Após sete anos de ausência, o baterista Roy Haynes retornou à liderança e assinou com a Boplicity, lançando "Hip Ensemble" em 1971. Batizado em homenagem ao grupo que Haynes liderava na época — composto por George Adams no saxofone e flauta, Marvin Peterson no trompete, Mervin Bronson no baixo e Carl Schroeder nos teclados — o título "Hip Ensemble" já entrega um pouco do que se trata: música contemporânea, situada entre o futurismo experimental que era a especialidade de Haynes quando tocava com Archie Shepp , Jackie McLean , Chick Corea e Jack DeJohnette , e a fusão que começava a se infiltrar nos aspectos mais ousados do jazz dos anos 70. Ainda há elementos de contenção delicada e lírica, mas os polirritmos dinâmicos, nos quais Haynes se entrelaça com os percussionistas Elwood Johnson e Lawrence Killian, fornecem uma base vibrante para as explosões de metais, coloridas pelo piano elétrico suave. Tudo culmina na faixa de nove minutos dividida em duas partes "You Name It/Lift Ev'ry Voice and Sing", um hino dos direitos civis que evoca sua época, mas a inquietude do Hip Ensemble garante uma apresentação envolvente em qualquer ano.
sábado, 9 de maio de 2026
Grin - Gone Crazy 1973
Antes de ser apadrinhado por Neil Young e antes de lançar uma série de álbuns solo subestimados, o guitarrista Nils Lofgren formou o Grin , um trio dedicado ao rock and roll simples e direto, em 1969. Nenhum dos álbuns do Grin obteve sucesso comercial — receberam apenas boas críticas, não vendas —, mas cada um deles demonstrava um grupo promissor e dinâmico. Infelizmente, o grupo nunca atingiu todo o seu potencial, mas os melhores álbuns contam com solos de guitarra concisos e brilhantes de Lofgren , que se equiparam aos melhores trabalhos posteriores, compilados na retrospectiva de 1999, The Very Best of Grin Featuring Nils Lofgren .
Tim Buckley - Tim Buckley 1966
O álbum de estreia de Buckley , de 1966, foi o mais direto e voltado para o folk-rock de sua carreira. O material apresenta uma sofisticação lírica e melódica surpreendente para um jovem de 19 anos. As canções, belas e quase delicadas, são complementadas por uma produção barroca e com toques psicodélicos. Se houve um disco que exemplificou o som folk-rock da Elektra dos anos 60, este pode ter sido o escolhido, com produção de Jac Holzman, dono da Elektra, e Paul Rothchild , produtor do The Doors , Bruce Botnick , engenheiro de som do Love and Doors , e arranjos de cordas de Jack Nitzsche . Isso não diminui a contribuição da banda, que incluía seu guitarrista solo de longa data, Lee Underwood , e Van Dyke Parks nos teclados. Buckley ainda se mantinha firmemente no estilo cantor-compositor neste álbum, mostrando apenas breves lampejos dos voos vocais experimentais, letras angustiadas e influências soul que caracterizariam grande parte de seus trabalhos posteriores. Não é o seu trabalho mais ousado, mas é um dos mais acessíveis e conserva uma beleza delicada.
Jimi Hendrix - Electric Ladyland 1968
O terceiro e último álbum de Jimi Hendrix com a formação original da Experience o levou ao limite absoluto de seus sons funk e psicodélicos. O resultado foi não apenas um dos melhores álbuns de rock da época, mas também a visão musical original de Hendrix em seu ápice. Quando críticos de rock revisionistas se referem a ele como o criador da música mais poderosa e psicodélica de uma geração, é a este álbum que eles se referem. Mas Electric Ladyland é muito mais do que apenas música de fundo para o uso de drogas. Méritos ao engenheiro de som Eddie Kramer (que supervisionou a remasterização das fitas master estéreo originais de duas pistas para este relançamento de 1997 pela MCA) por pegar as visões de Hendrix sobre a paisagem sonora por trás de sua música e dar-lhes contexto, experimentando com técnicas de microfonação inusitadas, eco, fita invertida, flanger e chorus, todas técnicas novas na época, pelo menos da forma como são usadas aqui. O que Hendrix alcançou sonoramente neste disco expandiu o conceito do que poderia ser obtido de um estúdio de gravação moderno, de maneira muito semelhante ao que Phil Spector fizera uma década antes com seu "Wall of Sound". Como um álbum tão influente (e, no que diz respeito à influência sobre uma geração de músicos e além, este foi seu trabalho definitivo para muitos), os destaques falam por si: "Crosstown Traffic", sua releitura de "All Along the Watchtower" de Bob Dylan , "Burning of the Midnight Lamp", a espacial "1983...(A Merman I Should Turn to Be)" e "Voodoo Child (Slight Return)", um marco na carreira de Hendrix . Com este álbum duplo (agora em um único CD), Hendrix mais uma vez levou o conceito de álbum conceitual a novos horizontes.
PEROLAS DO ROCK N´ROLL - ACID / JAZZ FUNK - PROYECTO "A" - Same - 1971
Artista / Banda: Proyecto "A"
Álbum: Proyecto "A"
Ano: 1971
Gênero: Jazz Funk / Psychedelic / Prog Rock
Comentário: Projeto formado a partir do apresentador, músico e produtor Frank Dubé na cidade de Barcelona em 1969, contando com a colaboração de vários músicos de estúdio (desconhecidos, por serem usados pseudônimos). Lançaram um único LP na época, chegando a gravar outro, porém que acabou não saindo.
O material consiste em 8 curtas faixas, cuja ideia é um álbum conceitual sobre a Via Láctea (cada música sobre um planeta). Musicalmente, há uma mistura exótica de jazz-funk, psicodelia e library music, incluindo passagens viajantes de Hammond, flauta, forte seção de metais, guitarra fuzz e variados efeitos espaciais/ eletrônicos, dando ares ora macabros ora cômicos ao som. Os vocais seguem essa mesma linha 'diferente' dos padrões, sendo todas as letras em espanhol. Um disco muito original e ousado para o país e época, ouçam e tirem suas conclusões!
O material consiste em 8 curtas faixas, cuja ideia é um álbum conceitual sobre a Via Láctea (cada música sobre um planeta). Musicalmente, há uma mistura exótica de jazz-funk, psicodelia e library music, incluindo passagens viajantes de Hammond, flauta, forte seção de metais, guitarra fuzz e variados efeitos espaciais/ eletrônicos, dando ares ora macabros ora cômicos ao som. Os vocais seguem essa mesma linha 'diferente' dos padrões, sendo todas as letras em espanhol. Um disco muito original e ousado para o país e época, ouçam e tirem suas conclusões!
PEROLAS DO ROCK N´ROLL - HARD PROG - LONE STAR - Horizonte - 1977
Artista / Banda: Lone Star
Álbum: Horizonte
Ano: 1977
Gênero: Hard / Prog Rock
Comentário: Um dos grupos mais antigos do rock espanhol, formado em 1959 em Barcelona pelo vocalista Pedro Gené, tocando durante a década de 60 covers internacionais de beat e pop rock. O grupo atravessou várias décadas, encerrando oficialmente as atividades em 2000, após uma quantidade grande de álbuns lançados e músicos envolvidos.
Posto aqui um trabalho de uma fase mais amadurecida no som da banda (iniciada em meados dos anos 70), no qual o quarteto se aproxima do hard rock e progressivo. São 8 faixas que totalizam quase 40 minutos, sendo poucos momentos ruins, todas cantadas em espanhol e com ótimos momentos instrumentais, apesar de sem grande variedade, destacando-se principalmente a dobradinha guitarra e piano / teclados. Pérola recomendada!
Posto aqui um trabalho de uma fase mais amadurecida no som da banda (iniciada em meados dos anos 70), no qual o quarteto se aproxima do hard rock e progressivo. São 8 faixas que totalizam quase 40 minutos, sendo poucos momentos ruins, todas cantadas em espanhol e com ótimos momentos instrumentais, apesar de sem grande variedade, destacando-se principalmente a dobradinha guitarra e piano / teclados. Pérola recomendada!
Músicos:
Pedro Gené (vocal, teclados)
Alex Sánchez (guitarra)
Luis Masdeu (bateria)
Ricardo Acedo (baixo)
Pedro Gené (vocal, teclados)
Alex Sánchez (guitarra)
Luis Masdeu (bateria)
Ricardo Acedo (baixo)
Faixas:
01 Introduccion 4:36
02 Quien No Anda No Se Mueve 5:46
03 El Papel Social 3:38
04 No Sera...? 4:14
05 Horizonte 5:18
06 Noria De Feria
07 Tiempo
08 Introduccion 13:09
02 Quien No Anda No Se Mueve 5:46
03 El Papel Social 3:38
04 No Sera...? 4:14
05 Horizonte 5:18
06 Noria De Feria
07 Tiempo
08 Introduccion 13:09
ZÉ DA FLAUTA
Zé da Flauta, nome artístico de José Vasconcelos de Oliveira (Recife, Pernambuco, 28 de dezembro de 1954, é um flautista, pifanista, compositor, produtor cultural e pesquisador recifense.
Em 2001, ele foi coordenador de música da Secretaria de Cultura do Recife, onde desenvolveu vários projetos importantes para cultura musical da cidade, dentre eles a retomada do Frevo que perdia espaço para outras modalidades no carnaval. Além desse aspecto se preocupou em mostrar o Frevo como arte, linguagem musical, e chamar a atenção para a sistematização do gênero. Fundou a SpokFrevo Orquestra e mostrou que era possível se tocar Frevo fora do período carnavalesco com honra e categoria. Essa orquestra fez várias apresentações em mais de 100 festivais de jazz pela Europa, EUA, Índia, China, Tunísia, África do Sul, sempre com muito sucesso.
Esse modelo de tocar apenas o Frevo instrumental, sem poesia, sem passo e sem folia, sem o colorido sem confetes, serpentinas, pierrôs e colombinas, fez surgir o Frevo de Palco, uma evolução natural do Frevo de rua e também várias orquestras e compositores que se dedicaram ao estilo.
O Cd e DVD Passo de Anjo ao vivo, da SpokFrevo, produzido por Zé da Flauta recebeu em 2009 no Rio de Janeiro, quatro troféus no Prêmio da Música Brasileira.
CARREIRA
A paixão de Zé da Flauta pela música vem desde pequeno, quando estudou musica com a avó materna que era pianista e fazia trilhas sonoras para filmes mudos. Já na adolescência, estudou no Conservatório Pernambucano de Música e na Escola de Música do Recife. Em 1973 conheceu o músico e desenhista Lailson de Holanda e o guitarrista Paulo Rafael, com quem montou sua primeira banda, PHETUS. Participou ativamente do movimento psicodélico de Pernambuco que mais tarde ficou conhecido como UDIGRUDI. Nessa época também tocou e gravou com Marconi Notaro, Flaviola, Zé Ramalho, Elba Ramalho, Ave Sangria, entre outros. Em novembro de 1974 entrou para a banda que acompanhava Alceu Valença até abril de 1976 quando passou a integrar o Quinteto Violado.
Em 1980 voltou para banda de Alçeu onde ficou até setembro de 1986. Voltou aos estudos no Rio de Janeiro na Escola Antônio Adolfo, e teve aulas particulares com Eduardo Morelembaum. Alguns anos mais tarde, retornou seus estudos com o maestro Nenéu Liberalquino.
No final da década de 70, Zé monta seu primeiro estúdio de gravação, o CLAVE, e também um sêlo chamado MATITA DISCOS que lançou a Banda Flôr de Cactus, onde continha a música Giração, primeira música gravada do compositor e cantor Lenine, que fazia parte do grupo. Montou um departamento de Jingles e Trilhas e começou a trabalhar para publicidade de rádio e televisão, o que lhe rendeu nessa área 48 premiações.
Foi nesse estúdio que Zé da Flauta produziu em 1981 o álbum "Brazil: Forró - Music for Maids and Taxi Drivers", que foi lançado 10 anos depois nos EUA, Europa e Japão, sendo indicado em 1991 ao Grammy Awards na categoria Traditional Folk.
Em meados da década de 1980, uma música de sua autoria - Zoar - composta em parceria com Carlos Fernando, foi gravada pela Banda de Pífanos de Caruaru. Outras músicas suas foram gravadas por Jacinto Silva, Maclein Carneiro, Orquestra dos Meninos de São Caetano, Alceu Valença, Jefferson Gonçalves, Grupo Catavento, Urbanda, Banda Querozene Jacaré, Transversal Frevo Orquestra...
Durante a década de 90, participou do movimento Mangue, produzindo bandas, tocando com artistas como Chico Science, Cascabulho, Ortinho...
TRILHAS SONORAS
Zé da Flauta assina algumas trilhas-sonoras de filmes, como Ô de Casa (de Kátia Mesel), Arrecifes (de Régis Galvão), O Último Bolero no Recife (de Fernando Spencer), O Crime da Imagem (de Paulo Caldas e Lírio Ferreira), Incenso (Marcos Hanoi), Chega de cangaço (Marcos Hanoi) e O Rochedo e A Estrela (de Kátia Mesel). Esta última foi premiada nos festivais de cinema de Gramado, Brasília e Salvador.
Ele também compôs para peças infantis, como a da Dom Chicote Mula Manca, que foi premiada em 2000 como melhor trilha infantil do ano.
Tony Scott - Music for Voodoo Meditation (1972)
A pedido: alguns sons ritualísticos do grande Tony Scott. Percussão estridente e linhas de baixo esparsas, muitas vezes sem um ritmo específico, com o clarinete de Scott serpenteando pelo centro.
Track listing:
1. Side A - Invocation to Chango: a) Calling the Spirit; b) The Curse
2. Side B - Calling the Victim's Spirit / Blood Sacrifice / The Effigy / The Victim's Spirit Returns / Death Ritual
Marcin Wasilewski Trio - January (2008)
Como prometido, aqui está mais jazz da ECM, desta vez do trio do pianista polonês Marcin Wasilewski. Como você pode imaginar de um disco da ECM chamado January (Janeiro) e liderado por um pianista, este é um disco reflexivo e melancólico, ideal para o clima frio e os estados emocionais que o frio costuma trazer consigo. Ah, e sim, é um cover do Prince.
Track listing:
1. The First Touch
2. Vignette
3. Cinema Paradiso
4. Diamonds and Pearls
5. Balladyna
6. King Korn
7. The Cat
8. January
9. The Young and Cinema
10. New York 2007
Mahogany - The Dream of a Modern Day (2000)
Um dos grandes discos de dream pop/shoegaze subestimados. Uma sonoridade etérea composta por violoncelo, guitarras, sintetizadores, elementos eletrônicos diversos e muito mais, com vocais suaves que me lembram um pouco Lætitia Sadier .
Track listing:
1. Movement I
2. Chance
3. Optimism
4. The Mystique of the Locomotive
5. Soleil Radieux
6. Anaïs No. 4
7. Movement II
8. Vista-Dome
9. Anaïs No. 3
10. Red Marrow, His Sorrow
11. On the Threshold of the Absolute
12. Synchromie No. 1
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