyear.

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Gravado e mixado por Feveyear, 'Lighthouse: Live from London' reúne versões eletrizantes ao vivo de composições originais de McKagan como I SAW GOD ON 10TH ST., LIGHTHOUSE e a explosiva CHIP AWAY (uma das favoritas do próprio Bob Dylan), além de performances alucinantes de I WANNA BE YOUR DOG, dos Stooges, I FOUGHT THE LAW, dos Crickets (com influências de The Bobby Fuller Four e The Clash), e o clássico YOU'RE CRAZY, do Guns N' Roses.
Além disso, 'Lighthouse: Live from London' conta com uma participação especialíssima do guitarrista e cofundador dos Sex Pistols, Steve Jones, em que os dois amigos (e companheiros de banda do Neurotic Outsiders) unem forças para interpretações únicas de CAN'T PUT YOUR ARMS AROUND A MEMORY, de Johnny Thunders, e HEROES, de David Bowie. Esta última já pode ser vista no canal oficial de McKagan no YouTube.

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Hilary Woods – Night CRIÚ (2025)

 

Night CRIÚ evoca cerimônias clandestinas em clareiras de floresta, rituais secretos que acontecem nas profundezas de uma caverna. Crepuscular e fantasmagórico, este é um reino onde uma voz entoada e reverberante se funde com coros ritualísticos, metais ondulantes, cordas metodicamente dedilhadas e percussão sem pressa.
Musicalmente, a linhagem poderia ser o trabalho solo de Lisa Gerrard, do Dead Can Dance, ou Anna von Hausswolff em sua forma mais minimalista. Se o quinto álbum solo da irlandesa Hilary Woods fosse usado como trilha sonora do filme tcheco de 1967, Marketa Lazarová, ou de Herz aus Glas , de Werner Herzog, de 1976 , seria uma transposição perfeita – esta música existe além do espaço e do tempo.
Para Woods, chegar a este ponto não foi linear. Desde 1999, ela foi baixista de…

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…o trio dublinense JJ72, com sua sonoridade grunge e influências mainstream. Ela saiu em 2003, pouco depois do lançamento do segundo álbum da banda. Após um período de pausa, seu primeiro álbum solo foi lançado em 2013. Os dois últimos LPs de Woods, Birthmarks (2020) e Acts Of Light (2023) , foram inteiramente instrumentais, sem vocais. Agora, ela está usando sua voz na música.

Seu novo álbum espectral – a segunda palavra do título se traduz como “equipe” – emprega um tipo de maximalismo minimalista: há um coral infantil, uma banda de metais. Mas cada coletivo musical é discreto, com a produção habilidosa criando uma distância entre tudo. O que poderia ser ostentoso é, em vez disso, contido. Os elementos de drone que permeiam Birthmarks e Acts Of Light estão praticamente ausentes.

Embora as letras sejam difíceis de discernir – presumivelmente de propósito – e impressionistas, o tema principal do álbum parece ser encontrar o que está enterrado na psique e torná-lo aparente: expressar o que emerge após romper as barreiras que selam o inconsciente. Mergulhe nessa experiência, mas não se surpreenda se Night CRIÚ lançar um feitiço quase hipnótico

Admiral Fallow – First of the Birds (2025)

 

Este quinto álbum de estúdio do Admiral Fallow é o primeiro em quatro anos, com pelo menos uma faixa ("The Shortest Night") datando de ainda mais longe, dos primeiros dias da pandemia. Claramente, o quinteto de Glasgow é o tipo de banda que gosta de deixar suas ideias respirarem, cristalizarem-se em seu próprio ritmo, algo palpável em First of the Birds ; as melhores músicas aqui são majestosas e refinadas, desdobrando-se em seu próprio tempo. A
faixa de abertura, "First Names (Storms)", é um exemplo disso, assim como a impressionante "Dead in the Water", juntamente com a belíssima faixa de encerramento, "All the Distractions" – todas faixas onde a instrumentação esparsa e elegante fornece a base para que os vocais comoventes do vocalista Louis Abbott se sobreponham. Em outros momentos, há experimentação, com uma mistura…

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…resultados; o ambicioso art-rock de Daydreaming (Why Any of This?) pode ser o destaque do disco, com sua paisagem sonora mutável, mas as tentativas de pop-rock exuberante (The Shortest Night; Headstrong) soam confusas e destoam do tom mais comedido do álbum. Mesmo assim, First of the Birds ainda consolida o Admiral Fallow como um dos grupos de indie-rock mais reflexivos da Escócia, enquanto se aproximam dos 20 anos de carreira

Quinnix - Symphony Of The Lost Children - 2025

 


Ready To Be Hated - The Game Of Us - 2025

 


Scarlet Rayne - Theater Humanitarian (1989)

 



Style: Progressive/Power Metal
Origin: US

Tracklist:

1. Scarlet Rayne 06:01  
2. Alpha & Omega 04:42  
3. Tales of the Lost 04:34  
4. Covered Fear 05:42  
5. C.F.C. 04:40  
6. Sands of Time 06:52  
7. Through Eyes of the Past 06:52  
8. Midnight Excursion 00:43







Sea of Dreams - Dawn of Time (1996)

 



Origin: Norway

Tracklist:
2. First Step 05:43 
3. Pain 07:27 
6. Preach Of Fire 04:51 
8. Legends 07:40 
9. Wait For The Day 03:44 
10. Black Roses 05:36 
11. Sheila 04:59 
12. Dawn Of Time 10:40






Sentenced – The Cold White Light [2002]

 



Uma das coisas que sempre me incomodou nas bandas que vão pelo lado mais Gothic do Metal é que, cedo ou tarde, elas acabam descambando pro som de danceteria. Reparem bem, o primeiro disco é um Death podreira, o segundo finca raízes no som depressivo e dali a pouco já virou uma junção de clubbers – algumas se arrependem mais tarde e promovem as famigeradas voltas às raízes. Graças às forças superiores, o Sentenced acabou antes dessa tragédia se abater sobre sua existência, se é que ela realmente aconteceria. Começou no lado extremo da força e se estabilizou na mistura de Gothic/Doom com Heavy Metal puro e pesado.

The Cold White Light é o penúltimo álbum desses finlandeses e, em minha opinião, uma verdadeira obra-prima. Denso, melancólico e até mesmo com alta dose de humor negro, como na surpreendente “Excuse Me While I Kill Myself” – não levem a sério, crianças. Enfim, uma companhia perfeita para os momentos de mais pura tristeza. Afinal de contas, como eu sempre digo, a gente só sai do fundo do poço quando chega lá. Não adianta ficar se segurando na beirada, tem que mergulhar pra conseguir sair renovado no futuro. E esse disco consegue te levar até lá sem escalas, servindo como uma perfeita trilha sonora de exorcismo pessoal.


É muito difícil destacar alguma música em especial. Esse é daqueles que se você gostar de uma, vai acabar gostando de todas. E se não gostar de nenhuma, pode deletar que não vai aproveitar nada mesmo. Outra dificuldade para analisá-lo de maneira direta é justamente essa complexidade de sentimentos que ele desperta. Sendo assim, não há como não ter um envolvimento particular, especialmente para quem entende as letras, pois elas despertarão as mais profundas sensações em quem as interpreta. Por isso, apenas digo que baixem e aproveitem cada minuto da audição. E preparem-se para uma viagem ao lado mais sombrio de sua vida. Mais do que ouvir, é um disco para sentir.

O play obteve vendas expressivas na terra natal do grupo, ganhando disco de ouro e ficando duas semanas no topo das paradas, na frente de vários artistas consagrados e bem mais acessíveis. Aliás, o clipe para “No One There”, música de trabalho, também teve ótima circulação nas tevês locais, mesmo sendo um vídeo extremamente melancólico e que vai emocionar aqueles que são mais sensíveis ao sofrimento alheio no fim da vida. E como está escrito no encarte: “Há somente uma forma de se vir a este mundo, mas tantos modos de se deixá-lo”. Download mais que recomendado!

Ville Laihiala (vocals)
Miika Tenkula (guitars)
Sami Lopakka (guitars)
Sami Kukkohovi (bass)
Vesa Ranta (drums)

01. Konevitsan Kirkonkellot
02. Cross My Heart And Hope To Die
03. Brief Is The Light
04. Neverlasting
05. Aika Multaa Muistot (Everything Is Nothing)
06. Excuse Me While I Kill Myself
07. You Are The One
08. Blood & Tears
09. Guilt And Regret
10. The Luxury of a Grave
11. No One There



Tedeschi Trucks Band – Revelator [2011]

 




Derek Trucks casou com Susan Tedeschi e, com ela, formou a melhor banda de southern rock do século. Um grupo bem família, diga-se.

Onze pessoas super talentosas tocando em uma big band um som de raiz, com cheiro de bayou e textura de asfalto. Desde as maravilhosas Seger Sessions de Bruce Springsteen que não se via algo assim na cena musical. Sem processadores e sintetizadores, apenas músicos tocando seus instrumentos de forma sincera e orgânica. Revelator mostra o talento do casal como compositores, performers e produtores; algo que já estava mais que provado no histórico individual dos dois.



Um fato interessante é que ambos foram indicados para o Grammy de 2009 na categoria de melhor disco de blues contemporâneo. Ela, com seu Back to the River e ele com o já postado Already Free. Ele ganhou o prêmio, mas o páreo foi duro.

Susan Tedeschi canta e toca a sua guitarra com um abandono que a faz uma das melhores performers do estilo. Sua voz é forte e doce ao mesmo tempo. Ouça a faixa de abertura Come See About Me e sinta essa voz fantástica. É reconhecível à primeira nota, demonstrando identidade e, principalmente, personalidade.

Derek Trucks aparece o tempo todo. Sola com seu dobro e com suas guitarras, sempre com um fraseado de slide inconfundível. E isso torna o play tão especial: dois músicos com voz e fraseados próprios, com identidade marcante, cada um no seu quadrado. Para um casal com dois filhos, excursionar juntos deve ser uma bênção. Mas Trucks permanece com sua carreira ao lado dos Allman Brothers Band. Tudo em família.


A veia blues divide espaço com o soul, o gospel e o rithm‘n’blues, temperados com os melhores timbres possíveis. O cuidado com o resultado sonoro (não apenas as composições, mas nas execuções) demonstra que, apesar do clima de jam session, todos têm sua vez nos holofotes. Quem acompanha a carreira de Trucks sabe que ele nunca foi um rockstar, apesar de tomar para si a responsabilidade de conduzir a banda que o segue. Assim como seu parceiro Warren Haynes, ele é um trabalhador.


Francamente, não consigo comentar faixa a faixa este disco. É um trabalho completo, uma obra que deve ser apreciada como um todo. Obra prima que representa o estado da arte. Fica apenas uma pergunta: por que não botaram o pé na estrada juntos antes, senhores? Afinal, se excursionavam em separado, é porque tinham alguém pra cuidar das crianças.

Para valorizar a família ou, simplesmente, curtir uma sonzeira maravilhosa.

Track List

1. Come see about me
2. Don’t let me slide
3. Midnight in Harlem
4. Bound for glory
5. Simples Things
6. Until you remember
7. Ball and chain
8. These walls
9. Learn how to love
10. Shrimp and grits
11. Love has something else to say
12. Shelter

Susan Tedeschi (vocais e guitarra)
Derek Trucks (violão e guitarra)
Oteil Burbridge (baixo)
Kofi Burbridge (teclados e flauta)
Tyler Greenwell (bateria e percussão)
J.J. Johnson (bateria)
Mike Mattison, Mark Rivers (backing vocais)
Kebbi Williams (saxofone)
Maurice Brown (trompete)
Saunders Sermons (trombone)




Wovenwar: crítica de Wovenwar (2014)

 



O Wovenwar é fruto de toda a confusão em que Tim Lambesis, vocalista do As I Lay Dying, transformou a sua vida. Preso por planejar o assassinato de sua esposa, o músico forçou os demais integrantes a darem uma pausa na banda. Mas não em suas carreiras, como atesta o Wovenwar. Os demais músicos juntaram forças com o vocalista Shane Blay e tocaram o barco adiante.

O resultado é o autointitulado álbum de estreia do Wovenwar, lançado no início de agosto pela Metal Blade. De modo geral, as 15 faixas do play apresentam similaridades com o As I Lay Dying, e não havia como ser diferentes, afinal 80% dos integrantes são os mesmos. No entanto, a principal característica que diferencia o som dos dois quintetos é a maior acessibilidade do Wovenwar em relação ao As I Lay Dying. As canções são mais pegajosas, com refrãos sempre marcantes e doses às vezes até exageradas de melodia. Em certos momentos, daria até para classificar a música do Wovenwar como uma espécie de metalcore pop, se é que isso existe.

Mas não se assuste, pois, apesar do possível estranhamento inicial, o disco soa bastante agradável e com diversos bons momentos. Há grandes canções por aqui, como “All Rise”, “Death to Rights”, “Ruined Ends” e “Identity”, e que cairão como uma luva nos órfãos do AILD. Porém, várias faixas acabam soando açucaradas demais, transmitindo a incômoda sensação de uma banda presa à uma fórmula - no caso, riff com melodia, versos agressivos e refrão novamente melodioso. Não que isso seja de todo ruim, mas o fato é que, tirando as canções acima citadas e mais outras poucas, o álbum não chegar a empolgar como se esperaria.

O Wovenwar, de uma maneira sadia e refrescante, também tenta sair do comum e trilha caminhos até inéditos se compararmos com o As I Lay Dying. Exemplos disso são faixas como “Father/Son” e “Prophets”, composições contemplativas e que fogem totalmente do que se esperaria encontrar em um álbum com o envolvimento de músicos com tal background. Ainda que não acerte necessariamente na mosca, essa atitude é bem-vinda e mostra uma sempre saudável inquietude artística.

Com o Wovenwar, os fãs do As I Lay Dying continuam tendo uma banda para chamar de sua. E, a julgar pelo tamanho da encrenca em que Lambesis se meteu, está aqui o futuro de seus antigos companheiros - e, espera-se, também de seus fãs.






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