quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

JEFF BECK - TRUTH (1968)


Truth é o álbum de estréia do guitarrista britânico chamado Jeff Beck. Seu lançamento original aconteceu em julho de 1968, através do selo Epic/EMI. As garvações se concentraram entre 14 e 26 de maio de 1968, nos estúdios Abbey Road, Olympic and De Lane Lea; todos em Londres, no Reino Unido. A produção ficou a cargo do lendário Mickie Most.


Hora do RAC tratar de um dos grandes nomes da história do Rock, o lendário Jeff Beck. Vai se abordar os antecedentes factuais da história antes de chegarmos às faixas do disco.




Antecedentes


O primeiro Jeff Beck Group foi formado em Londres, no início de 1967, e icontava com o guitarrista Jeff Beck, com o vocalista Rod Stewart e com o guitarrista Ronnie Wood, mas com os baixistas e os bateristas mudando regularmente.


Os primeiros baixistas foram Jet Harris e Dave Ambrose, com Clem Cattini e Viv Prince tentando tocar bateria. A formação passou por meses de mudanças de pessoal, notadamente nada menos que quatro bateristas antes de se decidirem por Aynsley Dunbar e mudarem Wood para o baixo. Esta formação passou a maior parte de 1967 tocando no circuito de clubes do Reino Unido e apareceu várias vezes na rádio BBC.


Beck assinou um contrato de gestão pessoal com o produtor musical e empresário Mickie Most, que não tinha interesse no grupo, mas apenas em Beck como um artista solo.


Durante 1967, a banda lançou três singles na Europa e dois nos Estados Unidos, o primeiro, "Hi Ho Silver Lining", sendo o mais bem sucedido, alcançando a 14ª posição na parada de singles do Reino Unido; ele incluía a instrumental "Beck's Bolero" como lado B, que havia sido gravada vários meses antes.


Beck

A formação para essa sessão de “Beck’s Bolero” incluía o guitarrista Jimmy Page na guitarra base, John Paul Jones no baixo, Keith Moon na bateria e Nicky Hopkins no piano.


Frustrado porque a banda não estava tocando um blues rigoroso o suficiente para seu gosto, o baterista Dunbar saiu e foi substituído por Roy Cook para um show, antes de Stewart recomendar Micky Waller, um colega de banda dele no Steampacket. Waller tocou com a banda durante todo o ano de 1968 e início de 1969, e foi o baterista mais duradouro desta fase.


Peter Grant, um gerente de turnês na época, havia estado nos Estados Unidos com a New Vaudeville Band, e estava ciente do novo formato de rádio FM, voltado para shows e álbuns, que estava se desenvolvendo por lá. Agora era possível formar uma banda sem usar a fórmula do "single de sucesso".


Grant percebeu que a banda de Beck era ideal para este mercado e tentou várias vezes comprar o contrato com Beck do Mickie Most, que se recusou a deixar o guitarrista ir embora. No início de 1968, a banda estava pronta para desistir e, novamente, para seu crédito, Grant os convenceu a não se separarem e reservou uma curta turnê nos EUA para eles.


Rod Stewart

Beck é citado como tendo dito "Nós estávamos literalmente reduzidos a uma muda de roupa cada". A primeira parada que Grant garantiu para eles foi na cidade de Nova York, para quatro shows no Fillmore East, onde eles tocaram com o Grateful Dead. Eles, aparentemente, tomaram a cidade de assalto. O New York Times publicou o artigo de Robert Shelton: "Jeff Beck Group Cheered in Debut", com a assinatura "British Pop Singers Delight Fillmore East Audience" proclamando que Beck e seu grupo haviam ofuscado o Grateful Dead.


As críticas do The Boston Tea Party foram tão boas ou melhores: "No momento em que ele chegou ao seu último número ... (os fãs) estavam em um estado de pandemônio que não tinha sido visto desde que os Beatles chegaram à cidade. ." Quando eles terminaram a turnê no Fillmore West de San Francisco, Peter Grant garantiu um contrato para um álbum com a Epic Records.


A banda rapidamente retornou à Inglaterra para gravar o álbum Truth (como Jeff Beck).


O álbum


Depois de deixar o Yardbirds no final de 1966, Jeff Beck lançou três singles comerciais, dois em 1967 apresentando-se nos vocais e um sem vocais em 1968. Todos foram sucessos na parada britânica de singles, e todos foram caracterizados por canções destinadas à parada pop no lado A (a mando do produtor Mickie Most).


Canções baseadas em hard rock e blues foram apresentadas nos lados B, e para a música do álbum, Beck optou por seguir o último caminho.


As sessões de gravação do álbum ocorreram durante quatro dias, 14–15 de maio e 25–26 de maio de 1968. Nove faixas ecléticas foram tiradas dessas sessões, incluindo covers de "Ol' Man River", de Jerome Kern, a melodia do período Tudor "Greensleeves" e "Morning Dew", de Bonnie Dobson, um single de sucesso de 1966 do Tim Rose.


Beck adicionou dois blues gigantes de Chicago, ambas canções de Willie Dixon - "You Shook Me" eternizada por Muddy Waters e "I Ain't Superstitious", por Howlin' Wolf.


Mickey Waller

O álbum começa com uma música da antiga banda de Beck: "Shapes of Things". Três originais foram creditadas a "Jeffrey Rod", um pseudônimo para Beck e Stewart, todas reformulações de canções de blues anteriores: "Let Me Love You" a canção de mesmo título de Buddy Guy; "Rock My Plimsoul" de "Rock Me Baby" de B.B. King; e "Blues Deluxe" semelhante a outra música de B.B. King, "Gambler's Blues".


"Plimsoul" já havia sido gravada para o lado B do single "Tallyman", de 1967, e a décima faixa, uma instrumental com Jimmy Page, John Paul Jones, Keith Moon e o futuro pianista do grupo de Beck, o grande Nicky Hopkins, chamada "Beck's Bolero" , foi editada e remixada para estéreo do lado B de "Hi Ho Silver Lining". Devido a conflitos contratuais, Moon foi creditado no álbum original como "You Know Who".


Vamos às faixas:


SHAPES OF THINGS


A canção faz bem a fusão do Blues com o Hard Rock em um grande trabalho de Beck nas guitarras.


A letra fala sobre transformação:


Shapes of things before my eyes,

Just help me to despise.

Will time make men more wise?


A faixa é um cover da canção lançada originalmente pelos Yardbirds.


LET ME LOVE YOU


Um Beck infernal e uma atuação impecável de Stewart fazem desta uma das melhores canções do álbum.


A letra fala sobre uma mulher:


(Over here)

Let me love you baby,

You're drivin' my poor heart crazy.


MORNING DEW


Morning Dew” é mais lenta, mas com guitarras bem distorcidas.


A letra explana sobre tristeza:


Thought I heard a young girl crying.

Thought I heard a young girl crying.

You did not hear no young girl crying.

You did not hear no young girl crying.


Esta é uma versão cover para uma canção composta pela canadense Boonie Dobson.


YOU SHOOK ME


A incrível versão para “You Shook Me” possui o piano de Nick Hopkins simplesmente infernal.


A letra é divertida:


I have a bird that whistles

And I have birds that sing

I have a bird that whistles

And I have birds that sing, ha ha ha ha ha ha

I have a bird, won't do nothing, ohhhhh

Oh oh, buy a diamond ring, yeah


Este é mais um cover para uma canção originalmente composta pelo lendário Willie Dixon.


OL’ MAN RIVER


O grande destaque de “Ol’ Man River” são os vocais de Rod Stewart.


A letra menciona um homem experiente:


You and me, we sweat and toil,

Our bodies all achin' and racked with pain, now listen!

Lift that bar, you'd better, tote that bail,

And if ya' get a little drunk,

You'll land in jail.


Trata-se de outra versão, desta feita para a composição “Ol’ Man River”, escrita para um musical.


Jeff Beck

GREENSLEEVES


Pequena faixa instrumental, introspectiva, com Beck ao violão.


ROCK MY PLIMSOUL


Nesta composição, a banda traz novamente o Blues e o Hard Rock em conjunto.


A letra tem teor sexual:


You can roll me, just like they roll the wagon wheel

Way down in the country

Keep on rollin' me baby, roll me all night long

You know, you can shake, rattle, and roll me

till my back it ain't got a bone

And I won't mind that! Yeah!


BECK’S BOLERO


Beck’s Bolero” é uma intensa e brilhante canção instrumental.


BLUES DELUXE


Beck, Stewart e Hopkins brilham intensamente na sensacional “Blues Deluxe”, uma faixa que beira os 8 minutos de um Blues Rock soberbo.


A letra fala sobre sofrimento por amor:


I sit here in my lonely room,

Tears flowing down my eyes.

As I sit here in my lonely room,

Tears flowing on down my eyes,

I wonder how you could treat me so low-down and dirty.

You know what? Your heart must be made out of iron,

And it ain't no lie.


I AIN’T SUPERSTITIOUS


A música que encerra o disco é pesada e intensa.


A letra é bem divertida:


Ain't superstitious,

black cat crossed my trail.

I ain't superstitious,

but a black cat crossed my trail.

Bad luck ain't got me so far,

and I won't let it stop me now.

The dogs begin to bark,

all over my neighborhood.

And that ain't all.

Dogs begin to bark,

all over my neighborhood.


Trata-se de outro cover do grande Willie Dixon.


Considerações Finais


Embora não tenha repercutido na parada britânica, Truth atingiu a 15ª colocação na Billboard 200.


Resenhando para a Rolling Stone, em 1968, Al Kooper chamou Truth de um "clássico" e uma versão contemporânea do Blues Breakers, de 1966, com Eric Clapton.


Ron Wood

Truth desde então tem sido considerado um trabalho seminal do heavy metal por causa de seu uso do blues em direção a uma abordagem hard rock.


A revista Classic Rock classificou Truth em oitavo lugar em sua lista dos 30 maiores álbuns britânicos de blues rock.


Em 10 de outubro de 2006, a Legacy Recordings remasterizou e relançou o álbum em CD com oito faixas bônus, incluindo dois takes anteriores de "You Shook Me" e "Blues Deluxe", a última sem os aplausos em overdub.


As faixas de Truth foram gravadas em duas semanas, com overdubs adicionados no mês seguinte. A maioria estava ocupada com outros projetos na época e delegou a maior parte do trabalho a Ken Scott, que basicamente gravou a banda tocando seu set ao vivo no estúdio.


O amplificador de Beck era aparentemente tão alto que foi gravado de dentro de um armário. A formação extra para essas sessões incluía John Paul Jones no órgão Hammond, o baterista Keith Moon e Nicky Hopkins ao piano.


O grupo principal, anunciado como "Jeff Beck Group", retornou aos EUA para uma turnê para promover o lançamento de Truth. O fã de longa data de Beck, Jimi Hendrix, tocou com a banda no Cafe Wha durante esta e suas próximas turnês.


Eles embarcaram em sua terceira turnê em dezembro de 1968 com Hopkins que, embora com problemas de saúde, decidiu que queria tocar ao vivo. Ele aceitou o convite de Beck, mesmo tendo recebido mais dinheiro do Led Zeppelin.


Mesmo com suas melhores intenções, a última etapa da turnê foi interrompida por doença. Beck então adiou uma quarta turnê nos Estados Unidos em fevereiro de 1969. Isso também porque ele sentiu que eles não deveriam continuar tocando o mesmo material sem nada de novo para acrescentar.


Novo material foi escrito, Waller foi substituído pelo baterista Tony Newman e Wood foi demitido, apenas para ser recontratado quase imediatamente. O sucesso de Truth despertou novo interesse de Most e eles gravaram um novo álbum: Beck-Ola, de 1969.


Formação:

Jeff Beck – Guitarras, Violão em "Greensleeves"; Baixo em "Ol' Man River"; Vocal em "Let Me Love You"

Rod Stewart – Vocal

Ronnie Wood – Baixo

Micky Waller – Bateria

Músicos Adicionais:

John Paul Jones – Baixo em "Beck's Bolero"; Hammond em "Ol' Man River" e "You Shook Me"

Nicky Hopkins – Piano em "Morning Dew", "You Shook Me", "Beck's Bolero" e "Blues Deluxe"

"You Know Who" (Keith Moon) – Bateria em "Beck's Bolero"; Timpani em "Ol' Man River"


Faixas:

01. Shapes of Things (McCarty/Relf/Samwell-Smith) - 3:22

02. Let Me Love You (Beck/Stewart) - 4:44

03. Morning Dew (Dobson) - 4:40

04. You Shook Me (Dixon/Lenoir) - 2:33

05. Ol' Man River (Kern/Hammerstein II) - 4:01

06. Greensleeves (Traditional) - 1:50

07. Rock My Plimsoul (Beck/Stewart) - 4:13

08. Beck's Bolero (Page) - 2:54

09. Blues Deluxe (Beck/Stewart) - 7:33

10. I Ain't Superstitious (Dixon) – 4:53


Letras:

Para o conteúdo completo das letras, recomenda-se o acesso a: https://www.letras.mus.br/jeff-beck/#I


Opinião do Blog:

Apesar de ser creditado como Jeff Beck, não se engane: Truth é a estreia do Jeff Beck Group.


Claro, Jeff Beck é o protagonista com seu talento indiscutível e abordagem única na forma de tocar guitarra e este talento está explícito por todo o álbum. Contudo, Beck divide seu protagonismo.


Rod Stewart, um vocalista simplesmente espetacular, empresta sua poderosa e inconfundível para elevar ainda mais as possibilidades das canções, transmitindo intensidade para as músicas. Nas faixas em que aparece, o extraordinário Nick Hopkins também brilha intensamente.


Desta forma, a banda traz para o Blues uma veia pesada, em uma espécie de ‘proto-Hard Rock’, dando um passo à frente no caminho em que YardbirdsCream e Hendrix haviam iniciado.


Entre faixas memoráveis temos “Let Me Love You”, a versão inacreditável para “You Shook Me” e nossa preferida, “Blues Deluxe”. Mas não há nenhuma canção descartável no disco.


Enfim, a estreia de Jeff Beck (e do Jeff Beck Group) é um dos grandes álbuns da história do Rock e apontava para o futuro do estilo na década seguinte. Com um timaço de músicos de primeira, Truth é um registro único de vários talentos virtuosos em favor da música.




MAGMA - 1001° CENTIGRADES (1971)


1001° Centigrades é o segundo álbum da banda francesa chamada Magma. Seu lançamento oficial aconteceu em 5 de outubro de 1971 através do selo Phillips Records. A produção ficou a cargo de Roland Hilda.



Origens


No início de 1967, o baterista Christian Vander tocava no Wurdalaks e no Cruciferius Lobonz, duas bandas de rhythm and blues. Com esses grupos, compôs suas primeiras músicas, "Nogma" e "Atumba".


A morte do lendário John Coltrane entristeceu Vander, que deixou os grupos e viajou para a Itália. Ele retornou à França, em 1969, e conheceu o saxofonista René Garber e o baixista e maestro Laurent Thibault. Juntamente com o cantor Lucien Zabuski e o organista Francis Moze, eles criaram o grupo Uniweria Zekt Magma Composedra Arguezdra, abreviado para Magma.


Após sua primeira turnê, a banda Magma experimentou uma rotatividade significativa em sua formação. O vocalista Lucien Zabuski foi substituído por Klaus Blasquiz, e o pianista Eddie Rabin, o contrabaixista Jacky Vidal e o guitarrista Claude Engel também se juntaram ao grupo.


O grupo trabalhou em novo material por três meses, em uma casa no Vale de Chevreuse. Eddie Rabin foi substituído por François Cahen nos teclados, e Laurent Thibault abandonou o baixo para se dedicar à produção. Francis Moze tornou-se o novo baixista.


A banda também se expandiu com uma seção de metais, composta por Teddy Lasry no saxofone e clarinete, Richard Raux no saxofone e flauta e Paco Charlery no trompete.


Christian Vander

Magma


O primeiro álbum do grupo, Magma, foi lançado na primavera de 1970 pela Philips Records.


O grupo causou sensação, mas as reações do público foram mistas.


Após o lançamento do álbum, Claude Engel, Richard Raux e Paco Charlery deixaram o grupo. Jeff Seffer substituiu Raux no saxofone e Louis Toesca substituiu Charlery no trompete.


Christian Vander

1001º Centigrades


Seu segundo álbum, 1001° Centigrades, foi lançado em 5 de outubro de 1971. O álbum oportunizou mais exposição da banda, incluindo uma apresentação no Montreux Jazz Festival.


1001° Centigrades tem também o título alternativo de 2, pois nas reedições futuras usam ambos os títulos como 2: 1001° Centigrades.


A primeira faixa, "Rïah Sahïltaahk", foi posteriormente regravada como um álbum de estúdio completo, Rïah Sahïltaahk, em 2014, pois Christian Vander não se considerava satisfeito com o arranjo deste álbum.


Para este álbum, conforme foi dito, o Magma passou por várias mudanças de pessoal: o guitarrista Claude Engel saiu sem ser substituído, e Alain Charlery e Richard Raux abriram caminho para Louis Toesca (trompete) e Jeff Seffer (sax, clarinete baixo).


Klaus Blasquiz

O disco foi a segunda etapa da saga Kobaïan, do Magma, inciada em seu primeiro álbum. Com letras novamente interpretadas na linguagem inventada pelo baterista Christian Vander, o álbum narra o retorno do povo Kobaïan à Terra para salvar o planeta.


Vamos às faixas:


RÏAH SAHÏTAAKH


A faixa apresenta várias mudanças de dinâmica e há uma grande influência de jazz, com grande destaque dos metais.


Tü dü ẁah, tü dü ẁah râhssï

Tü dü ẁah, ï wah rï sï sündï

Tü dü ẁah, tü dü ẁah râhssï sündï sündï sündï

Tü dü ẁah, tü dü ẁah râhssï

Tü dü ẁah, ï wah rï sï sündï

Tü dü ẁah, tü dü ẁah râhssï sündï sündï sündï sündï


ISS” LANSEÏ DOÏA


Nesta composição, o Jazz aparece ainda mais reluzente, seja nos andamentos, seja nas improvisações.


Ï seï deï

Hündïn dehn stoïwaah

Ï doï soï ẁaï dehn


KI ÏAHL Ö LÏAHK


Nesta música, a bateria e o baixo estão mais proeminentes, há cortes de uma sonoridade de bandas marciais, mas a construção aponta a um direcionamento mais Jazz-Rock.


Ëmëhntëhtt-Ré I Ahm Knêma Hörr Néhêm Ak Ëhntëhtt Hïm Ëk Oğërr-Ré Ïk…

Fur Dï Hël Kobaïa Ëwëh sëwëh dëwëh dötnah Wï wï rëwëhn döh Ëwëh sëwëh dëwëh dë…

Gorutz waahrn Wiïëehr Wiïëehr Gëhmaïn Wiïëehr Wiïëehr Gëhmaïn dïehr …

Hortz Fur Dëhn Stekëhn West Hur Dëh antzik Köhntarkösz Kreuhn Köhrmahn Stöht wurdah me…

Ima suri dondai Ïmah süri Dondaï ïmah süri Dondaï Ïmah süri Dondaï Süri Do…

K.A I Wï wï siwili dö rï Siwï dö woh wëhrë sëhn dëwëloï Hël…


Considerações Finais


1001° Centigrades não conseguiu atingir as principais paradas de sucesso.


Entretanto, em 1001° Centigrades, o som "zeuhl" que mais tarde veio a definir o Magma se desenvolve, embora faltem os vocais femininos operísticos e o ritmo de condução primordial do álbum seguinte, Mëkanïk Dëstruktïẁ Kömmandöh.


Entre o lançamento deste álbum e MDK, vários membros da banda deixaram a banda devido a divergências sobre seu futuro som. Dois (o saxofonista Yochk'o "Jeff" Seffer e o tecladista François Cahen) saíram para formar o Zao, uma banda que segue os passos dos dois primeiros lançamentos do Magma.


Wilson Neate, do AllMusic, afirma: “Apesar dessa continuidade conceitual com a estréia auto-intitulada do grupo, este foi um trabalho um tanto transitório em termos musicais. Ele compartilha a direção do jazz do primeiro álbum, mas também antecipa a jornada subsequente de Magma em um gênero de sua própria criação, que deve tanto a Carl Orff quanto ao rock”.


Depois ele confirma: “Em última análise, 1,001 Degrees Centigrade não é de forma alguma um disco clássico do Magma, mas "Rïah Sahïltaahk" se destaca como um excelente documento de uma banda se aproximando de sua obra-prima”.


Em agosto de 1972, o Magma lançou o álbum The Unnamables, sob o pseudônimo Univeria Zekt. No entanto, o álbum vendeu apenas 1.500 cópias. Muitos músicos deixaram a banda naquele ano, incluindo François Cahen, Louis Toesca, Jeff Seffer, Francis Moze e Teddy Lasry. Nesse mesmo ano, Christian Vander gravou a trilha sonora do filme Tristan et Iseult, de Yvan Lagrange.


Em 1973, Vander lançou uma nova formação da banda, acrescentando Stella Vander como segunda vocalista, Claude Olmos na guitarra, Jannick Top substituindo Francis Moze no baixo, René Garber no saxofone e clarinete e Jean-Luc Manderlier nos teclados, entre outros. Esta nova versão da banda lançaria seu trabalho mais famoso, Mëkanïk Dëstruktïẁ Kömmandöh, que mais tarde se tornaria seu álbum mais aclamado, e lhes deu fama internacional.


Formação:

Klaus Blasquiz – Vocal, Percussão

Teddy Lasry – Clarinete, Saxofone, Flauta

Yochk'o "Jeff" Seffer – Saxofone, Clarinete

Louis Toesca – Trompete

François Cahen – Pianos

Francis Moze – Baixo

Christian Vander – Vocal, Bateria, Percussão


Faixas:

1. Rïah Sahïltaahk (Vander) - 21:45

2. “Iss" Lanseï Doïa (Lasry) - 11:46

3. Ki Ïahl Ö Lïahk (Cahen) - 8:23


Letras:

Para o conteúdo completo das letras, recomenda-se o acesso a: https://genius.com/artists/Magma


Opinião do Blog:

Bem difícil definir a sonoridade de uma banda como o Magma e de um álbum tão experimental como 1001° Centigrades.


Rock Progressivo seria um termo mais próximo, mas não exatamente preciso. É claro que 1001° Centigrades apresenta características progressivas como a alternância de dinâmicas, a mudança constante de caminhos e uma mistura - muito interessante - de musicalidades.


Mas há, neste álbum muitas experimentações, tendo como base o Rock e o Jazz, estes últimos, em intensa fusão. A partir de então, o grupo cria diversas camadas sonoras por sobre este alicerce sonoro. Individualmente, os músicos são bastante competentes.


O estranho idioma criado chega a causar estranheza, mas logo se acostuma com ele. De fato, a maior a parte do trabalho é de caráter instrumental, com espaço para solos, improvisos e desfiles instrumentais afiados.


Enfim, 1001° Centigrades não é o trabalho mais exaltado da banda Magma, mas é bastante interessante conhecer aquilo que a genial e inquietante mente de Christian Vander produzia.



Destaque

Álbum da Semana: Ultraviolence de Lana Del Rey (2014)

  Em junho de 2014, eu tinha 19 anos e estava de volta da faculdade, após o meu primeiro ano. Estava desempregado e passava muitas noites ac...