quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Deafheaven: crítica de Sunbather (2013)

 



No dia 11 de junho de 2013, um certo disco com uma inusitada capa de tons róseos e apenas o nome do trabalho escrito com fonte que parecia tirada de uma revista de moda fisgou a atenção de praticamente todo o mundo musical. Sunbather, o segundo  álbum do Deafheaven, formado pela dupla americana George Clarke e Kerry McCoy, imediatamente teve todos os holofotes apontados para ele, extrapolando qualquer barreira que ainda pudesse existir entre a restrita música extrema e o absurdo sucesso mainstream (ora essa, eles apareceram até no anúncio do iPhone 5C).

E não apenas isso, o álbum figurou como um dos principais destaques do ano nas mais diversas publicações, superando inclusive os trabalhos quase unanimes do Black Sabbath e do Carcass, por exemplo, e considerada uma das maiores obras-primas recentes em diversas críticas mundo afora. Então, uma questão permanece martelando na mente de muitos: é realmente tudo isso?

As primeiras notas de “Dream House”, que percorrem de forma desenfreada os minutos iniciais do álbum, apresentam de forma clara a sujeira resultante do híbrido entre o black metal e o post-rock. Apesar de a tendência puxar mais para o lado do primeiro, por conta da predominância da velocidade e da crueza dos timbres dos instrumentos, os incessantes blastbeats e as terríveis linhas vocais cuspidas de forma atônica, é inegável que há a criação de uma atmosfera riquíssima, com notável quebra de ritmo e interessante mudança de direcionamento em seu final, para algo mais contemplativo e perigosamente próximo ao shoegaze.

Na estrutura de Sunbather, as faixas mais longas são intercaladas por outras menores, como uma transição de pensamentos controversos na mente de uma pessoa com sérios distúrbios de personalidade. Mal cessa o caos de “Dream House”, a tranquilidade quase pastoral nos dedilhados de “Irresistible” remete a tempos mais simples e despreocupados, que são obliterados com a gélida introdução da faixa título, e talvez exatamente por isso, comecem a transparecer alguns pontos estranhos.

A música que dá nome ao álbum traz a mesma fórmula, alternando entre os momentos mais vomitados com outros de pura catatonia épica, de margens nebulosas, praticamente impossíveis de serem definidas. Os poucos descansos sonoros, quase esbarrando no rock progressivo também funcionam como minúsculos interlúdios em uma faixa que parece correr em volta do seu próprio eixo de forma cansativa (ok, talvez isso faça parte da proposta da banda – mas ainda assim determinadas passagens parecem estar ali sem nenhum propósito).

“Please Remember”, com seu crescendo de ruídos e interferências tipicamente utilizadas no post-rock atinge o seu ápice cacofônico até descambar para uma belíssima passagem acústica que precede “Vertigo”, a composição mais completa em Sunbather, aonde a dupla atinge o perfeito equilíbrio entre as suas diversas influências, com 14 minutos de mudanças de andamento devidamente encaixadas e em coerente desenvolvimento. Do hipnótico início árcade, que aos poucos recebe inserções de elementos mais desconexos até os mais agressivos momentos, “Vertigo” realmente cria uma experiência muito além da musical e finalmente torna-se possível visualizar um ambiente alvorar próximo às inusitadas cores da arte do trabalho.

Em seguida, chega a ser intrigante imaginar se as pregações em “Windows” não fazem referência ao Pink Floyd, unindo a transmissão com um incessante loop de sintetizador e piano, como se Waters e Wright, em uma realidade alternativa, fossem entusiastas de um som mais extremo. Devaneios a parte, “The Pecan Tree” mergulha de forma ainda mais profunda no black metal, de certo sentimento épico que flutua entre o Burzum e o Bathory em certos momentos, contando com um instrumental ainda mais saturado e estourado, irreconhecível quando as passagens etéreas aparecem de forma brusca e assustadora, criando mais uma vez o contraste entre as identidades conflitantes da banda, encerrando o álbum praticamente da mesma forma que começou.

Há qualidade em Sunbather. Principalmente pela inversão da equação que o Deafheaven faz, ao basear as músicas não em faixas extremas com toques atmosféricos, mas sim de ser uma banda de post-rock/shoegaze que utiliza elementos extremos para acentuar a sonoridade apocalíptica de sua criação e o conflito transparecido também nas letras. Analisando isoladamente, é um bom trabalho, de produção excessivamente suja em certos momentos e um vocal apático que tenta vociferar de forma agonizante algo que o estraçalha por dentro, mas acaba passando a mensagem apenas de forma monótona, apesar das inteligentes estruturas instrumentais e pela combinação já comentada.

Qual o motivo então de todo o hype em cima do  álbum? Bandas como Fen e Alcest (e até mesmo o Burzum) já fizeram algo próximo em sua discografia, da mesma forma que outros ótimos lançamentos de 2013, dos grupos Capa, Altar of Plagues, Castevet, Gris e Vattnet Viskar (para citarmos alguns) podem não ter proposta exatamente igual, mas apresentam direcionamentos parecidos e não tiveram nem uma porcentagem do reconhecimento do Deafheaven. Não estamos falando que é injusto, apenas que soa um tanto quanto descabido.

O black metal manifestado em meio a outros estilos não é grande novidade, e tampouco aparece aqui em sua forma mais completa e coerente durante todo o trabalho. Então, quais seriam os motivos de toda a comoção causada? Teria atingido um público diferente, ainda ignorante em relação a tudo o que vem sendo lançado nos últimos anos? O trabalho visual e o conteúdo lírico confundiram as pessoas em um primeiro instante? Há necessidade de ter uma obra prima e enfiarmos esse veredito goela abaixo de todos, em uma tentativa de unir grupos inicialmente antagônicos? E quanto ao próximo álbum, daqui a alguns anos, terá recepção tão calorosa por aqueles que facilmente se cansam e descartam o novo de ontem como se fosse arcaico hoje? Muitas questões permanecem, e assim provavelmente continuarão durante algum tempo.

Em todo caso, como já dito: há qualidade em Sunbather. Também há beleza e elegância deitada ao lado da desordem e do desespero em um gramado ao nascer do sol. É um bom disco, e deve ser encarado musicalmente como tal. O reconhecimento pelo trabalho da banda é excelente, de fato, mas devemos ter em mente que não é a única bolacha no pacote.

Nota 7,5

Faixas:
1 Dream House
2 Irresistible
3 Sunbather
4 Please Remember
5 Vertigo
6 Windows
7 The Pecan Tree 




Dave Evans: crítica de Sinner (2006) e Judgement Day (2008)

 



O australiano Dave Evans é o vocalista original do AC/DC. Ele permaneceu na banda por aproximadamente um ano, sendo substituído por Bon Scott em outubro de 1974, período no qual participou da gravação do primeiro single do grupo. O resto é história, e o quinteto criado pelos irmãos Angus e Malcolm Young se transformou em um dos maiores nomes e em uma das mais perfeitas traduções do rock and roll. Já Evans não trilhou o mesmo caminho. Ainda na década de 1970 fez parte do Rabbit, com quem gravou dois discos apenas medianos - o debut batizado apenas com o nome da banda e Too Much Rock N Roll, ambos lançados em 1976. Depois foi para o Thunder Down Under na década de 1980, onde também não decolou, e mais recentemente lançou três discos solo. O segundo e o terceiro acabam de ser lançados no Brasil pela Hellion Records.

Sinner e Judgement Day são dois itens apenas curiosos, e muito provavelmente atrativos apenas para os fãs mais dedicados do AC/DC. Como era de se esperar, ambos trazem um hard xerocado da banda de Angus e Malcolm, soando como uma espécie de cover esforçado e nada além disso. As canções trazem as principais características do AC/DC e, em alguns momentos, chegam até a quase roubar passagens inteiras compostas pelos Young. 


Pessoalmente, não vejo motivo algum para discos como esses serem lançados no Brasil. São álbuns fracos, para dizer o mínimo, e que não sobrevivem à primeira audição. Entendo a curiosidade de quem quer conhecer a carreira de Dave Evans, mas, para esses, recomendo os LPs do Rabbit.

O chamado classic rock está sedimentado e possui um mercado próprio que já é alimentado pelas bandas que fizeram história na música, o que não é o caso do cidadão chamado Dave Evans. Enquanto gravadoras preferirem investir em coisas genéricas e de gosto duvidoso como esses dois discos em detrimento a dar espaço para novas bandas, mais limitado e saudosista ficará o mercado e a mente de quem acha que nada de bom é produzido atualmente.

Em suma, passe longe, vá ouvir os seus discos do AC/DC e não perca tempo com figuras como Dave Evans.







Rhapsody of Fire: crítica de Dark Wings of Steel (2013)

 


Quando o guitarrista Luca Turilli e o tecladista Alex Staropoli anunciaram a separação de sua dupla criativa, o verdadeiro centro de poder do grupo italiano Rhapsody of Fire, e a subseqüente criação de duas bandas distintas, houve quem apostasse imediatamente que o grupo agora liderado por Staropoli fosse sair perdendo. Afinal, por mais que que o tecladista tenha ficado com o nome Rhapsody of Fire e com a presença do vocalista Fabio Lione, era inevitável lembrar que Turilli, além de compor as canções ao lado de Staropoli, também era o responsável pelas letras e pelas sagas de fantasia medieval que davam base para o conceito de cada  álbum, uma característica bastante marcante da banda. 

Com Lione a cargo das letras e Staropoli cuidando das composições (junto com o irmão, Manuel, que chegou a participar dos corais do primeiro Symphony of Enchanted Lands), uma coisa fica bastante clara neste Dark Wings of Steel, o primeiro álbum sem Turilli: a qualidade e intensidade das letras caiu bastante, é verdade. Isso não dá para negar, resultando numa estranha (e por vezes incompreensível) mescla de dragões e temas de cunho quase religioso. Mas, no que diz respeito ao aspecto de composições, Dark Wings of Steel mostra um Rhapsody talvez um pouco menos épico. Digamos que esta é uma coleção de canções menos trilha-sonora e mais heavy metal. Dark Wings of Steel quer conversar muito com Dawn of Victory, o melhor momento da discografia do Rhapsody, ainda sem "of Fire". É um disco que pretende ser mais reto, mais direto, menos dependente de vinhetas, orquestrações, corais e narrações de Christopher Lee. E isso, senhoras e senhores, seria um movimento interessante. Isso mesmo. Apenas "seria". Porque, de fato, não o é. Explico.

Apesar de pretender caminhar em direção a Dawn of Victory, o novo álbum do quinteto não consegue chegar lá. A falta de Turilli como guitarrista não é, de fato, sentida. Instrumentalmente, a banda está muito bem arranjada: o novato Roby De Micheli, agora atuando sozinho (já que o outro guitarrista, Tom Hess, também se mandou), segura bem as pontas. E o novo baixista, Oliver Holzwarth, irmão do baterista e bem conhecido dos fãs por ser o músico que acompanha o Blind Guardian ao vivo há anos, também não faz feio. O caso é que, desde o primeiro minuto da faixa inicial "Rising From Tragic Flames", fica claro que Dark Wings of Steel é bonito, até, mas falta algo. Falta a potência, o peso, a vibração de Dawn of Victory. Faltou ser um pouco menos power e um pouco mais metal. Do início ao fim, tudo soa achatado, genérico, neutro, como o que qualquer boa banda europeia faria com um pé nas costas. O grupo parece ter preferido jogar no seguro, no garantido, sem se permitir um único segundo de ousadia. O resultado acaba sendo óbvio e pouco empolgante. 

Não que as músicas sejam ruins. Mas chega a ser complicado dizer claramente a diferença entre o eficiente single "Silver Lake of Tears" e passagens como "Fly to Crystal Skies", "A Tale of Magic" e a faixa-título. Todas se parecem. A audição, do começo ao fim, torna-se monótona. Mesmo a balada em italiano "Custode di Pace", um momento que o Rhapsody parece ter transformado em obrigatório em suas bolachas, chega a surpreender. Falta comer muito feijão com arroz para chegar a ter o sentimento de "Guardiani Del Destino" ou da gloriosa "Lamento Eroico". 

Em Dark Wings of Steel, o Rhapsody of Fire provou que consegue, de alguma forma, continuar de pé sem a presença do Turilli músico. Bom. Mas como o disco de estreia da banda de Turilli (lançado em 2012) parece sofrer rigorosamente do mesmo mal deste álbum, uma falta crônica de adrenalina, tudo indica que agora o futuro do Rhapsody of Fire reside  estritamente nas mãos de Staropoli. Afinal, é ele quem vai ter que descobrir como fazer a magia voltar a acontecer sem a sua ótima química com Turilli. Do seu lado, Turilli tem o mesmo desafio. Vamos ver se eles conseguem encontrar, cada um a seu modo, a outra metade do medalhão mágico. 

Faixas:
1. Vis Divina (Divine Strength)
2. Rising From Tragic Flames
3. Angel of Light
4. Tears of Pain
5. Fly to Crystal Skies
6. My Sacrifice
7. Silver Lake of Tears
8. Custode di Pace
9. A Tale of Magic
10. Dark Wings of Steel
11. Sad Mystic Moon




Fiona Apple – When The Pawn… (1999)


A transição de uma estudante do ensino médio excêntrica para uma estrela também teve seus contratempos. Mais tarde, ela diria que se sentiu pressionada a interpretar o papel de uma garota aparentemente viciada em heroína no videoclipe de "Criminal", dirigido por Mark Romanek, música que lhe rendeu um Grammy de Melhor Performance Feminina de Rock. Mas em seu segundo álbum, "When The Pawn Hits The Conflicts He Thinks Like A King What He Knows Throws The Blows When He Goes To The Fight And He'll Win The Whole Thing 'Fore He Enters The Ring There's No Body To Batter When Your Mind Is Your Might So When You Go Solo, You Hold Your Own Hand And Remember That Depth Is The Greatest Of Heights And If You Know Where You Stand, Then You Know Where To Land And If You Fall It Won't Matter, Cuz You'll Know That You're Right" (Quando o Peão Entra em Conflitos, Ele Pensa Como um Rei, Ele Desfere Golpes Quando Vai Para a Luta e Vence Tudo Antes de Entrar no Ringue, Não Há Corpo Para Bater Quando Sua Mente É Sua Força, Então, Quando Você Vai Sozinho, Você Segura Sua Própria Mão E Lembra Que Profundidade É a Maior das Alturas E Se Você Sabe Onde Você Está, Então Você Sabe Onde Aterrissar E Se Você Cair, Não Importa, Porque Você Saberá Que Está Certo), ela deixou de se vitimizar. Fiona recebeu muitas críticas por um título de 90 palavras, um poema que escreveu em resposta à imprensa negativa que estava recebendo. Mas ela só recebeu elogios pelo conteúdo: “When the Pawn…” mostrou suas crescentes habilidades como compositora e uma postura mais confiante. Ela estava ainda mais entregue do que em “Tidal”. Seu segundo álbum era mais rico, mais focado e mais texturizado, graças em parte às contribuições do produtor Jon Brion. E, apropriadamente, seu namorado, Paul Thomas Anderson, diretor de “Boogie Nights” e “Magnolia”, dirigiu o videoclipe do primeiro single do álbum, “Fast As You Can”.

Em contraste com os jovens artistas com quem divide o topo das paradas, Apple parece destinada a uma vida de arte empolgante e cativante, não a ser a figura principal em programas de "Por Onde Andam?". Talvez ela não cante "Soul" em sua forma clássica, mas pelo menos é uma cantora disposta a nos dar "Soul".


Tracklist:

01. On The Bound
02. To Your Love
03. Limp
04. Love Ridden
05. Paper Bag
06. A Mistake
07. Fast As You Can
08. The Way Things Are
09. Get Gone
10. I Know





Petra Magoni & Ferruccio Spinetti (Musica Nuda) – Complici (2011)


 

Hoje apresentamos o quarto volume de Musica Nuda , de Petra Magoni e Ferruccio Spinetti, que mais uma vez despojam-se dos clichês da ópera, do jazz, do pop e do soul para preservar a estrutura essencial da música. Para isso, tudo o que é necessário é um contrabaixo perfeitamente executado, uma voz celestial e os silêncios que unem essa intrincada tapeçaria.

Este álbum se diferencia dos seus antecessores por apresentar 11 das 14 faixas como composições originais. Talvez seja por isso que as versões brilham ainda mais: "Mirza" , de Nino Ferrer , "Mon Amour" (uma versão do grande Henri Salvador) e "Felicità", de Lucio Dalla . As demais faixas são de autoria do próprio Magoni-Spinetti e de compositores como Max Casacci (do Subsonica), Pasquale Ziccardi, Carlo Marrale (com letras de Bruno Lauzi), Alessio Bonomo, Alfonso De Pietro, Al Jarreau, Sylvie Lewis e Luigi Salerno . Um belo álbum que, assim como seus antecessores, merece ser ouvido e guardado entre os melhores de nossas coleções de discos.


Tracklist:

01. Vado Giú (Luigi Salerno)
02. Una notte disperata (Pacífico)
03. Complici (Carlo Marrale – Bruno Lauzi)
04. Lei colorerá (Ferruccio Spinetti – Bonomo)
05. Sentieri strade saluti (Petra Magoni – De Pietro)
06. Mirza (Nino Ferrer)
07. When I drink (Stevie Lewis)
08. Rimando (Max Casacci)
09. I giorni di festa (Pasquale Ziccardi)
10. Bach aire (Bach – Al Jarreau – Gil Goktstein)
11. Professionalitá (Petra Magoni – Ferruccio Spinetti)
12. Mon amour (Henri Salvador)
13. Cinéma (Petra Magoni – Ferruccio Spinetti)
14. Felicitá (Lucio Dalla)





Fausto Leali – Una Piccola Parte Di Te (2009)


Faixas inéditas e uma versão cover de um sucesso: este é “Una piccola parte di te”, o mais recente álbum de Fausto Leali. A faixa-título, que explora a relação entre pais e filhos, é magistralmente interpretada por Leali com sua voz calorosa.

Fausto Leali nasceu em Nuvolento, Brescia, em 29 de outubro de 1944.
Sua voz rouca e agressiva, em contraste com os estilos melódicos italianos da década de 1960, lhe rendeu o apelido de "Negro Bianco" (Negro Branco).
Ele gravou seu primeiro single em 1962, sob o pseudônimo de Fausto Denis, para "Nuova Enigmistica Tascabile", uma revista de palavras cruzadas que oferecia um disco de 45 rpm junto com o jornal (e onde Franco Battiato também estreou).

Em 1967, ela alcançou seu primeiro grande sucesso com "A chi", uma versão italiana de "Hurt", de Roy Hamilton, e participou pela primeira vez de "Un disco per l'estate" com "Senza di te". Muitos outros sucessos se seguiram, como "Angeli negri" (uma versão de "Angelitos negros", canção de Pedro Infante de 1948), "Deborah", "Senza luce" e "Un'ora fa".

Após um período sombrio, ele retornou em 1976 com “Io camminerò”, escrita por Umberto Tozzi e que alcançou o topo das paradas; em 1989, despertou entusiasmo com uma versão intensa de “Malafemmena”, canção escrita pelo grande ator Totó em 1951.

Em Sanremo, em 1987, ficou em quarto lugar com "Io ti amo" e, no ano seguinte, em quinto com "Mi manchi". Finalmente, em 1989, venceu o Festival de Sanremo com "Ti lascerò", cantada em parceria com Anna Oxa. Os dois artistas posteriormente apresentariam um dueto no Eurovision com "Avrei voluto".
Em 2003, retornou ao Festival de Sanremo com o single "Eri tu", um grande sucesso que alcançou o status de platina.
E em 2009, voltou a Sanremo com "Una piccola parte di te", faixa-título deste novo álbum.

***

Lista de faixas:

1. Una piccola parte di te
2. Vorrei amore vorrei
3. Nascera'
4. Non credere
5. Guerriero d'amore
6. Sei bellissima
7. Luci a san siro
8. Un'altra volta
9. Almeno tu nell'universo
10. La valigia dell'attore
11. Prop la mar





Jorge Ben - Samba Groove (Brazil)

 



África Brasil é um álbum de 1976 do artista brasileiro Jorge Ben, que na época gravava sob o nome artístico Jorge Ben. Foi o 14º álbum de estúdio de Ben, sendo o anterior Força Bruta, lançado seis anos antes. África Brasil representou um marco na carreira de Ben, com a transição para a guitarra elétrica e a incorporação de estilos da música pop afro-brasileira e afro-americana em seu som. Conhecido por sua sonoridade funk, África Brasil é um dos trabalhos mais famosos de Ben.[2] A revista Rolling Stone Brasil o listou como um dos 100 melhores álbuns brasileiros da história,[3] e ele foi incluído tanto na lista "1001 Álbuns Que Você Deve Ouvir Antes de Morrer", de Robert Dimery, quanto na coleção "1000 Gravações Para Ouvir Antes de Morrer", de Tom Moon.

Para o álbum África Brasil, Ben reelaborou três de suas composições anteriores: "A Princesa e o Plebeu", de Sacundín Ben Samba, "Taj Mahal", de Ben, e "Zumbi", de A Tábua de Esmeralda. A faixa de abertura do álbum, "Ponta de Lança Africano (Umbabarauma)", uma canção sobre um atacante de futebol africano, tornou-se um clássico do futebol. Mais tarde, foi incluída na coletânea Brazil Classics Beleza Tropical, de David Byrne, lançada em 1989, o que levou à exibição do videoclipe da música no canal VH-1. Em 1991, a banda Ambitious Lovers lançou uma versão cover em um single de 12 polegadas que se tornou um sucesso nas pistas de dança. Uma versão da banda Soulfly foi lançada como single em 1998. A versão original da música foi utilizada no documentário Di/Glauber.

Em 1978, o cantor de rock britânico Rod Stewart usou uma melodia de "Taj Mahal" em seu sucesso "Da Ya Think I'm Sexy?". Ben Stewart entrou com um processo por plágio, que resultou na concordância do cantor em doar seus direitos autorais da música para o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Stewart também apresentou a canção no Concerto Música para a UNICEF, na Assembleia Geral das Nações Unidas, em janeiro de 1979.









ORION - Symphonic Prog • France

 



Fundada em Meaux, França, em 1975 - Dissolvida em 1980 - Reformada em 2013

ORION é um caso peculiar de banda sinfônica que escapa aos parâmetros habituais dos grupos franceses, que normalmente seguem a escola da música sinfônica teatral francesa, como MONA LISA e ANGE, ou o som mais voltado para o art rock de bandas como ATOLL.

ORION combina ambas as correntes, mas adiciona uma clara influência do folk medieval semelhante ao GRYFON, além de alguns sons melódicos do lado mais suave de CAMEL e KERRS PINK, o que levou à sua inclusão original no folk progressivo em vez do folk sinfônico, onde eles estão agora e a que pertencem.

A banda foi formada no final dos anos 70, liderada pelo flautista e vocalista Laurent Delenne, responsável pela peculiar influência folk, pelo tecladista Janusz Tokarz e por Franck Mamosa na guitarra.

Em 1977, eles lançaram o single "Folie", que preparou o público para o excelente LP de 1979 "La Nature Vit, L'Homme Lui, Critique...", um produto sinfônico típico do final dos anos 70 (o que chamamos de era neossinfônica) em qualquer parte do mundo, mas incomum na França.

Recentemente, a Musea lançou "Critiques de La Nature Vit, L'homme Lui, Critique..." em DVD com duas faixas bônus dos primeiros compactos de 45 RPM da banda e uma nova capa ilustrada por Jean-Jacques Killian, permitindo-nos ter toda a sua produção em um único álbum.

Há pouca informação disponível sobre a banda após o lançamento do seu LP, mas, apesar da sua curta história, é uma boa opção para os amantes da forma mais eclética de música sinfónica, que suaviza o clássico e a agressividade do teatro francês inspirado no Genesis.


Mel Brown - Jazz Guitar (USA)

 



O guitarrista Mel Brown é aclamado como "Uma Descoberta da Impulse!" em Chicken Fat, seu álbum de estreia pela gravadora, e este disco realmente apresenta um som fantástico e único. Brown tocou nas bandas de T-Bone Walker e John Lee Hooker, e possui um estilo agressivo (embora não áspero) de dedilhado em uma única corda. Neste trabalho, ele se junta a Herb Ellis ou Arthur Wright na guitarra, Gerald Wiggins no órgão e a seção rítmica habitual de Brown, composta por Paul Humphrey na bateria e Ronald Brown no baixo elétrico. Há algumas faixas que soam como blues tradicional, mas este é um disco de soul-jazz vibrante. As músicas são animadas e funky, e a performance de Brown é um verdadeiro deleite. Seus solos blueseiros, quase ousados, conferem um sabor completamente diferente ao som de músicos como Grant Green ou Melvin Sparks. O órgão de Gerald Wiggins é cool e swingado, e o baixo elétrico de Ronald Brown torna este álbum um dos mais funky que a Impulse já produziu. Tanto Herb Ellis quanto Arthur Wright têm seus momentos de solo, com Ellis soando bastante interessante tocando um violão de 12 cordas sem amplificação em algumas faixas. Brown também apresenta timbres agradáveis ​​e, em "Hobo Flats", toca "uma guitarra elétrica com distorção Wah-Wah" (lembre-se, estamos falando de jazz de 1967) "que produz um som cintilante peculiar", segundo as notas do encarte. Só a Impulse! para dar um novo toque ao som de guitarra/órgão. Isso é sensacional.


Bulbous Creation - You Won't Remember Dying (1970)

 



Desconhecida banda norte-america, da região do Kansas/Missouri. Bem pouco se sabe sobre o grupo, seu disco não foi lançado na época, mas é estimado que tenha sido gravado entre 1969 e 1970. O som é um hard-psicodélico com aquela tradição garageira de som bem direto e doidão. A princípio, a primeira faixa esconde um pouco jogo do resto do disco, pois é uma suave e viajante balada com ar campestre. Mas logo em seguida, vem o hard forte com "Having a Good Time" e assim segue o disco, alternando momentos incríveis com bons riffs e outros arrastados e pouco inspirados. O registro tem uma qualidade de som apenas mediana, um pouco
abafado, mas no geral vale a pena ser conhecido pelos garimpadores de plantão.

01 - End Of The Page
02 - Having a Good Time
03 - Satan
04 - Fever Machine Man
05 - Let's Go To The Sun
06 - Hooked
07 - Under The Black Sun
08 - Storm Monday





Destaque

The Alan Parsons Project - Eve (1979)

  Ano: Setembro de 1979 (CD 1990) Gravadora: Arista Records (Alemanha), 258 981 Estilo: Pop Progressivo, Soft Rock País: Londres, Inglaterra...