sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Temple Balls - Temple Balls (2026) Finlândia

 

Lançado precisamente hoje, 13 de fevereiro de 2026 (com algumas edições a chegar às lojas a dia 20), o quinto álbum dos finlandeses Temple Balls é, acima de tudo, uma afirmação de identidade. Ao escolherem o nome da banda para o título, o quinteto sinaliza que este é o som definitivo que andaram a perseguir desde a sua estreia em 2017.

Aqui está a análise deste lançamento que promete ser um dos pilares do Hard Rock melódico deste ano:

O Som: A "Acidez" do Norte com Produção de Arena

Produzido mais uma vez por Jona Tee (dos suecos H.E.A.T), o álbum mantém o ADN da banda — riffs carnudos, ritmos galopantes e refrões gigantes — mas com um polimento que o torna o seu trabalho mais ambicioso até à data.

A banda descreve a sua música como tendo um toque "agridoce ou ácido" devido à melancolia inerente ao Norte, mas o que ouvimos aqui é pura energia solar. É Hard Rock clássico, mas com uma musculatura moderna que evita que soe meramente nostálgico.

O Peso Emocional: Um Tributo a Niko Vuorela

Um detalhe que a crítica especializada (como a Tuonela Magazine) tem destacado é o facto de este ser um álbum carregado de emoção. Este trabalho serve como um tributo poderoso ao guitarrista Niko Vuorela, que faleceu recentemente. Ouvir as suas guitarras gravadas nestas faixas dá ao disco uma profundidade que transcende o habitual "party rock". Cada solo parece uma despedida em grande estilo.

Destaques das Faixas

  • "Flashback Dynamite": O nome não mente. É uma abertura explosiva, direta ao assunto, que estabelece o ritmo de "pé no fundo" que domina grande parte do disco.

  • "Tokyo Love": O single que já conquistou as rádios de rock. Com um riff viciante que o baixista Jimi Välikangas compôs enquanto conduzia, a música captura a essência da banda: melodias oitentistas com uma atitude punk/sleaze.

  • "Soul Survivor": Uma faixa mais densa e pesada, onde a voz de Arde Teronen brilha intensamente, provando ser um dos vocalistas mais versáteis da cena atual.

  • "Stronger Than Fire": Uma das favoritas da crítica, com um refrão que pede para ser cantado em arenas. É o tipo de música que justifica as aberturas que fizeram para os Queen e Deep Purple.

  • "Living In A Nightmare": O encerramento do álbum, que não deixa a energia cair, fechando o disco com um duelo de guitarras fenomenal entre Jiri Paavonaho e Niko Vuorela.

O Veredito Final

Temple Balls (o álbum) é uma "tour de force" de Hard Rock. A banda conseguiu refinar o som de Avalanche (2023) e transformá-lo em algo maior e mais coeso. É um disco que não tem "enchimentos" (fillers); cada uma das 11 faixas tem potencial para ser um single.

A produção de Jona Tee traz aquele brilho característico do rock escandinavo contemporâneo, mas os Temple Balls mantêm uma dose de "sujidade" e "garra" que os impede de soarem demasiado genéricos. É, sem dúvida, o melhor álbum da carreira da banda.

Nota: 9.3/10

Destaques: "Tokyo Love", "Soul Survivor", "Stronger Than Fire", "Flashback Dynamite". Recomendado para: Fãs de H.E.A.T, Skid Row, Eclipse, Hardcore Superstar e qualquer pessoa que procure rock de alta voltagem para ouvir no volume máximo.


Temas:

1. Flashback Dynamite
2. Lethal Force
3. Tokyo Love
4. There Will Be Blood
5. We Are The Night
6. Hellbound
7. Soul Survivor
8. The Path Within
9. Stronger Than Fire
10. Chasing The Madness
11. Living In A Nightmare

Banda:

Arde Teronen – Vocals
Jimi Valikangas – Bass
Jiri Paavonaho – Guitar
Antti Hissa – Drums
Niko Vuorela (R.I.P. 2025) – Guitar




No Support

 

Era o final da década de 1970 em Carlisle, uma pequena cidade no noroeste da Inglaterra. Dois amigos, recém-saídos da escola, Keith Bloomfield (guitarra) e Chris Robson (vocal e guitarra), decidem formar sua própria banda punk. Rapidamente encontraram membros com a mesma mentalidade: o baixista Martin Hogarth e o baterista Terry Jackson. No típico estilo punk, a banda iniciante ensaiava no sótão da casa de um dos pais. A banda foi batizada de No Support e era julho de 1978. Logo encontraram um local para se apresentar: o Mick's Club. O No Support conheceu o The Limps, da cidade vizinha de Annone, se deram bem imediatamente e decidiram lançar um álbum conjunto. Assim, nasceu a gravadora independente Matchbox Classics. Os músicos de ambas as bandas e alguns amigos contribuíram com £50 cada, financiando a gravação e o lançamento do primeiro disco da gravadora. O álbum de sete faixas, "Opposite Sides", continha quatro músicas (duas de cada banda) e teve uma tiragem de 500 cópias. Os discos eram muito procurados, a tiragem esgotou e, com a renda obtida, decidiu-se lançar um segundo álbum conjunto. Assim, pouco tempo depois, também em 1979, foi lançado "Another Matchbox Classic?". Desta vez, havia cinco faixas: duas do The Limps e três do No Support. Em 1980, a Matchbox Classics lançou seu terceiro álbum, "8 From '80. A Carlisle Compilation", com faixas de representantes da cena punk de Carlisle. Naturalmente, No Support e The Limps estavam entre os participantes. Infelizmente, por volta dessa época, ambas as bandas se separaram e os músicos continuaram a fazer música sob nomes diferentes.
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No Support:
Because
Subway
The Limps:
Hi Fashion
Circa 2



The Limps:
Someone To Talk To
Unreal
No Support:
Fallen Here
Spare Parts
Subhuman Species

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The Limps

 

Vamos continuar nossa exploração da cena punk inicial de Carlisle e das atividades da gravadora Matchbox Classics. Hoje, vamos relembrar a já mencionada banda  The Limps, de Annona. Os integrantes eram bons amigos da banda  No Support, de Carlisle, e juntos fundaram a gravadora independente Matchbox Classics. Lançaram dois álbuns em conjunto em 1979, participaram da coletânea "8 From '80. A Carlisle Compilation" (1980) e logo se separaram. A banda era formada por quatro pessoas: o vocalista Tam, o guitarrista Andy, o baixista Chuck e o baterista Dee Dee. Quarenta anos depois, a Love Child Records lançou duas faixas inéditas do The Limps, e em 2024, a Mad Butcher Classics lançou um álbum contendo todo o legado da banda: oito faixas, incluindo duas demos nunca antes ouvidas.
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Circa 2
Someone I Can Talk To
Try and See
TV on Tap
So Nice

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Supermatix


Após  o fim do No Support  , Keith Bloomfield (guitarra) e Chris Robson (vocal e guitarra) continuaram trabalhando juntos como  Supermatix . A banda durou pouco tempo, fazendo apenas um show e lançando um EP, o que não é ruim. O álbum foi lançado, como era de se esperar, pelo próprio selo da banda,  Matchbox Classics. 
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T.V. World
Close To Home
What More Can She Do?
Sex Sells + Oh, No

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SONG OF THE DAY Duke Ellington – Caravan

 


Caravan / Azul, Primário, 1 de 2Eu havia considerado entrar em detalhes sobre as inúmeras versões dessa música que existiram ao longo das décadas, mas com mais de 1400 versões por aí, por onde começar?! Pelo começo, é claro!

Adoro esta música e adoro Duke EllingtonCaravan remonta ao final da década de 1930, com a primeira versão escrita e composta por Duke Ellington e Juan Tizol (que também tocava trombone de pistão).

Gravada originalmente em Hollywood em 18 de dezembro de 1936, esta primeira gravação de "Caravan" foi interpretada como instrumental. Tanto Tizol quanto Ellington tocaram na gravação, que foi feita por um grupo menor de Ellington e lançada em 78 rotações, creditada a Barney Bigard e seus Jazzopaters (confira esta versão MARAVILHOSA abaixo).

Em junho de 1937, Duke Ellington e sua famosa orquestra lançaram seu arranjo, e eu ADORO a introdução de bateria envolvente dessa versão! Mas, para ser justo, você não vai se arrepender com nenhuma das duas versões, ambas são absolutamente maravilhosas!! Aproveite!!



UHF - Estou de Passagem (Vídeoclipe Oficial 1982)


UHF - Estou de Passagem (Vídeoclipe Oficial 1982)

Dá-me um bilhete pro inferno


Recordando: Lena d'Agua & Atlântida - Labirinto + No Fundo Dos Teus Olhos D´Água (1985 TV).

Recordando:
Lena d'Agua & Atlântida - Labirinto + No Fundo Dos Teus Olhos D´Água (1985 TV).


00:00:31 - Labirinto
00:05:48 - No Fundo Dos Teus Olhos D´Água


 

Os Trabalhadores do Comércio reeditaram o álbum “Iblussom” de 2007 em vinil

Os Trabalhadores do Comércio reeditaram o álbum “Iblussom” de 2007 em vinil.
As mesmas 14 canções do CD original estão lá, da mesma forma que está o “Bonus Traque” com o Bares Citadinus na versão dos Tios, em pleno Lado D da segunda rodela de vinil. Mas antes que termine, estão duas pérolas de 1982, tocadas ao vivo no Rock Rendez Vous, com o Médicis a despejar a energia dos seus 10 anos.
Um duplo álbum de vinil, com uma capa de luxo do Carlos Cortesão (uma versão crescida da do CD) e onde se pode apreciar essa Obra d’Arte do grande Rui Azul: “A última Cumezaina” que, afinal, não foi tal.
Joe Medicis VOZ / GUITARRA
Daniel Tércio BATERIA
Pony Machado GUITARRA
Sergio Castro VOZ / GUITARRA
Miguel Cerqueira BAIXO
Jorge Filipe Santos PIANO / ORGÃO / SINTETIZADORES
Daniela Costa VOZ
Alvaro Azevedo (emérito) BATERIA
Diana Basto VOZ


Destaque

Grandes canções: Van Morrison - "The Way Young Lovers Do" (1968)

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