sábado, 16 de maio de 2026

Genya Ravan - Goldie Zelkowitz 1974

 

Ao ouvir a grande cantora de blues Genya Ravan interpretar com perfeição "Whipping Post", de Gregg Allman, você percebe que a melodia precisava de uma voz capaz de elevar a canção a um patamar superior. A voz de Ravan faz exatamente isso, atingindo o ápice enquanto desliza suavemente pela densa produção de Gabriel Mekler, o mesmo produtor de "I Got Dem Ol' Kozmic Blues Again Mama", de Janis Joplin. É a combinação da direção de Mekler com o instinto musical de Ravan que confere imensa força a este lançamento de 1974, intitulado com o nome de batismo de Ravan, Goldie Zelkowitz. A versão do clássico dos Allman Brothers é uma releitura completa, mas é apenas uma das dez faixas que, indiscutivelmente, representam o melhor cenário para essa vocalista pioneira. "Get It Back" é funky e moderna, com ritmos dançantes, aventureiros e futuristas; a canção tem um poder irresistível, e a produção é tão refinada que impressiona. Mekler foi um dos produtores mais subestimados de sua época, e o álbum Kozmic Blues foi uma obra-prima ofuscada por Cheap Thrills e Pearl. Parece que Mekler tinha algo a provar e, com o co-produtor Trevor Lawrence, ele aprimora o talento vocal de Ravan, com a banda a auxiliando e incentivando enquanto ela pega "Hold On I'm Coming" e a transforma em algo único. Uma gravação deslumbrante que soa como o Quicksilver Messenger Service tocando "Ball and Chain" de Big Mama Thornton com a bateria de Charlie Watts em "Let It Bleed" — essa releitura do sucesso de Sam & Dave é uma faixa monstruosa. "Whipping Post" era ótimo, mas este "Hold On I'm Coming" simplesmente arrasa com tudo em seu caminho.

Embora o Ten Wheel Drive tenha experimentado vários estilos, sua ex-vocalista tem aqui a oportunidade de se concentrar e mostrar seu talento longe dos limites de uma grande banda de rock, revelando aos ouvintes um lado de Genya Ravan que é apenas insinuado em Urban Desire, um de seus álbuns solo mais populares, lançado alguns anos depois. "Letter" soa como uma versão mais contida de "Stay With Me" dos tempos do TWD, enquanto "Breadline" leva o disco ainda mais fundo no blues. "Walkin' Walkin'" é um dance-pop vibrante e intimista que equilibra bem um álbum que conta com Danny Kortchmar na guitarra e Bobby Keyes nos metais. "Need Your Lovin'" dá lugar a um mini-medley com "Peeping and Hiding", onde a voz de Ravan está em pleno controle, e como ela toca gaita! Seu catálogo permanece um dos tesouros mais inexplorados da história do rock/blues, e este álbum precisa ser a peça central de uma coleção especial dedicada a Genya Ravan. É tão incrivelmente bom que, com um impulso no mercado do blues, pode encontrar um novo público para este talento importante e subestimado. O legado da cantora permanece intacto em www.genyaravan.com e Goldie Zelkowitz é uma joia muitas vezes esquecida em seu impressionante catálogo, um álbum que precisa receber a atenção daqueles que entendem essa forma de arte e que desejam mais um álbum para guardar com carinho.

MUSICA&SOM ☝



PEROLAS DO ROCK N´ROLL - SYMPHONIC PROG - GÒTIC - Gegants i Serpentines - 2016 (1978)



Artista / Banda: Gòtic
Álbum: Gegants i Serpentines
Ano: 2016 (1978)
Gênero: Progressive Rock / Symphonic Prog
País: Espanha

Comentário: O segundo e perdido álbum da lendária banda catalã Gòtic, uma das minhas preferidas do prog espanhol nos anos 70. Gravado em 1978, essas demos só foram recuperadas, remasterizadas e finalmente lançadas no início de 2016, trazendo oito belíssimas faixas de progressivo, todas instrumentais e passeando entre sinfônico e fusion. Acompanhadas por bateria/ baixo equilibrados, passagens graciosas de flauta, guitarra, sintetizadores e piano proporcionam diferentes e marcantes atmosferas ao disco, que possui raros momentos fracos.
Pérola altamente recomendada para fãs de rock progressivo, especialmente sinfônico.





Músicos:
Jordi Marti (bateria)
Rafa Escoté (baixo)
Agustí Brugada (flauta)
Eugeni Gil (guitarra)
Jordi Vilaprinyó (teclado)

Faixas:
01 Gegants i Serpentines 3:17
02 Funky 4:18
03 Suite 6:22
04 La Noia Que Tenia Els Ulls Verds De Tant Mirar El Mar 8:42
05 Record de Rosa 1:02
06 Carnaval 2:12
07 Variacions 7:14
08 Gotes de Gel 5:28



PEROLAS DO ROCK N´ROLL - PROG FOLK - LA CORAL CÓSMICA - Triptic - 1979



Artista / Banda: La Coral Cósmica
Álbum: Triptic
Ano: 1979
Gênero: Progressive Folk
País: Espanha

Comentário: Grupo formado em 1978 na cidade de Barcelona e que lançou apenas um álbum no ano seguinte, que se mantém na obscuridade. Trata-se de um disco com faixas curtas e mesclando influências de música tradicional espanhola / flamenca e rock progressivo (incluindo presença e produção do tecladista Jordi Vilaprinyó (ex-Coses e Gótic)). O instrumental é destaque, variado com passagens de teclados, violino, flauta, violões e guitarra, proporcionando atmosferas diversificadas, ora viajante, ora na linha mediterrânea / acústica. As letras são todas em espanhol.
Consistente e interessante obra para fãs de progressivo espanhol, recomendado!

La Coral Cosmica - Tripic - 1979
MUSICA&SOM ☝

Músicos:
Joan Sanmartí (guitarra)
Toni López (piano)
Jordi Álvarez (baixo)
Joan Antón Mas (bateria)
Liba Villavecchia (saxofone)
Ferrán Solo (violino)
Conxa Armengol (vocal)
Ibi Cana (vocal)
Kim Torras (vocal, guitarra)
Pere Canal (vocal)

Faixas:
01 Alba 2:46
02 El Cami del Cel 3:02
03 Venecia Dijous 19 3:33
04 Rumba Cósmica 5:31
05 Nua 3:19
06 Dins del Teu Cor 5:45
07 Dansa d'Amor Etern 2:54
08 Triptic 2:37
09 Afirmacio 2:07
10 Arbre 3:46
11 Extasis 0:18



CLAUBER MARTINS

 


Nascido em 28 de julho de 1972, em Grajaú, no Maranhão, o cantador iniciou-se musicalmente aos oito anos de idade na cidade de Imperatriz (MA), quando ganhou de presente (do pai) o primeiro violão.

Quatro anos depois ingressou na escola de música do Rotary Club, onde começou a tocar requinta e posteriormente sax-soprano. Aos 14 anos fez a primeira composição que no mesmo ano o levou a vencer o seu primeiro festival. A música popular brasileira, sempre foi caracterizada nas interpretações e composições do cantor através de suas apresentações em shows solo e em parceria com vários cantadores e compositores do cenário da música brasileira.

Participou e participa de muitos festivais de considerada expressão pelo país, tendo assim em seu ‘embornal’ mais de cinquenta troféus. Residindo desde 2004 em Marabá (PA), Clauber Martins é idealizador do projeto “Marabá de Todos Cantos”, que envolve na primeira edição (em 2015) um CD com dez músicas de compositores marabaenses. No contexto dos festivais, o artista já teve a honra de participar por diversas vezes do FECAM – Festival da Canção em Marabá, além de outros festivais na região e em todo o Brasil. O que deu a ele uma bagagem musical de peso.

Membro do CCB (Clube dos Compositores do Brasil) e três CD’s gravados, sendo eles ‘Clauber Martins’ (interpretações), ‘Coração do Cantador’ e ‘Deix’Tá’. Foi lançado no ano de 2016 o CD ‘Coisas de Cantador’, com composições autorais, interpretadas em parceira com alguns renomados cantores como: Nilson Chaves, Xangai, Zebeto CorrÊa, Javier di MarY-a-bá e Walter Lajes.

Vale a pena apreciar as composições e interpretações estradeiras desse cantador de emoções e vivências. Para quem tiver mais interesse na carreira e obras do artista o material dele pode ser encontrado nas principais redes sociais com vídeos de apresentações e interpretações, te deixando por dentro das principais parcerias estabelecidas no mundo da música.

Sucessos como Shayko Pyaway, Nós Destino, Nua e Crua e Assim o Tal do Amor estão entre as composições do cantor. Clauber tem a magia de nos embriagar com a poesia e os acordes do violão bem dedilhado.





The Village Orchestra - Et In Arcadia Ego (2005)

 


Álbum de estreia do produtor escocês Ruaridh Law. Uma sonoridade ambient IDM/techno encantadora, contemplativa e com algumas pitadas de glitch.

Track listing:
1. COSHH
2. Jacob / Bad Hand at Cards v2
3. Dawn
4. Bryan's Tricky 'Do You Like the Drummer?' Question
5. All the Little Lights Going Out
6. Love Theme from 'Two Man Rumble'
7. Sunken
8. Many Rooms in My Father's House
9. In Arcadia




Lumen Drones - Lumen Drones (2014)

 


Sons monótonos e atmosféricos de um trio de músicos noruegueses — guitarra, violino e bateria. De desenvolvimento lento e frequentemente melancólico, com uma sonoridade que remete ao jazz, ao pós-rock e à psicodelia. Fãs de Dirty Three certamente encontrarão muito o que apreciar aqui.

Track listing:
1. Dark Sea
2. Ira Furore
3. Anemone
4. Echo Plexus
5. Lux
6. Husky
7. Keelwater
8. Svartaskjaer





Bill Connors - Of Mist and Melting (1978)

 


Jazz gelado da ECM liderado pelo guitarrista Bill Connors, com Gary Peacock no baixo, Jack DeJohnette na bateria (quem mais?) e Jan Garbarek no saxofone. Tenho estado numa onda ECM nos últimos dias, esperem mais em breve

Track listing:
1. Melting
2. Not Forgetting
3. Face in the Water
4. Aubade
5. Cafe Vue
6. Unending




Landing - Oceanless (2001)

 


Vibrações envolventes de Utah. Nuvens leves e ecoantes de guitarra e sintetizador pairam e vibram sobre uma bateria lenta e minimalista. Slowcore filtrado pelos sons do space rock ambiente.


Track listing:
1. How Did You Feel?
2. Harmonies
3. Rival Veed Fiir
4. Are You Gone to Vast Arc Hues?
5. Structure vs. Chaos
6. ...




sexta-feira, 15 de maio de 2026

Henrique Tibola - Henrique Tibola (2026)



Direto de Caxias do Sul (RS), Henrique Tibola estreia seu primeiro álbum de estúdio exclusividade aqui no MI antes da chegada oficial às plataformas, nesta quinta-feira, 10 de abril. Neste disco homônimo, o cantor e compositor organiza oito faixas em torno de temas como amor, ausência, memória e solidão. Ao longo do álbum, Tibola investe numa escrita voltada para as delicadezas e contradições do afeto. Com referências em nomes como Tim Bernardes e Ana Suy, ele traduz seu universo de introspecção em linguagem. Os ingles “Chuva Vai”, “Desaguar”, “Ao Redor do Mundo” e “Meu Amor Por Ti”, já anteciparam a atmosfera do disco, mas ouvindo do início ao fim, fica bem clara a travessia emocional que revela um artista que não tem medo de compartilhar com o mundo as experiências sentimentais mais grandiosas pelas quais nós passaremos ao longo dos anos..


Zonta - Revolução Sonora (2026)




Lançar um primeiro álbum nunca é só lançar músicas novas. Para a Zonta, Revolução Sonora chega como o momento em que uma trajetória começa a se enxergar com mais nitidez. Não porque a banda esteja tentando se anunciar como pronta ou definitiva, mas porque este parece ser o trabalho em que tudo o que vinha sendo construído ganha mais forma, mais direção e mais verdade. Formada por João Lucas Brandão, no baixo, Higor Ernandes, na guitarra, Marcos Paulo Bonatti, na percussão, e Valdivino Neto, no vocal, a Zonta vive esse novo capítulo também com a chegada de João Marcos na bateria, reforçando a formação às vésperas do lançamento do primeiro disco.


Destaque

Grandes canções: Van Morrison - "The Way Young Lovers Do" (1968)

  Esta linda canção do cantor/compositor irlandês Van Morrison apareceu em seu segundo álbum solo, "Astral Weeks" (lançado em nov/...